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Ditaduras no Brasil
O Estado Novo (1937–1945) e a ditadura de 1964–1985 em profundidade, situados na longa história do autoritarismo brasileiro: golpes, instituições, repressão, censura, vítimas, resistências, economia, campo, povos indígenas, transição, memória, verdade e justiça.
45 verbetes do núcleo nesta prévia · 10 verbetes já existentes integrados · 1246 verbetes planejados no catálogo.
Como este acervo trabalha
Identidade transparente
Este acervo é mantido pelo Exército Lula, acervo independente com posição editorial favorável a Lula, declarada, e contrário à ditadura e ao seu legado. Não fala em nome de nenhum partido; a opinião fica separada do texto enciclopédico.
Pesquisa verificável
Cada afirmação relevante leva fonte. Diferenciamos documento de época, testemunho, fato corroborado, conclusão de comissão, pesquisa, acusação, investigação, denúncia, decisão judicial e interpretação.
Respeito às vítimas
Perfis dignos, que começam pela vida. Violência descrita só no grau necessário; trechos sensíveis ficam ocultos até que você decida abri-los. Filiação política nunca justifica violência de Estado.
Rigor nas responsabilidades
Cargo não prova participação pessoal em cada crime. Versões de agentes e instituições aparecem contextualizadas e confrontadas com as evidências, sem falsa equivalência com o negacionismo.
O que significa cada selo de seção
- Fatos documentados
- Documento de época
- Testemunho
- Conclusão de comissão
- Resultado de pesquisa
- Acusação (não comprovada)
- Investigação
- Denúncia judicial
- Decisão judicial
- Interpretação historiográfica
- Debate em aberto
- Posição oficial da UP
Conclusão de comissão da verdade não é condenação penal. Denúncia do Ministério Público não é condenação. Documento de inteligência registra a avaliação de quem o produziu. Acusação não comprovada aparece identificada como tal.
Comece aqui
- 1Ditadura militar (1964–1985)O panorama de 1964–1985: o que foi, como funcionou, quem resistiu, como terminou.
- 2Estado Novo (1937–1945)A ditadura de Vargas (1937–1945), distinta dos outros governos Vargas.
- 3Autoritarismo e rupturas na história do BrasilEstados de sítio, rupturas e permanências, da Primeira República à Constituição de 1988.
- 4Golpe de 1964Como se derrubou um governo constitucional, quem conspirou e quem apoiou.
- 5Ato Institucional nº 5 (AI-5)O ato que fechou o Congresso e suspendeu o habeas corpus para crimes políticos.
- 6Ditadura militar, civil-militar ou empresarial-militar? Nomes e datasMilitar, civil-militar ou empresarial-militar? Nomes, datas e o que é fato estabelecido.
- 7Quantas foram as vítimas da ditadura? Como se constroem os númerosComo se constroem os números, e por que categorias diferentes não se somam.
1964–1985
A ditadura de 1964
Do golpe contra João Goulart à eleição indireta de 1985, passando pelos atos institucionais, pelo AI-5, pela montagem do sistema de repressão, pelas guerrilhas, pela distensão, pela anistia e pelas Diretas Já.
- 14 de março de 1961Assassinato de Alfredo Nascimento, da Liga de Sapé.
- 10 de abril de 1964Mandato cassado com base no AI-1 (baixado em 9/4/1964).
- julho de 1967 (data disputada)Ministro Albuquerque Lima institui a comissão de inquérito.
- 25 de setembro de 1969Portaria Funai nº 231 cria a Guarda Rural Indígena (GRIN).
- 22 de agosto de 1971Amaro Luiz de Carvalho é morto na Casa de Detenção do Recife.
- 1975Manifesto da Mulher Brasileira pela anistia reúne 16 mil assinaturas.
- 13 de outubro de 1978Emenda Constitucional nº 11 revoga os atos institucionais (vigência em 1º/1/1979).
- 1981Identifica a Casa da Morte e denuncia o médico Amílcar Lobo.
1937–1945
O Estado Novo
A ditadura instaurada por Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937, distinta do Governo Provisório (1930–1934), do governo constitucional (1934–1937) e do governo eleito de 1951–1954. Os levantes de 1935 e a repressão que se seguiu vêm antes.
- 3 de outubro de 1930Início da Revolução de 1930.
- 16 de julho de 1934Promulgação da Constituição de 1934.
- 25 de novembro de 1935Estado de sítio após o levante comunista.
- c. 1936Embarcada no navio La Coruña para a Alemanha.
- 10 de novembro de 1937Golpe: fechamento do Congresso e outorga da Constituição de 1937.
- 8 de junho de 1938Decreto-Lei nº 474 regula o processo no TSN.
- abril de 1941Fundada a Companhia Siderúrgica Nacional.
- 11 de janeiro de 1944Nasce em Cerqueira César (SP).
Verbetes: Autoritarismo e rupturas na história do Brasil · Capitães da Areia · Carlos Marighella · Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) · DOPS/DEOPS, polícias políticas estaduais (1924–1983) · Edifício do DEOPS/SP · Estado Novo (1937–1945) · Filinto Müller · Getúlio Vargas · Política trabalhista e sindical (1930–1945) · Tribunal de Segurança Nacional (TSN)
Cronologia 1930–1945 (181 marcos)Explorar por eixo
Trilhas de estudo
Verbetes do núcleo
"Milagre econômico" (1968–1973)
Crescimento acelerado, arrocho salarial e concentração de renda sob a ditadura
Anistia de 1979
A campanha pela anistia "ampla, geral e irrestrita" e a Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979
Ato Institucional nº 5 (AI-5)
Ato de exceção de 13 de dezembro de 1968, em vigor até 31 de dezembro de 1978
Autoritarismo e rupturas na história do Brasil
Estados de exceção, ditaduras e repressão sob regimes constitucionais, do Império à Constituição de 1988
Brasil: Nunca Mais
Projeto clandestino de cópia e análise de processos da Justiça Militar (1979–1985), livro de 1985 e acervo digital
Capitães da Areia
Romance de Jorge Amado (1937), queimado em praça pública em Salvador
Carlos Marighella
Dirigente comunista, deputado constituinte e fundador da ALN (1911–1969)
Casa da Morte de Petrópolis
Centro clandestino de tortura, execução e desaparecimento do CIE (Petrópolis, RJ, c. 1971–1974)
Censura na ditadura militar
Controle estatal da imprensa, das artes e dos livros no Brasil (1964–1985) e sua desmontagem até 1988
Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP)
Órgão de propaganda e censura do Estado Novo (1939–1945)
Diretas Já
Campanha pela eleição direta para presidente (1983–1984)
Ditadura militar (1964–1985)
Regime instaurado pelo golpe de 1964 e encerrado com a posse de um presidente civil em 15 de março de 1985
Ditadura militar, civil-militar ou empresarial-militar? Nomes e datas
Debate historiográfico sobre a denominação e a periodização do regime de 1964
Dom Paulo Evaristo Arns
Frade franciscano, arcebispo de São Paulo (1970–1998) e cardeal (1921–2016)
DOPS/DEOPS, polícias políticas estaduais (1924–1983)
Delegacias e departamentos de Ordem Política e Social das polícias civis estaduais
Edifício do DEOPS/SP
Sede da polícia política paulista (1940–1983) e hoje Memorial da Resistência de São Paulo
Ernesto Geisel
General e presidente da República na ditadura (1907–1996)
Estado Novo (1937–1945)
Ditadura de Getúlio Vargas, do golpe de 10 de novembro de 1937 à deposição de 29 de outubro de 1945
Feliz Ano Novo
Livro de contos de Rubem Fonseca (1975), proibido e apreendido pela ditadura em 1976
Filinto Müller
Militar, chefe de polícia do Distrito Federal (1933–1942) e senador (1900–1973)
Getúlio Vargas
Político gaúcho, chefe do Governo Provisório, presidente constitucional, ditador do Estado Novo e presidente eleito (1882–1954)
Golpe de 1964
Deposição do presidente João Goulart (31 de março–2 de abril de 1964)
Governos da ditadura (1964–1985)
Cinco generais-presidentes e uma junta militar, de Castelo Branco a Figueiredo
Greves do ABC (1978–1980)
Greves metalúrgicas no ABC paulista, repressão e origem do "novo sindicalismo"
Guerrilha do Araguaia
Núcleo guerrilheiro do PCdoB no sudeste do Pará e campanhas militares de extermínio (1966–1974)
Helenira Resende
Estudante, dirigente da UNE e guerrilheira do Araguaia (1944–1972), desaparecida política
Inês Etienne Romeu
Militante da VPR, presa política e única sobrevivente conhecida da Casa da Morte (1942–2015)
Ligas Camponesas
Movimento de foreiros, meeiros e pequenos lavradores do Nordeste (1955–1964)
Manoel Fiel Filho
Operário metalúrgico, morto sob tortura no DOI-CODI de São Paulo (1927–1976)
Manoel Lisboa de Moura
Estudante de medicina e dirigente do PCR (1944–1973), morto sob tortura
Memória, verdade, reparação e justiça no Brasil
A justiça de transição depois da ditadura de 1964–1985: leis, comissões, buscas, processos e decisões (situação em 19/10/2026)
Política trabalhista e sindical (1930–1945)
Do Ministério do Trabalho à CLT: direitos sociais e controle do Estado sobre os sindicatos
Povos indígenas e a ditadura (1964–1985)
Política indigenista, estradas, remoções, prisões, mortes e resistência, e o que as comissões e tribunais estabeleceram depois
Qual a diferença entre morto e desaparecido político?
Definições da lei, da Comissão Nacional da Verdade e do direito internacional; certidões, buscas e outras categorias de vítimas
Quantas foram as vítimas da ditadura? Como se constroem os números
434, 1.843, 8.350, 1.196, 6.591, 80 mil: o que cada número mede, de onde vem e por que não se somam
Relatório da Comissão Nacional da Verdade
Relatório final da CNV (Lei 12.528/2011), entregue em 10 de dezembro de 2014
Relatório Figueiredo
Inquérito do Ministério do Interior sobre crimes no Serviço de Proteção aos Índios (1967–1968)
Rubens Paiva
Engenheiro e deputado federal (PTB-SP), desaparecido após prisão em 1971 (1929–1971)
Sistema DOI-CODI e Operação Bandeirante
Destacamentos de Operações de Informações e Centros de Operações de Defesa Interna do Exército (1969–anos 1980)
SNI e Sistema Nacional de Informações (SISNI)
Serviço Nacional de Informações (1964–1990) e a "comunidade de informações" da ditadura
Therezinha Zerbini
Assistente social e advogada, fundadora do Movimento Feminino pela Anistia (1928–2015)
Tribunal de Segurança Nacional (TSN)
Tribunal de exceção da Era Vargas (1936–1945)
Vala clandestina de Perus
Vala comum aberta em 1976 no Cemitério Dom Bosco (São Paulo) e revelada em 1990, com 1.049 conjuntos de ossadas
Violações de direitos humanos na ditadura (1964–1985)
Prisões arbitrárias, tortura, execuções, desaparecimentos, exílio, expurgos, vigilância e perseguições, o que está documentado e por quem
Vladimir Herzog
Jornalista, morto sob tortura no DOI-CODI de São Paulo (1937–1975)
Sobre esta versão
Todos os verbetes do núcleo foram redigidos com apoio de IA a partir das fontes listadas e aguardam revisão humana, os que tratam de violência e de responsabilidades individuais exigem revisão reforçada e não geram peças de compartilhamento até lá. O catálogo reúne 1246 verbetes planejados, sem texto, e reutiliza 124 entidades que já existiam na enciclopédia (10 verbetes e 114 entradas planejadas), sem duplicá-las.