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Feliz Ano Novo

Livro de contos de Rubem Fonseca (1975), proibido e apreendido pela ditadura em 1976

Livro de contos de Rubem Fonseca publicado em 1975 pela Artenova. Best-seller, foi proibido e mandado apreender em 1976 pelo ministro da Justiça Armando Falcão, sob alegação de ofensa à 'moral e aos bons costumes'. O autor processou a União e o livro só foi reeditado em 1989.

Também: Feliz ano novo (Rubem Fonseca) · Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca

Índice e ficha
Autoria
Título original
Feliz Ano Novo
Publicação original
1975 (Artenova)
Idioma original
pt
Direitos
Obra protegida por direitos autorais; não reproduzir trechos.
Período
1975 (publicação); 1976–1985 (proibição)
Área
Ditaduras no Brasil
Regiões
Brasil
Temas
Cultura, artes e vida cotidiana, Repressão, violência política e direitos

Feliz Ano Novo é um livro de contos do escritor Rubem Fonseca, nascido em Juiz de Fora (MG) em 1925, publicado em 1975 pela editora Artenova 1. Suas narrativas de violência, sexo e conflito entre classes, o milionário que sai à noite para atropelar pessoas, os assaltantes que invadem uma festa de réveillon numa mansão, fizeram dele um best-seller e, um ano depois, um dos casos mais conhecidos de censura a livros na ditadura militar 1.

Em 1976, quando já tinha vendido cerca de 30 mil exemplares e uma quarta edição estava para chegar às livrarias, o livro foi proibido pelo ministro da Justiça do governo Geisel, Armando Falcão, sob a alegação de atentar contra a moral e os bons costumes 1. A proibição seguiu o rito do sistema de censura montado a partir do Decreto-Lei 1.077/1970: o livro foi publicado, distribuído e vendido e só depois examinado pela Divisão de Censura de Diversões Públicas, cujo parecer embasou o decreto ministerial de proibição e apreensão 2 3.

Este verbete trata do livro como obra censurada: contexto, ato de censura, ação judicial e recepção. A obra está protegida por direitos autorais; não se reproduzem trechos.

A obra

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

Rubem Fonseca estreara em 1963 com Os prisioneiros, consolidara-se com os contos de Lúcia McCartney (O Globo data o livro de 1968) e publicara o romance O caso Morel (1973). Em Feliz Ano Novo, segundo o Acervo O Globo, o escritor "consagrava um estilo": linguagem seca, cortante, cinematográfica, para contar histórias de personagens urbanos, muitas vezes do submundo, em situações de extrema violência 1.

Entre os enredos destacados pelo Acervo O Globo estão o do milionário que sai à noite caçando vítimas para atropelar e o dos ladrões que descem a favela e invadem uma festa de réveillon 1. A violência é narrada sem comentário moral do narrador, característica que parte da crítica lê como exposição da brutalidade das relações sociais, e que os censores trataram como obscenidade ou apologia.

Publicação e sucesso (1975)

Fatos documentados

Lançado pela Artenova em 1975, o livro tornou-se um best-seller nacional; antes da proibição, tinha vendido 30 mil exemplares e uma quarta edição estava prestes a ser distribuída 1. Reimão registra o livro como "Artenova, 1976", provavelmente a edição examinada pela censura, o que convém conferir no processo da DCDP 2.

O ano de 1975, segundo o projeto Memórias da Ditadura, foi de "boom literário" no Brasil, com o crescimento do romance-reportagem e de novos formatos; a censura a livros, por sua vez, atingiu o auge entre 1975 e 1980, no governo Geisel 4 2.

A proibição e a apreensão (1976)

Fatos documentadosResultado de pesquisa

Em 1976, o ministro da Justiça Armando Falcão proibiu Feliz Ano Novo sob a alegação de atentar contra a moral e os bons costumes 1. Reimão situa o caso num grupo de livros, com Dez histórias imorais, de Aguinaldo Silva; Diário de André, de Brasigóis Felício (grafado "Brasigóes" por Reimão); Zero, de Ignácio de Loyola Brandão; e Em câmara lenta, de Renato Tapajós, que foram publicados e comercializados e só depois examinados pela DCDP, cujo parecer, na maioria dos casos, embasou o decreto de proibição e apreensão assinado pelo ministro, com a fórmula: "proíbo a publicação e circulação em todo o território nacional [...] bem como determino a apreensão de todos os seus exemplares expostos à venda, por exteriorizarem matéria contrária à moral e aos bons costumes" 2. O processo e o parecer de Feliz Ano Novo estão no arquivo da DCDP 2.

O fundamento legal é o Decreto-Lei 1.077/1970, que mandava não tolerar publicações "contrárias à moral e aos bons costumes" e autorizava o ministro da Justiça a proibir a divulgação e determinar a busca e apreensão de todos os exemplares (arts. 1º e 3º); a venda de livros proibidos sujeitava os infratores a multa e à perda dos exemplares, "que serão incinerados a sua custa" (art. 5º) 3.

Data. As fontes consultadas situam a proibição em 1976; páginas de O Globo listadas no acervo sobre o caso são de 24, 28 e 29 de dezembro de 1976, e a Veja publicou em 29/12/1976 a matéria "Feliz ano novo?" 1 2. A data de 15 de dezembro de 1976 aparece na Wikipédia com remissão a documento do Arquivo Nacional, não conferido 5.

Reações. Segundo O Globo, um senador da Arena chamou o livro de "pornografia pura" e pregou a prisão do autor 1. Em 1978, outro texto de Rubem Fonseca, o conto "O cobrador", vencedor do concurso da revista Status, foi vetado previamente pela DCDP, repetindo o que ocorrera em 1976 com "Mister Curitiba", de Dalton Trevisan 2.

A ação de Rubem Fonseca contra a União

Decisão judicialFatos documentados

Rubem Fonseca não deu declarações públicas, mas moveu ação contra a União por perdas materiais e danos morais 1.

  • Primeira instância (1980): segundo O Globo, o juiz manteve a proibição, mas com uma ressalva, o livro não agredia os bons costumes, e sim incitava à violência 1. A decisão, portanto, trocou o fundamento sem liberar a obra.
  • Liberação (1985): o livro foi liberado em 1985, com o fim da ditadura 1.
  • Vitória judicial e reedição (1989): a obra só foi reeditada quatro anos depois, "quando o autor ganhou a ação na Justiça" 1. A reedição de 1989 saiu pela Companhia das Letras 6.

Lacunas. As fontes consultadas não informam o número do processo, o juízo, as datas exatas das decisões, o teor do julgamento em segunda instância (Tribunal Federal de Recursos ou tribunal sucessor), o valor de eventual indenização nem se a decisão final transitou em julgado em 1989. Esses dados dependem de consulta aos autos ou à imprensa da época.

Feliz Ano Novo no conjunto dos livros vetados

Resultado de pesquisa

A censura a livros foi, segundo o projeto Memórias da Ditadura, uma atividade "menos sistemática" do que a censura ao teatro, ao cinema e às canções, e ganhou base legal com o Decreto-Lei 1.077/1970 7 3. Os levantamentos divergem quanto ao número de livros atingidos: cerca de 200 censurados entre 1968 e 1978, segundo Zuenir Ventura; 430 proibidos durante todo o regime, cerca de 92 de autores brasileiros, segundo Deonísio da Silva; cerca de 140 livros de autores brasileiros vetados, segundo Sandra Reimão, a partir do acervo da DCDP 2 8 9.

Dentro desse universo, Reimão distingue três grupos de obras de autores brasileiros: cerca de 100 livros classificados como eróticos ou pornográficos; ao menos 18 livros de não ficção (ensaios políticos, econômicos, até um livro didático de saúde); e um grupo menor de obras literárias de prestígio, no qual está Feliz Ano Novo, ao lado de Zero, Em câmara lenta, Aracelli, meu amor, Dez histórias imorais, Quatro contos de pavor e alguns poemas desesperados e Diário de André 2 10. Vários desses livros tratavam de violência, sexualidade ou da experiência da repressão, temas que o critério de "moral e bons costumes" permitia enquadrar sem admitir motivação política.

O caso de Rubem Fonseca se repetiu dois anos depois, em escala menor: o conto "O cobrador", premiado no concurso de contos da revista Status em 1978, foi vetado previamente pela DCDP, porque a revista era obrigada a enviar os originais à censura antes de cada edição 2.

Censura moral ou política?

Debate em abertoInterpretação historiográfica

O decreto que proibiu Feliz Ano Novo falava em "moral e bons costumes", não em subversão. Isso não significa que o caso fosse alheio à política. O próprio Decreto-Lei 1.077, em seus "considerandos", afirmava que as publicações contrárias à moral obedeciam "a um plano subversivo, que põe em risco a segurança nacional", isto é, a legislação fundia moral sexual e segurança nacional 3.

A historiografia oferece leituras complementares. Carlos Fico, citado por Reimão, sustenta que a censura moral da DCDP "obedecia a outros ditames", ligados a preocupações das classes médias urbanas, embora não tenha ficado imune ao regime 2 11. Reimão acrescenta a hipótese de que a DCDP, percebendo a possibilidade do fim da censura com a abertura, intensificou os vetos para se mostrar necessária, o que ajudaria a explicar por que Feliz Ano Novo foi proibido em 1976, quando jornais e revistas começavam a ser liberados da censura prévia 2.

A sentença de 1980 é reveladora: ao manter a proibição alegando que o livro não feria os bons costumes mas "incitava à violência", o juiz substituiu um fundamento por outro sem enfrentar a questão da liberdade de criação 1. Só a revogação dos atos institucionais (em vigor a partir de 1979) e, sobretudo, a Constituição de 1988, que vedou "toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística", retiraram a base para esse tipo de proibição 12 13.

Circulação durante a proibição

Fatos documentados

Enquanto o livro estava proibido, leitores brasileiros "faziam fila com amigos que tinham um exemplar", e a obra era publicada na Espanha e na França 1. O caso ilustra o alcance limitado da apreensão diante de exemplares já vendidos, cerca de 30 mil, e da circulação informal, e o custo econômico imposto a autor e editora 1.

Recepção e significado

Interpretação historiográfica

O Acervo O Globo descreve a apreensão de Feliz Ano Novo como "um símbolo da época de arbitrariedade e intolerância" 1. Para a historiografia da censura, o caso é exemplar por três razões 2:

  1. mostra que a censura a livros foi mais intensa durante a abertura de Geisel, e não nos "anos de chumbo";
  2. mostra o uso do critério de "moral e bons costumes" contra literatura de grande valor, numa fronteira entre censura moral e política que os próprios censores manipulavam;
  3. mostra o procedimento de censura posterior: publicação, venda, denúncia ou exame, parecer, decreto ministerial e apreensão.

Comparações

Tabelas resumem tendências gerais; cada linha simplifica debates que o texto detalha. Classificações sobrepostas não são exclusivas.

Ficha da censura a Feliz Ano Novo
CritérioRegistro
Tipo de censuraProibição formal de publicação e circulação + apreensão dos exemplares à venda (censura posterior à publicação)
ÓrgãoMinistério da Justiça (decreto do ministro Armando Falcão), com parecer da Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP/Polícia Federal)
DataDezembro de 1976 (15/12/1976 segundo referência não conferida a documento do Arquivo Nacional)
Fundamento legalDecreto-Lei 1.077/1970, arts. 1º e 3º ('moral e bons costumes')
DocumentaçãoProcesso e parecer no arquivo da DCDP (Arquivo Nacional, Brasília), segundo Reimão (2014)
DesfechoAção do autor contra a União; proibição mantida em 1ª instância (1980); liberação em 1985; reedição em 1989 após vitória judicial

Número do processo administrativo e do processo judicial não localizados. Fontes: 'Feliz Ano Novo' é proibido pela censura (Acervo O Globo, Fatos históricos), "Proíbo a publicação e circulação...", censura a livros na ditadura militar, Decreto-Lei nº 1.077, de 26 de janeiro de 1970, Rubem Fonseca (Wikipédia).

Responsabilidades e grau de prova

Ocupar um cargo não prova participação pessoal em cada crime. A tabela diz o que cada fonte afirma e com que grau de prova.

SobreGrau de provaO que a fonte afirmaFonte
Proibição e apreensão de Feliz Ano Novo (1976)Resultado de pesquisaReimão (2014) descreve que, nesse grupo de livros, o parecer da DCDP embasou decreto de proibição e apreensão assinado pelo ministro da Justiça; O Globo atribui a proibição ao ministro Armando Falcão."Proíbo a publicação e circulação...", censura a livros na ditadura militar

No portal Ditaduras no Brasil

Ditadura de 1964–1985 · Transição e Nova República (1985–) · Nacional

Censura e propagandaCultura e cotidiano

Cronologia

  1. 1963

    Rubem Fonseca estreia com Os prisioneiros.1

  2. 26 de janeiro de 1970

    Decreto-Lei 1.077 dá base à censura de livros por 'moral e bons costumes'.3

  3. 1975

    A Artenova publica Feliz Ano Novo, que se torna best-seller.1

  4. dezembro de 1976

    O ministro da Justiça Armando Falcão proíbe o livro e determina a apreensão.1

  5. 29 de dezembro de 1976

    Veja publica a matéria 'Feliz ano novo?' sobre a censura a livros.2

  6. 1978

    O conto 'O cobrador', premiado pela revista Status, é vetado previamente pela DCDP.2

  7. 1980

    Em 1ª instância, juiz mantém a proibição, mas afasta a ofensa aos bons costumes.1

  8. 1985

    O livro é liberado.1

  9. 5 de outubro de 1988

    A Constituição veda a censura política, ideológica e artística.13

  10. 1989

    Reedição do livro após vitória judicial do autor.1

Bibliografia comentada

  • Sandra Reimão. "Proíbo a publicação e circulação...", censura a livros na ditadura militar (2014)

    Situa Feliz Ano Novo no conjunto de livros vetados e descreve o procedimento de proibição e apreensão a partir do arquivo da DCDP.

  • Acervo O Globo. 'Feliz Ano Novo' é proibido pela censura (Acervo O Globo, Fatos históricos) (2013)

    Resumo jornalístico do caso, com vendas, proibição, ação judicial e reedição, e lista de páginas de O Globo da época.

  • Deonísio da Silva. Nos bastidores da censura: sexualidade, literatura e repressão pós-64 (1989)

    Levantamento pioneiro de livros proibidos na ditadura, útil para comparar com o caso de Rubem Fonseca.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Acervo O Globo. 'Feliz Ano Novo' é proibido pela censura (Acervo O Globo, Fatos históricos). 2013.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Publicado em 24/9/2013, atualizado em 26/12/2015. Lista páginas digitalizadas de O Globo de 1975 a 1984 sobre o caso (não abertas).
  2. 2Sandra Reimão. "Proíbo a publicação e circulação...", censura a livros na ditadura militar. Estudos Avançados, São Paulo, v. 28, n. 80, p. 75-90, 2014.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]DOI exibido na página: 10.1590/S0103-40142014000100008. Versão modificada de trechos do livro Repressão e resistência (Edusp/Fapesp, 2011).
  3. 3Presidência da República (Emílio G. Médici; Alfredo Buzaid). Decreto-Lei nº 1.077, de 26 de janeiro de 1970. 1970.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 4Memórias da Ditadura (Instituto Vladimir Herzog). Romances, poesia e crítica literária.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  5. 5Wikipédia (colaborativa). Rubem Fonseca (Wikipédia).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Orientação: indica a data de 15/12/1976 e documentos do Arquivo Nacional (fundos DSI/MJ e DCDP) sobre o caso, não conferidos.
  6. 6Wikipédia (colaborativa). Feliz Ano Novo (Wikipédia).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Orientação apenas (histórico de edições). Nenhuma afirmação relevante se apoia só nela.
  7. 7Memórias da Ditadura (Instituto Vladimir Herzog). O dilema do intelectual de esquerda (literatura).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Zuenir Ventura. 1968: o ano que não terminou. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1988.[Historiografia · referência bibliográfica]Estimativas citadas via Reimão (2014), que remete à p. 285 da 17ª ed.
  9. 9Deonísio da Silva. Nos bastidores da censura: sexualidade, literatura e repressão pós-64. Estação Liberdade, São Paulo, 1989.[Historiografia · referência bibliográfica]Dados bibliográficos conforme as referências de Reimão (2014). Os números citados neste verbete vêm da síntese de Reimão, não de consulta direta.
  10. 10Sandra Reimão. Repressão e resistência: censura a livros na ditadura militar. Edusp; Fapesp, São Paulo, 2011.[Historiografia · referência bibliográfica]
  11. 11Carlos Fico. "Prezada Censura": cartas ao regime militar. Topoi, Revista de História, Rio de Janeiro, n. 5, p. 251-286, 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]Dados conforme as referências de Reimão (2014). Não consultado diretamente.
  12. 12Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Emenda Constitucional nº 11, de 13 de outubro de 1978. 1978.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  13. 13Assembleia Nacional Constituinte. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 1988.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]

Rede de relações

Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.

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Geradas a partir deste verbete. Cada peça leva o endereço do verbete, onde ficam as fontes e o contexto.

Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP, rascunho assistido por IA
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
1.545 palavras · 13 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisado: Acervo O Globo ('Feliz Ano Novo é proibido pela censura', 2013/2015), artigo de Sandra Reimão (Estudos Avançados, 2014), Decreto-Lei 1.077/1970 (Planalto), Memórias da Ditadura (literatura), Wikipédia (Feliz Ano Novo; Rubem Fonseca) só como orientação. Pendências: (1) conferir no Arquivo Nacional (fundo DCDP e DSI/MJ) a data exata (15/12/1976?), o número e o texto do ato de proibição; (2) localizar os autos da ação de Rubem Fonseca contra a União (juízo, número, sentença de 1980, decisão do TFR ou tribunal sucessor, trânsito em julgado e indenização); (3) confirmar o número de contos e de edições da Artenova e a data '1975' × '1976'; (4) confirmar editoras estrangeiras (Espanha, França); (5) confirmar a editora da reedição de 1989 em fonte independente; (6) identificar o senador da Arena citado por O Globo. Busca na web encerrada por limite; demais URLs abertas diretamente.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

Encontrou um erro? Escreva pela página de correções citando o verbete e a seção. Correções ficam registradas neste histórico.

Como citar: Feliz Ano Novo. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/feliz-ano-novo.

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