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Helenira Resende

Estudante, dirigente da UNE e guerrilheira do Araguaia (1944–1972), desaparecida política

Estudante de Letras da USP, presidente de centro acadêmico e vice-presidente da UNE, presa três vezes entre 1967 e 1968. Militante do PCdoB, foi para o Araguaia como "Fátima" e morreu em setembro de 1972 após ser capturada pelo Exército. Seus restos nunca foram entregues à família.

Também: Helenira Resende de Souza Nazareth · Helenira Rezende de Souza Nazareth · Fátima (codinome no Araguaia) · Preta (apelido)

Índice e ficha
Nome completo
Helenira Resende de Souza Nazareth
Nascimento
11 de janeiro de 1944, Cerqueira César (SP)
Morte
setembro de 1972 (data disputada), Sudeste do Pará (Oito Barracas / Região do Alvo / São José / Castanhal do Mano Ferreira, conforme a fonte)Capturada por militares na Operação Papagaio e morta; segundo o Relatório Arroyo, torturada até a morte. Restos não localizados (desaparecida política).
Nacionalidade
brasileira
Papéis
  • Presidente do centro acadêmico de Letras da FFCL-USPMilitante
  • Vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE)Militante · 1968
  • Guerrilheira do Destacamento A no AraguaiaMilitante · c. 1969–1972
Filiações
Partido Comunista do Brasil (PCdoB) (até 1972)
Período
1944–1972
Área
Ditaduras no Brasil
Regiões
Brasil
Temas
Repressão, violência política e direitos, Mulheres e feminismos, Ciência e educação, Partido e organização

Helenira Resende de Souza Nazareth (1944–1972) foi uma das lideranças do movimento estudantil paulista dos anos 1960: estudante de Letras na Universidade de São Paulo, presidente do centro acadêmico e vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) 1. Presa três vezes entre 1967 e 1968, a última no XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, passou à clandestinidade como militante do PCdoB depois de libertada, às vésperas do AI-5 1.

No sudeste do Pará, onde viveu como "Fátima", integrou o Destacamento A da Guerrilha do Araguaia. Foi morta no fim de setembro de 1972, durante a Operação Papagaio, depois de capturada por militares; as fontes divergem sobre a data exata, o local e as circunstâncias, e seus restos nunca foram localizados 1. É uma desaparecida política (ver Qual a diferença entre morto e desaparecido político?).

Origem e formação

Fatos documentados

Segundo a CNV, Helenira nasceu em 11 de janeiro de 1944, em Cerqueira César (SP), filha de Euthália Resende de Souza Nazareth e Adalberto de Assis Nazareth 1. (A Wikipédia em português registra 19 de janeiro; prevalece aqui a data da CNV e da Comissão da Verdade paulista 2 3.) Aos quatro anos mudou-se com a família para Assis (SP), onde concluiu o curso clássico no Instituto de Educação Professor Clibas Pinto Ferraz, ajudou a fundar o grêmio da escola e conquistou medalhas no basquete 1.

A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo registra que seu pai era "médico negro", conhecido por suas tendências humanistas 3. Entre colegas, Helenira era chamada de "Preta" 1. As fontes consultadas não trazem autoidentificação racial dela; por isso, este verbete não lhe atribui uma identidade além do que as fontes registram. Homenagens posteriores a associam à memória de mulheres negras na resistência, por exemplo, a Casa Helenira Preta, em Mauá (SP), mencionada pela Wikipédia sem fonte 2, ponto a aprofundar com fontes familiares e acadêmicas.

Liderança estudantil (1965–1968)

Fatos documentados

Helenira ingressou em Letras na USP em 1965, segundo o Jornal da USP, e suspendeu o curso em 1967 4. Na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da rua Maria Antônia, foi eleita presidente do centro acadêmico e "logo se tornou uma das mais importantes lideranças no movimento estudantil paulistano da época" 1.

Foi presa pela primeira vez em 1967, em junho, segundo a Comissão da Verdade paulista, ao escrever nos muros da Universidade Mackenzie, na mesma rua Maria Antônia, a frase "Abaixo as leis da ditadura" 1 3. Em maio de 1968 foi presa novamente ao convocar colegas para uma passeata 1.

Vice-presidência da UNE. A CNV e a Comissão paulista afirmam que ela era vice-presidente da UNE na época do congresso de Ibiúna, em 1968; o Jornal da USP diz que se tornou vice-presidente em 1968 1 3 4. A data e o congresso da eleição não foram localizados nas fontes consultadas.

Ibiúna, prisão e clandestinidade (1968)

Fatos documentados

Em 1968, Helenira foi presa pela terceira vez em Ibiúna (SP), onde participava, como delegada eleita, do XXX Congresso da UNE 1. Apontada pela polícia política como uma das líderes do movimento estudantil, foi transferida do Presídio Tiradentes para o DOPS e depois para o presídio de mulheres do Carandiru, onde ficou dois meses 1. A Comissão paulista registra que, no DOPS, foi "jurada de morte" pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, relato que a comissão reproduz sem detalhar a fonte primária 3.

A família obteve sua libertação por habeas corpus na véspera da edição do AI-5, em meados de dezembro de 1968 1. Já militante do PCdoB, ela seguiu a orientação do partido e passou à clandestinidade, temendo pela própria vida e pela segurança da família; morou em vários pontos do país antes de ir para o sudeste do Pará 1. A data da chegada ao Araguaia não consta das fontes consultadas.

No Araguaia: "Fátima"

Fatos documentados

No Pará, Helenira viveu na localidade conhecida como Metade, área de atuação do Destacamento A, que agia ao longo da Transamazônica 1 5. "Muito popular e brincalhona", segundo a CNV, ficou conhecida na região como Fátima; depois de sua morte, o Destacamento A passou a levar seu nome 1.

A guerrilha ainda estava em fase de preparação quando o Exército atacou, em abril de 1972 (ver Guerrilha do Araguaia). Helenira sobreviveu à primeira campanha. Sua morte ocorreu na segunda, a Operação Papagaio (18 de setembro a 10 de outubro de 1972, segundo a CNV), conduzida pela 3ª Brigada de Infantaria com unidades do Exército, da Marinha e da Aeronáutica 1.

Captura e morte: o que dizem as fontes

Conclusão de comissãoTestemunhoDocumento de época
Conteúdo sensívelEsta seção descreve a captura, ferimentos e a morte sob tortura de uma pessoa presa (sem detalhes gráficos).Ler este trecho

As fontes concordam que Helenira morreu em fins de setembro de 1972 em confronto com tropas ou logo depois de capturada, mas divergem em data, local e circunstâncias 1:

  • Relatório Arroyo (1974): em 29 de setembro de 1972, ela teria encontrado tropas e atirado com uma espingarda; atingida por rajada de metralhadora, foi presa e "torturada até a morte"; camponeses disseram que estaria enterrada em Oito Barracas 1 6. O capítulo da CNV sobre o Araguaia adota essa versão 5.
  • Elza Monnerat, em depoimento à Justiça Militar citado pela CEMDP, ratificou essa versão 1 7.
  • Moradores ouvidos pelo MPF em 2001, citados pelo Dossiê ditadura: um guia do Exército, José Rufino Pinheiro, disse tê-la visto baleada na coxa e na perna, carregada no lombo de um burro, e ouvido que teria sido levada a Belém de helicóptero; outros divergem sobre se ela chegou viva ou morta à base de Oito Barracas; uma testemunha situa o confronto no Castanhal do Mano Ferreira 1 8.
  • Comunicado nº 6 das Forças Guerrilheiras, citado em publicação do Arquivo Nacional: teria sido metralhada no lugarejo São José 1 9.
  • Documentos militares: o relatório da Manobra Araguaia (30/10/1972), assinado pelo general Antônio Bandeira, diz que foi morta em patrulhamento em 28 de setembro, na "Região do Alvo"; o Relatório de Situação nº 2 do Comando Militar do Planalto (2/10/1972) registra sua morte; a missão "Olho Vivo" da Aeronáutica (2 a 13/10/1972) também a confirma; um relatório do CIE de 1975 a dá como morta em 8 (ou 9) de setembro; o relatório da Marinha entregue ao Ministério da Justiça em 1993 afirma, ao contrário, que ela estaria "foragida" 1 5.

A ficha do DOPS/SP registrou morte "em combate" em 8/9/1972, segundo a Comissão paulista 3. A coexistência de documentos que registram a morte com a versão de "foragida" de 1993 ilustra a negativa de informação que a Corte Interamericana considerou violação de direitos dos familiares 10.

Desaparecimento e reconhecimento

Conclusão de comissãoDecisão judicial

Helenira foi reconhecida como desaparecida política no anexo I da Lei nº 9.140/1995 e pela CEMDP em 1996 (18 de junho, segundo a CNV; processo nº 148/96, segundo a Comissão paulista) 1 3. Depoimentos ao MPF indicam que estaria enterrada perto do igarapé Tauarizinho, na base de Oito Barracas; outro relato fala em remoção a Belém 1. Seus restos nunca foram localizados nem entregues à família 3.

Está entre as 62 vítimas de desaparecimento forçado do caso Gomes Lund e outros vs. Brasil, julgado pela Corte Interamericana em 24 de novembro de 2010 1 10. A CNV identificou como cadeia de comando da Operação Papagaio o presidente Emílio Garrastazu Médici, o ministro do Exército Orlando Geisel, o chefe do CIE Milton Tavares de Souza, o comandante militar do Planalto Olavo Vianna Moog, o comandante da 3ª Brigada Antônio Bandeira e oficiais dos Fuzileiros Navais, lista de comando, que não prova participação pessoal de cada um na morte 1. A CNV recomendou continuar as investigações, localizar os restos, retificar a certidão de óbito e identificar e responsabilizar os agentes envolvidos 1; a Comissão paulista registra que a retificação, pedida em 2014, não foi feita 3.

A busca que não terminou. Na sentença de 2010, a Corte Interamericana constatou que, passados mais de 38 anos, só os restos de duas das 62 vítimas do caso tinham sido identificados, os de Helenira não estão entre eles 11. A determinação de localizar e entregar os restos das vítimas desaparecidas segue entre as reparações pendentes na sistematização da própria Corte 12. Para o tribunal, o desaparecimento forçado é uma violação permanente, que continua enquanto não se conhece o paradeiro da pessoa; a CNV transcreve esse entendimento ao concluir o perfil de Helenira 1. A história da busca na região está em Guerrilha do Araguaia.

Homenagens e memória

Fatos documentados

Helenira dá nome a ruas em Campinas (Lei nº 9.497, de 20 de novembro de 1997) e em Guarulhos, segundo a CNV 1, e em São Paulo, nos bairros de Cidade Ademar e Grajaú, segundo a Comissão paulista 3. Em 26 de agosto, no projeto "Diplomação da Resistência", a USP concedeu diploma póstumo a ela e a outros 14 estudantes mortos pela ditadura 4. A Wikipédia lista outras homenagens, associação de pós-graduandos da USP, praça em Assis, centro acadêmico na Unifesp, que precisam de conferência em fonte própria 2.

Sua trajetória costuma ser lembrada como símbolo da geração estudantil de 1968 e da presença de mulheres na resistência, inclusive na guerrilha. Este verbete registra essas homenagens sem fazer delas avaliação: a biografia se apoia no que as comissões e documentos estabelecem.

Situação documentada

As categorias não se somam: uma mesma pessoa pode ter sido presa, exilada e depois desaparecida.

  • Desaparecido(a)
  • Sobrevivente
Reconhecimento oficial
Restos mortais
Não localizados. Depoimentos indicam sepultamento perto do igarapé Tauarizinho, na base de Oito Barracas; outro relato menciona remoção para Belém.
Investigações e processos
Depoimentos colhidos em inquéritos civis públicos do MPF (SP, PA e DF, 2001). A CNV recomendou continuar as investigações; não há ação penal específica identificada nesta redação.
Reparação e memória
Ruas em Campinas, Guarulhos e São Paulo; diploma póstumo da USP. A certidão de óbito não foi retificada, segundo a Comissão da Verdade de SP.
O que não se sabe
Data exata (8, 9, 28, 29 ou 30 de setembro de 1972), local da captura e se morreu no local ou após transporte; destino dos restos. Data da eleição para a vice-presidência da UNE e da chegada ao Araguaia.

Informações sobre processos e reparações conferidas até 19 de outubro de 2026; podem ter mudado depois.

Responsabilidades e grau de prova

Ocupar um cargo não prova participação pessoal em cada crime. A tabela diz o que cada fonte afirma e com que grau de prova.

SobreGrau de provaO que a fonte afirmaFonte
Morte e desaparecimento de Helenira (Operação Papagaio)Cargo ou comandoA CNV lista a cadeia de comando: presidente Médici, ministro do Exército Orlando Geisel, chefe do CIE Milton Tavares de Souza, comandante militar do Planalto Olavo Vianna Moog, comandante da 3ª Brigada Antônio Bandeira e comando dos Fuzileiros Navais. Cargo não prova participação pessoal.Relatório, Volume III: Helenira Resende de Souza Nazareth
Prisão, tortura e morteConclusão de comissãoA CNV a considera vítima de desaparecimento forçado durante a Operação Papagaio e registra a versão do Relatório Arroyo de que foi presa e torturada até a morte.Relatório, Volume III: Helenira Resende de Souza Nazareth

No portal Ditaduras no Brasil

Ditadura de 1964–1985 · Sudeste, Norte (SP, PA)

Vítimas e sobreviventesPessoasResistênciasHistórias regionais

Cronologia

  1. 11 de janeiro de 1944

    Nasce em Cerqueira César (SP).1

  2. c. 1948

    Muda-se com a família para Assis (SP), aos quatro anos.1

  3. 1965

    Ingressa em Letras na USP.4

  4. junho de 1967

    Primeira prisão, ao pichar "Abaixo as leis da ditadura" no Mackenzie.3

  5. maio de 1968

    Segunda prisão, ao convocar colegas para passeata.1

  6. 1968

    Presa no XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, como vice-presidente da entidade; passa pelo Tiradentes, DOPS e Carandiru.1

  7. dezembro de 1968

    Libertada por habeas corpus na véspera do AI-5; passa à clandestinidade.1

  8. 12 de abril de 1972

    Início da primeira campanha militar no Araguaia.5

  9. 18 de setembro de 1972

    Início da Operação Papagaio.1

  10. 29 de setembro de 1972 (data disputada)

    Capturada e morta por militares; enterrada, segundo moradores, em Oito Barracas.1

  11. 1993

    Relatório da Marinha ao Ministério da Justiça a dá como "foragida".1

  12. 18 de junho de 1996

    Reconhecida como desaparecida política pela CEMDP.1

  13. 20 de novembro de 1997

    Lei municipal nº 9.497 dá seu nome a rua em Campinas.1

  14. 5 de julho de 2001

    Guia do Exército depõe ao MPF sobre tê-la visto ferida.1

  15. 24 de novembro de 2010

    Corte IDH inclui seu desaparecimento na condenação do Brasil (caso Gomes Lund).10

  16. dezembro de 2014

    CNV recomenda localizar seus restos e retificar a certidão de óbito.1

Bibliografia comentada

  • Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, Volume III: Helenira Resende de Souza Nazareth (2014)

    Perfil oficial com biografia, versões da morte, quadro de documentos e cadeia de comando; base deste verbete.

  • Comissão da Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva" (Alesp). Helenira Resende de Souza Nazareth, mortos e desaparecidos

    Perfil da Comissão da Verdade paulista, com detalhes da família, das prisões e das homenagens em São Paulo.

  • Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos; Instituto de Estudos sobre a Violência do Estado (IEVE). Dossiê ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985) (2009)

    Compilação da Comissão de Familiares que reúne os depoimentos de moradores ao MPF sobre a captura de Helenira.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, Volume III: Helenira Resende de Souza Nazareth. 2014.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto lido nesta tarefa em cópia integral do PDF oficial baixada em 19/10/2026 do endereço indicado; em nova tentativa, o servidor da CNV passou a bloquear o acesso automatizado. Perfil nas páginas 1043–1047 do volume III.
  2. 2Helenira Resende. Wikipédia em português.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada só como orientação para localizar homenagens e divergências; nenhuma afirmação relevante se apoia apenas nela.
  3. 3Comissão da Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva" (Alesp). Helenira Resende de Souza Nazareth, mortos e desaparecidos.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 4Jornal da USP. Evento na USP vai diplomar 15 alunos que foram mortos pela ditadura militar.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Projeto "Diplomação da Resistência"; cerimônia em 26 de agosto (de 2024, segundo a Wikipédia; conferir o ano na página).
  5. 5Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, Volume I, capítulo 14: A Guerrilha do Araguaia. Comissão Nacional da Verdade, Brasília, 2014.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto lido nesta tarefa em cópia integral do PDF oficial baixada em 19/10/2026 do endereço indicado; em nova tentativa, o servidor da CNV passou a bloquear o acesso automatizado. Capítulo nas páginas 679–725 do volume I.
  6. 6Ângelo Arroyo (PCdoB). Relatório Arroyo: relatório sobre as guerrilhas no Araguaia (1974). Fundação Maurício Grabois (edição digital de 2009), 1974.[Fonte primária · referência bibliográfica]Documento interno do PCdoB apresentado ao Comitê Central. Não aberto nesta redação; usado por meio das citações da CNV, que o considera importante mas incompleto.
  7. 7Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República / CEMDP. Direito à Memória e à Verdade: Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Brasília, 2007.[Fonte oficial · referência bibliográfica]Livro-relatório da CEMDP. Não aberto nesta redação; as informações dele usadas aqui chegam por citação da CNV.
  8. 8Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos; Instituto de Estudos sobre a Violência do Estado (IEVE). Dossiê ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985). Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 2009.[Obra de referência · referência bibliográfica]Não aberto nesta redação; usado por meio das citações da CNV.
  9. 9Arquivo Nacional. Documentos do SNI: os mortos e desaparecidos na Guerrilha do Araguaia. Rio de Janeiro, 2012.[Arquivo · referência bibliográfica]Citado pela CNV no perfil de Helenira Resende. Não aberto nesta redação.
  10. 10Corte Interamericana de Direitos Humanos. Caso Gomes Lund e outros ("Guerrilha do Araguaia") vs. Brasil, Sentença de 24 de novembro de 2010 (Exceções preliminares, mérito, reparações e custas), Série C nº 219. San José (Costa Rica), 2010.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Versão em português; o texto em espanhol é o que faz fé.
  11. 11Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Supervisão de sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos nos casos Gomes Lund e outros vs. Brasil e Herzog e outros vs. Brasil, sumário executivo. Brasília, 2021.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
  12. 12Secretaria da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Caso Gomes Lund y otros vs. Brasil: reparaciones pendientes de cumplimiento.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Sistematização da Secretaria da Corte com base nas resoluções de supervisão; a mais recente citada no documento é a de 17/10/2014. Não foi localizada nesta pesquisa resolução de supervisão posterior.

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP, rascunho assistido por IA
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
1.467 palavras · 12 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisado: CNV vol. III (perfil completo, pp. 1043–1047) e vol. I, cap. 14; perfil da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo; Jornal da USP (Diplomação da Resistência); sentença da Corte IDH; Wikipédia só como orientação. Pendências: (1) data e congresso da eleição para a vice-presidência da UNE; (2) data de chegada ao Araguaia; (3) confirmar ano da cerimônia de diplomação (provavelmente 2024) na página do Jornal da USP; (4) autoidentificação racial e fontes familiares (depoimento da irmã Helenalda, citado pela Comissão de SP) antes de qualquer menção à identidade racial além do apelido e da descrição do pai; (5) abrir o livro-relatório da CEMDP (2007) e o Dossiê ditadura; (6) conferir homenagens listadas apenas na Wikipédia; (7) obra de Bruno Ribeiro sobre Helenira, citada pela Wikipédia, não consultada. Imagens não incluídas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Helenira Resende. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/helenira-resende.

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