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Exército Lulaacervo documental

Trilha de estudo

Mulheres e ditadura

Militantes, sobreviventes, mães e familiares, advogadas e organizadoras da campanha pela anistia.

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  1. 1PessoaHelenira Resende

    Dirigente estudantil, desaparecida no Araguaia.

    Estudante de Letras da USP, presidente de centro acadêmico e vice-presidente da UNE, presa três vezes entre 1967 e 1968. Militante do PCdoB, foi para o Araguaia como "Fátima" e morreu em setembro de 1972 após ser capturada pelo Exército. Seus restos nunca foram entregues à família.

  2. 2PessoaInês Etienne Romeu

    A sobrevivente que revelou a Casa da Morte.

    Mineira de Pouso Alegre, bancária e dirigente da VPR, foi presa em 1971 e mantida 96 dias na Casa da Morte de Petrópolis, centro clandestino do CIE. Única sobrevivente conhecida, denunciou o local e seus agentes depois da anistia. Morreu em 2015, em Niterói.

  3. 3PessoaTherezinha Zerbini

    O Movimento Feminino pela Anistia.

    Assistente social e advogada paulista, presa em 1970 por ter ajudado a obter o sítio do congresso da UNE em Ibiúna (1968). Em 1975 fundou o Movimento Feminino pela Anistia, primeira entidade legal a pedir anistia, e defendeu uma anistia de pacificação, em choque com o CBA.

  4. 4PessoaOlga Benario

    Antes do Estado Novo: a extradição de 1936.

    Militante comunista alemã de família judia. Acompanhou Prestes ao Brasil em 1935, foi presa em 1936 e expulsa, grávida, para a Alemanha nazista. Deu à luz Anita Leocádia numa prisão de Berlim e foi assassinada em 1942 no centro de extermínio de Bernburg.

  5. 5TemaViolações de direitos humanos na ditadura (1964–1985)

    Violência de gênero documentada pela CNV.

    Panorama das violações cometidas por agentes do Estado entre 1964 e 1985, prisões ilegais, tortura, execuções, desaparecimentos, ocultação de corpos, violência sexual, banimento, expurgos, vigilância, com a base documental e as conclusões da Comissão Nacional da Verdade.