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Exército Lulaacervo documental

Trilha de estudo

Repressão e resistência

Como funcionava o aparelho repressivo e como diferentes grupos resistiram, sem romantizar nem justificar.

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  1. 1InstituiçãoSNI e Sistema Nacional de Informações (SISNI)

    O sistema de informações e seus órgãos.

    Órgão central de informações da ditadura, criado pela Lei 4.341, de 13 de junho de 1964, por iniciativa de Golbery do Couto e Silva. Coordenava uma rede de divisões e assessorias em ministérios, estatais e universidades e recebia dados dos centros militares. Foi extinto em 1990.

  2. 2InstituiçãoSistema DOI-CODI e Operação Bandeirante

    Da Operação Bandeirante aos DOI-CODI.

    Estrutura do Exército que centralizou a repressão política a partir de 1969–1970: a Operação Bandeirante (Oban), em São Paulo, e depois os DOI-CODI nos comandos militares de área, reunindo militares e policiais. A CNV concluiu que neles a tortura foi praticada de forma sistemática, como política de Estado.

  3. 3InstituiçãoDOPS/DEOPS, polícias políticas estaduais (1924–1983)

    As polícias políticas estaduais, de 1924 a 1983.

    Polícias políticas das polícias civis estaduais, criadas a partir de 1924 (São Paulo) para vigiar e reprimir movimentos operários, comunistas e opositores. Atravessaram a Primeira República, a Era Vargas, a República de 1946 e a ditadura de 1964, quando cooperaram com o sistema DOI-CODI. Foram extintas em 1983 em SP e no RJ.

  4. 4PessoaCarlos Marighella

    Do PCB à ALN e à luta armada.

    Militante comunista baiano, preso no governo constitucional de Vargas, no Estado Novo e em 1964, deputado constituinte em 1946, rompeu com o PCB e fundou a ALN. Foi morto por policiais do DOPS/SP em 4/11/1969; CEMDP e CNV concluíram que não houve o tiroteio da versão oficial.

  5. 5AcontecimentoGuerrilha do Araguaia

    A guerrilha rural do PCdoB e sua aniquilação.

    Militantes do PCdoB instalaram-se a partir de 1966 no sudeste do Pará para preparar uma guerra popular. Entre 1972 e 1974, três campanhas militares destruíram o núcleo: a CNV documentou execuções de prisioneiros, tortura de camponeses e indígenas e ocultação de corpos. A maioria dos guerrilheiros segue desaparecida.

  6. 6PessoaDom Paulo Evaristo Arns

    Igrejas, direitos humanos e o Brasil: Nunca Mais.

    Franciscano catarinense, arcebispo de São Paulo de 1970 a 1998 e cardeal desde 1973. Denunciou torturas, criou a Comissão Justiça e Paz de SP, celebrou o culto por Herzog (1975) e coordenou com o pastor Jaime Wright o projeto Brasil: Nunca Mais.

  7. 7PessoaTherezinha Zerbini

    O Movimento Feminino pela Anistia.

    Assistente social e advogada paulista, presa em 1970 por ter ajudado a obter o sítio do congresso da UNE em Ibiúna (1968). Em 1975 fundou o Movimento Feminino pela Anistia, primeira entidade legal a pedir anistia, e defendeu uma anistia de pacificação, em choque com o CBA.

  8. 8AcontecimentoGreves do ABC (1978–1980)

    O movimento operário que rompeu o arrocho.

    Ciclo de greves metalúrgicas em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano e Diadema (SP), iniciado em maio de 1978. Desafiou a Lei de Greve e o arrocho, foi respondido com intervenção sindical, prisões e vigilância, e deu origem ao "novo sindicalismo", ao PT e à CUT.