Edifício do DEOPS/SP
Sede da polícia política paulista (1940–1983) e hoje Memorial da Resistência de São Paulo
Prédio do largo General Osório, no centro de São Paulo, projetado pelo escritório de Ramos de Azevedo para a Estrada de Ferro Sorocabana. Foi sede do DEOPS/SP de 1940 a 1983, com carceragem e salas de interrogatório, e abriga desde 2009 o Memorial da Resistência.
Também: Prédio do DOPS paulista · Antigo DEOPS/SP · Largo General Osório, 66 · Memorial da Resistência de São Paulo · Memorial da Liberdade (nome de 2002 a 2009) · Estação Pinacoteca
Índice e ficha
- Período
- 1940–1983 (como sede do DEOPS)
- Área
- Ditaduras no Brasil
- Regiões
- Brasil
- Temas
- Repressão, violência política e direitos, Estado, poder e democracia, Cultura, artes e vida cotidiana
O edifício do DEOPS/SP, no largo General Osório, 66, no bairro de Santa Ifigênia, junto à Estação da Luz, foi por mais de quatro décadas a sede do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo, a polícia política paulista 1 2. Atravessou o Estado Novo, a República de 1946 e a ditadura de 1964. Foi lugar de prisão, interrogatório e tortura e uma peça da engrenagem que ligava a polícia civil ao Instituto Médico-Legal e aos órgãos militares de repressão 2.
Desde 2009 o prédio abriga o Memorial da Resistência de São Paulo, museu dedicado às memórias da repressão e da resistência políticas, e a Estação Pinacoteca. O Memorial é aberto ao público e gratuito 1 3. Este verbete distingue o edifício do órgão: a história do departamento como instituição é tratada em DOPS.
Localização e situação atual
Endereço histórico. A CNV situa a sede do DOPS/SP na "praça General Osório, nº 66, próximo à Estação da Luz" 2. O Memorial informa o endereço atual como largo General Osório, 66, Santa Ifigênia, São Paulo, perto das estações Luz e Júlio Prestes 3.
Situação atual (consulta em 19/10/2026). O edifício pertence ao Estado de São Paulo e é gerido pela Associação Pinacoteca Arte e Cultura (APAC). Abriga o Memorial da Resistência e a Estação Pinacoteca. O Memorial abre de quarta a segunda, das 10h às 18h, com entrada gratuita mediante reserva de ingresso 4 3. As coordenadas abaixo são aproximadas e vêm do OpenStreetMap 5.
Da ferrovia à polícia (1914–1940)
O prédio foi projetado pelo escritório técnico de Ramos de Azevedo. A linha do tempo do Memorial dá a construção entre 1906 e 1914 1 6. De 1914 a 1938 abrigou escritórios e armazéns da Companhia Estrada de Ferro Sorocabana; uma fotografia de 1915 do acervo do Museu da Cidade mostra o armazém da ferrovia 1 6.
Depois de reformas, passou a sediar as delegacias do DEOPS paulista. O Memorial dá o período de 1940 a 1983 na página de histórico e "entre 1939 e 1983" na página institucional; a divergência fica para conferência 1 4.
Antes de 1964: Estado Novo e República de 1946
As delegacias do DEOPS chegaram ao prédio em 1940, durante o Estado Novo (1937–1945), e continuaram ali durante toda a República de 1946. O prédio não foi, portanto, um equipamento criado pela ditadura de 1964: a vigilância política que abrigou atravessou regimes diferentes 1. Em 1938 fora criada a Delegacia Especializada de Estrangeiros, e o regulamento de 1940 organizou o Arquivo Geral do órgão. O APESP ainda guarda o sistema de fichamento adotado então 7.
O acervo do Memorial e do Arquivo Público registra essa continuidade. Uma fotografia de 1953 mostra a sala do Serviço Secreto no 5º andar do prédio. A ficha de Olga Benario é dos anos 1930, anterior à mudança para o edifício, e o registro de Monteiro Lobato, dos anos 1940 6. A Delegacia de Estrangeiros produziu mais de um milhão e meio de fichas, cedidas ao Museu da Imigração em 1992 e depois recolhidas ao APESP 7.
A CNV lembra que a federalização da polícia política era buscada desde o Estado Novo e voltou a ser discutida em 1958, na II Conferência Nacional de Polícia. Só não foi adotada então por resistência de São Paulo, "para quem o DOPS/SP já estava bem aparelhado" 2. Não se deve confundir esses períodos: a repressão do Estado Novo, a vigilância política na democracia de 1946 e a máquina repressiva montada depois de 1964 têm bases legais, alvos e intensidades diferentes. O prédio é um ponto de continuidade institucional entre eles.
O órgão que ocupou o prédio
O DOPS paulista foi criado pela Lei estadual nº 2.034, de 30 de dezembro de 1924, passou a se chamar Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops/SP) em 1975 e foi extinto pelo Decreto nº 20.728, de 4 de março de 1983 8. Segundo o Arquivo Público do Estado, tornou-se departamento em 1945 e foi organizado em delegacias especializadas: Ordem Política, Ordem Social, Fiscalização de Explosivos, Armas e Munições e, a partir de 1938, Estrangeiros 7.
Durante a ditadura de 1964, até 1969 a repressão política coube essencialmente aos DOPS estaduais. Com a criação da Operação Bandeirante (Oban), em 1969, e depois do DOI-CODI do II Exército, o DOPS/SP perdeu o papel de principal executor da repressão em São Paulo. Manteve, segundo a CNV, três funções: o controle do IML, que validava versões oficiais de mortes; o cartório, onde presos já interrogados pelos militares prestavam depoimentos formais; e a rede de informantes e os contatos do delegado Sérgio Paranhos Fleury 2.
O prédio por dentro, segundo a CNV
A CNV reconstituiu, com base em depoimentos de ex-policiais e em bibliografia, a ocupação do edifício durante a ditadura 2:
- Subsolo: almoxarifado e carceragem com capacidade para cerca de 30 presos, usada por quase todas as delegacias.
- Térreo: recepção, salas de investigadores e guarda, com cerca de 200 policiais. O acesso era livre no térreo; os andares superiores exigiam autorização de um delegado.
- 1º andar: chefia dos investigadores, pessoal, arquivo geral e restaurante.
- 2º andar: delegacia de Sérgio Fleury, com carceragem própria. Entre o segundo e o terceiro andar havia uma cela para presos "exclusivos" de Fleury, de quem ninguém podia saber nada.
- 3º andar: Delegacia de Ordem Econômica, Delegacia de Estrangeiros e ambulatórios.
- 4º andar: Diretoria-Geral, Delegacias de Ordem Social e de Ordem Política e Cartório Central.
- 5º andar: Serviço Secreto, dirigido por Romeu Tuma, e sua divisão de informações.
Não havia carceragem feminina: mulheres e presos excedentes iam para o Presídio Tiradentes, metade do qual era usada pelo DOPS/SP 2. A CNV observa que o DOPS/SP "não tinha uma hierarquia rígida": Fleury e sua equipe respondiam diretamente ao DOI-CODI e ao Centro de Informações da Marinha (Cenimar), e não ao diretor-geral 2.
Prisão, tortura e desaparecimento
Conteúdo sensívelEsta seção menciona tortura, mortes e desaparecimentos de presos sob custódia (sem detalhes gráficos).Ler este trechoOcultar trecho
A CNV registra que presos do DOPS/SP e do DOI-CODI paulista relataram que, a partir de certo momento, os interrogadores deixaram de abafar os gritos dos torturados e passaram a incentivá-los, para amedrontar os demais presos 2. Inês Etienne Romeu foi interrogada sob tortura na sala de tortura do DOPS/SP no dia de sua prisão, 5 de maio de 1971, antes de ser levada para o Rio e para a Casa da Morte 9.
Desaparecimentos sob custódia. Segundo o "Quadro geral da CNV sobre mortos e desaparecidos políticos", ao menos oito pessoas desapareceram sob custódia do DOPS/SP entre 29 de junho de 1969 e 30 de outubro de 1973. Os restos mortais de quatro foram encontrados: Norberto Nehring, Dênis Casemiro, Gastone Lúcia de Carvalho Beltrão e Miguel Sabat Nuet 10. A CNV detalha, entre outros, os casos de:
- Carlos Roberto Zanirato (VPR), preso em 23 de junho de 1969 e morto seis dias depois. A versão oficial falou em suicídio sob um ônibus; o parecer da CEMDP citado pela CNV registra marcas de tortura generalizadas. Foi enterrado como indigente em Vila Formosa 10.
- Dimas Antônio Casemiro (MRT), preso em 17 de abril de 1971. A versão oficial falou em troca de tiros; foi enterrado como indigente em Perus 10. Seus restos foram identificados em 2018 entre as ossadas da vala de Perus 11.
- Luiz Hirata (Ação Popular), morto em 20 de dezembro de 1972 no Hospital das Clínicas, três semanas depois de ser preso pela equipe de Fleury, que a CNV aponta como responsável por sua tortura e morte. O laudo assinado por Harry Shibata atribuiu as lesões a uma colisão com um ônibus durante fuga 10.
- Miguel Sabat Nuet, cidadão espanhol preso em 9 de outubro de 1973. Segundo a versão oficial, teria se enforcado na carceragem do DOPS/SP em 30 de novembro; o caso só veio a público em 1992, quando a Comissão de Familiares encontrou documentos nos arquivos do órgão 10.
Operações. O DOPS/SP conduziu a prisão de 693 estudantes no congresso da UNE em Ibiúna, em 12 de outubro de 1968, com 95 investigadores 12. Uma equipe do órgão chefiada por Fleury matou Carlos Marighella em 4 de novembro de 1969, depois de prender e torturar numerosas pessoas, entre elas frades dominicanos 2.
Pessoas ligadas ao prédio
Presos e fichados. Os arquivos do DEOPS guardam fichas de pessoas vigiadas e presas em várias épocas. O livro dos dez anos do Memorial reproduz, por exemplo, a ficha de identificação de Olga Benario (anos 1930) e o registro do escritor Monteiro Lobato (anos 1940), ambos do acervo do Arquivo Público 6. A página do Arquivo Público lembra fichas de Monteiro Lobato e de Patrícia Galvão, a Pagu, ao lado das de estudantes, operários e desaparecidos 13. A existência de ficha não significa que a pessoa tenha passado pelo edifício; indica vigilância ou registro do órgão.
Agentes. A CNV atribui ao delegado Sérgio Paranhos Fleury e à sua equipe papel central na tortura e em mortes de presos políticos. Sobre Romeu Tuma, diretor do Serviço Secreto e diretor-geral de 1977 a 1982, a CNV afirma que "não haja provas de que Tuma tenha participado de sessões de tortura", mas que ele trabalhou por anos em edifício onde a tortura ocorria 2. Cargo e lotação, sozinhos, não provam participação pessoal.
O arquivo do DEOPS
Depois da extinção do órgão, em 1983, os arquivos ficaram sob guarda da Polícia Federal. A CNV diz que foram devolvidos ao governo paulista em 1990 e registra que a documentação é incompleta: não há, por exemplo, documentos sobre informantes do DOPS/SP nem sobre agentes que tenham torturado 2. Segundo o Arquivo Público do Estado (APESP), o acervo foi recolhido ao Arquivo em 1992 e aberto à consulta pública dois anos depois 7.
O grupo documental das delegacias especializadas soma, na descrição do APESP, 225 caixas, 185 livros, 13.559 pastas, 161.376 prontuários e 3.385.617 fichas. O conjunto não está classificado em séries e é consultado pelas fichas remissivas originais. Entre 1998 e 2002, o projeto PROIN, da USP, mapeou 5.207 "dossiês" do Arquivo Geral. Em 2009, fichas desviadas foram encontradas numa fazenda em Jaborandi (SP), entre papéis guardados por um ex-diretor do órgão, o que comprovou o extravio de documentos antes do recolhimento 7. A maior parte dos documentos tem acesso condicionado à assinatura de termo de responsabilidade sobre dados pessoais (Decreto estadual nº 61.836/2016) 7.
De prédio da repressão a lugar de memória
Com a extinção do DEOPS, o prédio foi ocupado pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon). Em 1997, a gestão passou da Secretaria da Justiça para a Secretaria da Cultura, e em 1999 o edifício foi tombado pelo Condephaat 1. Entre 1999 e 2000, o espaço carcerário recebeu a peça Lembrar é Resistir 6.
Após três anos de restauração, foi inaugurado em 2002 o Memorial da Liberdade, que abriu ao público as antigas celas. Em 2004, a APAC assumiu a gestão e instalou a Estação Pinacoteca. A partir de 2006, o Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo pediu a mudança do nome, por considerar "Liberdade" inadequado para um lugar onde tantas pessoas sofreram e morreram. Um novo projeto começou em 1º de maio de 2008, e o Memorial da Resistência foi lançado em 24 de janeiro de 2009 1. Em janeiro de 2009, ex-presos fizeram inscrições para a reconstituição da Cela 3 6.
O Memorial integra a Coalizão Internacional de Lugares de Consciência 4. Mantém programas de coleta de testemunhos, ação educativa e o programa Lugares da Memória, que inventaria lugares ligados à repressão e à resistência no estado de São Paulo 6 14. A exposição de longa duração vigente em outubro de 2026, Ditadura Nunca Mais: memórias de repressão e resistência políticas, apresenta uma linha do tempo de 1937 a 1988, dossiês do DEOPS e testemunhos de ex-presos e familiares. O texto da exposição atribui o reconhecimento do prédio como lugar de memória à articulação entre o Fórum de Ex-Presos e o governo do estado 15.
Responsabilidades e grau de prova
Ocupar um cargo não prova participação pessoal em cada crime. A tabela diz o que cada fonte afirma e com que grau de prova.
| Sobre | Grau de prova | O que a fonte afirma | Fonte |
|---|---|---|---|
| Tortura e morte de Luiz Hirata (1972) | Conclusão de comissão | A CNV afirma que Luiz Hirata foi preso pela equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury, "responsável por sua tortura e morte". | Relatório, vol. I, cap. 12 (Desaparecimentos forçados), item B.3 "DOPS/SP", pp. 549–550, e parágrafo 109, p. 532 |
| Direção do Serviço Secreto e do Deops/SP (1977–1982) | Cargo ou comando | Romeu Tuma dirigiu o Serviço Secreto e depois o órgão; a CNV registra que não há provas de que tenha participado de sessões de tortura. | Relatório, vol. I, cap. 4 (Órgãos e procedimentos da repressão política), parágrafos 202–223 sobre o DOPS/SP, pp. 164–168 |
O lugar
- Município e UF
- São Paulo, SP
- Localização
- Endereço histórico documentado
- Endereço histórico
- Praça (largo) General Osório, nº 66, próximo à Estação da Luz, bairro de Santa Ifigênia.
- Função histórica
- Sede do DOPS/Deops paulista (polícia política do estado): delegacias de Ordem Política e Social, Serviço Secreto, cartório e carceragem, com prisão, interrogatório e tortura de presos políticos. (1940–1983 como sede do DEOPS (o Memorial também indica 1939); 1914–1938 como escritórios e armazéns da Estrada de Ferro Sorocabana.)
- Situação atual
- Bem tombado pelo Condephaat (1999), do Estado de São Paulo, gerido pela APAC. Abriga o Memorial da Resistência de São Paulo (desde 2009) e a Estação Pinacoteca; visitação gratuita de quarta a segunda, das 10h às 18h (consulta em 19/10/2026).
Lugar com acesso público. Histórico
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Estado Novo (1937–1945) · República de 1946 (1946–1964) · Ditadura de 1964–1985 · Transição e Nova República (1985–) · Sudeste (SP)
Lugares de memóriaRepressãoGovernos e instituiçõesMemória, verdade e justiçaDocumentosHistórias regionais
Cronologia
1914
Conclusão do edifício, projetado pelo escritório de Ramos de Azevedo, e ocupação pela Estrada de Ferro Sorocabana.1
30 de dezembro de 1924
A Lei estadual nº 2.034 cria o DOPS paulista (ainda fora deste prédio).8
1938
Fim da ocupação pela Sorocabana.1
1940
As delegacias do DEOPS passam a ocupar o prédio.1
12 de outubro de 1968
Operação do DOPS/SP prende 693 estudantes no congresso da UNE em Ibiúna.12
29 de junho de 1969
Morte de Carlos Roberto Zanirato, primeiro desaparecimento sob custódia do DOPS/SP registrado pela CNV.10
4 de novembro de 1969
Equipe do DOPS/SP chefiada por Fleury mata Carlos Marighella.2
5 de maio de 1971
Inês Etienne Romeu é interrogada sob tortura no DOPS/SP.9
30 de novembro de 1973
Data da morte de Miguel Sabat Nuet na carceragem, segundo a versão oficial.10
1975
O órgão passa a se chamar Deops/SP.8
4 de março de 1983
O Decreto nº 20.728 extingue o Deops/SP; o prédio passa à Decon.8
1992
O acervo do DEOPS é recolhido ao Arquivo Público do Estado (a CNV fala em devolução ao governo paulista em 1990).7
1994
Abertura do acervo à consulta pública.7
1997
A gestão do prédio passa à Secretaria da Cultura.1
1999
Tombamento pelo Condephaat.1
2002
Inauguração do Memorial da Liberdade, com as antigas celas abertas ao público.1
2004
A APAC assume a gestão e instala a Estação Pinacoteca.1
2006
O Fórum de Ex-Presos e Perseguidos Políticos pede a mudança do nome.1
24 de janeiro de 2009
Lançamento do Memorial da Resistência de São Paulo.1
2009
Fichas desviadas do DEOPS são achadas numa fazenda em Jaborandi e recolhidas ao APESP.7
10 de dezembro de 2014
O relatório da CNV descreve a ocupação do prédio andar por andar.2
Bibliografia comentada
Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, vol. I, cap. 4 (Órgãos e procedimentos da repressão política), parágrafos 202–223 sobre o DOPS/SP, pp. 164–168 (2014)
A melhor síntese oficial sobre o papel do DOPS/SP depois de 1969 e a única descrição sistemática do uso de cada andar do prédio, baseada em depoimentos de ex-policiais.
Memorial da Resistência de São Paulo (org.). Memorial da Resistência, 10 anos: presente! (2018)
Livro institucional com a linha do tempo das ocupações do edifício e entrevistas sobre a transformação do Memorial da Liberdade em Memorial da Resistência.
Arquivo Público do Estado de São Paulo. Grupo 12G9, Delegacias Especializadas de Ordem Política e Social (descrição arquivística)
Descrição arquivística do fundo DEOPS: o que existe, como foi recolhido, o que se perdeu e como consultar.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Memorial da Resistência de São Paulo. Histórico. Memorial da Resistência de São Paulo (Governo do Estado de São Paulo / APAC).[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, vol. I, cap. 4 (Órgãos e procedimentos da repressão política), parágrafos 202–223 sobre o DOPS/SP, pp. 164–168. Comissão Nacional da Verdade, Brasília, 2014.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Inclui a descrição andar por andar da sede da praça (largo) General Osório, 66, e a nota 120 (ausência de carceragem feminina; uso do Presídio Tiradentes).
- 3Memorial da Resistência de São Paulo. Horários e ingressos. Memorial da Resistência de São Paulo.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 4Memorial da Resistência de São Paulo. Institucional. Memorial da Resistência de São Paulo.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Dá o período do DEOPS no prédio como 1939–1983 (o Histórico diz 1940–1983).
- 5Colaboradores do OpenStreetMap. Memorial da Resistência de São Paulo (nó 11215814105), consulta Nominatim. OpenStreetMap (ODbL 1.0).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Coordenadas -23.5348, -46.6391, arredondadas; usadas como aproximadas.
- 6Memorial da Resistência de São Paulo (org.). Memorial da Resistência, 10 anos: presente!. Memorial da Resistência de São Paulo, São Paulo, 2018.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]PDF baixado e lido parcialmente (linha do tempo das ocupações do edifício, legendas de imagens, entrevistas).
- 7Arquivo Público do Estado de São Paulo. Grupo 12G9, Delegacias Especializadas de Ordem Política e Social (descrição arquivística). APESP, ICA-AtoM.[Arquivo · consultada em 19 de outubro de 2026]Descrição de 2018. Dimensão, histórico administrativo e arquivístico, condições de acesso.
- 8Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, vol. I, cap. 3, nota 22 (criação, mudança de nome e extinção do DOPS/SP), pp. 109–110. Comissão Nacional da Verdade, Brasília, 2014.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Lei estadual nº 2.034, de 30/12/1924 (criação); Deops/SP a partir de 1975; Decreto nº 20.728, de 4/3/1983 (extinção).
- 9Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, vol. I, cap. 12 (Desaparecimentos forçados), item B.1 "Casa da Morte de Petrópolis", pp. 532–544, e parágrafo 179, p. 553. Comissão Nacional da Verdade, Brasília, 2014.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]PDF baixado e lido nesta redação (texto extraído com pdftotext). Parágrafos 110–154 e 179 (José Raimundo da Costa).
- 10Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, vol. I, cap. 12 (Desaparecimentos forçados), item B.3 "DOPS/SP", pp. 549–550, e parágrafo 109, p. 532. Comissão Nacional da Verdade, Brasília, 2014.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Parágrafos 109 (Miguel Sabat Nuet) e 166–170 (desaparecimentos sob custódia do DOPS/SP).
- 11Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF), Universidade Federal de São Paulo. Grupo de Trabalho Perus. Unifesp.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 12Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, vol. I, cap. 8 (Detenções ilegais e arbitrárias), pp. 309 e 316. Comissão Nacional da Verdade, Brasília, 2014.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Parágrafo 19 (Operação Ibiúna, conduzida pelo DOPS/SP) e parágrafo 33 (prisão e incomunicabilidade de Inês Etienne Romeu).
- 13Arquivo Público do Estado de São Paulo. DEOPS/SP, Arquivo Geral e DOPS Santos (seleção de documentos), repositório digital. APESP.[Arquivo · não consultada]Página vista apenas por resumo de buscador (menção às fichas de Monteiro Lobato e Patrícia Galvão). Abrir e conferir antes de publicar.
- 14Memorial da Resistência de São Paulo. Sobre as coleções (repositório digital, inclui a coleção Lugares da Memória). Memorial da Resistência de São Paulo.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 15Memorial da Resistência de São Paulo. Exposição de longa duração "Ditadura Nunca Mais: memórias de repressão e resistência políticas". Memorial da Resistência de São Paulo.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
relacionado a
- DOPS/DEOPS, polícias políticas estaduais (1924–1983)InstituiçãoSede do DOPS/Deops paulista. Fonte: Relatório, vol. I, cap. 4 (Órgãos e procedimentos da repressão política), parágrafos 202–223 sobre o DOPS/SP, pp. 164–168
- Estado Novo (1937–1945)AcontecimentoO DEOPS passou a ocupar o prédio durante o Estado Novo. Fonte: Histórico
- Sistema DOI-CODI e Operação BandeiranteInstituiçãoFonte: Relatório, vol. I, cap. 4 (Órgãos e procedimentos da repressão política), parágrafos 202–223 sobre o DOPS/SP, pp. 164–168
- Operação Bandeirante (Oban) (verbete planejado)InstituiçãoA criação da Oban (1969) reduziu o papel do DOPS/SP. Fonte: Relatório, vol. I, cap. 4 (Órgãos e procedimentos da repressão política), parágrafos 202–223 sobre o DOPS/SP, pp. 164–168
- Presídio Tiradentes (verbete planejado)Lugar históricoMetade do presídio era usada pelo DOPS/SP. Fonte: Relatório, vol. I, cap. 4 (Órgãos e procedimentos da repressão política), parágrafos 202–223 sobre o DOPS/SP, pp. 164–168
- DOI-CODI de São Paulo (rua Tutoia) (verbete planejado)Lugar históricoFonte: Relatório, vol. I, cap. 4 (Órgãos e procedimentos da repressão política), parágrafos 202–223 sobre o DOPS/SP, pp. 164–168
- Sérgio Paranhos Fleury (verbete planejado)PessoaFonte: Relatório, vol. I, cap. 4 (Órgãos e procedimentos da repressão política), parágrafos 202–223 sobre o DOPS/SP, pp. 164–168
- Carlos MarighellaPessoaFonte: Relatório, vol. I, cap. 4 (Órgãos e procedimentos da repressão política), parágrafos 202–223 sobre o DOPS/SP, pp. 164–168
- Congresso da UNE em Ibiúna (verbete planejado)AcontecimentoFonte: Relatório, vol. I, cap. 8 (Detenções ilegais e arbitrárias), pp. 309 e 316
- Inês Etienne RomeuPessoaFonte: Relatório, vol. I, cap. 12 (Desaparecimentos forçados), item B.1 "Casa da Morte de Petrópolis", pp. 532–544, e parágrafo 179, p. 553
- Olga BenarioPessoaFicha de identificação no acervo do DEOPS (anos 1930). Fonte: Memorial da Resistência, 10 anos: presente!
- Vala clandestina de PerusLugar históricoPresos mortos sob custódia do DOPS/SP foram enterrados como indigentes em Perus. Fonte: Relatório, vol. I, cap. 12 (Desaparecimentos forçados), item B.3 "DOPS/SP", pp. 549–550, e parágrafo 109, p. 532
- Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos (verbete planejado)OrganizaçãoFonte: Relatório, vol. I, cap. 12 (Desaparecimentos forçados), item B.3 "DOPS/SP", pp. 549–550, e parágrafo 109, p. 532
- Memória, verdade, reparação e justiça no BrasilPolítica pública
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Peças para as redes
Geradas a partir deste verbete. Cada peça leva o endereço do verbete, onde ficam as fontes e o contexto.
Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP, rascunho assistido por IA
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 1.933 palavras · 15 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisado: CNV vol. I (cap. 3, nota 22; cap. 4, parágrafos 202–223; cap. 8; cap. 12), páginas oficiais do Memorial da Resistência (histórico, institucional, horários, exposição, coleções), livro "Memorial da Resistência, 10 anos: presente!" (2018, PDF), descrição arquivística do APESP (ICA-AtoM) e OpenStreetMap para coordenadas. Pendências: (1) conferir se o DEOPS ocupou o prédio a partir de 1939 ou 1940; (2) data exata da construção (1906–1914?) e da autoria do projeto no processo de tombamento do Condephaat (número e data do tombamento); (3) devolução dos arquivos em 1990 (CNV) ou recolhimento em 1992 (APESP); (4) abrir a página do APESP sobre fichas de Monteiro Lobato e Pagu (só vista por resumo) e citar documentos de presos notórios no prédio com fonte primária; (5) data de abertura da exposição de longa duração "Ditadura Nunca Mais"; (6) se a Estação Pinacoteca segue no prédio em 2026. Imagem candidata: fotos do prédio na Wikimedia Commons (licença a conferir).Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
Encontrou um erro? Escreva pela página de correções citando o verbete e a seção. Correções ficam registradas neste histórico.
Como citar: Edifício do DEOPS/SP. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/edificio-do-deops-sp.
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DOPS/DEOPS, polícias políticas estaduais (1924–1983)
Delegacias e departamentos de Ordem Política e Social das polícias civis estaduais
Ditadura militar (1964–1985)
Regime instaurado pelo golpe de 1964 e encerrado com a posse de um presidente civil em 15 de março de 1985
Estado Novo (1937–1945)
Ditadura de Getúlio Vargas, do golpe de 10 de novembro de 1937 à deposição de 29 de outubro de 1945
Sistema DOI-CODI e Operação Bandeirante
Destacamentos de Operações de Informações e Centros de Operações de Defesa Interna do Exército (1969–anos 1980)
Carlos Marighella
Dirigente comunista, deputado constituinte e fundador da ALN (1911–1969)
Inês Etienne Romeu
Militante da VPR, presa política e única sobrevivente conhecida da Casa da Morte (1942–2015)