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Exército Lulaacervo documental
PessoaPublicado

Filinto Müller

Militar, chefe de polícia do Distrito Federal (1933–1942) e senador (1900–1973)

Militar mato-grossense que comandou a polícia do Distrito Federal de 1933 a 1942, no centro da repressão após os levantes de 1935 e durante o Estado Novo. Acusado de prisões arbitrárias e tortura e responsabilizado pela entrega de Olga Benario, foi depois senador, líder da Arena e presidente do Senado.

Também: Filinto Muller (grafia sem trema)

Índice e ficha
Nome completo
Filinto Müller
Nascimento
11 de julho de 1900, Cuiabá (MT)
Morte
11 de julho de 1973, Paris (França)Desastre aéreo, no exercício do mandato de senador.
Nacionalidade
brasileira
Papéis
  • Oficial do Exército (artilharia); participante dos levantes tenentistasOutro papel · 1922–1925
  • Chefe de polícia do Distrito FederalOutro papel · 1933–07/1942
  • Senador por Mato Grosso (PSD; depois Arena)Outro papel · 1947–1951 e 1955–1973
  • Presidente nacional da Arena e presidente do SenadoOutro papel · 1969–1973
Filiações
Partido Social Democrático (PSD) (1945–1965); Aliança Renovadora Nacional (Arena) (1965–1973)
Período
1900–1973
Área
Ditaduras no Brasil
Regiões
Brasil
Temas
Repressão, violência política e direitos, Estado, poder e democracia

Filinto Müller (Cuiabá, 11 de julho de 1900 – Paris, 11 de julho de 1973) foi oficial do Exército, participante dos levantes tenentistas dos anos 1920 e, de 1933 a 1942, chefe de polícia do Distrito Federal, então no Rio de Janeiro 1. Nesse cargo esteve no centro da repressão que se seguiu aos levantes de novembro de 1935, ver Levante comunista de 1935, e da polícia política do Estado Novo.

Sua trajetória atravessa três regimes: o governo de Vargas (1930–1945), a República de 1946, em que foi senador e líder do PSD, e a ditadura de 1964, em que foi fundador, líder e presidente da Arena e presidente do Senado 1. Este verbete distingue o que é fato documentado (cargos, atos, documentos), acusação da oposição e de presos, conclusão de investigação e interpretação historiográfica.

Formação e tenentismo (1917–1930)

Fatos documentadosDebate em aberto

Filho de comerciante que foi prefeito de Cuiabá, ingressou em 1919 na Escola Militar do Realengo. Declarado aspirante a oficial de artilharia em janeiro de 1922, em primeiro lugar da turma, ficou preso cinco meses, acusado de participar da fase conspirativa do levante de 5 de julho de 1922, embora não tenha entrado em ação 1. Anos depois, em entrevista à revista Veja transcrita pelo DHBB, disse que em 1921 achava que a saída "era uma ditadura que fizesse tábula rasa de tudo" 1.

Em julho de 1924 participou do levante de São Paulo, na artilharia rebelde, e na retirada para o Paraná foi chefe do estado-maior de Newton Estillac Leal; em abril de 1925, já na junção que formaria a Coluna Miguel Costa–Prestes, foi promovido a major pelo comando revolucionário 1.

A saída da Coluna é contada em versões opostas 1:

  • Segundo Aristides Correia Leal, médico da Coluna, Filinto foi excluído pelo Boletim Revolucionário nº 5, de 25 de abril de 1925, por ter passado "covardemente" ao território argentino, abandonando a guarda de Foz do Iguaçu, cujos soldados o imitaram levando armas e munição. Herculino Cascardo, presidente da ANL em 1935, confirmou essa versão em entrevista de julho de 1935 e acrescentou que Filinto teria fugido com dinheiro sob sua guarda.
  • Segundo Rubem Mendonça, autor de um dicionário biográfico mato-grossense, Filinto foi desligado por Isidoro Dias Lopes para que pudesse "lutar pela vida" até poder voltar ao Brasil.

O episódio voltou à política em 1935–1936: o deputado Domingos Velasco, preso, acusou Filinto de envolvê-lo no levante como retaliação, entre outros motivos por ter divulgado o boletim de 1925 1. Exilado em Buenos Aires, Filinto voltou ao Brasil, foi preso em 1927 e condenado a dois anos e meio de detenção; teve participação discreta na Revolução de 1930 1.

Chefe de polícia do Distrito Federal (1933–1942)

Fatos documentados

Depois de combater a Revolução Constitucionalista de 1932, foi nomeado delegado especial de Segurança Política e Social do Distrito Federal e, um mês depois, chefe de polícia interino; foi efetivado em abril de 1933 e ficou no cargo até julho de 1942 1.

Em 1935, a primeira Lei de Segurança Nacional começou a ser aplicada com a apreensão do jornal oposicionista A Pátria, cujas oficinas foram invadidas por agentes da polícia política; segundo o DHBB, Filinto foi "responsabilizado judicialmente pela medida considerada mais tarde ilegal pela Justiça" 1. Em julho de 1935 divulgou relatório contra a Aliança Nacional Libertadora, acusando-a de ligações com governos e organizações estrangeiras; a ANL processou-o, mas foi fechada em 11 de julho, e suas sedes e as da União Feminina do Brasil foram lacradas pela polícia 1.

A polícia de Filinto mantinha um serviço de infiltração no PCB e, no início de novembro de 1935, informou os comandos militares sobre a preparação do levante 1. Depois de 1935, um auxiliar seu, o capitão Afonso de Miranda Correia, foi enviado para conhecer o serviço anticomunista da Alemanha nazista, e a chefia mantinha correspondência com o FBI 1.

O relatório de dezembro de 1935 e a defesa da ditadura

Documento de época

Um mês depois da derrota do levante, Filinto entregou a Vargas um relatório que propunha, "dentro da Constituição", medidas como: expurgo de "elementos extremistas" da administração, das Forças Armadas e do ensino; reforma da lei de expulsão de estrangeiros para torná-la "mais rápida e fácil"; reembarque de estrangeiros desocupados; "transformação gradativa dos sindicatos em associações de assistência e cooperativas"; colônias de trabalho; e uma reforma da Lei de Imprensa para "expurgar do meio jornalístico todos os elementos extremistas" 1. O relatório queixava-se da "carência de meios legais para um enérgico saneamento" 1.

Em 27 de setembro de 1937, Filinto participou de reunião no gabinete do ministro da Guerra, Eurico Dutra, com os principais generais, em que se discutiram as medidas para um golpe capaz de "anular a ação do comunismo antes que ela se desencadeie". Segundo o DHBB, defendeu que as Forças Armadas patrocinassem a mudança de regime sem ocupar o governo, que se evitassem processos judiciais contra oposicionistas, que presos fossem usados "em trabalhos públicos" e que líderes comunistas fossem mandados para Fernando de Noronha; manifestou-se contra execuções 1. Três dias depois veio a divulgação do falso Plano Cohen; reinstaurado o estado de guerra em outubro, Filinto foi designado para executá-lo no Distrito Federal e manteve o cargo após o golpe de 10 de novembro 1.

A repressão de 1935–1937 e os números de presos

Fatos documentadosEvidência empírica

A repressão que se seguiu ao estado de sítio de novembro de 1935 e ao estado de guerra de março de 1936 atingiu indiscriminadamente liberais, socialistas e comunistas, e também parlamentares, cuja perda de imunidades o Congresso ratificou depois 1. Esses fatos pertencem ao governo constitucional (1934–1937), não ao Estado Novo.

O New York Times, com dados fornecidos pelo próprio Filinto, calculou em sete mil os presos políticos na área federal após novembro de 1935, sem contar as prisões estaduais; L'Humanité, do Partido Comunista Francês, falava em 17 mil; os comunistas brasileiros, em 20 mil em todo o país 1. São estimativas de fontes com interesses opostos, de escopos diferentes, e não podem ser somadas. Muitos desses presos nunca foram processados; os que foram, responderam ao Tribunal de Segurança Nacional 2.

Vargas apoiava a ação do chefe de polícia: em carta a Osvaldo Aranha, citada pelo DHBB, descreveu-o como "incansável... sereno e persistente", "obtendo resultados felizes sem necessidade de excessos" 1. A oposição dizia o contrário (ver adiante).

A entrega de Olga Benario e Elise Ewert (1936)

Fatos documentadosDebate em aberto

Olga Benario, militante comunista alemã de família judia, foi presa com Prestes em 5 de março de 1936 3. Ela e Elise Ewert (Sabo), mulher de Arthur Ewert, foram expulsas do país e embarcadas para a Alemanha nazista em setembro de 1936 4. Juridicamente, foi expulsão de estrangeiras por decreto, e não extradição, ver o verbete Olga Benario.

O grau de responsabilidade de Filinto Müller é apresentado de modo diferente pelas fontes:

  • Cadeia formal da decisão. Segundo o DHBB, o decreto de expulsão foi assinado em agosto de 1936 pelo ministro da Justiça, Vicente Rao, e por Getúlio Vargas, versão confirmada em 1985 pelo advogado Sobral Pinto 1. A Fundação Perseu Abramo data a assinatura de 27 de agosto 4.
  • Responsabilização pública. O DHBB registra que Filinto foi responsabilizado pela entrega, que "causou grande impacto" 1.
  • Atuação na execução. Texto de divulgação da Fundação Perseu Abramo, baseado na pesquisa de Fernando Morais, afirma que Filinto combinou com oficiais da Gestapo que o navio seguisse direto para Hamburgo, sem escalas que permitissem resgate, e que "os homens de Filinto Müller" levaram à força as duas mulheres da Casa de Detenção, apesar do protesto dos presos 4 5. Esta redação não conferiu as fontes primárias dessa afirmação.

O DHBB afirma ainda que Olga teria sido "julgada pelo Tribunal de Segurança Nacional", que decidiu "por unanimidade" pela expulsão 1. A afirmação não se sustenta na cronologia das fontes abertas: o TSN foi criado em 11 de setembro e teve juízes nomeados em 29 de setembro de 1936, depois do decreto de agosto 2. O pedido de habeas corpus em favor de Olga foi negado pela Corte Suprema em junho de 1936 (ver Olga Benario).

Olga deu à luz Anita Leocádia numa prisão de Berlim e foi assassinada em 1942 no centro de extermínio de Bernburg; Elise morreu no campo de Lichtenburg, segundo a Fundação Perseu Abramo 4.

Denúncias de tortura e investigação posterior

Acusação (não comprovada)TestemunhoInvestigaçãoResultado de pesquisa
Conteúdo sensívelEsta seção trata de denúncias de tortura de presos políticos (sem detalhes gráficos).Ler este trecho
  • Acusações da oposição (1935–1945). Filinto foi "seguidamente acusado de ordenar prisões arbitrárias e utilizar torturas, além de conferir um caráter anti-semita às deportações de estrangeiros" 1.
  • Testemunho de Severo Fournier (1938). Depois do levante integralista de maio de 1938, o tenente Severo Fournier, preso, acusou Filinto de participar de torturas contra presos. Após sindicância, Filinto exonerou em junho o chefe da Seção de Segurança Política, delegado Emílio Romano, fazendo-lhe o mesmo tipo de acusação 1.
  • Testemunho de Sobral Pinto sobre Harry Berger. O advogado afirmou que Berger foi torturado e mantido em condições "subumanas" que o levaram à loucura, sob custódia da polícia do Distrito Federal 3.
  • Investigação parlamentar (1946). Na redemocratização, a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Atos Delituosos da Ditadura teve Filinto como um dos principais alvos, mas, segundo o DHBB, "a sua responsabilidade pessoal não chegou a ser comprovada pela investigação parlamentar"; as contas da Chefatura de Polícia foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União 1.
  • Interpretação acadêmica. Cattoni de Oliveira e Siqueira afirmam que Arthur Ewert e Elise foram torturados pela polícia do Distrito Federal, chefiada por Filinto, "titular de carta branca do Presidente" para torturar, prender sem ordem judicial e investigar até membros do governo 6. É uma interpretação de pesquisa, não uma conclusão judicial.

Não houve processo penal contra Filinto Müller por esses fatos. A conclusão da CPI de 1946, responsabilidade pessoal "não comprovada", não equivale a absolvição judicial nem a prova de inocência; tampouco as acusações e testemunhos equivalem a condenação.

Integralismo, guerra e queda (1937–1942)

Fatos documentados

A polícia de Filinto também infiltrou agentes na Ação Integralista Brasileira, segundo Maria Luísa Müller, citada pelo DHBB, embora dirigentes integralistas falassem em ligações dele com a "ala burguesa" do movimento 1. No ataque integralista ao Palácio Guanabara, em 11 de maio de 1938, guarneceu a Chefatura de Polícia com metralhadoras e enviou tropa da Polícia Especial, cuja demora foi notada 1.

Com a guerra, o governo se dividiu entre aliadófilos e simpatizantes do Eixo. Filinto ficou com o grupo de Dutra e Góis Monteiro 7. Quando a União Nacional dos Estudantes (UNE) organizou a passeata de 4 de julho de 1942 a favor dos Aliados, ele foi ao gabinete do ministro da Justiça para propor a proibição; recebido pelo ministro interino Vasco Leitão da Cunha, teve "violenta discussão" e foi mandado prender por desrespeito à autoridade 1 8. A passeata se realizou e a crise derrubou Filinto, Leitão da Cunha, Francisco Campos e Lourival Fontes, do DIP; Vargas concedeu a exoneração em carta "altamente elogiosa" de 17 de julho de 1942 1 9. O DHBB registra que as demissões foram interpretadas como um primeiro abalo sério do regime 8.

Do PSD à Arena (1943–1973)

Fatos documentados

Depois da polícia, Filinto foi oficial de gabinete de Dutra e, em 1943, presidente do Conselho Nacional do Trabalho. Em 1945 participou da fundação do Partido Social Democrático (PSD) e foi eleito senador por Mato Grosso em 1947; voltou ao Senado em 1955 e foi reeleito em 1962 e 1970 1. Liderou a bancada do PSD, foi líder do governo Kubitschek e da maioria no Senado e presidiu a posse de Jânio Quadros 1.

Depois do golpe de 1964, foi líder do governo Castelo Branco no Senado, mas renunciou em junho de 1964 após a cassação de Juscelino Kubitschek. Com a extinção dos partidos pelo AI-2 (1965), foi um dos fundadores da Arena, partido de sustentação da ditadura, explicando em carta que escolhera a Arena porque "ideologicamente" não se sentiria bem no MDB 1. Liderou a bancada arenista até o recesso imposto pelo AI-5 em dezembro de 1968; voltou como líder do governo em 1969, foi eleito presidente nacional da Arena e, em 1973, acumulou a liderança do governo com a presidência do Senado 1.

Morreu em 11 de julho de 1973, no exercício do mandato, num desastre aéreo em Paris, no qual morreram também sua mulher e um neto. Recebeu honras de chefe de Estado, com luto oficial de três dias; foi velado no Congresso na presença do general Médici e de parlamentares, inclusive da oposição 1. Seu arquivo pessoal está no CPDOC/FGV 1.

Memória e controvérsia

Interpretação historiográficaDebate em aberto

A memória de Filinto Müller é um caso exemplar da continuidade de pessoal entre regimes autoritários no Brasil: o chefe da polícia política de 1933–1942 foi, três décadas depois, presidente do partido oficial e do Senado sob a ditadura militar 1. Pesquisas jurídico-históricas tratam sua polícia como peça central da repressão do período 6. Seu arquivo pessoal, no CPDOC, deu origem à dissertação de Luciana Quillet Heymann sobre relações pessoais e vida pública em sua correspondência, As obrigações do poder (Museu Nacional, 1997) 1.

Esta redação não conferiu fontes sobre homenagens públicas a Filinto Müller (nomes de ruas, prédios ou espaços oficiais) nem sobre eventuais mudanças de nome; o tema fica como lacuna declarada (ver pendências). Ver também Autoritarismo e rupturas na história do Brasil.

Responsabilidades e grau de prova

Ocupar um cargo não prova participação pessoal em cada crime. A tabela diz o que cada fonte afirma e com que grau de prova.

SobreGrau de provaO que a fonte afirmaFonte
Prisões em massa no Distrito Federal após novembro de 1935Cargo ou comandoChefe de polícia do Distrito Federal (1933–1942); dados fornecidos por ele ao New York Times indicavam cerca de sete mil presos políticos na área federal.Müller, Filinto, verbete biográfico
Propostas de medidas repressivas (expurgos, expulsões, controle de sindicatos e imprensa)Documento de épocaRelatório entregue a Vargas em dezembro de 1935, transcrito pelo DHBB.Müller, Filinto, verbete biográfico
Tortura de presos políticosTestemunhoAcusado pela oposição e, em 1938, pelo preso Severo Fournier de participar de torturas; a CPI de 1946 não comprovou sua responsabilidade pessoal. Não houve processo.Müller, Filinto, verbete biográfico
Tortura de Arthur e Elise Ewert pela polícia do Distrito FederalResultado de pesquisaCattoni de Oliveira e Siqueira (2010) afirmam que o casal foi torturado pela polícia chefiada por Filinto, que teria "carta branca" de Vargas.Pequeno ensaio sobre a injustiça: memórias secas de um tribunal de segurança nacional
Expulsão de Olga Benario e Elise Ewert para a Alemanha nazista (1936)Cargo ou comandoO DHBB registra que Filinto foi responsabilizado pela entrega, mas que o decreto foi assinado pelo ministro Vicente Rao e por Vargas.Müller, Filinto, verbete biográfico
Execução da expulsão de Olga Benario (acordo com a Gestapo sobre a rota do navio)Resultado de pesquisaAfirmado em texto de divulgação da Fundação Perseu Abramo, baseado na pesquisa de Fernando Morais; fontes primárias não conferidas nesta redação.Em setembro de 1936, Olga era deportada e entregue à Gestapo

No portal Ditaduras no Brasil

Primeira República e estados de sítio (1889–1930) · Governo Provisório (1930–1934) · Governo constitucional de Vargas (1934–1937) · Estado Novo (1937–1945) · República de 1946 (1946–1964) · Ditadura de 1964–1985 · Sudeste, Centro-Oeste, Nacional (RJ, MT)

PessoasRepressãoGovernos e instituições

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

  • Citação localizada na fonte
    “Sobretudo depois de 1935, voltei a achar que era necessária uma ditadura.”

    Entrevista de Filinto Müller à revista Veja (anos 1970), transcrita no verbete do DHBB.

    Texto conferido na transcrição do DHBB, não na revista original.

    Fonte: Müller, Filinto, verbete biográfico

Cronologia

  1. 11 de julho de 1900

    Nasce em Cuiabá (MT).1

  2. 1919

    Ingressa na Escola Militar do Realengo.1

  3. julho de 1922

    Preso por cinco meses, acusado de conspirar no levante de 5 de julho.1

  4. julho de 1924

    Participa do levante tenentista de São Paulo.1

  5. 25 de abril de 1925

    Excluído da Coluna Miguel Costa–Prestes.1

  6. julho de 1927

    Preso ao voltar do exílio; condenado a dois anos e meio.1

  7. abril de 1933

    Efetivado como chefe de polícia do Distrito Federal.1

  8. julho de 1935

    Divulga relatório contra a ANL; a Aliança é fechada em 11 de julho.1

  9. dezembro de 1935

    Entrega a Vargas relatório com propostas de medidas repressivas.1

  10. 5 de março de 1936

    Prisão de Prestes e Olga Benario no Rio.3

  11. 27 de agosto de 1936

    Decreto de expulsão de Olga Benario, assinado por Vargas e Vicente Rao.4

  12. setembro de 1936

    Olga e Elise Ewert são embarcadas para a Alemanha.4

  13. 27 de setembro de 1937

    Participa da reunião de generais que discute o golpe.1

  14. 11 de maio de 1938

    Ataque integralista ao Palácio Guanabara; Fournier depois o acusa de torturas.1

  15. 4 de julho de 1942

    Tenta impedir a passeata da UNE; choque com Vasco Leitão da Cunha.1

  16. 17 de julho de 1942

    Exonerado da chefia de polícia.1

  17. abril de 1945

    Participa da fundação do PSD.1

  18. 1946

    CPI dos Atos Delituosos da Ditadura não comprova sua responsabilidade pessoal.1

  19. 1947

    Eleito senador por Mato Grosso.1

  20. 1965

    Um dos fundadores da Arena.1

  21. 1969

    Líder do governo no Senado; depois presidente nacional da Arena.1

  22. 1973

    Presidente do Senado e líder do governo.1

  23. 11 de julho de 1973

    Morre em desastre aéreo em Paris.1

Bibliografia comentada

  • Renato Lemos. Müller, Filinto, verbete biográfico

    Biografia longa e detalhada, baseada também no arquivo pessoal de Filinto (CPDOC); apresenta acusações e defesas lado a lado, com tendência a registrar as versões favoráveis.

  • Fernando Morais. Olga (1985)

    Reportagem histórica que popularizou o caso Olga e a atuação da polícia de Filinto; conferir fontes primárias antes de usar afirmações específicas.

  • Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira e Gustavo Silveira Siqueira. Pequeno ensaio sobre a injustiça: memórias secas de um tribunal de segurança nacional (2010)

    Artigo jurídico-histórico com leitura crítica da polícia e do TSN no período.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Renato Lemos. Müller, Filinto, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  2. 2Mônica Kornis. Tribunal de Segurança Nacional (TSN), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]O verbete indica como fontes R. Campos (Repressão judicial no Estado Novo) e H. Silva (1937).
  3. 3Alzira Alves de Abreu e Alan Carneiro. Prestes, Luís Carlos, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 4Em setembro de 1936, Olga era deportada e entregue à Gestapo. Fundação Perseu Abramo (Memorial da Democracia).[Fonte partidária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto de divulgação de fundação ligada ao PT, sem notas; datas internamente inconsistentes (23/9 e 18/10 de 1936).
  5. 5Fernando Morais. Olga. 1985.[Historiografia · referência bibliográfica]
  6. 6Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira e Gustavo Silveira Siqueira. Pequeno ensaio sobre a injustiça: memórias secas de um tribunal de segurança nacional. Seqüência (UFSC), n. 61, p. 111–125, 2010.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
  7. 7Fontes, Lourival, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Cunha, Vasco Leitão da, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  9. 9Rejane Araújo. Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP, rascunho assistido por IA
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.122 palavras · 9 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisado: verbetes do DHBB (Filinto Müller, lido integralmente, Prestes, TSN, DIP, Lourival Fontes, Vasco Leitão da Cunha); texto da Fundação Perseu Abramo sobre a expulsão de Olga; artigo de Cattoni de Oliveira e Siqueira (Seqüência, 2010). Pendências: (1) homenagens e mudanças de nome de logradouros/edifícios com o nome de Filinto Müller, não pesquisadas por esgotamento do limite de buscas; não incluir casos sem fonte; (2) conferir na obra de Fernando Morais e em documentos (Arquivo Nacional, Itamaraty) o acordo com a Gestapo sobre a rota do navio La Coruña e as datas de embarque/chegada; (3) a afirmação do DHBB de que Olga foi julgada pelo TSN parece erro cronológico, confirmar com o acórdão do HC 26.155 e o processo de expulsão; (4) ler os documentos da CPI dos Atos Delituosos da Ditadura (1946) no acervo da Câmara; (5) conferir o nome completo de registro (o DHBB usa apenas "Filinto Müller"); (6) dados do voo de 1973 (não nomeado aqui). Imagens: retratos oficiais do Senado podem existir com licença a verificar.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

Encontrou um erro? Escreva pela página de correções citando o verbete e a seção. Correções ficam registradas neste histórico.

Como citar: Filinto Müller. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/filinto-muller.

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