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Capitalismo

Sistema econômico e social: definições, história, funcionamento, variedades e debates

Nome dado à organização econômica em que meios de produção são, em grande parte, propriedade privada, o trabalho é sobretudo assalariado e a produção se orienta para o lucro e a acumulação por meio de mercados. Sua definição, origem, funcionamento e efeitos são disputados entre escolas.

Também: Economia capitalista · Modo de produção capitalista · Economia de mercado (uso corrente, não sinônimo exato) · Capitalism · Capitalisme · Kapitalismus · Capitalismo (es)

Índice e ficha

Capitalismo é o nome mais usado para a forma de organização econômica que se tornou predominante no mundo a partir dos séculos XVIII e XIX. Numa definição mínima, que serve de ponto de partida e não de consenso, trata-se de um sistema em que a maior parte dos meios de produção é propriedade privada, a maioria das pessoas obtém sua renda vendendo a própria capacidade de trabalho em troca de salário, bens e serviços são produzidos para venda em mercados e as empresas buscam lucro e reinvestem para crescer 1 2.

A palavra é carregada de disputa. Para a tradição marxista, "modo de produção capitalista" designa uma relação social de classe baseada na exploração do trabalho assalariado; para economistas neoclássicos e austríacos, o termo central é antes "economia de mercado"; para historiadores como Fernand Braudel e Immanuel Wallerstein, capitalismo é sobretudo uma forma de acumulação em escala mundial 3 4. Este verbete apresenta os critérios em disputa, a história da palavra, os debates sobre origem e periodização, o funcionamento econômico, as instituições, as formas históricas e as variedades, a relação com o Estado e a democracia, as principais críticas e as respostas dos defensores, sem tratar nenhuma escola como verdade estabelecida. Para delimitações rápidas, ver O que é e o que não é capitalismo; para o conceito vizinho de mercado, Mercado; para comparações com outros sistemas, Comparando sistemas econômicos.

Critérios definidores em discussão

Explicação conceitual

As definições de capitalismo costumam combinar alguns dos critérios abaixo. Nenhum deles, isolado, basta para a maioria dos autores; o desacordo está em quais são necessários e quais são característicos mas não essenciais.

  • Propriedade privada dos meios de produção. Terras, máquinas, edifícios e empresas pertencem a particulares (pessoas, famílias, sociedades por ações), que decidem como usá-los e se apropriam do resultado. Quase todas as definições incluem esse traço; a discussão é sobre quanto setor público uma economia pode ter e continuar sendo chamada capitalista 1 2.
  • Trabalho assalariado juridicamente livre. Trabalhadores são donos legais da própria força de trabalho e a vendem por salário, em vez de estarem presos à terra (servidão) ou serem propriedade de outro (escravidão). Para Marx, esse trabalhador é "livre" num duplo sentido: livre de vínculos pessoais e "livre" de meios de produção próprios 5. Ver Trabalho assalariado.
  • Produção de mercadorias. Bens e serviços são produzidos para venda, não para consumo próprio ou por obrigação tributária ou senhorial. Ver o conceito marxista de mercadoria e o verbete Mercado.
  • Lucro e acumulação. O objetivo da empresa é obter mais dinheiro do que o adiantado e reinvestir parte do excedente. Marx resumiu esse circuito na fórmula D–M–D′ (dinheiro–mercadoria–mais dinheiro), em contraste com M–D–M, vender para comprar outro bem de uso 6. Ver Lucro.
  • Investimento e crédito. Decisões de investir, financiadas com lucros retidos ou com crédito, determinam o ritmo da economia; isso é central para Keynes, Schumpeter e Minsky 7 8.
  • Concorrência e mercados. Empresas competem por clientes, trabalhadores e financiamento; preços formados em mercados coordenam decisões descentralizadas 9. Ver Concorrência e monopólio.
  • Poder e instituições. Autores institucionalistas, marxistas e historiadores insistem que o capitalismo não existe sem regras de propriedade e contrato, moeda, tribunais e um Estado que as garanta, e que essas regras distribuem poder entre classes, empresas e países 10 11.

Na síntese da Stanford Encyclopedia of Philosophy, em verbete sobre socialismo, o capitalismo é caracterizado por cinco traços: propriedade privada da maior parte dos meios de produção, propriedade legal de cada pessoa sobre a própria força de trabalho, mercados como mecanismo principal de alocação de insumos, produtos e excedente, divisão de classes entre capitalistas e trabalhadores e orientação da produção para a acumulação de capital 1. Um texto didático do FMI enumera, em chave diferente, propriedade privada, interesse próprio, concorrência, mecanismo de mercado, liberdade de escolha e papel limitado do governo, e acrescenta que as economias atuais são, em geral, "mistas" 2. A diferença entre as duas listas, uma fala de classes e acumulação, a outra de escolha e concorrência, resume bem o desacordo.

Como cada tradição pondera os critérios

Formulação teóricaInterpretação historiográfica

Marx. Marx falava sobretudo em "modo de produção capitalista" e "produção capitalista". O decisivo, para ele, é a relação social entre proprietários dos meios de produção e trabalhadores assalariados, que permite a extração de Mais-valia; mercados e dinheiro existiam antes e não bastam para definir o sistema. O capital é valor que se valoriza, dinheiro que gera mais dinheiro 6. O capitalismo nasce de uma separação histórica, muitas vezes violenta, entre produtores e meios de produção, a chamada acumulação primitiva 5. Ver O Capital e Materialismo histórico.

Weber. Max Weber reconhecia formas de capitalismo em muitas civilizações (comercial, aventureiro, "político", ligado a saques e arrendamento de impostos), mas distinguia o capitalismo moderno ocidental pela calculabilidade: organização racional do trabalho formalmente livre, separação entre empresa e economia doméstica, contabilidade de capital, direito e administração previsíveis 12 13. Na leitura da Stanford Encyclopedia, a tese da ética protestante é uma "genealogia não marxista" do capitalismo moderno, que enfatiza a conduta de vida metódica, e não apenas as condições materiais 14.

Sombart. Werner Sombart, em Der moderne Kapitalismus (1902; versão ampliada em três volumes, 1916–1927), combinou história econômica e uma investigação do "espírito" capitalista, entendido como mentalidade econômica nova, o que o verbete biográfico de Friedrich Lenger descreve como uma "psicogênese" do capitalismo, diferente da ênfase de Marx 15 16.

Braudel. Fernand Braudel separou três andares: a "vida material" cotidiana, a "economia de mercado" das trocas locais e transparentes, e, acima, o capitalismo propriamente dito, a esfera dos grandes negociantes e financistas, que buscam monopólios, privilégios e lucros excepcionais e que, por isso, ele via como em parte "antimercado" 3. Nessa leitura, capitalismo e mercado não são sinônimos.

Schumpeter. Joseph Schumpeter definiu o capitalismo pela propriedade privada, pela coordenação por mercados e, sobretudo, pelo crédito que permite ao empresário inovador mobilizar recursos. O traço essencial seria a "destruição criadora": a substituição contínua de produtos, técnicas e empresas 17 18.

Neoclássicos e austríacos. A economia neoclássica raramente usa "capitalismo" como categoria analítica; seus modelos tratam de agentes, preços e equilíbrio em mercados (ver Economia neoclássica). A escola austríaca (Mises, Hayek) enfatiza a propriedade privada como condição do cálculo econômico e os preços como sistema de transmissão de conhecimento disperso 9 19. Ver Escola austríaca de economia.

Institucionalistas. Douglass North definiu instituições como as "regras do jogo", formais e informais, e atribuiu o desempenho de longo prazo das economias à qualidade dessas regras, especialmente direitos de propriedade seguros e custos de transação baixos 10. Nessa linha, o capitalismo é antes de tudo um arranjo institucional.

Polanyi. Karl Polanyi argumentou que a economia de mercado autorregulada do século XIX foi uma construção histórica recente, que transformou em mercadorias "fictícias" a terra, o trabalho e o dinheiro, e que provocou um "contramovimento" de proteção social 11. Ver Karl Polanyi e A grande transformação.

Wallerstein. Para Immanuel Wallerstein, o capitalismo é um sistema-mundo que se formou no "longo século XVI", com divisão internacional do trabalho entre centro, semiperiferia e periferia, e no qual coexistem trabalho assalariado, escravidão e servidão, o que afasta a definição centrada no assalariamento 4.

Ellen Meiksins Wood e Robert Brenner. Na tradição do "marxismo político", Brenner atribuiu a origem do capitalismo às relações de propriedade agrária inglesas, em que arrendatários dependiam do mercado para ter acesso à terra 20. Wood generalizou o argumento: o capitalismo se define não pela oportunidade de comerciar, mas pelo imperativo de mercado, produtores que só sobrevivem se forem competitivos, e por isso não seria simples expansão do comércio 21.

Kocka e Fulcher. Historiadores mais recentes propõem definições operacionais amplas. Jürgen Kocka combina direitos de propriedade que permitem decisões descentralizadas, coordenação por mercados e centralidade do capital, investimento presente em busca de ganho futuro, com risco, e, com isso, admite formas mercantis de capitalismo antes da industrialização 22. James Fulcher toma como núcleo o investimento de dinheiro para obter mais dinheiro e distingue capitalismo mercantil, financeiro e industrial 23.

Origem e difusão da palavra

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

A palavra capitalista, para designar o dono de capital, é anterior a capitalismo. Sínteses de referência registram seu uso em holandês no século XVII, em francês e inglês no fim do século XVIII e em David Ricardo (1817); esses registros remetem ao Oxford English Dictionary e a Braudel, que esta redação não conferiu diretamente 24 3.

O substantivo capitalismo aparece de forma esparsa em meados do século XIX:

  • Louis Blanc, socialista francês, é frequentemente apontado como o primeiro a usar "capitalisme" no sentido moderno, em edições de Organisation du travail por volta de 1850, para designar a apropriação do capital por uns com exclusão dos outros; a formulação exata deve ser conferida na edição original 24.
  • Em inglês, a palavra aparece em The Newcomes, romance de William Makepeace Thackeray publicado em fascículos entre 1853 e 1855, no sentido de condição de quem possui capital: "The sense of capitalism sobered and dignified Paul de Florac" 25.
  • Histórias da palavra registram ainda uma definição de Proudhon na década de 1860 e usos em autores de língua alemã nas décadas seguintes 24.

Marx usou amplamente "capital", "capitalista" e "modo de produção capitalista", mas o substantivo abstrato "capitalismo" quase não aparece em suas obras publicadas, ponto registrado em sínteses de referência e que merece conferência na edição crítica (MEGA²) 24. Na virada para o século XX, o termo ganhou circulação acadêmica, e Der moderne Kapitalismus, de Werner Sombart (1902), tornou-se obra de referência sobre sua história e seu "espírito" 15 16.

A origem crítica da palavra explica parte da resistência a ela. Autores liberais e libertários muitas vezes preferem "economia de mercado", "livre empresa" ou "sistema de preços", enquanto a palavra foi incorporada positivamente por defensores como Milton Friedman (Capitalism and Freedom, 1962) 26. Usar "capitalismo" não implica, por si, adotar uma avaliação.

Formação e debates de periodização

Interpretação historiográficaDebate em aberto

Quando começa o capitalismo? A resposta depende do critério. As principais posições são:

  1. Capitalismo comercial antigo ou medieval. Quem define capitalismo pelo investimento de dinheiro em busca de lucro encontra capitalistas nas cidades italianas, flamengas e hanseáticas, no comércio do Oceano Índico, da China e do mundo islâmico. Braudel e Kocka admitem formas mercantis e financeiras muito antes da industrialização 3 22.
  2. Transição do feudalismo ao capitalismo na Europa (séculos XIV–XVIII). O debate marxista clássico, Maurice Dobb, Paul Sweezy, depois Robert Brenner, opôs explicações centradas no comércio e nas cidades a explicações centradas nas relações de classe no campo. Ver Transição do feudalismo ao capitalismo 20.
  3. Capitalismo agrário inglês. Para Brenner e Wood, a novidade decisiva foi a agricultura inglesa dos séculos XVI–XVIII, organizada em torno de proprietários, arrendatários capitalistas e assalariados, com cercamentos e pressão competitiva 21. Marx já tratara a expropriação do campesinato inglês como "caso clássico" da acumulação primitiva 5.
  4. Sistema-mundo atlântico. Para Wallerstein, o capitalismo nasce como economia-mundo europeia no "longo século XVI" (c. 1450–1640), apoiada em colônias, escravidão e trabalho compulsório nas Américas 4. Eric Williams relacionou a escravidão caribenha à acumulação britânica 27; ver Escravidão e capitalismo.
  5. Revolução Industrial. Muitos economistas e historiadores situam o capitalismo plenamente constituído na Revolução Industrial britânica (fim do século XVIII e início do XIX), quando o trabalho assalariado fabril, a mecanização e o crescimento sustentado da produtividade se combinam.

Nenhuma dessas periodizações é consenso. Elas também respondem a perguntas diferentes: a primeira pergunta "quando houve capitalistas", a terceira "quando a reprodução da sociedade passou a depender do mercado", a quarta "quando se formou um sistema mundial hierarquizado". Um debate correlato, sobre a grande divergência entre Europa Ocidental e Ásia, discute se a Inglaterra e a China do século XVIII eram comparáveis e se carvão e colônias explicam a diferença posterior 28.

América Latina e Brasil. A historiografia latino-americana discutiu se a colonização ibérica foi feudal, capitalista ou de outro tipo (escravismo colonial). Para a CEPAL e para Celso Furtado, a região se integrou ao capitalismo mundial como periferia exportadora de produtos primários 29 30. Ver Capitalismo no Brasil e Estruturalismo latino-americano.

Como funciona: produção, preços, salários, lucro, crédito e inovação

Modelo econômicoFormulação teórica

As explicações do funcionamento do capitalismo diferem conforme a escola. Esta seção descreve os mecanismos em termos amplamente aceitos e indica onde as interpretações divergem.

Produção e decisão descentralizada. Empresas privadas decidem o que, quanto e como produzir com base em preços, custos e expectativas de venda. Não há um plano central; a coordenação resulta da interação de milhões de decisões. Hayek argumentou que o sistema de preços resolve um problema de conhecimento: o conhecimento relevante "nunca existe de forma concentrada ou integrada", e os preços condensam informações dispersas, permitindo que cada pessoa ajuste seu comportamento sem conhecer as causas (seu exemplo é o da escassez de estanho) 9.

Preços. No modelo neoclássico, preços se formam pela interação de oferta e demanda e, sob hipóteses fortes (concorrência perfeita, informação completa, ausência de externalidades), um equilíbrio geral competitivo existe e é eficiente no sentido de Pareto 31. Esse resultado é um modelo, não uma descrição da realidade; suas hipóteses raramente se verificam inteiramente (ver Mercado). Na tradição clássica e marxista, os preços gravitam em torno de preços de produção, determinados por custos e por uma taxa média de lucro 32.

Salários. O salário é o preço pago pelo uso da força de trabalho. Para a teoria neoclássica, em concorrência ele tende ao produto marginal do trabalho; para clássicos e marxistas, ele depende do custo de reprodução da força de trabalho, historicamente e socialmente determinado, e da correlação de forças entre classes; para Keynes, o emprego total depende da demanda efetiva, não apenas do nível dos salários 7. Ver Trabalho assalariado, Sindicatos e negociação coletiva e Participação dos salários na renda.

Lucro. O lucro é a diferença entre receitas e custos. As explicações para sua existência variam: remuneração do risco e da inovação (Knight, Schumpeter), retorno do capital como fator de produção (neoclássicos), preferência temporal (austríacos), ou trabalho excedente não pago apropriado pelos capitalistas (Marx) 6 33. Ver Lucro e Mais-valia.

Crédito e moeda. Bancos criam crédito que permite investir antes de poupar. Schumpeter via no crédito o instrumento do empresário inovador; Minsky, partindo de Keynes, descreveu a economia capitalista como sistema com ativos de capital caros e finanças sofisticadas, em que a estrutura de endividamento (financiamento hedge, especulativo e "Ponzi") pode tornar a economia instável 8. Ver Financeirização.

Investimento e acumulação. O investimento expande a capacidade produtiva e, ao mesmo tempo, gera demanda. Para Keynes, as decisões de investimento dependem de expectativas incertas sobre o futuro, e por isso o sistema pode estabilizar-se com desemprego 7. Para Marx, a concorrência obriga os capitalistas a acumular, mecanizar e concentrar capital.

Inovação e crescimento. O crescimento sustentado da renda por pessoa, raro antes do século XIX, acompanhou a difusão do capitalismo industrial; as séries históricas de PIB per capita reconstruídas pelo Projeto Maddison são a referência mais usada para medi-lo, com as incertezas próprias de estimativas para séculos passados 34. Schumpeter descreveu a "destruição criadora" como fato essencial do capitalismo 18. Se o crescimento se deve ao capitalismo enquanto tal, a instituições específicas, a ideias, à ciência, ao carvão e às colônias ou a combinações desses fatores é uma das grandes controvérsias da história econômica 35 36 28. Ver PIB e PIB per capita.

Instituições que o capitalismo pressupõe

Explicação conceitualInterpretação historiográfica

O capitalismo não existe "fora" do Estado e do direito. Mesmo autores que defendem um governo limitado reconhecem que o sistema depende de regras públicas 2 26.

  • Propriedade. Direitos de usar, alugar, vender e herdar bens, inclusive meios de produção e ativos financeiros, definidos e garantidos por lei. North e outros institucionalistas atribuem grande peso à segurança desses direitos; críticos lembram que sua distribuição inicial resultou muitas vezes de expropriação, conquista e escravidão 10 5.
  • Contratos e sociedades empresariais. Contrato de trabalho, sociedade anônima com responsabilidade limitada, falência, patentes. A sociedade por ações moderna tem antecedentes nas companhias de comércio do século XVII, como a Companhia Holandesa das Índias Orientais.
  • Moeda e bancos centrais. Moeda estável, sistema bancário e, a partir do século XIX e sobretudo do XX, bancos centrais que regulam o crédito e atuam como emprestadores de última instância.
  • Estado. Tributação, infraestrutura, defesa, educação, política comercial e industrial. Ha-Joon Chang argumenta que os países hoje ricos usaram tarifas e política industrial para se industrializar, ao contrário do que recomendariam depois a países pobres 37.
  • Direito do trabalho e proteção social. Limites à jornada, proibição do trabalho infantil, liberdade sindical, previdência. Resultaram em grande parte de lutas operárias e de reformas, e Polanyi as interpreta como "contramovimento" de autoproteção da sociedade 11. Ver Sindicatos e negociação coletiva.
  • Instituições internacionais. Padrão-ouro, Bretton Woods, FMI, Banco Mundial, acordos de comércio: regras que organizam a economia mundial e cuja influência sobre países periféricos é tema de controvérsia.

Formas históricas

Interpretação historiográfica

Autores dividem a história do capitalismo em fases. Os rótulos abaixo são categorias analíticas de autores e escolas, não classificações oficiais; as fronteiras entre elas são discutidas.

  • Capitalismo comercial ou mercantil. Lucro obtido sobretudo na circulação, comércio de longa distância, companhias privilegiadas, finanças de Estado, associado ao mercantilismo e à expansão colonial europeia (séculos XVI–XVIII) 23 22.
  • Capitalismo industrial. A partir da Revolução Industrial, a produção fabril mecanizada com trabalho assalariado se torna o centro da acumulação.
  • Capitalismo financeiro e monopolista. No fim do século XIX, concentração de empresas, cartéis e fusão entre bancos e indústria foram analisados por Rudolf Hilferding como "capital financeiro" e por Lenin como base do imperialismo 38 39. Paul Baran e Paul Sweezy falaram em "capital monopolista" para a economia norte-americana do pós-guerra 40. Ver Concorrência e monopólio e Standard Oil.
  • Fordismo e "anos dourados". A escola francesa da regulação (Michel Aglietta e outros) chamou de fordismo o regime do pós-guerra nos países centrais, que combinava produção em massa, salários crescentes indexados à produtividade, negociação coletiva e Estado de bem-estar 41. Ver Keynesianismo.
  • Neoliberalismo. A partir dos anos 1970 e 1980, com o Chile após 1973, o Reino Unido após 1979 e os Estados Unidos após 1981 como casos frequentemente citados, políticas de liberalização financeira e comercial, privatização, desregulação e enfraquecimento sindical. David Harvey interpreta o neoliberalismo como projeto de restauração do poder de classe; defensores o descrevem como correção de excessos estatais 42. Ver Financeirização e Crise da dívida latino-americana.
  • Capitalismo de plataformas. Nick Srnicek usa o termo para empresas digitais cujo modelo de negócio se apoia em plataformas que intermediam usuários e extraem e controlam dados 43. Trata-se de categoria recente, ainda em discussão.
  • Capitalismo de Estado. Termo usado em sentidos muito diferentes: para empresas estatais que operam sob lógica de lucro em economias de mercado (Musacchio e Lazzarini, com o Brasil como caso) 44; para o "capitalismo político" que Branko Milanovic identifica na China e em outros países 45; e, em parte da tradição marxista, como crítica à própria URSS (ver União Soviética).

Variedades de capitalismo

Interpretação historiográficaFormulação teórica

Mesmo em um mesmo período, economias capitalistas diferem muito. Algumas classificações influentes:

  • Economias de mercado liberais × coordenadas. Peter Hall e David Soskice (2001) distinguem economias em que as empresas se coordenam sobretudo por mercados e contratos (Estados Unidos, Reino Unido) daquelas em que predominam relações estratégicas de longo prazo com bancos, sindicatos e associações empresariais (Alemanha, Japão, países nórdicos) 46. O texto do FMI resume essa distinção 2. A tipologia foi criticada por ser centrada em países ricos e por subestimar mudanças.
  • Regimes de bem-estar. Gøsta Esping-Andersen classificou os Estados de bem-estar em liberal, conservador-corporativo e social-democrata 47.
  • Estado desenvolvimentista. Chalmers Johnson (Japão), Alice Amsden (Coreia do Sul) e Peter Evans descreveram Estados que dirigiram o crédito e a política industrial em aliança com grandes grupos privados 48 49 50. Ver Capitalismo na Coreia do Sul.
  • Capitalismo dependente e periférico. A CEPAL e as teorias da dependência descreveram economias latino-americanas especializadas em exportação primária e dependentes de capital e tecnologia externos 29 51 52. Ver Capitalismo no Brasil e Capitalismo na África do Sul.
  • Capitalismo liberal meritocrático × capitalismo político. Milanovic opõe o modelo ocidental ao modelo em que uma burocracia estatal forte controla o setor privado, como na China 45. A classificação da economia chinesa, capitalismo de Estado, "socialismo com características chinesas" ou socialismo de mercado, é ela própria controversa (ver China (República Popular da China)).

Essas tipologias são instrumentos de comparação, não categorias oficiais, e nenhum país se encaixa perfeitamente em um tipo.

Capitalismo, mercado, Estado e democracia

Formulação teóricaDebate em aberto

A relação entre capitalismo e democracia é uma das questões mais discutidas da teoria política.

Capitalismo como condição da liberdade. Milton Friedman argumentou que a liberdade econômica é parte da liberdade e condição necessária, embora não suficiente, da liberdade política, porque dispersa o poder econômico em relação ao Estado 26. Hayek sustentou que o planejamento econômico centralizado tende a concentrar poder e a ameaçar a liberdade 53. Albert Hirschman reconstituiu argumentos dos séculos XVII e XVIII segundo os quais o comércio "amansaria" as paixões políticas 54.

Capitalismo e democracia em tensão. Schumpeter, embora admirador do empresário, previu que o próprio sucesso do capitalismo minaria suas bases e abriria caminho a alguma forma de socialismo; também redefiniu a democracia como concorrência entre elites pelo voto 17. Polanyi viu nos fascismos dos anos 1930 uma reação à crise da sociedade de mercado 11. Michał Kalecki argumentou que o pleno emprego permanente encontraria resistência política empresarial, porque reduziria a disciplina no local de trabalho 55.

Compromisso social-democrata. Adam Przeworski analisou a social-democracia como compromisso de classe: trabalhadores aceitam a propriedade privada e o lucro em troca de salários, emprego e proteção social, enquanto os capitalistas aceitam a democracia e a redistribuição 56. Ver Socialismo.

Crise do capitalismo democrático. Wolfgang Streeck sustenta que, desde os anos 1970, os países ricos vivem três tendências que se reforçam, crescimento em queda, endividamento crescente (público, privado e das empresas) e desigualdade crescente, e que governos "compraram tempo" com inflação, dívida pública e dívida privada 57 58.

Fatos a considerar. Historicamente, houve capitalismo sob democracias liberais e sob ditaduras (inclusive militares, na América Latina e na Ásia), e houve industrialização sem capitalismo de mercado (ver União Soviética). A coexistência de capitalismo e democracia não prova causalidade em nenhuma direção. Para a relação entre empresas e ditaduras no Brasil, ver os verbetes do núcleo Ditaduras no Brasil.

Desigualdade e exploração

Formulação teóricaEvidência empíricaDebate em aberto

Exploração. Para Marx, os trabalhadores, por não possuírem meios de produção, são compelidos a vender sua força de trabalho, e o capitalista se apropria do valor que eles produzem além do salário. A Stanford Encyclopedia expõe essa tese ao lado de reformulações (G. A. Cohen, John Roemer) e da visão neoclássica, para a qual "exploração" significa pagar a um fator menos que seu produto marginal, o que não ocorreria em concorrência perfeita; também registra o argumento liberal de que trocas voluntárias são mutuamente vantajosas e a réplica de que uma troca pode beneficiar ambas as partes e ainda assim ser injusta 33 1. Ver Mais-valia.

Desigualdade de renda e riqueza. Thomas Piketty (2013) reuniu séries de longo prazo sobre concentração de renda e riqueza em vários países e argumentou que, quando a taxa de retorno do capital supera a taxa de crescimento (r > g), a riqueza tende a se concentrar; a redução da desigualdade no século XX teria resultado sobretudo de guerras, crises e políticas fiscais 59. Daron Acemoglu e James Robinson responderam que "leis gerais" do capitalismo são guias ruins, porque ignoram instituições políticas e econômicas e a evolução endógena da tecnologia; em seus testes, a diferença r − g não explica bem a participação dos mais ricos na renda 60. Matthew Rognlie argumentou que boa parte do aumento da participação do capital na renda se deve à habitação 61. Ver Coeficiente de Gini e Participação dos salários na renda.

Gênero, raça e reprodução social. Autoras feministas, como Silvia Federici e Nancy Fraser, argumentam que a acumulação capitalista depende de trabalho doméstico e de cuidado não pago, majoritariamente feminino 62 63. Cedric Robinson propôs o conceito de "capitalismo racial", segundo o qual hierarquias raciais foram constitutivas, e não acidentais, no desenvolvimento do sistema 64.

Respostas. Defensores argumentam que a desigualdade de resultado é compatível com melhora absoluta das condições dos mais pobres, que parte dela reflete inovação e risco, e que o remédio está em concorrência, educação e regras contra privilégios, não na abolição do mercado, "salvar o capitalismo dos capitalistas", na fórmula de Rajan e Zingales 65 2.

Crises

Formulação teóricaFatos documentadosDebate em aberto

Economias capitalistas passaram por crises recorrentes: pânicos financeiros do século XIX, a longa depressão iniciada em 1873, a Grande Depressão de 1929–1930, a estagflação dos anos 1970, a crise da dívida latino-americana de 1982, a crise asiática de 1997 e a crise financeira de 2008. As teorias para explicá-las divergem:

  • Marx e a tradição marxista: superprodução e dificuldade de realização, desproporção entre setores e tendência à queda da taxa de lucro com a mecanização 32.
  • Keynes: insuficiência de demanda efetiva quando as expectativas de investimento caem; o sistema pode ficar em equilíbrio com desemprego. Keynes apontou como "falhas destacadas" da sociedade econômica a incapacidade de garantir pleno emprego e a distribuição arbitrária e desigual da riqueza e da renda, e propôs uma "socialização razoavelmente ampla do investimento", sem estatizar a produção 7.
  • Minsky: a estabilidade é desestabilizadora, períodos de calma estimulam endividamento especulativo e "Ponzi", até que uma reversão provoca deflação de dívidas 8.
  • Escola austríaca: expansão artificial do crédito pelos bancos centrais leva a investimentos mal direcionados, que a crise corrige (ver Escola austríaca de economia).
  • Schumpeter: ciclos ligados a ondas de inovação e destruição criadora 17.

Ver Keynesianismo e Financeirização. Não há consenso sobre a causa de cada crise histórica; o verbete de cada uma apresenta as interpretações.

Expansão mundial, colonialismo e dependência

Fatos documentadosInterpretação historiográficaDebate em aberto

A expansão do capitalismo foi inseparável da expansão colonial europeia, do tráfico atlântico de pessoas escravizadas e, nos séculos XIX e XX, do imperialismo. O peso desses fatores na acumulação dos países centrais é debatido: Eric Williams argumentou que os lucros do sistema escravista contribuíram para a industrialização britânica, tese contestada e reformulada desde então 27 (ver Escravidão e capitalismo); Walter Rodney sustentou que a integração da África ao sistema europeu produziu subdesenvolvimento 66; Kenneth Pomeranz atribuiu parte da divergência europeia ao acesso a recursos coloniais e ao carvão 28.

Na América Latina, Raúl Prebisch e a CEPAL descreveram uma relação centro-periferia em que a periferia exportava bens primários com termos de troca desfavoráveis e propuseram industrialização por substituição de importações 29; Celso Furtado analisou o caso brasileiro 30. As teorias da dependência, em versões weberiano-estruturalistas (Cardoso e Faletto) e marxistas (Ruy Mauro Marini, Theotonio dos Santos, Vânia Bambirra), discutiram se o desenvolvimento capitalista periférico era possível e em que termos; Marini propôs o conceito de superexploração do trabalho 51 52. Ver Estruturalismo latino-americano.

Na Ásia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e, depois, China combinaram mercados com forte direção estatal e industrializaram-se rapidamente, casos usados ora como prova das virtudes do mercado e da abertura comercial, ora como prova da importância da política industrial e do Estado 49 48 37. Na África, o legado colonial, a especialização em exportações primárias e as condicionalidades dos programas de ajuste dos anos 1980 e 1990 são centrais nos debates sobre desenvolvimento. Ver Capitalismo na África do Sul e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Capitalismo e meio ambiente

Formulação teóricaDebate em aberto

A relação entre capitalismo e degradação ambiental é objeto de debate próprio. Economistas de mercado tratam poluição e mudança climática como externalidades, custos não incluídos nos preços, corrigíveis por impostos, mercados de emissões e regulação (ver Mercado). Autores críticos, como Jason W. Moore e Nancy Fraser, argumentam que a acumulação capitalista depende estruturalmente da apropriação de "natureza barata" e não pode ser compatibilizada com limites ecológicos sem mudança de sistema 67 63. Críticos de ambos os lados lembram que economias de planejamento central também produziram graves danos ambientais (ver União Soviética e Comparando sistemas econômicos), o que indica que o problema não se reduz a um único sistema econômico.

Como os defensores respondem às críticas

Formulação teóricaEvidência empíricaPosição de outras organizações e correntes

Os argumentos favoráveis ao capitalismo mais difundidos, nas formulações de seus próprios autores:

Cooperação por interesse próprio. Adam Smith escreveu que não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas da atenção que dão ao próprio interesse, e atribuiu a divisão do trabalho à "propensão a negociar, permutar e trocar" 68. Smith também criticou conluios de comerciantes e monopólios; ver Adam Smith e A riqueza das nações.

Eficiência alocativa e conhecimento. Preços livres coordenam informação dispersa melhor que um planejador central (Hayek) 9; sem propriedade privada dos meios de produção não haveria preços de mercado para os bens de capital, e portanto não haveria cálculo econômico racional (Mises) 19. Ver Comparando sistemas econômicos.

Inovação. A concorrência e a possibilidade de lucro estimulam inovação contínua; Schumpeter via na "destruição criadora" a essência do sistema 18. Deirdre McCloskey atribui o "Grande Enriquecimento" sobretudo a uma mudança de valores que dignificou a atividade burguesa 35.

Liberdade. Liberdade econômica como componente e garantia da liberdade política 26.

Redução da pobreza extrema. É o argumento empírico mais citado. Segundo o Banco Mundial, o número de pessoas em pobreza extrema caiu de cerca de 2,3 bilhões em 1990 para cerca de 837 milhões, pela linha atual de US$ 3,00 por dia em paridade de poder de compra de 2021; a redução veio principalmente do crescimento na Ásia Oriental e no Sul da Ásia, desacelerou na última década, e a pobreza extrema se concentra cada vez mais na África Subsaariana e em contextos de conflito 69. Em perspectiva de longo prazo, a estimativa de Michail Moatsos, divulgada pelo Our World in Data, indica que cerca de três quartos da população mundial viviam em pobreza extrema em 1820, contra cerca de 8% em anos recentes, pelo método do custo de necessidades básicas 70 71.

Controvérsias de medição e de atribuição causal. Esse argumento é contestado em três planos:

  1. Linha e método. O resultado depende da linha de pobreza (US$ 1,90, 2,15, 3,00 ou linhas mais altas) e da conversão por paridade de poder de compra. Dylan Sullivan e Jason Hickel sustentam que medidas de renda baseadas em contas nacionais não captam a perda de acesso a bens de subsistência e terras comuns; usando salários reais frente a uma cesta de subsistência, altura e mortalidade, concluem que a afirmação de que cerca de 90% da humanidade vivia em pobreza extrema antes do século XIX é improvável, que a incorporação ao sistema-mundo capitalista se associou a quedas de salário real, estatura e expectativa de vida em várias regiões, e que as melhoras vieram mais tarde, em parte ligadas a movimentos anticoloniais e socialistas 72. Defensores da leitura de Roser respondem que a tendência de longo prazo aparece com várias linhas e indicadores 70.
  2. Atribuição causal. Boa parte da queda recente ocorreu na China, onde o Banco Mundial registra que quase 800 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema desde o início das reformas de 1978 73. As reformas introduziram mercados e empresas privadas, mas sob um Estado que manteve bancos, terra e setores estratégicos sob controle público. Atribuir o resultado ao "capitalismo", ao "socialismo de mercado" ou à combinação é, ele próprio, um juízo disputado (ver China (República Popular da China)).
  3. O que mais explica. Saúde pública, vacinas, educação, saneamento e ciência, em parte financiados ou organizados por Estados, contribuíram para indicadores como a expectativa de vida. Separar o efeito do sistema econômico de outros fatores exige cautela.

Alternativas e reformas

Proposta políticaFormulação teórica

As propostas de mudança variam entre reformar o capitalismo e substituí-lo:

  • Regulação e keynesianismo. Manter a propriedade privada e os mercados, com política macroeconômica de pleno emprego, regulação financeira e tributação progressiva 7. Ver Keynesianismo e John Maynard Keynes.
  • Social-democracia e Estado de bem-estar. Combinar economia de mercado com sindicatos fortes, negociação coletiva e serviços públicos universais 56 47.
  • Economia mista. Coexistência de grandes setores estatais e privados; foi o arranjo de muitos países no pós-guerra, inclusive o Brasil 2 44.
  • Cooperativismo e autogestão. Empresas de propriedade dos trabalhadores ou usuários dentro de economias de mercado; gestão comunitária de bens comuns, estudada por Elinor Ostrom 74.
  • Socialismo de mercado. Propriedade social ou cooperativa dos meios de produção com mercados para bens e, em algumas versões, para capital, de Oskar Lange aos modelos de "democracia econômica" discutidos na filosofia política 75 1. A experiência da Iugoslávia e as reformas chinesas são frequentemente discutidas nesse registro.
  • Planejamento econômico. Substituição dos mercados por planejamento central (modelo soviético) ou por formas de planejamento participativo e democrático propostas por autores contemporâneos 1 76.

Leituras recomendadas

Fatos documentados

Introduções: Fulcher 23 e Kocka 22. Clássicos: Smith 68, Marx 6, Weber 12, Schumpeter 17, Polanyi 11, Hayek 9, Friedman 26. Origem e periodização: Brenner 20, Wood 21, Wallerstein 4, Braudel 3. América Latina: Prebisch 29 e Furtado 30.

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

Cronologia

  1. 1776

    Adam Smith publica A riqueza das nações.68

  2. c. 1850

    Louis Blanc usa "capitalisme" em sentido próximo ao moderno.24

  3. 1853

    "Capitalism" aparece em The Newcomes, de Thackeray.25

  4. 1867

    Marx publica o Livro I de O Capital, com a análise da fórmula geral do capital e da acumulação primitiva.6

  5. 1902

    Werner Sombart publica Der moderne Kapitalismus.15

  6. 1920

    Ludwig von Mises publica o ensaio sobre o cálculo econômico no socialismo, ponto de partida do debate do cálculo.19

  7. 1936

    Keynes publica a Teoria geral; Oskar Lange publica a primeira parte de "On the Economic Theory of Socialism".7

  8. 1944

    Publicação de A grande transformação (Polanyi) e de O caminho da servidão (Hayek).11

  9. 1945

    Hayek publica "The Use of Knowledge in Society".9

  10. 1949

    Raúl Prebisch formula, na CEPAL, a análise centro-periferia.29

  11. 1962

    Milton Friedman publica Capitalism and Freedom.26

  12. 1974

    Immanuel Wallerstein publica o primeiro volume de The Modern World-System.4

  13. 1978

    Início das reformas econômicas na China.73

  14. 1992

    Minsky sintetiza a hipótese da instabilidade financeira.8

  15. 2001

    Hall e Soskice publicam Varieties of Capitalism.46

  16. 2013

    Thomas Piketty publica O capital no século XXI.59

Bibliografia comentada

  • James Fulcher. Capitalism: A Very Short Introduction (2004)

    Introdução curta e comparativa, com definição operacional (investimento de dinheiro para obter lucro) e formas mercantil, financeira e industrial.

  • Jürgen Kocka. Capitalism: A Short History (original alemão: Geschichte des Kapitalismus, 2013) (2016)

    História do capitalismo e do próprio conceito por historiador social alemão; definição ampla que admite capitalismo mercantil pré-industrial.

  • Pablo Gilabert; Martin O'Neill. Socialism (2019 (revisão substantiva de 2024))

    Verbete filosófico de acesso aberto; útil para a definição em cinco traços e para críticas normativas e alternativas (socialismo de mercado, democracia econômica).

  • Karl Polanyi. The Great Transformation (A grande transformação) (1944)

    Clássico sobre a construção histórica da sociedade de mercado e o 'contramovimento' de proteção social.

  • Friedrich A. Hayek. The Use of Knowledge in Society (1945)

    Artigo curto e acessível que formula o argumento do conhecimento disperso e dos preços como sistema de informação.

  • Ellen Meiksins Wood. The Origin of Capitalism: A Longer View (1ª ed. 1999, ed. ampliada 2002) (2002)

    Crítica do 'modelo da comercialização' e defesa da origem agrária inglesa do capitalismo.

  • Peter A. Hall; David Soskice (orgs.). Varieties of Capitalism: The Institutional Foundations of Comparative Advantage (2001)

    Referência para a distinção entre economias de mercado liberais e coordenadas; criticada por centrar-se em países ricos.

  • Dylan Sullivan; Jason Hickel. Capitalism and extreme poverty: a global analysis of real wages, human height, and mortality since the long 16th century (2023)

    Contestação, com outros indicadores (salários reais, altura, mortalidade), da narrativa de redução da pobreza extrema associada ao capitalismo; ler em diálogo com Roser e Allen.

  • Raúl Prebisch. El desarrollo económico de la América Latina y algunos de sus principales problemas (1949)

    Texto fundador do estruturalismo latino-americano; base para entender o capitalismo periférico.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Pablo Gilabert; Martin O'Neill. Socialism. Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2019 (revisão substantiva de 2024).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Define o capitalismo por cinco traços (propriedade privada da maior parte dos meios de produção, propriedade legal da própria força de trabalho, mercados como mecanismo principal de alocação, divisão de classes, orientação para a acumulação) e expõe críticas e modelos de socialismo de mercado.
  2. 2Sarwat Jahan; Ahmed Saber Mahmud. What Is Capitalism? (série Back to Basics). Finance & Development (Fundo Monetário Internacional), v. 52, n. 2, junho de 2015, 2015.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto didático de economistas do FMI; apresenta 'pilares' do capitalismo, economia mista, variedades e críticas (Keynes, Piketty, Rajan e Zingales).
  3. 3Fernand Braudel. Civilisation matérielle, économie et capitalisme, XVe–XVIIIe siècle (3 v.). 1979.[Historiografia · referência bibliográfica]
  4. 4Immanuel Wallerstein. The Modern World-System, v. I: Capitalist Agriculture and the Origins of the European World-Economy in the Sixteenth Century. 1974.[Historiografia · referência bibliográfica]
  5. 5Karl Marx. O Capital, Livro I, cap. 26, "O segredo da acumulação primitiva" (numeração da edição inglesa; tradução de 1887 no MIA). 1867.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  6. 6Karl Marx. O Capital, Livro I, cap. 4, "A fórmula geral do capital" (tradução inglesa de 1887 no MIA). 1867.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  7. 7John Maynard Keynes. The General Theory of Employment, Interest and Money, cap. 24, "Concluding Notes on the Social Philosophy towards which the General Theory might Lead". Marxists Internet Archive (seção de referência), 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Hyman P. Minsky. The Financial Instability Hypothesis (Working Paper n. 74). Jerome Levy Economics Institute of Bard College, 1992.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Preparado para o Handbook of Radical Political Economy (Arestis e Sawyer, orgs., 1993).
  9. 9Friedrich A. Hayek. The Use of Knowledge in Society. American Economic Review, v. 35, n. 4 (reproduzido na Library of Economics and Liberty), 1945.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 10Douglass C. North. Institutions, Institutional Change and Economic Performance. Cambridge University Press, 1990.[Historiografia · referência bibliográfica]
  11. 11Karl Polanyi. The Great Transformation (A grande transformação). 1944.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  12. 12Max Weber. Die protestantische Ethik und der "Geist" des Kapitalismus (A ética protestante e o "espírito" do capitalismo), publicada em 1904–1905; versão revista em 1920.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  13. 13Max Weber. Wirtschaftsgeschichte (História econômica geral), curso de 1919–1920 publicado postumamente. 1923.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  14. 14Sung Ho Kim. Max Weber. Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2007 (revisão substantiva de 2022).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  15. 15Friedrich Lenger. Sombart, Werner (verbete da Neue Deutsche Biographie, v. 24). Deutsche Biographie, 2010.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  16. 16Werner Sombart. Der moderne Kapitalismus (1ª ed., 2 v.; ed. revista em 3 v., 1916–1927). 1902.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  17. 17Joseph A. Schumpeter. Capitalism, Socialism and Democracy. 1942.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  18. 18W. Michael Cox; Richard Alm. Creative Destruction (Concise Encyclopedia of Economics). Library of Economics and Liberty.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Verbete de economistas do Federal Reserve de Dallas, favorável ao processo que descreve; cita Schumpeter (1942).
  19. 19Ludwig von Mises. Economic Calculation in the Socialist Commonwealth (original alemão de 1920). Mises Institute (página do livro).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultada a página de apresentação do instituto, que é favorável à tese.
  20. 20Robert Brenner. Agrarian Class Structure and Economic Development in Pre-Industrial Europe. Past & Present, n. 70, 1976.[Historiografia · referência bibliográfica]
  21. 21Ellen Meiksins Wood. The Origin of Capitalism: A Longer View (1ª ed. 1999, ed. ampliada 2002). 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]
  22. 22Jürgen Kocka. Capitalism: A Short History (original alemão: Geschichte des Kapitalismus, 2013). Princeton University Press, 2016.[Historiografia · referência bibliográfica]
  23. 23James Fulcher. Capitalism: A Very Short Introduction. Oxford University Press, 2004.[Historiografia · referência bibliográfica]
  24. 24Capitalism (verbete da Wikipédia em inglês), seção de etimologia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada só como ponto de partida para a história da palavra; remete ao Oxford English Dictionary e a Braudel, que não foram conferidos nesta redação.
  25. 25William Makepeace Thackeray. The Newcomes: Memoirs of a Most Respectable Family (Project Gutenberg, e-book n. 7467). Project Gutenberg.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto integral pesquisado pela palavra 'capitalism' (uma ocorrência, sobre o personagem Paul de Florac). Romance publicado em fascículos em 1853–1855.
  26. 26Milton Friedman. Capitalism and Freedom. University of Chicago Press, 1962.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  27. 27Eric Williams. Capitalism and Slavery. 1944.[Historiografia · referência bibliográfica]
  28. 28Kenneth Pomeranz. The Great Divergence: China, Europe, and the Making of the Modern World Economy. Princeton University Press, 2000.[Historiografia · referência bibliográfica]
  29. 29Raúl Prebisch. El desarrollo económico de la América Latina y algunos de sus principales problemas. CEPAL, 1949.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  30. 30Celso Furtado. Formação econômica do Brasil. 1959.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  31. 31Kenneth J. Arrow; Gérard Debreu. Existence of an Equilibrium for a Competitive Economy. Econometrica, v. 22, n. 3, 1954.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  32. 32Karl Marx (ed. Friedrich Engels). O Capital, Livro III, O processo global da produção capitalista. 1894.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  33. 33Matt Zwolinski; Benjamin Ferguson; Alan Wertheimer. Exploitation. Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2001 (revisão substantiva de 2022).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  34. 34Groningen Growth and Development Centre. Maddison Project Database (página do projeto; versão 2023).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]
  35. 35Deirdre N. McCloskey. Bourgeois Equality: How Ideas, Not Capital or Institutions, Enriched the World. University of Chicago Press, 2016.[Historiografia · referência bibliográfica]
  36. 36Daron Acemoglu; James A. Robinson. Why Nations Fail (Por que as nações fracassam). 2012.[Historiografia · referência bibliográfica]
  37. 37Ha-Joon Chang. Kicking Away the Ladder: Development Strategy in Historical Perspective (Chutando a escada). 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]
  38. 38Rudolf Hilferding. Das Finanzkapital (O capital financeiro). 1910.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  39. 39V. I. Lenin. Imperialismo, estágio superior do capitalismo. 1917.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  40. 40Paul A. Baran; Paul M. Sweezy. Monopoly Capital. Monthly Review Press, 1966.[Historiografia · referência bibliográfica]
  41. 41Michel Aglietta. Régulation et crises du capitalisme. 1976.[Historiografia · referência bibliográfica]
  42. 42David Harvey. A Brief History of Neoliberalism. Oxford University Press, 2005.[Historiografia · referência bibliográfica]
  43. 43Nick Srnicek. Platform Capitalism. Polity, 2016.[Historiografia · referência bibliográfica]
  44. 44Aldo Musacchio; Sergio G. Lazzarini. Reinventing State Capitalism: Leviathan in Business, Brazil and Beyond. Harvard University Press, 2014.[Historiografia · referência bibliográfica]
  45. 45Branko Milanovic. Capitalism, Alone: The Future of the System That Rules the World. Harvard University Press, 2019.[Historiografia · referência bibliográfica]
  46. 46Peter A. Hall; David Soskice (orgs.). Varieties of Capitalism: The Institutional Foundations of Comparative Advantage. Oxford University Press, 2001.[Historiografia · referência bibliográfica]
  47. 47Gøsta Esping-Andersen. The Three Worlds of Welfare Capitalism. 1990.[Historiografia · referência bibliográfica]
  48. 48Chalmers Johnson. MITI and the Japanese Miracle: The Growth of Industrial Policy, 1925–1975. 1982.[Historiografia · referência bibliográfica]
  49. 49Alice H. Amsden. Asia's Next Giant: South Korea and Late Industrialization. 1989.[Historiografia · referência bibliográfica]
  50. 50Peter Evans. Embedded Autonomy: States and Industrial Transformation. 1995.[Historiografia · referência bibliográfica]
  51. 51Fernando Henrique Cardoso; Enzo Faletto. Dependencia y desarrollo en América Latina. 1969.[Historiografia · referência bibliográfica]
  52. 52Ruy Mauro Marini. Dialéctica de la dependencia. Era (Cidade do México), 1973.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  53. 53Friedrich A. Hayek. The Road to Serfdom (O caminho da servidão). 1944.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  54. 54Albert O. Hirschman. The Passions and the Interests: Political Arguments for Capitalism before Its Triumph. 1977.[Historiografia · referência bibliográfica]
  55. 55Michał Kalecki. Political Aspects of Full Employment. The Political Quarterly, 1943.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  56. 56Adam Przeworski. Capitalism and Social Democracy. Cambridge University Press, 1985.[Historiografia · referência bibliográfica]
  57. 57Wolfgang Streeck. How Will Capitalism End?. New Left Review, n. 87, 2014.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Lida a parte inicial do artigo disponível sem assinatura.
  58. 58Wolfgang Streeck. Gekaufte Zeit: Die vertagte Krise des demokratischen Kapitalismus (Tempo comprado). 2013.[Historiografia · referência bibliográfica]
  59. 59Thomas Piketty. Le Capital au XXIe siècle (O capital no século XXI). 2013.[Historiografia · referência bibliográfica]
  60. 60Daron Acemoglu; James A. Robinson. The Rise and Decline of General Laws of Capitalism. Journal of Economic Perspectives, v. 29, n. 1, 2015.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultados o registro e o resumo.
  61. 61Matthew Rognlie. Deciphering the Fall and Rise in the Net Capital Share: Accumulation or Scarcity?. Brookings Papers on Economic Activity, 2015.[Historiografia · referência bibliográfica]
  62. 62Silvia Federici. Caliban and the Witch: Women, the Body and Primitive Accumulation (Calibã e a bruxa). 2004.[Historiografia · referência bibliográfica]
  63. 63Nancy Fraser. Cannibal Capitalism. Verso, 2022.[Historiografia · referência bibliográfica]
  64. 64Cedric J. Robinson. Black Marxism: The Making of the Black Radical Tradition. 1983.[Historiografia · referência bibliográfica]
  65. 65Raghuram G. Rajan; Luigi Zingales. Saving Capitalism from the Capitalists. 2003.[Historiografia · referência bibliográfica]
  66. 66Walter Rodney. How Europe Underdeveloped Africa. 1972.[Historiografia · referência bibliográfica]
  67. 67Jason W. Moore. Capitalism in the Web of Life. Verso, 2015.[Historiografia · referência bibliográfica]
  68. 68Adam Smith. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (ed. Cannan, Library of Economics and Liberty), Livro I, cap. 2. 1776.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado o Livro I, cap. 2 (propensão à troca; passagem do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro). O cap. 2 do Livro IV (mão invisível) não foi aberto.
  69. 69Banco Mundial. Poverty, Overview.[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]Página sem data de atualização visível na consulta; linha de pobreza extrema de US$ 3,00 por dia (PPC de 2021). A própria página traz 837 milhões e 'cerca de 831 milhões' em trechos diferentes.
  70. 70Max Roser. Extreme poverty: how far have we come, and how far do we still have to go?. Our World in Data, 2021 (atualizado em 2023).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]A estimativa para 1820 vem de Michail Moatsos (2021), 'Global extreme poverty: Present and past since 1820', em OCDE, How Was Life? Volume II, pelo método do custo de necessidades básicas de Robert Allen.
  71. 71Robert C. Allen. Absolute Poverty: When Necessity Displaces Desire. American Economic Review, v. 107, n. 12, 2017.[Historiografia · referência bibliográfica]
  72. 72Dylan Sullivan; Jason Hickel. Capitalism and extreme poverty: a global analysis of real wages, human height, and mortality since the long 16th century. World Development, v. 161 (registro no repositório da LSE), 2023.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultados o registro e o resumo; o texto integral não foi lido nesta redação.
  73. 73Banco Mundial. The World Bank in China, Overview.[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]
  74. 74Elinor Ostrom. Governing the Commons: The Evolution of Institutions for Collective Action. Cambridge University Press, 1990.[Historiografia · referência bibliográfica]
  75. 75Oskar Lange. On the Economic Theory of Socialism (parte I). The Review of Economic Studies, v. 4, n. 1 (registro no IDEAS/RePEc), 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado apenas o registro bibliográfico.
  76. 76János Kornai. The Socialist System: The Political Economy of Communism. 1992.[Historiografia · referência bibliográfica]

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação assistida por IA (Claude)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
5.307 palavras · 76 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoVerbete central da área Capitalismo, redigido a partir de SEP (Socialism, Weber, Exploitation), FMI, O Capital (MIA), Keynes, Hayek, Smith (Econlib), Banco Mundial, Our World in Data, Sullivan e Hickel (resumo), Minsky, Streeck, Acemoglu e Robinson (resumo), NDB (Sombart) e Gutenberg (Thackeray). Pendências: uso de Louis Blanc (c. 1850) e de Proudhon só conferidos em síntese da Wikipédia; ausência de 'Kapitalismus' em Marx não conferida na MEGA²; obras de Weber, Braudel, Schumpeter, Polanyi, Wallerstein, Wood, Brenner, Kocka, Fulcher, Hall e Soskice, Piketty, Przeworski e demais referências bibliográficas não consultadas; conferir as caracterizações de cada autor com especialista; a menção a danos ambientais sob planejamento central remete ao verbete da URSS, sem fonte própria aqui.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Capitalismo. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/capitalismo.

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