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A riqueza das nações

Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações, de Adam Smith (Londres, 1776)

Obra de Adam Smith publicada em Londres em 9 de março de 1776. Em cinco livros, trata da divisão do trabalho, dos preços, salários, lucros e renda, do capital, dos sistemas de política econômica e das funções do soberano. Texto fundador da economia política clássica.

Também: An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations · The Wealth of Nations · Inquérito sobre a natureza e as causas da riqueza das nações · Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações

Índice e ficha
Autoria
Adam Smith
Título original
An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations
Publicação original
9 de março de 1776, Londres (W. Strahan e T. Cadell)
Idioma original
Inglês
Direitos
Texto original em domínio público (autor morto em 1790). Traduções modernas e edições críticas protegidas.
Onde ler
Período
1776
Área
Capitalismo
Regiões
Europa, Internacional, Ásia, América Latina
Temas
Teoria e conceitos, Economia e organização social, Movimento operário e sindical, Estado, poder e democracia

A riqueza das nações (em inglês, An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations) é a obra mais conhecida do filósofo escocês Adam Smith (1723–1790) 1. Foi publicada em Londres em 9 de março de 1776, em dois volumes in-quarto, impressa por William Strahan e vendida pelo livreiro Thomas Cadell; teve cinco edições em vida do autor 2.

O livro procura explicar o que torna uma nação rica e por que essa riqueza cresce em algumas sociedades e não em outras. Sua resposta central, a riqueza é o produto anual do trabalho, ampliado pela divisão do trabalho e pela acumulação de capital, fez dele o texto fundador da economia política clássica. É também um dos livros mais citados, e mais disputados, da história do pensamento econômico: invocado como fundamento do livre mercado, lido por Marx como ponto de partida da crítica da economia política e reinterpretado por historiadores das ideias como obra moral e política do Iluminismo escocês 3.

Publicação e contexto

Fatos documentados

Smith já era conhecido pela Teoria dos sentimentos morais (1759) quando publicou A riqueza das nações. A primeira edição saiu em Londres em 9 de março de 1776, em dois volumes in-quarto; um anúncio no Edinburgh Evening Courant de 20 de março daquele ano dava o preço de uma libra e dezesseis xelins, em brochura 2. A biblioteca da Universidade de St Andrews registra exemplares com uma folha de rosto que acrescenta o livreiro William Creech, de Edimburgo, aos nomes de Strahan e Cadell 2.

A obra teve cinco edições em vida do autor 2. A terceira (Londres, Strahan, 1784) já saiu em três volumes 4. A edição crítica de referência hoje é a de Glasgow, publicada pela Oxford University Press em 1976, no bicentenário 5.

O contexto é o da Grã-Bretanha às vésperas da Revolução Industrial e da independência das treze colônias norte-americanas: um império comercial regulado por leis de navegação, companhias privilegiadas (como a Companhia Britânica das Índias Orientais), tarifas e prêmios à exportação. O livro dialoga com os fisiocratas franceses, que Smith conheceu durante viagem à França nos anos 1760, e com a tradição escocesa de filosofia moral 3.

Estrutura

Fatos documentados

Depois de uma "Introdução e plano da obra", o livro divide-se em cinco livros, conforme o índice do texto integral 6:

  1. Livro I, Das causas do aperfeiçoamento das forças produtivas do trabalho e da ordem segundo a qual seu produto se distribui naturalmente entre as diferentes classes do povo (11 capítulos): divisão do trabalho (caps. 1–3), origem e uso do dinheiro (4), preço real e nominal (5), partes componentes do preço (6), preço natural e preço de mercado (7), salários (8), lucros (9), salários e lucros nos diferentes empregos (10) e renda da terra (11).
  2. Livro II, Da natureza, acumulação e emprego do capital (stock; 5 capítulos), incluindo trabalho produtivo e improdutivo e o capital emprestado a juros.
  3. Livro III, Do diferente progresso da opulência em diferentes nações (4 capítulos): uma história econômica da Europa depois da queda do Império Romano.
  4. Livro IV, Dos sistemas de economia política (9 capítulos): oito sobre o sistema "comercial ou mercantil", restrições a importações, drawbacks, prêmios, tratados de comércio, colônias, e um sobre os sistemas "agrícolas" (fisiocracia).
  5. Livro V, Da receita do soberano ou da república (3 capítulos): despesas do soberano, fontes da receita pública (impostos) e dívidas públicas.

O capítulo 1 do Livro V subdivide-se em despesas com defesa, com justiça e com obras e instituições públicas, estas últimas incluindo as que facilitam o comércio e as de instrução 7.

Conceitos centrais

Formulação teórica

Divisão do trabalho e fábrica de alfinetes. O livro abre afirmando que os maiores progressos nas forças produtivas do trabalho parecem resultar da divisão do trabalho. O exemplo é uma pequena fábrica de alfinetes onde o trabalho estava dividido em cerca de dezoito operações distintas: dez pessoas faziam por dia cerca de doze libras de alfinetes, mais de 48 mil, quando, sozinhas, talvez não fizessem vinte cada uma 6. Smith atribui o ganho à destreza, à economia de tempo e à invenção de máquinas.

Troca, interesse próprio e tamanho do mercado. A divisão do trabalho decorre, para Smith, de uma propensão humana a trocar, e é limitada pela extensão do mercado (I.2–3). Daí a passagem mais citada: não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelo próprio interesse 6.

Preço natural e preço de mercado. O preço natural é aquele que basta para pagar a renda da terra, os salários e os lucros às suas taxas naturais; o preço de mercado oscila em torno dele conforme a oferta e a demanda efetiva. Smith chama o preço natural de "preço central", para o qual os preços de todas as mercadorias gravitam continuamente; monopolistas, ao contrário, mantêm o mercado sempre desabastecido para vender acima dele 8. É uma primeira formulação da ideia de concorrência como mecanismo de ajuste.

Salários, lucros e renda. O produto se reparte entre três "ordens", trabalhadores, donos de capital e proprietários de terra. Smith observa que os patrões estão sempre e em toda parte numa espécie de coalizão tácita, mas constante, para não elevar salários, e que nas disputas eles podem resistir por muito mais tempo 9. Defende salários altos como sinal de prosperidade: nenhuma sociedade pode ser florescente e feliz se a maior parte de seus membros for pobre e miserável 9. Sobre o Lucro, afirma que pessoas do mesmo ramo raramente se reúnem sem que a conversa termine numa conspiração contra o público 10.

Capital e trabalho produtivo. No Livro II, a acumulação de capital, possibilitada pela poupança, amplia a quantidade de trabalho "produtivo" (o que se fixa em mercadorias vendáveis) em relação ao "improdutivo" (serviços, como os de criados ou do soberano).

Mão invisível. A expressão aparece uma única vez no livro, no Livro IV, cap. 2, sobre restrições a importações: o indivíduo que emprega seu capital na indústria doméstica visando o próprio ganho é conduzido por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção 6. Seu peso na obra é objeto de controvérsia (ver "Interpretações").

Valor e trabalho. Smith trata o trabalho como medida real do valor de troca (I.5) e oscila entre uma explicação do preço pelo trabalho incorporado e outra pela soma de salários, lucros e renda (I.6). Essa ambiguidade foi o ponto de partida de Ricardo e de Marx 11 12.

Crítica do sistema mercantil e da fisiocracia

Formulação teóricaDocumento de época

O Livro IV ataca o que Smith chama de "sistema comercial ou mercantil": a crença de que a riqueza consiste em ouro e prata e de que o Estado deve buscar uma balança comercial favorável por meio de proibições de importação, prêmios à exportação, tratados comerciais e monopólios coloniais. Para Smith, essas políticas desviam capital de usos mais produtivos e beneficiam grupos organizados, comerciantes e manufatureiros, à custa dos consumidores. Sobre o monopólio do comércio colonial, escreve que, para promover o pequeno interesse de uma pequena ordem de homens num país, ele prejudica o interesse de todas as outras ordens desse país 13.

O capítulo sobre as colônias inclui uma das avaliações mais citadas do livro: a descoberta da América e a da passagem para as Índias Orientais pelo cabo da Boa Esperança seriam os dois maiores e mais importantes acontecimentos registrados na história da humanidade; mas, para os nativos das Índias Orientais e Ocidentais, os benefícios comerciais foram "afundados e perdidos" nos terríveis infortúnios que esses eventos causaram, e os europeus puderam cometer impunemente toda sorte de injustiça nesses países distantes 13. Smith também condena companhias privilegiadas como a das Índias Orientais 3.

Sobre a escravidão, Smith afirma no Livro III que a experiência de todas as épocas mostra que o trabalho feito por escravos, embora pareça custar apenas sua manutenção, é no fim o mais caro de todos, e atribui sua persistência ao orgulho humano, que faz o homem gostar de dominar 14. É um argumento de eficiência e de psicologia moral, não uma análise do tráfico atlântico; a relação entre escravidão e prosperidade britânica é debatida por outros autores (ver Escravidão e capitalismo) 15.

No último capítulo do Livro IV, Smith discute a fisiocracia de Quesnay e seus seguidores, para quem só a terra produz excedente. Rejeita essa tese, mas a considera, apesar das imperfeições, a aproximação mais próxima da verdade publicada até então sobre economia política 16.

O papel do soberano

Formulação teóricaProposta política

A conclusão do Livro IV resume o programa do livro: removidos os sistemas de preferência e de restrição, estabelece-se por si mesmo o "sistema óbvio e simples da liberdade natural". Nele, segundo Smith, o soberano tem apenas três deveres, de grande importância, mas inteligíveis ao entendimento comum: proteger a sociedade da violência e da invasão de outras sociedades independentes; proteger, tanto quanto possível, cada membro da sociedade da injustiça ou opressão de qualquer outro, isto é, estabelecer uma administração exata da justiça; e erigir e manter certas obras e instituições públicas que nenhum indivíduo ou pequeno grupo teria interesse em manter 16.

O Livro V mostra que esses deveres não são mínimos no sentido moderno. Smith discute exércitos permanentes, tribunais, estradas, canais e pontes, e dedica um artigo à instrução pública. Ali escreve que o homem cuja vida se passa executando umas poucas operações simples geralmente se torna tão estúpido e ignorante quanto é possível a uma criatura humana, um efeito da divisão do trabalho que o governo deveria compensar. A proposta: o poder público pode facilitar a instrução estabelecendo em cada paróquia ou distrito uma pequena escola, onde as crianças aprendam por uma taxa tão módica que até um trabalhador comum possa pagar, com o mestre pago em parte, mas não inteiramente, pelo público, porque, se fosse pago integralmente, logo aprenderia a negligenciar seu trabalho 7.

O livro termina com a tributação (que Smith quer proporcional à capacidade de pagamento) e com as dívidas públicas, que ele considera ruinosas a longo prazo. Na síntese de Samuel Fleischacker, o Estado de Smith é mínimo, mas não neutro: além da defesa e da justiça, pode incentivar o estudo das ciências e a formação de milícias, e Smith não tinha objeção de princípio a que o governo ajudasse os pobres 3.

Interpretações

Interpretação historiográficaDebate em aberto

Liberal ou "laissez-faire"? No século XIX, a obra foi associada à defesa do livre-comércio e do "laissez-faire" (expressão que Smith não usa). Já em 1927 Jacob Viner mostrou as muitas exceções que Smith admite à liberdade econômica 17. A Stanford Encyclopedia considera a leitura libertária "um elemento importante" da política de Smith, mas observa que seus fins e fundamentos morais diferem dos de libertários modernos 3.

A mão invisível. Emma Rothschild argumentou que a expressão era marginal no pensamento de Smith e possivelmente irônica, e que sua transformação em emblema do mercado autorregulado é obra de leitores do século XX 18. Outros autores a tratam como síntese legítima da tese das consequências não intencionais. O debate segue em aberto.

Smith moral e Smith econômico. Estudiosos discutem a relação entre a Teoria dos sentimentos morais, centrada na simpatia, e A riqueza das nações, centrada no interesse próprio. Fleischacker sustenta que A riqueza das nações é só uma parte de um sistema maior, que incluiria uma teoria da jurisprudência nunca concluída, e lê o livro à luz da obra moral 3 19.

Smith e a Ásia. Giovanni Arrighi propôs ler em Smith uma teoria do desenvolvimento "natural", baseado no mercado interno e na agricultura, que ele contrapõe ao caminho europeu e aproxima da trajetória chinesa, leitura polêmica, que usa Smith para interpretar a ascensão da China no século XXI 20.

Recepção e influência

Interpretação historiográficaFatos documentados

Economia política clássica. David Ricardo partiu de Smith para formular a teoria da renda diferencial e das vantagens comparativas e para criticar a ambiguidade smithiana sobre o valor 11. Thomas Malthus, Jean-Baptiste Say e John Stuart Mill também se apresentaram como continuadores e críticos de Smith (ver Economia política clássica).

Marx. Karl Marx dedicou a Smith longas páginas das Teorias da mais-valia: elogiou sua análise da divisão do trabalho e da repartição do produto, mas criticou a confusão entre trabalho incorporado e trabalho comandado e a decomposição do preço em rendimentos 12. A passagem de Smith sobre o embrutecimento do trabalhador parcelar é retomada em O Capital.

Circulação internacional. A Biblioteca Nacional de Portugal registra traduções francesas já em 1790–91 (Roucher, com Condorcet como colaborador) e em 1802 (Germain Garnier) 4. No mundo luso-brasileiro, a Impressão Régia do Rio de Janeiro publicou em 1811 um Compendio da obra da riqueza das nações, traduzido por Bento da Silva Lisboa, uma das primeiras edições impressas no Brasil, três anos depois da chegada da corte portuguesa 4.

Séculos XX e XXI. O livro tornou-se símbolo de correntes de defesa do mercado (a Escola austríaca de economia e a Escola de Chicago reivindicaram Smith) e, ao mesmo tempo, fonte para críticos do poder empresarial, que citam suas passagens sobre conluio de patrões e comerciantes.

Críticas

Avaliação críticaPosição de outras organizações e correntes
  • Teoria do valor. A coexistência de explicações do preço pelo trabalho e pela soma dos rendimentos foi criticada por Ricardo e por Marx como inconsistência 11 12; a economia neoclássica abandonou ambas em favor da utilidade marginal.
  • Trabalho produtivo e improdutivo. A distinção, que exclui os serviços do trabalho que gera riqueza, foi abandonada pela contabilidade nacional moderna e é discutida por marxistas e feministas, que questionam a invisibilidade do trabalho doméstico.
  • Colonialismo e escravidão. Embora critique monopólios coloniais e injustiças contra povos colonizados 13, Smith trata a colonização sobretudo do ponto de vista dos custos e benefícios para a metrópole. Historiadores como Eric Williams deslocaram o foco para o papel da escravidão e do comércio colonial na acumulação britânica 15.
  • Leituras simplificadoras. Historiadores das ideias criticam a redução do livro à "mão invisível" e ao laissez-faire, que apagaria as passagens sobre educação pública, obras públicas, conluio empresarial e salários 17 18.
  • Desenvolvimento tardio. Economistas do desenvolvimento, de Friedrich List no século XIX ao Estruturalismo latino-americano no XX, argumentaram que o livre-comércio recomendado por Smith favorecia o país que já liderava a industrialização e que proteção temporária foi parte do caminho de vários países (debate sobre livre-comércio e protecionismo).

Edições e traduções em português

Fatos documentados

Só estão listadas as edições conferidas em catálogo de biblioteca ou livraria nesta pesquisa.

  • Compendio da obra da riqueza das nações, tradução de Bento da Silva Lisboa; Rio de Janeiro, Impressão Régia, 1811, 203 p. Resumo, não tradução integral 4.
  • Inquérito sobre a natureza e as causas da riqueza das nações, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2 v., 1981–1983, prefácio de Hermes dos Santos; tradução e notas de Teodora Cardoso e Luís Cristóvão de Aguiar (v. 1) e de Luís Cristóvão de Aguiar (v. 2), feita a partir da 6ª edição inglesa (1950). O catálogo registra reedições até a 8ª (2022) e um audiolivro do v. 1 (1992) 4.
  • A riqueza das nações, Edipro, São Paulo, 2021, volume único, 928 p., tradução de Daniel Moreira Miranda, revisão técnica, introdução e notas de Mauricio Chalfin Coutinho (ficha de catálogo de livraria) 21.

Há outras edições brasileiras citadas em bibliografias, na coleção "Os Economistas" (Abril/Nova Cultural) e pela WMF Martins Fontes, cujos dados de tradução não foram confirmados em catálogo nesta pesquisa.

Direitos e onde ler legalmente

Fatos documentados

Adam Smith morreu em 1790; o texto original está em domínio público em todo o mundo. O Project Gutenberg o classifica como de domínio público nos Estados Unidos 1. As traduções portuguesas e brasileiras listadas acima (exceto a de 1811) são protegidas por direitos de tradutores e editoras; edições críticas modernas, como a de Glasgow, também têm direitos sobre aparato e notas 5.

Onde ler sem infringir direitos:

  • Texto integral em inglês no Project Gutenberg 6.
  • Texto em inglês, capítulo por capítulo, no Wikisource 16.
  • A Online Library of Liberty (Liberty Fund) também mantém o texto da edição de Edwin Cannan; a página não abriu nesta pesquisa.

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

Cronologia

  1. 9 de março de 1776

    Primeira edição, Londres (Strahan e Cadell), dois volumes in-quarto.2

  2. 1784

    Terceira edição, Londres (Strahan), em três volumes.4

  3. 1790

    Morte de Adam Smith; a obra tivera cinco edições em vida do autor.1

  4. 1790

    Início da tradução francesa de Roucher (Paris, Buisson, 1790–91).4

  5. 1811

    Compendio da obra da riqueza das nações, trad. Bento da Silva Lisboa, Impressão Régia, Rio de Janeiro.4

  6. 1976

    Edição crítica de Glasgow (Oxford University Press), no bicentenário.5

  7. 1981

    Primeiro volume da tradução da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa).4

  8. 1 de junho de 2002

    Texto integral disponibilizado no Project Gutenberg (eBook #3300).1

Bibliografia comentada

  • Adam Smith; ed. R. H. Campbell, A. S. Skinner e W. B. Todd. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (Glasgow Edition of the Works and Correspondence of Adam Smith, v. II) (1976)

    Edição crítica de referência, com o texto da 3ª edição cotejado com as demais e aparato de fontes; base da maioria das citações acadêmicas.

  • Samuel Fleischacker. Adam Smith's Moral and Political Philosophy (2013 (revisão substantiva de 29/05/2025))

    Síntese acessível e atualizada da filosofia moral e política de Smith, útil para situar A riqueza das nações no conjunto da obra.

  • Samuel Fleischacker. On Adam Smith's Wealth of Nations: A Philosophical Companion (2004)

    Comentário filosófico do livro, capítulo a capítulo; defende a unidade entre o Smith moral e o econômico.

  • Emma Rothschild. Economic Sentiments: Adam Smith, Condorcet, and the Enlightenment (2001)

    Leitura histórica que contesta a imagem de Smith como profeta do mercado autorregulado e relativiza a "mão invisível".

  • Karl Marx. Teorias da mais-valia (manuscrito de 1861–63; ed. Kautsky, 1905–1910)

    Crítica marxiana detalhada da teoria do valor e da repartição em Smith.

  • Giovanni Arrighi. Adam Smith in Beijing: Lineages of the Twenty-First Century (2007)

    Usa Smith para pensar o desenvolvimento chinês; mostra como o livro continua a ser reapropriado fora da Europa.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, ficha do eBook #3300. Project Gutenberg.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]A ficha indica "Public domain in the USA", lançamento em 1º/06/2002 e créditos de Colin Muir e David Widger; não identifica a edição impressa de base.
  2. 2Briony Aitchison (Assistant Rare Books Librarian). Where we find new old books, chapter 4: William Creech and a new first edition of Adam Smith's Wealth of Nations. University of St Andrews Library, Special Collections (blog), 2015.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Data (9/03/1776), formato (dois volumes in-quarto), Strahan e Cadell, anúncio no Edinburgh Evening Courant e cinco edições em vida do autor.
  3. 3Samuel Fleischacker. Adam Smith's Moral and Political Philosophy. Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2013 (revisão substantiva de 29/05/2025).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 4Registros bibliográficos de obras de Adam Smith (catálogo, UNIMARC). Biblioteca Nacional de Portugal, Open Data.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Edições da Fundação Calouste Gulbenkian (1981–83 em diante), Compendio de 1811 (Rio de Janeiro, Impressão Régia), 3ª ed. inglesa (1784) e traduções francesas.
  5. 5Adam Smith; ed. R. H. Campbell, A. S. Skinner e W. B. Todd. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (Glasgow Edition of the Works and Correspondence of Adam Smith, v. II). Oxford University Press, 1976.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  6. 6Adam Smith. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (texto integral, índice e Livros I–IV). Project Gutenberg (eBook #3300, versão HTML), 1776.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Usado para o índice dos cinco livros, o exemplo da fábrica de alfinetes (I.1), a passagem do açougueiro (I.2) e a da "mão invisível" (IV.2).
  7. 7Adam Smith. The Wealth of Nations, Livro V, cap. 1: Of the Expenses of the Sovereign or Commonwealth. Wikisource (inglês).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Adam Smith. The Wealth of Nations, Livro I, cap. 7: Of the Natural and Market Price of Commodities. Wikisource (inglês).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  9. 9Adam Smith. The Wealth of Nations, Livro I, cap. 8: Of the Wages of Labour. Wikisource (inglês).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 10Adam Smith. The Wealth of Nations, Livro I, cap. 10: Of Wages and Profit in the Different Employments of Labour and Stock. Wikisource (inglês).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  11. 11David Ricardo. On the Principles of Political Economy and Taxation. 1817.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  12. 12Karl Marx. Teorias da mais-valia (manuscrito de 1861–63; ed. Kautsky, 1905–1910).[Fonte primária · referência bibliográfica]
  13. 13Adam Smith. The Wealth of Nations, Livro IV, cap. 7: Of Colonies. Wikisource (inglês).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  14. 14Adam Smith. The Wealth of Nations, Livro III, cap. 2 (desestímulo à agricultura na Europa após a queda de Roma). Wikisource (inglês).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  15. 15Eric Williams. Capitalism and Slavery. 1944.[Historiografia · referência bibliográfica]
  16. 16Adam Smith. The Wealth of Nations, Livro IV, cap. 9: Of the Agricultural Systems. Wikisource (inglês), transcrição de edição digitalizada ("The wealth of nations, volume 3").[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  17. 17Jacob Viner. Adam Smith and Laissez Faire. Journal of Political Economy, 1927.[Historiografia · referência bibliográfica]
  18. 18Emma Rothschild. Economic Sentiments: Adam Smith, Condorcet, and the Enlightenment. Harvard University Press, 2001.[Historiografia · referência bibliográfica]
  19. 19Samuel Fleischacker. On Adam Smith's Wealth of Nations: A Philosophical Companion. Princeton University Press, 2004.[Historiografia · referência bibliográfica]
  20. 20Giovanni Arrighi. Adam Smith in Beijing: Lineages of the Twenty-First Century. Verso, 2007.[Historiografia · referência bibliográfica]
  21. 21A riqueza das nações (Edipro, 2021), ficha de catálogo. Livraria Martins Fontes Paulista (catálogo de livraria).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Catálogo de livraria, não da editora: conferir na Edipro ou em biblioteca.

Rede de relações

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corrente de

relacionado a

influenciou

  • O CapitalObraMarx critica Smith nas Teorias da mais-valia e em O Capital. Fonte: Teorias da mais-valia (manuscrito de 1861–63; ed. Kautsky, 1905–1910)

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação assistida por IA (Claude)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.612 palavras · 21 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir do texto integral (Gutenberg/Wikisource), da biblioteca de St Andrews, do catálogo da BN de Portugal e da SEP. Pendências: confirmar em catálogo de biblioteca brasileira as edições da coleção Os Economistas (tradutor) e da WMF Martins Fontes; conferir a ficha da Edipro na editora; relação entre Bento da Silva Lisboa e José da Silva Lisboa (Cairu) não verificada, por isso omitida; obras de Viner, Rothschild, Fleischacker, Arrighi e Williams não consultadas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: A riqueza das nações. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/a-riqueza-das-nacoes.

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