Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC)
Companhia comercial e colonial neerlandesa com monopólio do comércio asiático (1602–1799)
Companhia neerlandesa criada em 1602 por carta dos Estados Gerais, com monopólio do comércio com a Ásia e poderes de fazer guerra e tratados. Pioneira das ações negociadas em bolsa, controlou o comércio de especiarias pela força, praticou escravidão e fundou a colônia do Cabo. Foi dissolvida no fim do século XVIII.
Também: VOC · Verenigde Oostindische Compagnie · Companhia Unida das Índias Orientais · Dutch East India Company · Compagnie néerlandaise des Indes orientales
Índice e ficha
- Sigla
- VOC
- Natureza
- empresa (companhia comercial privilegiada, com monopólio e poderes delegados pelo Estado)
- Fundação
- 1602, Províncias Unidas dos Países Baixos (carta dos Estados Gerais)
- Dissolução
- 31 de dezembro de 1799 (data disputada)
- Países
- Países Baixos, Indonésia, África do Sul, Sri Lanka, Índia, Japão, Malásia, Taiwan
- Período
- 1602–1799
- Área
- Capitalismo
- Regiões
- Europa, Ásia, África
- Temas
- Economia e organização social, Anticolonialismo e libertação nacional, Repressão, violência política e direitos, Relações internacionais
A Verenigde Oostindische Compagnie (VOC), conhecida em português como Companhia Holandesa (ou Neerlandesa) das Índias Orientais, foi fundada em 1602 e liquidada no fim do século XVIII. Foi, segundo a UNESCO, a maior e mais complexa das companhias comerciais europeias que operaram na Ásia no início da Idade Moderna; cerca de 25 milhões de páginas de seus registros sobrevivem em arquivos de Jacarta, Colombo, Chennai, Cidade do Cabo e Haia 1.
A VOC interessa ao estudo do Capitalismo por duas razões que convivem no mesmo objeto: foi uma inovação na organização empresarial, capital reunido de muitos investidores, ações transferíveis, separação entre acionistas e diretores, e foi um instrumento de conquista colonial, com monopólio delegado pelo Estado, exército próprio, massacres e escravidão. Este verbete trata das duas dimensões com fontes. O conceito de colonialismo (verbete planejado) e o debate sobre Escravidão e capitalismo dão o contexto mais amplo.
Fundação e carta de 1602
No fim do século XVI, várias companhias de mercadores neerlandeses ("voorcompagnieën") enviaram frotas à Ásia em busca de pimenta e especiarias, competindo entre si e com portugueses e ingleses. Para reduzir a concorrência interna e enfrentar a Espanha e Portugal, então sob a mesma coroa e em guerra com as Províncias Unidas, os Estados Gerais promoveram a fusão dessas companhias numa só, mediante uma carta (octrooi) concedida em 1602 2 3.
A companhia era formada por seis câmaras regionais, Amsterdã, Zelândia (Middelburg), Delft, Roterdã, Hoorn e Enkhuizen, cada uma com seus diretores, e dirigida por um conselho central de dezessete membros, os Heren XVII (Senhores Dezessete), em que Amsterdã tinha o maior peso 2. A carta concedia por 21 anos o monopólio do comércio neerlandês a leste do Cabo da Boa Esperança e a oeste do Estreito de Magalhães e autorizava a companhia a firmar tratados com governantes asiáticos, construir fortalezas, nomear governadores e manter soldados 3.
Capital, ações e bolsa: a VOC como empresa
O capital inicial foi subscrito por milhares de investidores, de grandes comerciantes a artesãos, e era maior que o de qualquer companhia anterior. Diferentemente das expedições anteriores, liquidadas a cada viagem, o capital da VOC ficou comprometido por longo prazo; os acionistas que quisessem sair precisavam vender suas participações a outros, o que fez surgir em Amsterdã um mercado secundário ativo, com contratos a termo e opções, estudado por Lodewijk Petram 4.
A historiografia econômica costuma apresentar a VOC como pioneira de traços da empresa moderna: personalidade jurídica, capital permanente, ações transferíveis e responsabilidade limitada. Oscar Gelderblom, Abe de Jong e Joost Jonker relativizaram essa leitura: estudando a operação e as finanças da companhia entre 1602 e 1623, concluíram que a forma corporativa resultou de ajustes sucessivos para corrigir defeitos de desenho expostos pelo comércio asiático, e não de planejamento; a responsabilidade limitada dos diretores, por exemplo, só surgiu depois de longa experimentação com soluções para os problemas financeiros da empresa. Nas palavras deles (tradução livre), "a forma jurídica seguiu a função econômica, e não o contrário" 5.
O governo dos acionistas era fraco: os diretores eram escolhidos entre grupos de comerciantes e regentes urbanos, prestavam poucas contas e acumulavam cargos públicos. Conflitos entre acionistas e diretores sobre dividendos e transparência marcaram as primeiras décadas e levaram a mudanças na renovação da carta de 1623 5.
Monopólio pela força: Coen, Batávia e Banda
Conteúdo sensívelDescreve massacre, execuções e deportações na conquista das ilhas Banda.Ler este trechoOcultar trecho
O historiador Niels Steensgaard interpretou as companhias das Índias como empresas que "internalizaram" os custos de proteção, em vez de pagar tributos a Estados ou piratas, financiavam seus próprios exércitos e fortes, o que lhes deu vantagem sobre o comércio caravaneiro tradicional 6. Na prática, a VOC usou a força militar para impor contratos de exclusividade a produtores asiáticos e excluir concorrentes europeus e asiáticos.
Jan Pieterszoon Coen (1587–1629), governador-geral em dois períodos, conquistou Jacarta em 1619 e fundou ali Batávia, sede da companhia na Ásia. Em 1621 comandou uma expedição punitiva às ilhas Banda, únicas produtoras de noz-moscada e macis até meados do século XVIII, sob o pretexto de que os bandaneses haviam "violado" um contrato que a companhia lhes impusera 7. A conquista de Banda Besar (Lontor) incluiu a execução de 44 chefes (orangkaya) acusados de conspiração, depois de interrogatórios sob tortura, e a deportação de cerca de 800 bandaneses para Batávia; muitos dos que fugiram para as montanhas morreram de fome e privações, e outros escaparam de barco para ilhas vizinhas 8.
As estimativas demográficas variam muito. Fala-se em uma população de cerca de 15 mil habitantes antes da conquista e de apenas cerca de mil remanescentes nas ilhas depois dela, mas os números são reconstruções com base em relatos da época, incluindo os do próprio Coen, e não há consenso 9. Por isso este verbete não adota um número único de mortos. Muitos autores classificam o episódio como massacre de massa e, alguns, como genocídio; o escritor Amitav Ghosh usou-o como parábola da relação entre colonialismo, extração e crise ecológica 10.
Depois da conquista, as terras foram divididas em lotes (perken) entregues a colonos livres, os perkeniers, obrigados a vender noz-moscada e macis à companhia; o trabalho nos lotes era feito sobretudo por pessoas escravizadas. O sistema durou até 1873 8 7. Em Amboina e nas Molucas, a companhia concentrou o cravo em áreas controladas e destruiu árvores em outras para sustentar preços.
Escravidão e trabalho forçado na Ásia e no Cabo
A VOC foi uma das grandes operadoras de escravidão no oceano Índico. Markus Vink chamou o tráfico de escravizados neerlandês na região de "o mais antigo comércio do mundo", mostrando que a companhia e seus funcionários compravam e transportavam pessoas da Índia, de Bengala, de Arakan, do arquipélago indonésio e de Madagascar para Batávia, Banda, Ceilão e o Cabo, numa rede de escala comparável, em certos períodos, ao tráfico atlântico neerlandês 11. Kerry Ward estudou as redes de migração forçada, escravizados, condenados e exilados políticos, que ligavam as possessões da companhia 12.
No Cabo da Boa Esperança, a companhia instalou em 1652 um posto de reabastecimento para os navios. As primeiras grandes levas de escravizados chegaram em 1658, e nesse ano eles já eram mais da metade da população do assentamento; ao longo da existência da colônia, vieram pessoas da Ásia, de Madagascar e da África oriental, além de exilados políticos das Índias Orientais 13. A expansão dos colonos (vrijburgers) para o interior tomou terras e gado dos khoikhoi. Esse é um dos pontos de partida da história tratada em Capitalismo na África do Sul.
Mercadorias, trabalho forçado e cultivos obrigatórios
No século XVII, as especiarias finas (noz-moscada, macis, cravo, canela) e a pimenta dominavam as cargas enviadas à Europa. A partir do fim do século, ganharam peso os têxteis de algodão e seda da Índia, o chá chinês e o café. Em Java, a companhia passou a obter café e outros produtos por meio de entregas obrigatórias impostas a chefes locais, que as repassavam a camponeses, um sistema de cultivo forçado em que a companhia fixava quantidades e preços. Esse modelo antecipou, em escala menor, o "sistema de cultivos" que o Estado colonial neerlandês impôs a Java no século XIX 3.
Esses arranjos mostram que a VOC não se limitava a comprar e vender: em vários lugares, reorganizou a produção pela coerção, combinando mercado mundial, monopólio e trabalho forçado ou escravizado. Para historiadores da escravidão e do colonialismo, essa combinação é central para entender a relação entre o capitalismo comercial europeu e as sociedades asiáticas e africanas 11 12.
Debate: a VOC era uma empresa capitalista?
A classificação da VOC divide autores de diferentes tradições:
- Crítica liberal clássica. Adam Smith, em A riqueza das nações (1776), criticou as companhias com privilégio exclusivo, entre elas a neerlandesa, por elevarem preços, restringirem a produção, citou a destruição de especiarias nas Molucas para manter preços altos, e governarem mal os territórios sob seu controle; para Smith, o monopólio contrariava o "sistema de liberdade natural" 14. Nessa leitura, a VOC é um produto do mercantilismo, não do capitalismo concorrencial.
- Marxismo. Para Marx, as companhias comerciais e o sistema colonial pertencem à pré-história do capital industrial: concentraram riqueza e mercados pela violência, dentro da "acumulação primitiva", mas não organizavam a produção com base no trabalho assalariado livre 15. O debate marxista sobre a Transição do feudalismo ao capitalismo discutiu se o comércio e as finanças podiam, por si sós, gerar capitalismo.
- Sistema-mundo. Immanuel Wallerstein descreveu as Províncias Unidas do século XVII como a primeira "potência hegemônica" da economia-mundo capitalista, com supremacia na produção, no comércio e nas finanças; a VOC seria peça dessa hegemonia 16.
- História econômica neerlandesa. De Vries e van der Woude falam em "primeira economia moderna", destacando instituições financeiras, mercados integrados e alta produtividade, e tratam a companhia como parte desse conjunto, sem reduzi-la à violência colonial 17.
Uma síntese possível é que a VOC combinou traços que hoje associamos ao capitalismo, capital acionário, mercado de ações, busca de lucro, gestão burocrática, com traços que a teoria liberal e a marxista atribuem a formas anteriores ou paralelas: monopólio concedido pelo Estado, soberania delegada e trabalho coagido. Por isso este portal não a classifica como exemplo puro de nenhum modelo.
Rede asiática e papel econômico
No auge, no século XVII, a VOC mantinha uma rede de feitorias e territórios que ia do Cabo ao Japão: Batávia (Java), as Molucas, Malaca (tomada aos portugueses em 1641), o Ceilão (canela), a costa de Coromandel e Bengala (têxteis), o Malabar (pimenta), Taiwan (até 1662) e Dejima, em Nagasaki, onde foi por mais de dois séculos a única empresa europeia autorizada a comerciar com o Japão 3. Parte importante do lucro vinha do comércio intra-asiático, prata japonesa, têxteis indianos, especiarias, não só das remessas à Europa. Jan de Vries e Ad van der Woude situam a companhia no quadro de uma economia neerlandesa que descrevem como a "primeira economia moderna", em que comércio, finanças e agricultura comercial se reforçavam 17.
A companhia empregou, ao longo da existência, centenas de milhares de marinheiros e soldados, muitos deles recrutados fora das Províncias Unidas, com mortalidade elevada nas viagens e nos postos tropicais. Os salários eram baixos e o comércio privado ilícito de funcionários, endêmico.
Governo colonial, Estados asiáticos e funcionários
Na Ásia, a autoridade máxima era o governador-geral, sediado em Batávia a partir de 1619, assistido pelo Conselho das Índias. Os postos eram hierarquizados, governos, diretorias, comandâncias e feitorias, e as decisões de Batávia muitas vezes se antecipavam às ordens dos Heren XVII, por causa da distância: uma correspondência entre a Ásia e a Europa levava muitos meses 3.
A companhia lidou com Estados asiáticos poderosos por meio de tratados, alianças e guerras. Na Indonésia, combateu ou fez alianças com sultanatos como Banten, Mataram e Makassar, intervindo em disputas dinásticas para obter monopólios e territórios; no Japão, aceitou as condições do xogunato, que a confinou à ilha artificial de Dejima; na Índia e no Ceilão, negociou com governantes locais e combateu portugueses. A historiografia recente enfatiza que a VOC dependia de intermediários, credores e mercadores asiáticos, como os comerciantes chineses de Batávia, e de mão de obra local 12 3.
O emprego europeu na companhia era duro: dezenas de milhares de marinheiros e soldados, muitos alemães e escandinavos, embarcavam a cada década; a mortalidade nas viagens e nas guarnições tropicais era alta. Os salários oficiais eram baixos e os funcionários buscavam renda no comércio privado ilícito e em propinas, o que a direção combatia sem sucesso, uma das causas apontadas para a decadência no século XVIII 3 18.
Em 1621 os Estados Gerais criaram também uma Companhia das Índias Ocidentais (WIC), com monopólio no Atlântico, que ocupou parte do Nordeste do Brasil entre 1630 e 1654 e atuou no tráfico atlântico de escravizados. A WIC tem história própria e não deve ser confundida com a VOC 3.
Arquivos e fontes
Os arquivos da VOC estão entre os mais extensos sobre a história moderna da Ásia e da África: cerca de 25 milhões de páginas guardadas em Jacarta, Colombo, Chennai, Cidade do Cabo e Haia. Em 2003 foram inscritos no Registro Memória do Mundo da UNESCO por proposta conjunta de Índia, Indonésia, Países Baixos, África do Sul e Sri Lanka 1. Em Haia, o Nationaal Archief mantém o inventário do arquivo central, que mistura os papéis dos Heren XVII e da câmara de Amsterdã e preserva apenas fragmentos das outras câmaras 2. Esses registros são usados hoje tanto por historiadores da empresa quanto por pesquisadores da escravidão, das sociedades asiáticas e de genealogias de descendentes de escravizados.
Declínio, estatização e dissolução
No século XVIII, a concorrência da Companhia Britânica das Índias Orientais, a mudança da demanda europeia (chá, café, têxteis), custos militares crescentes, corrupção e o pagamento de dividendos acima dos lucros reais minaram as finanças da VOC. A Quarta Guerra Anglo-Neerlandesa (1780–1784) causou perdas pesadas de navios e mercadorias; a partir de 1781 a companhia deixou de pagar dividendos e as dívidas se acumularam 18.
Depois da Revolução Batava (1795), a direção das câmaras e dos Heren XVII foi substituída, em 1796, por um comitê nomeado pelo novo regime. As datas de extinção variam nas fontes: a UNESCO fala em liquidação em 1795 1; um artigo de divulgação registra a dissolução oficial em 17 de março de 1798, com a assunção das possessões e das dívidas pelo Estado (República Batava) 18; a carta da companhia expirou no fim de 1799, data adotada por muitas obras de referência 3. As possessões passaram ao Estado neerlandês e, no século XIX, formaram a base das Índias Orientais Neerlandesas (atual Indonésia).
Interpretações e memória
- Empresa e finanças. Na história econômica e dos negócios, a VOC é estudada como marco da sociedade por ações e do mercado de capitais 4; o debate atual discute quanto dessas inovações foi deliberado 5.
- Acumulação primitiva e sistema colonial. Karl Marx, no capítulo de O Capital sobre a gênese do capitalista industrial, citou a administração colonial neerlandesa como exemplo da violência, roubo de pessoas, escravidão, extermínio, que acompanhou a formação do capital na Europa, dentro do que chamou de "acumulação primitiva" 15. Essa linha foi retomada por historiadores marxistas e por autores da história global e anticolonial.
- Perspectiva asiática e indonésia. A historiografia indonésia e asiática enfatiza a resistência e a agência de Estados e comerciantes asiáticos, que negociaram, combateram e às vezes usaram a companhia em seus próprios conflitos, e lembra que a VOC dependia de redes asiáticas de crédito e comércio.
- Memória nos Países Baixos. A expressão "Século de Ouro" e a celebração da VOC como símbolo de empreendedorismo nacional passaram a ser contestadas no debate público neerlandês, em razão da violência colonial e da escravidão.
O balanço é de uma instituição que combinou inovação organizacional e financeira com monopólio pela força e trabalho escravizado. A relação entre esses dois lados, se a inovação dependia da violência ou se as duas coisas apenas coexistiam, é parte do debate mais amplo sobre Transição do feudalismo ao capitalismo e colonialismo.
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Tradução de texto localizado
“A forma jurídica seguiu a função econômica, e não o contrário.”
Legal form followed economic function, not the other way around.
Conclusão do resumo de Gelderblom, de Jong e Jonker (2013) sobre a formação da VOC entre 1602 e 1623.
Fonte: The Formative Years of the Modern Corporation: The Dutch East India Company VOC, 1602–1623
Cronologia
1602
Os Estados Gerais concedem a carta que cria a VOC.2
1619
Coen conquista Jacarta e funda Batávia.
1621
Conquista das ilhas Banda; execuções e deportações.8
1623
Renovação da carta, com mudanças na governança.5
1641
Tomada de Malaca aos portugueses.
1652
Instalação do posto do Cabo da Boa Esperança.
1658
Primeiras grandes levas de escravizados no Cabo.13
1781
A companhia deixa de pagar dividendos.18
1796
Direção substituída por comitê nomeado pela República Batava.
31 de dezembro de 1799 (data disputada)
Expiração da carta; fim da companhia.18
Bibliografia comentada
Femme S. Gaastra. The Dutch East India Company: Expansion and Decline (2003)
Síntese de referência sobre a organização, a expansão e o declínio da companhia, por um dos principais especialistas neerlandeses.
Oscar Gelderblom; Abe de Jong; Joost Jonker. The Formative Years of the Modern Corporation: The Dutch East India Company VOC, 1602–1623 (2013)
Revisão da tese da VOC como "primeira corporação moderna": mostra a origem experimental das suas inovações jurídicas e financeiras.
Lodewijk Petram. The World's First Stock Exchange (2014)
História acessível do mercado de ações da VOC em Amsterdã no século XVII.
Markus Vink. "The World's Oldest Trade": Dutch Slavery and Slave Trade in the Indian Ocean in the Seventeenth Century (2003)
Artigo que dimensiona a escravidão e o tráfico neerlandês no oceano Índico, tema por muito tempo negligenciado.
Niels Steensgaard. The Asian Trade Revolution of the Seventeenth Century: The East India Companies and the Decline of the Caravan Trade (1974)
Interpretação clássica das companhias das Índias como empresas que internalizaram os custos de proteção.
Vincent C. Loth. Pioneers and Perkeniers: The Banda Islands in the 17th Century (1995)
Estudo sobre a conquista de Banda e a formação do sistema dos perkeniers.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1UNESCO, Memória do Mundo. Archives of the Dutch East India Company (inscrição de 2003).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2Nationaal Archief (Haia). Inventaris van het archief van de Verenigde Oost-Indische Compagnie (VOC), 1602–1811 (acesso 1.04.02).[Arquivo · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 3Femme S. Gaastra. The Dutch East India Company: Expansion and Decline. 2003.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 4Lodewijk Petram. The World's First Stock Exchange. 2014.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 5Oscar Gelderblom; Abe de Jong; Joost Jonker. The Formative Years of the Modern Corporation: The Dutch East India Company VOC, 1602–1623. Journal of Economic History, v. 73, n. 4 (registro no repositório da Universidade Erasmus), 2013.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultados o registro bibliográfico e o resumo, não o artigo integral.
- 6Niels Steensgaard. The Asian Trade Revolution of the Seventeenth Century: The East India Companies and the Decline of the Caravan Trade. 1974.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 7Het Scheepvaartmuseum (Amsterdã). History of the Banda Islands (exposição "I love Banda").[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 8Atlas of Mutual Heritage (Rijksdienst voor het Cultureel Erfgoed e parceiros). Banda Lontor.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto sem autoria e sem referências bibliográficas; usado só para números que outras fontes também registram.
- 9Vincent C. Loth. Pioneers and Perkeniers: The Banda Islands in the 17th Century. Cakalele, 1995.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 10Amitav Ghosh. The Nutmeg's Curse: Parables for a Planet in Crisis. 2021.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 11Markus Vink. "The World's Oldest Trade": Dutch Slavery and Slave Trade in the Indian Ocean in the Seventeenth Century. Journal of World History, 2003.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 12Kerry Ward. Networks of Empire: Forced Migration in the Dutch East India Company. 2009.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 13Slavery and emancipation: slaves (Slavery at the Cape). South African History Online (SAHO).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 14Adam Smith. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (Livro IV, cap. 7, "Of Colonies"). 1776.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 15Karl Marx. O Capital, Livro I (1867), capítulo sobre a chamada acumulação primitiva ("Gênese do capitalista industrial"). 1867.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 16Immanuel Wallerstein. The Modern World-System II: Mercantilism and the Consolidation of the European World-Economy, 1600–1750. 1980.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 17Jan de Vries; Ad van der Woude. The First Modern Economy: Success, Failure, and Perseverance of the Dutch Economy, 1500–1815. Cambridge University Press, 1997.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 18Lauran Toorians (trad. Willy Devos). Divisez, commercez et régnez: quatre siècles de Compagnie réunie des Indes orientales. Septentrion, v. 31 (DBNL), 2002.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Artigo de divulgação em revista cultural flamengo-neerlandesa.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
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- Immanuel Wallerstein (verbete planejado)PessoaFonte: The Modern World-System II: Mercantilism and the Consolidation of the European World-Economy, 1600–1750
- A riqueza das naçõesObraFonte: An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (Livro IV, cap. 7, "Of Colonies")
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação assistida por IA (Claude)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 2.410 palavras · 18 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação inicial com consulta ao inventário do Nationaal Archief, à inscrição da UNESCO, ao resumo de Gelderblom, de Jong e Jonker (2013), a páginas de museus neerlandeses sobre Banda e à SAHO. Números de Banda apresentados como estimativas disputadas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC). In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/companhia-holandesa-das-indias-orientais.
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