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Teoria geral do emprego, do juro e da moeda

The General Theory of Employment, Interest and Money, de John Maynard Keynes (1936)

Livro de John Maynard Keynes publicado em 1936, em meio à Grande Depressão. Sustenta que o nível de emprego depende da demanda efetiva e que economias de mercado podem ficar presas ao desemprego. Base do keynesianismo e da macroeconomia moderna.

Também: The General Theory of Employment, Interest and Money · Teoria geral · A teoria geral do emprego, do juro e da moeda · General Theory

Índice e ficha
Título original
The General Theory of Employment, Interest and Money
Publicação original
fevereiro de 1936, Londres (Macmillan (para a Royal Economic Society))
Idioma original
Inglês
Direitos
Autor morto em 1946: original em domínio público no Brasil e em países com prazo de vida + 70 anos desde 1º/01/2017; nos EUA, a regra de 95 anos após a publicação pode manter a proteção até 2031. Traduções protegidas.
Onde ler
  • Texto em inglês, Marxists Internet ArchiveOriginal em domínio público no Brasil e no Reino Unido desde 2017 (vida do autor + 70 anos); nos EUA, possivelmente protegido até o fim de 2031 (situação do registro não verificada).
Período
1936
Área
Capitalismo
Regiões
Europa, América do Norte, Internacional, América Latina
Temas
Teoria e conceitos, Economia e organização social, Estado, poder e democracia

Teoria geral do emprego, do juro e da moeda (The General Theory of Employment, Interest and Money) é a principal obra do economista britânico John Maynard Keynes (1883–1946) 1. Foi publicada em 1936 pela Macmillan, em Londres, para a Royal Economic Society 2; a primeira edição saiu em fevereiro daquele ano 3. O prefácio é datado de 13 de dezembro de 1935 4.

Escrito durante a Grande Depressão, o livro procura explicar por que economias capitalistas podem permanecer por longos períodos com desemprego involuntário em massa, algo que a teoria então dominante, chamada por Keynes de "clássica", tratava como impossível no longo prazo. A resposta, centrada na demanda efetiva, deu origem ao Keynesianismo e à macroeconomia como disciplina. Keynes dirigiu o livro sobretudo aos colegas economistas e advertiu que a dificuldade não estaria nas ideias novas, mas em escapar das antigas 4.

Publicação e contexto

Fatos documentados

Keynes já era conhecido internacionalmente por As consequências econômicas da paz (1919) e havia publicado o Tratado sobre a moeda (1930). A Teoria geral foi escrita entre 1932 e 1935, em diálogo com um grupo de jovens economistas de Cambridge (o "Circus", com Richard Kahn, Joan Robinson e outros) 5. O prefácio, assinado em 13 de dezembro de 1935, diz que o livro se dirige principalmente aos "colegas economistas" e que o público geral seria apenas ouvinte do debate 4.

O livro saiu em 1936 pela Macmillan, para a Royal Economic Society; a edição norte-americana foi publicada pela Harcourt, Brace and Company 2. A primeira edição saiu em fevereiro de 1936 3.

O contexto é o da depressão iniciada em 1929, com desemprego de massa nos Estados Unidos e na Europa, colapso do comércio internacional e abandono do padrão-ouro. Políticas de obras públicas e de gasto já vinham sendo experimentadas antes do livro (o New Deal norte-americano, a política sueca, a defesa do café no Brasil); a Teoria geral ofereceu uma justificativa teórica geral para elas, mas não as originou.

Estrutura

Fatos documentados

O livro tem 24 capítulos, distribuídos em seis livros, mais apêndices, conforme o índice 2:

  1. Livro I, Introdução (caps. 1–3): a "teoria geral", os postulados da economia clássica e o princípio da demanda efetiva.
  2. Livro II, Definições e ideias (caps. 4–7): escolha das unidades, expectativas, definições de renda, poupança e investimento (com apêndice sobre o custo de uso).
  3. Livro III, A propensão a consumir (caps. 8–10): fatores objetivos e subjetivos, propensão marginal a consumir e o multiplicador.
  4. Livro IV, O incentivo a investir (caps. 11–18): eficiência marginal do capital, estado das expectativas de longo prazo, teoria geral da taxa de juro, a teoria clássica do juro (com apêndice sobre Marshall e Ricardo), incentivos à liquidez, a natureza do capital, as propriedades essenciais do juro e da moeda e uma reformulação da teoria geral do emprego.
  5. Livro V, Salários nominais e preços (caps. 19–21): mudanças nos salários nominais (com apêndice sobre a Theory of Unemployment de Pigou), a função de emprego e a teoria dos preços.
  6. Livro VI, Notas breves sugeridas pela Teoria geral (caps. 22–24): ciclo econômico; mercantilismo, leis contra a usura, moeda carimbada e teorias do subconsumo; e "Notas finais sobre a filosofia social a que a Teoria geral poderia conduzir".

O argumento: por que uma teoria "geral"

Formulação teórica

O capítulo 1, de uma página, explica o título: Keynes sustenta que os postulados da teoria clássica se aplicam apenas a um caso especial, e não ao caso geral, e que seus ensinamentos são enganosos e desastrosos se aplicados aos fatos da experiência 6.

No capítulo 2, Keynes identifica dois postulados da teoria clássica do emprego: o salário é igual ao produto marginal do trabalho; e a utilidade do salário, para o volume de emprego existente, é igual à desutilidade marginal desse volume de emprego. O segundo postulado só admite desemprego "friccional" ou "voluntário". Keynes introduz então o conceito de desemprego involuntário: há trabalhadores involuntariamente desempregados quando, diante de uma pequena alta dos preços dos bens de consumo em relação aos salários nominais, tanto a oferta de trabalho disposta a trabalhar pelo salário vigente quanto a demanda por trabalho seriam maiores do que o emprego existente 7.

Por trás da teoria clássica estaria a doutrina, atribuída a Say e a Ricardo, de que a oferta cria sua própria procura. Keynes compara essa premissa ao "axioma das paralelas" da geometria euclidiana: a teoria clássica desabaria sem ela 7. O restante do livro substitui esse axioma pela teoria da demanda efetiva, construída a partir da propensão a consumir (Livro III) e do incentivo a investir (Livro IV), e a resume no capítulo 18 2.

Releitura de heterodoxos. O capítulo 23 reabilita parcialmente autores que a ortodoxia descartara. Keynes vê um elemento de verdade nos mercantilistas, que teriam percebido a ligação entre entrada de metais, taxa de juro e investimento; defende a sabedoria das antigas leis contra a usura; elogia a intuição de J. A. Hobson e A. F. Mummery sobre o excesso de poupança; e chama Silvio Gesell de profeta "estranho, indevidamente negligenciado", cuja proposta de moeda carimbada considera sólida, embora apoiada em "apenas metade de uma teoria" do juro. Escreve, então, que o futuro aprenderá mais com o espírito de Gesell do que com o de Marx 8.

Conceitos centrais

Formulação teóricaModelo econômico

Demanda efetiva. O volume de emprego é determinado pelo ponto em que a demanda agregada esperada pelos empresários encontra a oferta agregada (cap. 3). Não há garantia de que esse ponto corresponda ao pleno emprego. Keynes rejeita a "lei de Say", segundo a qual a oferta cria sua própria procura 2 9.

Propensão a consumir e multiplicador. O consumo cresce com a renda, mas menos que ela. Um aumento do investimento eleva a renda num múltiplo desse aumento, porque a renda gerada é parcialmente gasta e gera nova renda. Keynes atribui a introdução do conceito de multiplicador a R. F. Kahn, em artigo de 1931 10 11. No mesmo capítulo, ironiza: se o Tesouro enchesse garrafas velhas com cédulas e as enterrasse em minas desativadas, deixando à iniciativa privada o trabalho de desenterrá-las, o desemprego cairia 10. Na mesma linha, observa que a construção de pirâmides, terremotos e até guerras podem aumentar a riqueza se a educação dos estadistas nos princípios da economia clássica impedir algo melhor 10. As passagens são irônicas: o alvo é a ortodoxia que considerava desperdício qualquer gasto público em tempos de desemprego, não uma defesa de gastos inúteis.

Expectativas de curto e de longo prazo. O Livro II distingue as expectativas dos empresários sobre as vendas da produção corrente (curto prazo) das expectativas sobre os rendimentos futuros de novos equipamentos (longo prazo). As segundas, sujeitas a mudanças bruscas de confiança, tornam o investimento a variável mais volátil da economia 2 12.

Eficiência marginal do capital e expectativas. O investimento depende da relação entre o rendimento esperado de um bem de capital e seu custo, comparada à taxa de juro. Como os rendimentos se estendem por anos, dependem de expectativas sobre um futuro incerto (cap. 12). Keynes afirma que boa parte das decisões de fazer algo positivo só pode ser tomada por efeito de espíritos animais, um impulso espontâneo à ação, e não o resultado de uma média ponderada de benefícios quantitativos multiplicados por probabilidades 12. Compara a bolsa a um concurso de beleza de jornal, em que se escolhe não o rosto mais bonito, mas o que os outros julgarão mais bonito, e adverte que, quando o desenvolvimento do capital de um país se torna subproduto das atividades de um cassino, o trabalho tende a ser malfeito 12.

Preferência pela liquidez e taxa de juro. Para Keynes, a taxa de juro não é o preço que equilibra poupança e investimento, mas a recompensa por abrir mão da liquidez; depende da oferta de moeda e da demanda por moeda por motivos de transação, precaução e especulação (caps. 13–15). Em certas situações, a política monetária pode perder eficácia, ideia que depois foi chamada de "armadilha da liquidez" 9.

Salários nominais. O Livro V argumenta que cortar salários nominais não garante mais emprego, porque reduz também a renda e a demanda; contra a recomendação dominante de flexibilizar salários para combater o desemprego.

Paradoxo da poupança. Um aumento da propensão a poupar, sem aumento do investimento, pode reduzir a renda e, no fim, a própria poupança agregada.

A filosofia social do capítulo 24

Proposta políticaFormulação teórica

O último capítulo abre com o diagnóstico: as falhas mais notáveis da sociedade econômica em que vivemos são sua incapacidade de garantir o pleno emprego e sua distribuição arbitrária e desigual da riqueza e das rendas 13.

Daí decorrem três propostas:

  • Juros baixos e "eutanásia do rentista". Se o capital deixar de ser escasso, a remuneração do simples proprietário de capital tenderia a desaparecer; Keynes chama isso de eutanásia do rentista, compatível com certa dose de individualismo 13.
  • Socialização do investimento. Keynes escreve que uma "socialização um tanto abrangente do investimento" será o único meio de assegurar uma aproximação ao pleno emprego, sem excluir compromissos e mecanismos pelos quais a autoridade pública coopere com a iniciativa privada. E ressalva: não é a propriedade dos instrumentos de produção que importa ao Estado assumir 13.
  • Defesa do individualismo. Keynes apresenta essas medidas como forma de preservar as instituições existentes e a liberdade individual, evitando os regimes autoritários que, nos anos 1930, prometiam resolver o desemprego.

O capítulo termina com a frase famosa sobre o poder das ideias: cedo ou tarde, são as ideias, e não os interesses constituídos, que são perigosas para o bem ou para o mal; e os loucos no poder que ouvem vozes destilariam seu frenesi de algum escrevinhador acadêmico de anos antes 13.

O alcance dessa "socialização do investimento" é controverso: leituras social-democratas e pós-keynesianas veem nela um programa de forte intervenção pública na acumulação; leituras moderadas, um argumento por política fiscal e monetária anticíclica dentro de uma economia de mercado 14.

Recepção: de Hicks à síntese neoclássica

Interpretação historiográficaFatos documentados

As primeiras resenhas foram divididas. Jacob Viner, no Quarterly Journal of Economics, e A. C. Pigou, alvo direto do livro, contestaram a crítica de Keynes à teoria clássica 15. Keynes respondeu em 1937, no mesmo periódico, enfatizando o papel da incerteza radical sobre o futuro nas decisões de investimento e na demanda por moeda 16.

O passo decisivo para a difusão acadêmica foi o artigo de John Hicks, "Mr. Keynes and the 'Classics'" (Econometrica, 1937), que resumiu o livro num sistema de duas curvas, mais tarde chamado modelo IS-LM, e o apresentou como caso especial dentro de um quadro de equilíbrio geral 17. Nas décadas seguintes, a chamada síntese neoclássica (Paul Samuelson, Franco Modigliani e outros) combinou macroeconomia keynesiana de curto prazo com microeconomia neoclássica.

No pós-guerra, o livro influenciou políticas de pleno emprego, a contabilidade nacional e a arquitetura de Bretton Woods, de cuja negociação Keynes participou 5. Na América Latina, categorias keynesianas, demanda efetiva, multiplicador, foram incorporadas pelo estruturalismo da CEPAL e usadas por Celso Furtado para reinterpretar a política de defesa do café nos anos 1930 (ver Formação econômica do Brasil). Em países asiáticos de industrialização tardia, como a Coreia do Sul, o planejamento do investimento seguiu outras matrizes, mais ligadas à política industrial (ver Capitalismo na Coreia do Sul).

Precursores e paralelos. O economista polonês Michał Kalecki publicou em 1933 uma teoria do ciclo que antecipava, por via marxista, a ideia de que o investimento determina a renda, prioridade defendida por autores pós-keynesianos 18.

Críticas e debates

Debate em abertoPosição de outras organizações e correntesAvaliação crítica

"Keynes" versus "keynesianismo". Axel Leijonhufvud (1968) argumentou que a síntese neoclássica e o IS-LM deturparam o livro, ao reduzir o desemprego à rigidez de salários e preços e ao deixar de lado expectativas e coordenação 19. Hyman Minsky leu a Teoria geral como teoria do investimento e das finanças sob incerteza, base de sua hipótese da instabilidade financeira 14. Os pós-keynesianos (Joan Robinson, Paul Davidson e outros) recusam o IS-LM como representação fiel do livro.

Monetarismo. Milton Friedman sustentou, em 1968, que a política monetária não pode manter o desemprego abaixo de uma "taxa natural" por muito tempo e que tentativas de fazê-lo produzem inflação crescente 20. A estagflação dos anos 1970 enfraqueceu a influência do keynesianismo 9.

Novos-clássicos. Robert Lucas (1976) criticou os modelos econométricos keynesianos por suporem que os parâmetros de comportamento não mudam quando muda a política, a "crítica de Lucas" 21. A escola novo-clássica argumentou que políticas antecipadas não teriam efeito real 9.

Escola austríaca. Friedrich Hayek já havia polemizado com Keynes no início dos anos 1930 sobre o Tratado sobre a moeda; a tradição austríaca vê no crédito barato e no gasto público causas de distorção da estrutura produtiva, não remédios (ver Escola austríaca de economia).

Crítica marxista. Keynes tratava Marx com distância, no capítulo 23 aposta mais no "espírito de Gesell" que no de Marx 8. Autores marxistas, por sua vez, reconhecem a crítica de Keynes à lei de Say, mas objetam que ele trata o desemprego como problema de insuficiência de demanda, e não de lucratividade e de relações de classe, e que a política keynesiana administra, sem superar, as crises do capitalismo.

Retorno após 2008. A crise financeira de 2007–08 renovou o interesse pelas ideias de Keynes e orientou respostas de política nos Estados Unidos e no Reino Unido; o FMI observa que a crise também mostrou a necessidade de incorporar melhor o sistema financeiro à teoria 9 (ver Crise financeira de 2008 e Financeirização).

Edições e traduções em português

Fatos documentados
  • Editora Fundo de Cultura (Rio de Janeiro). Primeira tradução brasileira em circulação nas referências acadêmicas; o artigo de Pereira (2023) cita a edição com data de 1970, sem nomear o tradutor 22. O ano da primeira edição dessa tradução não foi confirmado.
  • Autêntica e Fundação Perseu Abramo (2026). Coedição anunciada para outubro de 2026, nos 90 anos do livro, com tradução "rigorosamente revisada", introdução de Pedro Rossi e Lucas Teixeira e prefácio de Esther Dweck; as páginas consultadas não informam quem é o tradutor 23 24.

Bibliografias citam também uma tradução de Mário R. da Cruz (Atlas; coleção "Os Economistas", Abril/Nova Cultural) e uma edição portuguesa da Relógio D'Água (2010) com introdução de Paul Krugman; esses dados não foram confirmados em catálogo de biblioteca ou de editora nesta pesquisa.

Direitos e onde ler legalmente

Fatos documentados

Keynes morreu em 1946 1. A situação do texto original varia por país:

  • Brasil: a Lei 9.610/1998 protege os direitos patrimoniais por 70 anos contados de 1º de janeiro do ano seguinte à morte do autor 25. O texto inglês de Keynes está, portanto, em domínio público no Brasil desde 1º de janeiro de 2017.
  • Reino Unido e países com prazo de vida + 70 anos: a regra para obras escritas é de 70 anos após a morte do autor 26; o original está em domínio público desde 2017.
  • Estados Unidos: obras publicadas entre 1931 e 1963 com aviso de copyright e registro renovado ficam protegidas por 95 anos a partir da publicação; obras estrangeiras desse período tendem a seguir protegidas por causa da restauração de direitos de 1996 27. Se a regra se aplicar ao livro (situação do registro não verificada), ele só entra em domínio público nos EUA em 1º de janeiro de 2032.

As traduções para o português são obras protegidas dos tradutores e editoras, independentemente da situação do original.

Onde ler: o texto em inglês está transcrito no Marxists Internet Archive 2, de uso livre onde o original é de domínio público (como no Brasil e no Reino Unido). Em português, só em edições comerciais ou em bibliotecas.

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

  • Tradução de texto localizado
    “A dificuldade não está nas ideias novas, mas em escapar das antigas”

    The difficulty lies, not in the new ideas, but in escaping from the old ones

    Prefácio, 13 de dezembro de 1935.

    Tradução da redação; a frase continua no original.

    Fonte: The General Theory, Prefácio (13 de dezembro de 1935)

  • Tradução de texto localizado
    “uma socialização um tanto abrangente do investimento se mostrará o único meio de assegurar uma aproximação ao pleno emprego”

    a somewhat comprehensive socialisation of investment will prove the only means of securing an approximation to full employment

    Capítulo 24, "Notas finais sobre a filosofia social a que a Teoria geral poderia conduzir".

    Tradução da redação.

    Fonte: The General Theory, cap. 24: Concluding Notes on the Social Philosophy towards which the General Theory might Lead

  • Tradução de texto localizado
    “Quando o desenvolvimento do capital de um país se torna um subproduto das atividades de um cassino, o trabalho tende a ser malfeito”

    When the capital development of a country becomes a by-product of the activities of a casino, the job is likely to be ill-done.

    Capítulo 12, sobre o estado das expectativas de longo prazo e a bolsa de valores.

    Tradução da redação.

    Fonte: The General Theory, cap. 12: The State of Long-term Expectation

  • Tradução de texto localizado
    “Creio que o futuro aprenderá mais com o espírito de Gesell do que com o de Marx”

    I believe that the future will learn more from the spirit of Gesell than from that of Marx.

    Capítulo 23, sobre Silvio Gesell e a moeda carimbada.

    Tradução da redação.

    Fonte: The General Theory, cap. 23: Notes on Mercantilism, the Usury Laws, Stamped Money and Theories of Under-consumption

Cronologia

  1. 1931

    Richard Kahn publica o artigo em que formula o multiplicador, creditado por Keynes no cap. 10.10

  2. 13 de dezembro de 1935

    Keynes assina o prefácio.4

  3. fevereiro de 1936

    Primeira edição (Macmillan, para a Royal Economic Society).3

  4. 1937

    Hicks publica "Mr. Keynes and the 'Classics'" (origem do IS-LM); Keynes responde aos críticos no Quarterly Journal of Economics.17

  5. 1946

    Morte de Keynes.1

  6. 1968

    Friedman expõe a hipótese da taxa natural de desemprego; Leijonhufvud distingue Keynes do keynesianismo.20

  7. 1 de janeiro de 2017

    O original entra em domínio público no Brasil e no Reino Unido (vida do autor + 70 anos).25

  8. outubro de 2026

    Lançamento anunciado da coedição Autêntica/Fundação Perseu Abramo, com tradução revisada.23

Bibliografia comentada

  • John Maynard Keynes. The General Theory of Employment, Interest and Money, índice e nota de edição (1936)

    Texto integral em inglês, capítulo por capítulo; a forma mais simples de ler o original.

  • John R. Hicks. Mr. Keynes and the "Classics": A Suggested Interpretation (1937)

    O artigo que transformou o livro em modelo (IS-LM) e moldou o ensino de macroeconomia por décadas.

  • Axel Leijonhufvud. On Keynesian Economics and the Economics of Keynes (1968)

    Crítica clássica à distância entre o livro e o keynesianismo de manual.

  • Hyman P. Minsky. John Maynard Keynes (1975)

    Leitura do livro como teoria do investimento e das finanças sob incerteza, origem da hipótese da instabilidade financeira.

  • Robert Skidelsky. John Maynard Keynes (biografia em 3 v., 1983–2000)

    Biografia de referência; situa a gênese do livro no grupo de Cambridge e na política dos anos 1930.

  • José Maria Dias Pereira. A "teoria geral do emprego, do juro e da moeda", um resumo crítico do livro de J. M. Keynes (2023)

    Guia de leitura em português, capítulo a capítulo, de acesso aberto.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1John Maynard Keynes (1883–1946), página do arquivo de referência. Marxists Internet Archive.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  2. 2John Maynard Keynes. The General Theory of Employment, Interest and Money, índice e nota de edição. Marxists Internet Archive (transcrição de 2002, por Andy Blunden), 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Indica primeira publicação pela Macmillan, para a Royal Economic Society, em 1936; texto-base da edição Harcourt, Brace (Nova York).
  3. 3Luiz Gonzaga Belluzzo. Teoria Geral de Keynes, 90 anos. CartaCapital (coluna de opinião, agosto de 2026), 2026.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada só para o mês da primeira edição (fevereiro de 1936). Coluna de opinião.
  4. 4John Maynard Keynes. The General Theory, Prefácio (13 de dezembro de 1935). Marxists Internet Archive, 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  5. 5Robert Skidelsky. John Maynard Keynes (biografia em 3 v., 1983–2000).[Historiografia · referência bibliográfica]
  6. 6John Maynard Keynes. The General Theory, cap. 1: The General Theory. Marxists Internet Archive, 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  7. 7John Maynard Keynes. The General Theory, cap. 2: The Postulates of the Classical Economics. Marxists Internet Archive, 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8John Maynard Keynes. The General Theory, cap. 23: Notes on Mercantilism, the Usury Laws, Stamped Money and Theories of Under-consumption. Marxists Internet Archive, 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  9. 9Sarwat Jahan; Ahmed Saber Mahmud; Chris Papageorgiou. What Is Keynesian Economics?. Finance & Development (FMI), v. 51, n. 3, 2014.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 10John Maynard Keynes. The General Theory, cap. 10: The Marginal Propensity to Consume and the Multiplier. Marxists Internet Archive, 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  11. 11Richard F. Kahn. The Relation of Home Investment to Unemployment. Economic Journal, 1931.[Historiografia · referência bibliográfica]
  12. 12John Maynard Keynes. The General Theory, cap. 12: The State of Long-term Expectation. Marxists Internet Archive, 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  13. 13John Maynard Keynes. The General Theory, cap. 24: Concluding Notes on the Social Philosophy towards which the General Theory might Lead. Marxists Internet Archive, 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  14. 14Hyman P. Minsky. John Maynard Keynes. Columbia University Press, 1975.[Historiografia · referência bibliográfica]
  15. 15Jacob Viner. Mr. Keynes on the Causes of Unemployment. Quarterly Journal of Economics, 1936.[Historiografia · referência bibliográfica]
  16. 16John Maynard Keynes. The General Theory of Employment. Quarterly Journal of Economics, 1937.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  17. 17John R. Hicks. Mr. Keynes and the "Classics": A Suggested Interpretation. Econometrica, v. 5, n. 2, 1937.[Historiografia · referência bibliográfica]
  18. 18Michał Kalecki. Próba teorii koniunktury (Ensaio sobre a teoria do ciclo econômico). 1933.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  19. 19Axel Leijonhufvud. On Keynesian Economics and the Economics of Keynes. Oxford University Press, 1968.[Historiografia · referência bibliográfica]
  20. 20Milton Friedman. The Role of Monetary Policy. American Economic Review, v. 58, n. 1, 1968.[Historiografia · referência bibliográfica]
  21. 21Robert E. Lucas Jr.. Econometric Policy Evaluation: A Critique. Carnegie-Rochester Conference Series on Public Policy, 1976.[Historiografia · referência bibliográfica]
  22. 22José Maria Dias Pereira. A "teoria geral do emprego, do juro e da moeda", um resumo crítico do livro de J. M. Keynes. Textos de Economia (UFSC), v. 26, n. 1, 2023.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Página do artigo consultada (resumo e referências). A referência à tradução brasileira cita a editora Fundo de Cultura, com data de 1970, sem tradutor.
  23. 23Carlos Henrique Árabe (Fundação Perseu Abramo). Keynes vai ser relançado em outubro. Fundação Perseu Abramo (18/09/2026), 2026.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Anúncio da coedição Fundação Perseu Abramo/Autêntica; não nomeia o tradutor.
  24. 24Teoria geral do emprego, do juro e da moeda (Autêntica/Fundação Perseu Abramo, 2026), ficha de catálogo. Livraria Martins Fontes Paulista (catálogo de livraria).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Catálogo de livraria (pré-venda): 1ª edição, 2026, tradução revisada, sem nome do tradutor.
  25. 25Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 (Lei de Direitos Autorais), art. 41. Presidência da República (Brasil), 1998.[Fonte oficial · referência bibliográfica]O art. 41 fixa a proteção dos direitos patrimoniais em 70 anos contados de 1º de janeiro do ano seguinte ao da morte do autor. Site do Planalto não abriu nesta pesquisa.
  26. 27Copyright Term and the Public Domain (quadro atualizado em 1º/01/2026). Cornell University Library, Copyright Information Center.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  27. 28Fábio Pádua dos Santos. "Formação econômica do Brasil" de Celso Furtado em três dimensões: história, economia e horizonte de expectativa. Textos de Economia (UFSC), v. 23, n. 2, p. 1–24, 2020.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto integral (PDF) lido: estrutura do livro, conceitos, gênese em Cambridge e seção "Recepção" com o mapa das críticas.

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criticou

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conceito central

  • Crises capitalistas (verbete planejado)Conceito

debateu com

  • Friedrich HayekPessoaPolêmica do início dos anos 1930 sobre o Tratado sobre a moeda.

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação assistida por IA (Claude)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.526 palavras · 28 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir do texto no MIA (índice, prefácio, caps. 10, 12 e 24), FMI (2014), páginas sobre a edição de 2026 e quadros de direitos (Cornell, GOV.UK). Pendências: data exata da publicação (fevereiro de 1936, fonte jornalística); tradutor e ano da 1ª ed. Fundo de Cultura; confirmar em catálogo a tradução de Mário R. da Cruz (Atlas/Abril) e a edição Relógio D'Água; situação de renovação do copyright nos EUA; texto da Lei 9.610 (Planalto não abriu); afirmações sobre o "Circus", Bretton Woods e a polêmica Hayek–Keynes dependem de bibliografia não consultada.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Teoria geral do emprego, do juro e da moeda. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/teoria-geral-do-emprego-do-juro-e-da-moeda.

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