China (República Popular da China)
Estado dirigido pelo Partido Comunista da China desde 1949
Estado proclamado em 1º de outubro de 1949 e dirigido desde então pelo Partido Comunista da China (fundado em 1921). Passou por reforma agrária, planificação, coletivização, Grande Salto, Revolução Cultural e, desde 1978, por reformas de mercado.
Também: República Popular da China · RPC · 中华人民共和国 · Zhonghua Renmin Gongheguo · China Popular · China continental

Índice e ficha
- País de referência
- China
- Estado histórico
- República Popular da China (desde 1949)
- Período analisado
- 1949–presente (antecedentes desde 1921)
- Regime
- Estado dirigido por um partido: o PCCh detém a direção do Estado e das Forças Armadas; oito partidos legais participam da "cooperação multipartidária sob a direção do PCCh" sem disputar o governo; não há eleições competitivas para cargos nacionais.
- Partido governante
- Partido Comunista da China (PCCh, 中国共产党), fundado em 1921
- Ideologia declarada
- Marxismo-leninismo, pensamento de Mao Zedong, teoria de Deng Xiaoping, "Três Representações", "Perspectiva Científica do Desenvolvimento" e "pensamento de Xi Jinping sobre o socialismo com características chinesas para uma nova era" (estatuto do PCCh, revisão de 2022).
- Organização econômica
- 1949–1952: economia mista e reforma agrária; 1953–1957: planificação central de tipo soviético e coletivização; 1958–1962: comunas populares e Grande Salto; 1962–1978: planificação com reajustes; 1978–1992: reformas graduais de mercado; desde 1992: "economia de mercado socialista" com setor estatal dominante em áreas estratégicas e grande setor privado.
- Sobre a classificação
- Fala-se aqui em experiência "comunista" no sentido de que o Estado é dirigido desde 1949 por um partido que se denomina comunista e declara o marxismo-leninismo como guia. O próprio partido não afirma que a China seja uma sociedade comunista: afirma estar na "etapa primária do socialismo". Se a economia posterior a 1992 é socialista é tema de debate. O verbete não usa "comunista" como rótulo do país inteiro.
- Área
- Socialismo e comunismo
- Regiões
- Ásia
- Temas
- Estado, poder e democracia, Economia e organização social, Questão agrária e campesinato, Revoluções e guerras, Repressão, violência política e direitos, Relações internacionais
A República Popular da China (RPC; em chinês, 中华人民共和国) foi proclamada em Pequim em 1º de outubro de 1949, ao fim da guerra civil entre o Partido Comunista da China (PCCh) e o Partido Nacionalista (Kuomintang), cujo governo se retirou para Taiwan 1. Desde então o Estado é dirigido pelo PCCh, fundado em 1921, que se declara guiado pelo marxismo-leninismo e por um conjunto de formulações próprias acrescentadas ao longo do tempo, do pensamento de Mao Zedong ao "pensamento de Xi Jinping" 2.
Este verbete trata a China como experiência histórica: distingue o país (com milênios de história), o Estado (a RPC), o regime político, o partido governante, a ideologia declarada e a organização econômica de cada período. Esses planos mudaram muito em mais de sete décadas: a China da coletivização e da Revolução Cultural é diferente da China da "reforma e abertura" iniciada em 1978. Os grandes episódios, o Grande Salto Adiante e a fome de 1959–1961, a Revolução Cultural, a repressão de 1989, têm verbetes ou seções próprias, com fontes e divergências.
Os indicadores sociais e econômicos aparecem ao final, sempre com série, unidade, período e limitações. O verbete não atribui à Unidade Popular nenhuma posição sobre a China: não há documento oficial do partido citado aqui.
País, Estado, regime, partido e ideologia: as distinções
Falar em "China comunista" mistura planos diferentes. Para efeito deste verbete:
- País: a China como território e sociedade, com história estatal de mais de dois milênios. A RPC governa a China continental; Taiwan é governada desde 1949 pelas autoridades da República da China, e a RPC a reivindica como parte de seu território. Hong Kong (1997) e Macau (1999) voltaram à soberania chinesa como regiões administrativas especiais.
- Estado: a República Popular da China, fundada em 1949. Suas constituições (1954, 1975, 1978 e 1982, esta última emendada várias vezes) definem-na como Estado socialista dirigido pela classe operária e baseado na aliança operário-camponesa 3.
- Regime: o PCCh exerce a direção do Estado; oito outros partidos legais participam do sistema de "cooperação multipartidária sob a direção do PCCh", sem disputar o governo. Não há eleições competitivas para os cargos nacionais.
- Partido governante: o Partido Comunista da China (中国共产党), que o próprio estatuto define como "vanguarda da classe operária chinesa, do povo chinês e da nação chinesa" 2.
- Ideologia declarada: o estatuto atual do PCCh lista como guias o marxismo-leninismo, o pensamento de Mao Zedong, a teoria de Deng Xiaoping, a teoria das "Três Representações", a "Perspectiva Científica do Desenvolvimento" e o "pensamento de Xi Jinping sobre o socialismo com características chinesas para uma nova era". O mesmo texto afirma que a China "está na etapa primária do socialismo e permanecerá nela por muito tempo" e que o partido dirige o desenvolvimento da "economia de mercado socialista" 2.
- Organização econômica: mudou por períodos, economia mista e reforma agrária (1949–1952), planificação de tipo soviético e coletivização (1953–1957), comunas populares e Grande Salto (1958–1962), economia planificada com reajustes (1962–1978), reformas graduais de mercado (1978–1992) e "economia de mercado socialista" (desde 1992), com forte setor estatal e grande setor privado 4.
Se e em que sentido a China atual é "socialista" é objeto de debate (ver a seção sobre debates historiográficos). A palavra "comunista", aqui, designa o partido governante e sua ideologia declarada, não uma descrição da sociedade.
Formação histórica e acesso ao poder (1911–1949)
A dinastia Qing caiu com a revolução de 1911, e a República da China foi proclamada em 1912. O país entrou num período de fragmentação entre chefes militares regionais. O Movimento de 4 de Maio de 1919, protesto contra as cláusulas do Tratado de Versalhes favoráveis ao Japão, ampliou-se num movimento cultural e político em que circularam o marxismo e as notícias da Revolução Russa 3.
O PCCh foi fundado em julho de 1921, em Xangai, num congresso com 13 delegados, entre eles Mao Zedong 5. Por orientação da Internacional Comunista, os comunistas entraram no Kuomintang na primeira frente unida (1924–1927). A frente terminou em 1927, quando Chiang Kai-shek reprimiu os comunistas e o movimento operário em Xangai e em outras cidades. O PCCh passou a se organizar em bases rurais armadas, como a República Soviética Chinesa em Jiangxi (proclamada em 1931). Cercado pelo exército nacionalista, o Exército Vermelho iniciou em outubro de 1934 a Longa Marcha, que terminou no norte de Shaanxi em outubro de 1935 5.
A invasão japonesa em larga escala (1937) levou a uma segunda frente unida com o Kuomintang. A partir de Yan'an, o PCCh ampliou exército, base social e território nas áreas atrás das linhas japonesas. Após a rendição do Japão (1945) e o fracasso das negociações para um governo de coalizão, a guerra civil (1946–1949) terminou com a vitória comunista: Mao proclamou a RPC em 1º de outubro de 1949 e o governo nacionalista retirou-se para Taiwan 1.
A historiografia discute o peso relativo de fatores como a mobilização camponesa e a reforma agrária nas zonas comunistas, o nacionalismo antijaponês, a desagregação do governo nacionalista (inflação, corrupção) e a ajuda externa a cada lado 3 6.
Instituições
A primeira Constituição da RPC (1954) criou a Assembleia Popular Nacional (APN) como órgão máximo do poder estatal, o cargo de presidente da República e o Conselho de Estado (governo), chefiado por um primeiro-ministro, posto ocupado por Zhou Enlai de 1949 até sua morte, em 1976. Mao Zedong foi presidente do governo central de 1949 a 1954 e presidente da República de 1954 a 1959, quando foi sucedido por Liu Shaoqi; manteve até a morte a presidência do partido e da Comissão Militar 5.
O núcleo decisório sempre esteve no partido: Congresso Nacional, Comitê Central, Birô Político e seu Comitê Permanente. Durante a Revolução Cultural, instituições do Estado e do próprio partido foram paralisadas e substituídas em parte por "comitês revolucionários" com participação militar 7. A Constituição de 1982 restabeleceu a ordem institucional e limitou a dois mandatos o cargo de presidente da República; esse limite foi retirado por emenda constitucional em 2018 4.
O Exército Popular de Libertação (EPL) responde ao partido, por meio da Comissão Militar Central. O sistema de registro domiciliar (hukou) e a unidade de trabalho (danwei), tratados abaixo, foram por décadas instrumentos de administração da população tão importantes quanto as instituições formais.
Economia por período
A organização econômica da RPC mudou mais de uma vez em profundidade. A periodização abaixo segue a historiografia econômica corrente 4 8 e a avaliação oficial do PCCh 7.
Reconstrução, reforma agrária e Primeiro Plano Quinquenal (1949–1957)
Entre 1949 e 1952 o novo governo controlou a hiperinflação herdada, estatizou bancos e grandes empresas ligadas ao antigo regime e conduziu a reforma agrária nas regiões recém-incorporadas, com redistribuição de terras dos proprietários aos camponeses pobres. A Resolução do PCCh de 1981 registra que a reforma agrária foi concluída nos três primeiros anos e que o Primeiro Plano Quinquenal (1953–1957), executado com assistência técnica e financeira soviética e concentrado na indústria pesada, obteve "grandes êxitos"; em 1956, segundo o mesmo documento, a "transformação socialista" da propriedade privada estava praticamente concluída 7. Nesse período o comércio e a indústria privados foram convertidos em empresas mistas e estatais, e a agricultura foi organizada em cooperativas, num ritmo que Mao acelerou a partir de 1955 3.
Comunas populares e Grande Salto Adiante (1958–1962)
Em 1958 o PCCh lançou o Grande Salto Adiante, que fundiu as cooperativas em comunas populares, mobilizou dezenas de milhões de camponeses para obras e para a produção de aço em pequenos fornos, e fixou metas de produção irreais. A produção oficial de grãos caiu de 200 milhões de toneladas (1958) para 143 milhões (1960), enquanto as requisições estatais subiram em 1959 9. Seguiu-se a fome de 1959–1961, com dezenas de milhões de mortes excedentes segundo as principais reconstruções demográficas, os números estão em debate (ver Mortes da fome do Grande Salto Adiante). A partir de 1961 o governo recuou: reduziu requisições, importou grãos, devolveu milhões de trabalhadores urbanos ao campo e adotou a política de "reajuste, consolidação, complementação e elevação" 9 7.
Planificação, "Terceira Frente" e Revolução Cultural (1963–1978)
Depois do reajuste, a economia planificada se recuperou em meados dos anos 1960. Diante de ameaças militares percebidas (dos EUA e, depois, da URSS), o governo deslocou investimentos industriais para o interior (a chamada "Terceira Frente"). A Revolução Cultural desorganizou a produção sobretudo em 1967–1968; a Resolução de 1981 atribui a ela "as perdas mais graves" desde 1949 7. Historiadores registram, ao mesmo tempo, expansão de infraestrutura rural, irrigação e indústria de pequena escala nas comunas no período 8 4. O resultado agregado, crescimento industrial relevante, mas baixo consumo per capita e produtividade agrícola estagnada, é a base dos balanços posteriores.
Reforma e abertura (desde 1978) e "economia de mercado socialista" (desde 1992)
A 3ª Sessão Plenária do 11º Comitê Central (dezembro de 1978) é tomada pelo PCCh como marco da "reforma e abertura", associada à liderança de Deng Xiaoping. Na agricultura, o sistema de responsabilidade familiar devolveu às famílias a gestão de lotes coletivos e as comunas foram dissolvidas no início dos anos 1980. Foram criadas zonas econômicas especiais abertas ao capital estrangeiro (a partir de 1980), liberalizaram-se preços em etapas (sistema de "via dupla") e expandiram-se empresas rurais de municípios e aldeias 4.
Em 1992 o 14º Congresso do PCCh fixou como objetivo a "economia de mercado socialista", fórmula hoje inscrita no estatuto do partido 2. Seguiram-se reestruturação e privatização de parte das empresas estatais no fim dos anos 1990 (com dezenas de milhões de demissões), a entrada na Organização Mundial do Comércio (2001) e duas décadas de crescimento acelerado. O PIB per capita a preços constantes multiplicou-se mais de trinta vezes entre 1978 e 2025, segundo o Banco Mundial 10. A economia atual combina grandes grupos estatais em setores estratégicos, sistema financeiro majoritariamente estatal, propriedade pública da terra e um setor privado responsável por grande parte do emprego urbano 4.
Trabalho: hukou, danwei e a reforma
O regulamento de registro domiciliar (hukou), adotado pelo Comitê Permanente da APN em 9 de janeiro de 1958, declarava como finalidades manter a ordem social, proteger direitos e "servir à construção socialista" 11. Na prática, o hukou dividiu a população entre registro "agrícola" e "não agrícola" e restringiu a migração do campo para as cidades; o acesso a cereais racionados, moradia, emprego e serviços dependia do registro. Historiadores sociais descrevem esse sistema como uma divisão quase hereditária entre cidade e campo 8.
Nas cidades, o trabalhador do setor estatal pertencia a uma unidade de trabalho (danwei), que fornecia emprego vitalício (a "tigela de arroz de ferro"), moradia, saúde, aposentadoria e também controle político, autorizações de casamento, viagens e dossiês pessoais passavam por ela 8. Os camponeses, organizados em comunas a partir de 1958, recebiam conforme "pontos de trabalho" e não tinham as mesmas garantias.
A reforma desmontou boa parte desse arranjo: contratos de trabalho substituíram o emprego vitalício e as demissões nas estatais da segunda metade dos anos 1990 atingiram dezenas de milhões. O hukou foi flexibilizado, mas não abolido; centenas de milhões de trabalhadores migrantes rurais passaram a viver nas cidades sem acesso pleno aos serviços urbanos, tema central dos estudos sobre desigualdade e trabalho na China contemporânea 4.
Agricultura e campesinato
A trajetória agrária resume a da RPC: reforma agrária com redistribuição de terras (1950–1952), equipes de ajuda mútua, cooperativas de nível inferior e superior (1953–1956), comunas populares (1958), retorno da equipe de produção como unidade básica de contabilidade depois da fome (1961–1962), e sistema de responsabilidade familiar com dissolução das comunas (1978–1984) 3 4.
A terra rural continua de propriedade coletiva das aldeias, com direitos de uso familiares; a terra urbana é estatal. A série oficial de grãos mostra a escala do choque de 1959–1961: a produção de 1957 (195 milhões de toneladas) só foi superada de forma sustentada em meados dos anos 1960, e a quantidade de grãos retida por habitante rural caiu de 273 kg em 1957 para 182 kg em 1960 9. A reforma agrícola pós-1978 é vista na literatura econômica como um dos fatores do crescimento da renda rural no início dos anos 1980 4. O imposto agrícola, cobrado desde a fundação da RPC, foi abolido em 2006.
Educação
O governo promoveu campanhas de alfabetização desde os anos 1950, simplificou os caracteres chineses (primeiras listas oficiais em 1956) e adotou o sistema de romanização hanyu pinyin (1958). A rede de ensino primário expandiu-se, sobretudo no campo, com escolas mantidas pelas comunas 8.
A Revolução Cultural fechou universidades em 1966; elas reabriram parcialmente a partir do início dos anos 1970, com ingresso por indicação política ("estudantes operários, camponeses e soldados"). O exame nacional de ingresso no ensino superior (gaokao) foi restabelecido em 1977 12. Segundo dados da UNESCO reproduzidos pelo Banco Mundial, a taxa de alfabetização de adultos (15 anos ou mais) passou de 77,8% em 1990 para 96,7% em 2020 13. A série não tem dado anterior a 1982 na base consultada, o que impede usá-la para medir o período maoista.
Saúde: campanhas sanitárias e "médicos descalços"
Nos anos 1950 o governo organizou campanhas sanitárias de massa (vacinação, saneamento, combate a doenças transmissíveis). No campo, desde 1951 o governo central previa agentes de saúde nas aldeias; em 1957 já havia mais de 200 mil "médicos de aldeia" 14. O nome "médicos descalços" popularizou-se a partir de 1968: eram camponeses com formação curta (de alguns meses a um ano), que voltavam às aldeias para trabalhar na lavoura e cuidar de prevenção, vacinação, saúde materno-infantil e notificação de doenças, pagos coletivamente pelas comunas por meio do sistema médico cooperativo 14.
O modelo foi uma das inspirações do movimento de atenção primária que levou à Conferência de Alma-Ata (1978), segundo o boletim da OMS. Com a descoletivização, muitos perderam a fonte de renda; o sistema cooperativo rural se desfez nos anos 1980, a cobertura de vacinação caiu e o pagamento direto pelo usuário deixou muitos camponeses sem acesso a tratamento 14. Novas formas de seguro rural foram criadas a partir dos anos 2000.
A expectativa de vida ao nascer estimada pela ONU subiu de cerca de 33 anos em 1960, valor deprimido pela fome, para 63 anos em 1978 e 78 anos em 2024 15. Os demógrafos atribuem os ganhos do período maoista sobretudo à redução das doenças infecciosas e da mortalidade infantil; a comparação com outros países de renda semelhante é tema de debate 16.
Cultura, mulheres e vida cotidiana
A política cultural do PCCh tem como texto de referência as "Intervenções no Fórum de Yan'an sobre Literatura e Arte" (maio de 1942), em que Mao subordinou a arte à política e ao público operário-camponês-soldado 17. A Lei do Casamento de 1950 proibiu casamentos arranjados, concubinato e venda de noivas e permitiu o divórcio; a participação feminina no trabalho assalariado e coletivo cresceu, embora a desigualdade de gênero no trabalho doméstico e na direção política tenha persistido, segundo a historiografia social 8.
A campanha das Cem Flores (1956–1957) convidou intelectuais à crítica e foi seguida pela campanha Antidireitista (ver "Direitos e liberdades"). Na Revolução Cultural, a produção artística foi reduzida a um repertório controlado, as "óperas-modelo" promovidas por Jiang Qing, templos, livros e objetos foram destruídos na campanha contra os "quatro velhos", e a religião organizada foi duramente reprimida 12. Depois de 1978 houve reabertura cultural, com fases de maior e menor controle; a censura à imprensa, ao cinema e à internet permanece.
Direitos e liberdades: repressão, campanhas e controvérsias
A história da RPC inclui campanhas políticas com execuções, prisões em massa, trabalho forçado e perseguição de grupos sociais e étnicos. Essa seção registra os episódios principais com as fontes disponíveis e as divergências; os números são estimativas, com métodos diferentes, e não devem ser somados.
Campanhas de 1950–1952
A reforma agrária foi acompanhada de "assembleias de acusação" contra proprietários, muitas vezes com execuções; ao mesmo tempo, a campanha de supressão de contrarrevolucionários (1950–1951) e as campanhas "Três Anti" e "Cinco Anti" (1951–1952), dirigidas contra corrupção de funcionários e contra empresários, produziram prisões, execuções e suicídios. As estimativas de mortes variam de centenas de milhares a alguns milhões; o próprio Mao mencionou em 1957 cerca de 700 mil mortos na repressão a contrarrevolucionários entre 1950 e 1952, número que circula na literatura secundária e precisa ser conferido nas fontes originais 5 3. Ponto para revisão: a redação não localizou uma reconstrução demográfica de referência para esse período.
Cem Flores e campanha Antidireitista (1956–1958)
Em 1956–1957, sob o lema "que cem flores desabrochem, que cem escolas rivalizem", o partido convidou intelectuais e membros de partidos democráticos a criticar o governo. A partir de junho de 1957, a campanha Antidireitista puniu críticos: o número oficial divulgado no período pós-Mao é de cerca de 550 mil pessoas classificadas como "direitistas", com perda de emprego, envio a campos de trabalho ou ao campo 5. O número é o mais citado, mas a redação não localizou a publicação oficial que o originou (ponto para revisão). A Resolução de 1981 considera a contraofensiva "inteiramente correta e necessária", mas afirma que seu alcance "foi ampliado demais" e que muitas pessoas foram injustamente rotuladas 7. A quase totalidade foi reabilitada no fim dos anos 1970.
Laogai e detenção administrativa
O sistema de "reforma pelo trabalho" (laogai) e a "reeducação pelo trabalho" (laojiao, criada em 1957 como medida administrativa, sem julgamento) mantiveram por décadas presos comuns e políticos em campos e fazendas penais. O estudo de referência em francês é o de Jean-Luc Domenach 18. Os números de internos e de mortes são incertos e variam muito entre autores; esta redação não registra estimativa por falta de fonte consultada. A "reeducação pelo trabalho" foi formalmente abolida em 2013.
Revolução Cultural (1966–1976)
A Revolução Cultural perseguiu dirigentes do partido, intelectuais, professores, "maus elementos de classe" e minorias. O estudo de Andrew Walder baseado em 2.213 anais locais estima entre 1,1 e 1,6 milhão de mortes entre 1966 e 1971 e de 22 a 30 milhões de vítimas diretas de alguma forma de perseguição, a maioria resultante da repressão conduzida por autoridades 19. Ver o verbete próprio para outras estimativas.
Tiananmen, 1989
Em abril de 1989 começaram em Pequim protestos estudantis que se estenderam a outras cidades e a outros setores, com demandas contra a corrupção e por reformas políticas. Depois da declaração de lei marcial (maio), o exército avançou sobre o centro de Pequim na noite de 3 para 4 de junho de 1989. Um relatório oficial chinês do fim de junho de 1989 falou em mais de 3.000 civis feridos e mais de 200 mortos, incluindo 36 universitários; a Anistia Internacional estima que ao menos várias centenas de pessoas foram mortas em Pequim e dezenas de milhares presas em todo o país 20. O grupo Mães de Tiananmen, fundado por Ding Zilin, reuniu nominalmente dados de vítimas (mais de 150 mortos identificados até 2001, segundo a Anistia), sob vigilância e prisões 20. O governo chinês mantém a avaliação de que a intervenção foi necessária para restabelecer a ordem e não divulga uma lista oficial de vítimas.
Tibete
O EPL entrou no Tibete em 1950 e o "Acordo de Dezessete Pontos" (1951) incorporou o território à RPC com promessa de autonomia. Uma revolta em Lhasa, em março de 1959, foi reprimida; o Dalai Lama exilou-se na Índia, onde se instalou um governo tibetano no exílio. A Região Autônoma do Tibete foi criada em 1965. O governo chinês apresenta o período como "libertação pacífica" e abolição de uma ordem servil; o governo no exílio e organizações de direitos humanos denunciam repressão religiosa e política, sobretudo na Revolução Cultural e após os protestos de 1987–1989 e 2008. A obra de Melvyn Goldstein é a referência acadêmica mais citada para o período 21. Os números de vítimas são muito disputados e não são registrados aqui por falta de fonte consultada.
Xinjiang
Em 31 de agosto de 2022, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos publicou uma avaliação sobre a Região Autônoma Uigur de Xinjiang. O relatório identificou "padrões de restrições severas e indevidas" a direitos de uigures e de outras comunidades majoritariamente muçulmanas, detenção, expressão religiosa e cultural, privacidade, movimento, direitos reprodutivos, trabalho, e concluiu que a extensão da detenção arbitrária e discriminatória "pode constituir crimes internacionais, em particular crimes contra a humanidade" 22 23. O governo chinês rejeitou as conclusões e publicou uma contestação de 131 páginas; apresenta as medidas como política de combate ao terrorismo e ao extremismo, com centros de "formação profissional" 24. Pesquisadores e ONGs estimam em mais de um milhão o número de pessoas detidas no auge do sistema; o número não é confirmado por fonte oficial chinesa 24. O tema é objeto de disputa diplomática; alguns governos e parlamentos classificaram os fatos como genocídio, classificação que o relatório da ONU não adotou.
Relações internacionais
- Aliança com a URSS (1950–c. 1960): Mao passou o inverno de 1949–1950 em Moscou, e o tratado sino-soviético de amizade foi assinado em fevereiro de 1950. A ajuda soviética foi decisiva no Primeiro Plano Quinquenal 3.
- Guerra da Coreia (1950–1953): a RPC entrou na guerra no fim de 1950, enviando os "Voluntários do Povo Chinês"; a trégua foi assinada em 1953 25. Entre os mortos chineses estava Mao Anying, filho de Mao.
- Terceiro Mundo: na Conferência de Bandung (1955), o premier Zhou Enlai defendeu a coexistência pacífica com os países recém-independentes. Nos anos 1960–1970 a China financiou obras e movimentos de libertação na Ásia e na África.
- Ruptura sino-soviética: divergências ideológicas (crítica a Stálin em 1956, "coexistência pacífica"), disputas de Estado e de liderança no movimento comunista levaram à retirada dos técnicos soviéticos em 1960, a Resolução de 1981 cita o rompimento de contratos pelo governo soviético entre as causas das dificuldades de 1959–1961 7, e a choques armados na fronteira em 1969. A China testou sua primeira bomba atômica em 1964.
- ONU e aproximação com os EUA: em 1971 a RPC assumiu a cadeira chinesa na ONU. O presidente Richard Nixon visitou a China de 21 a 28 de fevereiro de 1972; o Comunicado de Xangai expôs as posições de cada lado sobre Taiwan, e as relações diplomáticas foram estabelecidas em 1979 26.
- Vietnã e Sudeste Asiático: a China apoiou o Vietnã do Norte contra os EUA, mas entrou em guerra com o Vietnã em 1979, após a intervenção vietnamita no Camboja.
- Era da reforma: a política externa voltou-se para comércio e investimento, entrada na OMC (2001), crescimento como maior exportador mundial, Iniciativa Cinturão e Rota (anunciada em 2013), com disputas territoriais no mar do Sul da China e rivalidade crescente com os EUA 4.
Crises
As três crises de maior escala da história da RPC são: a fome de 1959–1961, consequência do Grande Salto Adiante, com dezenas de milhões de mortes excedentes segundo as principais reconstruções demográficas (ver Mortes da fome do Grande Salto Adiante); a Revolução Cultural (1966–1976), que a Resolução de 1981 descreve como responsável pelo "mais grave revés" e pelas maiores perdas sofridas pelo partido, pelo Estado e pelo povo desde 1949 7; e a crise de 1989, que terminou em repressão armada. A Resolução de 1981 reconhece que entre 1959 e 1961 a economia "enfrentou sérias dificuldades" que causaram "sérias perdas" ao país e ao povo, atribuídas ao Grande Salto, à campanha contra o "oportunismo de direita", a calamidades naturais e à ruptura de contratos pelos soviéticos 7.
Transformações e legados
Em pouco mais de setenta anos, a China deixou de ser um país majoritariamente camponês e pobre para tornar-se uma economia industrial e urbana, a segunda maior do mundo. O Banco Mundial registra queda da pobreza extrema (linha internacional de US$ 3,00/dia em PPC de 2021) de 97% da população em 1981 para praticamente zero em 2019 27. O governo chinês declarou em fevereiro de 2021 a eliminação da pobreza absoluta segundo a linha nacional: 98,99 milhões de habitantes rurais abaixo da linha oficial vigente, 832 condados e 128 mil aldeias pobres teriam saído da pobreza 28.
O crescimento veio acompanhado de forte desigualdade de renda, degradação ambiental, envelhecimento acelerado (resultado também da política do filho único, de 1980 a 2015) e manutenção de um sistema político sem competição eleitoral nem imprensa livre. A historiografia discute em que medida as bases do crescimento pós-1978, alfabetização, saúde básica, infraestrutura, indústria pesada, foram construídas no período maoista, e em que medida o crescimento resultou da ruptura com aquele modelo 4 29 6.
Debates historiográficos
- Continuidade ou ruptura entre Mao e Deng. A Resolução de 1981 separa o "pensamento de Mao Zedong", definido como sabedoria coletiva do partido, dos "erros de esquerda" do Mao tardio 7. A liderança atual defende que os períodos anterior e posterior a 1978 não devem ser usados um para negar o outro. Parte da historiografia ocidental enfatiza a ruptura; outra parte, as continuidades institucionais (partido único, hukou, setor estatal).
- A China atual é socialista? O PCCh afirma construir o "socialismo com características chinesas" na "etapa primária do socialismo" 2. Autores de diferentes correntes, liberais, marxistas críticos, maoistas, descrevem a economia pós-1992 como capitalismo de Estado, capitalismo dirigido por um partido comunista ou economia de mercado com hegemonia estatal. Lin Chun discute as tensões entre o legado socialista e a reforma de mercado 29.
- Balanço do período maoista. Leituras críticas destacam fome, perseguições e estagnação do consumo; leituras de esquerda, como a de Mobo Gao, destacam ganhos em saúde, educação e igualdade rural e criticam o que veem como demonização 30. Maurice Meisner propõe um balanço que reconhece a industrialização e os custos humanos do período 6. Ver também Mao Zedong.
- Números da repressão e da fome. As estimativas dependem de fontes demográficas e de arquivos com acesso desigual; ver Mortes da fome do Grande Salto Adiante e Revolução Cultural.
Notas sobre os indicadores
Os indicadores listados neste verbete vêm de séries internacionais (Banco Mundial, com dados da ONU e da UNESCO), escolhidas por serem comparáveis no tempo. Cuidados de leitura:
- Valores anteriores aos anos 1980 são, em geral, reconstruções modeladas a partir de censos (1953, 1964, 1982) e pesquisas posteriores, não registros correntes. A expectativa de vida de 1960 reflete a fome; não representa o "ponto de partida" de 1949.
- O PIB per capita em dólares constantes de 2015 mede crescimento, não poder de compra nem distribuição; há debate técnico sobre a qualidade das estatísticas oficiais de PIB.
- A pobreza internacional (US$ 3,00/dia em PPC de 2021) não é a mesma medida da linha nacional chinesa usada no anúncio de 2021; os números não devem ser misturados.
- Indicadores de períodos e fontes diferentes não são comparados entre si neste verbete.
Cronologia
julho de 1921
Fundação do Partido Comunista da China em Xangai.5
outubro de 1934
Início da Longa Marcha.5
1 de outubro de 1949
Proclamação da República Popular da China.1
1953
Início do Primeiro Plano Quinquenal (1953–1957).7
9 de janeiro de 1958
Adoção do regulamento de registro domiciliar (hukou).11
1958
Lançamento do Grande Salto Adiante e criação das comunas populares.9
maio de 1966
Circular de 16 de maio: início da Revolução Cultural.7
21 de fevereiro de 1972
Início da visita de Richard Nixon à China (21–28/2).26
9 de setembro de 1976
Morte de Mao Zedong.5
dezembro de 1978
3ª Sessão Plenária do 11º Comitê Central, marco da "reforma e abertura".4
27 de junho de 1981
Resolução do PCCh sobre a história do partido desde 1949.7
4 de junho de 1989
Repressão armada aos protestos em Pequim.20
1992
14º Congresso adota o objetivo da "economia de mercado socialista".4
31 de agosto de 2022
Avaliação do ACNUDH sobre Xinjiang.22
Indicadores
Cada número traz fonte, série, unidade, período e limitações. Números de séries diferentes não devem ser comparados entre si.
| Indicador | Valor | Período | Fonte e série | Limitações |
|---|---|---|---|---|
| Expectativa de vida ao nascer | 33,4 (1960); 63,1 (1978); 78,0 (2024) anos | 1960–2024 | Life expectancy at birth, total (years), China (SP.DYN.LE00.IN)SP.DYN.LE00.IN (Banco Mundial, a partir de estimativas da ONU, World Population Prospects) | Estimativas modeladas, não registros correntes. O valor de 1960 está deprimido pela fome de 1959–1961 (em 1962 a série já marca 51,0); não serve como linha de base de 1949. Revisões da ONU alteram os valores históricos. |
| PIB per capita | 386 (1978); 13.793 (2025) dólares dos EUA constantes de 2015 | 1978–2025 | GDP per capita (constant 2015 US$), China (NY.GDP.PCAP.KD)NY.GDP.PCAP.KD (Banco Mundial) | Mede produção média a câmbio de mercado em preços constantes; não mede poder de compra (PPC), distribuição nem bem-estar. Há debate técnico sobre a qualidade das contas nacionais chinesas. Valores anteriores a 1978 existem na série, mas a comparação com a economia planificada é mais frágil. |
| População abaixo da linha internacional de pobreza extrema | 97,0% (1981); 83,1% (1990); 20,6% (2010); 0,7% (2018); 0,0% (2019) % da população (US$ 3,00/dia em PPC de 2021) | 1981–2019 | Poverty headcount ratio at $3.00 a day (2021 PPP) (% of population), China (SI.POV.DDAY)SI.POV.DDAY (Banco Mundial, Poverty and Inequality Platform) | Baseia-se em pesquisas domiciliares com cobertura e métodos que mudaram no tempo (separação urbano/rural nos dados antigos). Linha revista em 2025; valores diferem de publicações que usam as linhas de US$ 1,90 ou 2,15. Não é a linha nacional chinesa usada no anúncio oficial de 2021. |
| População rural que saiu da pobreza pela linha nacional (anúncio oficial) | 98,99 milhões de pessoas; 832 condados e 128 mil aldeias retirados da lista de pobreza pessoas; unidades administrativas | balanço oficial até o fim de 2020 (anunciado em 2021) | China sets role model for global poverty reduction (sobre o livro branco "Poverty Alleviation: China's Experience and Contribution")Livro branco do Conselho de Estado "Poverty Alleviation: China's Experience and Contribution" (abril de 2021) | Dado oficial, divulgado por veículo estatal; usa a linha nacional de pobreza rural, diferente da internacional. Não houve verificação independente consultada nesta redação. |
| Mortalidade infantil | 84,6 (1970); 54,1 (1978); 43,3 (1990); 4,1 (2024) óbitos de menores de 1 ano por 1.000 nascidos vivos | 1970–2024 | Mortality rate, infant (per 1,000 live births), China (SP.DYN.IMRT.IN)SP.DYN.IMRT.IN (Banco Mundial / UN IGME) | Estimativas modeladas; a série consultada começa em 1970, de modo que não mede a queda dos anos 1950–1960. |
| Taxa de alfabetização de adultos | 77,8% (1990); 91,0% (2000); 96,7% (2020) % da população com 15 anos ou mais | 1990–2020 | Literacy rate, adult total (% of people ages 15 and above), China (SE.ADT.LITR.ZS)SE.ADT.LITR.ZS (Banco Mundial, dados da UNESCO a partir de censos) | Só há pontos em anos censitários na base consultada; não cobre o período maoista. Definições de alfabetização variam entre censos. |
Imagens

Bibliografia comentada
Jonathan D. Spence. The Search for Modern China (1990 (1ª ed.))
Síntese clássica da história chinesa desde o fim dos Ming; boa porta de entrada para 1911–1989.
Maurice Meisner. Mao's China and After: A History of the People's Republic (1999 (3ª ed.))
História da RPC escrita por um historiador de esquerda que valoriza a industrialização maoista sem ocultar fome e repressão; útil para o debate sobre o legado.
Felix Wemheuer. A Social History of Maoist China: Conflict and Change, 1949–1976 (2019)
História social do período 1949–1976 a partir de conflitos de classe, cidade/campo, gênero e etnia; trata hukou, danwei e campanhas.
Barry Naughton. The Chinese Economy: Transitions and Growth (2007)
Manual de referência sobre a economia chinesa, da planificação à reforma; base para a periodização econômica.
Lin Chun. The Transformation of Chinese Socialism (2006)
Leitura marxista crítica sobre a transformação do socialismo chinês e os dilemas da reforma.
Comitê Central do Partido Comunista da China (6ª Sessão Plenária do 11º CC). Resolution on Certain Questions in the History of Our Party since the Founding of the People's Republic of China (1981)
Documento oficial indispensável para entender como o PCCh avalia Mao, o Grande Salto e a Revolução Cultural; deve ser lido como posição partidária.
Jean-Luc Domenach. Chine: l'archipel oublié (1992)
Estudo pioneiro sobre o sistema penitenciário e de trabalho forçado chinês.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Office of the Historian, Departamento de Estado dos EUA. The Chinese Revolution of 1949.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2Partido Comunista da China. Constitution of the Communist Party of China (revisada e adotada no 20º Congresso Nacional, 22/10/2022). Qiushi (edição em inglês), via China Daily, 2022.[Fonte partidária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 3Jonathan D. Spence. The Search for Modern China. W. W. Norton, 1990 (1ª ed.).[Historiografia · referência bibliográfica]
- 4Barry Naughton. The Chinese Economy: Transitions and Growth. MIT Press, 2007.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 5Mao Zedong (Wikipedia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada para orientação cronológica (datas de nascimento, cargos, casamentos); não é fonte final.
- 6Maurice Meisner. Mao's China and After: A History of the People's Republic. Free Press, 1999 (3ª ed.).[Historiografia · referência bibliográfica]
- 7Comitê Central do Partido Comunista da China (6ª Sessão Plenária do 11º CC). Resolution on Certain Questions in the History of Our Party since the Founding of the People's Republic of China. Marxists Internet Archive (Chinese Communism Subject Archive), 1981.[Fonte partidária · consultada em 19 de outubro de 2026]Adotada em 27 de junho de 1981. Documento partidário: vale como posição oficial do PCCh, não como balanço historiográfico independente.
- 8Felix Wemheuer. A Social History of Maoist China: Conflict and Change, 1949–1976. Cambridge University Press, 2019.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 9Wei Li; Dennis Tao Yang. The Great Leap Forward: Anatomy of a Central Planning Disaster. Journal of Political Economy, v. 113, n. 4, 2005.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Tabela 1 reproduz séries oficiais de produção e requisição de grãos (1952–1977); o artigo estima a contribuição de política e clima para a queda da produção.
- 10Banco Mundial, World Development Indicators. GDP per capita (constant 2015 US$), China (NY.GDP.PCAP.KD).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]Base atualizada em 08/10/2026.
- 11Regulations of the People's Republic of China on Household Registration (adotado em 9/1/1958). LexisNexis China (preâmbulo e arts. 1–4 em acesso aberto), 1958.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Apenas os artigos iniciais estavam acessíveis.
- 12Roderick MacFarquhar; Michael Schoenhals. Mao's Last Revolution. Belknap Press of Harvard University Press, 2006.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 13Banco Mundial, World Development Indicators (dados da UNESCO). Literacy rate, adult total (% of people ages 15 and above), China (SE.ADT.LITR.ZS).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 14Cui Weiyuan. China's village doctors take great strides. Bulletin of the World Health Organization, v. 86, n. 12, p. 914–915, 2008.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Reportagem (seção de notícias) do boletim da OMS, não artigo de pesquisa.
- 15Banco Mundial, World Development Indicators. Life expectancy at birth, total (years), China (SP.DYN.LE00.IN).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]Base atualizada em 08/10/2026. Os valores históricos derivam das estimativas da Divisão de População da ONU (World Population Prospects), que são reconstruções modeladas.
- 16Judith Banister. China's Changing Population. Stanford University Press, 1987.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 17Mao Zedong. Selected Works of Mao Tse-tung, índice cronológico. Marxists Internet Archive.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Usado para datar as obras citadas.
- 18Jean-Luc Domenach. Chine: l'archipel oublié. Fayard, Paris, 1992.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 19Andrew G. Walder. Rebellion and Repression in China, 1966–1971. Social Science History, v. 38, n. 3–4, p. 513–539, 2014.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 20Anistia Internacional. People's Republic of China: Tiananmen, 12 years on. The Tiananmen Mothers, campaigning for accountability (ASA 17/001/2001). 2001.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Organização de direitos humanos; cita o relatório oficial chinês de fim de junho de 1989.
- 21Melvyn C. Goldstein. A History of Modern Tibet (vários volumes). University of California Press.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 22International Service for Human Rights (ISHR). Explainer: breaking down the UN's Xinjiang report. 2022.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]ONG de direitos humanos; resume a avaliação do ACNUDH de 31/8/2022.
- 23Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH/OHCHR). OHCHR Assessment of human rights concerns in the Xinjiang Uyghur Autonomous Region, People's Republic of China. 2022.[Fonte oficial · não consultada]A página do ACNUDH recusou o acesso automatizado (403); conteúdo conferido por ISHR e pela fonte wiki-onu-xinjiang. Conferir o original na revisão.
- 24UN Human Rights Office report on Xinjiang (Wikipedia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Orientação; registra a contestação de 131 páginas apresentada pelo governo chinês.
- 25Office of the Historian, Departamento de Estado dos EUA. The Korean War and Japan's Recovery.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 26Office of the Historian, Departamento de Estado dos EUA. Rapprochement with China, 1972.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Órgão oficial dos EUA; série "Milestones" descontinuada.
- 27Banco Mundial, World Development Indicators / Poverty and Inequality Platform. Poverty headcount ratio at $3.00 a day (2021 PPP) (% of population), China (SI.POV.DDAY).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]Base atualizada em 08/10/2026; linha internacional de US$ 3,00/dia em PPC de 2021 (revisão de 2025).
- 28People's Daily Online / China Daily. China sets role model for global poverty reduction (sobre o livro branco "Poverty Alleviation: China's Experience and Contribution"). 2021.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Veículo estatal; reproduz os números oficiais do livro branco do Conselho de Estado (abril de 2021).
- 29Lin Chun. The Transformation of Chinese Socialism. Duke University Press, 2006.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 30Mobo Gao. The Battle for China's Past: Mao and the Cultural Revolution. Pluto Press, 2008.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 31Banco Mundial, World Development Indicators. Mortality rate, infant (per 1,000 live births), China (SP.DYN.IMRT.IN).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]Estimativas do UN Inter-agency Group for Child Mortality Estimation (IGME), reproduzidas pelo Banco Mundial.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
relacionado a
- Partido Comunista da China (PCCh) (verbete planejado)OrganizaçãoPartido governante desde 1949.
- Revolução Chinesa (verbete planejado)Acontecimento
- Mao ZedongPessoa
- Zhou Enlai (verbete planejado)Pessoa
- Deng Xiaoping (verbete planejado)Pessoa
- Grande Salto AdianteAcontecimento1958–1962.
- Mortes da fome do Grande Salto AdianteDebate historiográfico
- Revolução CulturalAcontecimento1966–1976.
- Guerra da Coreia (verbete planejado)Acontecimento1950–1953. Fonte: The Korean War and Japan's Recovery
- Ruptura sino-soviética (verbete planejado)Acontecimento
- União SoviéticaPaís e experiência históricaAliança (1950) e ruptura (c. 1960).
- Reformas de Deng Xiaoping (verbete planejado)Acontecimentodesde 1978.
- Protestos de Tiananmen e massacre de 4 de junho (verbete planejado)AcontecimentoFonte: People's Republic of China: Tiananmen, 12 years on. The Tiananmen Mothers, campaigning for accountability (ASA 17/001/2001)
- Marxismo-leninismoCorrente
- Maoísmo (verbete planejado)Corrente
- Capitalismo na Coreia do SulPaís e experiência histórica
- Coeficiente de GiniPergunta e guiaFonte: PIP API v1, estimativas por país e ano (tipo de bem-estar, pesquisa, comparabilidade, Gini e parcelas por decil) (no verbete Coeficiente de Gini)
- Comparando sistemas econômicosPergunta e guia
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- O socialismo acaba com toda propriedade?Pergunta e guiaFonte: Constitution of the People's Republic of China (texto de 2018) (no verbete O socialismo acaba com toda propriedade?)
- PIB e PIB per capitaPergunta e guiaFonte: GDP per capita, PPP (constant 2021 international $), indicador NY.GDP.PCAP.PP.KD (API, Brasil, Coreia do Sul, África do Sul, Índia, Nigéria, EUA e China, 1990–2025) (no verbete PIB e PIB per capita)
- Socialismo de mercadoConceitoFonte: China's Constitution of 1982 with Amendments through 2018 (no verbete Socialismo de mercado)
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP, rascunho assistido por IA
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 4.299 palavras · 31 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação do verbete a partir da Resolução do PCCh de 1981 e do estatuto de 2022 (lidos no Marxists Internet Archive e no Qiushi), de Li & Yang (2005), de séries do Banco Mundial (API consultada em 19/10/2026), do regulamento do hukou, do boletim da OMS, de documento da Anistia Internacional sobre 1989 e de resumos da avaliação do ACNUDH sobre Xinjiang. Pendências: conferir o original do ACNUDH (bloqueado ao acesso automatizado); confirmar números das campanhas de 1950–1952 e da campanha Antidireitista em fontes primárias ou historiografia; obras de referência (Spence, Meisner, Naughton, Wemheuer, Lin Chun, Goldstein, Domenach) foram citadas como referência bibliográfica sem leitura nesta sessão, confirmar que sustentam as passagens; datas institucionais pós-1978 (emenda de 2018, abolição do imposto agrícola em 2006, fim do laojiao em 2013) redigidas sem fonte consultada.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: China (República Popular da China). In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/china.
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