Pular para o conteúdo
Exército Lulaacervo documental
PessoaPublicado

Friedrich Hayek

Economista e filósofo político austro-britânico (1899–1992)

Economista e filósofo austro-britânico (Viena, 1899 – Freiburg, 1992), da Escola Austríaca. Autor de O caminho da servidão (1944), fundador da Sociedade Mont Pèlerin (1947) e Nobel de Economia de 1974, dividido com Gunnar Myrdal. Referência central do liberalismo econômico do século XX.

Também: Friedrich August von Hayek · F. A. Hayek · Friedrich von Hayek

Índice e ficha
Nome completo
Friedrich August von Hayek
Nascimento
8 de maio de 1899, Viena, Império Austro-Húngaro
Morte
23 de março de 1992, Freiburg im Breisgau, Alemanha
Nacionalidade
Austríaca (de origem), Britânica (desde 1938)
Papéis
  • Diretor do Instituto Austríaco de Pesquisa sobre Ciclos EconômicosIntelectual · 1927
  • Professor da London School of EconomicsIntelectual · 1931–1950
  • Fundador e presidente da Sociedade Mont PèlerinOutro papel · 1947–1961
  • Professor na Universidade de Chicago (Committee on Social Thought)Intelectual · 1950–1962
  • Professor de política econômica em FreiburgIntelectual · 1961–1969
Como se definia
Definia-se como liberal no sentido clássico ("old Whig") e recusou explicitamente o rótulo de conservador no posfácio de A constituição da liberdade (1960).
Período
1899–1992
Área
Capitalismo
Regiões
Europa, América do Norte, América Latina, Internacional
Temas
Teoria e conceitos, Economia e organização social, Estado, poder e democracia, Dissidências e críticas

Friedrich August von Hayek (Viena, 8 de maio de 1899 – Freiburg im Breisgau, 23 de março de 1992) foi um economista e filósofo político nascido no Império Austro-Húngaro e naturalizado britânico em 1938 1 2. Ligado à Escola Austríaca de economia, tornou-se o principal teórico do liberalismo econômico do século XX: defendeu o mercado como sistema de coordenação de conhecimento disperso, criticou o planejamento central e o keynesianismo e pensou as instituições, Estado de direito, constituição, moeda, capazes de proteger uma ordem de mercado.

Seus defensores o veem como quem anteviu os limites das economias planificadas e o valor da liberdade individual; seus críticos, como ideólogo do neoliberalismo e de uma democracia limitada em favor do mercado. Este verbete expõe as ideias com fidelidade, registra os debates em que se envolveu e trata a controvérsia sobre o Chile a partir de documentos.

Viena: formação e o círculo de Mises (1899–1931)

Fatos documentados

Hayek nasceu em Viena numa família de cientistas e acadêmicos. Depois de servir no exército austro-húngaro na Primeira Guerra Mundial 3, estudou direito e ciências políticas na Universidade de Viena, onde obteve o doutorado em direito em 1921 e o doutorado em ciências políticas e econômicas em 1923 1.

Frequentou o seminário privado de Ludwig von Mises 2, economista da Escola Austríaca cujo livro O socialismo (1922) argumentava que, sem propriedade privada dos meios de produção e sem preços de mercado, uma economia socialista não teria como calcular racionalmente 4, ponto de partida do chamado debate do cálculo econômico socialista (ver Comparando sistemas econômicos). Em 1927 Hayek tornou-se diretor do recém-criado Instituto Austríaco de Pesquisa sobre Ciclos Econômicos 2 e, em 1929, obteve a habilitação para lecionar na universidade 1.

London School of Economics, Keynes e o cálculo socialista (1931–1950)

Fatos documentadosDebate em aberto

Em 1931, a convite de Lionel Robbins, Hayek passou a lecionar na London School of Economics, onde ficaria dezoito anos; tornou-se cidadão britânico em 1938 2 1 5.

Ciclos e o debate com Keynes. Em Prices and Production (1931), Hayek expôs a teoria austríaca do ciclo: quando o banco central ou o sistema bancário expande o crédito e empurra os juros para baixo do nível que a poupança real justificaria, as empresas fazem investimentos longos demais ("malinvestimentos"); a crise é o reajuste inevitável, e a forma de evitá-la é não provocar o boom 6 2. No mesmo ano iniciou na revista Economica a polêmica com Keynes, que Robert Skidelsky descreve como inconclusiva e áspera; com a publicação da Teoria geral (1936), a maioria dos economistas seguiu Keynes, mas Hayek nunca aceitou que este tivesse vencido 7 2.

O cálculo econômico socialista. Hayek organizou em 1935 uma coletânea sobre o planejamento econômico coletivista e retomou o argumento de Mises. Socialistas como Oskar Lange responderam que um planejador poderia simular o mercado, ajustando preços por tentativa e erro conforme sobras e faltas 8. A resposta de Hayek deslocou o debate: o problema não seria de cálculo, mas de conhecimento (ver a seção seguinte) 2.

O caminho da servidão. Publicado em 1944, durante a guerra, e dedicado aos socialistas de todos os partidos, o livro sustenta que o planejamento central da economia, mesmo empreendido com boas intenções democráticas, exige concentrar poder e decidir fins pelos cidadãos, e por isso tende ao autoritarismo; o nazismo e o fascismo seriam, nessa leitura, desdobramentos de tendências coletivistas, não seu oposto 9 2. O argumento tem várias etapas: o planejamento exige acordo sobre uma hierarquia completa de fins, que numa sociedade livre não existe; na falta desse acordo, o poder de decidir passa aos planejadores e, no limite, a um líder; e um Estado que dirige a economia não pode respeitar o Estado de direito, porque precisa tomar decisões discricionárias caso a caso. Um capítulo célebre discute por que, em regimes coletivistas, "os piores chegam ao topo" 9. Hayek não defendia o laissez-faire absoluto: admitia um seguro social mínimo, regras de segurança e políticas que não distorcessem a concorrência 9 10. O livro, que teve uma versão condensada de grande circulação nos Estados Unidos, fez de Hayek uma figura pública 10. Herman Finer respondeu em 1945 com Road to Reaction, acusando-o de defender o retorno a um liberalismo que já havia fracassado 11; Keynes, em carta, declarou acordo moral e filosófico, mas cobrou um critério para separar o planejamento aceitável do inaceitável 7.

Ideias: conhecimento disperso, ordem espontânea e Estado de direito

Formulação teórica

O uso do conhecimento na sociedade (1945). No artigo publicado na American Economic Review em setembro de 1945, Hayek argumenta que o problema econômico de uma sociedade não é otimizar a partir de dados conhecidos, porque nenhuma mente reúne esses dados: o conhecimento relevante é em grande parte local, sobre circunstâncias particulares de tempo e lugar, e não cabe em estatísticas centralizadas. Decisões que dependem desse conhecimento devem ficar com o "homem no local"; os preços condensam a informação dispersa em sinais que permitem a cada um ajustar-se sem saber por que as coisas mudaram. Para Hayek, é mais do que uma metáfora dizer que o sistema de preços funciona como uma espécie de maquinaria para registrar mudanças 12.

Ordem espontânea. Daí a ideia de que mercados, linguagem, direito consuetudinário e moral são ordens que resultam da ação humana, mas não de um desígnio humano: evoluem por seleção de regras que funcionaram 2. Hayek reivindicou nesse ponto a herança do Iluminismo escocês, de Hume e de Adam Smith, contra o que chamou de "construtivismo racionalista", a pretensão de redesenhar a sociedade a partir de um plano 10.

Estado de direito e democracia limitada. Em A constituição da liberdade (1960) e nos três volumes de Direito, legislação e liberdade (1973, 1976, 1979), Hayek defendeu um Estado de direito baseado em regras gerais, abstratas e conhecidas de antemão, que valham para todos, inclusive para o governo, e criticou a "democracia ilimitada", em que maiorias parlamentares poderiam conceder privilégios a grupos organizados. Propôs um modelo de constituição com uma assembleia legislativa separada da assembleia governamental 13 14 1. No posfácio de 1960 ("Por que não sou conservador"), recusou o rótulo de conservador 13.

A pretensão do conhecimento. Na conferência que proferiu ao receber o prêmio de 1974, intitulada "The Pretence of Knowledge", Hayek criticou a macroeconomia de inspiração keynesiana por imitar os métodos das ciências naturais e tratar como mensurável o que não pode ser medido, o que, a seu ver, levara a políticas inflacionárias 15. O tema prolonga sua crítica, dos anos 1940, ao "cientificismo" nas ciências sociais.

Moeda e justiça social. Nos anos 1970 propôs a "desnacionalização da moeda", com concorrência entre moedas privadas 16 2. Também sustentou, no segundo volume de Direito, legislação e liberdade (1976), dedicado à "miragem da justiça social", que a expressão não tem sentido quando aplicada a resultados de mercado, que ninguém determina deliberadamente; políticas de redistribuição guiadas por ela levariam a uma administração cada vez mais discricionária da vida econômica 14. Filósofos como John Rawls e Amartya Sen, por caminhos distintos, sustentaram ao contrário que instituições de mercado podem e devem ser avaliadas segundo critérios de justiça distributiva. Em A arrogância fatal (1988), atacou o socialismo como erro intelectual 17.

A Sociedade Mont Pèlerin (1947)

Fatos documentadosDocumento de época

Em abril de 1947 (de 1º a 10 de abril), Hayek reuniu em Mont Pèlerin, perto de Montreux, na Suíça, 36 estudiosos convidados, sobretudo economistas, além de historiadores e filósofos, para discutir "o estado e o possível destino do liberalismo" em sentido clássico 18 19. Entre os fundadores estavam Milton Friedman e George Stigler 2.

A Declaração de Objetivos, de 8 de abril de 1947, começa afirmando que os valores centrais da civilização estão em perigo e propõe seis tarefas: examinar as causas morais e econômicas da crise; redefinir as funções do Estado, distinguindo a ordem totalitária da liberal; restabelecer o Estado de direito, impedindo que indivíduos ou grupos usem direitos privados como base de poder predatório; estudar se é possível garantir padrões mínimos de vida sem prejudicar a iniciativa e o mercado; combater o uso da história a serviço de credos hostis à liberdade; e criar uma ordem internacional que favoreça a paz e a liberdade 19. A sociedade declarou não pretender criar uma ortodoxia, nem se alinhar a partido ou fazer propaganda 18. Hayek a presidiu até 1961 5.

Historiadores como Philip Mirowski e Dieter Plehwe interpretam a Mont Pèlerin como o núcleo de um "coletivo de pensamento" neoliberal que, por décadas, articulou intelectuais, institutos e políticos 20; Quinn Slobodian destaca o projeto de proteger o mercado mundial de pressões democráticas e nacionais, num contexto de descolonização 21. A própria sociedade afirma não ter pretendido criar uma ortodoxia nem fazer propaganda, e seus defensores insistem na diversidade interna do grupo 18.

Chicago, Freiburg, Salzburg e o Nobel (1950–1992)

Fatos documentados

Em outubro de 1950 Hayek tornou-se professor de ciências sociais e morais na Universidade de Chicago, vinculado ao Committee on Social Thought, e não ao departamento de economia 1 2. Em 1961 aceitou a cátedra de política econômica da Universidade de Freiburg, na Alemanha Ocidental, algumas fontes dão 1962 para o início efetivo, e foi eleito diretor do Instituto Walter Eucken; aposentou-se em 1967, mas representou a cátedra até 1969 1 2. Passou depois alguns anos como professor honorário em Salzburg, na Áustria, e voltou a Freiburg em 1977; no ano seguinte foi nomeado presidente honorário do Instituto Walter Eucken 1.

Em 1974 recebeu o Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel, dividido com o sueco Gunnar Myrdal, economista social-democrata de orientação oposta, por trabalhos pioneiros na teoria da moeda e das flutuações econômicas e pela análise da interdependência entre fenômenos econômicos, sociais e institucionais 2. O prêmio coincidiu com a crise do keynesianismo e ajudou a recolocar Hayek no debate público; nos anos seguintes, sua obra foi citada por governos como o de Margaret Thatcher no Reino Unido 10.

Hayek morreu em Freiburg em 23 de março de 1992, pouco depois da dissolução da União Soviética 1.

Controvérsia: as declarações sobre o Chile de Pinochet

Documento de épocaDebate em aberto

Hayek visitou o Chile duas vezes durante a ditadura do general Augusto Pinochet, que chegara ao poder no golpe de 11 de setembro de 1973 contra o governo de Salvador Allende. Os fatos abaixo seguem a reconstrução documental de Bruce Caldwell e Leonidas Montes, baseada em arquivos, imprensa chilena e entrevistas 22.

1977. Em novembro de 1977, Hayek recebeu um título honorário, deu palestras e teve uma audiência de cerca de vinte minutos com Pinochet (em 17 de novembro, segundo o programa anunciado pelo jornal El Mercurio). À imprensa, disse ter falado com o general sobre democracia limitada e governo representativo; sua secretária recordou depois que ele mandou a Pinochet o capítulo sobre o "modelo de constituição" de Direito, legislação e liberdade 22.

Cartas ao Times (1978). Em carta publicada em 11 de julho de 1978, Hayek escreveu que a livre escolha pode existir sob uma ditadura que se autolimita, mas não sob um governo de democracia ilimitada. Em nova carta, de 3 de agosto de 1978, afirmou não ter encontrado uma única pessoa, mesmo no "tão difamado Chile", que não concordasse que a liberdade pessoal era muito maior sob Pinochet do que sob Allende. Leitores responderam que seria difícil encontrar dissidentes se tantos haviam sido mortos; o economista Nicholas Kaldor escreveu que, levado ao pé da letra, Hayek fazia de uma ditadura fascista pré-condição de uma sociedade livre 22.

Entrevistas ao El Mercurio (abril de 1981). Na segunda visita, como presidente honorário do recém-criado Centro de Estudios Públicos, Hayek deu duas entrevistas publicadas em domingos sucessivos. Na primeira, à jornalista argentina Renée Sallas (12 de abril de 1981), disse ser totalmente contrário a ditaduras como instituição de longo prazo, mas que uma ditadura pode ser necessária num período de transição; que um ditador pode governar de modo liberal e uma democracia, de modo totalmente iliberal; e que, pessoalmente, preferia um ditador liberal a um governo democrático sem liberalismo. Citou como exemplos de transição Cromwell, Salazar (que teria tentado e fracassado) e Adenauer e Erhard na Alemanha Ocidental. Na segunda, à historiadora chilena Lucía Santa Cruz (19 de abril), repetiu que uma ditadura que se autolimita pode ser mais liberal do que uma democracia ilimitada 22. As entrevistas foram feitas em inglês, publicadas em espanhol e depois retraduzidas para o inglês 22.

O debate sobre o sentido. Caldwell e Montes argumentam que Hayek repetia uma distinção antiga em sua obra, entre liberalismo e democracia, que tratava a ditadura como resposta temporária a um colapso institucional, com o objetivo de voltar a uma democracia limitada, e que não há evidência de que ele tenha escolhido Viña del Mar para a reunião da Mont Pèlerin de 1981 ou influído na Constituição chilena de 1980. Os mesmos autores reconhecem que a decisão de ir ao Chile, as declarações públicas e, "talvez de modo mais grave", o silêncio sobre as violações de direitos humanos sob Pinochet exigem explicação 22. Críticos como Andrew Farrant, Edward McPhail e Sebastian Berger leem as mesmas passagens como defesa de uma "ditadura transicional" coerente com a desconfiança de Hayek em relação à democracia de massas 23. Os documentos não estão em disputa; a interpretação está (ver John Maynard Keynes para a crítica de Keynes sobre "onde traçar a linha").

Outras críticas e avaliações

Avaliação críticaPosição de outras organizações e correntes

Da economia. Keynesianos consideraram a teoria austríaca do ciclo incapaz de explicar depressões prolongadas como a de 1929–33; Skidelsky observa que a recusa de Hayek em aceitar a macroeconomia o marginalizou como economista por décadas 7.

Do socialismo de mercado. Para Lange e seus continuadores, o argumento de Hayek mostrava a necessidade de usar preços e descentralização, não a impossibilidade do socialismo 8. O debate é tratado em Comparando sistemas econômicos.

De Karl Polanyi. Publicada no mesmo ano de O caminho da servidão, A grande transformação de Karl Polanyi sustentou o argumento oposto: foi a tentativa de impor um mercado autorregulado que provocou as reações autoritárias dos anos 1920 e 1930 (ver A grande transformação).

Da história do neoliberalismo. Para Mirowski, Plehwe e Slobodian, a obra e as redes de Hayek foram decisivas na construção do neoliberalismo como projeto político, que não dispensa o Estado, mas o reorienta para proteger o mercado 20 21. Defensores de Hayek respondem que ele distinguia seu liberalismo do conservadorismo e do autoritarismo 13 10.

Recepção fora da Europa. Além do Chile, Hayek visitou a Argentina em 1957, a convite de Alberto Benegas Lynch, e voltou ao tema da América Latina nas entrevistas de 1981 22. Suas ideias tiveram forte circulação nos institutos liberais latino-americanos e, depois de 1989, nas reformas de mercado do Leste Europeu.

Estado da questão. A avaliação de Hayek divide-se em grande parte segundo linhas políticas, mas há pontos de convergência na literatura: sua contribuição sobre o conhecimento disperso e o papel dos preços é reconhecida inclusive por críticos, e foi incorporada por defensores do socialismo de mercado; sua teoria do ciclo teve pouca aceitação entre economistas; e sua filosofia política, democracia limitada, desconfiança da justiça social, continua no centro das disputas sobre o neoliberalismo 10 20 7.

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

  • Tradução de texto localizado
    “Pessoalmente, prefiro um ditador liberal a um governo democrático sem liberalismo.”

    I personally prefer a liberal dictator to a democratic government lacking liberalism.

    Entrevista a Renée Sallas, El Mercurio (Santiago), 12 de abril de 1981, em resposta à pergunta sobre o que pensava das ditaduras. Na mesma resposta, Hayek diz ser totalmente contrário a ditaduras como instituição de longo prazo.

    Tradução da redação a partir da versão inglesa reproduzida por Caldwell e Montes, que é retradução do texto publicado em espanhol (a entrevista foi feita em inglês). Não é, portanto, o texto original de Hayek.

    Fonte: Friedrich Hayek and his Visits to Chile (versão de trabalho, Center for the History of Political Economy, Duke University)

Cronologia

  1. 8 de maio de 1899

    Nasce em Viena (Império Austro-Húngaro).1

  2. 1921

    Doutorado em direito pela Universidade de Viena.1

  3. 1923

    Doutorado em ciências políticas e econômicas.1

  4. 1927

    Torna-se diretor do Instituto Austríaco de Pesquisa sobre Ciclos Econômicos.2

  5. 1931

    Começa a lecionar na London School of Economics; publica Prices and Production e inicia a polêmica com Keynes.1

  6. 1938

    Naturaliza-se britânico.2

  7. 1944

    Publica O caminho da servidão.2

  8. setembro de 1945

    Publica "The Use of Knowledge in Society" na American Economic Review.12

  9. 8 de abril de 1947

    Aprovada a Declaração de Objetivos da Sociedade Mont Pèlerin, reunida por iniciativa de Hayek.19

  10. outubro de 1950

    Professor de ciências sociais e morais na Universidade de Chicago.1

  11. 1960

    Publica A constituição da liberdade.2

  12. 1961

    Aceita a cátedra de política econômica em Freiburg; deixa a presidência da Mont Pèlerin.1

  13. 1974

    Recebe o prêmio de ciências econômicas em memória de Nobel, com Gunnar Myrdal.2

  14. novembro de 1977

    Primeira visita ao Chile; audiência com Augusto Pinochet.22

  15. 3 de agosto de 1978

    Carta ao Times sobre a liberdade no Chile sob Pinochet.22

  16. 12 de abril de 1981

    El Mercurio publica entrevista em que Hayek fala de "ditadura transicional".22

  17. 1988

    Publica A arrogância fatal.1

  18. 23 de março de 1992

    Morre em Freiburg im Breisgau, Alemanha.1

Bibliografia comentada

  • Bruce Caldwell; Leonidas Montes. Friedrich Hayek and his Visits to Chile (versão de trabalho, Center for the History of Political Economy, Duke University) (2014)

    Reconstrução documental mais completa das visitas ao Chile, com as entrevistas e cartas; escrita por especialistas simpáticos a Hayek, mas explícita sobre o silêncio dele quanto às violações de direitos humanos.

  • Bruce Caldwell. Hayek's Challenge: An Intellectual Biography of F. A. Hayek (2004)

    Biografia intelectual de referência, do editor das Collected Works.

  • Bruce Caldwell; Hansjoerg Klausinger. Hayek: A Life, 1899–1950 (2022)

    Primeiro volume da biografia baseada em arquivos, cobrindo 1899–1950.

  • Philip Mirowski; Dieter Plehwe (orgs.). The Road from Mont Pèlerin: The Making of the Neoliberal Thought Collective (2009)

    Coletânea crítica sobre a Sociedade Mont Pèlerin como rede de construção do neoliberalismo.

  • Quinn Slobodian. Globalists: The End of Empire and the Birth of Neoliberalism (2018)

    História do neoliberalismo como projeto de ordem jurídica global, com atenção à descolonização.

  • Robert Skidelsky. Hayek versus Keynes: The Road to Reconciliation (2006)

    Comparação equilibrada entre Hayek e Keynes, por um biógrafo de Keynes.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Walter Eucken Institut (Freiburg). Friedrich A. von Hayek (personalidades da Escola de Freiburg).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Datas de nascimento e morte, doutorados (1921, 1923), habilitação (1929), Chicago (1950), Freiburg (1961), presidência honorária do instituto (1978).
  2. 2David R. Henderson (ed.). Friedrich August Hayek (verbete biográfico). The Concise Encyclopedia of Economics, Econlib (Liberty Fund).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Fonte de orientação liberal (Liberty Fund); usada para datas e para a exposição favorável das ideias.
  3. 3Bruce Caldwell; Hansjoerg Klausinger. Hayek: A Life, 1899–1950. 2022.[Historiografia · referência bibliográfica]
  4. 4Ludwig von Mises. Die Gemeinwirtschaft (O socialismo). 1922.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  5. 5Mont Pelerin Society. Friedrich Hayek (página biográfica).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Informa a presidência da sociedade até 1961; dá 1961 para a volta à Europa e outro título para o cargo em Chicago, ver divergências no texto.
  6. 6Friedrich A. Hayek. Prices and Production. 1931.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  7. 7Robert Skidelsky. Hayek versus Keynes: The Road to Reconciliation. The Cambridge Companion to Hayek (ed. Edward Feser), reproduzido no site do autor, 2006.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Oskar Lange. On the Economic Theory of Socialism (Review of Economic Studies, 1936–37).[Fonte primária · referência bibliográfica]
  9. 9Friedrich A. Hayek. The Road to Serfdom (Londres, Routledge; Chicago, University of Chicago Press). 1944.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  10. 10Bruce Caldwell. Hayek's Challenge: An Intellectual Biography of F. A. Hayek. 2004.[Historiografia · referência bibliográfica]
  11. 11Herman Finer. Road to Reaction. 1945.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  12. 12Friedrich A. Hayek. The Use of Knowledge in Society (American Economic Review, v. 35, n. 4, set. 1945, p. 519–530). Econlib (reprodução), 1945.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  13. 13Friedrich A. Hayek. The Constitution of Liberty (inclui o posfácio "Why I Am Not a Conservative"). 1960.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  14. 14Friedrich A. Hayek. Law, Legislation and Liberty (3 v., 1973, 1976, 1979).[Fonte primária · referência bibliográfica]
  15. 15Friedrich A. Hayek. The Pretence of Knowledge (conferência de recebimento do prêmio de ciências econômicas, Estocolmo, dezembro de 1974). 1974.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  16. 16Friedrich A. Hayek. Denationalisation of Money. 1976.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  17. 17Friedrich A. Hayek. The Fatal Conceit: The Errors of Socialism. 1988.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  18. 18Mont Pelerin Society. About MPS.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Página institucional da própria sociedade.
  19. 19Mont Pelerin Society. Statement of Aims (Mont Pèlerin, Vaud, 8 de abril de 1947). 1947.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  20. 20Philip Mirowski; Dieter Plehwe (orgs.). The Road from Mont Pèlerin: The Making of the Neoliberal Thought Collective. 2009.[Historiografia · referência bibliográfica]
  21. 21Quinn Slobodian. Globalists: The End of Empire and the Birth of Neoliberalism. 2018.[Historiografia · referência bibliográfica]
  22. 22Bruce Caldwell; Leonidas Montes. Friedrich Hayek and his Visits to Chile (versão de trabalho, Center for the History of Political Economy, Duke University). Publicado depois na Review of Austrian Economics (2015), 2014.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Reconstrução documental das visitas de 1977 e 1981, com tradução inglesa das entrevistas ao El Mercurio. Os autores são estudiosos simpáticos a Hayek (Caldwell é editor das Collected Works); a revisão deve cotejar com Farrant, McPhail e Berger (2012) e com críticos.
  23. 23Andrew Farrant; Edward McPhail; Sebastian Berger. Preventing the "Abuses" of Democracy: Hayek, the "Military Usurper" and Transitional Dictatorship in Chile? (American Journal of Economics and Sociology). 2012.[Historiografia · referência bibliográfica]

Rede de relações

Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.

debateu com

relacionado a

influenciado por

  • Adam SmithPessoaFonte: Hayek's Challenge: An Intellectual Biography of F. A. Hayek

Compartilhe

Peças para as redes

Geradas a partir deste verbete. Cada peça leva o endereço do verbete, onde ficam as fontes e o contexto.

Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação assistida por IA (Claude)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.436 palavras · 23 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir de Econlib, Walter Eucken Institut, Mont Pelerin Society, Hayek (1945) e Caldwell e Montes (versão de trabalho). Pendências: conferir serviço militar na Primeira Guerra e datas Chicago/Freiburg/Salzburg (fontes divergem); cotejar a leitura de Caldwell e Montes com Farrant, McPhail e Berger (2012); conferir a dedicatória de O caminho da servidão e o papel da coletânea de 1935; obras listadas como referência bibliográfica não foram consultadas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

Encontrou um erro? Escreva pela página de correções citando o verbete e a seção. Correções ficam registradas neste histórico.

Como citar: Friedrich Hayek. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/friedrich-hayek.

Continue explorando

Preferências de leitura
Tamanho do texto
Fonte