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Escola econômicaPublicado

Economia política clássica

Tradição de análise econômica britânica e francesa de fins do século XVIII a meados do XIX

Tradição de análise econômica que vai de Adam Smith (1776) a John Stuart Mill (1848), centrada na produção e na distribuição do excedente entre salários, lucros e renda da terra. O nome é posterior: foi dado por Marx, e Keynes o ampliou em outro sentido.

Também: Economia clássica · Escola clássica · Classical political economy · Économie politique classique

Índice e ficha

Economia política clássica é o nome dado, depois do fato, a um conjunto de autores que, entre o fim do século XVIII e meados do século XIX, tentaram explicar como uma sociedade comercial produz riqueza e como essa riqueza se reparte entre as classes que participam da produção: trabalhadores (salários), capitalistas (lucros) e proprietários de terra (renda). O livro de referência é A riqueza das nações (1776), de Adam Smith; o ponto de maior rigor analítico costuma ser situado nos Princípios de economia política e tributação (1817), de David Ricardo; o encerramento convencional é a síntese de John Stuart Mill (1848) 1 2 3.

O rótulo "clássica" não foi escolhido por esses autores. Quem o cunhou foi Karl Marx, para quem a economia clássica, desde William Petty, investigou "as relações reais de produção" da sociedade burguesa, ao contrário da economia "vulgar", que ficaria nas aparências 4. Em 1936, Keynes usou a palavra em sentido muito mais amplo, incluindo nela autores que, para Marx, já não eram clássicos 5. Este verbete trata da escola no sentido histórico estreito e indica onde os usos divergem.

Escola de análise não é projeto político nem forma de capitalismo. Os clássicos defenderam, em geral, a liberdade de comércio contra regulamentações herdadas, mas divergiram muito sobre salários, pobreza, terra e reforma social; e suas categorias foram usadas tanto por defensores do mercado quanto por críticos socialistas. Ver também Capitalismo e Mercado.

Origem, contexto e antecedentes

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

A economia política clássica surgiu na Grã-Bretanha e na França numa fase de expansão do comércio colonial, de crescimento manufatureiro e, a partir do fim do século XVIII, das transformações associadas à Revolução Industrial. Seus autores escreviam contra um conjunto de políticas, monopólios comerciais, tarifas, prêmios à exportação, controle de colônias, que Adam Smith reuniu sob o nome de "sistema comercial" ou "mercantil".

"Mercantilismo" é uma categoria retrospectiva. Os publicistas do século XVII hoje chamados de mercantilistas, Thomas Mun na Inglaterra, Antonio Serra em Nápoles, os ministros de Luís XIV como Jean-Baptiste Colbert, nunca usaram o termo; foi Smith quem lhe deu circulação na Riqueza das nações 6. No início do Livro IV, Smith escreve que o progresso desigual da riqueza "deu ocasião a dois sistemas diferentes de economia política", um que "pode ser chamado de sistema do comércio" e outro "da agricultura", e anuncia que começará pelo primeiro, "o sistema moderno" 1. A síntese de Smith, que reduziu esses autores à crença de que riqueza é metal precioso e à busca de balança comercial favorável, foi depois contestada por historiadores, entre eles Eli Heckscher, que estudou o mercantilismo como política de construção do Estado 7. Por isso, falar de uma "escola mercantilista" é falar de um conjunto heterogêneo de práticas e escritos agrupados por seus críticos 6.

A fisiocracia foi o antecedente mais sistemático. Em torno de François Quesnay, médico da corte de Luís XV, formou-se na França dos anos 1750–1770 um grupo que via na agricultura a única atividade capaz de gerar um excedente líquido (produit net) e tratava a manufatura como "estéril". O Tableau économique representava a circulação do produto entre classes, proprietários, agricultores e a classe "estéril", e é frequentemente apontado como precursor das análises de fluxo circular e de reprodução 8 9. Os fisiocratas pediam redução e simplificação de tributos e liberdade de circulação interna de grãos; Smith os conheceu em viagem à França e discute o "sistema agrícola" no Livro IV 1. Marx considerou Quesnay e seus seguidores parte da gênese da economia clássica 10.

Autores: quem se identificava com o quê

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

Nenhum desses autores se apresentava como membro de uma "escola clássica". Eles se viam como praticantes da political economy, polemizavam abertamente entre si e só foram agrupados pelos historiadores e críticos posteriores. Por isso, a lista varia conforme o critério 11 12.

  • Adam Smith (1723–1790), filósofo moral escocês. A riqueza das nações (1776) combina teoria do valor e da distribuição, história econômica e crítica de políticas. É também de Smith a única menção à "mão invisível" no livro: o indivíduo que dirige seu capital à indústria doméstica visando ao próprio ganho seria levado a promover um fim que não fazia parte de sua intenção 13. O uso posterior dessa imagem como emblema do mercado autorregulado é interpretação de leitores posteriores; Smith a emprega num contexto específico, de escolha entre investimento doméstico e externo. Ver A riqueza das nações.
  • David Ricardo (1772–1823), corretor da bolsa e parlamentar inglês, autor dos Princípios de economia política e tributação (1817; 3ª ed. 1821) 2. Sua obra e correspondência foram editadas por Piero Sraffa com Maurice Dobb (1951–1973), edição que também foi o ponto de partida de uma releitura "clássica" no século XX 14.
  • Thomas Robert Malthus (1766–1834), clérigo e professor do colégio da Companhia das Índias Orientais, autor do Ensaio sobre o princípio da população, publicado anonimamente em 1798 e reescrito até a 6ª edição (1826) 15 16, e de Princípios de economia política (1820) 17. Divergiu de Ricardo sobre renda, preços e, sobretudo, sobre a possibilidade de excesso geral de mercadorias.
  • Jean-Baptiste Say (1767–1832), divulgador e sistematizador francês de Smith, autor do Tratado de economia política (1803) 18. É clássico pela cronologia e pela defesa do livre comércio, mas sua teoria do valor, baseada na utilidade, afasta-se do núcleo ricardiano, razão pela qual Marx o situou entre os "vulgares".
  • John Stuart Mill (1806–1873), filósofo e economista inglês, cujos Princípios de economia política (1848) foram o manual de referência da tradição por décadas 3.

Outros nomes frequentemente incluídos são James Mill, Robert Torrens, Nassau Senior e, mais tarde, John Elliott Cairnes. A inclusão de Marx é disputada: ele trabalhou com categorias clássicas (valor-trabalho, reprodução, acumulação), mas se apresentava como crítico da economia política, não como continuador; ver a seção "Marx como crítico".

Conceitos centrais

Formulação teóricaModelo econômico

Divisão do trabalho e mercado. Smith abre o livro com a divisão do trabalho como fonte de aumento da produtividade e afirma que ela é limitada pela extensão do mercado. A acumulação de capital, ao permitir empregar mais trabalho produtivo, aparece como motor do crescimento.

Valor e trabalho. Os clássicos distinguiram valor de uso e valor de troca e procuraram uma explicação objetiva dos preços "naturais", em torno dos quais oscilariam os preços de mercado. Ricardo foi o mais sistemático: abriu os Princípios afirmando que o valor de uma mercadoria depende "da quantidade relativa de trabalho necessária à sua produção, e não da maior ou menor remuneração paga por esse trabalho" 2. Smith oscilou entre o trabalho incorporado e o trabalho que uma mercadoria pode "comandar" e, para economias com capital e terra apropriados, descreveu o preço como soma de salários, lucros e renda. Ricardo reconheceu que a durabilidade desigual do capital alterava a regra do trabalho, dificuldade que Marx retomaria no problema da "transformação" 10.

Distribuição e renda diferencial. Para Ricardo, "renda é aquela porção do produto da terra que é paga ao proprietário pelo uso dos poderes originais e indestrutíveis do solo" 19. Como as terras diferem em fertilidade e localização, a expansão do cultivo para terras piores eleva o custo do alimento na margem e gera renda nas terras melhores. Daí o argumento de que, com salários reais presos à subsistência, a acumulação tenderia a comprimir os lucros e a favorecer os proprietários, razão pela qual Ricardo combateu as Leis dos Cereais (tarifas sobre a importação de grãos) 20. Ver Lucro.

Vantagens comparativas. No capítulo sobre comércio exterior, Ricardo supõe que a Inglaterra precise do trabalho de 100 homens por ano para produzir certa quantidade de tecido e de 120 para o vinho, enquanto Portugal precise de 90 e 80. Mesmo sendo Portugal mais eficiente nos dois bens, ambos ganhariam se cada um se especializasse naquilo em que sua desvantagem é menor ou sua vantagem é maior, porque o capital e o trabalho não se movem livremente entre países 20. É um modelo: dois países, dois bens, custos constantes e pleno emprego. Seu uso como argumento geral pelo livre comércio, e as críticas a esse uso (ver adiante), são debates posteriores.

População. Malthus formulou que a população, quando não contida, cresce em "razão geométrica", enquanto a subsistência cresce só em "razão aritmética" 16. Daí a pressão permanente dos "freios" (miséria, vício e, a partir da 2ª edição, a "contenção moral") sobre o número de pessoas e a tese de que auxílios aos pobres que não aumentassem a oferta de alimentos apenas elevariam preços e natalidade 15. Ricardo incorporou uma versão dessa ideia à teoria do salário natural.

Lei de Say e o debate das crises gerais. Say escreveu que um produto, assim que é criado, oferece "a partir desse instante, um mercado para outros produtos no montante integral do seu valor" 18. A proposição foi lida como negação da possibilidade de superprodução geral: poderia haver excesso de algumas mercadorias, compensado pela falta de outras, mas não excesso de tudo. Malthus contestou, argumentando que a demanda efetiva poderia ser insuficiente 17; Ricardo defendeu a posição de Say. Um século depois, Keynes resumiu a tese como a ideia de que "a oferta cria sua própria procura" e a tomou como alvo 21.

Produção e distribuição em Mill. Mill separou as leis da produção, que teriam "o caráter de verdades físicas", da distribuição da riqueza, que seria "uma questão exclusivamente de instituição humana" 3. Essa distinção abriu espaço, dentro da própria tradição clássica, para discutir reformas de propriedade, cooperativas e herança; Mill também via com simpatia um "estado estacionário" de população e capital estáveis 22.

Método

Explicação conceitual

Os clássicos combinavam raciocínio abstrato e dedutivo, sobretudo Ricardo, criticado já em sua época por "abstração excessiva", com ilustração histórica e institucional, mais forte em Smith. A unidade de análise era a classe (trabalhadores, capitalistas, proprietários) e o objeto central era o excedente: o que sobra da produção depois de repor os meios de produção e a subsistência dos trabalhadores, e como esse excedente se reparte e se reinveste. Esse enfoque, produção, excedente e distribuição entre classes, é o que separa a tradição clássica da teoria marginalista que a substituiu a partir de 1870, centrada na escolha individual e na alocação de recursos escassos (ver Economia neoclássica) 23.

Propostas de política associadas

Proposta política

As propostas variam de autor para autor; não formam um programa único.

  • Contra o "sistema mercantil": Smith atacou monopólios de companhias comerciais, restrições à importação e o controle exclusivo do comércio colonial, argumentando que essas políticas favoreciam interesses de comerciantes e manufatureiros em detrimento dos consumidores 13. Ao mesmo tempo, atribuiu ao Estado defesa, justiça e obras e instituições públicas, inclusive educação básica 24.
  • Livre comércio de cereais: Ricardo defendeu a liberdade de importação de cereais contra as Leis dos Cereais, argumentando que alimentos mais baratos elevariam os lucros 20 25.
  • Política monetária: Ricardo participou do debate "bulionista" defendendo a conversibilidade da moeda em ouro 14.
  • Leis dos pobres: Malthus criticou os auxílios paroquiais aos pobres por, segundo ele, estimularem a natalidade sem aumentar a oferta de alimentos 15; a posição pesou no debate britânico sobre a Lei dos Pobres e foi alvo de críticas de radicais, socialistas e, mais tarde, de historiadores.
  • Reformas sociais em Mill: Mill admitiu tributação de heranças, propriedade camponesa, cooperativas de trabalhadores e limitação de certos direitos de propriedade da terra, a partir da distinção entre leis da produção e instituições da distribuição 3.

A associação entre economia clássica e laissez-faire integral é, portanto, uma simplificação. A tradição produziu os argumentos clássicos a favor da concorrência e do comércio, mas também diagnósticos de conflito entre classes e de limites da harmonia de interesses.

Marx como crítico da economia política

Formulação teóricaInterpretação historiográfica

Karl Marx estudou a fundo os clássicos, os manuscritos publicados como Teorias da mais-valia são, em boa parte, uma história crítica da economia política 10. Em O Capital, ele define a economia política clássica como a que, "desde W. Petty", investigou as relações reais de produção da sociedade burguesa, e a opõe à economia "vulgar", que trataria só das aparências 4.

O vínculo é de continuidade e ruptura. Marx retomou a ideia de que o trabalho é a substância do valor e a análise da distribuição do excedente entre classes; mas sustentou que os clássicos não explicaram por que o produto do trabalho assume a forma de valor, tratando como natural e eterna uma forma social historicamente específica. Sua resposta, a distinção entre trabalho e força de trabalho e a teoria da Mais-valia, pretende explicar o lucro sem supor violação da troca de equivalentes 4. Os "socialistas ricardianos" ingleses dos anos 1820 já haviam extraído da teoria do valor-trabalho a conclusão de que o lucro é dedução do produto do trabalho.

Marx também criticou Malthus duramente, vendo na teoria da população uma naturalização da pobreza; e tratou Say como exemplo de economia vulgar. A leitura de Marx sobre os clássicos é uma interpretação entre outras: historiadores neoclássicos, sraffianos e austríacos leram a mesma tradição de modos muito diferentes 26.

Críticas

Avaliação críticaDebate em aberto

Críticas marginalistas. A partir de 1871, Jevons, Menger e Walras rejeitaram a teoria do valor baseada no custo ou no trabalho e passaram a explicar preços pela utilidade marginal e pela escassez. Jevons abriu seu livro questionando a ideia, que atribuía a Mill, de que nada restava a esclarecer nas leis do valor 27. Para os austríacos, a "teoria objetiva" do valor não resolvia o paradoxo da água e do diamante, que a utilidade marginal explicaria 28.

Crítica keynesiana. Keynes atacou a lei de Say e a suposição de que a economia tende ao pleno emprego 21.

Crítica do modelo de comércio. Autores latino-americanos, africanos e asiáticos, dos estruturalistas da CEPAL aos teóricos da dependência, argumentaram que a especialização segundo vantagens comparativas estáticas podia prender economias periféricas a produtos primários com preços relativos em queda (ver Estruturalismo latino-americano). No século XIX, o indiano Dadabhai Naoroji já usava categorias da economia política para denunciar a "drenagem" de riqueza da Índia para a Grã-Bretanha 29. Defensores do livre comércio respondem que vantagens comparativas são dinâmicas e que o protecionismo tem custos próprios.

Crítica a Malthus. Marx, socialistas e, mais tarde, demógrafos e historiadores questionaram a "lei" da população: a produção de alimentos cresceu muito mais que a aritmética prevista, e a fecundidade caiu com a urbanização e a renda. A defesa de Malthus é que ele descreveu sobretudo economias pré-industriais.

Críticas feministas e ecológicas. A tradição clássica ignorou em larga medida o trabalho doméstico não pago, que sustenta a "subsistência" dos trabalhadores, e tratou a terra apenas como fator de renda, sem considerar limites ecológicos, embora Mill e Malthus tenham discutido limites da natureza 22.

Debates internos

Debate em aberto
  • Valor: Smith (trabalho comandado, soma de rendimentos) × Ricardo (trabalho incorporado) × Say (utilidade) 2 18.
  • Crises gerais: Malthus (possível insuficiência de demanda efetiva) × Ricardo e Say (impossibilidade de superprodução geral) 17 18.
  • Renda da terra: Malthus via a renda como sinal de abundância da terra; Ricardo, como efeito da escassez de terras férteis e transferência dos lucros aos proprietários 19.
  • Maquinaria: na 3ª edição (1821), Ricardo acrescentou um capítulo admitindo que a introdução de máquinas pode prejudicar os trabalhadores, mudança de posição que ele próprio anunciou no prefácio dessa edição 25.

Legado e presença atual

Interpretação historiográficaFatos documentados

Depois de 1870, a teoria marginalista substituiu a clássica no ensino da economia, mas o legado continuou por vários caminhos:

  • No marxismo, como objeto de crítica e base categorial (ver O Capital).
  • Na economia neoclássica, que guardou o argumento das vantagens comparativas e a defesa da concorrência, reformulados em outro aparato teórico. Alfred Marshall apresentou sua obra como continuidade dos clássicos, continuidade que Veblen chamou, em 1900, de "neoclássica" 30.
  • Na abordagem do excedente: Piero Sraffa, a partir da edição de Ricardo e de Produção de mercadorias por meio de mercadorias (1960), propôs reconstruir a teoria clássica dos preços e da distribuição; essa linha "neorricardiana" alimentou a controvérsia do capital de Cambridge 31 14.
  • Na economia do desenvolvimento: o modelo de W. Arthur Lewis (1954), com oferta "ilimitada" de trabalho a salário de subsistência num setor tradicional, é explicitamente clássico em sua estrutura 32; Lewis, nascido em Santa Lúcia, recebeu o prêmio de economia em memória de Nobel de 1979 por suas pesquisas sobre desenvolvimento 33.
  • No Brasil, ideias de Smith circularam desde o início do século XIX; José da Silva Lisboa, futuro visconde de Cairu, publicou Princípios de economia política em 1804 e foi defensor da abertura comercial 34.

Hoje, "economia clássica" designa ao mesmo tempo um período da história do pensamento, uma família de teorias do excedente e, em manuais de macroeconomia, a hipótese de preços flexíveis e pleno emprego, o sentido amplo dado por Keynes 5. Convém verificar em qual sentido o termo está sendo usado.

Leituras recomendadas

Fatos documentados

Fontes primárias em domínio público: A riqueza das nações, Livro IV 1; Ricardo, Princípios, caps. 1, 2 e 7 2 19 20; Malthus, Ensaio de 1798 15; Mill, Princípios, Livro II 3. Panoramas: D. P. O'Brien 11; Kurz e Salvadori 12. Crítica: Marx, Teorias da mais-valia 10; Isaak Rubin, História do pensamento econômico 26.

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

Cronologia

  1. c. 1758

    Quesnay elabora o Tableau économique.9

  2. 1776

    Adam Smith publica A riqueza das nações.1

  3. 1798

    Malthus publica anonimamente o Ensaio sobre o princípio da população.15

  4. 1803

    Jean-Baptiste Say publica o Tratado de economia política.18

  5. 1817

    Ricardo publica os Princípios de economia política e tributação (3ª ed., 1821).2

  6. 1848

    John Stuart Mill publica os Princípios de economia política.3

  7. 1867

    Marx publica o Livro I de O Capital, com a definição de 'economia política clássica'.4

  8. 1871

    Jevons e Menger publicam obras que inauguram a teoria marginalista do valor.27

  9. 1936

    Keynes amplia o rótulo 'clássico' para incluir Mill, Marshall, Edgeworth e Pigou.5

  10. 1960

    Sraffa publica Produção de mercadorias por meio de mercadorias, retomando a abordagem clássica do excedente.31

Bibliografia comentada

  • Adam Smith. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, Livro IV, Introdução (ed. Edwin Cannan, 1904, na Online Library of Liberty/Econlib) (1776)

    Livro IV da Riqueza das nações: a crítica de Smith ao 'sistema mercantil' e ao 'sistema agrícola', origem da categoria 'mercantilismo'.

  • David Ricardo. Principles of Political Economy and Taxation, cap. 7 (On Foreign Trade), 3ª ed., Econlib (1817)

    Capítulo sobre comércio exterior com o exemplo de Inglaterra e Portugal: leitura curta e indispensável para entender as vantagens comparativas e seus pressupostos.

  • Karl Marx. Teorias da mais-valia (manuscritos de 1861–1863, publicados por Kautsky em 1905–1910)

    A leitura crítica de Marx sobre toda a tradição, de Petty e dos fisiocratas a Ricardo e seus sucessores.

  • D. P. O'Brien. The Classical Economists (2ª ed.: The Classical Economists Revisited, 2004) (1975)

    Panorama acadêmico de referência sobre os clássicos britânicos, de Hume (1752) a Cairnes.

  • Piero Sraffa. Production of Commodities by Means of Commodities (1960)

    Reconstrução moderna da abordagem clássica do excedente; leitura técnica.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Adam Smith. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, Livro IV, Introdução (ed. Edwin Cannan, 1904, na Online Library of Liberty/Econlib). Liberty Fund, Econlib, 1776.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Edição de Cannan baseada na 5ª edição (1789), a última em vida de Smith. O Livro IV trata do 'sistema comercial ou mercantil' e do 'sistema agrícola'.
  2. 2David Ricardo. On the Principles of Political Economy and Taxation, cap. 1 (On Value), 3ª ed. (1821), Econlib. Liberty Fund, Econlib (texto corrigido com base na edição de Piero Sraffa e M. H. Dobb, 1951), 1817.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  3. 3John Stuart Mill. Principles of Political Economy, Livro II, cap. I (Of Property), ed. William J. Ashley, Econlib. Liberty Fund, Econlib, 1848.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 4Karl Marx. O Capital, Livro I, cap. 1 (A mercadoria), nota 33, tradução inglesa de 1887 no Marxists Internet Archive. 1867.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Nota em que Marx define 'economia política clássica' (desde W. Petty) em oposição à 'economia vulgar'. A numeração da nota segue a edição inglesa.
  5. 5John Maynard Keynes. The General Theory of Employment, Interest and Money, cap. 1 e nota sobre 'economistas clássicos', Marxists Internet Archive. 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  6. 6Editores da Encyclopaedia Britannica. Mercantilism. Britannica Money (atualizado em 2 de outubro de 2026).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  7. 7Eli F. Heckscher. Merkantilismen (em inglês: Mercantilism, 1935). 1931.[Historiografia · referência bibliográfica]
  8. 8David R. Henderson. François Quesnay (verbete biográfico). The Concise Encyclopedia of Economics (Liberty Fund, Econlib).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto de divulgação de autor liberal; atribui a Quesnay a expressão 'laissez-faire, laissez-passer', atribuição que outras histórias do pensamento dão a Vincent de Gournay, não usada aqui.
  9. 9François Quesnay. Tableau économique. 1758.[Fonte primária · referência bibliográfica]Primeira versão impressa em Versalhes, 1758–1759; a datação das versões é discutida pelos especialistas.
  10. 10Karl Marx. Teorias da mais-valia (manuscritos de 1861–1863, publicados por Kautsky em 1905–1910).[Fonte primária · referência bibliográfica]
  11. 11D. P. O'Brien. The Classical Economists (2ª ed.: The Classical Economists Revisited, 2004). 1975.[Historiografia · referência bibliográfica]
  12. 12Heinz D. Kurz; Neri Salvadori (orgs.). The Elgar Companion to Classical Economics. Edward Elgar, 1998.[Obra de referência · referência bibliográfica]
  13. 13Adam Smith. The Wealth of Nations, Livro IV, cap. 2 (Das restrições à importação de bens estrangeiros), ed. Cannan, Econlib. Liberty Fund, Econlib, 1776.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Capítulo em que aparece a única menção à 'mão invisível' na obra.
  14. 14Piero Sraffa (org.), com a colaboração de M. H. Dobb. The Works and Correspondence of David Ricardo. Cambridge University Press, 1951–1973.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  15. 15Thomas Robert Malthus (publicado anonimamente). An Essay on the Principle of Population (1ª ed., Londres: J. Johnson, 1798), Project Gutenberg. 1798.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto da 1ª edição. A versão da Econlib (cap. 1) também foi consultada para a passagem sobre as razões geométrica e aritmética.
  16. 16Thomas Robert Malthus. An Essay on the Principle of Population, cap. 1, Econlib (nota editorial sobre as edições de 1798 a 1826). Liberty Fund, Econlib, 1798.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  17. 17Thomas Robert Malthus. Principles of Political Economy. 1820.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  18. 18Jean-Baptiste Say. A Treatise on Political Economy, Livro I, cap. XV (Of the Demand or Market for Products), tradução inglesa na Econlib. Liberty Fund, Econlib (tradução inglesa baseada na 4ª–5ª edições francesas), 1803.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Original francês: Traité d'économie politique (1803). O capítulo 'Des débouchés' é a fonte da chamada 'lei de Say'.
  19. 19David Ricardo. Principles of Political Economy and Taxation, cap. 2 (On Rent), 3ª ed., Econlib. Liberty Fund, Econlib, 1817.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  20. 20David Ricardo. Principles of Political Economy and Taxation, cap. 7 (On Foreign Trade), 3ª ed., Econlib. Liberty Fund, Econlib, 1817.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Exemplo de Inglaterra e Portugal (tecido e vinho; 100/120 e 90/80 homens-ano).
  21. 21John Maynard Keynes. The General Theory, cap. 2 (Os postulados da economia clássica), Marxists Internet Archive. 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  22. 22John Stuart Mill. Principles of Political Economy, Livro IV, cap. VI (Of the Stationary State). 1848.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  23. 23Daniel M. Hausman. Philosophy of Economics. Stanford Encyclopedia of Philosophy (revisão substantiva de 2018).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  24. 24Adam Smith. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations. 1776.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  25. 25David Ricardo. Principles of Political Economy and Taxation, prefácios (inclui a 'Advertisement' da 3ª ed., 1821), Econlib. Liberty Fund, Econlib, 1821.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Ricardo anuncia o novo capítulo sobre maquinaria e discute a importação de cereais estrangeiros.
  26. 26Isaak I. Rubin. História do pensamento econômico (original russo, 1926).[Historiografia · referência bibliográfica]
  27. 27William Stanley Jevons. The Theory of Political Economy, prefácios e nota sobre Gossen (3ª ed., Econlib). Liberty Fund, Econlib, 1871.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  28. 28Editores da Encyclopaedia Britannica. Austrian school of economics. Britannica Money.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  29. 29Dadabhai Naoroji. Poverty and Un-British Rule in India. 1901.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  30. 30Thorstein Veblen. The Preconceptions of Economic Science, parte III. Quarterly Journal of Economics, v. 14 (transcrição no arquivo de história do pensamento econômico da McMaster University), 1900.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto em que Veblen emprega 'neo-classical' para a linha que continua a economia clássica (Marshall). A primazia do termo é afirmada pela literatura (Aspromourgos 1986), não conferida nesta redação.
  31. 31Piero Sraffa. Production of Commodities by Means of Commodities. Cambridge University Press, 1960.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  32. 32W. Arthur Lewis. Economic Development with Unlimited Supplies of Labour. The Manchester School, 1954.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  33. 33Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel 1979, Theodore W. Schultz e Sir Arthur Lewis (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  34. 34José da Silva Lisboa (visconde de Cairu). Princípios de economia política. 1804.[Fonte primária · referência bibliográfica]

Rede de relações

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Histórico e revisão

Estado
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Autoria
Redação assistida por IA (Claude)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.796 palavras · 34 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir de Smith, Ricardo, Malthus, Say e Mill (Econlib/Gutenberg), Marx (MIA), Keynes (MIA), Britannica (mercantilismo) e Econlib (Quesnay). Pendências: O'Brien, Kurz-Salvadori, Heckscher, Rubin e Teorias da mais-valia não consultados; datas de vida dos autores sem fonte aberta; conferir a afirmação sobre o papel de Malthus na reforma de 1834 e a obra de Cairu com especialista.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Economia política clássica. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/economia-politica-classica.

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