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Mercado

Instituição de troca e de coordenação econômica: teorias, falhas, limites e usos em diferentes sistemas

Conjunto de relações em que bens, serviços, trabalho ou ativos são trocados por preço. Os mercados são anteriores ao capitalismo, foram usados também em economias socialistas e são analisados ora como mecanismo eficiente de coordenação, ora como instituição social com falhas e relações de poder.

Também: Mercados · Economia de mercado · Mecanismo de preços · Market

Índice e ficha

Em sentido amplo, mercado é o conjunto de relações em que pessoas e organizações trocam bens, serviços, trabalho ou ativos financeiros por um preço, de modo que os preços orientam o que produzir, quanto e para quem. O termo designa tanto um lugar concreto (a feira, a bolsa) quanto um mecanismo abstrato de coordenação (o "mercado de trabalho", o "mercado de crédito").

Mercado e Capitalismo não são sinônimos: mercados existiram em sociedades muito anteriores ao capitalismo e foram usados em economias que se declaravam socialistas, enquanto muitas definições de capitalismo exigem, além de mercados, propriedade privada dos meios de produção, trabalho assalariado e acumulação 1 2 3. Este verbete apresenta a história dos mercados, a teoria econômica dos preços, as falhas de mercado e de governo, a defesa hayekiana do sistema de preços, a sociologia dos mercados como instituições e o uso de mercados em projetos socialistas. Ver também O que é e o que não é capitalismo.

Definição

Explicação conceitual

Uma definição mínima de mercado reúne: (1) vendedores e compradores que podem escolher com quem trocar; (2) preços que expressam as condições da troca; (3) regras, de propriedade, de contrato, de pesos e medidas, de concorrência, que tornam as trocas previsíveis. Adam Smith ligou a extensão do mercado à divisão do trabalho e à "propensão a negociar, permutar e trocar" 4. Ronald Coase observou que, mesmo em economias de mercado, grande parte da coordenação ocorre dentro das empresas, por hierarquia, e não por preços; a escolha entre mercado e empresa depende de custos de transação 5.

É útil distinguir mercados de produtos (bens e serviços), mercados de fatores (trabalho, terra, capital) e mercados financeiros (crédito, ações, câmbio). A extensão desses mercados, sobretudo do mercado de trabalho e do mercado de terras, é o que muitos autores consideram decisivo para caracterizar uma economia como capitalista 2 6.

Mercados antes do capitalismo

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

Mercados locais, feiras periódicas e comércio de longa distância existiram na Mesopotâmia, no Mediterrâneo antigo, na China, na Índia, na África Ocidental, no mundo islâmico, nos Andes e na Europa medieval, com graus variados de uso de moeda e de regulação por autoridades políticas e religiosas.

Braudel descreveu, para os séculos XV a XVIII, três níveis: a vida material autossuficiente, a economia de mercado de trocas locais regulares e transparentes, e o capitalismo dos grandes negociantes, que buscavam escapar da concorrência por monopólios e privilégios estatais 1.

Polanyi argumentou que, nas sociedades pré-modernas, a economia estava "inserida" em relações sociais, combinando reciprocidade, redistribuição e troca, e que a ideia de um sistema de mercados autorregulado governando toda a produção é invenção do século XIX. Para isso foi preciso tratar como mercadorias a terra, o trabalho e o dinheiro, que ele chamou de mercadorias "fictícias", por não serem produzidos para venda; a reação a esse processo seria um "duplo movimento" de expansão do mercado e de autoproteção social 2. A tese é criticada por historiadores que identificam mercados extensos e integrados antes do século XIX; ver Karl Polanyi e A grande transformação.

Teoria dos preços: oferta, demanda e equilíbrio

Modelo econômico

No modelo de oferta e demanda, base da economia neoclássica, a quantidade que compradores desejam adquirir diminui quando o preço sobe, e a quantidade que vendedores desejam oferecer aumenta; o preço de equilíbrio é aquele em que as duas se igualam. Choques na oferta ou na demanda deslocam o equilíbrio. O modelo supõe agentes que maximizam utilidade ou lucro, bens homogêneos, muitos compradores e vendedores e informação suficiente. Ver Economia neoclássica.

A teoria do equilíbrio geral estende o raciocínio a todos os mercados ao mesmo tempo. Kenneth Arrow e Gérard Debreu demonstraram, em 1954, condições matemáticas sob as quais existe um equilíbrio competitivo 7; os chamados teoremas do bem-estar estabelecem que, sob hipóteses fortes, esse equilíbrio é eficiente no sentido de Pareto (não é possível melhorar a situação de alguém sem piorar a de outro).

Limites do modelo. Trata-se de uma abstração com hipóteses declaradas, e não de uma descrição de mercados reais. A eficiência de Pareto não diz nada sobre a justiça da distribuição inicial; e quando as hipóteses falham, concorrência imperfeita, informação assimétrica, externalidades, mercados incompletos, o resultado de eficiência deixa de valer. Na tradição clássica e marxista, os preços são explicados por custos de produção e por uma taxa média de lucro, não por utilidade marginal 8.

O mercado nos clássicos e em Marx

Formulação teórica

Para Adam Smith, a divisão do trabalho, fonte do aumento da produtividade, é limitada pela extensão do mercado, e a troca nasce de uma propensão humana a "negociar, permutar e trocar"; cada um obtém o que precisa apelando ao interesse próprio do outro, não à sua benevolência 4. Smith não era um defensor incondicional de qualquer arranjo comercial: criticou monopólios, privilégios de companhias e conluios de comerciantes, e reconheceu funções do soberano (defesa, justiça, obras públicas). Ver Adam Smith, A riqueza das nações e Economia política clássica.

Para David Ricardo e os clássicos, os preços de mercado oscilam em torno de "preços naturais" determinados por custos de produção, e a concorrência tende a igualar as taxas de lucro entre setores.

Marx retomou essa análise e acrescentou uma distinção: na circulação simples de mercadorias (M–D–M), vende-se para comprar outro valor de uso; na circulação do capital (D–M–D′), compra-se para vender mais caro, e o objetivo é o aumento do valor, sem limite natural 9. O mercado, nessa leitura, é a esfera em que trocas aparecem como livres e entre iguais, enquanto a produção de mais-valor ocorre fora dela, no processo de trabalho. Conceitos como mercadoria e fetichismo da mercadoria descrevem como relações sociais entre produtores aparecem como relações entre coisas e preços. Ver Mais-valia e O Capital.

Mercados especiais: trabalho, terra e finanças

Formulação teóricaDebate em aberto

Três mercados recebem tratamento à parte em quase todas as tradições:

Trabalho. A "mercadoria" vendida é a capacidade de trabalhar de uma pessoa, que não pode ser separada dela. Por isso o mercado de trabalho é cercado de regras (jornada, salário mínimo, saúde e segurança, proibição do trabalho infantil, sindicatos). Para Polanyi, tratar o trabalho como mercadoria comum ameaçaria a própria sociedade 2; para Marx, o trabalhador só vende sua força de trabalho porque foi separado dos meios de produção 10; para economistas neoclássicos, salários e emprego resultam de oferta e demanda, com distorções causadas por regulações, poder sindical ou poder de mercado das empresas (monopsônio). Ver Trabalho assalariado e Sindicatos e negociação coletiva.

Terra e recursos naturais. A terra não é produzida por trabalho humano e sua oferta é fixa; a renda da terra foi tema central para Ricardo e Marx. A transformação de terras comuns ou comunitárias em propriedade mercantil, cercamentos ingleses, Lei de Terras de 1850 no Brasil, expropriações coloniais na África, é um dos processos mais estudados na formação do capitalismo 10 2.

Dinheiro e crédito. Nos mercados financeiros, os preços dependem de expectativas sobre o futuro, e a alta de preço pode atrair mais compradores em vez de afastá-los. Keynes comparou a bolsa a um concurso em que se tenta adivinhar a opinião média; Minsky descreveu como períodos de estabilidade incentivam endividamento crescente 11. Stiglitz e Weiss mostraram que, sob informação assimétrica, o mercado de crédito pode não "limpar" pelo preço 12. Defensores da hipótese dos mercados eficientes argumentam, ao contrário, que preços de ativos incorporam rapidamente a informação disponível. Ver Financeirização.

Falhas de mercado

Formulação teóricaModelo econômico

A própria economia convencional identifica situações em que mercados não produzem resultados eficientes:

  • Externalidades. Quando uma atividade impõe custos ou benefícios a terceiros que não entram no preço, poluição, congestionamento, mudança climática. Arthur Pigou propôs tributar atividades com externalidades negativas 13. O texto didático do FMI cita poluição e congestionamento como exemplos que justificam intervenção 14.
  • Bens públicos. Bens que podem ser usados por muitos ao mesmo tempo e dos quais é difícil excluir quem não paga (defesa, iluminação pública, pesquisa básica). Paul Samuelson formalizou por que mercados tendem a produzi-los em quantidade insuficiente 15.
  • Informação assimétrica. George Akerlof mostrou, com o exemplo do mercado de carros usados ("lemons"), que quando vendedores sabem mais sobre a qualidade que compradores, o mercado pode encolher ou desaparecer 16. Joseph Stiglitz e Andrew Weiss aplicaram ideia semelhante ao crédito, explicando por que bancos racionam empréstimos em vez de simplesmente subir juros 12. Akerlof, Michael Spence e Stiglitz receberam o prêmio de ciências econômicas em memória de Alfred Nobel em 2001 por análises de mercados com informação assimétrica.
  • Poder de mercado. Monopólios, oligopólios e cartéis podem fixar preços acima dos custos e restringir a produção. Ver Concorrência e monopólio.
  • Instabilidade e desemprego. Para Keynes, mercados descentralizados não garantem pleno emprego 17; para Minsky, os mercados financeiros geram endogenamente fragilidade 11. Ver Keynesianismo e Financeirização.

Além dessas falhas de eficiência, há críticas distributivas e morais: mercados respondem à demanda com poder de compra, não às necessidades; Amartya Sen mostrou que fomes podem ocorrer com alimento disponível, quando grupos perdem seus "intitulamentos" (capacidade de obter alimento) 18.

Falhas de governo

Formulação teóricaPosição de outras organizações e correntes

A teoria da escolha pública (public choice), associada a James Buchanan e Gordon Tullock, aplica à política os pressupostos de interesse próprio da economia: políticos, burocratas e grupos de interesse também maximizam seus objetivos, o que pode produzir regulação capturada, gasto excessivo e busca de renda (rent-seeking) 19. Buchanan recebeu o prêmio de ciências econômicas em memória de Alfred Nobel em 1986. O argumento é usado para defender que a existência de uma falha de mercado não basta para justificar intervenção: é preciso comparar com as falhas prováveis do governo.

Críticos respondem que a escolha pública generaliza um pressuposto comportamental discutível e subestima instituições públicas eficazes; e que a captura do Estado por grandes empresas é ela própria um problema da economia de mercado, ponto que liberais como Rajan e Zingales também reconhecem 20 14.

Hayek e o conhecimento disperso

Formulação teórica

Friedrich Hayek deslocou a defesa dos mercados do terreno da eficiência estática para o do conhecimento. Em "The Use of Knowledge in Society" (1945), argumentou que o problema econômico de uma sociedade não é alocar recursos "dados" a um único planejador, mas usar conhecimento que "nunca existe de forma concentrada ou integrada", disperso entre milhões de pessoas como saber local e circunstancial, sobre uma máquina ociosa, um estoque, uma oportunidade passageira. O sistema de preços funcionaria como mecanismo de comunicação: quando o estanho fica escasso, usuários economizam sem precisar saber por quê. Hayek chamou o sistema de preços de "maravilha" e descreveu-o como "uma espécie de maquinaria para registrar mudanças" 21. Ver Friedrich Hayek e Escola austríaca de economia.

O argumento foi central no debate do cálculo econômico socialista (ver Comparando sistemas econômicos). Críticos apontam que preços também transmitem distorções (externalidades não precificadas, bolhas especulativas), que a informação relevante às vezes não é captada por preços (desigualdade de poder de compra, efeitos de longo prazo) e que grandes empresas privadas coordenam internamente enormes volumes de produção por planejamento 5.

Mercados como instituições

Formulação teóricaInterpretação historiográfica

Na economia institucional e na sociologia econômica, mercados não são estados naturais, mas instituições construídas.

  • Douglass North tratou instituições como as "regras do jogo", formais (leis, direitos de propriedade, contratos) e informais (normas, costumes), que reduzem incerteza e custos de transação; mercados eficientes dependem de regras e de mecanismos de execução que não surgem espontaneamente 22.
  • Neil Fligstein analisou mercados como campos sociais estabilizados por direitos de propriedade, estruturas de governança, regras de troca e "concepções de controle" partilhadas por empresas que buscam evitar a concorrência destrutiva 23.
  • Mark Granovetter retomou a noção de "inserção" (embeddedness) para mostrar que a ação econômica se dá dentro de redes de relações pessoais 24.
  • Elinor Ostrom mostrou que bens comuns podem ser geridos de forma duradoura por comunidades, sem mercado nem Estado central, sob certas condições institucionais 25.

Essas abordagens convergem num ponto: a pergunta "mercado ou Estado?" é menos útil do que "que regras organizam cada mercado, e quem as define?".

Mercados em economias socialistas

Fatos documentadosFormulação teóricaDebate em aberto

Mercados não são exclusivos do capitalismo. Na tradição socialista, discutiu-se desde cedo se e como usá-los:

  • Oskar Lange propôs, em 1936–1937, um modelo em que um conselho central de planejamento fixaria preços por tentativa e erro, simulando o mercado, com empresas públicas obedecendo a regras de minimização de custos, resposta direta a Mises 26 27.
  • A Iugoslávia combinou, a partir dos anos 1950, autogestão operária e mercados, com resultados e problemas (desemprego, inflação, desigualdades regionais) estudados por economistas como Saul Estrin 28.
  • Na Hungria, o "Novo Mecanismo Econômico" de 1968 introduziu elementos de mercado no planejamento; János Kornai analisou os limites dessas reformas e a "restrição orçamentária branda" das empresas estatais 29.
  • A China pós-1978 e o Vietnã após o Doi Moi (1986) expandiram mercados e empresas privadas sob governo de partido comunista, com o Estado mantendo controle de setores estratégicos; a classificação dessas economias é controversa 30 31. Ver China (República Popular da China) e Vietnã.
  • A filosofia política contemporânea discute modelos de socialismo de mercado e de "democracia econômica" que mantêm mercados de bens mas socializam a propriedade ou o investimento 3.

Ver Socialismo e Comparando sistemas econômicos.

Bibliografia comentada

  • Friedrich A. Hayek. The Use of Knowledge in Society (1945)

    Formulação clássica da defesa dos preços como sistema de informação; leitura curta e de acesso aberto.

  • Karl Polanyi. The Great Transformation (A grande transformação) (1944)

    Crítica histórica da ideia de mercado autorregulado e das mercadorias fictícias.

  • George A. Akerlof. The Market for "Lemons": Quality Uncertainty and the Market Mechanism (1970)

    Artigo fundador da economia da informação assimétrica.

  • Neil Fligstein. The Architecture of Markets: An Economic Sociology of Twenty-First-Century Capitalist Societies (2001)

    Sociologia dos mercados como instituições políticas.

  • Elinor Ostrom. Governing the Commons: The Evolution of Institutions for Collective Action (1990)

    Alternativa empírica à dicotomia mercado × Estado na gestão de recursos comuns.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Fernand Braudel. Civilisation matérielle, économie et capitalisme, XVe–XVIIIe siècle (3 v.). 1979.[Historiografia · referência bibliográfica]
  2. 2Karl Polanyi. The Great Transformation (A grande transformação). 1944.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  3. 3Pablo Gilabert; Martin O'Neill. Socialism. Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2019 (revisão substantiva de 2024).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Define o capitalismo por cinco traços (propriedade privada da maior parte dos meios de produção, propriedade legal da própria força de trabalho, mercados como mecanismo principal de alocação, divisão de classes, orientação para a acumulação) e expõe críticas e modelos de socialismo de mercado.
  4. 4Adam Smith. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (ed. Cannan, Library of Economics and Liberty), Livro I, cap. 2. 1776.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado o Livro I, cap. 2 (propensão à troca; passagem do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro). O cap. 2 do Livro IV (mão invisível) não foi aberto.
  5. 5Ronald H. Coase. The Nature of the Firm. Economica, v. 4, n. 16, 1937.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  6. 6Ellen Meiksins Wood. The Origin of Capitalism: A Longer View (1ª ed. 1999, ed. ampliada 2002). 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]
  7. 7Kenneth J. Arrow; Gérard Debreu. Existence of an Equilibrium for a Competitive Economy. Econometrica, v. 22, n. 3, 1954.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  8. 8Karl Marx (ed. Friedrich Engels). O Capital, Livro III, O processo global da produção capitalista. 1894.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  9. 9Karl Marx. O Capital, Livro I, cap. 4, "A fórmula geral do capital" (tradução inglesa de 1887 no MIA). 1867.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 10Karl Marx. O Capital, Livro I, cap. 26, "O segredo da acumulação primitiva" (numeração da edição inglesa; tradução de 1887 no MIA). 1867.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  11. 11Hyman P. Minsky. The Financial Instability Hypothesis (Working Paper n. 74). Jerome Levy Economics Institute of Bard College, 1992.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Preparado para o Handbook of Radical Political Economy (Arestis e Sawyer, orgs., 1993).
  12. 12Joseph E. Stiglitz; Andrew Weiss. Credit Rationing in Markets with Imperfect Information. American Economic Review, v. 71, n. 3, 1981.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  13. 13Arthur C. Pigou. The Economics of Welfare. 1920.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  14. 14Sarwat Jahan; Ahmed Saber Mahmud. What Is Capitalism? (série Back to Basics). Finance & Development (Fundo Monetário Internacional), v. 52, n. 2, junho de 2015, 2015.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto didático de economistas do FMI; apresenta 'pilares' do capitalismo, economia mista, variedades e críticas (Keynes, Piketty, Rajan e Zingales).
  15. 15Paul A. Samuelson. The Pure Theory of Public Expenditure. The Review of Economics and Statistics, v. 36, n. 4, 1954.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  16. 16George A. Akerlof. The Market for "Lemons": Quality Uncertainty and the Market Mechanism. The Quarterly Journal of Economics, v. 84, n. 3 (registro no IDEAS/RePEc), 1970.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado apenas o registro bibliográfico (com o sumário do artigo).
  17. 17John Maynard Keynes. The General Theory of Employment, Interest and Money, cap. 24, "Concluding Notes on the Social Philosophy towards which the General Theory might Lead". Marxists Internet Archive (seção de referência), 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  18. 18Amartya Sen. Poverty and Famines: An Essay on Entitlement and Deprivation. Oxford University Press, 1981.[Historiografia · referência bibliográfica]
  19. 19James M. Buchanan; Gordon Tullock. The Calculus of Consent: Logical Foundations of Constitutional Democracy. 1962.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  20. 20Raghuram G. Rajan; Luigi Zingales. Saving Capitalism from the Capitalists. 2003.[Historiografia · referência bibliográfica]
  21. 21Friedrich A. Hayek. The Use of Knowledge in Society. American Economic Review, v. 35, n. 4 (reproduzido na Library of Economics and Liberty), 1945.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  22. 22Douglass C. North. Institutions, Institutional Change and Economic Performance. Cambridge University Press, 1990.[Historiografia · referência bibliográfica]
  23. 23Neil Fligstein. The Architecture of Markets: An Economic Sociology of Twenty-First-Century Capitalist Societies. Princeton University Press, 2001.[Historiografia · referência bibliográfica]
  24. 24Mark Granovetter. Economic Action and Social Structure: The Problem of Embeddedness. American Journal of Sociology, v. 91, n. 3, 1985.[Historiografia · referência bibliográfica]
  25. 25Elinor Ostrom. Governing the Commons: The Evolution of Institutions for Collective Action. Cambridge University Press, 1990.[Historiografia · referência bibliográfica]
  26. 26Oskar Lange. On the Economic Theory of Socialism (parte I). The Review of Economic Studies, v. 4, n. 1 (registro no IDEAS/RePEc), 1936.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado apenas o registro bibliográfico.
  27. 27Ludwig von Mises. Economic Calculation in the Socialist Commonwealth (original alemão de 1920). Mises Institute (página do livro).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultada a página de apresentação do instituto, que é favorável à tese.
  28. 28Saul Estrin. Self-Management: Economic Theory and Yugoslav Practice. Cambridge University Press, 1983.[Historiografia · referência bibliográfica]
  29. 29János Kornai. The Socialist System: The Political Economy of Communism. 1992.[Historiografia · referência bibliográfica]
  30. 30Barry Naughton. The Chinese Economy: Transitions and Growth. MIT Press, 2007.[Historiografia · referência bibliográfica]
  31. 31Banco Mundial. The World Bank in China, Overview.[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]

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Histórico e revisão

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Publicado
Autoria
Redação assistida por IA (Claude)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.089 palavras · 31 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedigido a partir de Smith e Hayek (Econlib), SEP (Socialism), FMI, Keynes (MIA), Minsky (Levy), registros de Akerlof (1970) e Lange (1936) no IDEAS e Banco Mundial (China). Pendências: a comparação da bolsa com um concurso (Keynes, cap. 12 da Teoria geral), a hipótese dos mercados eficientes e a Lei de Terras de 1850 estão sem fonte específica; prêmios de 1986 (Buchanan) e 2001 (Akerlof, Spence, Stiglitz) citados sem abrir a página oficial (nobelprize.org recusou o acesso); datas do Novo Mecanismo Econômico húngaro (1968) e do Doi Moi (1986) sem fonte consultada; obras de Polanyi, Braudel, Coase, Arrow-Debreu, Pigou, Samuelson, Fligstein, Granovetter, Ostrom, Estrin, Kornai e Naughton não consultadas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Mercado. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/mercado.

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