DOPS/DEOPS, polícias políticas estaduais (1924–1983)
Delegacias e departamentos de Ordem Política e Social das polícias civis estaduais
Polícias políticas das polícias civis estaduais, criadas a partir de 1924 (São Paulo) para vigiar e reprimir movimentos operários, comunistas e opositores. Atravessaram a Primeira República, a Era Vargas, a República de 1946 e a ditadura de 1964, quando cooperaram com o sistema DOI-CODI. Foram extintas em 1983 em SP e no RJ.
Também: DOPS · DEOPS · Deops/SP · Delegacia de Ordem Política e Social · Departamento de Ordem Política e Social · Departamento Estadual de Ordem Política e Social · DOPS/GB · DESPS (Distrito Federal, 1933) · DPS (Distrito Federal, 1944) · DGIE (Rio de Janeiro, após 1975) · polícia política
Índice e ficha
- Período
- 1924–1983 (datas variam por estado)
- Área
- Ditaduras no Brasil
- Regiões
- Brasil
- Temas
- Repressão, violência política e direitos, Estado, poder e democracia, Movimento operário e sindical
DOPS é a sigla genérica das polícias políticas estaduais brasileiras, as Delegacias e, depois, Departamentos de Ordem Política e Social, ligados às polícias civis e às secretarias estaduais de Segurança Pública. Não houve um "DOPS nacional": cada estado criou, renomeou e extinguiu sua polícia política em datas diferentes, e o nome varia (DOPS, DEOPS, DOPS/GB, DESPS e DPS no antigo Distrito Federal, DGIE no Rio de Janeiro após a fusão de 1975) 1 2.
A mais antiga e mais estruturada foi a de São Paulo, criada como Delegacia de Ordem Política e Social pela Lei estadual 2.034, de 30 de dezembro de 1924, e extinta pelo Decreto estadual 20.728, de 4 de março de 1983 3 4. Por quase seis décadas, essas polícias vigiaram sindicatos, comunistas, anarquistas, estrangeiros, partidos, estudantes e militares de baixa patente, acumulando fichários que se tornaram, depois, uma das principais fontes sobre a repressão política no país 1 5.
Este verbete trata das polícias políticas estaduais em vários regimes, Estado Novo, República de 1946 e ditadura de 1964, sem confundi-los: a instituição atravessou os períodos, mas suas atribuições, sua subordinação e seu peso no aparelho repressivo mudaram em cada um.
O que era um DOPS: jurisdição e subordinação
Os DOPS eram unidades da Polícia Civil de cada estado, subordinadas à chefia de polícia ou à Secretaria de Segurança Pública estadual. Sua jurisdição era territorial (o estado) e temática: crimes considerados "políticos e sociais", vigilância de organizações e pessoas, controle de estrangeiros e, em vários estados, fiscalização de armas e explosivos 1.
Na década de 1950, segundo a CNV, as funções do DOPS paulista eram dirigir a investigação, a prevenção e a repressão de delitos de caráter político, social e econômico; fiscalizar armas, explosivos e produtos químicos; e controlar a entrada, a permanência e a saída de estrangeiros a partir de São Paulo. O órgão também comandava o presídio político e mantinha um Serviço Secreto e um Serviço Especial de Vigilância 1.
Três traços importam para entender a instituição:
- Era estadual, mas não isolada. Mesmo no período democrático de 1946–1964, o DOPS/SP mantinha ligações com a secretaria-geral do Conselho de Segurança Nacional, órgão da Presidência da República 1. Na ditadura, integrou como "comunidade complementar" o Sistema Nacional de Informações, ao lado das 2ªs Seções das Polícias Militares (P2) 1, ver SNI e Sistema Nacional de Informações (SISNI).
- O arquivo era o coração do órgão. A CNV afirma que o Arquivo Geral do DOPS/SP foi, na prática, sua mais importante atividade: além de organizar prontuários, expedia atestados de antecedentes e certidões 1.
- Hierarquia frouxa. A CNV observa que, mesmo nos anos mais duros, o DOPS/SP não tinha hierarquia rígida; o caso do delegado Sérgio Fleury, que respondia na prática a órgãos federais e não ao diretor-geral, é o exemplo mais citado 1.
Origem e variações de nome por estado
São Paulo. A Lei 2.034, de 30 de dezembro de 1924, sancionada pelo presidente do estado Carlos de Campos, reorganizou a polícia paulista e listou a "Delegacia de Ordem Politica e Social" entre as delegacias especializadas 3. A CNV registra a regulamentação pelo Decreto 4.405-A/1928 e situa a criação num contexto de estado de sítio permanente sob Artur Bernardes e de temor das elites diante do anarquismo, do sindicalismo e, a partir de 1917, do comunismo 1. Em 1945, pelo Decreto-Lei 14.854, a delegacia tornou-se Departamento de Ordem Política e Social; em 1975 passou a chamar-se Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops) 1, denominação reorganizada pelo Decreto estadual 6.836, de 30 de setembro de 1975, citado no decreto de extinção 4. As siglas DOPS/SP e Deops designam o mesmo órgão 1.
Distrito Federal (Rio de Janeiro) e Guanabara. Em 10 de janeiro de 1933, ainda no Governo Provisório de Vargas, a Seção de Ordem Política e Social da polícia do Distrito Federal tornou-se Delegacia Especial de Segurança Política e Social (DESPS). Com a criação do Departamento Federal de Segurança Pública, em 1944, deu lugar à Divisão de Polícia Política e Social (DPS). Com a mudança da capital para Brasília, a DPS passou ao recém-criado estado da Guanabara, que em 1962 instituiu o DOPS/GB 2.
Estado do Rio de Janeiro. A Delegacia de Ordem Política e Social fluminense, criada em 1938, deu origem em 1971 ao Departamento Autônomo de Ordem Política e Social. Após a fusão da Guanabara com o estado do Rio (1975), o Departamento Geral de Investigações Especiais (DGIE) absorveu as polícias políticas dos dois estados 2.
Outros estados. O relatório da CNV menciona em atuação na ditadura, entre outros, o DOPS de Minas Gerais (cujo prédio, na avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, abrigou o DOI-CODI local), o DOPS do Rio Grande do Sul (que executava interrogatórios e ações para a Divisão Central de Informações criada em 1969), o DOPS do Paraná (parceiro do DOI-CODI na Operação Marumbi, em 1975) e o DOPS do Espírito Santo 1 6. Em Pernambuco, o acervo da DOPS/PE inclui prontuários do período de 1935 a 1946, objeto de pesquisa recente 7. Datas de criação e extinção desses órgãos estaduais não foram conferidas nesta redação.
Da Primeira República à Era Vargas (1924–1945)
Na Primeira República, a delegacia paulista nasceu voltada à "questão social": greves, sindicatos e militantes operários. A CNV reproduz um anúncio do Centro de Indústrias de Fiação e Tecelagem comemorando a nova delegacia porque ela passaria a identificar o operariado e permitiria fornecer fichas dos "indesejáveis", até então os industriais mantinham, à própria custa, arquivos sobre ativistas 1. A relação entre polícia política e patronato, portanto, é anterior a 1964.
No Governo Provisório (1930–1934) e no governo constitucional de Vargas (1934–1937), a polícia política ganhou peso no Distrito Federal: a DESPS foi criada em 1933 2, e Filinto Müller chefiou a polícia do Distrito Federal de 1933 a julho de 1942 8. A repressão posterior ao levante comunista de 1935, prisões em massa, estado de sítio, criação do Tribunal de Segurança Nacional, ocorreu antes do Estado Novo; a pesquisa sobre o acervo fluminense registra que o levante e a tentativa de golpe integralista de 1938 levaram o governo a redefinir a polícia política como órgão também preventivo 2.
No Estado Novo (10/11/1937–29/10/1945), segundo a CNV, a Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério da Guerra converteram-se, na prática, em serviços secretos contra os inimigos do regime; o DOPS/SP participou da repressão à dissidência política e da perseguição a espiões alemães 1. Durante a Segunda Guerra, os alvos incluíram súditos dos países do Eixo; depois de 1945, os naturais de países do Leste europeu e, sobretudo, os comunistas 2.
Na República de 1946 (1946–1964)
A redemocratização não extinguiu as polícias políticas, ampliou-as. Em São Paulo, o órgão virou Departamento em 1945, com delegacias de Explosivos, Armas e Munições, Estrangeiros, Ordem Econômica, Ordem Política e Ordem Social 1. Com o início da Guerra Fria (1947) e a cassação do registro do PCB, os comunistas tornaram-se o alvo principal 2.
A CNV dá um exemplo de alcance: a partir de 27 de outubro de 1953 o DOPS/SP infiltrou investigador numa associação de praças da Força Pública e passou a vigiar militantes comunistas dentro das próprias polícias paulistas, relatórios sobre "agitação na caserna" continuavam a chegar em 1964 1. Segundo a CNV, a federalização da polícia política foi discutida na II Conferência Nacional de Polícia, em 1958, e não avançou por resistência de São Paulo, que considerava seu DOPS já bem aparelhado 1.
Na ditadura de 1964: do protagonismo à cooperação com o DOI-CODI
Para os militares de 1964, o DOPS/SP era um instrumento valioso: tinha apoio da elite econômica, técnicos de vigilância e "o mais estruturado arquivo do país", segundo a CNV 1. Entre 1964 e 1969, a repressão política coube essencialmente às secretarias de Segurança e aos DOPS de cada estado, síntese da historiadora Mariana Joffily citada pela CNV 1 9.
Informantes e Ibiúna. A CNV registra que, a partir de 1964, destacaram-se no DOPS/SP policiais experientes em interrogatório e tortura e que o órgão se especializou no uso de informantes; foi por meio deles que soube do local e da data do 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, em outubro de 1968 1.
Métodos de polícia comum contra militantes. Em 1968, com a entrada de numerosos delegados e investigadores vindos da área criminal, o DOPS/SP passou a combater militantes "de maneira muito semelhante à normalmente empregada contra criminosos comuns", segundo a CNV, inclusive a tortura, que antes a polícia aplicava sobretudo a pobres e presos comuns 1.
Perda do comando. Com a criação da Operação Bandeirante (1969) e dos DOI-CODI (1970), o Exército assumiu o comando da repressão e o DOPS/SP deixou de ser o principal executor. A CNV aponta três razões pelas quais ele não se tornou supérfluo: (a) o controle do Instituto Médico-Legal, então subordinado à Polícia Civil, usado para "validar tecnicamente" mortes de presos; (b) o cartório, onde os presos prestavam depoimento formal depois de interrogados e torturados no DOI-CODI; e (c) a rede de informantes e a equipe pessoal de Fleury 1.
Cooperação. O fluxo entre os órgãos era constante: o DOI-CODI "se encarregava dos interrogatórios e remetia os presos indiciados ao DOPS ou à DPF para a formalização do inquérito"; o diretor do DOPS/SP integrava a Central de Informações da Oban; presos passavam de uma instituição a outra para que cada órgão os "trabalhasse" 1. Em Belo Horizonte, o DOI-CODI funcionou no terceiro andar do próprio DOPS 1. Ver Sistema DOI-CODI e Operação Bandeirante.
Declínio. Depois das mortes de Vladimir Herzog (1975) e Manoel Fiel Filho (1976) no DOI-CODI, o clamor público cresceu e, segundo a CNV, começou o declínio do DOPS/SP; de 1977 a 1982 o diretor-geral foi Romeu Tuma, ex-chefe do Serviço Secreto, a CNV registra que não há provas de que ele tenha participado de sessões de tortura, mas que trabalhou por anos no edifício onde elas ocorriam 1.
Tortura, mortes e o edifício do Largo General Osório
Conteúdo sensívelEsta seção menciona tortura e mortes de presos políticos sob custódia policial (sem detalhes gráficos).Ler este trechoOcultar trecho
A sede do DOPS/SP ficava na praça (largo) General Osório, 66, perto da Estação da Luz. Segundo a CNV, o subsolo tinha carceragem para cerca de 30 presos; a delegacia de Fleury, no segundo andar, tinha cela própria para presos "exclusivos" sobre os quais nada se registrava; mulheres e presos excedentes eram levados ao Presídio Tiradentes, metade do qual era usada pelo DOPS/SP 1. O prédio abrigou delegacias ligadas ao Deops entre 1940 e 1983; hoje é o Memorial da Resistência de São Paulo, ver Edifício do DEOPS/SP 10.
A CNV relata casos em que agentes do DOPS/SP coordenaram ações com o DOI-CODI e em que presos foram mortos sob tortura. Um exemplo documentado no capítulo 4 é o de Eduardo Collen Leite, o "Bacuri", preso em agosto de 1970 no Rio de Janeiro pela equipe de Fleury com informações do Centro de Informações da Marinha, levado a centros clandestinos e a órgãos militares e morto em 8 de dezembro de 1970; a versão oficial de "tiroteio" foi contestada pelo próprio investigador que participou da prisão, que disse à CNV que o preso já não conseguia andar 1.
A CNV também registra que os livros de visitantes do DOPS/SP, hoje no Arquivo Público do Estado, mostram a presença frequente de representantes da FIESP, de oficiais das Forças Armadas, de agentes do DOI e de diplomatas, entre eles o cônsul-geral dos EUA Frederic Chapin, que em 1976 denunciou a Chacina da Lapa e atuou pela integridade dos presos 1.
Sérgio Paranhos Fleury: atuação e graus de prova
Sérgio Fernando Paranhos Fleury (1933–1979), delegado da Polícia Civil paulista, assumiu uma delegacia do DOPS/SP em 1968, depois de longa carreira como investigador, e em 1977 foi nomeado diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) 1 6. A CNV o descreve como o homem de maior destaque na Polícia Civil paulista durante a ditadura e esclarece que ele nunca foi diretor-geral do DOPS/SP, confusão frequente 1.
O que se afirma sobre ele, e com que grau de prova:
- Conclusão de comissão. O capítulo 16 do relatório da CNV inclui Fleury entre os agentes com "participação em casos de detenção ilegal, tortura, execução, desaparecimento forçado e ocultação de cadáver", com dezenas de vítimas relacionadas entre 1969 e 1976, entre elas Carlos Marighella, Joaquim Câmara Ferreira, Eduardo Collen Leite, Inês Etienne Romeu, Soledad Barrett Viedma e os mortos da Chacina da Lapa (1976) 6. A indicação não equivale a condenação: a CNV não tinha função jurisdicional 6.
- Operações documentadas pela CNV. Fleury comandou, com o delegado Rubens Tucunduva, a equipe que matou Marighella em São Paulo, em 4 de novembro de 1969, após prisões e torturas de frades dominicanos e outros presos 1. Em acordo com o Cenimar, sua equipe controlou o informante José Anselmo dos Santos, o "cabo Anselmo", que levou à Chacina da Granja São Bento, em Paulista (PE), em 8 de janeiro de 1973 1.
- Relações institucionais. A CNV descreve disputas com o comandante da Oban (tenente-coronel Waldyr Coelho), aproximação com o Cenimar e parceria com o chefe da Seção de Investigação do DOI-CODI/II Exército 1.
- Processos. Fleury respondeu a inquéritos e processos por integrar o "Esquadrão da Morte" da Polícia Civil paulista, que matava presos comuns; chegou a ser preso. Segundo a CNV, a Lei 5.941/1973, que permitiu a réus primários responder em liberdade até o julgamento final, ficou conhecida como "Lei Fleury" por beneficiá-lo 1.
- Morte. Morreu em 1º de maio de 1979, em Ilhabela (SP). O inquérito policial concluiu por afogamento acidental e foi arquivado a pedido do Ministério Público, que registrou que o laudo não esclarecera a causa da morte e que não houve autópsia 11. Em 2012, o ex-delegado Cláudio Guerra afirmou em livro que a morte foi "queima de arquivo"; o biógrafo Percival de Souza contestou a versão 12. Nenhuma das versões foi comprovada nas fontes consultadas.
Prontuários, fichas e o arquivo como instrumento de repressão
O arquivo era instrumento de vigilância e de controle social: além de organizar prontuários, o DOPS expedia atestados de antecedentes e certidões 1, e, na ditadura, a exigência de atestados também de caráter ideológico se generalizou na contratação de trabalhadores 13. O acervo do Deops/SP divide-se em quatro conjuntos principais, Ordem Social, Ordem Política, Dossiês e Prontuários, e inclui livros de portaria e de inquéritos; reúne documentos produzidos pelo órgão e documentos apreendidos de pessoas e organizações 5. No Rio de Janeiro, o acervo das polícias políticas soma cerca de 750 metros lineares e 100 mil registros fotográficos, de 1923 a 1983 2.
Por isso, estes papéis precisam ser lidos com cuidado: fichas e prontuários registram a perspectiva da polícia, suspeitas, rótulos, delações e depoimentos muitas vezes obtidos sob coação, não fatos automaticamente verdadeiros sobre as pessoas fichadas. A CNV observa ainda que o acervo do DOPS/SP chegou incompleto: não há nele documento sobre informantes nem sobre agentes que tenham praticado tortura, o que indica desvio de documentos 1.
Extinção (1983 e depois)
São Paulo. O Decreto 20.728, de 4 de março de 1983, assinado pelo governador José Maria Marin, extinguiu o DOPS paulista. Os considerandos citam que as infrações contra a Segurança Nacional eram de competência da Polícia Federal e que o Ministério da Justiça havia denunciado, em janeiro de 1983, o convênio que dava ao estado parte dessas atribuições 4. A CNV associa o anúncio da extinção à equipe do governador eleito Franco Montoro 1; o ato formal, porém, é anterior à posse de Montoro e foi assinado por Marin 4.
Rio de Janeiro. O DGIE, último órgão de polícia política fluminense, foi extinto em 1983, e seu acervo transferido para a Superintendência Regional da Polícia Federal 2.
Minas Gerais e outros estados. Em Minas, a imprensa trata o DOPS como "extinto" e registra a transferência de seus documentos (1964–1985) ao Arquivo Público Mineiro 14; a data de extinção do órgão mineiro e dos de outros estados não foi conferida nesta redação.
O que veio depois. Na Polícia Federal, em São Paulo, Romeu Tuma tornou-se superintendente e foi acompanhado por delegados e agentes que haviam atuado na repressão, segundo a CNV 1.
Os acervos hoje
- São Paulo, APESP. Os arquivos do DOPS/SP foram transferidos à Polícia Federal e, segundo a CNV, devolvidos ao governo paulista em 1990; estão sob guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo 1. Em abril de 2013 o APESP lançou o site "Memória Política e Resistência", com mais de 274 mil fichas e 12,8 mil prontuários do Deops, do Departamento de Comunicação Social e do DOPS de Santos 5.
- Rio de Janeiro, APERJ. Em 1992, os acervos das polícias políticas do Rio, então sob guarda da Polícia Federal, foram recolhidos ao Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro por ato do Ministério da Justiça 2.
- Minas Gerais, Arquivo Público Mineiro. O acervo do DOPS foi digitalizado e posto em consulta on-line em 2012; em 2013, o Decreto estadual 46.143 transferiu documentos complementares da Polícia Civil e do DOPS 14.
- Pernambuco, Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (APEJE). Guarda os prontuários da DOPS/PE, incluindo fichas do Estado Novo 7.
O acesso a documentos sobre violações de direitos humanos praticadas por agentes públicos não pode ser restringido, segundo a Lei de Acesso à Informação (art. 21, parágrafo único) 15. Documentos com dados pessoais de terceiros continuam exigindo cuidado no uso.
Organograma histórico
DOPS/SP na década de 1970 (fonte: CNV, vol. I, cap. 4, §§193, 195 e 215–221, com base em depoimentos e documentos do próprio órgão) 1:
- Governador do Estado de São Paulo
- Secretaria da Segurança Pública
- Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DOPS/SP; Deops a partir de 1975)
- Diretoria-Geral, com assessoria e Cartório Central (4º andar)
- Delegacia de Ordem Política (atentados à ordem política e social, sindicatos, movimentos sociais, greves)
- Delegacia de Ordem Social (eleições e partidos)
- Delegacia de Ordem Econômica e Delegacia de Estrangeiros (3º andar)
- Delegacia de Fiscalização de Explosivos, Armas e Munições
- Delegacia chefiada por Sérgio Fleury (2º andar), que na prática respondia a órgãos federais (DOI-CODI/II Exército e Cenimar)
- Serviço Secreto (antes Serviço Reservado), com Divisão de Informações, Contrainformação e Desinformação (5º andar)
- Arquivo Geral (prontuários, atestados de antecedentes e certidões)
- Carceragem (subsolo) e presídio político (uso de metade do Presídio Tiradentes)
Relações externas na ditadura (1969–1983) 1:
- Integrante da Central de Informações da Oban (1969–1970) e representado no CODI do II Exército (a partir de 1970).
- Recebia presos do DOI-CODI para formalizar inquéritos.
- "Comunidade complementar" do Sistema Nacional de Informações (SISNI), ao lado das P2 das Polícias Militares.
Em 1924, a lei de criação previa apenas uma delegacia especializada dentro do Gabinete Geral de Investigações 3; o desenho acima é o da fase de maior expansão e não deve ser projetado para outros períodos.
Responsabilidades e grau de prova
Ocupar um cargo não prova participação pessoal em cada crime. A tabela diz o que cada fonte afirma e com que grau de prova.
| Sobre | Grau de prova | O que a fonte afirma | Fonte |
|---|---|---|---|
| Detenções ilegais, tortura, execuções e desaparecimentos em operações do DOPS/SP (1969–1976) | Conclusão de comissão | A CNV inclui Sérgio Fernando Paranhos Fleury entre os autores diretos, com 'participação em casos de detenção ilegal, tortura, execução, desaparecimento forçado e ocultação de cadáver' e lista nominal de vítimas relacionadas. | Relatório, vol. I, cap. 16, A autoria das graves violações de direitos humanos (pp. 841–932) |
| Morte de Carlos Marighella (4/11/1969) | Conclusão de comissão | Segundo a CNV, a equipe liderada pelos delegados Sérgio Fleury e Rubens Cardoso de Mello Tucunduva matou Marighella numa operação em que só policiais atiraram. | Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174) |
| Direção do DOPS/SP (1977–1982) | Cargo ou comando | Romeu Tuma foi chefe do Serviço Secreto e diretor-geral do DOPS/SP; a CNV registra que não há provas de que tenha participado de sessões de tortura. | Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174) |
Indicadores
Cada número traz fonte, série, unidade, período e limitações. Números de séries ou universos diferentes não se comparam nem se somam.
| Indicador | Valor | Período | Fonte e série | Limitações |
|---|---|---|---|---|
| Fichas do Deops/SP e órgãos correlatos disponíveis on-line no lançamento do site do APESP | 274 mil fichas e 12,8 mil prontuários documentos | abril de 2013 | Arquivo Público do Estado publica acervo do Deops na internet | Mede apenas a parte digitalizada e publicada em 2013 (inclui Departamento de Comunicação Social e DOPS de Santos); não é o tamanho total do acervo nem o número de pessoas fichadas. |
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Governos e instituiçõesRepressãoLugares de memóriaDocumentosMemória, verdade e justiçaHistórias regionais
Cronologia
30 de dezembro de 1924
Lei estadual 2.034 cria a Delegacia de Ordem Política e Social de São Paulo.3
1928
Decreto 4.405-A regulamenta a polícia política paulista.1
10 de janeiro de 1933
No Distrito Federal, criação da Delegacia Especial de Segurança Política e Social (DESPS).2
1933
Filinto Müller assume a chefia de polícia do Distrito Federal, onde fica até julho de 1942.8
1938
Criação da Delegacia de Ordem Política e Social do estado do Rio de Janeiro; reestruturação da DESPS.2
1944
Criação do Departamento Federal de Segurança Pública; a DESPS dá lugar à Divisão de Polícia Política e Social (DPS).2
1945
Decreto-Lei 14.854 transforma a delegacia paulista em Departamento de Ordem Política e Social.1
27 de outubro de 1953
DOPS/SP infiltra investigador em associação de praças da Força Pública.1
1962
Criação do DOPS da Guanabara (DOPS/GB).2
outubro de 1968
Por meio de informantes, o DOPS/SP descobre local e data do 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, alvo de operação policial.1
4 de novembro de 1969
Equipe dos delegados Fleury e Tucunduva mata Carlos Marighella em São Paulo.1
8 de dezembro de 1970
Morte de Eduardo Collen Leite (Bacuri), preso pela equipe de Fleury; versão oficial de tiroteio contestada.1
8 de janeiro de 1973
Chacina da Granja São Bento (Paulista, PE), a partir de informante controlado pela equipe de Fleury e pelo Cenimar.1
30 de setembro de 1975
Decreto estadual 6.836 reorganiza o órgão paulista como Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops).4
1977
Romeu Tuma assume a diretoria-geral do DOPS/SP (até 1982); Fleury é nomeado diretor do DEIC.1
1 de maio de 1979
Morte de Fleury em Ilhabela; inquérito por afogamento acidental arquivado em junho.11
4 de março de 1983
Decreto estadual 20.728 extingue o DOPS de São Paulo.4
1983
Extinção do DGIE, último órgão de polícia política do Rio de Janeiro.2
1990
Arquivos do DOPS/SP voltam da Polícia Federal ao governo paulista (data segundo a CNV).1
1992
Acervos das polícias políticas do Rio são recolhidos ao APERJ.2
24 de janeiro de 2009
Reinauguração do antigo edifício do Deops como Memorial da Resistência de São Paulo.10
1 de abril de 2013
APESP lança on-line fichas e prontuários do Deops.5
Bibliografia comentada
Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174) (2014)
A seção D do capítulo 4 é a síntese mais completa sobre o DOPS/SP na ditadura: estrutura por andares, delegados, relação com Oban, DOI-CODI e Cenimar, e o destino do arquivo.
Mariana Joffily. No centro da engrenagem: os interrogatórios na Operação Bandeirante e no DOI de São Paulo (1969-1975) (2013)
Pesquisa sobre os interrogatórios na Oban e no DOI de São Paulo; explica como o DOPS perdeu o comando da repressão para o Exército sem deixar de operar. Não consultada diretamente nesta redação.
Carlos Fico. Como eles agiam. Os subterrâneos da ditadura militar: espionagem e polícia política (2001)
Estudo de referência sobre a espionagem e a polícia política na ditadura, baseado em documentação dos órgãos de informação. Não consultado diretamente nesta redação.
Percival de Souza. Autópsia do medo: vida e morte do delegado Sérgio Paranhos Fleury (2000)
Biografia jornalística de Fleury, usada pela CNV para detalhes do funcionamento do DOPS/SP; deve ser lida como jornalismo, com cautela.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174). CNV, Brasília, 2014.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Seções A (Sistema Nacional de Informações), B (Oban e DOI-CODI), C (centros de informações das Forças Armadas) e D (DOPS). O capítulo está na Parte II do vol. I, não na Parte III. Paginação do PDF = paginação impressa.
- 2Maria Teresa Villela Bandeira de Mello. Imagens arquivadas: as fotografias da polícia política no acervo do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História, ANPUH, São Paulo, 2001.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 3Lei n. 2.034, de 30 de dezembro de 1924, Reorganiza a Polícia do Estado. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (repositório de legislação).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 4Decreto n. 20.728, de 4 de março de 1983, Extingue o Departamento de Ordem Política e Social. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (repositório de legislação).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 5Frances Jones. Arquivo Público do Estado publica acervo do Deops na internet. Revista Pesquisa FAPESP / Agência FAPESP, 2013.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 6Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, vol. I, cap. 16, A autoria das graves violações de direitos humanos (pp. 841–932). CNV, Brasília, 2014.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Lista 377 agentes em três categorias de responsabilidade (político-institucional; controle e gestão de estruturas; autoria direta). A própria CNV afirma que a indicação não implica responsabilidade jurídica individual (§4).
- 7Livro resgata histórias de mulheres perseguidas pelo DOPS em Pernambuco durante o Estado Novo. Brasil de Fato, 2025.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 8Müller, Filinto, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 9Mariana Joffily. No centro da engrenagem: os interrogatórios na Operação Bandeirante e no DOI de São Paulo (1969-1975). Edusp; Arquivo Nacional, São Paulo; Rio de Janeiro, 2013.[Historiografia · referência bibliográfica]Referência completa conforme nota 119 do cap. 4 do vol. I da CNV.
- 10History, Largo General Osório, 66. Memorial da Resistência de São Paulo.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 11Hugo Nigro Mazzilli (promotor público). Ministério Público do Estado de São Paulo, Promotoria de São Sebastião, manifestação de arquivamento do Inquérito Policial 460/79 (morte de Sérgio Fernando Paranhos Fleury). Reprodução no site do autor, 1979.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 12Nova versão sobre a morte de Fleury não faz sentido, diz biógrafo. CartaCapital.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Reportagem de 2012 sobre o livro Memórias de uma guerra suja e a reação do biógrafo Percival de Souza.
- 13Comissão Nacional da Verdade (CNV). Relatório, vol. II, Texto 2, Violações de direitos humanos dos trabalhadores (pp. 57–90). CNV, Brasília, 2014.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 14Decreto transfere documentos do extinto Dops para o Arquivo Público Mineiro. Estado de Minas, 2013.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 15Lei n. 12.527, de 18 de novembro de 2011, Lei de Acesso à Informação. Presidência da República, Planalto.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 16Carlos Fico. Como eles agiam. Os subterrâneos da ditadura militar: espionagem e polícia política. Record, Rio de Janeiro, 2001.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 17Percival de Souza. Autópsia do medo: vida e morte do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Globo, São Paulo, 2000.[Imprensa · referência bibliográfica]Biografia jornalística citada pela CNV (cap. 4, notas 79 e 123).
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
relacionado a
- Sistema DOI-CODI e Operação BandeiranteInstituiçãoCooperação operacional a partir de 1970; o DOPS formalizava inquéritos de presos interrogados no DOI. Fonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
- Operação Bandeirante (Oban) (verbete planejado)InstituiçãoO diretor do DOPS/SP integrava a Central de Informações da Oban. Fonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
- SNI e Sistema Nacional de Informações (SISNI)InstituiçãoComunidade complementar do SISNI. Fonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
- Edifício do DEOPS/SPLugar históricoFonte: History, Largo General Osório, 66
- Presídio Tiradentes (verbete planejado)Lugar históricoMetade do presídio era usada pelo DOPS/SP. Fonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
- Sérgio Paranhos Fleury (verbete planejado)PessoaDelegado do DOPS/SP; indicado pela CNV como autor de graves violações. Fonte: Relatório, vol. I, cap. 16, A autoria das graves violações de direitos humanos (pp. 841–932)
- Filinto MüllerPessoaChefe de polícia do Distrito Federal, 1933–1942. Fonte: Müller, Filinto, verbete biográfico
- Congresso da UNE em Ibiúna (verbete planejado)AcontecimentoFonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
- Chacina da Granja São Bento (verbete planejado)AcontecimentoFonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
- Chacina da Lapa (verbete planejado)AcontecimentoFonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
- José Anselmo dos Santos (Cabo Anselmo) (verbete planejado)PessoaInformante controlado pela equipe de Fleury e pelo Cenimar. Fonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
- Inês Etienne RomeuPessoaFonte: Relatório, vol. I, cap. 16, A autoria das graves violações de direitos humanos (pp. 841–932)
- Estado Novo (1937–1945)AcontecimentoFonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
- Levante comunista de 1935AcontecimentoFonte: Imagens arquivadas: as fotografias da polícia política no acervo do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro
- Violações de direitos humanos na ditadura (1964–1985)Tema
- Ato Institucional nº 5 (AI-5)Acontecimento
- Greves do ABC (1978–1980)AcontecimentoO DOPS/SP recebeu os presos de 19/4/1980 e produziu relatórios de vigilância sobre o sindicato. Fonte: Relatório da Comissão Nacional da Verdade, Volume I (no verbete Greves do ABC (1978–1980))
- Helenira ResendePessoaFonte: Relatório, Volume III: Helenira Resende de Souza Nazareth (no verbete Helenira Resende)
- Manoel Lisboa de MouraPessoaFonte: Relatório, Volume III: Manoel Lisbôa de Moura (no verbete Manoel Lisboa de Moura)
- Relatório da Comissão Nacional da VerdadeDocumentoFonte: Relatório da Comissão Nacional da Verdade, Volume I (no verbete Relatório da Comissão Nacional da Verdade)
- Vala clandestina de PerusLugar históricoA CPI apontou relação entre DOPS, DOI-CODI, IML e administração do cemitério. Fonte: Relatório, vol. I, cap. 12 (Desaparecimentos forçados), itens 2.2–2.3, incluindo "A vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, em Perus", pp. 507–518 (no verbete Vala clandestina de Perus)
reprimiu
- Carlos MarighellaPessoaFonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
- União Nacional dos Estudantes (UNE) (verbete planejado)OrganizaçãoCongresso de Ibiúna, 1968. Fonte: Relatório, vol. I, Parte II, cap. 4, Órgãos e procedimentos da repressão política (pp. 111–174)
parte de
criticado por
- Dom Paulo Evaristo ArnsPessoaFonte: Relatório da Comissão Nacional da Verdade, vol. II, Texto 4, Violações de direitos humanos nas igrejas cristãs (no verbete Dom Paulo Evaristo Arns)
vitimou
- Therezinha ZerbiniPessoaFonte: Therezinha Zerbini, Memórias da Ditadura (personagens) (no verbete Therezinha Zerbini)
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP, rascunho assistido por IA
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 3.037 palavras · 17 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisado: CNV, vol. I, cap. 4 (seção D, DOPS) e cap. 16 (PDF baixado e lido integralmente nas partes usadas); Lei SP 2.034/1924 e Decreto SP 20.728/1983 (ALESP); artigo de Maria Teresa Villela Bandeira de Mello (APERJ/ANPUH 2001) sobre a sucessão DESPS–DPS–DOPS/GB–DGIE; Memorial da Resistência; FAPESP (acervo on-line do APESP); Estado de Minas (acervo DOPS/MG); Brasil de Fato (acervo DOPS/PE); DHBB (Filinto Müller); arquivamento do inquérito sobre a morte de Fleury (MPSP, 1979); CartaCapital. Pendências: (1) datas de criação e extinção dos DOPS de MG, PE, RS, PR, ES e demais estados; (2) a CNV diz que os arquivos do DOPS/SP voltaram ao estado em 1990, outra fonte (entrevista citada em buscas, não aberta) fala em 1991, conferir no APESP; (3) conferir o Decreto 4.405-A/1928 e o Decreto-Lei 14.854/1945, citados só pela CNV; (4) conferir se a subordinação do DOPS/SP ao Departamento Federal de Segurança Pública no Estado Novo (afirmação da CNV) é precisa, o DFSP é de 1944; (5) a CNV associa a extinção à equipe de Montoro, mas o decreto foi assinado por Marin em 4/3/1983; (6) ler Joffily, Fico e Aquino et al. (No coração das trevas) antes de ampliar; (7) imagens candidatas: fachada do Memorial da Resistência e fichas do APESP, licenças não conferidas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: DOPS/DEOPS, polícias políticas estaduais (1924–1983). In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/dops.
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Filinto Müller
Militar, chefe de polícia do Distrito Federal (1933–1942) e senador (1900–1973)
Carlos Marighella
Dirigente comunista, deputado constituinte e fundador da ALN (1911–1969)
Inês Etienne Romeu
Militante da VPR, presa política e única sobrevivente conhecida da Casa da Morte (1942–2015)