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Exército Lulaacervo documental
AcontecimentoPublicado

Estado Novo (1937–1945)

Ditadura de Getúlio Vargas, do golpe de 10 de novembro de 1937 à deposição de 29 de outubro de 1945

Regime ditatorial instaurado por Getúlio Vargas no golpe de 10 de novembro de 1937, com Congresso fechado, partidos extintos, governo por decretos-leis, censura, polícia política e tribunal de exceção. Terminou com a deposição de Vargas pelos militares em 29 de outubro de 1945.

Também: Estado Novo · ditadura Vargas · ditadura do Estado Novo · Terceira República (na periodização de Edgard Carone) · "Polaca" (apelido da Constituição de 1937)

Índice e ficha
Período
10/11/1937–29/10/1945
Lugares
Rio de Janeiro (então Distrito Federal), todo o território nacional
Vítimas
Não há contagem oficial de presos, torturados ou mortos sob o Estado Novo. Dados parciais com escopos diferentes (não somar): 1.420 sentenciados pelo TSN de set/1936 a dez/1937 (maioria por 1935); c. 1.500 integralistas presos no Rio após maio de 1938; 7 rebeldes fuzilados no Palácio Guanabara em 11/5/1938; 2 mortos na repressão a estudantes em São Paulo em dezembro de 1943 (DHBB).
Área
Ditaduras no Brasil
Regiões
Brasil, Internacional
Temas
Estado, poder e democracia, Repressão, violência política e direitos, Movimento operário e sindical, Cultura, artes e vida cotidiana, Relações internacionais, Relações raciais e antirracismo

Estado Novo é o nome dado, na historiografia brasileira, ao período ditatorial iniciado com o golpe de Estado de 10 de novembro de 1937 e encerrado com a deposição de Getúlio Vargas, em 29 de outubro de 1945 1. Naquele dia, Vargas fechou o Congresso e outorgou uma nova Constituição, redigida por Francisco Campos; em seguida extinguiu os partidos políticos e passou a governar por decretos-leis, sem Parlamento e sem o plebiscito que a própria Carta previa 2 3.

O regime combinou repressão, polícia política, censura, prisões, um tribunal de exceção, com uma ampla obra de centralização administrativa, legislação trabalhista e sindical, industrialização dirigida pelo Estado e propaganda em torno da figura do chefe do governo 1 2. A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados, em 1942, abriu a contradição que acabaria com ele: combater o fascismo no exterior e manter uma ditadura em casa 1.

Este verbete distingue o Estado Novo de outros momentos da Era Vargas: o Governo Provisório (1930–1934), o governo constitucional eleito pela Constituinte (1934–1937), no qual ocorreram o Levante comunista de 1935, o estado de sítio, o estado de guerra e a entrega de Olga Benario à Alemanha, e o governo eleito de 1951–1954. Para o quadro mais amplo, ver Autoritarismo e rupturas na história do Brasil.

Periodização: o que é e o que não é Estado Novo

Explicação conceitualFatos documentados

A Era Vargas não é um bloco único. Os marcos jurídicos de cada fase são distintos:

  • Governo Provisório (nov. 1930 – jul. 1934): o Decreto nº 19.398, de 11 de novembro de 1930, deu ao chefe do Governo Provisório o exercício "discricionário" dos poderes Executivo e Legislativo e confirmou a dissolução do Congresso, das assembleias estaduais e das câmaras municipais até a eleição de uma Constituinte 4. Foi um regime de exceção, mas declaradamente provisório.
  • Governo constitucional (jul. 1934 – nov. 1937): Vargas foi eleito presidente pela Assembleia Constituinte em 17 de julho de 1934, um dia depois da promulgação da Constituição de 1934, com mandato de quatro anos e reeleição vedada 2 1. É nesse período, com Congresso funcionando, que se aprovaram a Lei de Segurança Nacional (1935), o estado de sítio, o estado de guerra e o Tribunal de Segurança Nacional (1936).
  • Estado Novo (10 nov. 1937 – 29 out. 1945): ditadura aberta, sem Legislativo, com a Constituição de 1937 outorgada 1.
  • Governo eleito (31 jan. 1951 – 24 ago. 1954): Vargas voltou ao poder pelo voto direto, sob a Constituição de 1946 2.

O Estado Novo também não deve ser confundido com a ditadura de 1964–1985; as diferenças de natureza estão discutidas em Autoritarismo e rupturas na história do Brasil.

Antecedentes (1934–1937): a exceção dentro da Constituição

Fatos documentados

O DHBB descreve os anos de 1935 a 1937 como uma sequência de "concessões do Congresso ao Executivo" em nome do combate aos "extremismos", que minou a ordem constitucional de 1934 antes mesmo do golpe 1.

Lei de Segurança Nacional e levante de 1935

Fatos documentados

Em 4 de abril de 1935, Vargas sancionou a Lei nº 38, que definia "crimes contra a ordem política e social", a primeira Lei de Segurança Nacional 5 6. Com base nela, a Aliança Nacional Libertadora foi fechada em julho de 1935 2. Depois dos levantes de novembro de 1935 em Natal, Recife e Rio de Janeiro, ver Levante comunista de 1935, o Congresso aprovou o estado de sítio em 25 de novembro, por 172 votos a 52 2.

Em 18 de dezembro de 1935, três emendas constitucionais permitiram equiparar a "comoção intestina grave" ao estado de guerra e retiraram de militares e funcionários a estabilidade quando acusados de atos subversivos 2. O estado de guerra foi instaurado em 21 de março de 1936 e prorrogado sucessivamente até junho de 1937 2 7. Em janeiro de 1936 criou-se a Comissão Nacional de Repressão ao Comunismo; em março, a polícia prendeu dentro do Congresso quatro deputados e um senador que vinham denunciando violências da repressão 2. A Lei nº 244, de 11 de setembro de 1936, criou o Tribunal de Segurança Nacional, que até 31 de dezembro de 1937 sentenciou 1.420 pessoas 7.

Tudo isso ocorreu antes do Estado Novo, sob o governo constitucional. A prisão de Prestes e Olga (março de 1936) e o decreto de expulsão de Olga (agosto de 1936) também pertencem a essa fase 8.

A eleição de 1938 que não houve

Fatos documentados

A eleição presidencial direta estava marcada para janeiro de 1938, e a Constituição impedia a reeleição de Vargas 1 2. Formaram-se duas candidaturas principais: a do paulista Armando de Sales Oliveira, apoiado pelo Partido Constitucionalista e por Flores da Cunha (União Democrática Brasileira), e a do paraibano José Américo de Almeida, lançada em 25 de maio de 1937 por uma convenção dos governadores, com exceção de São Paulo e do Rio Grande do Sul. A Ação Integralista Brasileira lançou Plínio Salgado 2.

Segundo o DHBB, o texto da futura Constituição já estava redigido por Francisco Campos antes do lançamento de José Américo; a articulação do golpe envolveu os governadores (missão Negrão de Lima), o general Góis Monteiro na chefia do Estado-Maior e o general Dutra no Ministério da Guerra 1. Em 18 de setembro de 1937, segundo o diário de Dutra citado pelo DHBB, Vargas lhe expôs a ideia de "mudança de regime"; Dutra prometeu apoio pessoal 2.

O Plano Cohen (30 de setembro de 1937)

Fatos documentadosDocumento de época

Em 30 de setembro de 1937, o governo divulgou um documento apresentado como "instruções da Internacional Comunista" para a tomada do poder no Brasil, o Plano Cohen 9. Era uma fraude: tratava-se de um texto escrito como "hipótese de trabalho" pelo capitão Olímpio Mourão Filho, chefe do serviço secreto da Ação Integralista e oficial do Estado-Maior do Exército, e o nome "Cohen" carregava evidente apelo antissemita 9 2. Em 1º de outubro, a Câmara aprovou o estado de guerra por 138 votos a 52 2. A falsidade só foi denunciada publicamente em março de 1945, pelo próprio Góis Monteiro 9.

A comissão criada em 7 de outubro de 1937 para executar o estado de guerra previa, entre suas normas, a prisão de "praticantes e simpatizantes de doutrinas comunistas" e a criação de "colônias agrícolas" e "campos de concentração" para reeducação; muitos presos libertados em junho de 1937 voltaram à cadeia 2. Em 17 de outubro, Flores da Cunha, cercado pelo Exército, entregou a Brigada Militar gaúcha e partiu para o Uruguai 2.

O golpe de 10 de novembro de 1937

Fatos documentados

Na manhã de 10 de novembro de 1937, a Câmara e o Senado amanheceram cercados por tropas da polícia do Distrito Federal, Dutra quis evitar o envolvimento ostensivo do Exército, e os parlamentares foram informados de que o Congresso estava fechado 2. A nova Constituição foi assinada no Palácio do Catete por Vargas e pelos ministros; Odilon Braga recusou-se a assinar e deixou o Ministério da Agricultura 2. Apenas dois governadores, Juraci Magalhães (Bahia) e Lima Cavalcanti (Pernambuco), protestaram e deixaram os cargos 1.

À noite, Vargas justificou pelo rádio o fim da "democracia dos partidos" e anunciou a suspensão do pagamento da dívida externa 2. O golpe foi, nas palavras do DHBB, "uma pequena operação de cúpula", sem resistência 2. Cinco generais que protestaram foram transferidos para a reserva com base no art. 177 da nova Carta 2.

A Constituição de 1937 ("Polaca")

Documento de épocaFatos documentados

A Carta de 10 de novembro de 1937 foi obra quase exclusiva de Francisco Campos 2 10. O preâmbulo invoca o "estado de apreensão criado no País pela infiltração comunista" e a falta de "meios normais de preservação e de defesa da paz" sob as instituições anteriores 3. Recebeu o apelido depreciativo de "Polaca" por inspiração atribuída à Constituição polonesa de 1926, o DHBB registra essa explicação; outras versões sobre o apelido circulam e não foram conferidas aqui 2.

Dispositivos centrais, no texto original consultado no Planalto 3:

  • Art. 178: dissolveu "nesta data" a Câmara dos Deputados, o Senado, as assembleias legislativas e as câmaras municipais; as eleições para o Parlamento seriam marcadas pelo presidente depois do plebiscito previsto no art. 187.
  • Art. 180: enquanto o Parlamento não se reunisse, o presidente poderia expedir decretos-leis sobre todas as matérias da competência legislativa da União.
  • Art. 186: declarou o estado de emergência em todo o país (revogado só pela Lei Constitucional nº 16, de 1945).
  • Art. 170: durante o estado de emergência ou de guerra, juízes e tribunais não poderiam conhecer dos atos praticados em virtude deles.
  • Art. 177: permitiu aposentar ou reformar funcionários civis e militares "a juízo exclusivo do Governo, no interesse do serviço público ou por conveniência do regime" (prazo de 60 dias, reaberto pela Lei Constitucional nº 2, de 1938).
  • Art. 122, nº 15: autorizou a lei a prescrever a censura prévia da imprensa, do teatro, do cinema e da radiodifusão.
  • Art. 139: declarou a greve e o lock-out "recursos anti-sociais"; o art. 140 previa a organização corporativa da economia.
  • Art. 2º: vedou bandeiras, hinos e armas estaduais.
  • Art. 187: submetia a Carta a plebiscito nacional, que nunca foi realizado 1 10.

Na prática, Vargas governou todo o período por decretos-leis, e o próprio Francisco Campos, em 1945, acusou-o de ter violado a Carta ao não convocar o plebiscito no prazo de seis anos 10. A Lei Constitucional nº 1, de 16 de maio de 1938, ampliou a pena de morte a crimes políticos como "tentar subverter por meios violentos a ordem política e social" e atentar contra a vida do presidente 11.

Fechamento político, interventorias e máquina administrativa

Fatos documentados

Em 2 de dezembro de 1937, um decreto dissolveu todos os partidos políticos, atingindo também a Ação Integralista Brasileira; em 27 de novembro, as bandeiras estaduais haviam sido queimadas numa cerimônia pública no Rio de Janeiro 2 1. Vargas recusou criar um partido do regime, sob o argumento de que não deveria haver "intermediários entre o povo e o governo", e apoiou-se nas Forças Armadas, "O Estado Novo foi instituído por vós", disse aos militares em 1938 2.

Os estados passaram a ser governados por interventores nomeados, que reuniam funções executivas e legislativas. A Lei Orgânica dos Estados e Municípios (abril de 1939) criou em cada estado um departamento administrativo com poder de vetar decretos do interventor, mas, segundo o DHBB, esses órgãos ficaram "praticamente no papel"; a fidelidade a Vargas era trocada por autonomia administrativa regional 1 2.

No plano federal, o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) foi organizado pelo Decreto-Lei nº 579, de 30 de julho de 1938, sob a direção de Luís Simões Lopes, com atribuições de seleção por concurso, padronização e controle da administração 12 13. O DHBB localiza no Estado Novo "a gênese da moderna tecnocracia brasileira" e de seu padrão de relação com o empresariado, que participava das decisões por meio de conselhos técnicos e institutos setoriais (açúcar e álcool, pinho, sal etc.) 1.

O levante integralista de maio de 1938

Fatos documentados

Os integralistas, que haviam apoiado o golpe esperando participar do poder, foram excluídos e tiveram seus núcleos e jornais fechados 2. Depois de uma tentativa frustrada em 11 de março de 1938, em 11 de maio de 1938 um grupo liderado pelo tenente Severo Fournier atacou o Palácio Guanabara, residência de Vargas; quatro soldados da guarda foram mortos. O cerco durou horas até a chegada de tropas; segundo o DHBB, sete rebeldes foram fuzilados nos jardins do palácio depois da rendição 2. A demora do socorro levantou suspeitas, registradas nas memórias de Alzira Vargas e na interpretação de Edgard Carone, que o DHBB resume sem concluir 2.

Cerca de 1.500 integralistas foram presos só no Rio; centenas foram condenados pelo TSN, mas Plínio Salgado foi excluído do processo e partiu em 1939 para Portugal 2. O levante serviu de justificativa para a pena de morte da Lei Constitucional nº 1 e para deportar, em novembro de 1938, opositores liberais como Armando de Sales Oliveira, Júlio de Mesquita Filho e Otávio Mangabeira 2 11.

Polícia política, Tribunal de Segurança Nacional e prisões

Fatos documentadosResultado de pesquisa

O núcleo da repressão política no Distrito Federal era a polícia chefiada por Filinto Müller, chefe de polícia do Distrito Federal de 1933 a 1942 8. Boris Fausto, citado pelo DHBB, observa que Vargas elogiava "inúmeras vezes" esse colaborador, que, embora subordinado ao Ministério da Justiça, "se comunicava diretamente com o presidente" 2. Pesquisas recentes estudam o perfil dos agentes da Delegacia Especial de Segurança Política e Social e mostram que a repressão de 1930–1945 se apoiou em homens que encontravam na função ascensão social e espaço para o exercício da violência, "para além do simples ato de 'seguir ordens'" 14. Uma síntese clássica sobre a polícia da Era Vargas é a de Elizabeth Cancelli 15.

O Tribunal de Segurança Nacional, criado em 1936 para os acusados de 1935, tornou-se permanente com a Constituição de 1937 e o Decreto-Lei nº 88, de 20 de dezembro de 1937; a partir de 1938 passou a julgar também integralistas e opositores liberais, como Armando de Sales Oliveira, Flores da Cunha e Otávio Mangabeira 7. A lei do TSN admitia o julgamento "por livre convicção" e a aplicação retroativa de sua competência 2. Foi extinto em 1945 7.

A censura, o art. 177 e as demissões completavam o quadro: os signatários do Manifesto dos Mineiros (1943) não foram presos, mas foram demitidos ou aposentados de empresas públicas com base no art. 177, e o governo pressionou empregadores privados a demiti-los 16. Em dezembro de 1943, uma passeata de estudantes em São Paulo contra a prisão do presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto foi reprimida a bala, com dois mortos e 25 feridos 2 1.

Tortura e mortes denunciadas

Fatos documentadosAcusação (não comprovada)Testemunho
Conteúdo sensívelEsta seção menciona denúncias de tortura e mortes sob custódia policial na Era Vargas (sem detalhes gráficos).Ler este trecho

As denúncias de tortura na Era Vargas começam antes do Estado Novo. Em março de 1936, os parlamentares presos dentro do Congresso vinham denunciando a morte do norte-americano Victor Allan Barron sob custódia, apresentada pela polícia como suicídio, e as torturas sofridas por Arthur Ewert ("Harry Berger"), ex-deputado comunista alemão 2. A versão policial de suicídio é registrada aqui como versão oficial da época; não foi localizada nesta redação apuração posterior que a confirme ou desminta.

A oposição acusou repetidamente Filinto Müller de ordenar prisões arbitrárias, de usar tortura e de dar caráter antissemita às deportações de estrangeiros 8. Depois do levante de maio de 1938, Severo Fournier acusou Filinto de participar de torturas contra presos 8. Essas acusações não foram objeto de julgamento na época nem depois; constam aqui como acusações e testemunhos registrados pela historiografia. O próprio Fournier morreu tuberculoso antes de cumprir a pena de dez anos, o que o DHBB atribui às "péssimas condições carcerárias" 2.

O testemunho literário mais conhecido é Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, preso em 1936 sem processo, portanto antes do Estado Novo 17. O DHBB reproduz sua frase de que o que o atormentava era "saber que a opressão se erigiu em sistema" 2. Não há, para o Estado Novo, levantamento oficial de vítimas comparável ao feito pela Comissão Nacional da Verdade para o período posterior a 1946; a CNV foi criada para examinar as graves violações do período fixado no art. 8º do ADCT 18. Essa lacuna precisa ser dita: a ausência de lista oficial não significa ausência de vítimas.

Números: o que se sabe e o que não se sabe

Evidência empírica
  • TSN: 1.420 sentenciados de setembro de 1936 a 31 de dezembro de 1937 (533 do Distrito Federal, 222 do Rio Grande do Norte, 165 de São Paulo, 95 de Pernambuco e 85 da Bahia), dado do DHBB, que cobre sobretudo processos de 1935 e só sete semanas do Estado Novo 7.
  • Presos de 1935–1936: a polícia de Filinto Müller, segundo números citados pelo New York Times, falava em cerca de sete mil presos políticos só na área federal, sem contar as prisões estaduais 8.
  • Integralistas, 1938: cerca de 1.500 presos no Rio depois do levante de maio 2.

Estes números têm escopos e métodos diferentes e não devem ser somados. Não existe série consolidada de presos, processados, torturados ou mortos sob o Estado Novo.

Censura e propaganda: do DNP ao DIP

Fatos documentados

O controle da informação antecede o DIP. Em 7 de fevereiro de 1938, o Departamento Nacional de Propaganda proibiu transmissões de rádio em língua estrangeira e a circulação de jornais e revistas publicados no exterior; o Decreto-Lei nº 300 condicionou a isenção de taxas sobre o papel à autorização do Ministério da Justiça, instrumento de controle econômico da imprensa 19.

O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) foi criado pelo Decreto-Lei nº 1.915, de 27 de dezembro de 1939, dirigido por Lourival Fontes 20 19. Cabia-lhe centralizar a propaganda, fazer a censura do teatro, do cinema, da radiodifusão, da "literatura social e política" e da imprensa, organizar a Hora do Brasil e o Cine-jornal brasileiro e autorizar previamente a circulação de periódicos 19. Em março de 1940, O Estado de S. Paulo sofreu intervenção e passou ao controle do governo; A Manhã e A Noite foram incorporados ao patrimônio da União; a Rádio Nacional foi encampada em 1940 2 19.

A partir de 1940, o DIP organizou o culto à personalidade de Vargas: aniversários comemorados com desfiles, retrato oficial distribuído a repartições, escolas e comércio, obras apologéticas nas escolas e a imagem do "pai dos pobres" 2. O DHBB observa que o regime só montou sua máquina de propaganda dois anos depois do golpe 1. A censura ruiu em fevereiro de 1945, quando o Correio da Manhã publicou entrevista de José Américo sem submetê-la ao DIP; o órgão foi extinto pelo Decreto-Lei nº 7.582, de 25 de maio de 1945 1 19. Sobre a propaganda varguista em perspectiva comparada, ver Maria Helena Capelato 21. Ver também Capitães da Areia.

Política trabalhista e sindical

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

A estrutura sindical corporativa começou no Governo Provisório, Ministério do Trabalho (1930) e Lei de Sindicalização (1931), e foi completada no Estado Novo 1 2. Os três pilares, segundo o DHBB: sindicato único por categoria (Decreto nº 1.402, de 5 de julho de 1939), Justiça do Trabalho (organizada pelo Decreto-Lei nº 1.237, de 2 de maio de 1939) e imposto sindical (julho de 1940), desconto compulsório que garantia recursos às direções sindicais independentemente do número de filiados 1 22. A Constituição de 1937 proibia a greve 3.

O salário mínimo, instituído por lei em 1936, teve valores fixados e anunciados por Vargas em 1º de maio de 1940 2. A Consolidação das Leis do Trabalho foi aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e entrou em vigor em 10 de novembro de 1943 23 24. Seus preceitos, salvo determinação expressa, não se aplicavam aos empregados domésticos nem aos trabalhadores rurais 23 24, num país majoritariamente rural, isso deixava de fora a maior parte da população trabalhadora. O Estatuto do Trabalhador Rural só viria em 1963, e a igualdade de direitos das trabalhadoras e trabalhadores domésticos, em 2013 25 26.

O DHBB interpreta essa construção como controle: a tutela do Estado visava "impedir a livre expressão de interesses", restringir a greve e impedir centrais operárias autônomas, e sobreviveu ao Estado Novo como uma das bases do populismo 1. Angela de Castro Gomes propôs ler o trabalhismo como um pacto em que trabalhadores também atribuíam sentido próprio aos direitos recebidos 27. O tema é desenvolvido em Política trabalhista e sindical (1930–1945).

Industrialização e Estado empresário

Fatos documentados

Logo após o golpe, o governo suspendeu o pagamento da dívida externa e instituiu o monopólio do câmbio 2. Em abril de 1938, as jazidas de petróleo foram declaradas propriedade da União e o refino foi nacionalizado; em julho, criou-se o Conselho Nacional do Petróleo 2.

A grande siderurgia foi a prioridade. Depois de negociar simultaneamente com Estados Unidos e Alemanha, o discurso de 11 de junho de 1940, a bordo do encouraçado Minas Gerais, foi lido como aceno ao Eixo, Vargas obteve em setembro de 1940 um empréstimo de 20 milhões de dólares do Eximbank, e a Companhia Siderúrgica Nacional foi fundada em abril de 1941; Volta Redonda só começaria a produzir em 1946 2 1. A Companhia Vale do Rio Doce foi criada em 1º de junho de 1942, no quadro dos Acordos de Washington, para exportar minério de ferro aos Aliados 28. Seguiram-se a Fábrica Nacional de Motores (1943), a Companhia Nacional de Álcalis (1943) e a CHESF (outubro de 1945) 2.

Segundo dados de Marcelo de Paiva Abreu citados pelo DHBB, a produção industrial cresceu 3,9% ao ano entre 1939 e 1942 e 9,4% ao ano entre 1942 e 1945; os preços, segundo Celso Furtado, subiram 86% entre 1940 e 1944 2.

Nacionalismo, imigração e campanha de nacionalização

Fatos documentadosResultado de pesquisa

O Estado Novo levou ao extremo um projeto de homogeneização nacional dirigido sobretudo às regiões de imigração alemã, italiana e japonesa. Em fevereiro de 1938 foram proibidas transmissões de rádio e publicações em língua estrangeira; em abril, foram extintos os partidos políticos estrangeiros 2. Mais de duas mil escolas particulares em núcleos de colonização alemã do Sul começaram a ser nacionalizadas em 1938 2.

O Decreto-Lei nº 406, de 4 de maio de 1938, fixou cotas anuais de 2% por nacionalidade e reservou ao governo "o direito de limitar ou suspender, por motivos econômicos ou sociais, a entrada de indivíduos de determinadas raças ou origens"; seu art. 85 determinou que, em todas as escolas rurais, o ensino fosse ministrado em português, por professores brasileiros natos, sem ensino de idioma estrangeiro a menores de 14 anos 29. Pesquisa recente sobre as comunidades germânicas do Sul conclui que a interdição do uso da língua alemã foi uma das principais consequências da campanha 30.

Com a entrada na guerra, a repressão recaiu também sobre alemães, italianos e japoneses residentes; o DHBB registra a repressão às atividades do partido nazista no Rio Grande do Sul desde 1937 e a declaração do embaixador alemão Karl Ritter como persona non grata em setembro de 1938 2. O tratamento de "súditos do Eixo" durante a guerra (confinamentos, confisco de bens) não foi pesquisado nesta redação.

Antissemitismo de Estado e as circulares secretas

Resultado de pesquisaDebate em aberto

A historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro demonstrou, a partir de documentos do Itamaraty, que o governo brasileiro passou a restringir a entrada de judeus por meio de circulares secretas a partir de 1937 31 32. Segundo resenha de seu livro Cidadão do mundo, a Circular Secreta nº 1.127 proibia a concessão de vistos a pessoas de origem judaica e teria sido aprovada por Vargas e pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, com a justificativa de preservar a "pureza racial" brasileira; outras circulares (nºs 1.261 e 1.249) seguiram a mesma linha 33 34. A data exata da Circular 1.127, se anterior ou posterior ao golpe de novembro de 1937, não foi conferida no documento original nesta redação.

O historiador Fábio Koifman acrescentou que, entre 1941 e 1945, a palavra final sobre os vistos passou ao Ministério da Justiça (Decreto-Lei nº 3.175, de 1941), onde Francisco Campos e o parecerista Ernani Reis selecionavam imigrantes "desejáveis" segundo um projeto de "branqueamento"; para ele, judeus eram parte de um conjunto mais amplo de "indesejáveis", e o antissemitismo do governo tinha forte fundo político, associando judeus ao comunismo depois de 1935 35. O embaixador em Vichy, Luiz Martins de Souza Dantas, que concedeu vistos a refugiados contra as instruções, foi alvo de processo administrativo 32 36.

Há, portanto, um debate sobre ênfases, antissemitismo como "credo de Estado" (Carneiro) ou parte de uma política eugênica e anticomunista mais geral, centrada no Ministério da Justiça (Koifman), mas não sobre a existência de restrições deliberadas à entrada de judeus perseguidos pelo nazismo 32 35.

A expulsão de Olga Benario, militante comunista de família judia, é de 1936, ocorreu sob o governo constitucional, não no Estado Novo; o decreto foi assinado em agosto de 1936 pelo ministro Vicente Rao e por Vargas 8.

Relações raciais e a ideologia da "democracia racial"

Interpretação historiográficaResultado de pesquisa

A bibliografia costuma localizar no Estado Novo a inflexão do discurso oficial sobre raça: o racialismo anterior teria cedido lugar, sobretudo nos anos 1940, a uma valorização da mestiçagem como traço nacional, apropriando-se de expressões culturais negras como o samba. Uma análise dos discursos de Vargas entre 1930 e 1953 nuança essa leitura: o ideal de país racialmente híbrido teria servido mais para acomodar regionalismos do que para romper com o racialismo 37.

A convivência entre o elogio da mestiçagem e políticas de "branqueamento" aparece na legislação de imigração, que autorizava limitar a entrada por "raças ou origens" 29, e nos pareceres que classificavam imigrantes como "desejáveis" ou "indesejáveis" 35. A expressão "democracia racial" designa aqui uma ideologia, a crença numa convivência racial harmoniosa, não uma descrição da realidade.

A Frente Negra Brasileira, fundada em São Paulo em 1931 e registrada como partido em 1936, foi atingida pela extinção dos partidos; segundo texto de divulgação, sobreviveu como União Negra Brasileira até maio de 1938 38. Sínteses gerais da história brasileira tratam desse tema com mais vagar 39.

Segunda Guerra Mundial: da equidistância à guerra

Fatos documentados

Até 1941, Vargas praticou o que Gérson Moura chamou de "equidistância pragmática" entre Alemanha e Estados Unidos; a Alemanha chegou a 24% das importações brasileiras em 1937, e militares como Dutra e Góis Monteiro admiravam o Exército alemão 1 2. O Brasil declarou neutralidade em setembro de 1939 2.

Depois de Pearl Harbor, na III Reunião de Consulta dos Chanceleres Americanos, no Rio, Vargas determinou em 28 de janeiro de 1942 o rompimento de relações diplomáticas e comerciais com Alemanha, Itália e Japão 2. Os Acordos de Washington (março de 1942) garantiram recursos para Volta Redonda e a Vale em troca de minérios, uso de bases no Nordeste e colaboração militar 28 1. Navios brasileiros passaram a ser torpedeados; entre 15 e 17 de agosto de 1942, cinco navios foram atingidos, entre eles o Baependi, o Araraquara, o Itagiba e o Arará, na costa de Sergipe e da Bahia, com cerca de seiscentos mortos 2 1. Em 21 de agosto, Vargas autorizou notas comunicando à Alemanha e à Itália o estado de beligerância (data tradicionalmente citada como a da declaração de guerra: 22 de agosto) 2. O Decreto nº 10.358, de 31 de agosto de 1942, declarou o estado de guerra em todo o território e suspendeu garantias do art. 122 da Constituição, inclusive a irretroatividade da lei penal, e a contagem do mandato presidencial 40.

Natal tornou-se sede do Comando de Transporte Aéreo norte-americano, e Fernando de Noronha virou território federal 2. A Força Expedicionária Brasileira, constituída em 9 de agosto de 1943, enviou à Itália uma divisão de 25.334 homens; os primeiros desembarcaram em Nápoles em 16 de julho de 1944; Monte Castelo foi tomado em 21 de fevereiro de 1945 e Montese em 14 de abril; 454 integrantes ficaram sepultados em Pistoia 41 2.

Oposição e resistência

Fatos documentados

Nos primeiros anos, a oposição organizada restringia-se a comunistas, socialistas e núcleos operários e estudantis, sempre clandestinos e sob "severa repressão" 16. Prestes e a maior parte da direção do PCB estavam presos desde 1936; em 1943, ainda preso, Prestes foi eleito secretário-geral do partido 2.

A campanha pela entrada na guerra abriu as ruas: em 4 de julho de 1942, a União Nacional dos Estudantes (UNE), fundada em 1937, fez no Rio uma grande passeata pela declaração de guerra, com apoio de Osvaldo Aranha; o episódio levou à saída de Filinto Müller, exonerado em 17 de julho de 1942 42 8. Em 1943 surgiram a Sociedade Amigos da América e a Semana Antifascista (maio de 1943), ver Antifascismo 2.

O Manifesto dos Mineiros, datado de 24 de outubro de 1943, foi o primeiro pronunciamento público e assinado de setores liberais contra o Estado Novo; pedia, em tom moderado, a redemocratização 16. O DHBB registra divergência sobre o número de signatários: 76 no verbete de Vargas, 92 no verbete do manifesto 2 16. Em janeiro de 1945, o I Congresso Brasileiro de Escritores exigiu liberdade de expressão e eleições diretas 2. Em agosto de 1944, a polícia fechou a sede da Sociedade Amigos da América para impedir a posse de Aranha como vice-presidente, e Aranha deixou o Itamaraty 2.

A queda (1945)

Fatos documentados

A Lei Constitucional nº 9, de 28 de fevereiro de 1945, conhecida como Ato Adicional, previu eleições diretas para presidente e Parlamento e substituiu, na prática, o plebiscito do art. 187, mas manteve a Carta de 1937 43 2. Em 18 de abril de 1945, o Decreto-Lei nº 7.474 concedeu anistia a crimes políticos cometidos desde 16 de julho de 1934, excluídos os crimes contra a segurança do Estado em tempo de guerra e os comuns não conexos, e sem direito a indenização 44. Prestes saiu da prisão 2.

Formaram-se o PSD (a partir dos interventores), a UDN (em torno do brigadeiro Eduardo Gomes) e o PTB (15 de maio de 1945); a Lei Eleitoral de 28 de maio marcou as eleições para 2 de dezembro 2. A partir de março, cresceu o movimento queremista ("Queremos Getúlio"), com apoio dos comunistas à palavra de ordem "Constituinte com Getúlio" 1 2. Em 10 de outubro, Vargas antecipou as eleições estaduais; em 25 de outubro decidiu nomear o irmão, Benjamim Vargas, chefe de polícia. Em 29 de outubro de 1945, Góis Monteiro, ministro da Guerra, mobilizou as tropas e depôs Vargas, com aprovação dos dois candidatos; a presidência passou a José Linhares, presidente do STF 2 1. Linhares revogou o art. 177 e o decreto antitruste; Dutra venceu as eleições de 2 de dezembro 2.

Avaliações historiográficas

Interpretação historiográficaDebate em aberto

O DHBB identifica duas linhas básicas de interpretação: uma vê o Estado Novo como um parêntese ditatorial, provocado por causas conjunturais, num processo de democratização iniciado em 1930 e retomado em 1945; outra o vê como resultado da vertente autoritária da própria Revolução de 1930, expressão de tendência estrutural de países de capitalismo tardio e dependente 1. Para Luciano Martins, autor do verbete, o regime funcionou como "filtro político" para incorporar novas camadas sociais sem romper o esquema básico de dominação, e como arbitragem entre facções das elites diante da guerra 1.

Fascismo? O DHBB aponta afinidades com o fascismo europeu, crítica à democracia parlamentar, valorização do "Estado forte", corporativismo na Carta, e diferenças práticas importantes: ausência de partido único, ausência de mobilização de massas permanente, elite dirigente não uniformizada e nenhum mecanismo formal de legitimação 1. Populismo e trabalhismo: Francisco Weffort marcou o debate sobre o populismo 45; Angela de Castro Gomes reavaliou o trabalhismo como pacto 27. Boris Fausto e Lira Neto escreveram biografias de referência de Vargas 46 47; a coletânea organizada por Dulce Pandolfi reúne balanços do período 48; Edgard Carone sistematizou a documentação política 49.

Uma síntese prudente: o Estado Novo foi uma ditadura pessoal apoiada nas Forças Armadas, com instituições de exceção e repressão sistemática a opositores, que ao mesmo tempo produziu políticas sociais e econômicas duradouras. Reconhecer esses legados não atenua o caráter ditatorial do regime, e a denúncia da ditadura não apaga a importância dos direitos trabalhistas conquistados, e disputados, pelos trabalhadores.

Comparações

Tabelas resumem tendências gerais; cada linha simplifica debates que o texto detalha. Classificações sobrepostas não são exclusivas.

Fases da Era Vargas
CritérioBase jurídicaLegislativoComo Vargas chegou/ficou no poder
Governo Provisório (1930–1934)Decreto nº 19.398/1930DissolvidoRevolução de 1930
Governo constitucional (1934–1937)Constituição de 1934 (com estado de sítio e de guerra a partir de 1935)FuncionandoEleição indireta pela Constituinte
Estado Novo (1937–1945)Constituição outorgada de 1937; estado de emergênciaDissolvido; decretos-leisGolpe de Estado
Governo eleito (1951–1954)Constituição de 1946FuncionandoEleição direta (48,7% dos votos)

Quadro simplificado; ver o texto para as nuances de cada fase. Fontes: Decreto nº 19.398, de 11 de novembro de 1930 (institui o Governo Provisório), Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937, Vargas, Getúlio, verbete biográfico.

Responsabilidades e grau de prova

Ocupar um cargo não prova participação pessoal em cada crime. A tabela diz o que cada fonte afirma e com que grau de prova.

SobreGrau de provaO que a fonte afirmaFonte
Golpe de 10/11/1937, dissolução do Congresso e estado de emergênciaDocumento de épocaA Constituição de 1937, que dissolveu os legislativos (art. 178) e declarou o estado de emergência (art. 186), é assinada por Getúlio Vargas, Francisco Campos, Eurico Gaspar Dutra e demais ministros.Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937
Repressão policial no Distrito Federal (1933–1942)Cargo ou comandoFilinto Müller chefiou a polícia do Distrito Federal de 1933 a 1942; a oposição o acusou de prisões arbitrárias, torturas e caráter antissemita das deportações. As acusações não foram julgadas.Müller, Filinto, verbete biográfico
Plano CohenResultado de pesquisaO DHBB atribui a autoria do documento ao capitão Olímpio Mourão Filho e registra que Góis Monteiro o apresentou a Vargas e Dutra como pretexto para acelerar o golpe; Góis negou responsabilidade em 1945 e 1955.Plano Cohen, verbete temático
Restrição de vistos a judeus (Circular Secreta nº 1.127)Resultado de pesquisaSegundo resenha do livro de Maria Luiza Tucci Carneiro, a circular proibia vistos a judeus e foi aprovada por Vargas e pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Documento original não conferido nesta redação.Entlarvung des Antisemitismus der Regierungen Vargas und Dutra (resenha de Weltbürger, de Maria Luiza Tucci Carneiro)
Fuzilamento de sete integralistas no Palácio Guanabara (11/5/1938)Resultado de pesquisaO DHBB registra o fuzilamento de sete rebeldes nos jardins do palácio após a rendição, sem identificar quem deu a ordem.Vargas, Getúlio, verbete biográfico

Indicadores

Cada número traz fonte, série, unidade, período e limitações. Números de séries ou universos diferentes não se comparam nem se somam.

IndicadorValorPeríodoFonte e sérieLimitações
Sentenciados pelo Tribunal de Segurança Nacional1.420 pessoasset/1936 – 31/12/1937Tribunal de Segurança Nacional (TSN), verbete temáticoCobre sobretudo o período anterior ao Estado Novo (processos de 1935); não inclui os julgamentos de 1938–1945.
Efetivo da FEB enviado à Itália25.334 homens1944–1945Força Expedicionária Brasileira (FEB), verbete temáticoNúmero do DHBB; 454 integrantes ficaram sepultados em Pistoia.

No portal Ditaduras no Brasil

Governo constitucional de Vargas (1934–1937) · Estado Novo (1937–1945) · Nacional

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Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

  • Citação localizada na fonte
    “É, o que me atormenta. Não é o fato de ser oprimido: é saber que a opressão se erigiu em sistema.”

    Frase de Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, sobre sua prisão em 1936–1937 (antes e no início do Estado Novo), reproduzida no verbete biográfico de Vargas no DHBB.

    Transcrição conferida no DHBB, não na edição do livro.

    Fonte: Vargas, Getúlio, verbete biográfico

Cronologia

  1. 3 de novembro de 1930

    Vargas toma posse como chefe do Governo Provisório.2

  2. 11 de novembro de 1930

    Decreto nº 19.398 institui o Governo Provisório e confirma a dissolução dos legislativos.4

  3. 9 de julho de 1932

    Início da Revolução Constitucionalista em São Paulo.2

  4. 16 de julho de 1934

    Promulgação da Constituição de 1934.2

  5. 17 de julho de 1934

    Vargas é eleito presidente pela Constituinte (175 votos).2

  6. 4 de abril de 1935

    Sanção da Lei nº 38, primeira Lei de Segurança Nacional.5

  7. julho de 1935

    Fechamento da Aliança Nacional Libertadora com base na LSN.2

  8. 25 de novembro de 1935

    Congresso aprova o estado de sítio após os levantes de Natal e Recife.2

  9. 18 de dezembro de 1935

    Emendas constitucionais permitem equiparar a comoção intestina ao estado de guerra.2

  10. 21 de março de 1936

    Instaurado o estado de guerra, prorrogado até junho de 1937.2

  11. 23 de março de 1936

    Polícia prende quatro deputados e um senador dentro do Congresso.2

  12. 11 de setembro de 1936

    Lei nº 244 cria o Tribunal de Segurança Nacional.7

  13. 25 de maio de 1937

    Convenção de governadores lança José Américo à presidência.2

  14. 30 de setembro de 1937

    Governo divulga o falso Plano Cohen.9

  15. 1 de outubro de 1937

    Câmara aprova novo estado de guerra (138 a 52).2

  16. 17 de outubro de 1937

    Flores da Cunha entrega a Brigada Militar e deixa o governo gaúcho.2

  17. 10 de novembro de 1937

    Golpe: fechamento do Congresso e outorga da Constituição de 1937.1

  18. 2 de dezembro de 1937

    Decreto extingue os partidos políticos.2

  19. 20 de dezembro de 1937

    Decreto-Lei nº 88 torna o TSN jurisdição permanente.7

  20. 7 de fevereiro de 1938

    Proibidas transmissões de rádio em língua estrangeira e a circulação de publicações do exterior.19

  21. 4 de maio de 1938

    Decreto-Lei nº 406 regula a entrada de estrangeiros (cotas e restrições por 'raças ou origens').29

  22. 11 de maio de 1938

    Levante integralista e ataque ao Palácio Guanabara.2

  23. 16 de maio de 1938

    Lei Constitucional nº 1 amplia a pena de morte a crimes políticos.11

  24. 30 de julho de 1938

    Decreto-Lei nº 579 organiza o DASP.12

  25. 2 de maio de 1939

    Decreto-Lei nº 1.237 organiza a Justiça do Trabalho.22

  26. 5 de julho de 1939

    Decreto nº 1.402 estabelece o sindicato único por categoria.1

  27. 27 de dezembro de 1939

    Decreto-Lei nº 1.915 cria o DIP.20

  28. 1 de maio de 1940

    Vargas anuncia o salário mínimo.2

  29. julho de 1940

    Instituído o imposto sindical.1

  30. abril de 1941

    Fundada a Companhia Siderúrgica Nacional.2

  31. 28 de janeiro de 1942

    Rompimento de relações com Alemanha, Itália e Japão.2

  32. 1 de junho de 1942

    Criada a Companhia Vale do Rio Doce.28

  33. 17 de julho de 1942

    Exoneração de Filinto Müller da chefia de polícia do Distrito Federal.8

  34. 31 de agosto de 1942

    Decreto nº 10.358 declara o estado de guerra em todo o território.40

  35. 1 de maio de 1943

    Aprovada a CLT (vigência em 10 de novembro de 1943).23

  36. 24 de outubro de 1943

    Data do Manifesto dos Mineiros.16

  37. 16 de julho de 1944

    Primeiros contingentes da FEB desembarcam em Nápoles.2

  38. 28 de fevereiro de 1945

    Lei Constitucional nº 9 (Ato Adicional) prevê eleições.43

  39. 18 de abril de 1945

    Decreto-Lei nº 7.474 concede anistia política.44

  40. 25 de maio de 1945

    Extinção do DIP (Decreto-Lei nº 7.582).19

  41. 29 de outubro de 1945

    Deposição de Vargas; José Linhares assume.2

  42. 2 de dezembro de 1945

    Eleições presidenciais e para a Constituinte; vitória de Dutra.2

Bibliografia comentada

  • Luciano Martins (colaboração especial). Estado Novo, verbete temático

    Síntese de Luciano Martins no DHBB: dinâmica política, ideologia, representação de interesses, contexto internacional e queda. Ponto de partida aberto e gratuito.

  • Dulce Pandolfi (org.). Repensando o Estado Novo (1999)

    Coletânea do CPDOC com balanços sobre instituições, cultura, trabalho e repressão no Estado Novo.

  • Angela de Castro Gomes. A invenção do trabalhismo (1988)

    Obra central para o debate sobre trabalhismo e a relação entre Estado e trabalhadores.

  • Maria Luiza Tucci Carneiro. O antissemitismo na Era Vargas: fantasmas de uma geração (1930-1945) (1988)

    Estudo pioneiro sobre o antissemitismo de Estado e as circulares secretas da Era Vargas.

  • Elizabeth Cancelli. O mundo da violência: a polícia da Era Vargas (1993)

    Estudo sobre a polícia e a violência política na Era Vargas.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Luciano Martins (colaboração especial). Estado Novo, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  2. 2Paulo Brandi. Vargas, Getúlio, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Verbete muito longo; nesta redação foram lidos os trechos sobre formação, 1930, Governo Provisório, 1932, 1934–1937, Estado Novo, queda, 1945–1950, posse de 1951, Petrobras, crise de agosto de 1954 e carta-testamento.
  3. 3Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937. Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Conferidos o preâmbulo e os arts. 2º, 122 (nºs 13 e 15), 139, 140, 170–172, 175, 177, 178, 180, 186 e 187, com as anotações de alteração do próprio portal.
  4. 4Decreto nº 19.398, de 11 de novembro de 1930 (institui o Governo Provisório). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  5. 5Lei nº 38, de 4 de abril de 1935 (define crimes contra a ordem política e social). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  6. 6Lei de Segurança Nacional, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  7. 7Mônica Kornis. Tribunal de Segurança Nacional (TSN), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Müller, Filinto, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  9. 9Plano Cohen, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 10Constituição de 1937, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  11. 11Lei Constitucional nº 1, de 16 de maio de 1938 (emenda o art. 122, nº 13, da Constituição). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  12. 12Decreto-Lei nº 579, de 30 de julho de 1938 (organiza o DASP). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  13. 13Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  14. 14Thiago da Silva Pacheco. Para além de brucutus obedecendo ordens: os homens da repressão na Era Vargas. Antíteses (UEL), v. 14, n. 28, 2021.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado o resumo.
  15. 15Elizabeth Cancelli. O mundo da violência: a polícia da Era Vargas. 1993.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  16. 16Manifesto dos Mineiros, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  17. 17Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. 1953.[Fonte primária · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  18. 18Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011 (cria a Comissão Nacional da Verdade). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  19. 19Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  20. 20Decreto-Lei nº 1.915, de 27 de dezembro de 1939 (cria o DIP). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  21. 21Maria Helena Capelato. Multidões em cena: propaganda política no varguismo e no peronismo. 1998.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  22. 22Decreto-Lei nº 1.237, de 2 de maio de 1939 (organiza a Justiça do Trabalho). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  23. 23Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 (Consolidação das Leis do Trabalho). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto compilado. Conferidos o art. 7º (na redação dada pelo Decreto-Lei nº 8.079, de 11/10/1945) e o art. 911 (vigência em 10/11/1943). A redação original de 1943 do art. 7º não foi lida nesta redação.
  24. 24Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  25. 25Lei nº 4.214, de 2 de março de 1963 (Estatuto do Trabalhador Rural). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  26. 26Emenda Constitucional nº 72, de 2 de abril de 2013 (igualdade de direitos dos trabalhadores domésticos). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  27. 27Angela de Castro Gomes. A invenção do trabalhismo. 1988.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  28. 28Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  29. 29Decreto-Lei nº 406, de 4 de maio de 1938 (entrada de estrangeiros no território nacional). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Conferidos o art. 2º (limitação da entrada por 'raças ou origens'), a cota anual de 2% e o art. 85 (ensino em português nas escolas rurais).
  30. 30Margarete Poll e Evandro Fernandes. Sobre a interdição do uso da língua alemã no período do Estado Novo. Pandaemonium Germanicum (USP), v. 28, 2025.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado o resumo.
  31. 31Maria Luiza Tucci Carneiro. O antissemitismo na Era Vargas: fantasmas de uma geração (1930-1945). 1988.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  32. 32Márcio Seligmann. O racismo oculto dos governantes (resenha de Cidadão do mundo, de Maria Luiza Tucci Carneiro). Revista Pesquisa FAPESP, ed. 183, 2011.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
  33. 33Dieter Strauss. Entlarvung des Antisemitismus der Regierungen Vargas und Dutra (resenha de Weltbürger, de Maria Luiza Tucci Carneiro). Pandaemonium Germanicum (USP), v. 17, n. 24, p. 225-229, 2014.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]PDF baixado e lido. A resenha atribui ao livro de Carneiro a informação sobre a Circular Secreta nº 1.127; o documento original não foi visto nesta redação.
  34. 34Renata Mazzeo Barbosa. Laços de solidariedade em tempos sombrios: as associações judaicas no Estado de São Paulo (1937-1955). Revista Vértices (USP).[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]PDF baixado e lido; usado só para a referência às Circulares Secretas nºs 1.127, 1.261 e 1.249 (nota 1, com base em Carneiro, 2001 e 2003).
  35. 35Os indesejáveis (sobre a pesquisa de Fábio Koifman, Imigrante ideal). Revista Pesquisa FAPESP.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Reportagem de divulgação científica; ano da edição não conferido.
  36. 36Fábio Koifman. Quixote nas trevas: o embaixador Souza Dantas e os refugiados do nazismo. 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  37. 37Weslley Luiz de Azevedo Dias e Luiz Augusto Campos. As gentes do Brasil: racialismo e regionalismo na construção do discurso varguista sobre a mestiçagem. Sociedade e Estado (UnB), v. 40, n. 2, 2025.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado o resumo.
  38. 38Ana Nina Martins (texto reproduzido do BlackPast). Brazilian Black Front – Frente Negra Brasileira. Geledés, Instituto da Mulher Negra, 2011.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto de divulgação; outras fontes situam o fim da atividade formal da FNB em 1937, e não em maio de 1938.
  39. 39Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia. Companhia das Letras, 2015.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  40. 40Decreto nº 10.358, de 31 de agosto de 1942 (declara o estado de guerra em todo o território nacional). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  41. 41Força Expedicionária Brasileira (FEB), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]O verbete data os Acordos de Washington de 3/3/1943; o verbete da Vale e o do Estado Novo indicam março de 1942. Adotou-se 1942.
  42. 42União Nacional dos Estudantes (UNE), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  43. 43Lei Constitucional nº 9, de 28 de fevereiro de 1945 (altera a Constituição de 1937). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  44. 44Decreto-Lei nº 7.474, de 18 de abril de 1945 (concede anistia). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  45. 45Francisco Weffort. O populismo na política brasileira. 1978.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  46. 46Boris Fausto. Getúlio Vargas: o poder e o sorriso. Companhia das Letras, 2006.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  47. 47Lira Neto. Getúlio (3 volumes). Companhia das Letras, 2012–2014.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  48. 48Dulce Pandolfi (org.). Repensando o Estado Novo. FGV, 1999.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  49. 49Edgard Carone. O Estado Novo (1937-1945). 1976.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP, rascunho assistido por IA
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
4.988 palavras · 49 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisado: verbetes do DHBB (Estado Novo, Vargas, leitura extensa por trechos, Plano Cohen, Filinto Müller, TSN, DIP, DASP, Constituição de 1937, Manifesto dos Mineiros, FEB, Vale, LSN, CLT, UNE); textos legais no Planalto (Decreto 19.398/1930, Lei 38/1935, Constituição de 1937 com anotações, LC 1/1938, LC 9/1945, DL 406/1938, DL 579/1938, DL 1.237/1939, DL 1.915/1939, CLT, Decreto 10.358/1942, DL 7.474/1945, Lei 4.214/1963, EC 72/2013, Lei 12.528/2011); resenhas e reportagens da Revista Pesquisa FAPESP sobre Tucci Carneiro e Koifman; resenha de Strauss (PDF); artigos de Barbosa, Poll e Fernandes, Dias e Campos, Pacheco; Geledés sobre a FNB. Pendências: (1) conferir número, data e texto da Circular Secreta 1.127 no Arquivo Histórico do Itamaraty ou no livro de Carneiro; (2) confirmar a data de 22/8/1942 (declaração de beligerância) em fonte primária; (3) ler a redação original de 1943 do art. 7º da CLT; (4) conferir no DOU o Decreto 1.402/1939, o imposto sindical (DL 2.377/1940) e a Lei 185/1936; (5) divergência 76 x 92 signatários do Manifesto dos Mineiros; (6) apurar a morte de Victor Allan Barron (versão de suicídio) em fonte específica; (7) data de instalação da Justiça do Trabalho (1941) não foi conferida em fonte aberta e por isso não consta do texto; (8) explicação do apelido 'Polaca' conferida apenas no DHBB. Imagens candidatas não pesquisadas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Estado Novo (1937–1945). In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/estado-novo.

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