Vladimir Lenin
Revolucionário russo, dirigente bolchevique e chefe do governo soviético (1870–1924)
Fundador e dirigente da fração bolchevique, teórico do partido de vanguarda e do imperialismo, líder da Revolução de Outubro de 1917 e presidente do Conselho dos Comissários do Povo até sua doença; responsável político pela Tcheka e pelo Terror Vermelho.
Também: Vladimir Ilitch Uliánov · Lênin · Lenine · Ленин · Владимир Ильич Ульянов · V. I. Lenin

Índice e ficha
- Nome completo
- Vladimir Ilitch Uliánov
- Nascimento
- 22 de abril de 1870, Simbirsk, Império Russo (atual Uliánovsk, Rússia)
- Morte
- 21 de janeiro de 1924, Gorki, perto de Moscou, URSSDerrame cerebral, após uma série iniciada em maio de 1922.
- Nacionalidade
- Império Russo, Rússia soviética / URSS
- Papéis
- Dirigente da fração bolchevique do POSDR e depois do Partido Comunista (bolchevique)Liderança de partido comunista · 1903–1924
- Presidente do Conselho dos Comissários do Povo (Sovnarkom) da Rússia soviética e, a partir de 1923, da URSSChefe de Estado ou de governo · 07/11/1917–21/01/1924
- Teórico marxistaIntelectual marxista
- Como se definia
- Declarou-se marxista desde o início dos anos 1890 e social-democrata revolucionário; a partir de 1917–1918 defendeu renomear o partido como "comunista", o que ocorreu em março de 1918.
- Filiações
- Partido Operário Social-Democrata Russo (fração bolchevique) (1898–1918); Partido Comunista da Rússia (bolchevique) (1918–1924)
- Período
- 1870–1924
- Área
- Socialismo e comunismo
- Regiões
- Europa, Internacional
- Temas
- Teoria e conceitos, Partido e organização, Revoluções e guerras, Estado, poder e democracia, Repressão, violência política e direitos, Anticolonialismo e libertação nacional
Vladimir Ilitch Uliánov, conhecido pelo pseudônimo Lenin, nasceu em Simbirsk em 1870 e morreu em Gorki, perto de Moscou, em 1924. Marxista desde a juventude, fundou e dirigiu a fração bolchevique da social-democracia russa, formulou uma teoria do partido revolucionário e do imperialismo que se tornou referência para o comunismo do século XX e liderou a tomada do poder em outubro de 1917. Foi o primeiro chefe do governo soviético.
Sua obra e sua atuação são lidas de modo radicalmente diferente. Para o movimento comunista, ele é o principal continuador de Marx e o fundador do primeiro Estado operário; para liberais e muitos socialistas democráticos, é o criador de uma ditadura de partido único que usou o terror como método de governo; para historiadores, é uma figura que precisa ser entendida em seu contexto, com base em documentos, inclusive os que só foram conhecidos após a abertura dos arquivos soviéticos. Este verbete apresenta trajetória, ideias, responsabilidades e críticas, com fontes.
Família e formação
Lenin nasceu em 10 (22) de abril de 1870, em Simbirsk (depois Uliánovsk), às margens do Volga 1. O pai, Ilia Nikolaievitch Uliánov, era inspetor de escolas primárias da província e chegou à nobreza hereditária pelo serviço público; morreu em janeiro de 1886. A mãe, Maria Aleksandrovna Blank, de família de origem alemã, sueca e judaica convertida, educou os seis filhos que chegaram à idade adulta.
Em 8 (20) de maio de 1887, o irmão mais velho, Aleksandr Uliánov, estudante em São Petersburgo, foi enforcado por participar de uma conspiração para matar o tsar Alexandre III 1. No mesmo ano, Vladimir ingressou na Universidade de Kazan e foi expulso em dezembro por participar de protesto estudantil. Estudou direito por conta própria e obteve licença para advogar em 1892 1. Nesse período leu Marx e os marxistas russos, como Gueorgui Plekhanov, e afastou-se do populismo revolucionário que inspirara o irmão 2.
Primeira militância, Sibéria e "Iskra" (1893–1902)
Em São Petersburgo, a partir de 1893, participou de círculos marxistas e da União de Luta pela Emancipação da Classe Operária. Foi preso em dezembro de 1895 e, depois de mais de um ano de prisão, desterrado para Chuchenskoe, na Sibéria (1897–1900), onde se casou com a militante Nadejda Krupskaia (julho de 1898) e escreveu O desenvolvimento do capitalismo na Rússia (1899) 1.
Em 1900 emigrou e, com Plekhanov, Iúli Martov e outros, fundou o jornal Iskra (A Centelha), cujo primeiro número saiu em dezembro de 1900, para unificar os círculos social-democratas num partido centralizado 1. Por volta de 1901 passou a assinar "N. Lenin", pseudônimo que adotaria para sempre.
"Que fazer?" e a cisão de 1903
Que fazer? Problemas candentes do nosso movimento, escrito entre o fim de 1901 e fevereiro de 1902 e publicado em Stuttgart em março de 1902, polemizava com os "economistas", que privilegiavam as lutas sindicais 3. Lenin defendeu que a luta espontânea dos operários tende à consciência "trade-unionista" e que a consciência socialista precisa ser levada "de fora" por uma organização de revolucionários profissionais, centralizada e conspirativa nas condições da autocracia, articulada em torno de um jornal para toda a Rússia.
A leitura de Que fazer? é ela mesma objeto de debate. A interpretação tradicional, tanto soviética quanto liberal, viu no livro a matriz do "partido de vanguarda" e, para críticos, do autoritarismo bolchevique. Lars Lih, em estudo de 2006, argumentou que o texto expressava ideias correntes da social-democracia europeia (em particular de Karl Kautsky) e que sua suposta desconfiança dos operários foi exagerada por leituras posteriores 4.
No II Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo (julho–agosto de 1903, Bruxelas e Londres), Lenin e Martov divergiram sobre a definição de membro do partido, Lenin exigia participação pessoal numa organização partidária, e sobre a composição dos órgãos dirigentes. A fração de Lenin, majoritária numa votação final, passou a chamar-se bolchevique (de bolchinstvo, maioria) e a de Martov, menchevique (minoria) 1. Rosa Luxemburgo criticou em 1904 o "ultracentralismo" de Lenin, argumentando que ele sufocaria a iniciativa das massas 5.
1905, exílio e guerra (1905–1917)
Durante a Revolução de 1905, Lenin voltou a São Petersburgo em novembro, beneficiado por uma anistia, e defendeu uma "ditadura democrática revolucionária do proletariado e do campesinato" contra a autocracia 1. Com a derrota, partiu de novo para o exílio em 1907, vivendo sobretudo na Suíça, na França e na Galícia austríaca. Na conferência de Praga (janeiro de 1912), os bolcheviques organizaram-se como partido separado.
Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914), a maioria dos partidos socialistas europeus apoiou seus governos. Lenin condenou essa posição como "social-chauvinismo", defendeu a derrota do próprio governo e a transformação da guerra imperialista em guerra civil, e organizou a "esquerda de Zimmerwald" nas conferências socialistas internacionalistas de Zimmerwald (setembro de 1915) e Kienthal (abril de 1916) 1.
Em Zurique, entre janeiro e junho de 1916, escreveu Imperialismo, fase superior do capitalismo, publicado em Petrogrado em 1917 como "ensaio popular" 6. Apoiando-se em J. A. Hobson e Rudolf Hilferding, Lenin caracterizou o imperialismo como uma fase do capitalismo marcada pela concentração em monopólios, pela fusão do capital bancário e industrial em capital financeiro, pela exportação de capitais, pela partilha do mundo entre associações capitalistas internacionais e pela partilha territorial completa entre as grandes potências, o que tornava as guerras entre elas inevitáveis e criava a possibilidade de revolução no "elo mais fraco" da cadeia 6. A obra influenciou profundamente os movimentos anticoloniais do século XX.
1917: Teses de Abril, "O Estado e a Revolução" e Outubro
A notícia da Revolução de Fevereiro alcançou Lenin na Suíça. Com autorização do governo alemão, que tinha interesse em enfraquecer a Rússia na guerra, ele e outros emigrados atravessaram a Alemanha num trem e chegaram a Petrogrado em 3 (16) de abril de 1917 1. No dia seguinte apresentou as Teses de Abril, que rompiam com o apoio condicional ao Governo Provisório e defendiam a passagem do poder aos sovietes 7. A acusação de que os bolcheviques eram financiados pela Alemanha, levantada nas Jornadas de Julho, continua a ser discutida por historiadores quanto à escala e ao significado desse dinheiro.
Depois das Jornadas de Julho, acusado de traição, Lenin escondeu-se e fugiu para a Finlândia. Ali escreveu, em agosto–setembro, O Estado e a Revolução, publicado em 1918 8. Retomando Marx e Engels e a experiência da Comuna de Paris, defendeu que o proletariado deveria destruir o aparelho de Estado burguês e substituí-lo por um Estado de novo tipo, com funcionários eleitos, revogáveis e pagos como operários, sem exército permanente separado do povo, destinado a "extinguir-se" com o desaparecimento das classes. O capítulo planejado sobre as revoluções russas nunca foi escrito 8. A distância entre esse programa e o Estado efetivamente construído é um dos grandes temas de debate sobre Lenin.
Em setembro e outubro, Lenin pressionou o Comitê Central a preparar a insurreição, aprovada em 10 (23) de outubro. Na noite de 25 de outubro (7 de novembro), o II Congresso dos Sovietes formou o governo soviético, e Lenin tornou-se presidente do Conselho dos Comissários do Povo (Sovnarkom) 1. Ver Revolução Russa de 1917.
Chefe do governo soviético (1917–1922)
À frente do Sovnarkom, Lenin assinou os decretos sobre a Paz e a Terra, apoiou a dissolução da Assembleia Constituinte em janeiro de 1918 e impôs ao partido, contra os "comunistas de esquerda", a aceitação do Tratado de Brest-Litovsk (3 de março de 1918) 9. Em março de 1918, o governo transferiu-se para Moscou. Em 30 de agosto de 1918, Lenin foi gravemente ferido a tiros num atentado atribuído à socialista-revolucionária Fanni Kaplan 1.
Durante a guerra civil, defendeu a centralização econômica do "comunismo de guerra", a requisição de grãos e a construção de um exército regular. Em 1919, presidiu a fundação da Internacional Comunista. Em março de 1921, diante de revoltas camponesas, greves e da revolta de Kronstadt, propôs a Nova Política Econômica (NEP), que substituiu a requisição por um imposto em espécie e restabeleceu o comércio privado; no mesmo X Congresso, apoiou a proibição de frações no partido 10 11 1.
Tcheka, Terror Vermelho e responsabilidades documentadas
O Sovnarkom presidido por Lenin criou a Tcheka em 7 (20) de dezembro de 1917 e, em setembro de 1918, autorizou a intensificação do terror contra "inimigos de classe", com execução de reféns e campos de concentração 12. Lenin defendeu publicamente o terror como necessidade da guerra de classes, e documentos de arquivo publicados a partir dos anos 1990 mostram ordens pessoais suas.
O exemplo mais citado é o telegrama de 11 de agosto de 1918 aos dirigentes comunistas de Penza (Vassili Kuraev, Evguenia Bosch, Aleksandr Minkin e outros), diante de uma revolta camponesa contra a requisição de grãos. Lenin ordenou enforcar publicamente "não menos de cem" kulaks conhecidos, publicar seus nomes, tomar-lhes todo o grão e designar reféns, para que "o povo veja" num raio de centenas de verstas; em pós-escrito, pediu que se encontrassem "pessoas mais duras" 13. A ordem não parece ter sido executada nos termos literais: segundo a literatura disponível, a revolta já havia sido contida e houve prisões de organizadores 14. O documento, conservado no antigo arquivo central do partido (atual RGASPI), foi divulgado na exposição Revelations from the Russian Archives da Biblioteca do Congresso dos EUA e em coletâneas como The Unknown Lenin, organizada por Richard Pipes 13 15.
Outros documentos de 1918–1922 publicados na mesma coletânea, sobre reféns, sobre a repressão ao clero durante a campanha de confisco dos bens da Igreja (1922) e sobre a expulsão de intelectuais do país em 1922, confirmam o envolvimento direto de Lenin nas decisões repressivas. Os historiadores divergem sobre o peso relativo da ideologia, da guerra civil e da personalidade nessas decisões, mas não sobre a autenticidade dos documentos 15 2.
Questão nacional
Lenin defendeu, desde antes de 1917, o direito das nações à autodeterminação, inclusive à separação, contra críticos como Rosa Luxemburgo, que o consideravam uma concessão ao nacionalismo. No poder, o governo soviético reconheceu a independência da Finlândia (dezembro de 1917), mas o Exército Vermelho reconquistou a Ucrânia, a Geórgia e outras repúblicas na guerra civil. Em 1922, Lenin opôs-se ao projeto de Stalin de "autonomização" das repúblicas dentro da Rússia, defendeu uma união de repúblicas formalmente iguais e criticou duramente o comportamento de Stalin, Sergo Ordjonikidze e Feliks Dzerjinski no "caso georgiano", acusando-os de "chauvinismo grão-russo" 16.
Doença, "Testamento" e relação com Stalin
Lenin sofreu um primeiro derrame em 26 de maio de 1922, um segundo em 15 de dezembro de 1922 e um terceiro em 9 de março de 1923, que o deixou sem fala 1. Entre 23 de dezembro de 1922 e 4 de janeiro de 1923 ditou a "Carta ao Congresso", conhecida como "Testamento", em que avaliava os principais dirigentes. Sobre Stalin, escreveu que, tendo se tornado secretário-geral, ele concentrara em suas mãos "um poder ilimitado" e que não tinha certeza de que saberia usá-lo com cautela; no adendo de 4 de janeiro de 1923, afirmou que Stalin era "grosseiro demais" e propôs que os camaradas encontrassem um modo de substituí-lo no cargo 17. Também fez reservas a Trotsky, Zinoviev, Kamenev, Bukharin e Piatakov.
O documento foi lido a delegações do XIII Congresso (1924), mas Stalin permaneceu no cargo; o texto só foi divulgado oficialmente na URSS depois de 1956. Moshe Lewin interpretou os últimos escritos como um "último combate" de Lenin contra a burocratização e contra Stalin 16; outros historiadores, como Stephen Kotkin, questionaram aspectos da autoria e das circunstâncias dos ditados finais, controlados pela secretaria e por Krupskaia 18, debate que permanece aberto.
Morte, mausoléu e culto
Lenin morreu em 21 de janeiro de 1924, em Gorki, após um novo derrame 1. Petrogrado foi rebatizada Leningrado. Contra a vontade expressa de Krupskaia, a direção do partido decidiu embalsamar o corpo e expô-lo num mausoléu na Praça Vermelha, primeiro de madeira, em 1924, e depois de pedra, concluído em 1930. Desenvolveu-se um culto oficial de Lenin, com monumentos, nomes de cidades e a publicação de suas obras completas em várias edições. Depois de 1991, a cidade voltou a chamar-se São Petersburgo, e o destino do mausoléu tornou-se objeto de debate público na Rússia 2.
Pensamento
As principais formulações associadas a Lenin, que a tradição posterior sistematizou como Marxismo-leninismo:
- Partido de vanguarda: organização de revolucionários disciplinados, que leva a consciência socialista à classe operária e dirige a luta política contra o Estado.
- Centralismo democrático: liberdade de discussão antes da decisão e unidade na ação depois dela, com subordinação das instâncias inferiores às superiores. Na prática, a partir de 1921 (proibição das frações) o polo "centralista" prevaleceu.
- Imperialismo: fase monopolista do capitalismo, que explica a guerra mundial, a "aristocracia operária" nos países centrais e a importância das revoluções nas colônias e semicolônias 6.
- Ditadura do proletariado e Estado: o poder operário deve substituir o Estado burguês por um Estado de tipo comunal, que se extingue com o fim das classes 8. No poder, Lenin justificou a ditadura do partido em nome da classe.
- Aliança operário-camponesa e questão nacional: a revolução num país majoritariamente camponês depende da aliança com o campesinato e do apoio dos povos oprimidos.
Esses conceitos foram lidos de maneiras diversas por correntes que se reivindicam leninistas, do marxismo-leninismo soviético e chinês ao Trotskismo, e por pensadores como Antonio Gramsci, cuja noção de Hegemonia dialoga com a experiência bolchevique.
Recepção e críticas
- Rosa Luxemburgo criticou o centralismo de Lenin em 1904 e, em 1918, embora apoiasse Outubro, condenou a dissolução da Constituinte, a supressão das liberdades e o terror 5 19.
- Karl Kautsky, antes referência teórica de Lenin, acusou os bolcheviques de substituir a democracia pela ditadura de uma minoria; Lenin respondeu chamando-o de "renegado" 20 21.
- Iúli Martov e os mencheviques defenderam um caminho democrático e denunciaram a repressão aos partidos socialistas.
- Anarquistas, como Piotr Kropotkin, que se encontrou com Lenin e lhe escreveu em 1919–1920, condenaram a centralização estatal, a tomada de reféns e a repressão aos sovietes livres; Nestor Makhno foi aliado e depois inimigo dos bolcheviques.
- Liberais e conservadores, como Richard Pipes, veem em Lenin o fundador do Estado totalitário e o responsável direto pelo terror; historiadores como Robert Service apresentam uma biografia crítica que articula ideologia, temperamento e circunstâncias 22 2.
- Leituras marxistas contemporâneas, como a de Lars Lih, procuram recuperar o Lenin histórico, distinguindo-o do culto soviético e das leituras da Guerra Fria 23.
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Tradução de texto localizado
“O camarada Stalin, tendo se tornado secretário-geral, concentrou em suas mãos um poder ilimitado, e não estou certo de que ele sempre saberá usá-lo com suficiente cautela.”
Comrade Stalin, having become Secretary-General, has unlimited authority concentrated in his hands, and I am not sure whether he will always be capable of using that authority with sufficient caution.
Carta ao Congresso ("Testamento"), parte ditada em 24 de dezembro de 1922.
Tradução da redação a partir da versão inglesa do Marxists Internet Archive; a primeira oração foi conferida literalmente, o restante deve ser conferido no texto.
Fonte: Letter to the Congress ("Testamento"), 23 de dezembro de 1922 – 4 de janeiro de 1923
- Tradução de texto localizado
“Stalin é grosseiro demais, e esse defeito, embora plenamente tolerável entre nós e nas relações entre comunistas, torna-se intolerável num secretário-geral.”
Adendo de 4 de janeiro de 1923 à Carta ao Congresso.
Tradução da redação; o início ("Stalin is too rude and this defect, although quite tolerable in our midst and in dealing among us Communists") foi conferido; o final deve ser conferido no texto.
Fonte: Letter to the Congress ("Testamento"), 23 de dezembro de 1922 – 4 de janeiro de 1923
- Paráfrase
“Não uma república parlamentar […], mas uma república de sovietes.”
Teses de Abril, tese 5 (1917).
Fonte: The Tasks of the Proletariat in the Present Revolution (Teses de Abril)
Cronologia
22 de abril de 1870
Nascimento em Simbirsk.1
20 de maio de 1887
Execução do irmão, Aleksandr Uliánov.1
dezembro de 1887
Expulsão da Universidade de Kazan.1
20 de dezembro de 1895
Prisão em São Petersburgo.1
1897
Desterro em Chuchenskoe, Sibéria (até 1900).1
24 de dezembro de 1900
Primeiro número do Iskra.1
março de 1902
Publicação de "Que fazer?".3
agosto de 1903
II Congresso do POSDR: cisão entre bolcheviques e mencheviques.1
novembro de 1905
Volta à Rússia durante a Revolução de 1905.1
setembro de 1915
Conferência de Zimmerwald.1
1916
Redação de "Imperialismo" em Zurique (janeiro–junho).6
16 de abril de 1917
Chegada a Petrogrado; Teses de Abril no dia seguinte.1
agosto de 1917
Redação de "O Estado e a Revolução" no esconderijo.8
7 de novembro de 1917
Revolução de Outubro; Lenin preside o Sovnarkom.1
3 de março de 1918
Tratado de Brest-Litovsk.1
11 de agosto de 1918
Telegrama aos comunistas de Penza.13
30 de agosto de 1918
Atentado contra Lenin em Moscou.1
março de 1921
X Congresso: NEP e proibição de frações.1
26 de maio de 1922
Primeiro derrame.1
23 de dezembro de 1922
Início dos ditados da "Carta ao Congresso".17
4 de janeiro de 1923
Adendo sobre Stalin.17
9 de março de 1923
Terceiro derrame; perda da fala.1
21 de janeiro de 1924
Morte em Gorki.1
Imagens

Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Marxists Internet Archive. Lenin, Timeline. Marxists Internet Archive.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Datas no calendário juliano com equivalente gregoriano entre parênteses.
- 2Robert Service. Lenin: A Biography. Macmillan, 2000.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 3V. I. Lenin. What Is To Be Done? (índice e notas editoriais). Marxists Internet Archive, 1902.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Escrito do outono de 1901 a fevereiro de 1902; publicado por Dietz, Stuttgart, em março de 1902.
- 4Lars T. Lih. Lenin Rediscovered: What Is to Be Done? in Context. Brill (Historical Materialism Book Series), 2006.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 5Rosa Luxemburgo. Questões de organização da social-democracia russa. 1904.[Fonte primária · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 6V. I. Lenin. Imperialism, the Highest Stage of Capitalism (índice e notas editoriais). Marxists Internet Archive, 1916.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Escrito em Zurique, janeiro–junho de 1916; publicado em Petrogrado em meados de 1917 com o título "Imperialismo, a fase mais recente do capitalismo".
- 7V. I. Lenin. The Tasks of the Proletariat in the Present Revolution (Teses de Abril). Marxists Internet Archive; original no Pravda n.º 26, 7 de abril de 1917, 1917.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 8V. I. Lenin. The State and Revolution (índice e notas editoriais). Marxists Internet Archive, 1917.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Escrito em agosto–setembro de 1917; publicado em 1918; sétimo capítulo nunca escrito.
- 9Seventeen Moments in Soviet History (Michigan State University). Treaty of Brest Litovsk (1917).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 10Seventeen Moments in Soviet History (Michigan State University). The New Economic Policy (1921).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 11Seventeen Moments in Soviet History (Michigan State University). Kronstadt Uprising (1921).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 12Lewis Siegelbaum, Seventeen Moments in Soviet History (Michigan State University). State Security (1917).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 13V. I. Lenin. Telegrama aos comunistas de Penza (Kuraev, Bosh, Minkin e outros), 11 de agosto de 1918. Marxists Internet Archive, a partir da exposição "Revelations from the Russian Archives" (Biblioteca do Congresso dos EUA); tradução de Richard B. Day (2008), 1918.[Arquivo · consultada em 19 de outubro de 2026]Cota indicada na página: RTsKhIDNI (atual RGASPI), f. 2, op. 1, d. 6898, l. 1–1 ob.
- 14Lenin's hanging order. Wikipédia em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada só como orientação sobre o contexto da revolta de Penza; conferir em historiografia.
- 15Richard Pipes (org.). The Unknown Lenin: From the Secret Archive. Yale University Press, 1996.[Fonte primária · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 16Moshe Lewin. Le dernier combat de Lénine (ed. inglesa: Lenin's Last Struggle). Éditions de Minuit, 1967.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 17V. I. Lenin. Letter to the Congress ("Testamento"), 23 de dezembro de 1922 – 4 de janeiro de 1923. Marxists Internet Archive.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 18Stephen Kotkin. Stalin, vol. 1: Paradoxes of Power, 1878–1928. Penguin Press, 2014.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 19Rosa Luxemburgo. The Russian Revolution, cap. 6 ("The Problem of Dictatorship"). Marxists Internet Archive, 1918.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Manuscrito redigido na prisão em 1918 e publicado postumamente (1922); a página não traz os dados de publicação.
- 20Karl Kautsky. Die Diktatur des Proletariats. 1918.[Fonte primária · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 21V. I. Lenin. A revolução proletária e o renegado Kautsky. 1918.[Fonte primária · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 22Richard Pipes. The Russian Revolution. Alfred A. Knopf, 1990.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 23Lars T. Lih. Lenin. Reaktion Books (Critical Lives), 2011.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
autor de
- Que fazer? (verbete planejado)ObraFonte: What Is To Be Done? (índice e notas editoriais)
- Imperialismo, estágio superior do capitalismo (verbete planejado)ObraFonte: Imperialism, the Highest Stage of Capitalism (índice e notas editoriais)
- O Estado e a revoluçãoObraFonte: The State and Revolution (índice e notas editoriais)
liderou
- Revolução Russa de 1917AcontecimentoFonte: Lenin, Timeline
governou
- União SoviéticaPaís e experiência histórica1917–1924 (presidente do Sovnarkom; afastado pela doença em 1922–23).
fundou
- Partido Comunista da União Soviética (PCUS) (verbete planejado)OrganizaçãoFração bolchevique do POSDR (1903); partido separado desde 1912.
- Internacional Comunista (Comintern) (verbete planejado)Organização
- Tcheka (verbete planejado)OrganizaçãoCriada por decisão do Sovnarkom presidido por Lenin. Fonte: State Security (1917)
casado(a) com
- Nadejda Krupskaia (verbete planejado)PessoaFonte: Lenin, Timeline
influenciado por
- Karl MarxPessoa
- Friedrich EngelsPessoa
- Comuna de ParisAcontecimentoFonte: The State and Revolution (índice e notas editoriais)
debateu com
- Rosa LuxemburgoPessoaFonte: Questões de organização da social-democracia russa
aliado de
- Leon Trotsky (verbete planejado)Pessoa
- Alexandra KollontaiPessoa1915–1918. Apoiou as Teses de Abril; rompeu com a maioria em Brest-Litovsk e na disputa sindical. Fonte: Alexandra Kollontai (verbete) (no verbete Alexandra Kollontai)
relacionado a
- Josef Stálin (verbete planejado)PessoaApoiou sua nomeação como secretário-geral (1922) e pediu sua substituição no adendo de 4/1/1923. Fonte: Letter to the Congress ("Testamento"), 23 de dezembro de 1922 – 4 de janeiro de 1923
- Nikolai Bukharin (verbete planejado)Pessoa
- Nova Política Econômica (NEP) (verbete planejado)AcontecimentoFonte: The New Economic Policy (1921)
- Guerra Civil Russa (verbete planejado)Acontecimento
- Antonio GramsciPessoa
- ComunismoConceitoFonte: The State and Revolution, cap. 5: The Economic Basis of the Withering Away of the State (no verbete Comunismo)
- Concorrência e monopólioConceitoFonte: Imperialism, the Highest Stage of Capitalism, cap. 7, "Imperialism, as a Special Stage of Capitalism" (no verbete Concorrência e monopólio)
- Eduard BernsteinPessoaLenin criticou o revisionismo em Que fazer? (1902). Fonte: What Is To Be Done?, cap. I: Dogmatism and "Freedom of Criticism" (no verbete Eduard Bernstein)
- HegemoniaConceitoFonte: Hegemony (Glossary of Terms) (no verbete Hegemonia)
- Marxismo-leninismoCorrente
- Socialismo e comunismo: relações, diferenças e usos históricosPergunta e guiaFonte: The State and Revolution, cap. 5: The Economic Basis of the Withering Away of the State (no verbete Socialismo e comunismo: relações, diferenças e usos históricos)
- Socialismo e democraciaPergunta e guiaFonte: O Estado e a Revolução, cap. III: A experiência da Comuna de Paris de 1871. A análise de Marx (no verbete Socialismo e democracia)
- Socialismo e religiãoPergunta e guiaFonte: Socialism and Religion (no verbete Socialismo e religião)
- TrotskismoCorrente
influenciou
- Amílcar CabralPessoaAdmiração declarada pelas análises de Lênin sobre o imperialismo. Fonte: Amilcar Cabral (esboço biográfico) (no verbete Amílcar Cabral)
- Ernesto Che GuevaraPessoaFonte: Sobre el sistema presupuestario de financiamiento (no verbete Ernesto Che Guevara)
- Mao ZedongPessoa
Compartilhe
Peças para as redes
Geradas a partir deste verbete. Cada peça leva o endereço do verbete, onde ficam as fontes e o contexto.
Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP, rascunho assistido por IA
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 2.327 palavras · 23 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisa no Marxists Internet Archive (cronologia, Que fazer?, Imperialismo, O Estado e a Revolução, Teses de Abril, Carta ao Congresso, telegrama de Penza, Rosa Luxemburgo) e Seventeen Moments (Tcheka, Brest, NEP, Kronstadt). Biografias e estudos (Service, Lih, Lewin, Pipes, Kotkin) citados como referência bibliográfica, sem consulta de página. Pendente: conferir as traduções completas das citações do Testamento; conferir a ascendência da mãe e a data de adoção do pseudônimo; documentar com fonte primária os documentos sobre o clero (1922) e a expulsão de intelectuais; verificar a posição de Kotkin sobre os ditados finais; registrar a data exata da primeira publicação soviética do Testamento.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
Encontrou um erro? Escreva pela página de correções citando o verbete e a seção. Correções ficam registradas neste histórico.
Como citar: Vladimir Lenin. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/vladimir-lenin.
Continue explorando
O Estado e a revolução
Livro de Lenin sobre a teoria marxista do Estado, escrito em 1917 e publicado em 1918
Revolução Russa de 1917
Da queda do tsarismo à vitória bolchevique na guerra civil (1917–1921)
União Soviética
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (1922–1991)
Karl Marx
Filósofo, jornalista, economista e militante revolucionário alemão (1818–1883)
Friedrich Engels
Industrial, teórico e militante socialista alemão (1820–1895)
Comuna de Paris
Governo insurrecional de Paris (18 de março – 28 de maio de 1871)