Antonio Gramsci
Dirigente comunista e teórico marxista italiano (1891–1937)
Jornalista e dirigente socialista e depois comunista italiano, animador de L'Ordine Nuovo e dos conselhos de fábrica de Turim, cofundador e secretário-geral do Partido Comunista da Itália. Preso pelo fascismo em 1926, escreveu na prisão os Cadernos do cárcere, onde desenvolveu a teoria da hegemonia.
Também: Nino (apelido familiar)

Índice e ficha
- Nome completo
- Antonio Gramsci
- Nascimento
- 22 de janeiro de 1891, Ales, Sardenha, Itália
- Morte
- 27 de abril de 1937, Roma, ItáliaHemorragia cerebral, após mais de dez anos de prisão e custódia sob o regime fascista.
- Nacionalidade
- italiana
- Papéis
- Jornalista do Avanti! e de Il Grido del PopoloMilitante · 1915–1917
- Cofundador de L'Ordine Nuovo e teórico dos conselhos de fábricaIntelectual marxista · 1919–1920
- Cofundador e secretário-geral do Partido Comunista da ItáliaLiderança de partido comunista · 1921–1926 (secretário-geral 1924–1926)
- Deputado ao Parlamento italianoLiderança de partido comunista · 1924–1926
- Autor dos Cadernos do cárcereIntelectual marxista · 1929–1935
- Como se definia
- Declarava-se socialista revolucionário e, a partir de 1921, comunista; foi dirigente do Partido Comunista da Itália e da Internacional Comunista.
- Filiações
- Partido Socialista Italiano (PSI) (1913–1921); Partido Comunista da Itália (PCd'I) (1921–1937)
- Período
- 1891–1937
- Área
- Socialismo e comunismo
- Regiões
- Europa, Brasil
- Temas
- Teoria e conceitos, Partido e organização, Estado, poder e democracia, Cultura, artes e vida cotidiana, Repressão, violência política e direitos, Movimento operário e sindical
Antonio Gramsci (Ales, Sardenha, 22 de janeiro de 1891 – Roma, 27 de abril de 1937) foi jornalista, dirigente do movimento operário italiano e um dos pensadores marxistas mais estudados do século XX 1. Militou no Partido Socialista Italiano, animou a revista L'Ordine Nuovo durante o movimento dos conselhos de fábrica de Turim (1919–1920), participou da fundação do Partido Comunista da Itália em 1921 e tornou-se seu secretário-geral em 1924 1.
Preso pelo regime fascista em 8 de novembro de 1926, escreveu entre 1929 e 1935 os Cadernos do cárcere, conjunto de notas em que reelaborou conceitos como Hegemonia, sociedade civil, intelectuais orgânicos, revolução passiva e guerra de posição 1. Publicados depois da Segunda Guerra, os Cadernos tiveram enorme influência, inclusive no Brasil, onde Gramsci se tornou um dos autores estrangeiros mais citados nas ciências humanas 2. Este verbete trata da pessoa; o conceito central está em Hegemonia.
Sardenha e Turim (1891–1918)
Nasceu em 22 de janeiro de 1891 em Ales, na Sardenha, uma das regiões mais pobres da Itália 1. A família passou por dificuldades depois que o pai, funcionário público, foi preso em 1898 numa condenação de motivação política; Gramsci teve saúde frágil e uma deformação na coluna desde a infância 1.
Em 1911 ganhou uma bolsa para estudar na Universidade de Turim, onde cursou letras e filologia, sem concluir o curso 1. Turim era a capital industrial do país (a Fiat ficava ali), e a experiência da classe operária do norte, tão distante do campesinato sardo, marcaria seu pensamento sobre a "questão meridional". Entrou no Partido Socialista Italiano (PSI) em 1913 e, entre 1915 e 1917, tornou-se jornalista em tempo integral no Avanti! e no Il Grido del Popolo 1.
"L'Ordine Nuovo" e os conselhos de fábrica (1919–1920)
Em 1919 Gramsci, com Palmiro Togliatti, Angelo Tasca e Umberto Terracini, fundou a revista semanal L'Ordine Nuovo ("A nova ordem"), que se tornou o órgão do movimento dos conselhos de fábrica de Turim 1. (A lista de cofundadores segue a historiografia corrente e não foi conferida em fonte aberta nesta redação.) No chamado "biênio vermelho" (1919–1920), os operários elegeram comissões internas e conselhos por seção de fábrica, e em setembro de 1920 ocuparam fábricas no norte da Itália.
Gramsci via nos conselhos o embrião de um novo Estado operário, inspirado nos sovietes: instituições nascidas no próprio local de produção, abertas a todos os trabalhadores e não apenas aos sindicalizados ou filiados. A posição o opôs à direção do PSI e dos sindicatos, mas também a Amadeo Bordiga, que priorizava a construção de um partido revolucionário disciplinado. O movimento terminou sem ruptura revolucionária, num acordo que devolveu as fábricas aos proprietários, derrota que, nos anos seguintes, ajudou a abrir caminho para a reação fascista.
Fundação do PCd'I, Moscou e direção do partido (1921–1926)
Em janeiro de 1921, no congresso do PSI em Livorno, a ala comunista rompeu e fundou o Partido Comunista da Itália (PCd'I), seção da Internacional Comunista 1. Gramsci integrou o comitê central, mas a direção inicial coube a Bordiga.
Entre 1922 e 1923 foi delegado do partido em Moscou; ali conheceu e casou-se com Julia (Iulca) Schucht, com quem teve dois filhos 1. Em 1923–1924 abriu em Viena o escritório exterior do partido e lançou o jornal L'Unità 1. Eleito deputado em abril de 1924, voltou à Itália protegido pela imunidade e tornou-se secretário-geral no verão daquele ano 1. Em janeiro de 1926, o congresso clandestino de Lyon aprovou teses redigidas por ele e Togliatti, que consolidaram a nova direção contra Bordiga 1.
Em outubro de 1926 escreveu à direção soviética uma carta advertindo contra os efeitos da luta entre Stálin e Trótski; a carta não foi entregue 1, segundo a historiografia, retida por Togliatti, então representante do partido em Moscou. No mesmo ano redigiu Alguns temas da questão meridional, sobre a aliança entre operários do norte e camponeses do sul (ver Hegemonia).
Prisão fascista (1926–1937)
Em 8 de novembro de 1926, depois da aprovação das leis de exceção do regime de Mussolini, Gramsci foi preso, apesar da imunidade parlamentar 1. Em maio de 1928 o Tribunal Especial para a Defesa do Estado condenou-o, com outros dirigentes comunistas, a mais de 20 anos de prisão, pena depois reduzida para 12 anos 1.
Cumpriu pena sobretudo na prisão de Turi, perto de Bari. Sua saúde se deteriorou gravemente. Em 1933 foi transferido para uma clínica em Formia, sob vigilância, e depois para a clínica Quisisana, em Roma 1. Morreu em 27 de abril de 1937, após uma hemorragia cerebral, poucos dias depois de ter cumprido formalmente a pena 1.
Nas prisões, Gramsci também se isolou politicamente de parte dos companheiros presos, ao discordar da linha de "classe contra classe" adotada pela Internacional Comunista a partir de 1928–1929, episódio documentado por biógrafos e discutido em 3 (não consultado). As circunstâncias da não entrega da carta de 1926 e das tentativas frustradas de libertação (troca de prisioneiros com a URSS) alimentam debates sobre a relação entre Gramsci, Togliatti e a direção soviética.
Os "Cadernos do cárcere" e as "Cartas"
Autorizado a escrever a partir de 1929, Gramsci preencheu 29 cadernos escolares de notas (além de cadernos de traduções) entre 1929 e 1935, em Turi, Formia e Roma 1 4. Depois de sua morte, a cunhada Tatiana Schucht os retirou da clínica e eles chegaram à direção do partido em Moscou 1. As notas, escritas sob censura e em linguagem às vezes cifrada (por exemplo, "filosofia da práxis" para o marxismo), alternam "cadernos especiais" temáticos e "cadernos miscelâneos" 2.
Temas centrais (desenvolvidos em Hegemonia):
- Hegemonia: a direção intelectual e moral de uma classe sobre o conjunto da sociedade, combinando consenso e coerção.
- Estado ampliado: sociedade política (coerção) mais sociedade civil (escolas, igrejas, imprensa, associações).
- Guerra de movimento e guerra de posição: no Ocidente, de sociedade civil densa, a transformação exigiria uma longa disputa de posições.
- Intelectuais orgânicos e o partido como "moderno Príncipe".
- Revolução passiva: transformações conduzidas "pelo alto", que incorporam demandas populares sem protagonismo das massas, conceito muito usado para analisar a história do Brasil 4.
- Estudos sobre o Risorgimento, a questão meridional, americanismo e fordismo, folclore, senso comum, literatura e linguagem 1.
As Cartas do cárcere, dirigidas à família, à cunhada Tatiana e indiretamente ao economista Piero Sraffa, tornaram-se também um clássico.
Edições: de Togliatti a Gerratana; as edições brasileiras
Itália. A primeira edição dos Cadernos saiu em seis volumes temáticos entre 1948 e 1951, sob a orientação de Togliatti, agrupando as notas por assunto 1 4. Segundo Carlos Nelson Coutinho, essa organização deu a "falsa impressão" de que Gramsci escrevera na prisão seis livros mais ou menos acabados 4. Em 1975 saiu pela Einaudi a edição crítica organizada por Valentino Gerratana, em quatro volumes, que reproduz os cadernos na ordem presumida de redação 1 2 5. Uma "edição nacional" dos escritos de Gramsci está em curso na Itália (dados não conferidos nesta redação).
Brasil. A Civilização Brasileira, dirigida por Ênio Silveira, publicou entre 1966 e 1968 quatro volumes temáticos baseados na edição de Togliatti, Concepção dialética da história, Os intelectuais e a organização da cultura, Maquiavel, a política e o Estado moderno e Literatura e vida nacional, e uma seleção de 223 cartas; por temor da censura, o título do primeiro volume foi alterado 2. Os volumes venderam pouco no início, mas foram reeditados na segunda metade dos anos 1970 2.
Entre 1999 e 2002, a mesma editora publicou a nova edição dos Cadernos do cárcere em seis volumes, organizada por Carlos Nelson Coutinho com a colaboração de Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira, combinando os critérios da edição Gerratana com uma organização temática baseada nos cadernos especiais 2 4 6. Seguiram-se os Escritos políticos (2004) e a edição integral das Cartas do cárcere (2005), segundo nota editorial ao texto de Coutinho 2.
Recepção no Brasil
As primeiras traduções de Gramsci no Brasil apareceram nos anos 1960, por iniciativa de intelectuais ligados ao PCB e à Civilização Brasileira; a ditadura e o AI-5 interromperam a difusão, retomada com a abertura política no fim dos anos 1970 2. Coutinho estimava que nove em cada dez pesquisadores brasileiros que citavam Gramsci o conheceram pela edição dos anos 1960 2.
Nos anos 1980, Gramsci tornou-se referência para setores da esquerda que pensavam a democratização, a sociedade civil e a construção do Partido dos Trabalhadores, e para áreas acadêmicas como educação e serviço social. O próprio Coutinho, filiado ao PT desde 1989, usava o conceito de revolução passiva para explicar a tradição brasileira de cooptação da oposição pelas elites 4. Em 2005, a Agência FAPESP registrou a presença de Gramsci no encontro anual da Anpocs e a atualidade atribuída a conceitos como sociedade civil, revolução passiva e folclore 7. O estudo de Lincoln Secco sobre a recepção de Gramsci no Brasil é indicado como leitura complementar 8 (não consultado).
Disputas de interpretação
Gramsci é reivindicado por correntes opostas, e o caráter fragmentário dos Cadernos favorece leituras divergentes 1.
- Comunismo italiano e eurocomunismo. O Partido Comunista Italiano fez dele uma referência central; sob Togliatti e depois no eurocomunismo, a "guerra de posição" foi lida como fundamento de uma via democrática e parlamentar ao socialismo 1.
- Críticas de esquerda. Perry Anderson, em "As antinomias de Antonio Gramsci" (1976), apontou oscilações conceituais nos Cadernos e o risco de leituras reformistas 9. Peter Thomas (The Gramscian Moment, 2009) propôs ler Gramsci no contexto da Internacional Comunista, contra interpretações que o separam do leninismo 10. Correntes marxistas-leninistas também divergem entre si sobre o quanto Gramsci se afasta de Lenin.
- Pós-marxismo. Ernesto Laclau e Chantal Mouffe (Hegemonia e estratégia socialista, 1985) transformaram a hegemonia em articulação discursiva de demandas, afastando-se da centralidade da classe 1.
- Academia. Estudos culturais, relações internacionais (neogramscianos) e estudos subalternos usaram categorias gramscianas fora do contexto partidário 1.
- Uso pela direita no Brasil. Desde os anos 1990, autores conservadores, com destaque para Olavo de Carvalho (A nova era e a revolução cultural, 1994), apresentaram Gramsci como mentor de uma estratégia de domínio cultural da esquerda sobre universidades, imprensa e meios de comunicação, o chamado "gramscismo" 11. Pesquisadores tratam essa leitura como teoria da conspiração: Renato Amado (2023) a descreve como crença num complô para mudar subliminarmente a mentalidade da sociedade, pilar da "guerra cultural" da extrema direita, e examina suas inconsistências 12. Essa leitura não corresponde ao que os especialistas encontram nos Cadernos, que tratam da hegemonia como processo histórico de direção e consenso entre classes, e não como plano de manipulação.
A enciclopédia registra essas leituras sem tomá-las como equivalentes: as interpretações acadêmicas e militantes divergem dentro de um campo de evidência textual; o "gramscismo" conspiratório não se apoia nesse campo.
Cronologia
22 de janeiro de 1891
Nasce em Ales, Sardenha.1
1911
Bolsa para a Universidade de Turim.1
1913
Entra no Partido Socialista Italiano.1
1919
Cofunda L'Ordine Nuovo; movimento dos conselhos de fábrica de Turim (1919–1920).1
janeiro de 1921
Congresso de Livorno: fundação do Partido Comunista da Itália.1
1922
Delegado em Moscou (até 1923); conhece Julia Schucht.1
abril de 1924
Eleito deputado; no verão torna-se secretário-geral do partido.1
janeiro de 1926
Congresso de Lyon aprova as teses de Gramsci e Togliatti.1
outubro de 1926
Carta ao comitê central soviético, não entregue por Togliatti.1
8 de novembro de 1926
Preso pelo regime fascista.1
maio de 1928
Condenado pelo Tribunal Especial a mais de 20 anos (depois reduzidos a 12).1
1929
Começa a redigir os Cadernos do cárcere (até 1935).1
1933
Transferido para clínica em Formia.1
27 de abril de 1937
Morre em Roma.1
1948
Início da edição temática dos Cadernos (até 1951).1
1966
Civilização Brasileira começa a publicar Gramsci no Brasil (até 1968).2
1975
Edição crítica de Valentino Gerratana (Einaudi).2
1999
Começa a edição brasileira dos Cadernos organizada por Carlos Nelson Coutinho (até 2002).4
Imagens

Bibliografia comentada
James Martin. Antonio Gramsci (2023)
Síntese acadêmica atualizada (2023) da vida, dos conceitos e das interpretações; bom ponto de partida.
Antonio Gramsci (ed. Carlos Nelson Coutinho, com Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira). Cadernos do cárcere (6 vols.) (1999–2002)
A edição brasileira de referência dos Cadernos, com organização temática e critérios da edição crítica.
Carlos Nelson Coutinho. Uma nova edição de Gramsci no Brasil (1998)
O organizador da edição brasileira explica a história das traduções e os critérios adotados, essencial para entender a recepção no Brasil.
Giuseppe Fiori. Vita di Antonio Gramsci (1966)
Biografia clássica, base de muitas narrativas sobre a infância, a militância e a prisão.
Perry Anderson. The Antinomies of Antonio Gramsci (1976)
Crítica marxista influente às ambiguidades dos Cadernos e às leituras reformistas.
Renato Amado. Gramscismo e globalismo: as teorias da conspiração capilarizadas por Olavo de Carvalho e suas inconsistências (2023)
Analisa o "gramscismo" da extrema direita brasileira como teoria da conspiração.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1James Martin. Antonio Gramsci. Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2023.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Publicado em 13/1/2023.
- 2Carlos Nelson Coutinho. Uma nova edição de Gramsci no Brasil. Marxists Internet Archive (em português), 1998.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 3Giuseppe Fiori. Vita di Antonio Gramsci. Laterza, 1966.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 4Carlos Nelson Coutinho (entrevista a Daniela Birman e Cecília Costa). Paixão por Gramsci. O Globo, Prosa e Verso, 27/9/2003 (reproduzido no Marxists Internet Archive), 2003.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 5Antonio Gramsci (ed. Valentino Gerratana). Quaderni del carcere (edição crítica, 4 vols.). Einaudi, Turim, 1975.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 6Antonio Gramsci (ed. Carlos Nelson Coutinho, com Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira). Cadernos do cárcere (6 vols.). Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1999–2002.[Fonte primária · referência bibliográfica]Datas e organizadores conferidos nos textos de Coutinho (1998, 2003); exemplares não consultados.
- 7Gramsci no século 21. Agência FAPESP, 3/11/2005, 2005.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 8Lincoln Secco. Gramsci e o Brasil: recepção e difusão de suas ideias. 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]Indicado em resultado de busca; autor e editora a conferir.
- 9Perry Anderson. The Antinomies of Antonio Gramsci. New Left Review, n. 100, 1976.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 10Peter D. Thomas. The Gramscian Moment: Philosophy, Hegemony and Marxism. Brill, 2009.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 11André Corrêa. Trilogia de 30 anos: A nova era e a revolução cultural, de Olavo de Carvalho. Gazeta do Povo, 10/1/2025, 2025.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto favorável ao autor resenhado; usado só para descrever a tese. Título da matéria aproximado a partir da URL; conferir.
- 12Renato Amado. Gramscismo e globalismo: as teorias da conspiração capilarizadas por Olavo de Carvalho e suas inconsistências. Brasil/Brazil, v. 36, n. 72, 2023.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultados título e resumo.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
formulou
- HegemoniaConceitoReelaborou um termo já presente no debate social-democrata russo. Fonte: Antonio Gramsci
autor de
- Cadernos do cárcere (verbete planejado)ObraFonte: Antonio Gramsci
fundou
- Partido Comunista Italiano (PCI) (verbete planejado)OrganizaçãoPartido Comunista da Itália (PCd'I), depois Partido Comunista Italiano. Fonte: Antonio Gramsci
dirigiu
- Partido Comunista Italiano (PCI) (verbete planejado)Organização1924–1926. Fonte: Antonio Gramsci
participou de
- Congresso de Livorno (verbete planejado)AcontecimentoFonte: Antonio Gramsci
aliado de
- Palmiro Togliatti (verbete planejado)PessoaCompanheiro desde L'Ordine Nuovo; relação marcada pela carta de 1926 e por disputas posteriores de interpretação. Fonte: Antonio Gramsci
integrou
- Internacional Comunista (Comintern) (verbete planejado)OrganizaçãoDelegado do PCd'I em Moscou (1922–1923). Fonte: Antonio Gramsci
vítima de
- Comunismo na Itália (verbete planejado)País e experiência históricaPreso pelo regime fascista; relação temática com a história do comunismo italiano.
influenciou
- Eurocomunismo (verbete planejado)CorrenteLeitura reivindicada pelo PCI e pelos eurocomunistas; contestada por críticos. Fonte: Antonio Gramsci
- Carlos Nelson Coutinho (verbete planejado)PessoaFonte: Paixão por Gramsci
relacionado a
- Vladimir LeninPessoa
- Revolução Russa de 1917Acontecimento
- AntifascismoConceito
- José Carlos MariáteguiPessoaAproximação feita por intérpretes; não há relação pessoal documentada nas fontes consultadas.
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP (assistida por IA)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 1.735 palavras · 12 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação inicial. Abertos: SEP (James Martin, 2023); textos de Carlos Nelson Coutinho no MIA (1998; entrevista de 2003); Agência FAPESP (2005); Gazeta do Povo (2025); resumo de Amado (2023, Brasil/Brazil). Retrato do Commons (PD-Italy/PD-1996) com ressalva da regra do prazo mais curto. Cofundadores de L'Ordine Nuovo e retenção da carta de 1926 por Togliatti seguem a historiografia corrente, não conferidos em fonte aberta. Pendentes: data exata de fundação de L'Ordine Nuovo; prisão do pai (ano); ruptura com companheiros presos (Fiori); edição nacional italiana (página da Fondazione Gramsci não aberta, erro 404); título exato da matéria da Gazeta; Fiori, Anderson, Thomas, Secco e Gerratana não consultados.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Antonio Gramsci. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/antonio-gramsci.
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