Hegemonia
Do debate social-democrata russo a Gramsci e seus herdeiros
Conceito que, no marxismo, designa a direção política e cultural de uma classe sobre outras. Nasceu no debate russo do fim do século XIX, foi reelaborado por Antonio Gramsci nos Cadernos do cárcere e depois usado em teoria política, estudos culturais e relações internacionais.
Também: hegemony · egemonia · гегемония (gegemoniya)

Índice e ficha
- Período
- 1883–presente
- Área
- Socialismo e comunismo
- Regiões
- Internacional, Europa, Brasil
- Temas
- Teoria e conceitos, Estado, poder e democracia, Cultura, artes e vida cotidiana, Partido e organização
Do grego hegemonía ("direção", "comando"), a palavra designava originalmente a liderança de uma cidade sobre uma liga de cidades. No vocabulário marxista, hegemonia passou a significar a capacidade de uma classe ou grupo social de dirigir outros grupos, não apenas de dominá-los pela força, obtendo seu consentimento e articulando seus interesses num projeto comum.
O conceito tem duas origens marxistas principais: o debate da social-democracia russa sobre a direção do proletariado na luta contra o czarismo, e a obra de Antonio Gramsci (1891–1937), que o transformou numa teoria do poder nas sociedades modernas 1. A partir de Gramsci, foi apropriado por correntes muito diversas, da teoria política pós-marxista aos estudos culturais e às relações internacionais, e, no fim do século XX, tornou-se também alvo de usos polêmicos pela direita, como "gramscismo" ou "marxismo cultural". Este verbete distingue esses usos.
Origem no debate russo
O termo ganhou sentido político no Partido Operário Social-Democrata Russo, com Plekhanov, Martov, Lenin e outros, para designar a direção do proletariado sobre o campesinato e as demais forças na luta contra a autocracia 2. Plekhanov já defendia, desde seu folheto O socialismo e a luta política (1883), que os socialistas não deveriam deixar aos liberais a direção da luta contra o absolutismo; obras de referência atribuem a Plekhanov e a Pavel Axelrod a introdução da ideia 3.
Em 1906, Lev Kamenev escreveu sobre a "hegemonia proletária" contra o que chamou de "medrosidade burguesa", sustentando que ela dependia da consciência da classe operária e de reivindicações próprias, e não da boa vontade dos liberais 3. Lenin usou o termo em vários escritos (por exemplo, em 1911), no sentido de direção da classe operária numa aliança de classes 2. Depois de 1917, a palavra apareceu em documentos da Internacional Comunista sobre a aliança operário-camponesa, de onde Gramsci provavelmente a recebeu 1.
Antonio Gramsci: síntese biográfica
Antonio Gramsci nasceu em 22 de janeiro de 1891 em Ales, na Sardenha. Em 1911 obteve uma bolsa para estudar na Universidade de Turim, que deixou em 1915 sem concluir o curso, tornando-se jornalista e militante socialista 1. Depois da Primeira Guerra Mundial, foi um dos fundadores da revista L'Ordine Nuovo, que em 1919–1920 se tornou o órgão do movimento dos conselhos de fábrica de Turim 1.
Participou da fundação do Partido Comunista da Itália (PCd'I) em Livorno, em janeiro de 1921, e chegou a Moscou em junho de 1922 como representante do partido na Internacional Comunista 1. De volta à Itália, eleito deputado, tornou-se secretário-geral do partido. Foi preso pelo regime fascista em 8 de novembro de 1926, apesar da imunidade parlamentar; em maio de 1928, um tribunal especial em Roma condenou-o a 20 anos, 4 meses e 5 dias de prisão, pena reduzida em 1932 para 12 anos 1.
Na prisão, a partir de 8 de fevereiro de 1929, escreveu os Cadernos do cárcere: cerca de 3 mil páginas, redigidas entre 1929 e 1935, preservadas depois por sua cunhada Tatiana Schucht 1. Com a saúde arruinada, morreu em Roma em 27 de abril de 1937, depois de uma hemorragia cerebral sofrida em 25 de abril 1. Suas Cartas do cárcere também se tornaram um clássico. Gramsci terá verbete próprio nesta enciclopédia.
Hegemonia em Gramsci
Já em Alguns temas da questão meridional (1926), Gramsci falava da hegemonia do proletariado como capacidade de mobilizar o campesinato do Sul contra o Estado burguês. Nos Cadernos, o conceito se amplia: combina o sentido russo de direção de uma aliança de classes com uma tradição italiana, dos debates do Risorgimento sobre "fazer os italianos", e passa a designar a "direção intelectual e moral" que uma classe exerce sobre a sociedade 1. Os principais elementos são:
- Sociedade política e sociedade civil. O Estado moderno não se reduz ao aparelho de coerção (exército, polícia, tribunais, a "sociedade política"); inclui a rede de instituições "privadas" em que se forma o consenso, escolas, igrejas, imprensa, associações, partidos, a "sociedade civil". Gramsci resume o Estado "em sentido integral" como sociedade política mais sociedade civil, ou hegemonia "revestida de coerção" 1.
- Guerra de movimento e guerra de posição. Na Rússia de 1917, onde o Estado "era tudo" e a sociedade civil era "primitiva e gelatinosa", a revolução pôde ser um assalto frontal (guerra de movimento). No Ocidente, onde a sociedade civil é densa, uma estratégia revolucionária precisaria de uma longa guerra de posição, conquistando posições na sociedade e construindo consenso antes de tomar o poder formal 1.
- Intelectuais orgânicos. Cada classe fundamental produz seus próprios intelectuais, organizadores, técnicos, dirigentes, que dão homogeneidade e consciência à sua função; os intelectuais "tradicionais" (clero, filósofos) apresentam-se como independentes, mas são herança de formações sociais anteriores 1. O partido revolucionário é pensado como "moderno Príncipe", intelectual coletivo.
- Bloco histórico. Unidade entre forças sociais e políticas distintas sob uma forma de hegemonia, e também unidade entre estrutura econômica e superestruturas, que Gramsci não pensava como reflexo mecânico 1.
Os intérpretes divergem sobre o alcance dessas formulações. Perry Anderson, em As antinomias de Antonio Gramsci (1976), apontou oscilações nos Cadernos sobre a relação entre Estado e sociedade civil e alertou para o risco de leituras reformistas da "guerra de posição" 4. Peter Thomas, em The Gramscian Moment (2009), propôs ler Gramsci a partir da edição crítica e do contexto da Internacional Comunista, contra interpretações que o separam do leninismo 5. Guido Liguori estudou as disputas sobre Gramsci na Itália 6. O fato de Gramsci escrever na prisão, sob censura, com linguagem às vezes cifrada ("filosofia da práxis" por marxismo), alimenta essas divergências.
Usos posteriores
Depois da publicação dos Cadernos, primeiro em edição temática organizada sob a direção de Palmiro Togliatti (1948–1951), depois na edição crítica de Valentino Gerratana (Einaudi, 1975) 7, o conceito circulou muito além do movimento comunista.
No comunismo italiano e no eurocomunismo
O Partido Comunista Italiano fez de Gramsci uma referência central; sob Togliatti, e depois no eurocomunismo dos anos 1970, a "guerra de posição" foi lida como fundamento de uma via democrática e parlamentar ao socialismo. Críticos de esquerda, inclusive Anderson, contestaram essa leitura como uso reformista de Gramsci 4.
Laclau e Mouffe: hegemonia e pós-marxismo
Em Hegemonia e estratégia socialista (1985), Ernesto Laclau e Chantal Mouffe redefiniram a hegemonia como articulação discursiva de demandas heterogêneas, abandonando o papel privilegiado da classe e o que chamavam de economicismo do marxismo, em favor de uma estratégia de "democracia radical" 1 8. A obra é considerada fundadora do pós-marxismo e teve grande influência em debates sobre populismo. Marxistas criticaram o abandono da centralidade das relações de produção.
Estudos culturais: Stuart Hall e Raymond Williams
Nos estudos culturais britânicos, Raymond Williams e Stuart Hall usaram Gramsci para analisar como a dominação de classe é vivida na cultura popular e no senso comum. Hall aplicou o conceito, nos anos 1980, à análise do thatcherismo como projeto hegemônico que conquistou consenso popular para políticas neoliberais e autoritárias 1. Nicos Poulantzas e Bob Jessop usaram a noção na teoria do Estado 1.
Relações internacionais: Robert Cox e o neogramscianismo
Em 1983, Robert W. Cox publicou "Gramsci, Hegemony and International Relations: An Essay in Method" (Millennium, vol. 12, n. 2), texto que abriu a corrente neogramsciana em relações internacionais e economia política internacional 9. Cox estendeu a ideia de hegemonia à ordem mundial: uma potência é hegemônica quando sua dominação se apoia em instituições, ideias e consenso de outras classes dirigentes, e não só na força. Há autores que consideram essa transposição pouco fiel a Gramsci, cujo pensamento já tratava da relação nacional-internacional 9.
Outro sentido: hegemonia na teoria realista
Em relações internacionais, "hegemonia" também é usada sem relação com Gramsci, para designar a preponderância de uma grande potência (teoria da estabilidade hegemônica, por exemplo). Leitores devem distinguir esse uso do gramsciano, centrado no consenso e na direção.
Recepção no Brasil
A recepção brasileira de Gramsci começou nos anos 1960, por iniciativa de jovens intelectuais ligados ao PCB e do editor Ênio Silveira, da Civilização Brasileira 7. Carlos Nelson Coutinho traduziu o primeiro volume, publicado em 1966 10; trabalhos acadêmicos apontam também Leandro Konder e Luiz Mário Gazzaneo entre os tradutores daquela fase (atribuição a conferir volume a volume). Entre 1966 e 1968, a editora publicou quatro volumes temáticos extraídos dos Cadernos, baseados na edição de Togliatti, Concepção dialética da história (título adotado por temor da censura), Os intelectuais e a organização da cultura, Maquiavel, a política e o Estado moderno e Literatura e vida nacional, além de uma seleção das Cartas do cárcere; o endurecimento da ditadura em dezembro de 1968 interrompeu o projeto 7. Coutinho relatou que, nessa primeira fase, Gramsci foi recebido sobretudo como filósofo e crítico literário, e não como teórico político 10.
Nos anos 1970 e 1980, sob influência do comunismo italiano, Gramsci passou a ser lido como teórico da política e da democracia; Coutinho publicou em 1981 a primeira versão de Gramsci: um estudo sobre seu pensamento político 10. O conceito de hegemonia tornou-se corrente nas ciências sociais, na educação, no serviço social e nos movimentos sociais brasileiros.
Entre 1999 e 2002, a Civilização Brasileira publicou uma nova edição dos Cadernos do cárcere em seis volumes, organizada por Coutinho com Luiz Sérgio Henriques e Marco Aurélio Nogueira, baseada na edição crítica de Gerratana, mas em formato "temático-crítico": reproduz os cadernos especiais e agrupa, em seguida, as notas dos cadernos miscelâneos relativas a cada tema 11 7.
"Gramscismo" e "marxismo cultural": usos polêmicos
A partir dos anos 1990, autores conservadores e de extrema direita passaram a usar "gramscismo" e "marxismo cultural" para descrever uma suposta estratégia deliberada da esquerda para dominar escolas, universidades, imprensa e artes e assim "destruir" valores tradicionais. Nos Estados Unidos, a tese ganhou forma no início dos anos 1990 em meios paleoconservadores (um ensaio de Michael Minnicino em 1992; as intervenções de Paul Weyrich e William Lind no fim da década), que apresentavam Gramsci, Lukács e a Escola de Frankfurt como autores de um plano 12. Pesquisadores como Martin Jay e Joan Braune descrevem essa narrativa como uma teoria da conspiração que não corresponde a nenhuma escola de pensamento real; outros apontam seu parentesco com o mito nazista do "bolchevismo cultural" 12. No Brasil, a ideia foi difundida desde os anos 1990 pelo escritor Olavo de Carvalho e ganhou espaço no governo de Jair Bolsonaro (2019–2022) 12.
Do ponto de vista da história das ideias, o que se pode afirmar é: Gramsci formulou uma teoria segundo a qual a dominação de classe se apoia também no consenso e que, por isso, uma estratégia socialista deveria disputar a direção cultural e moral da sociedade. Isso é diferente de um plano secreto e centralizado de "infiltração". Muitos usos do termo "hegemonia" na esquerda contemporânea também simplificam o conceito, reduzindo-o a "disputa de narrativas", sem a dimensão econômica e de classe que ele tinha em Gramsci. A enciclopédia registra esses usos sem endossá-los.
Quadro comparativo dos usos
| Uso | Quem exerce hegemonia | Sobre quem | Meio principal | Referências | |---|---|---|---|---| | Social-democracia russa | proletariado e seu partido | campesinato e demais forças antiautocráticas | direção política numa aliança | Plekhanov, Axelrod, Lenin | | Gramsci | classe fundamental (burguesia ou proletariado) | sociedade inteira | consenso na sociedade civil, apoiado na coerção | Cadernos do cárcere | | Laclau e Mouffe | articulação discursiva de demandas | "povo" construído politicamente | discurso, cadeias de equivalência | Hegemonia e estratégia socialista | | Estudos culturais | bloco dominante | classes populares | cultura e senso comum | Hall, Williams | | Neogramscianos (RI) | bloco social transnacional e Estado líder | ordem mundial | instituições, ideias, consenso | Cox | | Realismo (RI) | grande potência | sistema de Estados | poder material | teoria da estabilidade hegemônica | | Uso polêmico ("gramscismo") | "a esquerda" | instituições culturais | suposta conspiração | discurso político, sem base acadêmica |
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Tradução de texto localizado
“Direção intelectual e moral.”
direzione intellettuale e morale
Expressão de Gramsci nos Cadernos do cárcere para caracterizar a hegemonia, citada na Stanford Encyclopedia of Philosophy.
Fonte: Antonio Gramsci
Imagens

Bibliografia comentada
Antonio Gramsci; Valentino Gerratana (org.). Quaderni del carcere (edição crítica, 4 vols.) (1975)
Edição crítica de referência dos Cadernos, na ordem em que foram escritos.
Carlos Nelson Coutinho. Gramsci: um estudo sobre seu pensamento político (1999)
Introdução clássica em português ao pensamento político de Gramsci, por seu principal tradutor brasileiro.
James Martin. Antonio Gramsci (2023)
Verbete acadêmico recente e acessível, com bibliografia atualizada.
Perry Anderson. The Antinomies of Antonio Gramsci (1976)
Ensaio crítico influente sobre as oscilações do conceito de hegemonia nos Cadernos.
Peter D. Thomas. The Gramscian Moment: Philosophy, Hegemony and Marxism (2009)
Leitura recente que reinsere Gramsci no debate marxista e da Internacional Comunista.
Ernesto Laclau e Chantal Mouffe. Hegemony and Socialist Strategy: Towards a Radical Democratic Politics (1985)
Reformulação pós-marxista do conceito; base de muitos debates contemporâneos sobre populismo.
Robert W. Cox. Gramsci, Hegemony and International Relations: An Essay in Method (1983)
Artigo fundador do uso de Gramsci em relações internacionais.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1James Martin. Antonio Gramsci. Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2023.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2Hegemony (Glossary of Terms). Marxists Internet Archive, Encyclopedia of Marxism.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 3L. Kamenev. Proletarian Hegemony and Bourgeois Fearfulness. Marxists Internet Archive (orig. Nevskii sbornik; trad. Edmund Griffiths), 1906.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]A atribuição a Plekhanov e Axelrod foi conferida também em resumo de obra de referência (SAGE) visto em buscador; conferir em Perry Anderson.
- 4Perry Anderson. The Antinomies of Antonio Gramsci. New Left Review, I/100, 1976.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 5Peter D. Thomas. The Gramscian Moment: Philosophy, Hegemony and Marxism. Brill, 2009.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 6Guido Liguori. Gramsci conteso: storia di un dibattito. 1996.[Historiografia · referência bibliográfica]Ano e editora a conferir; houve edições ampliadas.
- 7Carlos Nelson Coutinho. Uma nova edição de Gramsci no Brasil. Arquivo Marxista na Internet, 1998.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 8Ernesto Laclau e Chantal Mouffe. Hegemony and Socialist Strategy: Towards a Radical Democratic Politics. Verso, 1985.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 9Robert W. Cox. Gramsci, Hegemony and International Relations: An Essay in Method. Millennium: Journal of International Studies, vol. 12, n. 2, 1983.[Fonte primária · referência bibliográfica]Dados bibliográficos conferidos em buscador e em tradução espanhola citada; artigo não lido.
- 10Carlos Nelson Coutinho. A filosofia da práxis no Brasil. Arquivo Marxista na Internet, 1999.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Confirma as traduções de 1966 e 1968 e a releitura dos anos 1970; Konder aparece como interlocutor (carta de Lukács de 1962), não como tradutor.
- 11Carlos Nelson Coutinho (entrevista a Daniela Birman e Cecília Costa). Paixão por Gramsci. O Globo, Prosa e Verso, 27/9/2003 (reproduzido no Arquivo Marxista na Internet), 2003.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 12Cultural Marxism conspiracy theory (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]A página não menciona Olavo de Carvalho no trecho lido; a afirmação sobre ele deve ser conferida em fonte acadêmica brasileira antes da revisão.
- 13Antonio Gramsci; Valentino Gerratana (org.). Quaderni del carcere (edição crítica, 4 vols.). Einaudi, Turim, 1975.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 14Carlos Nelson Coutinho. Gramsci: um estudo sobre seu pensamento político. Civilização Brasileira, 1999.[Historiografia · referência bibliográfica]Versão ampliada do livro de 1981.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
relacionado a
- Antonio GramsciPessoaGramsci desenvolveu o conceito nos Cadernos do cárcere; verbete biográfico planejado. Fonte: Antonio Gramsci
- Cadernos do cárcere (verbete planejado)ObraFonte: Antonio Gramsci
- Vladimir LeninPessoaFonte: Hegemony (Glossary of Terms)
- Internacional Comunista (Comintern) (verbete planejado)OrganizaçãoFonte: Antonio Gramsci
- Eurocomunismo (verbete planejado)Corrente
- Marxismo-leninismoCorrente
- Materialismo históricoConceito
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP, rascunho assistido por IA
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 1.913 palavras · 14 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação inicial, com síntese biográfica de Gramsci. Conferidos em fonte aberta: SEP (James Martin, 2023), glossário do MIA, texto de Kamenev (1906), três textos de Carlos Nelson Coutinho no MIA-pt sobre as edições brasileiras e a recepção, Wikipedia (Cultural Marxism conspiracy theory). Retrato do Wikimedia Commons com licenças PD-Italy e PD-1996 conferidas na página do arquivo, mas com origem genérica, conferir. Pendentes: atribuição a Axelrod e o uso de Lenin em 1911 em fonte primária; edição Togliatti (1948–1951); papel de Konder e de Luiz Mário Gazzaneo nas traduções dos anos 1960; Olavo de Carvalho em fonte acadêmica; Anderson, Thomas, Liguori, Laclau/Mouffe e Cox não lidos.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Hegemonia. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/hegemonia.
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