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Exército Lulaacervo documental
PessoaPublicado

Mao Zedong

Dirigente comunista chinês, fundador da República Popular da China (1893–1976)

Dirigente do Partido Comunista da China de meados dos anos 1930 até 1976 e fundador da República Popular da China (1949). Teórico da guerra popular e da linha de massas, conduziu também o Grande Salto Adiante e a Revolução Cultural.

Também: Mao Tsé-tung · Mao Tse-tung · 毛泽东 · 毛澤東 · Mao Runzhi (润之) · Presidente Mao

Mao Zedong, sentado, aperta a mão de Richard Nixon numa sala com poltronas e estantes de livros.
White House Photo Office (governo dos EUA), 1972-02-21. Domínio público.

Índice e ficha
Nome completo
Mao Zedong (毛泽东)
Nascimento
26 de dezembro de 1893, Shaoshan, província de Hunan (Império Qing)
Morte
9 de setembro de 1976, Pequim, República Popular da ChinaDoença; sofreu ataques cardíacos em 1976 e tinha problemas pulmonares e cardíacos crônicos.
Nacionalidade
chinesa
Papéis
  • Presidente do Birô Político e, depois, do Comitê Central do Partido Comunista da ChinaLiderança de partido comunista · 03/1943–09/09/1976
  • Presidente do Governo Popular Central (1949–1954) e presidente da República Popular da China (1954–1959)Chefe de Estado ou de governo · 01/10/1949–04/1959
  • Teórico marxista (guerra popular, linha de massas, nova democracia)Intelectual marxista · anos 1920–1970
Como se definia
Declarou-se marxista e comunista desde o início dos anos 1920 (os biógrafos situam a adesão por volta de 1920) e foi membro fundador do PCCh.
Filiações
Partido Comunista da China (1921–1976); Kuomintang (dupla filiação na primeira frente unida) (c. 1924–1927)
Período
1893–1976
Área
Comunismo
Regiões
Ásia, Internacional
Temas
Revoluções e guerras, Estado, poder e democracia, Teoria e conceitos, Questão agrária e campesinato, Partido e organização, Repressão, violência política e direitos

Mao Zedong (毛泽东; nas grafias antigas, Mao Tsé-tung ou Mao Tse-tung), nascido em 1893 numa família camponesa de Hunan e morto em Pequim em 1976, foi um dos fundadores do Partido Comunista da China (PCCh), seu principal dirigente a partir de meados dos anos 1930 e presidente do partido de 1943 até a morte 1. Em 1º de outubro de 1949 proclamou a República Popular da China, que governou como figura central por 27 anos.

Sua trajetória junta a vitória de uma revolução camponesa num país semicolonial, uma obra teórica que influenciou movimentos revolucionários em vários continentes, o maoismo, e responsabilidades centrais por campanhas que custaram milhões de vidas, como o Grande Salto Adiante, seguido pela fome de 1959–1961, e a Revolução Cultural. O PCCh avalia oficialmente que "seus méritos são primários e seus erros, secundários", ao mesmo tempo em que atribui a ele a responsabilidade principal pela Revolução Cultural 2. Historiadores divergem amplamente nos balanços.

Este verbete apresenta formação, trajetória por fases, obras e pensamento, responsabilidades, avaliações e legado. Ele não é homenagem nem acusação: procura registrar o que está documentado e onde há debate.

Nome e grafias

Fatos documentados

Em pinyin, sistema oficial de romanização da RPC desde 1958, o nome é Mao Zedong. As formas Mao Tse-tung (sistema Wade-Giles) e Mao Tsé-tung (adaptação tradicional em português) aparecem em textos anteriores aos anos 1980 e em edições antigas de suas obras, como as Obras escolhidas da editora de Pequim para línguas estrangeiras. Seu nome de cortesia era Runzhi (润之). Na China foi chamado oficialmente de "Presidente Mao" (毛主席).

Formação em Hunan e o 4 de Maio (1893–1920)

Fatos documentados

Mao nasceu em 26 de dezembro de 1893, em Shaoshan, província de Hunan, filho de um camponês que prosperou como pequeno proprietário e comerciante de grãos, Mao Yichang, e de Wen Qimei 1. Estudou numa escola primária local e, depois de servir brevemente como soldado na revolução de 1911, fez a formação de professor na Escola Normal de Changsha (Primeira Escola Normal de Hunan), concluída no fim da década de 1910 1. Leu reformistas chineses, liberais e anarquistas, e em 1918 participou da fundação da Sociedade de Estudos do Novo Povo, em Changsha 3.

Em Pequim trabalhou como assistente na biblioteca da Universidade de Pequim, dirigida por Li Dazhao, um dos primeiros marxistas chineses, e frequentou seu grupo de estudos a partir do inverno de 1919 1. O Movimento de 4 de Maio de 1919 encontrou-o como organizador estudantil e jornalista em Hunan. Seus biógrafos situam sua adesão ao marxismo por volta de 1920 4 3. Em 1920 casou-se com Yang Kaihui, filha de seu antigo professor; antes, em 1907, havia sido casado por arranjo familiar com Luo Yixiu, morta em 1910 1.

Fundação do PCCh e primeira frente unida (1921–1927)

Fatos documentados

Mao foi um dos 13 delegados ao congresso de fundação do PCCh, iniciado em julho de 1921 em Xangai, representando o grupo de Hunan 1. Na primeira frente unida com o Kuomintang, foi eleito membro suplente do Comitê Executivo Central do Kuomintang (1924), dirigiu seu departamento de propaganda e o Instituto de Formação do Movimento Camponês, em Cantão (maio–setembro de 1926) 1.

Nesse período formulou duas ideias que marcariam sua obra: a análise das classes da sociedade chinesa (março de 1926) e a defesa do potencial revolucionário do campesinato no Relatório sobre uma investigação do movimento camponês em Hunan (março de 1927) 5. O relatório contém a frase depois muito citada: "a revolução não é um jantar de gala", "a revolução é uma insurreição, um ato de violência pelo qual uma classe derruba outra" 6. A defesa dos levantes camponeses, inclusive de seus "excessos", contrariava a linha então dominante no partido e na Internacional Comunista, centrada na aliança com o Kuomintang e na classe operária urbana 4.

Levantes camponeses e o soviete de Jiangxi (1927–1934)

Fatos documentadosDebate em aberto

Depois da repressão de 1927, Mao dirigiu o Levante da Colheita de Outono (setembro de 1927) contra Changsha. Derrotado, levou os remanescentes para as montanhas de Jinggangshan, na fronteira entre Hunan e Jiangxi, onde se uniu às forças de Zhu De e criou uma base rural 1. Ali e depois no sul de Jiangxi, o Exército Vermelho combinou guerrilha, redistribuição de terras e construção de poder local. Em 1928 Mao casou-se com He Zizhen, de quem se separaria em 1937; Yang Kaihui foi executada pelos nacionalistas em 1930 1.

Em novembro de 1931 foi proclamada a República Soviética Chinesa, com capital em Ruijin, e Mao tornou-se presidente de seu governo 1. A base também foi palco de expurgos violentos: no Incidente de Futian (dezembro de 1930) e na campanha contra a suposta "Liga Anti-Bolchevique", milhares de quadros e soldados foram presos, torturados e executados. Os números e o grau de responsabilidade pessoal de Mao são debatidos pelos biógrafos 3 7. Em 1932, a direção do partido, ligada à Internacional, afastou Mao do comando militar, e a estratégia de defesa posicional fracassou diante das campanhas de cerco do Kuomintang.

Longa Marcha e Zunyi (1934–1935)

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

Em outubro de 1934 o Exército Vermelho rompeu o cerco e iniciou a Longa Marcha, retirada de cerca de um ano por milhares de quilômetros até o norte de Shaanxi, aonde chegou em outubro de 1935; a maior parte dos que partiram não chegou 1. Na Conferência de Zunyi (Guizhou, janeiro de 1935), a direção criticou a estratégia militar anterior, e Mao voltou ao núcleo dirigente, com papel decisivo nos assuntos militares 1. A historiografia discute o alcance imediato de Zunyi: a memória oficial a trata como o momento em que Mao assumiu a liderança, enquanto biógrafos mostram que sua primazia se consolidou ao longo dos anos seguintes, até a presidência formal do Birô Político e do Secretariado em 1943 4 7.

Yan'an, guerra contra o Japão e movimento de retificação (1935–1945)

Fatos documentadosDebate em aberto

Em Yan'an e nas regiões vizinhas, o PCCh construiu sua principal base. Depois do Incidente de Xi'an (dezembro de 1936), em que Chiang Kai-shek foi detido por generais aliados, formou-se a segunda frente unida contra o Japão (1937). Nesses anos Mao escreveu seus principais textos teóricos e militares: Problemas estratégicos da guerra revolucionária na China (1936), Sobre a prática (julho de 1937), Sobre a contradição (agosto de 1937), Sobre a guerra prolongada (maio de 1938) e Sobre a nova democracia (janeiro de 1940) 5. Em 1938 casou-se com a atriz Jiang Qing 1.

O movimento de retificação (zhengfeng, 1942–1944) visou unificar o partido em torno da linha de Mao e combater o "dogmatismo" dos dirigentes formados em Moscou. Incluiu estudo de documentos, autocríticas e, em 1943, uma campanha de "resgate" de supostos espiões conduzida pelo aparelho de segurança de Kang Sheng, com prisões, confissões forçadas e mortes; o escritor Wang Shiwei, que criticara privilégios dos dirigentes, foi expurgado e mais tarde executado 3 7. Nesse contexto Mao proferiu as Intervenções no Fórum de Yan'an sobre Literatura e Arte (maio de 1942) 5. Em março de 1943 tornou-se presidente do Birô Político 1, e o 7º Congresso (1945) consagrou o "pensamento de Mao Zedong" como guia do partido. A retificação é vista por uns como fundação da disciplina e da identidade do PCCh e por outros como origem dos métodos de campanha e do culto à personalidade que marcariam a RPC 4 8.

Guerra civil e fundação da RPC (1945–1949)

Fatos documentados

Depois da rendição do Japão, Mao foi a Chongqing negociar com Chiang Kai-shek (agosto–outubro de 1945), mas a guerra civil se generalizou em 1946 9. O Exército Popular de Libertação venceu as grandes campanhas de 1948–1949, e em 1º de outubro de 1949 Mao proclamou, da porta de Tiananmen, a fundação da República Popular da China 9. O texto Sobre a ditadura democrática popular (30 de junho de 1949) definiu o novo Estado como aliança de classes sob direção da classe operária e do partido 5.

No poder: aliança soviética, Coreia e campanhas (1949–1957)

Fatos documentadosDebate em aberto

Mao foi presidente do Governo Popular Central (1949–1954) e presidente da RPC (1954–1959) 1. No inverno de 1949–1950 passou semanas em Moscou, negociando com Stálin o tratado de aliança assinado em fevereiro de 1950. Em outubro de 1950 decidiu enviar os "Voluntários do Povo Chinês" à Guerra da Coreia; seu filho mais velho, Mao Anying, morreu num bombardeio em novembro de 1950 10 1.

Os primeiros anos combinaram reforma agrária, campanhas de repressão a "contrarrevolucionários" e campanhas contra corrupção e empresários, com execuções em massa cujo número é debatido (ver China (República Popular da China)). Em 1955 Mao acelerou a coletivização da agricultura, contra a cautela de outros dirigentes. Em Sobre as dez grandes relações (abril de 1956) e Sobre o tratamento correto das contradições no seio do povo (fevereiro de 1957) 5, propôs ajustes ao modelo soviético e distinguiu contradições "antagônicas" (com o inimigo) das "não antagônicas" (no seio do povo). A campanha das Cem Flores, que estimulou críticas, foi seguida em junho de 1957 pela campanha Antidireitista, que puniu centenas de milhares de intelectuais; a Resolução de 1981 considera que seu alcance foi "ampliado demais" 2.

Grande Salto Adiante e Lushan (1958–1962)

Fatos documentadosDebate em aberto

Mao foi o principal formulador do Grande Salto Adiante (1958), com as comunas populares e as metas de aço e grãos. Em abril de 1959 deixou a presidência da República, sucedido por Liu Shaoqi, mantendo a presidência do partido 1. Na Conferência de Lushan (julho–agosto de 1959) reagiu à carta crítica do marechal Peng Dehuai com a destituição deste e uma campanha contra o "oportunismo de direita", que relançou as políticas extremas durante a fome. A Resolução de 1981 afirma que Mao "errou" ao iniciar essa crítica 2.

A fome de 1959–1961 causou dezenas de milhões de mortes excedentes segundo a maior parte das reconstruções (ver Mortes da fome do Grande Salto Adiante). O grau de conhecimento de Mao sobre a fome e sua responsabilidade pessoal são centrais no debate: autores como Yang Jisheng e Dikötter atribuem a ele a responsabilidade principal; outros enfatizam a responsabilidade coletiva da direção, a dinâmica de informações falsas e o papel de dirigentes provinciais 11 12 8. Depois da Conferência dos Sete Mil Quadros (1962), Mao afastou-se da gestão econômica cotidiana, mas no 10º Plenário (setembro de 1962) insistiu na continuidade da luta de classes sob o socialismo.

Revolução Cultural (1966–1976)

Fatos documentadosDocumento de época

Convencido de que o partido e o Estado estavam sendo tomados por "revisionistas", como, a seu ver, ocorrera na URSS, Mao lançou em 1966 a Revolução Cultural, mobilizando estudantes (Guardas Vermelhos) e depois operários contra dirigentes do próprio partido. Seu dazibao "Bombardeiem o quartel-general" (5 de agosto de 1966) mirava Liu Shaoqi e Deng Xiaoping 13. Liu foi expulso do partido e morreu em detenção em 1969; Deng foi afastado e enviado a Jiangxi.

O movimento produziu violência de facções, perseguições em massa e intervenção do exército; as estimativas de mortes de Walder vão de 1,1 a 1,6 milhão entre 1966 e 1971, a maioria por repressão conduzida por autoridades 14. Em 1969 o 9º Congresso inscreveu Lin Biao como sucessor; em 1971 Lin morreu num acidente aéreo na Mongólia, após a descoberta de um suposto complô. A Resolução de 1981 afirma que Mao foi o principal responsável pela Revolução Cultural, "um erro de esquerda abrangente e prolongado", embora Lin Biao e o "Bando dos Quatro" tenham se aproveitado de seus erros 2.

Ruptura com a URSS e aproximação com os EUA

Fatos documentados

Mao criticou a desestalinização promovida por Khrushchov a partir de 1956 e a doutrina da "coexistência pacífica"; a polêmica ideológica e as disputas de Estado levaram à ruptura sino-soviética no início dos anos 1960 e a choques armados na fronteira em 1969. Diante da ameaça soviética, Mao aceitou a aproximação com os Estados Unidos: em 21 de fevereiro de 1972 recebeu Richard Nixon em Pequim, durante a visita de 21 a 28 de fevereiro que resultou no Comunicado de Xangai 15. Na mesma época formulou a "teoria dos três mundos", que classificava EUA e URSS como "primeiro mundo" e propunha a aliança dos países do Terceiro Mundo 8.

Morte e sucessão

Fatos documentados

Doente desde o início dos anos 1970, Mao sofreu ataques cardíacos em 1976 e morreu pouco depois da meia-noite de 9 de setembro de 1976, em Pequim, aos 82 anos 1. Um mês depois, em 6 de outubro, o novo dirigente Hua Guofeng e chefes militares prenderam sua viúva, Jiang Qing, e os outros integrantes do "Bando dos Quatro" 2. Seu corpo embalsamado está exposto num mausoléu na praça Tiananmen, e seu retrato permanece na porta de Tiananmen; Deng Xiaoping declarou em 1980 que os retratos de Mao "certamente permanecerão" 16.

Obras

Fatos documentadosDocumento de época
  • Obras escolhidas (Selected Works of Mao Tse-tung): edição oficial organizada pelo PCCh, com textos de 1926 a 1957 revisados para publicação, traduzidos pela editora de Línguas Estrangeiras de Pequim. O Marxists Internet Archive reúne essa edição e volumes complementares com textos posteriores, em ordem cronológica 5. Como os textos foram editados depois de escritos, historiadores recorrem também a versões originais publicadas em coleções acadêmicas 4.
  • Principais textos: Análise das classes na sociedade chinesa (1926); Relatório sobre o movimento camponês em Hunan (1927); Uma centelha pode incendiar toda a pradaria (1930); Problemas estratégicos da guerra revolucionária na China (1936); Sobre a prática e Sobre a contradição (1937); Sobre a guerra prolongada (1938); Sobre a nova democracia (1940); Intervenções no Fórum de Yan'an (1942); Algumas questões sobre os métodos de direção (1943); Sobre a ditadura democrática popular (1949); Sobre as dez grandes relações (1956); Sobre o tratamento correto das contradições no seio do povo (1957) 5.
  • Citações do Presidente Mao Tsé-tung, o "Livro Vermelho": coletânea de trechos organizada pelo Departamento Político Geral do Exército Popular de Libertação sob Lin Biao, com primeira edição em 1964 e difusão em massa a partir de 1966, durante a Revolução Cultural 1. Foi um dos livros mais impressos do século XX; os números de exemplares variam muito entre as fontes e não são registrados aqui.
  • Poemas em formas clássicas chinesas, publicados a partir de 1957.

Pensamento

Formulação teórica

O "pensamento de Mao Zedong" é, para o PCCh, a aplicação do marxismo-leninismo às condições chinesas e "cristalização da sabedoria coletiva" do partido, fórmula da Resolução de 1981, que o distingue dos erros do Mao tardio 2. Seus principais elementos:

Linha de massas

Formulação teóricaDocumento de época

Em Algumas questões sobre os métodos de direção (1943), Mao afirma que toda direção correta é necessariamente "das massas, para as massas": recolher as ideias dispersas das massas, sistematizá-las, levá-las de volta às massas e testá-las na ação, num ciclo repetido 17. A fórmula é uma referência central para organizações que se reivindicam maoistas e é discutida tanto como método democrático de direção quanto como técnica de mobilização dirigida pelo partido 4.

Sobre a prática e Sobre a contradição (1937)

Formulação teórica

Sobre a prática apresenta uma teoria do conhecimento em que a prática social é fonte e critério da verdade, num movimento de prática–conhecimento–prática. Sobre a contradição desenvolve a dialética como estudo das contradições, distinguindo contradição principal e secundárias e aspecto principal de cada contradição 5. Os dois textos foram escritos em Yan'an em 1937, em parte para combater o "dogmatismo"; a versão das Obras escolhidas foi revisada nos anos 1950 4.

Nova democracia e ditadura democrática popular

Formulação teórica

Sobre a nova democracia (1940) propôs que, num país "semicolonial e semifeudal", a revolução passasse por uma etapa democrática dirigida pelo proletariado e pelo partido comunista, em aliança com camponeses, pequena burguesia e burguesia nacional, antes da transição socialista 5. A fórmula orientou o programa de 1949 e influenciou estratégias de "revolução por etapas" em outros países 8.

Contradições sob o socialismo e "continuação da revolução"

Formulação teóricaDebate em aberto

A partir de 1957 Mao sustentou que a luta de classes continua sob o socialismo e, nos anos 1960, que uma "nova burguesia" poderia surgir dentro do próprio partido, exigindo a "continuação da revolução sob a ditadura do proletariado". Essa tese fundamentou a Revolução Cultural. A Resolução de 1981 qualificou-a como "tese de esquerda errônea", incompatível com o sistema do pensamento de Mao Zedong 2; correntes maoistas fora da China consideram-na, ao contrário, sua contribuição teórica mais importante.

Avaliação oficial de 1981

Documento de épocaPosição de outras organizações e correntes

A Resolução sobre algumas questões da história do nosso partido desde a fundação da RPC, adotada em 27 de junho de 1981 pela 6ª Sessão Plenária do 11º Comitê Central, é o texto oficial de balanço. Segundo ela, Mao foi "um grande marxista e um grande revolucionário proletário"; cometeu "erros graves" na Revolução Cultural, mas, "julgando suas atividades no conjunto, suas contribuições à revolução chinesa superam em muito seus erros. Seus méritos são primários e seus erros, secundários" 2. A Resolução também separa o "pensamento de Mao Zedong" das teses do Mao tardio 2.

A fórmula popular "70% acertos, 30% erros" (三七开) é muito associada a essa avaliação e a Deng Xiaoping, mas não está no texto da Resolução, que usa os termos "primários" e "secundários". Na entrevista a Oriana Fallaci (agosto de 1980), Deng também falou de Mao em termos de méritos em primeiro lugar e erros em segundo, mencionando a Revolução Cultural como o maior deles; os percentuais aparecem na mesma entrevista aplicados a Stálin e ao próprio Deng 16. Uma nova resolução histórica, adotada pelo PCCh em novembro de 2021, manteve o essencial dessa avaliação.

Avaliações historiográficas

Interpretação historiográficaDebate em aberto
  • Estudos do pensamento: Stuart Schram analisou a formação e as variações do pensamento de Mao, comparando versões originais e editadas dos textos 4.
  • Balanços de esquerda crítica: Maurice Meisner viu em Mao um revolucionário marxista com traços utópicos e voluntaristas, que conduziu a unificação e a industrialização inicial do país e também desastres humanos como o Salto e a Revolução Cultural 8. Lin Chun e Mobo Gao defendem que os ganhos sociais do período (saúde, educação, igualdade rural) são subestimados nos balanços dominantes 18 19.
  • Biografias gerais: Philip Short (1999) oferece uma biografia extensa e matizada; Alexander Pantsov e Steven Levine (2012) usam arquivos russos sobre a relação com Moscou 3 7.
  • Balanços muito negativos: Mao: The Unknown Story, de Jung Chang e Jon Halliday (2005), retrata Mao como tirano responsável por mais de 70 milhões de mortes em tempo de paz. A obra teve enorme circulação e foi duramente criticada por especialistas pelo uso seletivo e por vezes não verificável de fontes; a coletânea organizada por Gregor Benton e Lin Chun reúne essas críticas 20 21. Os estudos de Frank Dikötter sobre a RPC sob Mao também são muito críticos, com base em arquivos 12.
  • Responsabilidade pela fome e pela Revolução Cultural: é o ponto de maior divergência. Há consenso de que Mao teve papel central nas decisões; diverge-se sobre o que sabia, quando, e sobre o peso de outros dirigentes e do sistema (ver Mortes da fome do Grande Salto Adiante e Revolução Cultural).

Culto à personalidade

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

A exaltação de Mao começou em Yan'an, com o 7º Congresso (1945), e atingiu o auge na Revolução Cultural, quando Lin Biao o apresentou como "grande mestre, grande líder, grande comandante e grande timoneiro", o "Livro Vermelho" circulou em massa, e retratos, broches e canções se tornaram obrigatórios no cotidiano 22. A Resolução de 1981 critica o culto à personalidade e a concentração de poder pessoal, e o estatuto do PCCh proibiu formalmente o culto à personalidade 2. Depois de 1990, a imagem de Mao voltou à cultura popular chinesa como símbolo nacional, objeto de nostalgia e de usos comerciais, e é reivindicada por setores da esquerda chinesa críticos da desigualdade da era da reforma 19.

Legado mundial: o maoismo

Fatos documentadosInterpretação historiográficaPosição de outras organizações e correntes

Depois da ruptura sino-soviética, o PCCh apresentou-se como defensor do marxismo-leninismo "antirrevisionista" e estimulou cisões pró-chinesas em partidos comunistas do mundo inteiro. Desde então, "maoismo" designa correntes muito diferentes entre si, que reivindicam a guerra popular, a linha de massas e a continuação da revolução, ver o verbete planejado sobre o maoismo e Marxismo-leninismo.

  • Índia: o levante camponês de Naxalbari (Bengala Ocidental, 1967) deu nome ao movimento "naxalita" e à formação do Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista) em 1969; grupos maoistas armados atuam até hoje em regiões florestais e tribais do centro-leste do país.
  • Peru: o Partido Comunista do Peru, conhecido como Sendero Luminoso, dirigido por Abimael Guzmán, iniciou em 1980 uma guerra que se reivindicava maoista. A Comissão da Verdade e Reconciliação do Peru (relatório final de 2003) estimou cerca de 69 mil mortes no conflito de 1980–2000 e apontou o Sendero como principal responsável pelas vítimas, ao lado de violações graves das forças do Estado. O Sendero foi rejeitado por grande parte da esquerda latino-americana, inclusive por organizações que se diziam maoistas. A tradição peruana de pensamento marxista anterior, de José Carlos Mariátegui, foi reivindicada pelo Sendero de forma contestada.
  • Nepal: o Partido Comunista do Nepal (Maoísta) conduziu uma "guerra popular" de 1996 a 2006; após o acordo de paz, participou de eleições, e seu dirigente Pushpa Kamal Dahal ("Prachanda") tornou-se primeiro-ministro em 2008, com o fim da monarquia.
  • Sudeste Asiático: o Partido Comunista das Filipinas, refundado em 1968, adotou a guerra popular prolongada. A relação entre o maoismo e o regime do Khmer Vermelho no Camboja (1975–1979), apoiado pela China, é objeto de debate.
  • América Latina e Brasil: cisões pró-chinesas surgiram em vários partidos comunistas. No Brasil, o PCdoB, formado em 1962 a partir de uma cisão do PCB, alinhou-se à China após a ruptura sino-soviética e organizou a Guerrilha do Araguaia (1972–1974); a Ação Popular, de origem católica, adotou o maoismo e em parte se integrou ao PCdoB. Ver Comunismo no Brasil.
  • Europa e EUA: após 1968, grupos maoistas tiveram peso no movimento estudantil e operário da França, Alemanha Ocidental, Itália e outros países; o "Livro Vermelho" tornou-se símbolo da contracultura.

Avaliações de outras correntes: trotskistas criticaram o maoismo como variante do Stalinismo e da teoria da revolução por etapas; partidos alinhados a Moscou o acusaram de nacionalismo e aventureirismo; correntes maoistas consideram-no a "terceira etapa" do marxismo, depois de Marx e Lênin. Esses balanços são avaliações políticas, não consenso historiográfico. Estas informações sobre o legado mundial foram redigidas sem fonte consultada nesta sessão e estão sinalizadas para revisão.

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

  • Tradução de texto localizado
    “A revolução não é um jantar de gala, nem escrever um ensaio, pintar um quadro ou fazer um bordado [...]. A revolução é uma insurreição, um ato de violência pelo qual uma classe derruba outra.”

    A revolution is not a dinner party, or writing an essay, or painting a picture, or doing embroidery; [...] A revolution is an insurrection, an act of violence by which one class overthrows another.

    Relatório sobre uma investigação do movimento camponês em Hunan, março de 1927 (tradução da edição oficial em inglês; versão em português desta redação).

    Fonte: Report on an Investigation of the Peasant Movement in Hunan (março de 1927)

  • Tradução de texto localizado
    “Toda direção correta é necessariamente "das massas, para as massas".”

    all correct leadership is necessarily "from the masses, to the masses"

    Algumas questões sobre os métodos de direção, 1º de junho de 1943 (tradução da edição oficial em inglês).

    Fonte: Some Questions Concerning Methods of Leadership (1º de junho de 1943)

  • Tradução de texto localizado
    “Seus méritos são primários e seus erros, secundários.”

    His merits are primary and his errors secondary.

    Resolução do PCCh de 27 de junho de 1981, avaliação oficial de Mao Zedong.

    Fonte: Resolution on Certain Questions in the History of Our Party since the Founding of the People's Republic of China

  • Atribuição não confirmada
    “Mao: 70% de acertos, 30% de erros.”

    三七开

    Fórmula popular associada à avaliação oficial e a Deng Xiaoping.

    Não consta da Resolução de 1981, que fala em méritos "primários" e erros "secundários". Na entrevista de Deng a Fallaci (1980), os percentuais aparecem aplicados a Stálin e ao próprio Deng, não a Mao.

    Fonte: Entrevista de Deng Xiaoping a Oriana Fallaci (21 e 23 de agosto de 1980)

Cronologia

  1. 26 de dezembro de 1893

    Nasce em Shaoshan, Hunan.1

  2. 1919

    Participa do Movimento de 4 de Maio em Hunan; frequenta o grupo de estudos de Li Dazhao.1

  3. julho de 1921

    Delegado ao congresso de fundação do PCCh, em Xangai.1

  4. maio de 1926

    Dirige o Instituto de Formação do Movimento Camponês do Kuomintang (até setembro).1

  5. março de 1927

    Relatório sobre o movimento camponês em Hunan.6

  6. setembro de 1927

    Levante da Colheita de Outono; retirada para Jinggangshan.1

  7. novembro de 1931

    Proclamação da República Soviética Chinesa; Mao preside o governo.1

  8. outubro de 1934

    Início da Longa Marcha.1

  9. janeiro de 1935

    Conferência de Zunyi.1

  10. julho de 1937

    Escreve Sobre a prática (e Sobre a contradição, em agosto).5

  11. 1942

    Movimento de retificação (1942–1944); Fórum de Yan'an sobre Literatura e Arte (maio).5

  12. março de 1943

    Torna-se presidente do Birô Político do PCCh.1

  13. 1 de outubro de 1949

    Proclama a República Popular da China.9

  14. outubro de 1950

    Envia tropas chinesas à Guerra da Coreia.10

  15. setembro de 1954

    Torna-se presidente da República Popular da China (até abril de 1959).1

  16. 27 de fevereiro de 1957

    Discurso Sobre o tratamento correto das contradições no seio do povo.5

  17. 1958

    Lança o Grande Salto Adiante.23

  18. julho de 1959

    Conferência de Lushan; destituição de Peng Dehuai.2

  19. 5 de agosto de 1966

    Dazibao "Bombardeiem o quartel-general".13

  20. 13 de setembro de 1971

    Morte de Lin Biao em acidente aéreo na Mongólia.24

  21. 21 de fevereiro de 1972

    Recebe Richard Nixon em Pequim.15

  22. 9 de setembro de 1976

    Morre em Pequim.1

  23. 27 de junho de 1981

    Resolução do PCCh fixa a avaliação oficial de Mao.2

Imagens

Mao Zedong, sentado, aperta a mão de Richard Nixon numa sala com poltronas e estantes de livros.
Mao Zedong recebe o presidente dos EUA Richard Nixon em Pequim, em 21 de fevereiro de 1972. Segundo a descrição do arquivo no Commons, nesta versão foi apagada da imagem Zhang Yufeng, secretária de Mao, que aparece na foto original.White House Photo Office (governo dos EUA), 1972-02-21. Origem: U.S. National Archives and Records Administration (NARA, ARC 194759; Richard Nixon Library), via Wikimedia Commons. Licença: Domínio público. Obra de funcionário do governo federal dos EUA no exercício da função (PD-USGov), conforme a página do arquivo no Commons, conferida em 19/10/2026.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Mao Zedong (Wikipedia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada para orientação cronológica (datas de nascimento, cargos, casamentos); não é fonte final.
  2. 2Comitê Central do Partido Comunista da China (6ª Sessão Plenária do 11º CC). Resolution on Certain Questions in the History of Our Party since the Founding of the People's Republic of China. Marxists Internet Archive (Chinese Communism Subject Archive), 1981.[Fonte partidária · consultada em 19 de outubro de 2026]Adotada em 27 de junho de 1981. Documento partidário: vale como posição oficial do PCCh, não como balanço historiográfico independente.
  3. 3Philip Short. Mao: A Life. 1999.[Historiografia · referência bibliográfica]
  4. 4Stuart R. Schram. The Thought of Mao Tse-tung. Cambridge University Press, 1989.[Historiografia · referência bibliográfica]
  5. 5Mao Zedong. Selected Works of Mao Tse-tung, índice cronológico. Marxists Internet Archive.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Usado para datar as obras citadas.
  6. 6Mao Zedong. Report on an Investigation of the Peasant Movement in Hunan (março de 1927). Selected Works of Mao Tse-tung, v. 1, Marxists Internet Archive.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  7. 7Alexander V. Pantsov; Steven I. Levine. Mao: The Real Story. Simon & Schuster, 2012.[Historiografia · referência bibliográfica]
  8. 8Maurice Meisner. Mao's China and After: A History of the People's Republic. Free Press, 1999 (3ª ed.).[Historiografia · referência bibliográfica]
  9. 9Office of the Historian, Departamento de Estado dos EUA. The Chinese Revolution of 1949.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 10Office of the Historian, Departamento de Estado dos EUA. The Korean War and Japan's Recovery.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
  11. 11Yang Jisheng (杨继绳). Mubei (墓碑), edição em inglês: Tombstone: The Great Chinese Famine, 1958–1962. Edição em inglês: Farrar, Straus and Giroux, 2008 (original, Hong Kong); 2012 (ed. em inglês).[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada diretamente; a estimativa de cerca de 36 milhões de mortes é a amplamente atribuída ao autor (ver fonte wiki-fome).
  12. 12Frank Dikötter. Mao's Great Famine: The History of China's Most Devastating Catastrophe, 1958–62. Bloomsbury, Londres, 2010.[Historiografia · referência bibliográfica]
  13. 13Mao Zedong. Bombard the Headquarters, My First Big-Character Poster (5 de agosto de 1966). Selected Works of Mao Tse-tung, v. 9, Marxists Internet Archive.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  14. 14Andrew G. Walder. Rebellion and Repression in China, 1966–1971. Social Science History, v. 38, n. 3–4, p. 513–539, 2014.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
  15. 15Office of the Historian, Departamento de Estado dos EUA. Rapprochement with China, 1972.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Órgão oficial dos EUA; série "Milestones" descontinuada.
  16. 16Deng Xiaoping; Oriana Fallaci. Entrevista de Deng Xiaoping a Oriana Fallaci (21 e 23 de agosto de 1980). Red Sails (transcrição).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Transcrição publicada por site militante a partir da coletânea de Fallaci; versão resumida oficial em Selected Works of Deng Xiaoping, v. 2. Conferir na edição oficial.
  17. 17Mao Zedong. Some Questions Concerning Methods of Leadership (1º de junho de 1943). Selected Works of Mao Tse-tung, v. 3, Marxists Internet Archive.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  18. 18Lin Chun. The Transformation of Chinese Socialism. Duke University Press, 2006.[Historiografia · referência bibliográfica]
  19. 19Mobo Gao. The Battle for China's Past: Mao and the Cultural Revolution. Pluto Press, 2008.[Historiografia · referência bibliográfica]
  20. 20Jung Chang; Jon Halliday. Mao: The Unknown Story. Jonathan Cape, 2005.[Historiografia · referência bibliográfica]
  21. 21Gregor Benton; Lin Chun (orgs.). Was Mao Really a Monster? The Academic Response to Chang and Halliday's "Mao: The Unknown Story". Routledge, 2010.[Historiografia · referência bibliográfica]
  22. 22Roderick MacFarquhar; Michael Schoenhals. Mao's Last Revolution. Belknap Press of Harvard University Press, 2006.[Historiografia · referência bibliográfica]
  23. 23Wei Li; Dennis Tao Yang. The Great Leap Forward: Anatomy of a Central Planning Disaster. Journal of Political Economy, v. 113, n. 4, 2005.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Tabela 1 reproduz séries oficiais de produção e requisição de grãos (1952–1977); o artigo estima a contribuição de política e clima para a queda da produção.
  24. 24Cultural Revolution (Wikipedia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Orientação cronológica e compilação de estimativas; números tomados daqui estão sinalizados como pendentes de conferência.

Rede de relações

Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.

fundou

dirigiu

participou de

governou

formulou

  • Maoísmo (verbete planejado)Corrente

influenciado por

aliado de

  • Zhou Enlai (verbete planejado)Pessoa1935–1976.

adversário de

relacionado a

casado(a) com

influenciou

  • Partido Comunista do Brasil (PCdoB) (verbete planejado)OrganizaçãoAlinhamento à China após 1962–1963 (a conferir).
  • Ação Popular (AP / APML) (verbete planejado)OrganizaçãoAdoção do maoismo (catálogo da enciclopédia; a conferir).

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP, rascunho assistido por IA
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
3.582 palavras · 24 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir da Resolução de 1981 (texto integral no MIA), de textos de Mao no MIA (relatório de Hunan, métodos de direção, índice cronológico, dazibao de 1966), da entrevista de Deng a Fallaci (transcrição), de Li & Yang (2005), de Walder (2014), de páginas do Office of the Historian e da Wikipedia (orientação cronológica). Verificado: a fórmula '70/30' não está na Resolução. Pendências: confirmar na historiografia (Schram, Short, Pantsov & Levine) as passagens sobre Futian, a retificação, Wang Shiwei e Zunyi; conferir a data de conclusão da Escola Normal (1918 ou 1919 conforme a fonte); a seção 'Legado mundial' (Naxalbari, CVR do Peru com c. 69 mil mortos, Nepal, Filipinas, PCdoB/Araguaia, Ação Popular) foi redigida sem fonte consultada e precisa de fontes; a nova resolução histórica de 2021 foi mencionada sem fonte consultada; foto Nixon–Mao da NARA é versão retocada (descrição do Commons).Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Mao Zedong. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/mao-zedong.

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