Lucro
O excedente das receitas sobre os custos, e as explicações rivais sobre de onde ele vem
Diferença entre o que uma empresa recebe e o que gasta para produzir. Motor e termômetro do capitalismo, o lucro é explicado de modos rivais: remuneração do capital, mais-valia, prêmio pela inovação ou pela incerteza, renda de monopólio ou resultado do gasto dos próprios capitalistas.
Também: Profit · Ganancia · Beneficio · Taxa de lucro · Excedente operacional
Índice e ficha
- Período
- séculos XVIII–XXI
- Área
- Capitalismo
- Regiões
- Internacional, Europa, América do Norte, América Latina, Brasil
- Temas
- Economia e organização social, Teoria e conceitos
Lucro é, no sentido mais simples, a diferença positiva entre as receitas de uma atividade econômica e os seus custos. No Capitalismo, em que a produção é organizada por empresas privadas que competem no Mercado, o lucro é ao mesmo tempo objetivo (a razão pela qual o capital é investido), sinal (indica onde investir) e fonte do investimento futuro. Há amplo acordo sobre esses papéis; o desacordo está em explicar de onde vem o lucro e se ele é a remuneração justa de uma contribuição produtiva.
O significado do termo varia entre escolas. A economia política clássica o via como parte do excedente social, inversamente ligada aos salários; Marx, como forma transformada da Mais-valia; a economia neoclássica distingue lucro "normal" (custo de oportunidade do capital) e lucro "econômico"; Schumpeter o associou à inovação; Frank Knight, à incerteza não segurável; Michał Kalecki, ao gasto dos próprios capitalistas. Este verbete apresenta essas definições, a relação entre lucro e investimento, o debate sobre a tendência de queda da taxa de lucro e a questão das rendas e do poder de monopólio.
Medidas: lucro contábil, taxa de lucro e participação dos lucros
Antes das teorias, convém separar as medidas:
- Lucro contábil: receitas menos custos explícitos (salários, insumos, depreciação, juros, impostos), conforme normas contábeis. Pode ser medido antes ou depois de juros e impostos.
- Taxa de lucro: o lucro dividido pelo capital investido (estoque de capital, patrimônio líquido ou ativos). É a variável central das teorias clássica e marxista e também da decisão de investimento.
- Margem de lucro (ou markup): lucro sobre vendas, ou preço sobre custo marginal. Ligada ao poder de mercado (ver Concorrência e monopólio).
- Participação dos lucros na renda: a fatia do produto nacional que vai para o capital (lucros, juros, aluguéis), complementar à Participação dos salários na renda.
Lester Thurow, no verbete "Profits" da Concise Encyclopedia of Economics, lembra que a medição é difícil: é preciso descontar a depreciação do capital, e o "lucro" de pequenos negócios inclui a remuneração do trabalho do próprio dono 1. Ele registra, por exemplo, que os lucros após impostos das corporações não financeiras dos EUA oscilaram entre 9,1% do PNB (1978) e 3,1% (1986), estando em 5,1% em 2004 1, números que ilustram a variação ao longo do ciclo, com data de corte no próprio verbete.
Economia política clássica: lucro como parte do excedente
Para Adam Smith, o preço das mercadorias se decompõe em salários, lucros do capital e renda da terra, e o lucro é a remuneração de quem adianta o capital e corre o risco do empreendimento 2. Smith observou que a taxa de lucro tende a ser mais alta em países pobres e mais baixa em países ricos, onde a concorrência entre capitais é maior, e alertou para os interesses de comerciantes e fabricantes em restringir a concorrência, passagem em que afirma que pessoas do mesmo ofício raramente se reúnem sem que a conversa termine numa conspiração contra o público 2 (ver Concorrência e monopólio).
David Ricardo deu forma mais rigorosa ao conflito distributivo: com o produto dado, salários e lucros variam em sentido inverso, e a taxa de lucro "nunca pode ser aumentada senão por uma queda dos salários" 3. Ricardo previu uma queda da taxa de lucro no longo prazo por causa dos rendimentos decrescentes na agricultura: com o crescimento da população, terras piores seriam cultivadas, o preço dos alimentos (e portanto o salário de subsistência) subiria, a renda da terra aumentaria e os lucros seriam comprimidos, razão pela qual defendeu o livre comércio de cereais (ver Economia política clássica).
Marx: mais-valia, taxa de lucro e lucro médio
Para Marx, o lucro é a forma em que aparece a Mais-valia: o valor criado pelos trabalhadores além do valor da sua força de trabalho. Como o capitalista mede o ganho em relação a todo o capital adiantado, capital constante (meios de produção, c) e variável (salários, v), a taxa de lucro é m/(c+v), menor que a taxa de mais-valia m/v. Essa forma, segundo Marx, oculta a origem do excedente: o lucro parece brotar de todo o capital, e não só do trabalho.
No Livro III de O Capital, editado por Engels em 1894, a concorrência entre capitais forma uma taxa média de lucro, e as mercadorias passam a ser vendidas por "preços de produção" que se afastam dos valores, origem do chamado "problema da transformação" (ver Mais-valia). A mais-valia total se reparte em lucro industrial, lucro comercial, juros e renda da terra. A posição é teórica: depende da teoria do valor-trabalho, rejeitada pela economia neoclássica e reformulada por correntes marxistas e sraffianas.
Economia neoclássica: lucro normal e lucro econômico
A economia neoclássica trata o capital como fator de produção cuja remuneração (juro, ou "lucro normal") corresponde ao seu produto marginal e ao custo de oportunidade de empregá-lo em outro uso. Daí a distinção:
- Lucro normal: o retorno mínimo necessário para manter o capital naquela atividade; é contado como custo econômico.
- Lucro econômico (ou supernormal): o que sobra depois de remunerar todos os fatores, inclusive o capital, ao custo de oportunidade.
No modelo de concorrência perfeita, a livre entrada de empresas faz o lucro econômico tender a zero no longo prazo: lucros extraordinários atraem concorrentes, aumentam a oferta e reduzem os preços. Lucros econômicos persistentes indicariam barreiras à entrada, poder de mercado, inovação ou fatores escassos (ver Concorrência e monopólio e Economia neoclássica). Thurow, nessa linha, enumera explicações complementares para o lucro: retorno por adiar o consumo, prêmio pelo risco, recompensa pela inovação, rendas de monopólio e imperfeições de mercado, e julga que as duas últimas respondem por pequena parte do total nas economias ricas 1, avaliação contestada por estudos recentes sobre markups.
A teoria neoclássica do capital foi criticada nas controvérsias de Cambridge (anos 1950–1970), em que Joan Robinson, Piero Sraffa e outros argumentaram que não é possível medir o "capital" agregado independentemente da taxa de lucro que se pretende explicar. A crítica foi reconhecida como logicamente válida em seus termos por parte dos neoclássicos, mas a maioria dos economistas continuou usando funções de produção agregadas como aproximação.
Schumpeter e Knight: inovação, risco e incerteza
Joseph Schumpeter (Teoria do desenvolvimento econômico, 1911) explicou o lucro empresarial como fruto de inovações, novos produtos, métodos, mercados, fontes de matéria-prima ou formas de organização. Num fluxo circular sem inovação, não haveria lucro em sentido estrito; o empresário inovador obtém um ganho temporário até que imitadores o anulem 4. Em Capitalismo, socialismo e democracia (1942), Schumpeter chamou de destruição criativa esse processo de substituição de velhas estruturas por novas, que considerou "o fato essencial" do capitalismo 5 6.
Frank Knight (Risco, incerteza e lucro, 1921) distinguiu o risco mensurável, em que a distribuição dos resultados é conhecida e pode ser coberta por seguro, da incerteza não mensurável, própria de situações únicas como as decisões de negócio sobre o futuro: "podemos usar o termo 'risco' para designar o primeiro e o termo 'incerteza' para o segundo" 7. Para Knight, o lucro puro é a remuneração de quem assume a incerteza que não pode ser transformada em risco segurável. A tese é uma justificativa teórica do lucro sem recorrer à exploração, e também uma explicação de por que ele é volátil.
Kalecki: os capitalistas ganham o que gastam
O economista polonês Michał Kalecki derivou, nos anos 1930, uma identidade macroeconômica dos lucros. Numa economia fechada, sem governo, em que os trabalhadores não poupam, os lucros brutos são iguais ao investimento bruto mais o consumo dos capitalistas; na versão completa, somam-se o déficit público e o saldo externo e subtrai-se a poupança dos trabalhadores 8 9. Como os capitalistas podem decidir quanto gastam, mas não quanto ganham, Kalecki leu a identidade como relação causal: são os gastos (sobretudo o investimento) que determinam os lucros, e não o inverso. A síntese é conhecida pelo aforismo, atribuído a ele, de que "os trabalhadores gastam o que ganham, e os capitalistas ganham o que gastam".
A mesma identidade fora derivada pelo empresário norte-americano Jerome Levy entre 1908 e 1914; Levy a viu como instrumento de política para alcançar alto emprego, e Kalecki como apoio à tese de que o desemprego seria inevitável sob o capitalismo 8. A equação mostra por que déficits públicos e superávits comerciais aumentam os lucros agregados, e por que cortes generalizados de salário podem reduzir lucros ao deprimir a demanda, ponto próximo do argumento de Keynes (ver Keynesianismo). Críticos lembram que uma identidade contábil não prova, sozinha, a direção da causalidade.
Kalecki também explicou a distribuição pela margem (markup) que empresas com poder de mercado aplicam sobre custos diretos: quanto maior o "grau de monopólio", maior a participação dos lucros na renda 9.
Lucro e investimento
Em quase todas as escolas, o lucro está ligado ao investimento, mas em direções diferentes:
- Clássicos e Marx: o lucro é a fonte da acumulação; uma taxa de lucro baixa desestimula novos investimentos e pode levar a crises (ver o verbete planejado sobre crises capitalistas).
- Neoclássicos: o investimento depende da comparação entre o retorno esperado do capital e a taxa de juros.
- Keynes: o investimento depende da "eficiência marginal do capital", isto é, de expectativas sobre lucros futuros, sujeitas a incerteza e a "espíritos animais" (ver Teoria geral do emprego, do juro e da moeda).
- Kalecki: o investimento de hoje gera os lucros de hoje; os lucros de hoje financiam e estimulam o investimento de amanhã 8.
Desde os anos 1980, várias economias registraram lucros elevados ao lado de investimento produtivo relativamente fraco. Economistas associam essa combinação a recompra de ações e distribuição de dividendos, aplicações financeiras de empresas não financeiras, poder de mercado ou mudança na composição do capital (ativos intangíveis). Engelbert Stockhammer encontrou efeito negativo da "financeirização" sobre a acumulação nos EUA, no Reino Unido e na França, mas não na Alemanha 10 (ver Financeirização).
A tendência à queda da taxa de lucro: teoria, evidência e controvérsia
A formulação de Marx. No Livro III de O Capital, Marx sustenta que, com o desenvolvimento da produtividade, o capital constante cresce mais depressa que o variável, a composição orgânica do capital se eleva, e, como só o trabalho vivo cria valor novo, a taxa geral de lucro tende a cair, mesmo que a taxa de mais-valia se mantenha ou aumente. Ele ilustra: com a mesma taxa de mais-valia de 100%, a taxa de lucro seria de 66⅔% numa composição baixa e de 20% numa composição alta 11. Marx a apresenta como tendência, contrariada por fatores que discute no capítulo seguinte: aumento da exploração, barateamento dos meios de produção, compressão salarial, comércio exterior, expansão do capital acionário.
Críticas teóricas. O teorema de Nobuo Okishio (1961) mostrou que, sob certas hipóteses (salário real constante, empresas adotando técnicas que reduzem custos aos preços vigentes), uma inovação tecnológica não pode reduzir a taxa de lucro de equilíbrio 12. Marxistas responderam questionando as hipóteses (análise de equilíbrio, salários constantes); a interpretação temporal de sistema único (TSSI) sustenta que, lida dinamicamente, a lei se mantém. Michael Heinrich, a partir dos manuscritos, argumentou que Marx teria tido dúvidas sobre a lei em seus estudos dos anos 1870 13, leitura contestada por outros marxistas. Fora do marxismo, a tese é geralmente rejeitada como lei geral.
Evidência empírica. As estimativas dependem de como se mede o capital (custo histórico ou de reposição), que setores se incluem (só não financeiros?) e que lucro se usa (antes ou depois de juros e impostos):
- Thomas Weisskopf (1979) decompôs a queda da lucratividade nos EUA do pós-guerra e atribuiu a maior parte ao aumento do poder dos trabalhadores, não à composição orgânica 14.
- Robert Brenner (2006) explicou a queda da lucratividade manufatureira mundial desde o fim dos anos 1960 pela sobrecapacidade e pela concorrência internacional 15.
- Gérard Duménil e Dominique Lévy identificaram queda até o início dos anos 1980 e recuperação parcial no período neoliberal 16.
- Deepankar Basu e Ramaa Vasudevan (2013) compararam várias medidas da taxa de lucro nas empresas dos EUA no pós-guerra e examinaram o papel da tecnologia e da distribuição como determinantes 17.
- Esteban Maito (2014), em texto de trabalho, estimou taxas de lucro de longo prazo para 14 países desde o século XIX e encontrou tendência declinante, com recuperações parciais 18, resultado citado por defensores da lei e questionado por críticos quanto às fontes e ao método.
Estado do debate. Há relativa concordância de que a lucratividade das economias centrais caiu entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1980 e se recuperou parcialmente depois; não há consenso sobre as causas (composição orgânica, salários, concorrência, demanda) nem sobre a existência de uma tendência secular. O tema será tratado também no verbete planejado sobre crises capitalistas.
Participação dos lucros na renda
Durante boa parte do século XX, a estabilidade das participações de salários e lucros na renda nacional foi tratada como "fato estilizado" (Kaldor). Estudos recentes registram mudança. Loukas Karabarbounis e Brent Neiman documentaram um declínio global da participação do trabalho desde o início dos anos 1980, na maioria dos países e setores, e atribuíram cerca de metade dele à queda do preço relativo dos bens de investimento, associada à tecnologia da informação, que levou empresas a substituir trabalho por capital 19. Outras explicações enfatizam globalização, enfraquecimento sindical, aumento do poder de mercado e problemas de medição (tratamento da renda de autônomos, depreciação, habitação) 20.
Thomas Piketty (2013) argumentou que, quando a taxa de retorno do capital supera o crescimento da economia, a participação do capital e a desigualdade tendem a aumentar 21; a tese gerou extenso debate, inclusive sobre a distinção entre capital produtivo e riqueza imobiliária. Ver Participação dos salários na renda para definições e séries.
Lucro, rendas e monopólio
Os economistas distinguem o lucro obtido por produzir com mais eficiência ou inovar das rendas: ganhos derivados do controle de um recurso escasso ou de uma posição protegida (terra, patente, licença, monopólio, rede). A distinção vem de Ricardo, para quem a renda da terra decorre das diferenças de fertilidade e não de qualquer contribuição do proprietário.
- Para Schumpeter, ganhos de monopólio temporário são parte normal da inovação e se dissolvem com a imitação 6.
- Para a Escola de Chicago, monopólios duradouros sem proteção estatal são raros (ver Concorrência e monopólio).
- Para Kalecki, a participação dos lucros cresce com o "grau de monopólio" 9.
- Para Baran e Sweezy, no capitalismo monopolista o problema central passa a ser a absorção de um excedente crescente 22.
- Brett Christophers (2020) descreveu o capitalismo britânico contemporâneo como "capitalismo rentista", em que a propriedade de ativos escassos (terra, propriedade intelectual, plataformas, infraestrutura) gera parte crescente da renda 23.
A evidência recente sobre markups reacendeu o tema. Jan De Loecker e Jan Eeckhout estimaram que o markup médio das empresas de capital aberto dos EUA, estável entre 1950 e 1980, subiu de 18% para 67% acima do custo marginal nas três décadas seguintes 24; a versão publicada em 2020, com Gabriel Unger, traz estimativas revistas 25. Susanto Basu, revendo os métodos, concluiu que as técnicas atuais não permitem afirmar se os markups ficaram estáveis ou subiram modestamente 26. A questão é debate em aberto, tratado em Concorrência e monopólio.
Legitimidade do lucro: argumentos em disputa
Argumentos favoráveis. Para a tradição liberal, o lucro remunera a poupança, o risco, a incerteza e a inovação, e funciona como sinal que orienta recursos para onde são mais valorizados. Hayek enfatizou o papel de preços e lucros como mecanismo de comunicação de conhecimento disperso 27. Milton Friedman (1970) sustentou que a responsabilidade social da empresa é aumentar os lucros dentro das regras do jogo 28.
Argumentos críticos. Para Marx, o lucro é trabalho não pago apropriado em virtude da propriedade dos meios de produção. Keynes não condenava o lucro, mas via no rentista que vive de juros um fenômeno que poderia desaparecer gradualmente. Críticos contemporâneos distinguem lucros associados a investimento e inovação de lucros associados a rendas, poder de mercado e financeirização, e defendem regulação, tributação ou formas de propriedade social.
Brasil e Sul global. Na tradição da dependência e do estruturalismo, discute-se também para onde vão os lucros: remessas de lucros e dividendos de filiais estrangeiras às matrizes, e sua relação com o balanço de pagamentos e o investimento local (ver Capitalismo no Brasil e Estruturalismo latino-americano).
Leituras recomendadas
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Tradução de texto localizado
“a taxa de lucro nunca pode ser aumentada senão por uma queda dos salários”
the rate of profits can never be increased but by a fall in wages
Ricardo, Princípios de economia política e tributação, cap. 7 ("On Foreign Trade").
Tradução da redação.
Fonte: On the Principles of Political Economy and Taxation, cap. 7, "On Foreign Trade"
- Tradução de texto localizado
“podemos usar o termo "risco" para designar o primeiro e o termo "incerteza" para o segundo”
we may use the term "risk" to designate the former and the term "uncertainty" for the latter
Knight, Risk, Uncertainty, and Profit (1921), Parte III, cap. VIII.
Tradução da redação.
- Atribuição não confirmada
“Os trabalhadores gastam o que ganham; os capitalistas ganham o que gastam.”
Aforismo amplamente atribuído a Michał Kalecki na literatura pós-keynesiana.
Não foi localizado nesta redação o texto de Kalecki em que a frase aparece; a identidade dos lucros está documentada no resumo de Levy (2000).
Cronologia
1776
Smith analisa salários, lucros e renda como componentes do preço.2
1817
Ricardo formula a relação inversa entre salários e lucros.3
1894
Engels publica o Livro III de O Capital, com a lei da queda tendencial da taxa de lucro.11
1911
Schumpeter liga o lucro empresarial à inovação.4
1921
Knight publica Risk, Uncertainty, and Profit.7
1961
Teorema de Okishio sobre inovação técnica e taxa de lucro.12
2013
Karabarbounis e Neiman documentam o declínio global da participação do trabalho.19
2017
De Loecker e Eeckhout estimam forte alta dos markups nos EUA desde 1980.24
Bibliografia comentada
Karl Marx (ed. Friedrich Engels). O Capital, Livro III, cap. 13, "The Law As Such" (lei da queda tendencial da taxa de lucro) (1894)
Formulação original da lei da queda tendencial da taxa de lucro; ler com o capítulo seguinte, sobre as causas contrariantes.
Frank H. Knight. Risk, Uncertainty, and Profit, Parte III, cap. VIII, "Structures and Methods for Meeting Uncertainty" (1921)
Clássico da teoria do lucro como remuneração da incerteza; distingue risco segurável de incerteza.
Michał Kalecki. Theory of Economic Dynamics: An Essay on Cyclical and Long-Run Changes in Capitalist Economy (1954)
Reúne a teoria kaleckiana dos lucros, do grau de monopólio e do ciclo.
Deepankar Basu; Ramaa Vasudevan. Technology, distribution and the rate of profit in the US economy: understanding the current crisis (2013)
Mostra como diferentes medidas mudam o diagnóstico sobre a taxa de lucro nos EUA.
Susanto Basu. Are Price-Cost Markups Rising in the United States? A Discussion of the Evidence (2019)
Revisão cética e acessível das estimativas de markups crescentes.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Lester C. Thurow. Profits (verbete). The Concise Encyclopedia of Economics, Library of Economics and Liberty.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2Adam Smith. An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (Livro I, caps. VIII e X). Project Gutenberg (eBook #3300), 1776.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 3David Ricardo. On the Principles of Political Economy and Taxation, cap. 7, "On Foreign Trade". Library of Economics and Liberty (Econlib), edição de 1821, 1817.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 4Joseph A. Schumpeter. Theorie der wirtschaftlichen Entwicklung (Teoria do desenvolvimento econômico). 1911.[Fonte primária · referência bibliográfica]A primeira edição traz data de 1912 em algumas catalogações.
- 5Richard Alm; W. Michael Cox. Creative Destruction (verbete). The Concise Encyclopedia of Economics, Library of Economics and Liberty.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 6Joseph A. Schumpeter. Capitalism, Socialism and Democracy. 1942.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 7Frank H. Knight. Risk, Uncertainty, and Profit, Parte III, cap. VIII, "Structures and Methods for Meeting Uncertainty". Houghton Mifflin; edição web da Library of Economics and Liberty (Econlib), 1921.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 8S Jay Levy. Profits: The Views of Jerome Levy and Michal Kalecki (Working Paper 309). Levy Economics Institute (registro IDEAS/RePEc), 2000.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Lido o resumo.
- 9Michał Kalecki. Theory of Economic Dynamics: An Essay on Cyclical and Long-Run Changes in Capitalist Economy. 1954.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 10Engelbert Stockhammer. Financialisation and the slowdown of accumulation. Cambridge Journal of Economics, v. 28, n. 5 (registro IDEAS/RePEc), 2004.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Lido o resumo.
- 11Karl Marx (ed. Friedrich Engels). O Capital, Livro III, cap. 13, "The Law As Such" (lei da queda tendencial da taxa de lucro). Marxists Internet Archive, 1894.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 12Nobuo Okishio. Technical Changes and the Rate of Profit. Kobe University Economic Review, 1961.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 13Michael Heinrich. Crisis Theory, the Law of the Tendency of the Profit Rate to Fall, and Marx's Studies in the 1870s. Monthly Review, 2013.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 14Thomas E. Weisskopf. Marxian crisis theory and the rate of profit in the postwar U.S. economy. Cambridge Journal of Economics, 1979.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 15Robert Brenner. The Economics of Global Turbulence. Verso, 2006.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 16Gérard Duménil; Dominique Lévy. The Crisis of Neoliberalism. Harvard University Press, 2011.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 17Deepankar Basu; Ramaa Vasudevan. Technology, distribution and the rate of profit in the US economy: understanding the current crisis. Cambridge Journal of Economics, v. 37, n. 1 (registro IDEAS/RePEc), 2013.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Lido o resumo.
- 18Esteban Ezequiel Maito. The historical transience of capital: the downward trend in the rate of profit since XIX century (MPRA Paper 55894). Munich Personal RePEc Archive, 2014.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Lido o resumo; texto de trabalho não revisado por pares.
- 19Loukas Karabarbounis; Brent Neiman. The Global Decline of the Labor Share (NBER Working Paper 19136). National Bureau of Economic Research; versão final no Quarterly Journal of Economics, 2013.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 20Michael Elsby; Bart Hobijn; Ayşegül Şahin. The Decline of the U.S. Labor Share. Brookings Papers on Economic Activity, 2013.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 21Thomas Piketty. Le Capital au XXIe siècle (O capital no século XXI). 2013.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 22Paul A. Baran; Paul M. Sweezy. Monopoly Capital: An Essay on the American Economic and Social Order (Capitalismo monopolista). Monthly Review Press, 1966.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 23Brett Christophers. Rentier Capitalism: Who Owns the Economy, and Who Pays for It?. Verso, 2020.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 24Jan De Loecker; Jan Eeckhout. The Rise of Market Power and the Macroeconomic Implications (NBER Working Paper 23687). National Bureau of Economic Research, 2017.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Versão de trabalho; a versão publicada (com Gabriel Unger, Quarterly Journal of Economics, 2020) traz estimativas revistas não consultadas aqui.
- 25Jan De Loecker; Jan Eeckhout; Gabriel Unger. The Rise of Market Power and the Macroeconomic Implications. Quarterly Journal of Economics, 2020.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 26Susanto Basu. Are Price-Cost Markups Rising in the United States? A Discussion of the Evidence. Journal of Economic Perspectives, v. 33, n. 3, 2019.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Lido o resumo.
- 27Friedrich A. Hayek. The Use of Knowledge in Society. American Economic Review, v. 35, n. 4 (edição web Econlib), 1945.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 28Milton Friedman. The Social Responsibility of Business Is to Increase Its Profits. The New York Times Magazine, 1970.[Fonte primária · referência bibliográfica]
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- Redação assistida por IA (Claude)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
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- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir de Smith (Gutenberg), Ricardo, Knight e verbetes da Econlib, Marx (MIA), resumos de NBER/IDEAS/MPRA/AEA. Pendências: obras de Schumpeter, Kalecki, Okishio, Weisskopf, Brenner, Duménil e Lévy, Heinrich, Elsby et al., Piketty, Christophers e Baran e Sweezy não consultadas; aforismo de Kalecki sem fonte primária localizada; passagem de Smith sobre taxa de lucro em países ricos e pobres não conferida no trecho lido; resumo das controvérsias de Cambridge sem fonte citada.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Lucro. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/lucro.
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