Grande Depressão
A crise econômica mundial de 1929–1939
Contração econômica mundial iniciada em 1929, a mais profunda do capitalismo industrial: nos EUA, o produto real caiu cerca de 29% e o desemprego chegou a cerca de 25% em 1933. Suas causas, moeda, crédito, padrão-ouro, demanda, ainda são debatidas.
Também: Crise de 1929 · Depressão de 1929 · Great Depression · Crash de 1929
Índice e ficha
- Período
- 1929–1939
- Lugares
- Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Áustria, Japão, América Latina, Brasil
- Vítimas
- A crise não tem contagem de "vítimas" comparável à de guerras ou fomes. Seus efeitos sociais se medem por desemprego (nos EUA, entre cerca de 21% e 25% em 1933, conforme a série), perda de renda, despejos, fome localizada e migrações; estudos sobre mortalidade nos EUA nos anos 1930 chegam a resultados divergentes.
- Área
- Capitalismo
- Regiões
- América do Norte, Europa, América Latina, Brasil, Ásia, África, Internacional
- Temas
- Economia e organização social, Movimento operário e sindical, Estado, poder e democracia, Relações internacionais
A Grande Depressão foi a crise econômica mais profunda e longa da história do capitalismo industrial. Começou nos Estados Unidos em 1929, o pico do ciclo foi em agosto, e o crash da Bolsa de Nova York, em outubro, aprofundou-se com sucessivas crises bancárias entre 1930 e 1933 e se espalhou para a Europa, a América Latina, a Ásia e a África pelo comércio, pelos fluxos de capital e pelas regras do padrão-ouro 1 2.
Suas consequências ultrapassaram a economia: desemprego em massa, fome e migrações; crise de legitimidade de governos liberais; ascensão do nazismo na Alemanha; novas formas de intervenção do Estado (o New Deal nos EUA, o Estado Novo no Brasil, planos econômicos na Europa); e, no pensamento econômico, a revolução keynesiana. Para os marxistas, a crise pareceu confirmar a tese das crises inerentes ao capitalismo, enquanto a União Soviética, com seus planos quinquenais, não sofria desemprego aberto do mesmo tipo, um contraste muito usado na propaganda da época, que omitia a fome soviética de 1932–1933.
Este verbete apresenta o contexto, a cronologia, as dimensões da crise com suas fontes e ressalvas, as explicações concorrentes, os impactos mundiais, com destaque para a América Latina e o Brasil, as respostas e a recuperação. Nenhuma das explicações é consenso único; a literatura atual combina várias delas.
Contexto: os anos 1920
A Primeira Guerra Mundial deixou dívidas de guerra entre aliados, reparações impostas à Alemanha e um sistema monetário desorganizado. Ao longo dos anos 1920, a maioria dos países voltou ao padrão-ouro, moedas conversíveis em ouro a taxa fixa, em geral com paridades que exigiam políticas deflacionárias (caso britânico, de 1925) ou com grande dependência de empréstimos estadunidenses (caso alemão) 3 2.
Nos EUA, a década foi de expansão industrial, difusão do automóvel e da eletricidade, crédito ao consumo e forte alta das ações, enquanto a agricultura vivia preços baixos desde o pós-guerra. Para conter a especulação na Bolsa, o Federal Reserve elevou os juros em 1928 e 1929, o que desacelerou a economia estadunidense e, pelas regras do padrão-ouro, pressionou outros países a também subir juros 1.
Cronologia da crise
- Agosto de 1929: pico do ciclo econômico nos EUA, segundo a cronologia do NBER 1.
- Outubro de 1929: quebra da Bolsa de Nova York, a "quinta-feira negra" (24 de outubro) e as quedas violentas de 28 e 29 de outubro. O crash destruiu riqueza e confiança, mas a maioria dos historiadores não o considera, sozinho, causa suficiente da depressão 2.
- 1930: a Lei Tarifária Smoot-Hawley eleva as tarifas de importação dos EUA (junho) e provoca retaliações; no outono, começam as crises bancárias, primeiro regionais 1 4.
- 1931: quebra do Creditanstalt de Viena (maio); crise bancária alemã; moratória das dívidas intergovernamentais proposta pelo presidente Hoover (junho). Em setembro, a Grã-Bretanha abandona o padrão-ouro, seguida pela Suécia e outros países; para defender o dólar, o Fed volta a elevar os juros no outono 2 1.
- 1932: expansão monetária do Fed na primavera, revertida meses depois; fundo do poço industrial em vários países 1.
- Março de 1933: colapso do sistema bancário estadunidense; o presidente Franklin D. Roosevelt, recém-empossado, decreta feriado bancário nacional. É o ponto mais baixo da crise nos EUA 1.
- 1933–1934: os EUA saem do padrão-ouro (restrições ao ouro a partir de março–abril de 1933; nova paridade em janeiro de 1934) 2 3.
- Março de 1933 a maio de 1937: recuperação; o produto real dos EUA volta ao nível de 1929 em 1937 2 5.
- 1936: França, Países Baixos e Polônia, últimos membros do "bloco do ouro", abandonam a paridade 2.
- 1937–1938: nova recessão de 13 meses nos EUA, após aperto monetário e fiscal 2.
- 1939–1941: a mobilização para a Segunda Guerra Mundial leva produção e emprego aos níveis plenos 1.
Dimensões da crise nos EUA: dados e ressalvas
- Produto. O PNB a preços constantes de 1929 caiu de US$ 104,4 bilhões em 1929 para US$ 74,2 bilhões em 1933, queda de cerca de 29% 2.
- Preços. Entre agosto de 1929 e março de 1933, os preços caíram cerca de 33%, o que aumentou o peso real das dívidas 2.
- Moeda. Do outono de 1930 ao inverno de 1933, a oferta monetária caiu quase 30% 1.
- Bancos. Até março de 1933, mais de um terço dos bancos dos EUA havia fechado ou sido absorvido por outros 2.
- Desemprego. Não havia estatística oficial mensal de desemprego na época; as séries anuais são reconstruções posteriores. As duas mais usadas divergem na forma de tratar os trabalhadores das frentes de trabalho públicas (WPA e outras) 6:
| Ano | Lebergott (1964) | Darby (1976) | |---|---|---| | 1929 | 3,2% | 3,2% | | 1931 | 15,9% | 15,3% | | 1933 | 24,9% | 20,6% | | 1936 | 16,9% | 9,9% | | 1938 | 19,0% | 12,5% | | 1940 | 14,6% | 9,5% |
Para Lebergott, que segue a prática do censo de 1940, quem estava em programas de trabalho emergencial contava como desempregado; Darby os conta como empregados 6. A taxa de "cerca de 25%" em 1933, muito citada, é a de Lebergott; usá-la sem a ressalva superestima a diferença entre os anos 1930 e outras crises, e usá-la para os anos posteriores a 1933 subestima o efeito dos programas públicos.
Mecanismos: explicações concorrentes
As explicações não são todas excludentes; a literatura recente tende a combinar várias. O que muda é o peso atribuído a cada uma e a lição de política que delas se tira.
Explicação monetária: Friedman e Schwartz
Em A Monetary History of the United States (1963), Milton Friedman e Anna Schwartz chamaram o período 1929–1933 de "Grande Contração" e atribuíram sua gravidade à queda da oferta monetária, causada pelas corridas bancárias e pela omissão do Federal Reserve, que não agiu como emprestador de última instância nem compensou a contração 7 2. A tese teve enorme influência e foi, em parte, reconhecida pelo próprio Fed: em 2002, Ben Bernanke, então diretor do Fed, admitiu publicamente o papel da instituição 1. Críticos (como Peter Temin) argumentaram que a queda da moeda foi também consequência, e não só causa, da queda da atividade.
Colapso do crédito: Bernanke
Em 1983, Ben Bernanke argumentou que as falências bancárias tiveram efeitos "não monetários": destruíram informação e relações de crédito, de modo que famílias, agricultores e pequenas empresas perderam acesso a empréstimos mesmo quando havia poupança disponível. A deflação aumentava o peso real das dívidas (a "deflação de dívidas" descrita por Irving Fisher em 1933), levando a falências e a mais contração 8 2.
Padrão-ouro: Eichengreen e Temin
Para Barry Eichengreen (Golden Fetters, 1992) e Peter Temin (Lessons from the Great Depression, 1989), o padrão-ouro foi o mecanismo central de transmissão: para defender suas paridades, os bancos centrais elevaram juros e contraíram crédito em plena recessão, exportando a deflação de um país a outro. A evidência mais citada é comparativa: os países que abandonaram o ouro mais cedo (Grã-Bretanha e Escandinávia em 1931) recuperaram-se antes dos que o mantiveram até 1935–1936 (França e o "bloco do ouro") 3 9 2.
Ausência de hegemonia: Kindleberger
Em The World in Depression, 1929–1939 (1973), Charles Kindleberger explicou a gravidade e a duração da crise pela falta de um país estabilizador: a Grã-Bretanha já não podia, e os EUA ainda não queriam, manter mercados abertos para bens em dificuldade, emprestar de forma anticíclica e agir como emprestador de última instância internacional. Daí a espiral de protecionismo, de retirada de capitais e de desvalorizações competitivas 4. A tese influenciou a teoria da "estabilidade hegemônica" nas relações internacionais.
Insuficiência de demanda: Keynes
Na Teoria geral do emprego, do juro e da moeda (1936), John Maynard Keynes rejeitou a ideia de que os mercados tenderiam por si ao pleno emprego. Uma queda do investimento, ligada à incerteza e às expectativas, reduziria a renda e o emprego, e a economia poderia permanecer em equilíbrio com desemprego; cortar salários não resolveria, porque reduziria a demanda. Daí a defesa de gastos públicos e de juros baixos para sustentar a demanda agregada 10. A interpretação está na origem do Keynesianismo. Estudos posteriores, como o de Christina Romer, avaliaram que a política fiscal dos EUA nos anos 1930 foi modesta e que a recuperação se deveu sobretudo à expansão monetária após a saída do ouro e às entradas de ouro 5.
Escola austríaca e outras leituras liberais
Para Friedrich Hayek e outros economistas da escola austríaca, a crise foi a correção inevitável de um boom artificial: crédito fácil nos anos 1920 teria induzido investimentos insustentáveis, e a liquidação deles era dolorosa mas necessária; intervenções para sustentar preços e salários atrasariam o ajuste 11. A posição perdeu influência nos anos 1930 e 1940, mas foi retomada em debates posteriores sobre crises de crédito. Outros economistas liberais argumentaram que políticas do New Deal que elevaram salários e preços industriais prolongaram o desemprego, tese controversa.
Interpretações marxistas
As interpretações marxistas veem a Grande Depressão como expressão de contradições do próprio processo de acumulação de capital, e não como acidente de política. Duas linhas principais disputaram a explicação: a de superacumulação e queda da taxa de lucro, formulada, por exemplo, por Henryk Grossmann, em livro publicado justamente em 1929 12, e a de subconsumo, em que a capacidade produtiva cresce mais que o poder de compra dos assalariados, desenvolvida por Paul Sweezy em The Theory of Capitalist Development (1942) 13. Os marxistas também destacaram a relação entre a crise, o desemprego em massa como pressão sobre os salários, a concentração de capitais e a rivalidade interimperialista que desembocou na guerra. As explicações marxistas não costumam ser testadas com as mesmas séries usadas pelos economistas monetários, o que torna o diálogo entre as tradições difícil.
Impacto mundial
A crise atingiu países em momentos e intensidades diferentes, em geral conforme sua ligação com o ouro, com o crédito estadunidense e com as exportações de produtos primários 3 4.
- Alemanha. Dependente de empréstimos dos EUA, sofreu a retirada de capitais, a crise bancária de 1931 e um desemprego registrado de milhões de pessoas no início de 1932. A política de austeridade do chanceler Heinrich Brüning e a crise social estão entre os fatores que a historiografia associa à ascensão eleitoral do Partido Nazista e à nomeação de Hitler como chanceler, em janeiro de 1933.
- Reino Unido. O desemprego já era alto nos anos 1920; a saída do ouro em 1931 e juros baixos permitiram recuperação relativamente precoce 3.
- Japão. Saiu do ouro no fim de 1931 e adotou política fiscal e monetária expansionista, associada à expansão militar na Manchúria.
- Colônias e economias primário-exportadoras da África, Ásia e América Latina sofreram com a queda dos preços de matérias-primas, que caíram mais que os preços industriais, deteriorando seus termos de troca.
- União Soviética. Isolada dos mercados de capitais, a URSS continuou seu primeiro plano quinquenal, mas a queda dos preços de grãos e matérias-primas que exportava agravou o custo das importações de máquinas, em plena coletivização e fome de 1932–1933 (ver União Soviética).
América Latina e Brasil
Para a América Latina, a crise significou queda brusca dos preços e volumes de exportação (café, açúcar, carne, trigo, cobre, estanho, nitratos), interrupção dos empréstimos externos e, em quase toda a região, suspensão do pagamento das dívidas, controles de câmbio e desvalorizações. Para Carlos Díaz-Alejandro, os países com mais autonomia de política ("reativos") recuperaram-se mais depressa, e a crise impulsionou a industrialização por substituição de importações, que seria depois teorizada pelo estruturalismo latino-americano 14. Houve também rupturas políticas: golpes ou mudanças de regime na Argentina (1930), no Brasil (1930) e em outros países.
No Brasil, o café era o principal produto de exportação e a base das contas externas. Com a superprodução e a queda dos preços, o governo de Getúlio Vargas, saído da Revolução de 1930, centralizou a política cafeeira: criou o Conselho Nacional do Café em 1931 e, em 10 de fevereiro de 1933, o Departamento Nacional do Café (DNC), subordinado ao Ministério da Fazenda, que funcionaria até 1946. O governo comprou e destruiu grandes quantidades de café, a "queima", para conter a oferta e sustentar preços 15. A destruição durou até meados dos anos 1940 e envolveu dezenas de milhões de sacas; os totais publicados variam conforme a fonte e o período considerado e precisam ser conferidos na série original.
Em Formação econômica do Brasil (1959), Celso Furtado interpretou essa política de duas formas. Primeiro, retomou a ideia de socialização das perdas: desde antes de 1930, as desvalorizações cambiais e a compra de estoques transferiam para o conjunto da população, por meio de preços de importação mais altos e de gastos públicos, as perdas do setor cafeeiro. Segundo, argumentou que a compra e a destruição de café, financiadas em boa parte com expansão de crédito, sustentaram a renda e a demanda internas, uma política anticíclica involuntária, "keynesiana" antes de Keynes, e, junto com o encarecimento das importações, deslocaram o centro dinâmico da economia para o mercado interno e a indústria 16. A tese foi contestada por Carlos Manuel Peláez, para quem a política do café foi financiada sobretudo por impostos e não teve o efeito expansionista sugerido, e por outros autores que discutem o momento e as causas da industrialização brasileira 17.
Respostas de política
- Abandono do padrão-ouro e desvalorizações (1931–1936), que liberaram a política monetária; a ordem em que cada país saiu do ouro é um dos melhores previsores do início de sua recuperação 3.
- New Deal nos EUA (a partir de 1933): feriado bancário e reabertura de bancos inspecionados; seguro federal de depósitos e separação entre bancos comerciais e de investimento (Banking Act de 1933, conhecido como Glass-Steagall); regulação do mercado de capitais; programas agrícolas de sustentação de preços; frentes de trabalho públicas (Civilian Conservation Corps, Works Progress Administration); a Lei de Seguridade Social e a Lei Nacional de Relações de Trabalho (Wagner Act), ambas de 1935, que garantiram aposentadoria e o direito de sindicalização e negociação coletiva 18 (ver sindicatos e negociação coletiva).
- Protecionismo e blocos comerciais: tarifas, cotas, controles de câmbio e acordos de comércio preferencial (como o sistema imperial britânico de 1932) reduziram o comércio mundial 4.
- Intervenção estatal na América Latina: controles de câmbio, moratórias, órgãos de regulação de produtos de exportação (como o DNC brasileiro) e, depois, políticas deliberadas de industrialização 14 15.
- Regimes autoritários na Alemanha, na Itália (já fascista desde 1922), no Japão e em vários países latino-americanos usaram a crise para reorganizar a economia sob controle estatal e repressão a sindicatos e partidos de esquerda.
Recuperação
Nos EUA, a economia cresceu rapidamente entre 1933 e 1937, mas partindo de um nível muito baixo; o produto real só voltou ao nível de 1929 em 1937, e o desemprego permaneceu alto até o início da guerra 2 6. A recessão de 1937–1938, associada ao aperto monetário e à redução do déficit público, é usada por keynesianos e monetaristas como evidência dos riscos de retirar estímulos cedo demais. Para Christina Romer, a expansão monetária explica a maior parte da recuperação até 1942 5. Só a mobilização para a Segunda Guerra Mundial levou produção e emprego aos níveis plenos 1.
Lições e limitações
A Grande Depressão tornou-se o principal laboratório da macroeconomia e da política econômica. Lições amplamente aceitas, evitar o colapso do sistema bancário, não apertar a moeda em plena deflação, coordenar respostas internacionais, orientaram as respostas à crise financeira de 2008, conduzidas em parte pelo próprio Bernanke. Instituições do pós-guerra, como o Fundo Monetário Internacional e o sistema de Bretton Woods, foram desenhadas com a memória dos anos 1930.
As lições também são disputadas: monetaristas enfatizam a responsabilidade dos bancos centrais; keynesianos, a necessidade de política fiscal; liberais austríacos, os riscos do crédito fácil; marxistas, o caráter recorrente das crises no capitalismo; historiadores, o peso das relações internacionais e da política. As comparações com outras épocas precisam considerar que as estatísticas dos anos 1930 são reconstruções com margens de erro e que as estruturas econômicas eram muito diferentes.
Cronologia
agosto de 1929
Pico do ciclo econômico nos EUA.1
24 de outubro de 1929
"Quinta-feira negra" na Bolsa de Nova York; quedas maiores em 28 e 29 de outubro.2
junho de 1930
Lei tarifária Smoot-Hawley nos EUA.4
1930
Começam as crises bancárias nos EUA.1
maio de 1931
Quebra do Creditanstalt de Viena.4
setembro de 1931
Grã-Bretanha abandona o padrão-ouro.2
1931
Criação do Conselho Nacional do Café no Brasil.15
10 de fevereiro de 1933
Criação do Departamento Nacional do Café (decreto 22.452).15
março de 1933
Feriado bancário nacional nos EUA; ponto mais baixo da crise.1
janeiro de 1934
EUA fixam nova paridade do dólar com o ouro (Gold Reserve Act).3
1935
Social Security Act e Wagner Act nos EUA.18
1936
Keynes publica a Teoria geral; França, Países Baixos e Polônia abandonam o ouro.10
maio de 1937
Nova recessão nos EUA.2
30 de junho de 1946
Data fixada para a extinção do DNC.15
Bibliografia comentada
Randall E. Parker. An Overview of the Great Depression
Visão geral acessível, com dados e resumo das principais explicações; bom ponto de partida.
Milton Friedman; Anna J. Schwartz. A Monetary History of the United States, 1867–1960 (1963)
Obra clássica da interpretação monetária; o capítulo sobre a "Grande Contração" é dos textos mais influentes da história econômica.
Barry Eichengreen. Golden Fetters: The Gold Standard and the Great Depression, 1919–1939 (1992)
Estudo comparativo internacional que pôs o padrão-ouro no centro da explicação; essencial para entender a transmissão mundial da crise.
Charles P. Kindleberger. The World in Depression, 1929–1939 (1973)
Interpretação internacional centrada na ausência de liderança hegemônica; muito influente nas relações internacionais.
John Maynard Keynes. The General Theory of Employment, Interest and Money (1936)
Obra teórica escrita durante a depressão; difícil, mas fundamental para entender a revolução keynesiana.
Celso Furtado. Formação econômica do Brasil (1959)
Interpretação clássica dos efeitos da crise sobre o Brasil e da política do café; ler junto à crítica de Peláez.
Robert A. Margo. Employment and Unemployment in the 1930s (1993)
Explica por que as séries de desemprego dos anos 1930 divergem e como usá-las.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Gary Richardson. The Great Depression. Federal Reserve History (Federal Reserve System).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2Randall E. Parker. An Overview of the Great Depression. EH.Net Encyclopedia (Economic History Association).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Versão modificada da introdução de Reflections on the Great Depression (Edward Elgar, 2002). A data de saída dos EUA do padrão-ouro aparece de forma inconsistente no texto (março e abril de 1933).
- 3Barry Eichengreen. Golden Fetters: The Gold Standard and the Great Depression, 1919–1939. Oxford University Press, 1992.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 4Charles P. Kindleberger. The World in Depression, 1929–1939. University of California Press / Allen Lane, 1973.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 5Christina D. Romer. What Ended the Great Depression?. The Journal of Economic History, v. 52, n. 4, 1992.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 6Robert A. Margo. Employment and Unemployment in the 1930s. Journal of Economic Perspectives, v. 7, n. 2 (texto integral em FRASER, Federal Reserve Bank of St. Louis), 1993.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Tabela com as séries de Lebergott (1964) e Darby (1976). O texto extraído tinha diagramação imperfeita; os valores foram associados aos anos pela posição.
- 7Milton Friedman; Anna J. Schwartz. A Monetary History of the United States, 1867–1960. Princeton University Press (para o NBER), 1963.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 8Ben S. Bernanke. Nonmonetary Effects of the Financial Crisis in the Propagation of the Great Depression. American Economic Review, v. 73, n. 3, 1983.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 9Peter Temin. Lessons from the Great Depression. MIT Press, 1989.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 10John Maynard Keynes. The General Theory of Employment, Interest and Money. Macmillan, 1936.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 11Friedrich A. Hayek. Prices and Production. Routledge, 1931.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 12Henryk Grossmann. Das Akkumulations- und Zusammenbruchsgesetz des kapitalistischen Systems. C. L. Hirschfeld (Leipzig), 1929.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 13Paul M. Sweezy. The Theory of Capitalist Development. Oxford University Press, 1942.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 14Carlos F. Díaz-Alejandro. Latin America in the 1930s. In: Rosemary Thorp (org.), Latin America in the 1930s: The Role of the Periphery in World Crisis. Macmillan, 1984.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 15Arquivo Nacional (Brasil). Departamento Nacional do Café, DNC (instrumento de pesquisa do fundo, código T6). 2013.[Arquivo · consultada em 19 de outubro de 2026]Histórico administrativo: CNC criado em 1931; DNC criado pelo decreto 22.452, de 10/2/1933; extinção fixada pelo decreto-lei 9.068, de 15/3/1946, para 30/6/1946. Não traz a série de café destruído.
- 16Celso Furtado. Formação econômica do Brasil. Fundo de Cultura, 1959.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 17Carlos Manuel Peláez. História da industrialização brasileira: crítica à teoria estruturalista no Brasil. APEC, 1972.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 18David M. Kennedy. Freedom from Fear: The American People in Depression and War, 1929–1945. Oxford University Press, 1999.[Historiografia · referência bibliográfica]
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
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- CapitalismoConceito
- John Maynard KeynesPessoaFonte: The General Theory of Employment, Interest and Money
- Teoria geral do emprego, do juro e da moedaObraFonte: The General Theory of Employment, Interest and Money
- Friedrich HayekPessoaFonte: Prices and Production
- Escola austríaca de economiaEscola econômica
- Celso FurtadoPessoaFonte: Formação econômica do Brasil
- Formação econômica do BrasilObraFonte: Formação econômica do Brasil
- Estruturalismo latino-americanoEscola econômicaFonte: Latin America in the 1930s
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contribuiu para
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precedeu
- Fundo Monetário Internacional (FMI)OrganizaçãoA memória da depressão orientou o desenho de Bretton Woods (1944).
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
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- Redação assistida por IA (Claude)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 2.609 palavras · 18 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoDados e cronologia a partir de Parker (EH.Net), Richardson (Federal Reserve History) e Margo (1993, via FRASER); histórico do DNC no instrumento de pesquisa do Arquivo Nacional. Obras de Friedman e Schwartz, Bernanke, Eichengreen, Temin, Kindleberger, Keynes, Romer, Díaz-Alejandro, Furtado, Peláez, Grossmann, Sweezy, Hayek e Kennedy citadas como referência bibliográfica sem consulta de página. Pendente: conferir número de desempregados registrados na Alemanha em 1932; conferir datas do Gold Reserve Act e das medidas de abril de 1933; levantar a série de café destruído (1931–1944) em fonte primária (DNC/IBGE); conferir resumo da crítica de Peláez; conferir resumo de Romer (1992).Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Grande Depressão. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/grande-depressao.
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