Cooperativismo
Empresas de propriedade e gestão dos próprios membros: história, princípios e debate socialista
Movimento e forma de organização econômica em que uma empresa pertence aos seus membros, consumidores, produtores, trabalhadores ou poupadores, e é gerida por eles de forma democrática. Nasceu no século XIX e foi objeto de longo debate entre socialistas.
Também: movimento cooperativo · cooperação · co-operative movement
Índice e ficha
- Período
- século XVIII–presente
- Área
- Socialismo
- Regiões
- Europa, Brasil, Internacional
- Temas
- Economia e organização social, Movimento operário e sindical, Questão agrária e campesinato
O cooperativismo designa, ao mesmo tempo, uma forma de empresa, a cooperativa, de propriedade conjunta e gestão democrática dos seus membros, e um movimento social que, desde o século XIX, difunde essa forma e reivindica para ela um papel na transformação da economia. A Aliança Cooperativa Internacional (ACI), organização mundial do setor, define a cooperativa como uma associação autônoma de pessoas unidas voluntariamente para atender a necessidades econômicas, sociais e culturais comuns por meio de uma empresa de propriedade conjunta e democraticamente controlada 1.
A relação entre cooperativismo e socialismo é próxima, mas não é de identidade. O movimento nasceu em boa parte do primeiro socialismo, sobretudo do owenismo; Marx elogiou as fábricas cooperativas como prova de que a produção em grande escala dispensa a classe dos patrões, mas afirmou que, isoladas, elas não deteriam o capital 2. Rosa Luxemburgo chamou-as de "pequenas unidades de produção socializada dentro da troca capitalista" 3. Ao longo do século XX, as cooperativas existiram em economias capitalistas, em economias de planejamento central e em experiências de autogestão, com sentidos muito diferentes. Este verbete apresenta as origens, os tipos, os princípios, as experiências principais, o debate socialista e as críticas. Ver também Autogestão, Economia solidária e Propriedade social.
Definição, valores e princípios
O traço que distingue a cooperativa da empresa capitalista é que o poder de decisão decorre da condição de membro, e não da quantidade de capital investido. Na fórmula clássica, cada membro tem um voto, e o excedente (as "sobras") é distribuído conforme a participação de cada um nas operações, compras, entregas de produção, trabalho, e não conforme as ações possuídas.
A ACI aprovou em 1995 a versão vigente da sua Declaração sobre a Identidade Cooperativa, com valores (autoajuda, autorresponsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade) e sete princípios 1:
- adesão voluntária e livre;
- gestão democrática pelos membros;
- participação econômica dos membros;
- autonomia e independência;
- educação, formação e informação;
- intercooperação (cooperação entre cooperativas);
- interesse pela comunidade.
Os princípios foram revisados pela ACI em 1937 (congresso de Paris), em 1966 e em 1995 4. A declaração de 1995 retoma, em linguagem atualizada, regras associadas aos Pioneiros de Rochdale.
Origens: antes e depois de Rochdale
Houve cooperativas antes do marco simbólico de 1844. A primeira cooperativa de consumo documentada é atribuída aos tecelões de Fenwick, na Escócia, que em 1769 começaram a vender aveia com desconto aos seus membros 5. Nos anos 1820 e 1830, inspiradas por Robert Owen, multiplicaram-se na Grã-Bretanha lojas cooperativas; o médico William King publicou a partir de 1º de maio de 1828 o periódico The Co-operator, que aconselhava começar pela loja e propunha regras de gestão 5. Owen via nas lojas um meio de financiar comunidades cooperativas; muitas delas não sobreviveram à crise do owenismo nos anos 1830 6.
Os Pioneiros de Rochdale (1844)
A Rochdale Society of Equitable Pioneers foi fundada em 1844 na cidade têxtil de Rochdale, no norte da Inglaterra, e abriu sua loja em 21 de dezembro de 1844, na Toad Lane, com um pequeno estoque de manteiga, açúcar, farinha e aveia. No fim do primeiro ano tinha 80 membros e 182 libras de capital 7. O número de "28 fundadores", muito repetido, é discutido: as atas da sociedade não o mencionam, e a história teria sido difundida por George Holyoake, cronista do movimento 7.
O sucesso de Rochdale deveu-se à combinação de regras práticas, venda à vista, a preços de mercado, com mercadorias não adulteradas, devolução do excedente proporcional às compras ("dividendo"), um voto por membro, juros limitados ao capital, fundo de educação. Essas regras, codificadas depois como princípios de Rochdale, tornaram-se o modelo do cooperativismo de consumo britânico e internacional 7. Os estatutos ("Lei Primeira") previam objetivos muito mais ambiciosos que uma loja, moradia, manufatura, cultivo de terras e uma "colônia doméstica autossustentada" 7, o que mostra a filiação owenista do projeto. A historiografia discute o peso relativo do owenismo e do cartismo entre os fundadores; esse ponto não foi conferido em fonte aberta nesta redação.
Cooperativas de crédito: Schulze-Delitzsch e Raiffeisen
Na Alemanha, uma tradição paralela, de origem liberal e cristã e não socialista, criou as cooperativas de crédito. Franz Hermann Schulze-Delitzsch fundou bancos populares urbanos a partir de 1852; Friedrich Wilhelm Raiffeisen, caixas de crédito rurais a partir de 1864, modelo que se mostrou mais influente com o tempo 5. O modelo Raiffeisen chegou ao Brasil com imigrantes alemães e suíços (ver adiante).
Associações operárias na França: Buchez e Louis Blanc
Na França, a ideia de associação operária de produção, trabalhadores de um ofício reunidos numa oficina de propriedade comum, teve dois defensores influentes. Philippe Buchez (1796–1865), ex-saint-simoniano, formulou um socialismo cristão e ajudou a dirigir a partir de 1840 o jornal L'Atelier, feito por operários 8. Louis Blanc (1811–1882) expôs em A organização do trabalho (1839) a proposta de ateliês sociais: associações de trabalhadores de cada ramo, financiadas inicialmente pelo Estado, que pela sua superioridade acabariam por absorver a indústria privada 9. A obra de Blanc popularizou a fórmula "de cada um segundo suas faculdades, a cada um segundo suas necessidades", que ele não inventou 9.
Na Revolução de 1848, Blanc integrou o governo provisório e presidiu a Comissão do Luxemburgo, encarregada de estudar a questão operária, mas seu projeto de ministério do trabalho foi recusado. Os Ateliês Nacionais criados em 1848 eram outra coisa: frentes de trabalho para desempregados, dirigidas por Émile Thomas, adversário de Blanc; seu fechamento, em junho, desencadeou a insurreição operária de Paris. Blanc exilou-se em Londres e só voltou em 1870 9. A confusão entre os dois projetos foi usada na época para desacreditar a ideia de associação.
Tipos de cooperativa
A literatura classifica as cooperativas pelo tipo de membro e de atividade:
- De consumo: os membros são consumidores que compram em comum (modelo de Rochdale).
- De produção ou de trabalho (worker cooperatives): os membros são os próprios trabalhadores, donos da empresa onde trabalham; é a forma mais próxima da ideia de autogestão (ver Autogestão).
- Agropecuárias: produtores rurais que comercializam, processam ou compram insumos em comum; mantêm em regra a propriedade individual da terra.
- De crédito: poupadores e tomadores de empréstimo (Schulze-Delitzsch, Raiffeisen).
- De habitação, de serviços, de saúde, entre outras, e cooperativas "multipartes", com várias categorias de membros.
A distinção importa para o debate socialista: uma cooperativa agropecuária de grandes produtores, que contrata assalariados, organiza proprietários; uma cooperativa de trabalho elimina, ao menos internamente, a relação patrão-empregado.
A Aliança Cooperativa Internacional (1895)
A Aliança Cooperativa Internacional foi fundada em 1895, com congresso inaugural em Londres, e declarou-se politicamente neutra em 1896 4. Reúne hoje mais de 300 federações e organizações de cerca de cem países e afirma representar aproximadamente um bilhão de cooperados, número de autodeclaração das entidades, que inclui realidades muito diversas e deve ser lido com cautela 4. A ACI é a guardiã da definição e dos princípios cooperativos (ver acima). Sua "neutralidade" foi parte de um compromisso histórico: o movimento abrigava socialistas, cristãos-sociais e liberais, e a Aliança evitou tomar partido entre eles.
O debate socialista sobre as cooperativas
Desde o século XIX, a pergunta central foi: as cooperativas podem transformar a economia por expansão gradual, ou só fazem sentido como parte de uma transformação política mais ampla?
Marx na Mensagem Inaugural da AIT (1864)
Na Mensagem Inaugural da Associação Internacional dos Trabalhadores (1864), Marx considerou o movimento cooperativo, ao lado da lei das dez horas, uma das duas vitórias da "economia política do trabalho" sobre a do capital. As fábricas cooperativas mostravam, na prática, que a produção em grande escala pode ser conduzida sem uma classe de patrões que empregue uma classe de "braços" 2. Mas, restrito aos esforços ocasionais de trabalhadores isolados, o trabalho cooperativo nunca poderia deter o crescimento dos monopólios; para libertar as massas, deveria ser desenvolvido em dimensões nacionais e, portanto, fomentado por meios nacionais, o que os senhores da terra e do capital impediriam. Daí a conclusão: conquistar o poder político tornou-se o grande dever da classe operária 2.
A passagem resume a posição marxista clássica: valorização das cooperativas como prova da viabilidade de uma produção sem patrões, recusa de vê-las como caminho suficiente. Na Crítica do Programa de Gotha (1875), Marx criticou a proposta lassalliana de cooperativas de produção com ajuda do Estado existente (ver Crítica do Programa de Gotha).
Rosa Luxemburgo em "Reforma ou revolução?" (1899–1900)
Na polêmica com Eduard Bernstein, que via nas cooperativas um dos meios da transição gradual ao socialismo, Rosa Luxemburgo dedicou-lhes um capítulo de Reforma ou revolução? 3. Seu argumento: as cooperativas de produção são uma forma híbrida, "pequenas unidades de produção socializada dentro da troca capitalista". Submetidas à concorrência, precisam impor a si mesmas a disciplina das empresas capitalistas, intensificação do trabalho, ajuste de salários e jornadas ao mercado, e acabam por se tornar empresas comuns ou por fechar. Só sobrevivem com folga quando um mercado garantido, como o das cooperativas de consumo, as protege, o que as confina a mercados locais e a bens de consumo imediato. As cooperativas de consumo, por sua vez, atacam o capital comercial, não a produção capitalista, um ataque aos "galhos" da árvore capitalista 3.
Outras posições
- Social-democracia e "terceiro pilar". No movimento operário europeu de fins do século XIX e início do XX, cooperativas de consumo, sindicatos e partido foram frequentemente vistos como três pilares complementares; na Bélgica, na Grã-Bretanha e na Escandinávia, as cooperativas ligadas ao movimento operário tornaram-se grandes empresas.
- Lenin (1923). No artigo Sobre a cooperação, escrito no fim da vida, Lenin sustentou que, com o poder estatal nas mãos da classe operária e os principais meios de produção em mãos do Estado, "o simples crescimento da cooperação" seria, salvo uma ressalva que ele mesmo indica, idêntico ao crescimento do socialismo 10. O texto foi escrito em janeiro de 1923, durante a Nova Política Econômica (NEP); seus usos posteriores pelas diferentes correntes soviéticas são objeto de interpretação e não foram conferidos aqui.
- Anarquistas viram nas cooperativas e associações de produção uma forma de prefiguração da sociedade sem patrões e sem Estado (Proudhon, Kropotkin); ver Anarquismo.
- Socialismo de mercado e autogestão. Propostas do século XX, da autogestão iugoslava (ver Iugoslávia socialista (1945–1992)) a modelos de "democracia econômica", tomaram empresas geridas pelos trabalhadores como unidade básica de uma economia socialista com mercado (ver Socialismo de mercado).
Cooperativas sob planejamento central: o kolkhoz soviético
Na União Soviética, o kolkhoz (fazenda coletiva) era juridicamente uma cooperativa de produção: seu Estatuto-modelo falava em camponeses que se uniam "voluntariamente" e em "autogestão socialista" 11. Distinguia-se do sovkhoz, fazenda estatal com assalariados: os membros do kolkhoz recebiam uma parte do produto conforme os "dias de trabalho" registrados 11.
Na prática, a coletivização foi forçada a partir de 1929–1930 e violou o princípio da adesão voluntária: os membros não podiam sair livremente nem levar seus bens; as assembleias e direções eleitas em geral ratificavam decisões das autoridades distritais e regionais; havia mínimos obrigatórios de dias de trabalho, com sanções que podiam chegar à perda do lote e a penas criminais; e o Estado comprava a produção a preços fixados muito baixos 11. A coletivização esteve associada a deportações e à fome de 1932–1933 (ver União Soviética). Os pequenos lotes privados dos membros, que ocupavam 3,9% da área semeada em 1938, respondiam em 1937 por 21,5% da produção agrícola bruta, segundo dados citados pela fonte 11.
Por isso, a literatura cooperativista não considera o kolkhoz uma cooperativa no sentido dos princípios da ACI, faltavam adesão voluntária, autonomia e gestão democrática. Esta enciclopédia segue a mesma distinção: forma jurídica cooperativa não basta para caracterizar uma experiência cooperativa. Outras experiências socialistas tiveram cooperativas de natureza variada (cooperativas agrícolas em Cuba, na Tanzânia, na Iugoslávia), que devem ser examinadas caso a caso.
Mondragón e as grandes cooperativas contemporâneas
A Corporação Mondragón, no País Basco espanhol, é o exemplo mais citado de cooperativismo de trabalho em grande escala. Nasceu da iniciativa do padre José María Arizmendiarrieta e de ex-alunos de sua escola técnica, que criaram em 1955–1956 a Talleres Ulgor (depois Fagor Electrodomésticos); a Caja Laboral, banco cooperativo fundado em 1959, foi decisiva para a expansão 12. No fim de 2016, o grupo tinha cerca de 74 mil trabalhadores em 257 empresas; em 2025, cerca de 71 mil, dos quais perto de 9,7 mil em unidades fora da Espanha 12.
Mondragón é também objeto de críticas: a falência da Fagor Electrodomésticos (outubro de 2013), com cerca de 5.600 empregos em risco, mostrou os limites da intercooperação diante da concorrência internacional; autores como Vicenç Navarro apontam que o número de trabalhadores não sócios cresceu mais que o de sócios, criando um sistema de dois níveis; e as filiais no exterior funcionam, em boa parte, como empresas convencionais 12. Para defensores, Mondragón prova a viabilidade da empresa cooperativa de grande porte; para críticos próximos ao argumento de Luxemburgo, ilustra a pressão do mercado sobre a forma cooperativa. Whyte e Whyte escreveram um estudo clássico sobre a corporação 13.
Cooperativismo no Brasil
O marco formal costuma ser a Sociedade Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto (MG), de consumo, criada em 1889. Em 1902, o padre suíço Theodor Amstad fundou em Nova Petrópolis (RS) uma caixa de crédito no modelo Raiffeisen, que deu origem à atual Sicredi Pioneira 14. Decretos de 1903, 1907 e 1932 (Decreto 22.239) deram as primeiras bases legais; em 1971, a Lei nº 5.764 definiu a Política Nacional de Cooperativismo e o regime jurídico das sociedades cooperativas 14 15. Segundo análises da época e posteriores, essa lei, editada durante a ditadura, atrelava o sistema à representação da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB, criada em 1969) e a controles estatais, limites que a Constituição de 1988 afrouxou ao vedar a interferência do Estado no funcionamento das cooperativas, ponto a conferir no texto constitucional 15.
O cooperativismo brasileiro é heterogêneo. De um lado, grandes cooperativas agroindustriais e de crédito, plenamente integradas ao mercado. De outro, cooperativas de trabalhadores, de catadores de materiais recicláveis, de assentamentos da reforma agrária e de empresas recuperadas, ligadas ao campo da economia solidária, que a partir dos anos 1990 se apresentou como projeto de autogestão e de alternativa ao assalariamento (ver Economia solidária); o economista Paul Singer foi um dos seus principais formuladores 16. Há ainda o problema das falsas cooperativas de trabalho ("coopergatos"), usadas para contornar direitos trabalhistas, fenômeno que levou a regulamentações específicas, a conferir.
Limites, críticas e o que segue em debate
Críticas recorrentes, de origens distintas:
- Degeneração (tese associada a Beatrice Webb e retomada por marxistas): sob concorrência, cooperativas de produção tenderiam a fechar, a ser vendidas ou a se tornar empresas convencionais com assalariados não sócios. Estudos empíricos posteriores discutem até que ponto a tendência é real; Mondragón é citada pelos dois lados.
- Capital e escala: a regra "uma pessoa, um voto" e a remuneração limitada do capital dificultam a captação de recursos, o que favorece setores de baixo capital ou a dependência de bancos cooperativos.
- Autoexploração: em cooperativas pobres, a ausência de patrão pode coexistir com jornadas longas e rendimentos baixos.
- Integração ao capitalismo: grandes cooperativas de consumo, agrícolas e de crédito comportam-se em muitos aspectos como empresas comuns; para críticos de esquerda, isso confirma o diagnóstico de Luxemburgo; para cooperativistas, mostra a capacidade de sobreviver sem abrir mão da propriedade dos membros.
- Liberais criticam a ineficiência alegada da gestão democrática e os incentivos fiscais concedidos às cooperativas.
Em debate: se as cooperativas são um embrião de Propriedade social ou um setor permanente dentro de uma economia mista; qual o papel delas numa transição socialista com planejamento; como combinar autonomia cooperativa e coordenação geral da economia; e se políticas públicas de fomento as fortalecem ou as tornam dependentes do Estado.
Comparações
Tabelas resumem tendências gerais; cada linha simplifica debates que o texto detalha. Classificações sobrepostas não são exclusivas.
| Critério | Cooperativa (princípios da ACI) | Empresa estatal | Kolkhoz soviético | Empresa autogerida iugoslava |
|---|---|---|---|---|
| Quem é dono | os membros | o Estado | formalmente a cooperativa; terra do Estado | propriedade "social" (de ninguém em particular) |
| Quem decide | assembleia, um voto por membro | administração nomeada pelo Estado | assembleia formal; na prática, autoridades do partido e do Estado | conselho de trabalhadores, com influência do partido |
| Adesão | voluntária | contratação | forçada na coletivização; saída restrita | emprego na empresa |
| Coordenação externa | mercado e intercooperação | plano ou mercado | plano e entregas obrigatórias | mercado com regulação estatal |
Simplificação. A coluna iugoslava não foi conferida em fonte aberta nesta redação; ver o verbete próprio. Fontes: Cooperative identity, values & principles, Kolkhoz (verbete).
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Paráfrase
“Conquistar o poder político tornou-se, portanto, o grande dever das classes trabalhadoras.”
To conquer political power has, therefore, become the great duty of the working classes.
Marx, Mensagem Inaugural da AIT (1864), logo após a avaliação do movimento cooperativo.
Tradução livre da redação a partir do texto inglês (o original foi escrito em inglês).
Fonte: Inaugural Address of the International Working Men's Association
- Paráfrase
“Pequenas unidades de produção socializada dentro da troca capitalista.”
small units of socialised production within capitalist exchange
Rosa Luxemburgo, Reforma ou revolução?, cap. VII, sobre as cooperativas de produção.
Tradução livre da redação a partir da versão inglesa do MIA; o original é alemão.
Fonte: Reform or Revolution, cap. VII: Co-operatives, Unions, Democracy
Cronologia
1769
Tecelões de Fenwick (Escócia): primeira cooperativa de consumo documentada.5
1 de maio de 1828
William King lança The Co-operator.5
1839
Louis Blanc publica A organização do trabalho (ateliês sociais).9
21 de dezembro de 1844
Abre a loja dos Pioneiros de Rochdale.7
1852
Schulze-Delitzsch funda bancos populares urbanos na Alemanha.5
1864
Raiffeisen funda caixas rurais; Marx avalia as cooperativas na Mensagem Inaugural da AIT.2
1889
Cooperativa dos Funcionários Públicos de Ouro Preto (MG).14
1895
Fundação da Aliança Cooperativa Internacional (Londres).4
1902
Theodor Amstad funda caixa de crédito em Nova Petrópolis (RS).14
1959
Fundação da Caja Laboral (Mondragón).12
1971
Lei nº 5.764 define a Política Nacional de Cooperativismo no Brasil.14
1995
ACI aprova a Declaração sobre a Identidade Cooperativa vigente.1
16 de outubro de 2013
Falência da Fagor Electrodomésticos (Mondragón).12
Bibliografia comentada
Karl Marx. Inaugural Address of the International Working Men's Association (1864)
Poucos parágrafos que resumem a avaliação marxista clássica: valor demonstrativo das cooperativas, insuficiência sem poder político.
Rosa Luxemburgo. Reform or Revolution, cap. VII: Co-operatives, Unions, Democracy (1900)
A crítica mais citada às cooperativas como via de transição gradual; leitura obrigatória para o debate.
Aliança Cooperativa Internacional (ACI/ICA). Cooperative identity, values & principles
Texto oficial dos valores e princípios cooperativos adotados em 1995.
Johnston Birchall. The International Co-operative Movement (1997)
Panorama histórico do movimento cooperativo internacional, de Rochdale ao fim do século XX.
William Foote Whyte e Kathleen King Whyte. Making Mondragon: The Growth and Dynamics of the Worker Cooperative Complex (1988)
Estudo clássico sobre o complexo cooperativo de Mondragón.
Paul Singer. Introdução à economia solidária (2002)
Introdução brasileira ao campo da economia solidária, escrita por um de seus principais formuladores.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Aliança Cooperativa Internacional (ACI/ICA). Cooperative identity, values & principles. ica.coop.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Fonte da própria organização cooperativa internacional.
- 2Karl Marx. Inaugural Address of the International Working Men's Association. Marxists Internet Archive, 1864.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 3Rosa Luxemburgo. Reform or Revolution, cap. VII: Co-operatives, Unions, Democracy. Marxists Internet Archive, 1900.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Primeira edição em 1899; segunda edição revista em 1908.
- 4International Cooperative Alliance (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 5History of the cooperative movement (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 6Robert Owen (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 7Rochdale Society of Equitable Pioneers (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 8Philippe Buchez (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 9Louis Blanc (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 10V. I. Lenin. On Cooperation. Marxists Internet Archive (Collected Works, vol. 33), 1923.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Escrito em 4 e 6 de janeiro de 1923. Trecho citado na parte II; tradução livre da redação.
- 11Kolkhoz (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Dados de produção dos lotes privados e de preços citados pelo verbete; conferir nas fontes originais.
- 12Mondragon Corporation (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 13William Foote Whyte e Kathleen King Whyte. Making Mondragon: The Growth and Dynamics of the Worker Cooperative Complex. ILR Press, 1988.[Historiografia · referência bibliográfica]Não consultada nesta redação.
- 14A história do cooperativismo no Brasil. Portal do Cooperativismo de Crédito (cooperativismodecredito.coop.br), 2011.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Portal setorial, sem autoria indicada; página atualizada depois de 2011. Datas a conferir na legislação.
- 15República Federativa do Brasil. Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971 (Política Nacional de Cooperativismo). 1971.[Fonte oficial · não consultada]Tentativa de abrir a página do Planalto falhou (conexão interrompida). As afirmações sobre a OCB e sobre a Constituição de 1988 vêm de resumo de buscador e devem ser conferidas.
- 16Paul Singer. Introdução à economia solidária. Editora Fundação Perseu Abramo, São Paulo, 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]Não consultada nesta redação.
- 17Johnston Birchall. The International Co-operative Movement. Manchester University Press, 1997.[Historiografia · referência bibliográfica]Não consultada nesta redação.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
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- Rosa LuxemburgoPessoaFonte: Reform or Revolution, cap. VII: Co-operatives, Unions, Democracy
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP (assistida por IA)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 2.524 palavras · 17 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação inicial. Abertos nesta sessão: declaração da ACI (ica.coop), Mensagem Inaugural de Marx, Reforma ou revolução? cap. VII e Lenin, On Cooperation (MIA), portal sobre o cooperativismo de crédito no Brasil e verbetes da Wikipedia (Rochdale, ACI, história do cooperativismo, Blanc, Buchez, kolkhoz, Mondragón). Pendentes: abrir a Lei 5.764/1971 no Planalto (falhou) e conferir OCB/Constituição de 1988; owenismo e cartismo entre os Pioneiros; regulamentação das cooperativas de trabalho; obras de Singer, Whyte e Birchall não consultadas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Cooperativismo. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/cooperativismo.
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