Do socialismo utópico ao socialismo científico
Folheto de Friedrich Engels extraído do Anti-Dühring (1880)
Folheto de Engels montado em 1880 com três capítulos do Anti-Dühring, a pedido de Paul Lafargue, que o traduziu para o francês. Expõe em forma acessível a crítica aos socialistas utópicos, a dialética e o materialismo histórico.
Também: Socialisme utopique et socialisme scientifique · Die Entwicklung des Sozialismus von der Utopie zur Wissenschaft · Socialism: Utopian and Scientific
Índice e ficha
- Autoria
- Friedrich Engels
- Título original
- Die Entwicklung des Sozialismus von der Utopie zur Wissenschaft
- Publicação original
- março de 1880 (Revue Socialiste (março–maio de 1880), depois em folheto)
- Idioma original
- Alemão (primeira publicação em francês)
- Direitos
- Texto original em domínio público.
- Onde ler
- Em português, Arquivo Marxista na InternetOriginal em domínio público; a página não informa direitos da tradução.
- Em inglês (trad. Edward Aveling, 1892), Marx/Engels Internet ArchiveTexto e tradução de 1892 em domínio público.
- Período
- 1880–1892
- Área
- Socialismo e comunismo
- Regiões
- Europa, Internacional
- Temas
- Teoria e conceitos, Economia e organização social, Estado, poder e democracia
Do socialismo utópico ao socialismo científico é um folheto de Friedrich Engels escrito entre janeiro e março de 1880 1. A pedido de Paul Lafargue, genro de Marx, Engels reorganizou três capítulos do Anti-Dühring, sua polêmica com o filósofo Eugen Dühring, publicada antes em artigos no Vorwärts e depois em livro, num texto independente, que Lafargue traduziu e publicou em francês em 1880 2.
Em três partes, socialismo utópico, dialética e materialismo histórico, Engels apresenta a história do socialismo como passagem de projetos imaginados por reformadores generosos para uma teoria que pretende se apoiar no estudo do capitalismo e da luta de classes. Em 1892, ele registrava que o texto já circulava em dez línguas 2. O original está em domínio público.
Origem e publicação
Segundo a introdução de Engels à edição inglesa (datada de 20 de abril de 1892), a origem do folheto é a resposta a Eugen Dühring, que por volta de 1875 anunciara sua conversão ao socialismo e propusera um sistema próprio. A réplica de Engels saiu em artigos no Vorwärts, de Leipzig, depois em livro (o Anti-Dühring), com segunda edição em Zurique em 1886. A pedido de Lafargue, Engels adaptou três capítulos para um folheto, que Lafargue traduziu e publicou em francês em 1880 2.
- Francês, 1880: Socialisme utopique et socialisme scientifique, publicado primeiro nos números de março, abril e maio de 1880 da Revue Socialiste e depois em folheto 1. A edição francesa trazia uma introdução de Marx 1.
- Alemão, 1882–1883: o prefácio de Engels à primeira edição alemã é de 1882; Engels diz que "os amigos alemães" publicaram o original em 1883 e que houve quatro edições na Alemanha, somando cerca de 20 mil exemplares 2 1. O acervo em português registra edições de Zurique (1882) e Berlim (1891) 3; a diferença entre 1882 e 1883 provavelmente se deve à data do prefácio e à data de circulação, a conferir na edição crítica (MEGA²).
- Inglês, 1892: tradução de Edward Aveling autorizada por Engels, com uma longa "introdução especial" 1. Uma versão alemã dessa introdução, com mudanças, saiu na Die Neue Zeit em 1892–1893 2.
- Outras línguas até 1892: polonês e espanhol (a partir do francês); italiano, russo, dinamarquês, holandês e romeno (a partir do alemão) 2.
A edição inglesa trazia ainda um apêndice sobre a marca (a antiga comunidade rural germânica), incluído porque Engels julgava a história da propriedade da terra na Alemanha pouco conhecida na Inglaterra 2.
Estrutura
O texto principal tem três partes 1 3:
- Socialismo utópico, o Iluminismo, a Revolução Francesa e os primeiros socialistas: Saint-Simon, Fourier e Owen.
- Dialética, a filosofia alemã de Kant a Hegel, a dialética como modo de pensar o mundo em movimento e a passagem ao materialismo.
- Materialismo histórico, a contradição entre produção social e apropriação capitalista, a anarquia da produção, as crises, as sociedades anônimas e a propriedade estatal, a tomada do poder pelo proletariado e o "definhamento" do Estado.
As edições incluem, conforme o caso, a introdução de Marx à edição francesa (1880), o prefácio de Engels à primeira edição alemã (1882) e a introdução à edição inglesa (1892) 1.
Os "socialistas utópicos" segundo Engels
Engels não despreza os autores que classifica como utópicos; combina reconhecimento e crítica 4:
- Saint-Simon, Engels destaca que ele viu a Revolução Francesa como luta entre trabalhadores e ociosos, que pôs em primeiro plano "a classe mais numerosa e mais pobre" e que anteviu a substituição do governo político pela administração da produção. Critica o "novo cristianismo" místico e hierárquico, que manteria industriais e banqueiros em posição de privilégio.
- Fourier, elogiado como satírico de primeira grandeza da sociedade burguesa e por ter afirmado que o grau de emancipação da mulher mede a emancipação geral; seus planos detalhados, porém, derivavam para a fantasia.
- Robert Owen, Engels admira as realizações práticas em New Lanark (jornadas menores, escola para crianças pequenas, salários pagos durante crises), sua participação na primeira lei que limitou o trabalho de mulheres e crianças nas fábricas e seu apoio a sindicatos e cooperativas; considera, contudo, que seus bazares de bônus de trabalho estavam fadados ao fracasso.
O traço comum, para Engels, é que os utópicos tentaram tirar "do cérebro humano" soluções para problemas sociais que ainda estavam ocultos em condições econômicas pouco desenvolvidas 4. Ele argumenta também que o "reino da razão" do Iluminismo não passava do reino idealizado da burguesia: a justiça eterna virou justiça burguesa; a igualdade, igualdade perante a lei 4. A crítica retoma, em tom mais generoso, a seção sobre o socialismo "crítico-utópico" do Manifesto.
Conceitos centrais
A terceira parte resume teses que Engels e Marx desenvolveram em outras obras, como O Capital 5:
- Contradição fundamental. A produção tornou-se social, muitos trabalhadores cooperam em fábricas, mas a apropriação continua privada. Dessa contradição decorre o antagonismo entre proletariado e burguesia.
- Anarquia da produção. Dentro de cada fábrica há planejamento; na sociedade como um todo, a produção para o mercado obedece a leis cegas da concorrência, e "o produto domina os produtores".
- Crises. Desde 1825, as crises industriais voltam aproximadamente a cada dez anos: sobram mercadorias, o crédito desaba, e os trabalhadores passam necessidade justamente porque se produziu demais.
- Sociedades anônimas, trustes e propriedade estatal. A concentração do capital reconhece em parte o caráter social da produção e torna o capitalista supérfluo, mas não suprime a relação capitalista; o Estado moderno continua sendo, para Engels, uma máquina capitalista.
- Estatização não é socialismo. Numa nota, Engels critica o "falso socialismo" que chama de socialista toda estatização; a estatização das ferrovias prussianas por Bismarck, feita por razões militares, políticas e fiscais, não seria medida socialista 5. (Ver Propriedade social e Planejamento econômico.)
- Definhamento do Estado. Quando o proletariado toma o poder e transforma os meios de produção em propriedade pública, o Estado perde sua função de instrumento de dominação de classe: o governo sobre pessoas é substituído pela administração de coisas. O Estado não é "abolido", ele "definha" (stirbt ab) 5.
- Do reino da necessidade ao da liberdade. Com o controle social da produção, os seres humanos passariam a fazer conscientemente sua própria história 5.
Na introdução de 1892, Engels defende o termo materialismo histórico para designar a visão que busca as causas últimas dos grandes acontecimentos no desenvolvimento econômico, nas mudanças dos modos de produção e troca, na divisão em classes e na luta entre elas, e observa, com ironia, que o "agnosticismo" seria tolerado pelo público britânico, mas o materialismo não 2. Ver Materialismo histórico.
Recepção
Em 1892, Engels contava dez línguas e cerca de 20 mil exemplares só na Alemanha 2. O texto tornou-se, ao lado do Manifesto, uma das portas de entrada mais usadas na formação de militantes dos partidos social-democratas da Segunda Internacional e, depois, dos partidos comunistas, o que ajudou a fixar a expressão "socialismo científico" como sinônimo do marxismo.
O folheto também consolidou uma forma de contar a história do socialismo, dos utópicos aos científicos, que manuais posteriores repetiram, às vezes de modo esquemático. A ideia de que a estatização não equivale a socialismo 5 e a tese do definhamento do Estado 5 foram retomadas por Lenin em O Estado e a revolução e discutidas à luz das experiências do século XX, em que a propriedade estatal se expandiu e o Estado não definhou (ver União Soviética e Socialismo e democracia).
A Stanford Encyclopedia of Philosophy, num verbete recente sobre socialismo, trata a discussão normativa (justiça, liberdade, democracia) como parte legítima da teoria socialista 6, um deslocamento em relação à ênfase de Engels na necessidade histórica.
Críticas à classificação "utópico × científico"
A oposição proposta por Engels foi questionada por vários caminhos. Estas são avaliações críticas de autores e correntes identificados, não conclusões da enciclopédia:
- Injustiça com os utópicos. Historiadores e militantes cooperativistas observam que os chamados utópicos não eram apenas sonhadores: Owen dirigiu fábricas, apoiou leis trabalhistas e sindicatos, como o próprio Engels reconhece 4, e as comunidades e cooperativas do século XIX foram experiências práticas (ver Cooperativismo e Socialismo utópico). O filósofo Martin Buber, em Caminhos em utopia (1946–1949), defendeu a tradição comunitária dos utópicos contra a desqualificação marxista 7.
- O valor da utopia. Ernst Bloch, em O princípio esperança, reabilitou a função antecipadora do pensamento utópico dentro do próprio marxismo 8.
- Limites da "ciência". Críticos de várias orientações, liberais, anarquistas e marxistas "ocidentais", questionaram a pretensão de cientificidade de uma teoria que também faz escolhas políticas e morais; a reaproximação recente entre socialismo e filosofia normativa vai nessa direção 6.
- Leitura de Engels × Marx. Uma corrente de intérpretes distingue o marxismo de Marx da sistematização de Engels, dialética da natureza, "leis" da história, e atribui a esta última o caminho para o dogmatismo posterior. Outros consideram exagerada essa separação. O debate segue em aberto.
Para os autores marxistas que defendem a distinção, "científico" não significa infalível: indica que o socialismo deve partir da análise das condições reais e das lutas de classe, e não de modelos ideais desenhados de antemão.
Edições e traduções em português
- Arquivo Marxista na Internet (MIA), versão em português traduzida do espanhol, seguindo a edição soviética de 1952 baseada no texto alemão de 1891, com HTML de José Braz; sem indicação de direitos 3.
- Introdução de 1892 (Avante!/Progresso), tradução de Álvaro Pina a partir do inglês, nas Obras Escolhidas em três tomos de Marx e Engels (Lisboa/Moscou, 1985), transcrita no MIA 2.
- Boitempo (São Paulo, 2025), tradução de Nélio Schneider, anunciada pela editora como primeira tradução direta do alemão para o português brasileiro; texto de Zaira Rodrigues Vieira; 128 páginas 9.
Outras edições brasileiras circulam (inclusive em catálogos de sebos), mas a redação só lista aquelas cujos dados conseguiu conferir.
Direitos e onde ler legalmente
O texto de Engels (1880–1892) está em domínio público. Traduções modernas têm direitos próprios.
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Paráfrase
“O Estado não é "abolido". Ele definha.”
The State is not "abolished". It dies out.
Parte III (Materialismo histórico).
Tradução livre da redação a partir da tradução inglesa (Marx/Engels Selected Works, Progress Publishers). No alemão, "er stirbt ab".
Fonte: Socialism: Utopian and Scientific, parte III (Historical Materialism)
- Paráfrase
“É a ascensão do homem do reino da necessidade ao reino da liberdade.”
It is the ascent of man from the kingdom of necessity to the kingdom of freedom.
Parte III, fecho do argumento sobre a apropriação social dos meios de produção.
Tradução livre da redação a partir da versão inglesa.
Fonte: Socialism: Utopian and Scientific, parte III (Historical Materialism)
- Tradução de texto localizado
“«Agnosticismo» podia ser tolerado, mas materialismo é absolutamente inadmissível.”
Introdução à edição inglesa (20 de abril de 1892), sobre a recepção do termo "materialismo" na Inglaterra.
Tradução de Álvaro Pina (Avante!/Progresso, 1985), transcrita no MIA.
Fonte: Introdução Especial para a edição inglesa de 1892, tradução de Álvaro Pina
Cronologia
janeiro de 1880
Engels começa a adaptar três capítulos do Anti-Dühring (redação entre janeiro e março).1
março de 1880
Começa a publicação em francês na Revue Socialiste (março a maio), tradução de Lafargue.1
1882
Prefácio de Engels à primeira edição alemã.1
1883
Edição alemã em circulação, segundo Engels.2
1891
Edição alemã de Berlim (texto-base de várias traduções).3
20 de abril de 1892
Engels data a introdução à edição inglesa (tradução de Edward Aveling).2
2025
Boitempo publica tradução de Nélio Schneider direto do alemão.9
Bibliografia comentada
Friedrich Engels. Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico (versão em português) (1880)
O texto em português, gratuito. Ler junto com a introdução de 1892 para entender o contexto.
Friedrich Engels. Introdução Especial para a edição inglesa de 1892, tradução de Álvaro Pina (1892)
Engels conta a origem do folheto, sua difusão e defende o termo "materialismo histórico".
Combo Engels: textos sobre o socialismo (inclui Do socialismo utópico ao socialismo científico)
Edição brasileira recente, traduzida direto do alemão, com aparato crítico.
Martin Buber. Paths in Utopia (Caminhos em utopia) (1949 (ed. inglesa))
Contraponto clássico: defesa da tradição comunitária dos utópicos contra a leitura marxista.
Pablo Gilabert; Martin O'Neill. Socialism (2019 (revisão substantiva de 2024))
Panorama filosófico atual do socialismo, útil para ver como o debate normativo voltou ao centro.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Friedrich Engels. Socialism: Utopian and Scientific (índice e ficha). Marx/Engels Internet Archive (a partir de Marx/Engels Selected Works, vol. 3, Progress, 1970), 1880.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2Friedrich Engels. Introdução Especial para a edição inglesa de 1892, tradução de Álvaro Pina. Arquivo Marxista na Internet (a partir de Obras Escolhidas em 3 tomos, Avante!/Progresso, 1985), 1892.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 4Friedrich Engels. Socialism: Utopian and Scientific, parte I (Utopian Socialism). Marx/Engels Internet Archive, 1880.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 5Friedrich Engels. Socialism: Utopian and Scientific, parte III (Historical Materialism). Marx/Engels Internet Archive, 1880.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 7Martin Buber. Paths in Utopia (Caminhos em utopia). 1949 (ed. inglesa).[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; citada pela tese geral, sem página.
- 8Ernst Bloch. Das Prinzip Hoffnung (O princípio esperança). 1954–1959.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; citada pela tese geral, sem página.
- 9Combo Engels: textos sobre o socialismo (inclui Do socialismo utópico ao socialismo científico). Boitempo Editorial.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Ficha atribuída por exclusão (único item só de Engels no combo): trad. Nélio Schneider, 2025, 128 p., ISBN 9786557174470. Conferir na página própria do livro.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
obra de
parte de
- Anti-Dühring (verbete planejado)ObraTrês capítulos do Anti-Dühring reorganizados em folheto. Fonte: Introdução Especial para a edição inglesa de 1892, tradução de Álvaro Pina
relacionado a
- Paul Lafargue (verbete planejado)PessoaPediu o folheto e o traduziu para o francês (1880). Fonte: Introdução Especial para a edição inglesa de 1892, tradução de Álvaro Pina
- Karl MarxPessoaIntrodução à edição francesa (1880). Fonte: Socialism: Utopian and Scientific (índice e ficha)
- Socialismo utópicoConceitoFonte: Socialism: Utopian and Scientific, parte I (Utopian Socialism)
- Socialismo científico (verbete planejado)ConceitoFonte: Socialism: Utopian and Scientific (índice e ficha)
- Robert OwenPessoaFonte: Socialism: Utopian and Scientific, parte I (Utopian Socialism)
- Charles Fourier (verbete planejado)PessoaFonte: Socialism: Utopian and Scientific, parte I (Utopian Socialism)
- Henri de Saint-Simon (verbete planejado)PessoaFonte: Socialism: Utopian and Scientific, parte I (Utopian Socialism)
- CooperativismoConceito
- Socialismo e comunismo: relações, diferenças e usos históricosPergunta e guia
- Utopia (Thomas More)ObraFonte: Socialism: Utopian and Scientific, parte I (no verbete Utopia (Thomas More))
conceito central
- Materialismo históricoConceitoFonte: Introdução Especial para a edição inglesa de 1892, tradução de Álvaro Pina
- Definhamento do Estado (verbete planejado)ConceitoFonte: Socialism: Utopian and Scientific, parte III (Historical Materialism)
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP (assistida por IA)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 1.638 palavras · 9 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir do texto e da ficha no MIA (inglês e português), introdução de 1892 (trad. Álvaro Pina), página da Boitempo e SEP. Pendências: conferir na MEGA² a data da edição alemã (1882 × 1883) e a correspondência exata com os capítulos do Anti-Dühring; local de publicação da Revue Socialiste; ficha individual da edição Boitempo; Buber e Bloch citados sem consulta; a afirmação sobre o uso do folheto na formação de militantes é interpretação sem fonte específica, indicar bibliografia na revisão.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Do socialismo utópico ao socialismo científico. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/do-socialismo-utopico-ao-socialismo-cientifico.
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