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Participação dos salários na renda

Quanto do produto vai para quem trabalha, definição, ajustes, séries e o debate sobre sua queda

A participação dos salários (ou do trabalho) na renda é a fração do PIB ou do valor adicionado que remunera o trabalho; o restante remunera o capital e o Estado. É medida da distribuição funcional da renda e sensível ao tratamento da renda dos autônomos.

Também: Participação do trabalho na renda · Labour share · Labor share · Parcela salarial · Distribuição funcional da renda · Indicador ODS 10.4.1

Índice e ficha

A participação dos salários na renda, em inglês, labour share, mede que fração da renda gerada na produção vai para o trabalho, na forma de salários, encargos e da parte "trabalho" da renda dos autônomos. O complemento é a participação do capital (lucros, juros, aluguéis) e, dependendo da definição, dos impostos sobre a produção. É a principal medida da distribuição funcional da renda, isto é, entre fatores ou classes, e não entre pessoas, que é o campo do Coeficiente de Gini.

Desde os economistas clássicos, a divisão do produto entre salários, lucros e rendas da terra foi considerada a questão central da economia política (ver Economia política clássica). Para Marx, a relação entre salários e lucro exprime a taxa de Mais-valia e a relação de exploração entre capital e Trabalho assalariado. Na macroeconomia do pós-guerra, a relativa estabilidade dessa parcela chegou a ser tratada como "fato estilizado" do crescimento. Sua queda em muitos países desde os anos 1980 reabriu o debate sobre Lucro, tecnologia, concorrência e sindicatos no Capitalismo contemporâneo.

O que mede e como se calcula

Explicação conceitual

Fórmula básica. Participação do trabalho = renda do trabalho ÷ renda total, multiplicada por 100.

Numerador. O ponto de partida é a remuneração dos empregados das contas nacionais: salários e ordenados (em dinheiro e em espécie) mais as contribuições sociais pagas pelos empregadores 1. Mas uma parte dos trabalhadores não é empregada: são autônomos, pequenos agricultores, trabalhadores familiares. A renda deles aparece nas contas como rendimento misto, que remunera ao mesmo tempo o trabalho e o pequeno capital (terra, ferramentas, veículo) do próprio trabalhador.

Denominador. Pode ser o PIB a preços de mercado (que inclui impostos sobre produtos), o valor adicionado a custo de fatores (que exclui impostos líquidos sobre a produção) ou a renda nacional líquida (que exclui a depreciação). Cada escolha dá um nível diferente; o que importa é usar o mesmo denominador ao comparar.

Versões.

  • Não ajustada: remuneração dos empregados ÷ PIB. Subestima a renda do trabalho onde há muitos autônomos.
  • Ajustada: soma à remuneração dos empregados uma parte imputada do rendimento misto.

A OIT, responsável pelo indicador 10.4.1 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, define a participação como a razão, em porcentagem, entre a renda total do trabalho e o PIB, ambos em termos nominais; a renda do trabalho inclui a remuneração dos empregados e parte da renda dos autônomos, que é imputada com base em análise estatística de empregados com características semelhantes 2.

O ajuste da renda dos autônomos (Gollin)

Explicação conceitualDebate em aberto

Em artigo de 2002, Douglas Gollin mostrou que a aparente variação da participação do trabalho entre países ricos e pobres, muito menor nos pobres, na medida não ajustada, se deve em grande parte ao tratamento do trabalho autônomo: em países com grande setor informal e agrícola, a maior parte da renda do trabalho é rendimento misto e fica "contada" como capital 3. Ele propôs ajustes alternativos: atribuir toda a renda mista ao trabalho; atribuir-lhe a mesma proporção trabalho/capital do resto da economia; ou imputar aos autônomos o salário médio dos empregados. Com esses ajustes, as diferenças entre países diminuem bastante.

Cada método tem problemas. Imputar o salário médio dos empregados pode superestimar a renda do trabalho de autônomos muito pobres (cujo rendimento total pode ser menor que o salário médio) e produzir participações acima de 100% em setores específicos. Atribuir tudo ao trabalho ignora o capital próprio. Elsby, Hobijn e Şahin estimaram que, nos EUA, a forma de imputar a renda dos autônomos faz a medida oficial exagerar a queda da participação do trabalho em cerca de um terço 4.

Consequência prática. Para países como Brasil, Índia e Nigéria, onde o trabalho por conta própria é amplo, a escolha do método pode mudar o nível do indicador em dezenas de pontos percentuais. A série da Penn World Table para a Nigéria, por exemplo, registra valores entre cerca de 0,26 e 0,33, com longos trechos de valores repetidos 5, o nível depende tanto do ajuste e da disponibilidade de dados quanto da economia; comparações entre países de estrutura muito diferente exigem cautela.

Quem produz as séries

Fatos documentados
  • OIT (ILOSTAT). Publica estimativas modeladas da participação ajustada do trabalho no PIB a partir de 2004, para países e agregados regionais e mundial, com imputação da renda dos autônomos; a edição consultada é de novembro de 2025 6. A própria OIT adverte que observações imputadas não se baseiam em dados nacionais, têm alta incerteza e não devem ser usadas para comparações ou classificações entre países 2. Na extração de 19/10/2026, as séries de EUA, Coreia do Sul, África do Sul e China vinham inteiramente marcadas como imputadas; a do Brasil não tinha marca até 2021 e era extrapolação por modelo a partir de 2022 6.
  • Penn World Table (PWT). Base de dados acadêmica das universidades de Groningen e da Califórnia em Davis; a variável labsh é a participação da remuneração do trabalho no PIB a preços nacionais correntes, com ajuste para autônomos. A versão 11.0 cobre de 1950 a 2023 e é redistribuída pelo FRED, do Federal Reserve Bank de St. Louis 7 8. Onde não há dados, a PWT preenche anos com valores repetidos, o Brasil aparece com o mesmo valor (0,526) de 1950 a 1992 e com 0,511 de 2021 a 2023 9, sinal de que esses anos não são estimativas independentes.
  • Comissão Europeia (AMECO) e OCDE publicam séries ajustadas para países europeus e membros da OCDE, com séries longas e métodos próprios (não consultadas nesta redação).
  • Institutos nacionais. No Brasil, o IBGE publica nas contas nacionais anuais a conta de geração da renda, com a remuneração dos empregados, o excedente operacional e o rendimento misto. A tabela trimestral de contas econômicas do sistema SIDRA (tabela 2072) traz PIB, renda nacional e poupança, mas não a remuneração dos empregados 10; os quadros anuais não foram abertos nesta redação, e por isso nenhum número do IBGE é citado aqui.

Exemplo com dados: Brasil, Mundo e Estados Unidos

Evidência empírica

A tabela "Participação do trabalho no PIB: OIT" (abaixo) mostra a estimativa mundial e a brasileira 6. No agregado mundial, a participação ajustada passou de 54,0% em 2004 para 52,5% em 2024, com oscilações: subiu em 2009 e em 2020, anos de recessão, quando o PIB cai mais rápido que a massa salarial. No Brasil, a estimativa da OIT subiu de 55,3% em 2004 para um máximo de 61,4% em 2015 e ficou entre cerca de 58% e 61% depois; os valores a partir de 2022 são extrapolações do modelo da OIT 6.

A tabela "Participação do trabalho no PIB: Penn World Table" mostra a série longa dos EUA: 0,628 em 1950, 0,649 em 1970, 0,615 em 1990, 0,586 em 2010 e 0,568 em 2023 11. Para o Brasil, a série da PWT só tem estimativas independentes entre 1993 e 2020 e mostra 0,507 em 1993, 0,572 em 1995, 0,538 em 2000, 0,552 em 2010, 0,570 em 2019 e 0,543 em 2020 9.

Leitura cuidadosa. As duas fontes dão níveis diferentes para o Brasil (a OIT, em porcentagem do PIB, em torno de 58%–61% no fim dos anos 2010; a PWT, em torno de 0,57 em 2019) porque usam denominadores, fontes e imputações distintos. Por isso a tabela não junta as duas séries numa só, e as estimativas da OIT para EUA, Coreia do Sul, África do Sul e China, marcadas como imputadas, ficaram de fora conforme a advertência da própria OIT 2.

A queda desde os anos 1980 e as explicações concorrentes

Evidência empíricaHipóteseDebate em aberto

O fato estilizado e sua revisão. Nicholas Kaldor incluiu, em 1961, a relativa constância das participações do trabalho e do capital entre os "fatos estilizados" do crescimento das economias capitalistas avançadas 12. Em 2013, Loukas Karabarbounis e Brent Neiman documentaram uma queda global e significativa da participação do trabalho desde o início dos anos 1980, presente na maioria dos países e setores 13. O FMI dedicou ao tema um capítulo do World Economic Outlook de abril de 2017 14. A queda não é uniforme: há países onde a parcela subiu em certos períodos, como o Brasil entre meados dos anos 2000 e 2015 na estimativa da OIT 6, e o tamanho da queda varia com a medida.

1. Tecnologia e preço dos bens de capital (hipótese). Karabarbounis e Neiman atribuem cerca de metade da queda à redução do preço relativo dos bens de investimento, frequentemente associada às tecnologias de informação, que levou as empresas a substituir trabalho por capital 13. O FMI concluiu que, nas economias avançadas, progresso tecnológico e exposição de ocupações rotineiras à automação explicam cerca de metade da queda 14. A hipótese depende de uma elasticidade de substituição entre capital e trabalho maior que 1, o que é contestado por outras estimativas.

2. Globalização e cadeias de valor (hipótese). O mesmo capítulo do FMI aponta a integração global, em especial as cadeias globais de valor, como principal fator nas economias emergentes 14. Elsby, Hobijn e Şahin associaram a queda nos EUA à transferência para o exterior (offshoring) dos segmentos intensivos em trabalho das cadeias de suprimento 4.

3. Poder de mercado e "empresas superestrela" (hipótese). David Autor, David Dorn, Lawrence Katz, Christina Patterson e John Van Reenen argumentam que globalização e tecnologia favoreceram as empresas mais produtivas, aumentando a concentração dos mercados; como essas empresas têm lucros altos e baixa participação do trabalho, a realocação de vendas na direção delas reduz a parcela agregada, a queda viria sobretudo da realocação entre empresas, e não de quedas dentro de cada empresa 15. Simcha Barkai sustenta que, nos EUA, caíram tanto a participação do trabalho quanto a do capital, com aumento da parcela de lucros puros, o que indicaria menos concorrência 16 (ver Concorrência e monopólio).

4. Enfraquecimento sindical e poder de barganha (hipótese). Anna Stansbury e Lawrence Summers propõem que a perda de poder dos trabalhadores, queda da sindicalização, pressão de acionistas, ameaça de deslocamento da produção, erosão do salário mínimo real, explica melhor a queda nos EUA do que tecnologia ou poder de mercado 17. Essa linha dialoga com a tradição de Michał Kalecki, para quem a distribuição depende do "grau de monopólio" e das relações de força entre empresas e trabalhadores 18, e com a tradição marxista, para a qual salários e lucros são objeto de luta de classes, como Marx argumentou em Salário, preço e lucro (1865) 19. Ver Sindicatos e negociação coletiva.

5. Financeirização e moradia. Matthew Rognlie mostrou que, nos EUA, boa parte do aumento da participação do capital líquido vem da habitação (aluguéis e aluguel imputado de casa própria) 20. Parte da literatura associa a queda à Financeirização e à prioridade dada ao valor para o acionista.

Críticas de mensuração. Além do tratamento dos autônomos 4, discute-se: depreciação crescente (com capital de vida mais curta, como software, a participação bruta do capital sobe mais que a líquida); a capitalização de produtos de propriedade intelectual nas contas nacionais desde a revisão de 2008, que reclassificou gastos antes contados como custo; remunerações de executivos e stock options contadas como renda do trabalho; e a renda de capital que escapa da contabilidade por planejamento tributário internacional. Essas questões mudam a magnitude da queda, mas, na leitura de boa parte da literatura citada, não a eliminam.

O que o indicador não mede

Explicação conceitualAvaliação crítica
  • Distribuição entre trabalhadores. Uma participação estável pode esconder salários estagnados na base e crescimento rápido no topo (incluindo executivos). Ela não substitui o Coeficiente de Gini nem medidas de dispersão salarial.
  • Quem recebe a renda do capital. Fundos de pensão de trabalhadores recebem dividendos; ao mesmo tempo, a propriedade de ações e empresas é muito concentrada. O indicador não mostra essa distribuição.
  • Trabalho não pago. Como no PIB e PIB per capita, o trabalho doméstico e de cuidado não remunerado fica fora tanto do numerador quanto do denominador.
  • Valor e mais-valia. As contas nacionais medem rendas a preços de mercado. A taxa de Mais-valia da teoria marxista não é diretamente igual à razão lucros/salários das contas: autores marxistas discutem como tratar o trabalho improdutivo, os impostos e as rendas do setor financeiro ao passar das categorias de O Capital para as contas nacionais.
  • Causalidade. A queda ou alta do indicador é um resultado agregado de muitos fatores; o número sozinho não identifica a causa.

Como ler um gráfico da participação dos salários

Explicação conceitual
  1. Ajustada ou não? Verifique se a série inclui a renda dos autônomos e com que método.
  2. Denominador: PIB, valor adicionado a custo de fatores, setor empresarial não financeiro ou renda nacional líquida? Séries do setor corporativo excluem governo e moradia e costumam mostrar quedas maiores.
  3. Ciclo econômico: a participação do trabalho tende a subir em recessões (lucros caem antes dos salários) e cair em recuperações; não confunda movimento cíclico com tendência.
  4. Valores imputados ou repetidos: trechos planos em séries longas (como o Brasil antes de 1993 na PWT) podem ser preenchimento, não dado.
  5. Variações pequenas importam: um ponto percentual do PIB corresponde a uma soma muito grande de renda transferida entre salários e lucros.
  6. Não compare níveis entre fontes; compare tendências dentro de uma mesma fonte.

Comparações

Tabelas resumem tendências gerais; cada linha simplifica debates que o texto detalha. Classificações sobrepostas não são exclusivas.

Participação do trabalho no PIB: estimativas modeladas da OIT (% do PIB, ajustada)
Critério200420092014201920202024
Mundo54,054,453,153,153,952,5
Brasil55,358,459,660,458,259,3 (M)

Fonte: OIT, ILOSTAT, ILO Modelled Estimates (edição de nov. 2025). Série/código: DF_LAP_2GDP_NOC_RT, medida LAP_2GDP_RT ('Labour income share as a percent of GDP'), indicador ODS 10.4.1; áreas X01 (Mundo) e BRA. Período: 2004–2024, anos selecionados (a base vai até 2026, com projeções). Unidade: % do PIB nominal. Cobertura: economia total. Ajustes: inclui remuneração dos empregados e renda do trabalho imputada aos autônomos, com base em empregados de características semelhantes; arredondamento a uma casa decimal pela redação. Metodologia: estimativas modeladas da OIT. Marcas: (M) = extrapolação por modelo (OBS_STATUS 'M'; para o Brasil, de 2022 em diante). Data de extração: 2026-10-19. Download: https://sdmx.ilo.org/rest/data/ILO,DF_LAP_2GDP_NOC_RT/BRA+X01....?format=csvfile. Limitações: a OIT adverte que observações imputadas não se baseiam em dados nacionais e não devem ser usadas para comparar ou classificar países, por isso EUA, Coreia do Sul, África do Sul e China (séries marcadas 'I') não constam; o nível depende do método de imputação dos autônomos e difere de outras fontes (PWT, OCDE, AMECO, IBGE). Fontes: Labour income share as a percent of GDP, fluxo DF_LAP_2GDP_NOC_RT (indicador ODS 10.4.1), Brasil, Mundo e outros países, 2004–2026 (API SDMX), Descrição do fluxo de dados DF_LAP_2GDP_NOC_RT (definição, tratamento dos autônomos, advertência sobre imputações).

Participação do trabalho no PIB: Penn World Table 11.0 (labsh, razão 0–1)
Critério195019701990199520002010201920202023
Estados Unidos0,6280,6490,615–0,6370,5860,5920,6060,568
Brasil(0,526)(0,526)(0,526)0,5720,5380,5520,5700,543(0,511)

Fonte: Penn World Table 11.0 (University of Groningen e University of California, Davis), via FRED. Série/código: labsh, LABSHPUSA156NRUG (EUA) e LABSHPBRA156NRUG (Brasil), 'Share of Labour Compensation in GDP at Current National Prices'. Período: 1950–2023, anos selecionados. Unidade: razão (0 a 1). Cobertura: economia total. Ajustes: inclui estimativa da renda do trabalho dos autônomos (método da PWT); arredondamento a três casas pela redação; ', ' = ano não selecionado. Metodologia: Feenstra, Inklaar e Timmer (2015) e documentação da PWT (não consultada nesta redação). Data de extração: 2026-10-19 (série atualizada no FRED em 04/02/2026). Download: https://fred.stlouisfed.org/graph/fredgraph.csv?id=LABSHPUSA156NRUG e https://fred.stlouisfed.org/graph/fredgraph.csv?id=LABSHPBRA156NRUG. Limitações: entre parênteses, valores que se repetem identicamente por vários anos na série do Brasil (1950–1992 e 2021–2023), o que indica preenchimento e não estimativa anual independente; não comparar o nível com a série da OIT (denominador e imputação diferentes). Fontes: Share of Labour Compensation in GDP at Current National Prices for United States (LABSHPUSA156NRUG; variável labsh), 1950–2023, Share of Labour Compensation in GDP at Current National Prices for Brazil (LABSHPBRA156NRUG; variável labsh), 1950–2023, Página da série LABSHPUSA156NRUG (fonte, release Penn World Table 11.0, unidade, citação), The Next Generation of the Penn World Table.

Cronologia

  1. 1865

    Marx apresenta ao Conselho Geral da Internacional a conferência publicada como Salário, preço e lucro.19

  2. 1954

    Kalecki publica Theory of Economic Dynamics, com a teoria do 'grau de monopólio' na distribuição.18

  3. 1961

    Kaldor inclui a estabilidade das participações entre os 'fatos estilizados' do crescimento.12

  4. 2002

    Gollin publica 'Getting Income Shares Right', sobre o ajuste da renda dos autônomos.3

  5. 2013

    Karabarbounis e Neiman documentam o declínio global da participação do trabalho desde os anos 1980.13

  6. abril de 2017

    FMI dedica capítulo do World Economic Outlook à queda da participação do trabalho.14

  7. maio de 2017

    Autor e coautores publicam a hipótese das 'empresas superestrela' (NBER).15

Bibliografia comentada

  • Loukas Karabarbounis; Brent Neiman. The Global Decline of the Labor Share (NBER Working Paper 19136) (2013)

    Artigo que estabeleceu o declínio global da participação do trabalho como fato a explicar; ênfase no preço dos bens de capital.

  • David Autor; David Dorn; Lawrence F. Katz; Christina Patterson; John Van Reenen. The Fall of the Labor Share and the Rise of Superstar Firms (NBER Working Paper 23396) (2017)

    Formulação da hipótese das 'empresas superestrela', com dados de empresas dos censos econômicos dos EUA.

  • Douglas Gollin. Getting Income Shares Right (2002)

    Referência sobre o ajuste da renda dos autônomos, indispensável para comparar países com grande informalidade.

  • Anna Stansbury; Lawrence H. Summers. The Declining Worker Power Hypothesis: An Explanation for the Recent Evolution of the American Economy (2020)

    Defende que a perda de poder dos trabalhadores explica a queda nos EUA; dialoga com as tradições kaleckiana e marxista.

  • Fundo Monetário Internacional. World Economic Outlook, April 2017, cap. 3: Understanding the Downward Trend in Labor Income Shares (2017)

    Síntese do FMI que distingue os fatores nas economias avançadas (tecnologia) e emergentes (cadeias globais de valor).

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Comissão Europeia, FMI, OCDE, Nações Unidas e Banco Mundial. System of National Accounts 2008. Nações Unidas, Nova York, 2009.[Obra de referência · referência bibliográfica]
  2. 2OIT, ILOSTAT. Descrição do fluxo de dados DF_LAP_2GDP_NOC_RT (definição, tratamento dos autônomos, advertência sobre imputações). ILOSTAT SDMX.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  3. 3Douglas Gollin. Getting Income Shares Right. Journal of Political Economy, 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]
  4. 4Michael W. L. Elsby; Bart Hobijn; Ayşegül Şahin. The Decline of the U.S. Labor Share. Brookings Papers on Economic Activity (outono de 2013), 2013.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultada a página de apresentação do artigo.
  5. 5University of Groningen e University of California, Davis, Penn World Table 11.0 (via FRED). Share of Labour Compensation in GDP at Current National Prices for Nigeria (LABSHPNGA156NRUG; variável labsh), 1950–2023. FRED, Federal Reserve Bank of St. Louis.[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]Valores lidos: 0,330 repetido de 1950 a 1980; 0,266 em 1990; 0,257 em 2000; 0,312 repetido de 2010 a 2023.
  6. 6OIT, ILOSTAT, ILO Modelled Estimates (nov. 2025). Labour income share as a percent of GDP, fluxo DF_LAP_2GDP_NOC_RT (indicador ODS 10.4.1), Brasil, Mundo e outros países, 2004–2026 (API SDMX). ILOSTAT SDMX (sdmx.ilo.org).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]Dados para download (CSV). Código X01 = 'World' (lista de códigos CL_AREA consultada). Coluna OBS_STATUS: 'I' = imputação; 'M' = extrapolação por modelo.
  7. 7FRED, Federal Reserve Bank of St. Louis. Página da série LABSHPUSA156NRUG (fonte, release Penn World Table 11.0, unidade, citação).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Robert C. Feenstra; Robert Inklaar; Marcel P. Timmer. The Next Generation of the Penn World Table. American Economic Review, vol. 105, n. 10, p. 3150–3182, 2015.[Historiografia · referência bibliográfica]Referência indicada pelo FRED como citação obrigatória da Penn World Table; o artigo em si não foi aberto.
  9. 9University of Groningen e University of California, Davis, Penn World Table 11.0 (via FRED). Share of Labour Compensation in GDP at Current National Prices for Brazil (LABSHPBRA156NRUG; variável labsh), 1950–2023. FRED, Federal Reserve Bank of St. Louis.[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]Dados para download (CSV).
  10. 10IBGE. Tabela 2072, Contas econômicas trimestrais (metadados: variáveis disponíveis). API de agregados do IBGE (SIDRA).[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
  11. 11University of Groningen e University of California, Davis, Penn World Table 11.0 (via FRED). Share of Labour Compensation in GDP at Current National Prices for United States (LABSHPUSA156NRUG; variável labsh), 1950–2023. FRED, Federal Reserve Bank of St. Louis (atualização de 04/02/2026).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]Dados para download (CSV). Página da série: https://fred.stlouisfed.org/series/LABSHPUSA156NRUG
  12. 12Nicholas Kaldor. Capital Accumulation and Economic Growth. In: F. A. Lutz e D. C. Hague (orgs.), The Theory of Capital, 1961.[Historiografia · referência bibliográfica]
  13. 13Loukas Karabarbounis; Brent Neiman. The Global Decline of the Labor Share (NBER Working Paper 19136). National Bureau of Economic Research (versão publicada no Quarterly Journal of Economics, 2014), 2013.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultada a página do working paper (resumo). A versão de periódico não foi aberta.
  14. 14Fundo Monetário Internacional. World Economic Outlook, April 2017, cap. 3: Understanding the Downward Trend in Labor Income Shares. FMI, 2017.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultada a página da publicação (resumo do capítulo). A página exibiu o título do capítulo como 'Declining labor share of income: facts, drivers, and implications'.
  15. 15David Autor; David Dorn; Lawrence F. Katz; Christina Patterson; John Van Reenen. The Fall of the Labor Share and the Rise of Superstar Firms (NBER Working Paper 23396). NBER; versão publicada: Quarterly Journal of Economics, vol. 135, n. 2, p. 645–709, 2020, 2017.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
  16. 16Simcha Barkai. Declining Labor and Capital Shares. Journal of Finance, 2020.[Historiografia · referência bibliográfica]
  17. 17Anna Stansbury; Lawrence H. Summers. The Declining Worker Power Hypothesis: An Explanation for the Recent Evolution of the American Economy. Brookings Papers on Economic Activity, 2020.[Historiografia · referência bibliográfica]
  18. 18Michał Kalecki. Theory of Economic Dynamics: An Essay on Cyclical and Long-Run Changes in Capitalist Economy. 1954.[Historiografia · referência bibliográfica]
  19. 19Karl Marx. Salário, preço e lucro (conferência ao Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores, 1865; publicada em 1898). 1865.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  20. 20Matthew Rognlie. Deciphering the Fall and Rise in the Net Capital Share. Brookings Papers on Economic Activity, 2015.[Historiografia · referência bibliográfica]

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação assistida por IA (Claude)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.112 palavras · 20 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação do explicador da participação do trabalho com dados lidos na API SDMX da OIT (DF_LAP_2GDP_NOC_RT, edição nov. 2025) e nas séries labsh da Penn World Table 11.0 via FRED (EUA e Brasil), extração de 19/10/2026; resumos consultados de Karabarbounis e Neiman, Autor et al., FMI (2017) e Elsby, Hobijn e Şahin. Pendências: Gollin, Kaldor, Rognlie, Stansbury e Summers, Barkai, Kalecki e Marx citados sem consulta; séries AMECO e OCDE não consultadas; dados do IBGE (conta de geração da renda) não abertos, inserir série da remuneração dos empregados no PIB após consulta; documentação da PWT sobre imputação não aberta; conferir afirmações sobre capitalização de P&D/propriedade intelectual no SNA 2008.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Participação dos salários na renda. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/participacao-dos-salarios-na-renda.

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