Economia solidária
Cooperativas, autogestão e política pública no Brasil
Conjunto de empreendimentos coletivos e autogestionários, cooperativas, associações, grupos informais, empresas recuperadas, e o movimento e as políticas que os apoiam. No Brasil, ganhou forma nos anos 1990 e teve secretaria federal a partir de 2003. Seu potencial socialista é debatido.
Também: Economia popular e solidária · Socioeconomia solidária
Índice e ficha
- Área
- Socialismo
- Regiões
- Brasil, América Latina
- Temas
- Economia e organização social, Movimento operário e sindical, Teoria e conceitos
Economia solidária é um termo de origem latino-americana, difundido no Brasil a partir de meados dos anos 1990, para designar um campo de práticas econômicas baseadas na propriedade coletiva, na gestão democrática pelos próprios trabalhadores (autogestão) e na cooperação em vez da competição. Inclui cooperativas de produção e de serviços, associações, grupos informais, cooperativas de catadores de materiais recicláveis, empresas recuperadas por trabalhadores, bancos comunitários, redes de comércio justo e fundos rotativos.
O termo designa ao mesmo tempo três coisas: os empreendimentos em si; um movimento social que os articula (fóruns, redes, entidades de apoio); e um conjunto de políticas públicas. Tem parentesco com o Cooperativismo e com a autogestão, mas não se confunde com todo cooperativismo: muitas cooperativas brasileiras são empresas agrícolas ou de crédito de grande porte sem projeto de transformação social.
A relação com o socialismo é objeto de debate, tratado no fim do verbete: Paul Singer, seu principal formulador no Brasil, via a economia solidária como caminho para um socialismo democrático e autogestionário; críticos marxistas, liberais e estudiosos empíricos apontam limites.
Definição mínima
Os autores que estudam o campo convergem em alguns traços. Luiz Inácio Gaiger descreve a economia solidária como um "novo campo de práticas" formado por empreendimentos de propriedade coletiva, muitas vezes grupos informais, cooperativas e pequenas empresas, que limitam o assalariamento, se envolvem com questões comunitárias e formam associações, federações e redes de troca 1. Gaiger relaciona o conceito à "economia do trabalho" do argentino José Luis Coraggio e à "socioeconomia" de Marcos Arruda, e registra que no hemisfério Norte campo semelhante é chamado de "nova economia social" ou "economia social e solidária" 1.
Para Paul Singer, a economia solidária é um modo de produção e distribuição alternativo ao capitalista, formado em boa parte por trabalhadores marginalizados do mercado de trabalho, no qual a hierarquia de mando dá lugar ao controle coletivo dos meios de produção pelos trabalhadores 2 3.
Três elementos aparecem em quase todas as definições: propriedade coletiva dos meios de produção do empreendimento; autogestão (decisões por assembleia, um membro, um voto); e repartição dos resultados entre os membros, e não para acionistas externos. A Lei nº 15.068/2024 incorporou o tema à legislação federal, definindo os empreendimentos como organizações coletivas de gestão democrática (ver adiante).
Origens: crise do emprego, igrejas, universidades e movimentos
A economia solidária tem antecedentes nas cooperativas operárias europeias do século XIX, como os pioneiros de Rochdale e as propostas de Robert Owen, e nas tradições associativas brasileiras. Mas sua forma atual nasceu da crise do emprego nos anos 1980 e 1990: desindustrialização, falências, abertura comercial e aumento da informalidade.
Gaiger identifica, no Rio Grande do Sul, a retomada de associações populares autogestionárias no fim dos anos 1980, impulsionada por movimentos sociais e entidades de apoio como a Cáritas e o MST, e o papel dos governos do PT em Porto Alegre (desde 1988) e no estado (1999–2002), que lançou um programa estadual de economia popular solidária 1. Os Fóruns Sociais Mundiais de Porto Alegre, a partir de 2001, deram visibilidade internacional ao tema como alternativa à globalização neoliberal 1.
Outros vetores foram as Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCPs), criadas em universidades a partir de meados dos anos 1990 para apoiar a formação de cooperativas, Singer liderou a criação da incubadora da USP, e entidades que assessoravam trabalhadores na recuperação de empresas falidas, como a ANTEAG 4.
Paul Singer
Paul Singer (1932–2018) nasceu na Áustria e chegou ao Brasil aos oito anos, fugindo da perseguição nazista; foi um dos fundadores do Cebrap no fim dos anos 1960 e do PT em 1980, e morreu em São Paulo em 16 de abril de 2018 5. Economista de formação, doutor em sociologia e livre-docente em demografia, fez parte da geração que leu O capital em seminário na USP 2 6.
Michael Löwy o descreve como marxista "convicto e confesso", influenciado por Rosa Luxemburgo, crítico do stalinismo e defensor de um "socialismo democrático e autogestionário"; segundo Löwy, Singer se dedicou à economia solidária a partir de 1992 e acreditava que sua difusão pelo país poderia levar ao socialismo 6. Alfredo Costa-Filho registra que Singer passou a considerar o mercado necessário à liberdade individual e apresentava a economia solidária como um "implante" socialista capaz de crescer dentro do capitalismo 2. Sua obra de síntese é Introdução à economia solidária (2002) 3.
Singer dirigiu a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), no Ministério do Trabalho e Emprego, de 2003 a 2016, nos governos Lula e Dilma Rousseff 5. Löwy relata uma divergência amistosa: ele defendia o planejamento democrático da economia; Singer, a economia solidária dentro do mercado 6, um resumo do debate que atravessa o tema.
Fórum, Senaes e a Lei Paul Singer
Em 2003 foram criados, no mesmo movimento, o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), na III Plenária Brasileira de Economia Solidária, e a Senaes no Ministério do Trabalho e Emprego 7 1. O FBES organiza-se em coordenação nacional e fóruns estaduais e locais e representa o movimento diante do poder público 7. Gaiger chamou a Senaes de expressão mais concreta do movimento naquele momento 1.
A Senaes promoveu mapeamentos nacionais (o Sistema de Informações em Economia Solidária, SIES), programas de formação, apoio a incubadoras e a redes de comercialização. No governo Michel Temer, foi rebaixada a subsecretaria; no governo Jair Bolsonaro, perdeu sua estrutura original e passou a departamento do Ministério da Cidadania; foi recriada em 2023, com o Ministério do Trabalho 8. Em novembro de 2024, o secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto Carvalho, afirmou que a economia solidária "nunca teve credibilidade real" dentro do governo, citando orçamentos de R$ 2 milhões no primeiro ano e R$ 12 milhões no segundo 9.
Em dezembro de 2024 foi sancionada a Lei nº 15.068, chamada Lei Paul Singer, que institui a Política Nacional de Economia Solidária e o Sistema Nacional de Economia Solidária (Sinaes) e altera o Código Civil para tratar os empreendimentos solidários como categoria jurídica própria 10.
Quantos e quais empreendimentos
Os mapeamentos do SIES dão uma ordem de grandeza. A primeira rodada (2005–2007) registrou 21.859 empreendimentos econômicos solidários; a base da segunda (2010–2013) registra 19.708, dos quais cerca de 30% eram grupos informais 11. A base não foi atualizada depois de 2013 11.
Esses números têm limites: o mapeamento depende de quem foi localizado e aceitou responder; muitos campos ficaram incompletos; e a diferença entre as rodadas não significa simplesmente que empreendimentos desapareceram, porque a segunda rodada combinou novos cadastros e revisitas 11. Também não medem renda nem participação na economia nacional, que é pequena.
Alguns segmentos merecem nota:
- Catadores de materiais recicláveis: em 2009, texto de assessores da Presidência estimava cerca de 800 mil catadores no país, dos quais cerca de 35 mil organizados em aproximadamente 500 cooperativas, com renda média estimada de R$ 600 entre os organizados 12. O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e o Decreto nº 5.940/2006, que destina às cooperativas o material reciclável da administração federal, são marcos do segmento 12.
- Empresas recuperadas: fábricas falidas assumidas pelos trabalhadores, com apoio de entidades como a ANTEAG e, depois, a Unisol Brasil. A pesquisa de Aline Suelen Pires conclui que os ideais cooperativos e autogestionários permanecem fortes no discurso dos trabalhadores, mas que a pressão do mercado muitas vezes altera os objetivos originais 4.
Como funciona um empreendimento solidário
Na descrição dos próprios formuladores, um empreendimento solidário típico tem algumas características práticas, que variam muito de caso a caso:
- Assembleia como instância máxima: decisões estratégicas (investimentos, entrada de novos sócios, divisão das sobras) são tomadas pelos membros, cada um com um voto, independentemente do capital que aportou 3.
- Retiradas em vez de salários: os membros não são empregados; fazem "retiradas" a partir do resultado do trabalho coletivo. Na prática, a renda costuma ser baixa e irregular, a geração de renda adequada é o desafio mais citado pelos empreendimentos no SIES 11.
- Formas jurídicas variadas: cooperativas, associações e grupos informais; até a Lei nº 15.068/2024 não havia uma figura jurídica própria para esses empreendimentos 10.
- Apoio externo: incubadoras universitárias, entidades religiosas, sindicatos, ONGs e programas governamentais oferecem formação, assessoria técnica, crédito e acesso a mercados 1 4.
- Redes: fóruns, centrais de comercialização, feiras e redes de troca procuram compensar a pequena escala de cada empreendimento 1.
Essas regras não garantem, por si sós, igualdade interna. Estudos de caso mostram diferenças de poder entre fundadores e novos membros, entre trabalhadores com e sem qualificação técnica e entre homens e mulheres, problema semelhante ao que Robert Michels apontou para organizações em geral (ver Socialismo e democracia).
Comparações internacionais
A economia solidária brasileira dialoga com experiências de outros países. Na Europa, o campo é chamado de economia social ou economia social e solidária, com tradição mais antiga de cooperativas e mutualidades e forte institucionalização 1. Na Argentina, a crise de 2001 produziu um movimento numeroso de empresas recuperadas por trabalhadores, que serviu de referência para pesquisadores brasileiros; a tese de Aline Suelen Pires, por exemplo, incluiu visitas à Argentina e à França para comparar com os casos brasileiros 4.
A diferença mais citada é de escala e de contexto: no Brasil, boa parte dos empreendimentos nasceu de trabalhadores pobres ou desempregados buscando sobrevivência, o que aproxima a economia solidária da economia popular e explica tanto sua base social quanto sua fragilidade econômica 1 11. A experiência iugoslava de autogestão, embora frequentemente lembrada, era de natureza distinta: uma política de Estado aplicada a toda a indústria, sob partido único (ver Iugoslávia socialista (1945–1992)).
O que segue em debate
- Estratégia: a economia solidária é um caminho próprio ao socialismo, um complemento a outras estratégias (sindicais, partidárias, de planejamento público) ou uma política de emprego e renda sem horizonte de transformação?
- Estado e autonomia: como apoiar o setor com políticas públicas sem torná-lo dependente de cada governo, dilema evidenciado pela trajetória da Senaes entre 2003 e 2023 8?
- Escala: é possível integrar empreendimentos pequenos em cadeias produtivas maiores sem reproduzir hierarquias empresariais?
- Medição: sem atualização do SIES desde 2013 11, não há dados nacionais recentes sobre número, renda e sobrevivência dos empreendimentos.
- Regulamentação da Lei 15.068/2024: o alcance prático da Política Nacional depende de regulamentação e orçamento, ainda a acompanhar.
Relações com conceitos vizinhos
- Cooperativismo: forma jurídica e tradição mais ampla; a economia solidária seleciona a vertente autogestionária e popular.
- Autogestão: princípio de gestão pelos trabalhadores; na Iugoslávia foi política de Estado (Iugoslávia socialista (1945–1992)), no Brasil é prática de empreendimentos dispersos.
- Economia popular: atividades de sobrevivência de trabalhadores pobres, nem sempre coletivas; o nome atual da secretaria federal ("economia popular e solidária") junta os dois campos.
- Socialismo de mercado: propostas de combinar propriedade social e mercado em escala nacional; a economia solidária é, em geral, uma prática de base, não um modelo de economia nacional.
- Propriedade social: a economia solidária pratica a propriedade coletiva de grupo, que não é o mesmo que propriedade de toda a sociedade.
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Citação localizada na fonte
“Nunca teve credibilidade real dentro do nosso governo.”
Gilberto Carvalho, secretário nacional de Economia Popular e Solidária, sobre a economia solidária, em Brasília, novembro de 2024.
Fonte: Gilberto Carvalho avalia que falta credibilidade à economia solidária no governo
Cronologia
10 de fevereiro de 1980
Paul Singer está entre os fundadores do PT.5
1988
PT passa a governar Porto Alegre, um dos polos das políticas de economia solidária.1
1992
Singer passa a dedicar-se à economia solidária, segundo Löwy.6
2001
Primeiro Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.1
2002
Singer publica Introdução à economia solidária.3
2003
Criação do FBES e da Senaes, dirigida por Singer até 2016.7
2007
Conclui-se a primeira rodada do mapeamento do SIES (21.859 empreendimentos).11
2013
Conclui-se a segunda rodada do SIES (base com 19.708 empreendimentos).11
16 de abril de 2018
Morre Paul Singer, em São Paulo.5
2023
Recriação da Senaes no Ministério do Trabalho e Emprego.8
dezembro de 2024
Sanção da Lei nº 15.068 (Lei Paul Singer).10
Bibliografia comentada
Paul Singer. Introdução à economia solidária (2002)
Síntese do principal formulador brasileiro; base para entender a aposta numa economia autogestionária dentro do mercado (não consultada nesta redação).
Luiz Inácio Gaiger. A economia solidária e o projeto de outra mundialização (2004)
Panorama sociológico das origens, dos atores e dos dilemas da economia solidária no Brasil até 2004.
Édi Augusto Benini e Elcio Gustavo Benini. As contradições do processo de autogestão no capitalismo: funcionalidade, resistência e emancipação pela economia solidária (2010)
Leitura marxista dos limites e das possibilidades da autogestão no capitalismo.
Lucas Rodrigues Azambuja. Os valores da economia solidária (2009)
Teste empírico da tese de Singer sobre autogestão e valores solidários.
Aline Suelen Pires. Fábricas recuperadas e os trabalhadores: a autogestão entre a teoria e a prática (tese de doutorado, UFSCar) (2014)
Pesquisa de campo sobre empresas recuperadas no Brasil, com comparação internacional.
Euclides André Mance. A revolução das redes: a colaboração solidária como uma alternativa pós-capitalista à globalização atual (1999)
Outra vertente teórica, centrada em redes de colaboração solidária (não consultada nesta redação).
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Luiz Inácio Gaiger. A economia solidária e o projeto de outra mundialização. Dados, Revista de Ciências Sociais, v. 47, n. 4, 2004.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2Alfredo Costa-Filho. Pensamento econômico no Brasil contemporâneo II: Paul Israel Singer. Estudos Avançados, v. 15, n. 43, 2001.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 3Paul Singer. Introdução à economia solidária. Fundação Perseu Abramo, 2002.[Fonte primária · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
- 4Aline Suelen Pires. Fábricas recuperadas e os trabalhadores: a autogestão entre a teoria e a prática (tese de doutorado, UFSCar). 2014.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultada a página do repositório com resumo.
- 5Morre o economista Paul Singer, um dos fundadores do PT. Congresso em Foco, 2018.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 6Michael Löwy. Löwy vê Paul Singer, socialista solidário. Blog da Boitempo, republicado em Outras Palavras, 2018.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 7Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), ficha. socioeco.org (RIPESS).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Ficha datada de janeiro de 2006. Outras fontes datam a III Plenária de julho de 2003; o mês fica em aberto.
- 8Com recriação da Senaes, empreendedores da economia solidária pedem reestruturação do setor. Brasil de Fato, 2024.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 9Bianca Feifel. Gilberto Carvalho avalia que falta credibilidade à economia solidária no governo. Brasil de Fato, 2024.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 10Novas leis instituem economia solidária, bioinsumo e tributação postal. Migalhas, 2024.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]O texto integral da Lei 15.068/2024 no Planalto não pôde ser aberto nesta redação (falha de conexão).
- 11Lucas Mazaro, Thelma Simões Matsukura e Isabela Aparecida de Oliveira Lussi. Economia solidária como estratégia de inclusão social pelo trabalho no campo da saúde mental: panorama nacional. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, v. 28, n. 1, 2020.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Estudo documental sobre a base do SIES (2010–2013); traz os totais das rodadas de mapeamento.
- 12Diogo de Sant'ana e Gilberto Carvalho. A reviravolta dos catadores. Teoria e Debate, ed. 85 (Fundação Perseu Abramo), 2009.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Autores então assessores da Presidência da República (governo Lula): fonte ligada ao governo. Números são estimativas da época.
- 13Édi Augusto Benini e Elcio Gustavo Benini. As contradições do processo de autogestão no capitalismo: funcionalidade, resistência e emancipação pela economia solidária. Organizações & Sociedade, v. 17, n. 55, 2010.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultada a página com resumo e referências.
- 14Henrique Wellen. Para a crítica da "economia solidária". 2012.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
- 15Lucas Rodrigues Azambuja. Os valores da economia solidária. Sociologias, n. 21, 2009.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado o resumo.
- 16Euclides André Mance. A revolução das redes: a colaboração solidária como uma alternativa pós-capitalista à globalização atual. 1999.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
relacionado a
- CooperativismoConceito
- AutogestãoConceitoFonte: As contradições do processo de autogestão no capitalismo: funcionalidade, resistência e emancipação pela economia solidária
- Propriedade socialConceito
- Socialismo de mercadoConceito
- Socialismo democráticoCorrenteFonte: Löwy vê Paul Singer, socialista solidário
- Socialismo no BrasilPaís e experiência histórica
- Iugoslávia socialista (1945–1992)País e experiência histórica
- Partido dos Trabalhadores (PT) (verbete planejado)OrganizaçãoFonte: Morre o economista Paul Singer, um dos fundadores do PT
- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) (verbete planejado)OrganizaçãoFonte: A economia solidária e o projeto de outra mundialização
- Rosa LuxemburgoPessoaCrítica às cooperativas em Reforma ou revolução?, retomada por críticos da economia solidária. Fonte: As contradições do processo de autogestão no capitalismo: funcionalidade, resistência e emancipação pela economia solidária
- Reforma ou revolução?Obra
- Robert OwenPessoa
- Kerala: governos comunistas eleitos e o "modelo de Kerala"País e experiência históricaFonte: Kudumbashree (verbete da Wikipédia em inglês) (no verbete Kerala: governos comunistas eleitos e o "modelo de Kerala")
- O socialismo acaba com toda propriedade?Pergunta e guia
- Socialismo utópicoConceito
Compartilhe
Peças para as redes
Geradas a partir deste verbete. Cada peça leva o endereço do verbete, onde ficam as fontes e o contexto.
Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP (assistida por IA)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 2.128 palavras · 16 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação com consulta a Gaiger (Dados, 2004), Costa-Filho (Estudos Avançados, 2001), Löwy (2018), Congresso em Foco (2018), socioeco.org (FBES), Mazaro et al. (2020, dados do SIES), Benini e Benini (2010), Azambuja (2009), tese de Aline S. Pires (página do repositório), Teoria e Debate (catadores, 2009), Brasil de Fato (2024) e Migalhas (Lei 15.068). Pendente: abrir o texto integral da Lei 15.068/2024 no Planalto (falha de conexão) e conferir a data exata de sanção; conferir o mês de criação do FBES (junho ou julho de 2003) e o ato de rebaixamento da Senaes em 2016; datas das primeiras ITCPs (1995/1996) e da ANTEAG; ler Singer (2002), Wellen e Mance (não consultados); buscar crítica liberal publicada sobre o caso brasileiro.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
Encontrou um erro? Escreva pela página de correções citando o verbete e a seção. Correções ficam registradas neste histórico.
Como citar: Economia solidária. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/economia-solidaria.
Continue explorando
Cooperativismo
Empresas de propriedade e gestão dos próprios membros: história, princípios e debate socialista
Autogestão
Gestão de empresas e da economia pelos próprios trabalhadores
Propriedade social
Quem possui, quem decide e quem se apropria dos resultados dos meios de produção
Socialismo de mercado
Propriedade social combinada com mercados: modelos teóricos e experiências
Socialismo democrático
Um conceito disputado: socialismo por meios democráticos e com pluralismo
Socialismo no Brasil
Ideias, movimentos e organizações (século XIX–XXI)