Pular para o conteúdo
Exército Lulaacervo documental
Pergunta e guiaPublicado

PIB e PIB per capita

Como se mede a produção de uma economia, e o que essa medida deixa de fora

O Produto Interno Bruto mede o valor de mercado dos bens e serviços finais produzidos num território num período. É calculado por três óticas (produção, renda e despesa) segundo o Sistema de Contas Nacionais. Mede atividade econômica, não bem-estar, distribuição nem sustentabilidade.

Também: Produto Interno Bruto · GDP (Gross Domestic Product) · PIB per capita · Renda per capita · PIB em paridade do poder de compra (PPC)

Índice e ficha

O Produto Interno Bruto (PIB) é o indicador econômico mais citado do mundo. Ele resume, num único número, o valor monetário da produção de bens e serviços finais realizada dentro de um território num período. Sua versão per capita, o PIB dividido pela população, é usada como medida aproximada do nível médio de produção (e, por extensão, de renda) por habitante. A metodologia é padronizada internacionalmente pelo Sistema de Contas Nacionais (SNA, na sigla em inglês), cuja versão de 2008 orienta a série atual do IBGE e que ganhou uma atualização adotada pela ONU em 2025 1 2.

Este explicador mostra o que o PIB mede, como é calculado, quem o produz, como ler comparações entre países e ao longo do tempo, e o que ele não mede. O PIB é frequentemente usado, por governos, empresas, partidos e meios de comunicação, como se resumisse o "sucesso" de um sistema econômico (ver Capitalismo e Comparando sistemas econômicos). As advertências feitas desde a origem das contas nacionais, e as críticas feministas, ecológicas e do campo do bem-estar, ajudam a usar o número com mais cuidado.

O que o PIB mede

Explicação conceitual

O Banco Mundial define o PIB como a renda total gerada pela produção de bens e serviços num território econômico durante um período contábil, e lembra que ele pode ser medido por três abordagens: a da despesa, a da renda e a da produção 3. Três palavras da definição merecem atenção:

  • Interno: conta o que é produzido dentro do território, por empresas nacionais ou estrangeiras. A Renda Nacional Bruta (RNB), usada, por exemplo, no IDH, parte do PIB, soma as rendas recebidas do exterior (lucros, juros, salários) e subtrai as enviadas. Em países com muito capital estrangeiro, a remessa de lucros faz a RNB ficar abaixo do PIB.
  • Bruto: não desconta o desgaste do capital fixo (a depreciação de máquinas, prédios e infraestrutura). Descontada a depreciação, chega-se ao produto líquido.
  • Bens e serviços finais: para não contar duas vezes, o PIB exclui o consumo intermediário, o trigo vendido ao moinho, a farinha vendida à padaria. Só entra o valor que cada etapa adiciona.

O PIB é uma medida de fluxo (quanto se produziu num período), não de estoque (quanta riqueza existe). Um país pode ter PIB alto e estar consumindo seu patrimônio natural, ou PIB baixo e um grande estoque de capital acumulado.

Como se calcula: as três óticas

Explicação conceitualModelo econômico

No arcabouço do SNA, as três óticas são identidades contábeis: medem o mesmo agregado por caminhos diferentes 1.

1. Ótica da produção. PIB = valor bruto da produção − consumo intermediário + impostos líquidos de subsídios sobre produtos. Na prática, soma-se o valor adicionado de cada atividade (agropecuária, indústria, serviços) e acrescentam-se os impostos sobre produtos (que entram nos preços pagos pelos compradores, mas não no valor adicionado a preços básicos).

2. Ótica da renda. PIB = remuneração dos empregados + excedente operacional bruto + rendimento misto bruto + impostos líquidos de subsídios sobre a produção e a importação. A remuneração dos empregados inclui salários e contribuições sociais pagas pelos empregadores; o excedente operacional corresponde, grosso modo, aos lucros, juros e aluguéis das empresas antes da depreciação; o rendimento misto é a renda dos trabalhadores por conta própria e das empresas familiares, que mistura remuneração do trabalho e do capital. É por essa ótica que se calcula a participação dos salários na renda.

3. Ótica da despesa. PIB = C + I + G + (X − M): consumo final das famílias (C), formação bruta de capital, investimento em capital fixo mais variação de estoques, (I), consumo final do governo (G), mais exportações (X) menos importações (M). É a forma mais conhecida nos manuais de macroeconomia e a base das análises keynesianas de demanda agregada (ver Keynesianismo).

Na prática, as três óticas usam fontes diferentes, pesquisas de empresas, declarações fiscais, pesquisas de orçamentos familiares, comércio exterior, contas públicas, e nunca coincidem de saída. Os institutos de estatística conciliam as discrepâncias em quadros integrados; no Brasil, as Tabelas de Recursos e Usos (TRU) cumprem esse papel 4.

Quem produz o PIB e como ele é revisto

Fatos documentados

Padrão internacional. O SNA é elaborado em conjunto pela Comissão Europeia, pelo FMI, pela OCDE, pelas Nações Unidas e pelo Banco Mundial 1. Em março de 2025, na 56ª sessão, a Comissão de Estatística da ONU adotou o 2025 SNA como o padrão internacional atualizado, endossou sua estratégia de implementação e registrou preocupações de Estados-membros com a falta de recursos para aplicá-lo; a mesma decisão menciona orientações sobre dados como ativo e recursos naturais 2. Por isso, nos próximos anos, as séries nacionais poderão passar por novas revisões metodológicas.

No Brasil, o PIB é calculado pelo IBGE, nas Contas Nacionais Trimestrais e no Sistema de Contas Nacionais anual. A série atual tem referência 2010; segundo a nota metodológica de implantação, seus primeiros resultados estavam previstos para março de 2015, e ela incorporou nova classificação de atividades, novas fontes de dados e as recomendações do SNA 2008 4. O IBGE explica que, desde a série com referência em 1985, as contas brasileiras são calculadas todo ano a preços correntes e a preços do ano anterior, de modo que as ponderações das atividades se atualizam permanentemente (a chamada série de base móvel) 4.

Revisões. O PIB não é um número fixo. A primeira estimativa trimestral usa dados incompletos e é revista quando chegam pesquisas anuais, dados fiscais e censos; a cada mudança de referência, toda a série pode ser recalculada. Por isso, uma taxa de crescimento divulgada num ano pode mudar depois, o que não indica manipulação, mas exige que comparações citem a data da extração dos dados.

Organismos internacionais. O Banco Mundial (World Development Indicators), o FMI (World Economic Outlook) e a ONU republicam as séries nacionais, às vezes com ajustes próprios. As conversões em paridade do poder de compra vêm do International Comparison Program (ICP), coordenado pelo Banco Mundial sob a Comissão de Estatística da ONU; o ciclo mais recente tem ano de referência 2021 e teve resultados divulgados em maio de 2024 5.

Unidades: preços correntes × constantes, câmbio × PPC, total × per capita

Explicação conceitual

Grande parte dos erros na leitura do PIB vem de misturar unidades.

Preços correntes (nominal) × preços constantes (real). O PIB a preços correntes mede a produção pelos preços de cada ano; cresce também quando só os preços sobem. O PIB a preços constantes (ou "real") retira o efeito da inflação, mantendo os preços de um ano de referência ou encadeando variações de volume. A taxa de crescimento do PIB divulgada pelos institutos é sempre real. Comparar um PIB nominal de um ano com o de outro, sem deflacionar, confunde crescimento com inflação.

Câmbio de mercado × paridade do poder de compra (PPC). Para comparar países é preciso converter moedas. Pelo câmbio de mercado, o PIB oscila com movimentos financeiros que nada dizem sobre a produção física, e os serviços baratos de países pobres (corte de cabelo, transporte, comida) ficam subvalorizados. A PPC converte moedas por um índice que iguala o poder de compra de uma cesta de bens e serviços; o Banco Mundial descreve o fator de conversão PPC como, ao mesmo tempo, conversor de moeda e deflator espacial de preços 3. Em geral, a PPC aumenta o PIB relativo dos países de renda baixa e média.

Dólares internacionais constantes. O indicador usado na tabela abaixo combina as duas correções: PPC (para comparar países) e preços constantes de 2021 (para comparar anos). Ele é expresso em "dólares internacionais de 2021", uma unidade de conta, não em dólares que alguém tenha recebido 3.

Total × per capita. O PIB total indica o tamanho de uma economia; o per capita, a produção média por habitante. A China e a Índia têm PIB total grande e per capita ainda intermediário ou baixo. Média não é mediana: um PIB per capita alto é compatível com uma maioria de baixa renda se a distribuição for muito concentrada (ver Coeficiente de Gini).

Exemplo com dados: PIB per capita PPC de sete países (1990–2025)

Evidência empírica

A tabela "PIB per capita em PPC" (abaixo) reúne valores lidos na API do Banco Mundial para Brasil, Coreia do Sul, África do Sul, Índia, Nigéria, China e Estados Unidos, em dólares internacionais constantes de 2021 6. Alguns padrões aparecem com clareza nos números:

  • Trajetórias muito diferentes a partir de pontos próximos. Em 1990, Brasil (cerca de 12,6 mil) e Coreia do Sul (cerca de 14,4 mil) tinham PIB per capita PPC da mesma ordem de grandeza; em 2025, a Coreia estava perto de 55,7 mil e o Brasil, perto de 20,0 mil. Pelos cálculos da redação a partir desses dados, o indicador foi multiplicado por cerca de 3,9 na Coreia e por cerca de 1,6 no Brasil no período. As razões dessa divergência são objeto de longos debates (industrialização, educação, Estado, inserção internacional, distribuição de terras, contexto geopolítico) e não se deduzem do indicador; ver Capitalismo na Coreia do Sul e Capitalismo no Brasil.
  • China e Índia. A China passou de cerca de 1,7 mil em 1990 para cerca de 25,1 mil em 2025 (multiplicação por cerca de 15); a Índia, de cerca de 2,1 mil para cerca de 10,0 mil (cerca de 4,7 vezes) 6. Para o debate sobre o caráter da economia chinesa, ver China (República Popular da China).
  • Estagnação e retrocesso. A África do Sul tinha PIB per capita PPC maior em 2010 (cerca de 14,2 mil) do que em 2025 (cerca de 13,6 mil); o Brasil registrou queda entre 2010 e 2020 (de cerca de 18,1 mil para 17,3 mil), período que inclui a recessão de 2015–2016 e a pandemia; a Nigéria tinha, em 2000, valor inferior ao de 1990 6.
  • Distância à fronteira. Os Estados Unidos passaram de cerca de 44,4 mil para cerca de 76,9 mil. Em 2025, o PIB per capita PPC do Brasil correspondia a pouco mais de um quarto do norte-americano (cálculo da redação).

Cuidados. A tabela mostra produção média por habitante, não renda das famílias nem bem-estar. As PPCs são estimativas com margem de erro, sobretudo para países com sistemas estatísticos frágeis e grandes setores informais (caso da Nigéria, cuja série de contas nacionais passou por revisões de grande porte). Os valores de 2025 são os mais recentes publicados na data da extração e podem ser revistos.

Como ler um gráfico de PIB

Explicação conceitual
  1. Veja a unidade no eixo. Nominal ou real? Moeda nacional, dólares correntes ou dólares PPC constantes? Total ou per capita? Índice (ano-base = 100) ou valor?
  2. Veja a escala. Para trajetórias longas de crescimento, a escala logarítmica é mais adequada: nela, inclinações iguais significam taxas de crescimento iguais. Em escala linear, o crescimento de países ricos parece maior do que é, em termos proporcionais, e o de países pobres parece achatado.
  3. Nível × taxa. Um gráfico de taxas de crescimento anual (barras) não mostra o nível; um país pode crescer mais rápido e continuar muito mais pobre. Um gráfico de nível não mostra a volatilidade.
  4. Escolha do período. Começar a série num pico ou num vale muda a impressão. Compare mais de uma janela.
  5. Quebras e revisões. Mudanças de referência metodológica, de fronteira ou de moeda (como a de 1994 no Brasil) exigem atenção a notas de rodapé.
  6. Per capita e população. Crescimento do PIB total abaixo do crescimento populacional significa queda do PIB per capita.
  7. Comparação de países. Verifique se todos os países usam a mesma fonte, a mesma base de PPC e o mesmo ano de referência. Não misture séries do Banco Mundial em PPC de 2021 com séries do FMI em PPC de outro ano.

O que o PIB não mede

Explicação conceitualFatos documentados

Kuznets e as advertências originais. O economista Simon Kuznets, responsável pelo estudo de renda nacional dos Estados Unidos encomendado pelo Senado e transmitido em janeiro de 1934, escreveu no próprio relatório uma série de ressalvas 7. Ele explicou que os serviços prestados por donas de casa e outros membros da família, embora de volume "imponente", foram deixados fora da estimativa por não se dispor de base confiável para valorá-los; observou que a valoração a preços de mercado depende da distribuição pessoal da renda (serviços pessoais aos ricos valem mais num país com classe alta rica); que o bem-estar econômico não pode ser adequadamente medido sem conhecer essa distribuição; e que nenhuma medida de renda estima o "reverso" da renda, a intensidade e o desagrado do esforço necessário para obtê-la. Daí a conclusão, na página 7 do relatório: "The welfare of a nation can, therefore, scarcely be inferred from a measurement of national income as defined above" 7. Kuznets tratava da renda nacional, não do PIB atual, mas as ressalvas valem para ambos. Ele também alertou contra inferências como a de que um país com o dobro da renda nacional estaria "duas vezes melhor".

Trabalho doméstico e de cuidado não pago. A economia feminista tornou essa lacuna um tema central. A neozelandesa Marilyn Waring, em If Women Counted (1988), argumentou que as convenções do SNA tornam invisível a maior parte do trabalho realizado por mulheres, cozinhar, cuidar de crianças, idosos e doentes, buscar água e lenha, enquanto contam como produção atividades destrutivas 8. As contas nacionais seguem excluindo da fronteira de produção os serviços domésticos produzidos e consumidos dentro da própria família (com exceção, por convenção, da moradia própria e de serviços domésticos remunerados) 1. Vários países passaram a estimar o trabalho não pago em contas satélite a partir de pesquisas de uso do tempo. A Comissão Stiglitz-Sen-Fitoussi recomendou ampliar as medidas de renda para atividades fora do mercado 9. Para a tradição marxista que discute a reprodução da força de trabalho, ver o tema do trabalho doméstico e as correntes marxistas feministas (verbetes planejados).

Meio ambiente. O PIB conta como produção a extração de petróleo, minério ou madeira, mas não registra a perda do estoque natural; a despoluição após um desastre aumenta o PIB. Em resposta, a ONU desenvolveu o Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental (SEEA), cujo Marco Central foi adotado pela Comissão de Estatística em 2012 como primeiro padrão internacional do gênero 10. A decisão que adotou o 2025 SNA menciona o desenvolvimento de orientações sobre recursos naturais 2. As correntes de economia ecológica e ecossocialistas vão além: questionam o próprio objetivo de crescimento contínuo do produto.

Bem-estar, distribuição e sustentabilidade. A Comissão sobre a Mensuração do Desempenho Econômico e do Progresso Social, presidida por Joseph Stiglitz, com Amartya Sen como conselheiro e Jean-Paul Fitoussi como coordenador, entregou seu relatório ao presidente francês em 14 de setembro de 2009 11 9. Suas primeiras recomendações são: ao avaliar o bem-estar material, olhar para renda e consumo, e não para a produção; enfatizar a perspectiva das famílias; considerar renda e consumo junto com a riqueza; dar mais destaque à distribuição; e ampliar as medidas de renda para atividades fora do mercado. As demais tratam de qualidade de vida (saúde, educação, condições ambientais, bem-estar subjetivo) e de sustentabilidade, a ser avaliada por um painel de indicadores de estoques e por indicadores físicos ambientais 9.

Economia informal e ilegal. O SNA manda incluir a produção informal e mesmo a ilegal quando há transação voluntária; na prática, a cobertura depende de pesquisas domiciliares e estimativas indiretas. Em países onde a informalidade é grande, como Brasil, Índia e Nigéria, erros de cobertura podem ser relevantes, e revisões de referência às vezes elevam bruscamente o nível estimado do PIB.

Qualidade e novos bens. O PIB tem dificuldade em medir serviços gratuitos (buscadores, enciclopédias on-line), melhorias de qualidade e a produção do governo, que é medida pelo custo (salários dos professores, por exemplo), não pelo resultado. A economista Diane Coyle discute esses limites numa história do indicador escrita para o público geral 12.

Debates: o PIB como critério de comparação entre sistemas

Debate em aberto

Defensores do uso do PIB lembram que ele é o único agregado padronizado, comparável e revisável de forma transparente para quase todos os países; que o PIB per capita é fortemente correlacionado com expectativa de vida, escolaridade e outras dimensões; e que o crescimento do produto é condição material para financiar serviços públicos. Economistas de tradição liberal e neoclássica tendem a vê-lo como indicador imperfeito, mas indispensável, do desempenho de economias de mercado (ver Economia neoclássica).

Críticos de diversas tradições apontam que ele orienta políticas para o volume da produção mercantil, e não para necessidades: feministas (trabalho não pago), ecológicas (esgotamento e emissões), estruturalistas e dependentistas (o PIB não distingue entre crescimento com transformação produtiva e crescimento baseado em exportação primária ou remessa de lucros; ver Estruturalismo latino-americano) e marxistas (as contas nacionais registram preços e rendas, não as relações de produção que os geram).

Em comparações históricas entre economias capitalistas e de planejamento central, há ainda um problema técnico: as estatísticas soviéticas usavam o Produto Material Líquido, que excluía a maior parte dos serviços, e as reconstruções em termos de PIB dependem de hipóteses de preços contestadas. Ver Comparando sistemas econômicos.

Uma alternativa: o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

Explicação conceitual

O IDH, publicado pelo PNUD desde o primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano (1990) 13, foi concebido a partir da abordagem das capacidades associada a Amartya Sen e Mahbub ul Haq. O PNUD o define como uma medida-resumo das realizações médias em três dimensões, vida longa e saudável, conhecimento e padrão de vida decente, calculada como a média geométrica de índices normalizados de cada dimensão 14. Os indicadores são: expectativa de vida ao nascer; anos médios de estudo dos adultos de 25 anos ou mais e anos esperados de escolaridade das crianças; e Renda Nacional Bruta per capita em PPC, em logaritmo, para refletir a importância decrescente da renda em níveis altos 14.

O IDH continua dependente de uma medida de renda e é sensível às escolhas de normalização e ponderação; não capta desigualdade nem sustentabilidade (o PNUD publica índices complementares para isso). Seu mérito é mostrar que países com PIB per capita semelhante podem ter resultados muito diferentes em saúde e educação.

Comparações

Tabelas resumem tendências gerais; cada linha simplifica debates que o texto detalha. Classificações sobrepostas não são exclusivas.

PIB per capita em PPC (dólares internacionais constantes de 2021), 1990–2025
Critério19902000201020202025 (último disponível)
Brasil12.63314.00518.06217.32820.025
Coreia do Sul14.37826.40439.57449.37455.697
África do Sul10.81111.18414.16513.25113.592
Índia2.1403.0104.9147.18710.039
Nigéria5.4244.8897.9637.6648.145
China1.6674.06610.47619.21525.067
Estados Unidos44.38455.04659.79767.40776.931

Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators (PPCs do International Comparison Program). Série/código: NY.GDP.PCAP.PP.KD, 'GDP per capita, PPP (constant 2021 international $)'. Período: anos selecionados de 1990 a 2025. Unidade: dólares internacionais a preços constantes de 2021, por habitante; valores arredondados ao inteiro pela redação (separador de milhar com ponto). Cobertura: PIB total do território dividido pela população residente. Ajustes: preços constantes (base 2021) e conversão por paridade do poder de compra (ciclo ICP 2021, com extrapolações para outros anos). Metodologia: PIB pelas regras do SNA, compilado pelos institutos nacionais e harmonizado pelo Banco Mundial. Data de extração: 2026-10-19 (API atualizada em 2026-10-08). Download: https://api.worldbank.org/v2/country/BRA;KOR;ZAF;IND;NGA;USA;CHN/indicator/NY.GDP.PCAP.PP.KD?format=json&date=1990:2025&per_page=500 ou https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PCAP.PP.KD. Limitações: PPCs são estimativas com margem de erro, maior em anos distantes do ano de referência e em países com grande informalidade; valores de 2025 podem ser revistos; mede produção média, não renda das famílias, distribuição nem bem-estar; não comparar com séries em dólares correntes ou com PPC de outra base. Fontes: GDP per capita, PPP (constant 2021 international $), indicador NY.GDP.PCAP.PP.KD (API, Brasil, Coreia do Sul, África do Sul, Índia, Nigéria, EUA e China, 1990–2025), Metadados do indicador NY.GDP.PCAP.PP.KD (definição e fonte), International Comparison Program (ICP), página do programa.

Cronologia

  1. 4 de janeiro de 1934

    Relatório 'National Income, 1929–32', dirigido por Simon Kuznets, é transmitido ao Senado dos EUA, com ressalvas sobre o uso da renda nacional como medida de bem-estar.7

  2. 1988

    Marilyn Waring publica If Women Counted, crítica feminista das convenções das contas nacionais.8

  3. 1990

    PNUD publica o primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano, com o IDH.13

  4. 2009

    Publicação do manual System of National Accounts 2008.1

  5. 14 de setembro de 2009

    Comissão Stiglitz-Sen-Fitoussi entrega seu relatório ao presidente da França.11

  6. 2012

    Comissão de Estatística da ONU adota o Marco Central do SEEA.10

  7. 2015

    IBGE implanta a série do Sistema de Contas Nacionais com referência 2010, alinhada ao SNA 2008.4

  8. maio de 2024

    Banco Mundial divulga os resultados do ICP 2021 (paridades de poder de compra com ano de referência 2021).5

  9. março de 2025

    Comissão de Estatística da ONU adota o 2025 SNA (decisão 56/101).2

Bibliografia comentada

  • Simon Kuznets (responsável pelo estudo), U.S. Bureau of Foreign and Domestic Commerce. National Income, 1929–32. Relatório ao Senado dos EUA em resposta à Resolução 220 (72º Congresso) (1934)

    Documento fundador das contas de renda nacional dos EUA. A introdução metodológica (p. 1–7) é leitura curta e ainda atual sobre o que a medida inclui e o que deixa de fora.

  • Joseph E. Stiglitz (presidente), Amartya Sen (conselheiro), Jean-Paul Fitoussi (coordenador). Report by the Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress (2009)

    Relatório que sistematizou as críticas ao PIB e propôs painéis de indicadores de renda das famílias, distribuição, qualidade de vida e sustentabilidade.

  • Marilyn Waring. If Women Counted: A New Feminist Economics (1988)

    Crítica feminista clássica às convenções das contas nacionais e à invisibilidade do trabalho não pago.

  • Diane Coyle. GDP: A Brief but Affectionate History (2014)

    História acessível do PIB, de suas convenções e de seus limites, para o público não especializado.

  • IBGE, Coordenação de Contas Nacionais. Sistema de Contas Nacionais – Brasil, Referência 2010. Nota Metodológica nº 01: Implantação da Série do Sistema de Contas Nacionais – Referência 2010 (versão 4) (2015)

    Nota metodológica do IBGE sobre a série atual das contas nacionais brasileiras e o cálculo a preços do ano anterior.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Comissão Europeia, FMI, OCDE, Nações Unidas e Banco Mundial. System of National Accounts 2008. Nações Unidas, Nova York, 2009.[Obra de referência · referência bibliográfica]
  2. 2Comissão de Estatística das Nações Unidas. Report on the fifty-sixth session (4–7 March 2025), E/2025/24 – E/CN.3/2025/37, decisão 56/101 (National accounts). Nações Unidas, Conselho Econômico e Social, 2025.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]A decisão 56/101 registra a adoção do 2025 SNA como padrão estatístico internacional atualizado e o endosso de sua estratégia de implementação.
  3. 3Banco Mundial, World Development Indicators. Metadados do indicador NY.GDP.PCAP.PP.KD (definição e fonte). World Bank Open Data API v2.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 4IBGE, Coordenação de Contas Nacionais. Sistema de Contas Nacionais – Brasil, Referência 2010. Nota Metodológica nº 01: Implantação da Série do Sistema de Contas Nacionais – Referência 2010 (versão 4). IBGE, Rio de Janeiro, 2015.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Lidas as páginas 1–3 (histórico, preços do ano anterior, adesão às recomendações do SNA 93 e do SNA 2008).
  5. 5Banco Mundial. International Comparison Program (ICP), página do programa.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Informa o ciclo ICP 2021 (ano de referência 2021), com resultados divulgados em maio de 2024.
  6. 6Banco Mundial, World Development Indicators (fonte das PPCs: International Comparison Program). GDP per capita, PPP (constant 2021 international $), indicador NY.GDP.PCAP.PP.KD (API, Brasil, Coreia do Sul, África do Sul, Índia, Nigéria, EUA e China, 1990–2025). World Bank Open Data API v2 (última atualização informada pela API: 08/10/2026).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]Dados para download (JSON). Para CSV/Excel: https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PCAP.PP.KD. Valores de 2025 podem ser revistos.
  7. 7Simon Kuznets (responsável pelo estudo), U.S. Bureau of Foreign and Domestic Commerce. National Income, 1929–32. Relatório ao Senado dos EUA em resposta à Resolução 220 (72º Congresso). U.S. Government Printing Office (digitalizado no FRASER, Federal Reserve Bank of St. Louis), Washington, 1934.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]PDF lido integralmente nas páginas introdutórias (cap. 'Concept, scope, and method', p. 4–7). A carta de apresentação diz que Kuznets 'was in full charge of the work'.
  8. 8Marilyn Waring. If Women Counted: A New Feminist Economics. 1988.[Historiografia · referência bibliográfica]
  9. 9Joseph E. Stiglitz (presidente), Amartya Sen (conselheiro), Jean-Paul Fitoussi (coordenador). Report by the Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress. Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress (cópia hospedada pela Divisão de Estatística da ONU), 2009.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Lidas as recomendações 1 a 12 do sumário executivo.
  10. 10Nações Unidas, System of Environmental-Economic Accounting. About the SEEA.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Informa que o SEEA Central Framework foi adotado pela Comissão de Estatística da ONU em 2012 como primeiro padrão internacional de contabilidade econômico-ambiental.
  11. 11INSEE. Two years after the Stiglitz-Sen-Fitoussi report: what measures of well-being and sustainability?.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Registra a entrega do relatório ao presidente francês em 14/09/2009, na Sorbonne.
  12. 12Diane Coyle. GDP: A Brief but Affectionate History. Princeton University Press, 2014.[Historiografia · referência bibliográfica]
  13. 13PNUD. Human Development Report 1990. 1990.[Obra de referência · referência bibliográfica]
  14. 14PNUD, Human Development Report Office. Human Development Index (HDI), data center.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]

Rede de relações

Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.

relacionado a

Compartilhe

Peças para as redes

Geradas a partir deste verbete. Cada peça leva o endereço do verbete, onde ficam as fontes e o contexto.

Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação assistida por IA (Claude)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.904 palavras · 14 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação do explicador do PIB com dados lidos na API do Banco Mundial (NY.GDP.PCAP.PP.KD, extração de 19/10/2026), relatório de Kuznets de 1934 (FRASER, p. 4–7), relatório Stiglitz-Sen-Fitoussi (recomendações 1–12), decisão 56/101 da Comissão de Estatística da ONU (2025 SNA), nota metodológica do IBGE (referência 2010), páginas do ICP, do SEEA e do IDH. Pendências: SNA 2008, Waring e Coyle citados sem consulta; conferir no SNA 2008 a redação exata da fronteira de produção para serviços domésticos; conferir data de divulgação da série referência 2010 (nota previa março de 2015); trecho sobre o Produto Material Líquido soviético sem fonte consultada.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

Encontrou um erro? Escreva pela página de correções citando o verbete e a seção. Correções ficam registradas neste histórico.

Como citar: PIB e PIB per capita. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/pib.

Continue explorando

Preferências de leitura
Tamanho do texto
Fonte