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CorrentePublicado

Ecossocialismo

Corrente que une crítica socialista do capitalismo e ecologia política

Corrente que sustenta que a crise ecológica decorre da lógica de acumulação do capitalismo e propõe uma sociedade de propriedade social e planejamento democrático orientada por necessidades e limites ecológicos. Critica também o produtivismo das experiências socialistas do século XX.

Também: socialismo ecológico · eco-socialism · ecosocialism · écosocialisme

Índice e ficha

O ecossocialismo é uma corrente política e teórica que procura unir a crítica socialista do capitalismo e a ecologia política. Sua tese central é que o capitalismo é incompatível com as exigências ecológicas e sociais da sustentabilidade, porque depende da expansão contínua da produção e do lucro; por isso, os ecossocialistas rejeitam como insuficientes as soluções de mercado, impostos verdes isolados, mercados de carbono, "economia verde", e propõem uma sociedade baseada na propriedade social dos meios de produção, no planejamento democrático e na prioridade do valor de uso sobre o valor de troca 1.

A corrente é também uma autocrítica do socialismo. Seus autores criticam o produtivismo das economias de tipo soviético, a ideia de que o progresso se mede pelo crescimento da produção, que levou a desastres ambientais como o do mar de Aral e o de Tchernóbil 2. Este verbete apresenta as origens, os autores e documentos principais, os conceitos (ruptura metabólica, segunda contradição, planejamento ecológico), as estratégias, a crítica às experiências do século XX, o debate entre decrescimento e "ecomodernismo" e as críticas à corrente. Ver também Socialismo, Planejamento econômico e Por que experiências socialistas entraram em crise?.

Origens e precursores

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

Os ecossocialistas apontam precursores no próprio século XIX: Marx, que, estudando a química agrícola de Justus von Liebig, escreveu no Livro III de O Capital que a grande propriedade fundiária cria condições que provocam uma ruptura irreparável na troca orgânica entre a sociedade e as leis naturais da vida, desperdiçando a fertilidade do solo 3; e o inglês William Morris, socialista e artesão, crítico da produção de mercadorias de má qualidade 1. Também se cita a ecologia soviética dos anos 1920, depois reprimida sob Stalin 1 2.

A corrente propriamente dita formou-se no último terço do século XX, no cruzamento entre a nova esquerda, o movimento ecológico e a crise do "socialismo real". Entre os marcos 1:

  • anos 1950–1960: a ecologia social de Murray Bookchin, de matriz anarquista, que vê na dominação da natureza um reflexo da dominação entre seres humanos;
  • anos 1970: Barry Commoner nos Estados Unidos, Rudolf Bahro (dissidente da Alemanha Oriental, depois ligado aos Verdes alemães) e o franco-austríaco André Gorz, autor de Ecologia e política (1975), crítico do "coletivismo materialista e produtivista" e formulador da ideia de "reformas não reformistas" 4;
  • 1988: James O'Connor lança a revista Capitalism, Nature, Socialism;
  • 1994: David Pepper publica Ecosocialism: From Deep Ecology to Social Justice.

Manifesto Ecossocialista (2001) e Declaração de Belém

Documento de épocaFatos documentados

Em 2001, o psiquiatra e ativista norte-americano Joel Kovel e o sociólogo franco-brasileiro Michael Löwy lançaram o Manifesto Ecossocialista Internacional 1 2. O local de lançamento é descrito de formas diferentes pelas fontes, uma conferência em Vincennes, nos arredores de Paris, ou um encontro marxista em Nanterre, e deve ser conferido. O texto, de poucas páginas, sustentava que a crise ecológica e a crise social têm a mesma raiz e que o ecossocialismo não poderia repetir o autoritarismo do "socialismo realmente existente" (conteúdo a conferir no texto integral, não aberto nesta redação). Em 2007 fundou-se em Paris a Rede Ecossocialista Internacional 1.

A Declaração Ecossocialista de Belém, datada de 16 de dezembro de 2008 e preparada para distribuição no Fórum Social Mundial de Belém do Pará (janeiro de 2009), foi redigida por Löwy, Kovel, Ian Angus e outros e recolheu assinaturas de centenas de pessoas de cerca de quarenta países 5 2. Abre com a frase "a humanidade enfrenta hoje uma escolha dura: ecossocialismo ou barbárie" e propõe, entre outras medidas: substituir combustíveis fósseis e biocombustíveis por energias renováveis sob controle comunitário; reduzir drasticamente o uso de automóveis e caminhões e expandir o transporte público gratuito; acabar com a obsolescência programada; promover a soberania alimentar e a agricultura que recupere a fertilidade do solo; cortes vinculantes nas emissões; o fim da energia nuclear e dos gastos militares; e planejamento democrático com controle coletivo dos meios de produção 5.

Conceitos centrais

Formulação teóricaExplicação conceitual

Alguns conceitos organizam o debate ecossocialista:

Ruptura metabólica (Foster)

Formulação teórica

O sociólogo norte-americano John Bellamy Foster, editor da Monthly Review, cunhou a expressão ruptura metabólica num artigo de 1999 no American Journal of Sociology e a desenvolveu em A ecologia de Marx (2000) 6 7. Partindo da passagem de Marx sobre a ruptura no metabolismo social e das pesquisas de Liebig sobre o esgotamento do solo, Foster sustenta que a separação capitalista entre cidade e campo rompeu o ciclo de nutrientes, os alimentos iam para as cidades e os resíduos não voltavam à terra, e que essa ruptura é um modelo para compreender outras crises ecológicas 6. Para Marx, segundo essa leitura, os produtores associados poderiam regular racionalmente o metabolismo com a natureza, mas a sustentabilidade não seria automática no socialismo 6. Desdobramentos incluem a "ruptura de carbono" (Brett Clark e Richard York, 2005).

A abordagem foi contestada por Jason W. Moore, que propõe uma "ecologia-mundo" e situa as rupturas desde o "longo" século XVI, em debate com Foster 6. O japonês Kohei Saito retomou os cadernos de ciências naturais de Marx para sustentar que o Marx tardio se afastou do produtivismo, e defendeu um "comunismo de decrescimento" (ver adiante).

A "segunda contradição do capitalismo" (O'Connor)

Formulação teórica

James O'Connor propôs que, além da contradição clássica entre capital e trabalho, o capitalismo tem uma segunda contradição: ao degradar as "condições de produção" (natureza, força de trabalho, infraestrutura urbana), eleva seus próprios custos e cria crises, além de provocar novos movimentos sociais em defesa dessas condições 6.

Valor de uso, necessidades e planejamento democrático

Formulação teóricaProposta política

Os ecossocialistas defendem que a produção seja orientada pelo valor de uso e pelas necessidades sociais, decididas democraticamente, e não pelo valor de troca e pelo lucro 1. Daí a centralidade do planejamento democrático: segundo Löwy, a transformação socialista exige planejamento público e controle sobre os meios de produção, e a reorganização democrática do sistema produtivo, junto com a gestão ecológica, deve estar no centro do projeto 2. Ver Planejamento econômico e Debate do cálculo econômico socialista.

Estratégias e propostas

Proposta políticaPosição de outras organizações e correntes

Não há uma estratégia única. Entre as propostas recorrentes:

  • Transição energética pública e democrática: energias renováveis sob propriedade pública ou comunitária; fim dos subsídios aos combustíveis fósseis 5.
  • Transporte coletivo gratuito e redução do transporte individual motorizado 5.
  • Soberania alimentar e agroecologia, em aliança com movimentos camponeses e indígenas; no Brasil, essa agenda dialoga com movimentos como o MST.
  • Redução da jornada de trabalho e da produção de bens supérfluos, com expansão de serviços públicos.
  • "Reformas não reformistas" (Gorz): reivindicações imediatas que apontam para além da lógica do sistema 4.
  • Ação prefigurativa e alianças entre o movimento operário e os movimentos ecológicos, de justiça ambiental e indígenas 1.

A relação com partidos verdes é variável: vários partidos verdes e coalizões "vermelho-verdes" têm alas ecossocialistas, como a GroenLinks neerlandesa, segundo a fonte 1, mas boa parte dos ecossocialistas critica os partidos verdes que aceitam o capitalismo de mercado.

Crítica ao produtivismo das experiências do século XX

Avaliação críticaFatos documentados

Os ecossocialistas não apresentam as economias de tipo soviético como modelo ecológico. Para Löwy, depois dos primeiros anos da Revolução de Outubro, em que houve medidas ambientais, a burocratização stalinista impôs na indústria e na agricultura um produtivismo negligente com o meio ambiente, por métodos autoritários; ecologistas foram marginalizados ou eliminados, e o acidente de Tchernóbil (1986) tornou-se emblema dessas consequências 2.

O caso do mar de Aral é o exemplo mais citado. A partir dos anos 1960, projetos soviéticos de irrigação desviaram os rios Amu Darya e Syr Darya para expandir o cultivo de algodão na Ásia Central 8. A superfície do lago caiu de cerca de 68 mil km² (1960) para 28.687 km² (1998) e 17.160 km² (2004); entre 1960 e 1998 perdeu cerca de 60% da área e 80% do volume; a salinidade subiu de cerca de 10 g/L para cerca de 30 g/L em 1990 8. A pesca, que empregava cerca de 40 mil pessoas, colapsou, e a poeira carregada de sal e pesticidas foi associada a problemas graves de saúde na região 8. Depois do fim da URSS, uma barragem construída pelo Cazaquistão (concluída em 2005) permitiu recuperação parcial do Aral Norte; a parte sul não se recuperou 8.

A crítica não é exclusiva da esquerda: liberais usam esses casos para sustentar que a propriedade estatal e o planejamento centralizado não dão incentivos à conservação. Os ecossocialistas respondem que os desastres decorreram do produtivismo e da falta de democracia, e não do planejamento como tal, e que economias capitalistas produziram desastres comparáveis. Comparações desse tipo exigem cuidado: não há série única que compare "o meio ambiente sob o socialismo" e "sob o capitalismo", e cada caso tem causas próprias (ver Como avaliar realizações e violações das experiências socialistas?).

Decrescimento × ecomodernismo: um debate interno e externo

Debate em abertoPosição de outras organizações e correntes

O debate ecológico contemporâneo opõe, simplificadamente, dois polos que atravessam também a esquerda:

  • Decrescimento (décroissance, degrowth): movimento acadêmico e social, sobretudo europeu, que defende a redução planejada e democrática da produção e do consumo nos países ricos, critica o PIB como medida de progresso e duvida que o crescimento possa ser "desacoplado" das emissões e do uso de recursos na velocidade necessária 9. Inspira-se em Nicholas Georgescu-Roegen e foi popularizado por autores como Serge Latouche; Jason Hickel liga o crescimento do Norte à extração colonial de recursos 9. Parte dos ecossocialistas, Foster, Saito, Löwy, aproxima-se do decrescimento, com a ressalva de que o problema é a relação de produção capitalista, e não a quantidade de produção em abstrato 9 2.
  • Ecomodernismo: o Manifesto Ecomodernista (2015), assinado por 18 autores, sustenta que prosperidade humana e um planeta ecologicamente rico são possíveis e inseparáveis, por meio do desacoplamento entre bem-estar e destruição ambiental 10; resumos correntes associam o documento à intensificação agrícola e à energia nuclear, ponto a conferir no texto integral. É uma posição majoritariamente pró-mercado. À esquerda, autores como o geógrafo Matthew Huber defendem um socialismo de abundância tecnológica, que critica o decrescimento por exigir sacrifícios da classe trabalhadora e dos países pobres 11.

Críticos do decrescimento, de economistas como Branko Milanović, que lembra a persistência da pobreza global, a marxistas que veem no conceito uma confusão entre quantidade e relações sociais, questionam sua viabilidade política e sua base empírica 9. Defensores respondem que se trata de decrescer setores destrutivos e de luxo nos países ricos, não a economia dos pobres.

América Latina e Brasil

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

O ecossocialismo tem presença particular na América Latina. Michael Löwy, um dos autores do Manifesto de 2001, nasceu no Brasil e escreve regularmente para a imprensa e as editoras brasileiras 2. A Declaração Ecossocialista de Belém foi preparada para o Fórum Social Mundial de 2009, realizado na Amazônia brasileira 5, escolha que expressava a centralidade da floresta, dos povos indígenas e dos conflitos agrários no debate ecológico global.

Na região, o ecossocialismo dialoga com tradições que não nasceram dele: as lutas de seringueiros e povos da floresta (o assassinato de Chico Mendes, em 1988, tornou-se símbolo internacional), os movimentos camponeses que defendem a agroecologia e a soberania alimentar, e as noções andinas de buen vivir / suma qamaña, incorporadas às constituições do Equador (2008) e da Bolívia (2009), dados a conferir em fonte específica. A relação é de convergência e tensão: governos de esquerda latino-americanos dos anos 2000 e 2010 foram criticados por ecossocialistas e por movimentos indígenas pelo "neoextrativismo", a dependência de mineração, petróleo e agronegócio para financiar políticas sociais, enquanto seus defensores argumentavam que não havia alternativa imediata para reduzir a pobreza. Esse debate, que opõe redistribuição de curto prazo e transformação do modelo produtivo, é um dos mais vivos da esquerda regional.

Comparação com correntes vizinhas

Explicação conceitualPosição de outras organizações e correntes

O ecossocialismo distingue-se: do ambientalismo liberal e do "capitalismo verde", que buscam corrigir falhas de mercado sem alterar a propriedade; da social-democracia verde (ou Green New Deal em versões moderadas), que propõe investimento público e regulação dentro de economias capitalistas (ver Social-democracia); da ecologia social e do ecoanarquismo, que partilham a crítica ao capitalismo mas recusam o Estado e o planejamento centralizado (ver Anarquismo); e da ecologia profunda, que tende a pôr no centro o valor intrínseco da natureza e é criticada pelos ecossocialistas por ignorar as classes sociais. A tabela abaixo resume essas diferenças.

Críticas ao ecossocialismo e o que segue em debate

Avaliação críticaDebate em aberto
  • Liberais e economistas ambientais: instrumentos de preço (tributação do carbono, licenças negociáveis) seriam mais eficazes e politicamente viáveis que a socialização da economia; o planejamento central teria histórico ruim de informação e incentivos (ver Debate do cálculo econômico socialista).
  • Marxistas "produtivistas": o ecossocialismo estaria cedendo a um discurso de escassez e sacrifício, quando a tarefa seria desenvolver as forças produtivas sob controle social.
  • Ecologistas não socialistas: a corrente subordinaria a ecologia à questão de classe e subestimaria o crescimento populacional ou o consumo individual.
  • Críticas do Sul global: limitar o crescimento penalizaria países que ainda precisam de infraestrutura básica; ecossocialistas latino-americanos respondem com propostas que combinam redistribuição, soberania e o diálogo com noções como o "bem viver" andino.

Em debate: como seria, em concreto, um planejamento democrático ecológico; qual o papel do mercado numa transição; como conciliar reduções de emissões rápidas com a melhoria das condições de vida dos mais pobres; e qual o sujeito político da transição, movimento operário, movimentos camponeses e indígenas, ou alianças entre eles.

Comparações

Tabelas resumem tendências gerais; cada linha simplifica debates que o texto detalha. Classificações sobrepostas não são exclusivas.

Ecossocialismo e correntes vizinhas (simplificação)
CritérioEcossocialismoCapitalismo verde / ambientalismo liberalSocial-democracia verdeEcologia social / ecoanarquismoEcomodernismo
Causa principal da criselógica de acumulação capitalistafalhas de mercado (externalidades)regulação insuficientedominação e hierarquiatecnologia atrasada; ineficiência
Propriedadesocial dos meios de produçãoprivadamistacomunal, sem Estadoprivada (majoritariamente)
Instrumentoplanejamento democráticopreços, impostos, mercados de carbonoinvestimento público e regulaçãocomunas federadasinovação, nuclear, intensificação
Crescimentodebate: decrescimento seletivo × abundância planejadacrescimento verdecrescimento verdeem geral críticocrescimento com desacoplamento

Quadro didático; há sobreposições e autores que transitam entre posições. Fontes: Eco-socialism (verbete), Degrowth (verbete), An Ecomodernist Manifesto.

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

  • Paráfrase
    “A humanidade enfrenta hoje uma escolha dura: ecossocialismo ou barbárie.”

    Humanity today faces a stark choice: ecosocialism or barbarism.

    Declaração Ecossocialista de Belém (dez. 2008), frase de abertura.

    Tradução livre da redação a partir do texto inglês publicado em Climate & Capitalism.

    Fonte: The Belem Ecosocialist Declaration

  • Paráfrase
    “Uma ruptura irreparável na coerência da troca social [com as leis naturais da vida].”

    an irreparable break in the coherence of social interchange prescribed by the natural laws of life

    Marx, O Capital, Livro III, cap. 47, seção V (tradução inglesa no MIA), sobre a grande propriedade fundiária e o esgotamento do solo.

    Tradução livre da redação. Foster lê a passagem como 'ruptura irreparável no processo interdependente do metabolismo social', a partir de outra tradução.

    Fonte: Capital, vol. III, cap. 47: Genesis of Capitalist Ground-Rent

Cronologia

  1. 1894

    Publicação do Livro III de O Capital (ed. Engels), com a passagem sobre a ruptura no metabolismo social.3

  2. 1960

    Mar de Aral com cerca de 68 mil km²; intensificação dos desvios para irrigação do algodão.8

  3. 1975

    André Gorz publica Ecologia e política.4

  4. 1986

    Acidente nuclear de Tchernóbil.2

  5. 1988

    James O'Connor lança Capitalism, Nature, Socialism.1

  6. 1999

    J. B. Foster publica no American Journal of Sociology o artigo que formula a 'ruptura metabólica'.6

  7. 2001

    Kovel e Löwy lançam o Manifesto Ecossocialista.1

  8. agosto de 2005

    Conclusão da barragem de Kokaral (Aral Norte).8

  9. 2007

    Fundação da Rede Ecossocialista Internacional (Paris).1

  10. 16 de dezembro de 2008

    Data da Declaração Ecossocialista de Belém.5

  11. janeiro de 2009

    Distribuição da Declaração no Fórum Social Mundial de Belém.5

  12. 2015

    Publicação do Manifesto Ecomodernista.10

Bibliografia comentada

  • The Belem Ecosocialist Declaration (2008)

    Texto programático curto e acessível, com as propostas centrais do ecossocialismo.

  • Michael Löwy (trad. Marianna Braghini). Löwy reformula a Opção Ecossocialista (2) (2019)

    Síntese de Löwy sobre a trajetória do ecossocialismo e a crítica ao produtivismo soviético, em português.

  • John Bellamy Foster. Marx's Ecology: Materialism and Nature (2000)

    Obra que recuperou a dimensão ecológica de Marx e formulou a 'ruptura metabólica'.

  • Joel Kovel. The Enemy of Nature: The End of Capitalism or the End of the World? (2002)

    Exposição sistemática do ecossocialismo por um dos autores do Manifesto de 2001.

  • Kohei Saito. Marx in the Anthropocene: Towards the Idea of Degrowth Communism (2023)

    Leitura recente dos cadernos de Marx e defesa de um 'comunismo de decrescimento'; muito discutida.

  • Matthew T. Huber. Climate Change as Class War: Building Socialism on a Warming Planet (2022)

    Contraponto à esquerda: crítica ao decrescimento a partir da centralidade da classe trabalhadora.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Eco-socialism (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Orientação para cronologia e precursores; conferir nas fontes citadas.
  2. 2Michael Löwy (trad. Marianna Braghini). Löwy reformula a Opção Ecossocialista (2). Outras Palavras, 4 fev. 2019 (originalmente em Great Transition), 2019.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto de um dos autores do Manifesto; vale como formulação do próprio ecossocialismo.
  3. 3Karl Marx. Capital, vol. III, cap. 47: Genesis of Capitalist Ground-Rent. Marxists Internet Archive, 1894.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Passagem na seção V; publicação póstuma organizada por Engels.
  4. 4André Gorz (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  5. 5The Belem Ecosocialist Declaration. Climate & Capitalism, 16 dez. 2008, 2008.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  6. 6Metabolic rift (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  7. 7John Bellamy Foster. Marx's Ecology: Materialism and Nature. Monthly Review Press, Nova York, 2000.[Historiografia · referência bibliográfica]Não consultada nesta redação; tradução brasileira: A ecologia de Marx (Civilização Brasileira).
  8. 8Aral Sea (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Séries de área, volume e salinidade citadas pelo verbete a partir de fontes diversas; conferir em fonte primária (ex.: estudos da ONU ou do Banco Mundial) antes da revisão.
  9. 9Degrowth (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 10An Ecomodernist Manifesto. ecomodernism.org, 2015.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]A página não exibe a data; 2015 (abril) segundo referência geral, a conferir. A menção a nuclear e intensificação não aparece no trecho lido e deve ser conferida no texto integral.
  11. 11Matthew T. Huber. Climate Change as Class War: Building Socialism on a Warming Planet. Verso, 2022.[Historiografia · referência bibliográfica]Não consultada nesta redação; usada apenas para indicar a posição geral do autor (crítica ao decrescimento), a conferir.
  12. 12Joel Kovel. The Enemy of Nature: The End of Capitalism or the End of the World?. Zed Books, Londres, 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]Não consultada nesta redação.
  13. 13Kohei Saito. Marx in the Anthropocene: Towards the Idea of Degrowth Communism. Cambridge University Press, 2023.[Historiografia · referência bibliográfica]Não consultada nesta redação.

Rede de relações

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP (assistida por IA)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.117 palavras · 13 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação inicial. Abertos nesta sessão: Declaração de Belém (Climate & Capitalism), texto de Löwy em Outras Palavras, Marx, Capital III cap. 47 (MIA), página do Manifesto Ecomodernista e verbetes da Wikipedia (ecossocialismo, ruptura metabólica, Gorz, mar de Aral, decrescimento). Pendentes: abrir o texto integral do Manifesto Ecossocialista de 2001 (não localizado em URL estável) e confirmar local de lançamento; conferir os dados do Aral em fonte primária; conferir data e conteúdo do Manifesto Ecomodernista; obras de Foster, Kovel, Saito e Huber não consultadas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Ecossocialismo. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/ecossocialismo.

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