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Exército Lulaacervo documental
Escola econômicaPublicado

Economia neoclássica

Tradição teórica nascida da revolução marginalista (1871–1874) e base da economia ensinada hoje na maior parte das universidades

Família de teorias que explica preços, produção e distribuição a partir de escolhas individuais na margem, sob restrições, coordenadas por mercados. Surgiu com Jevons, Menger e Walras (1871–1874), consolidou-se com Marshall e o equilíbrio geral e forma o núcleo do 'mainstream'.

Também: Escola neoclássica · Teoria neoclássica · Marginalismo (em sentido amplo) · Economia ortodoxa · Neoclassical economics

Índice e ficha

Economia neoclássica é o nome mais usado para a tradição teórica que, a partir dos anos 1870, passou a explicar o valor das mercadorias pela utilidade marginal e pela escassez, e não pelo trabalho ou pelo custo de produção, como fazia a economia política clássica. Seu núcleo é a análise de agentes (famílias e empresas) que escolhem sob restrições, e de mercados que coordenam essas escolhas por meio de preços 1.

O historiador do pensamento E. Roy Weintraub a resume em três pressupostos: as pessoas têm preferências racionais entre resultados; indivíduos maximizam utilidade e empresas maximizam lucro; e as pessoas agem de forma independente com base em informação completa e relevante 1. Essa é a versão "de manual"; boa parte da pesquisa posterior, informação assimétrica, economia comportamental, teoria dos jogos, consiste justamente em relaxar esses pressupostos sem abandonar o método de modelagem.

O termo tem história própria. Thorstein Veblen o empregou em 1900 para caracterizar a linha de Alfred Marshall como continuação modernizada dos clássicos 2. Hoje é usado de três modos: para o marginalismo do fim do século XIX e início do XX; para a microeconomia de equilíbrio do século XX; e, de forma frouxa, como sinônimo de "economia dominante" (mainstream). Este verbete distingue esses usos e não trata "neoclássico" como sinônimo de Capitalismo, de defesa do Mercado sem regulação ou de neoliberalismo.

Origem: a revolução marginalista (1871–1874)

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

Em poucos anos, três autores, trabalhando de forma independente, publicaram teorias do valor baseadas na utilidade marginal: William Stanley Jevons, inglês, com The Theory of Political Economy (1871); Carl Menger, austríaco, com os Princípios de economia política (Grundsätze, 1871); e Léon Walras, francês radicado em Lausanne, com os Elementos de economia política pura (1874) 3 4 5 6. A coincidência, chamada pelos historiadores de "revolução marginalista", é uma interpretação retrospectiva: os três diferiam em método (Walras matemático, Menger verbal e avesso à matematização), e houve precursores ignorados na época, como o alemão Hermann Heinrich Gossen, cuja obra Jevons reconheceu depois 3.

Jevons abriu seu livro criticando a ideia, que atribuía a Mill, de que nada restava a esclarecer nas leis do valor, e questionando que a sequência Smith–Ricardo–Mill tivesse dado a palavra final sobre o assunto 3. A explicação do paradoxo da água e do diamante tornou-se o exemplo didático: a água tem grande utilidade total, mas, por ser abundante, a utilidade da última unidade é baixa; com o diamante ocorre o inverso 6 7.

A nova teoria também mudou o objeto da disciplina: de "economia política", riqueza das nações e sua distribuição entre classes, para "economia" (economics), entendida como estudo da alocação de recursos escassos entre fins alternativos. O título do manual de Alfred Marshall, Principles of Economics (1890), registra a mudança 8.

Autores e vínculos: quem se dizia o quê

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

"Neoclássico" foi, de início, um rótulo de um crítico. Em "The Preconceptions of Economic Science" (1900), Veblen fala da "economia neoclássica" como a linha que estaria "em continuidade ininterrupta" com a economia clássica, e observa que a chamada escola austríaca é "dificilmente distinguível da neoclássica, a não ser pela diferente distribuição da ênfase" 2. A literatura especializada atribui a Veblen o primeiro uso do termo 9 1. Os autores assim classificados raramente se diziam "neoclássicos"; o rótulo foi aplicado retrospectivamente, e hoje é rejeitado por muitos austríacos, que se veem como escola distinta (ver Escola austríaca de economia).

Principais nomes e linhagens (classificação em grande parte retrospectiva):

  • Fundadores marginalistas: Jevons, Menger, Walras. Menger também é fundador da escola austríaca, que divergiu do método matemático.
  • Escola de Cambridge (Reino Unido): Alfred Marshall (Principles of Economics, 1890; 8ª ed. 1920), que apresentou preço como resultado das "duas lâminas da tesoura", oferta e demanda, e procurou continuidade com os clássicos 8 10; Arthur Cecil Pigou, que desenvolveu a economia do bem-estar e os tributos sobre efeitos externos.
  • Escola de Lausanne: Walras e Vilfredo Pareto (equilíbrio geral, ótimo de Pareto).
  • Equilíbrio geral e formalização (século XX): John R. Hicks (Value and Capital, 1939) 11; Paul Samuelson (Foundations of Economic Analysis, 1947) 12; Kenneth Arrow e Gerard Debreu, que demonstraram em 1954 condições para a existência de um equilíbrio competitivo 13. Hicks e Arrow receberam o prêmio de economia em memória de Nobel em 1972 "pelas contribuições pioneiras à teoria do equilíbrio econômico geral e à teoria do bem-estar" 14; Debreu, em 1983, por sua "reformulação rigorosa da teoria do equilíbrio geral" 15; Samuelson, em 1970 16.
  • Crescimento: Robert Solow, com o modelo de crescimento de 1956, premiado em 1987 17 18.

Muitos desses autores não se reconheceriam numa única "escola": Marshall era cético quanto à matematização excessiva; Pigou defendia intervenção pública; Samuelson se dizia keynesiano. Weintraub sustenta que "neoclássico" designa menos uma doutrina do que uma metateoria, um conjunto de regras para construir teorias 1.

Conceitos centrais

Formulação teóricaModelo econômico

Utilidade marginal e escolha. O valor de um bem para quem escolhe depende da utilidade da última unidade disponível; a demanda reflete essas valorações subjetivas. Com Pareto e, depois, Hicks e Samuelson, a utilidade passou a ser tratada como ordenação de preferências, sem necessidade de medir "prazer".

Custo de oportunidade e produtividade marginal. O custo de qualquer escolha é o valor da melhor alternativa abandonada. Na produção, a remuneração dos fatores (trabalho, capital, terra) tende, em concorrência, a igualar sua produtividade marginal, proposição que, para defensores, explica a distribuição da renda pelo mercado e, para críticos, naturaliza essa distribuição (ver "Controvérsia do capital").

Equilíbrio parcial e geral. Marshall analisou mercados um a um (equilíbrio parcial). Walras propôs um sistema em que todos os preços se determinam simultaneamente; Arrow e Debreu demonstraram, sob hipóteses fortes (convexidade, mercados completos, ausência de retornos crescentes), a existência desse equilíbrio 13.

Eficiência e bem-estar. Os "teoremas do bem-estar" afirmam que, sob essas hipóteses, todo equilíbrio competitivo é eficiente no sentido de Pareto e que qualquer alocação eficiente pode ser obtida por mercados após redistribuição adequada de dotações. São modelos: o primeiro teorema é usado como referência para identificar falhas de mercado (externalidades, bens públicos, monopólio, informação assimétrica), não como descrição de economias reais.

Falhas de mercado e informação. A teoria dos mercados com informação assimétrica, premiada em 2001 nas pessoas de George Akerlof, Michael Spence e Joseph Stiglitz 19, mostrou que mercados podem falhar mesmo sem intervenção estatal, um resultado usado para justificar regulação. Ver Concorrência e monopólio.

Método

Explicação conceitualDebate em aberto

O método característico é a modelagem matemática a partir de pressupostos sobre comportamento (otimização) e interação (equilíbrio), com teste empírico cada vez mais apoiado em econometria e, nas últimas décadas, em experimentos e quase-experimentos. Weintraub atribui parte da hegemonia neoclássica ao prestígio desse formato "científico" 1.

O estatuto dos pressupostos é disputado. Milton Friedman defendeu, em 1953, que uma teoria deve ser julgada por suas previsões, não pelo realismo das hipóteses 20. Daniel Hausman observa que modelos dominantes frequentemente estipulam racionalidade perfeita e informação completa, afirmações "claramente falsas" tomadas como idealizações, e que a unificação da macroeconomia com a microeconomia via "agentes representativos" satisfaz poucos economistas 7 21.

A síntese neoclássica

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

Depois da Teoria geral de Keynes (1936), John Hicks propôs, em 1937, o esquema que ficaria conhecido como IS-LM, traduzindo parte das ideias de Keynes para um modelo de equilíbrio 22. Paul Samuelson, em seu manual Economics (1ª ed. 1948), difundiu a combinação que chamou de síntese neoclássica: macroeconomia keynesiana para o curto prazo, com desemprego e políticas de estabilização, e microeconomia neoclássica para preços relativos e alocação no longo prazo 23 16. A síntese dominou o ensino até os anos 1970 e é tratada em detalhe no verbete Keynesianismo.

A controvérsia do capital de Cambridge

Debate em abertoFormulação teórica

Entre os anos 1950 e 1970, economistas de Cambridge, na Inglaterra, Joan Robinson, Piero Sraffa, Nicholas Kaldor, Luigi Pasinetti, Pierangelo Garegnani, debateram com economistas de Cambridge, Massachusetts, Paul Samuelson, Robert Solow, Franco Modigliani.

O ponto de partida foi um artigo de Robinson (1953–1954) que questionava como medir o "capital" agregado numa função de produção: bens de capital são heterogêneos, e somá-los exige preços, que por sua vez dependem da taxa de lucro que se quer explicar 24. Com base em Sraffa (1960), os ingleses mostraram que podem ocorrer retroca de técnicas (reswitching) e reversão do capital, uma técnica pode ser a mais lucrativa com juros baixos, deixar de sê-lo com juros intermediários e voltar a sê-lo com juros altos, o que contradiz a parábola segundo a qual juros mais baixos levam sempre a métodos mais intensivos em capital 25.

Em 1966, num artigo intitulado "A Summing Up", Samuelson reconheceu que o reswitching pode ocorrer e que a relação monotônica entre juro e intensidade de capital não vale em geral 26. Avi Cohen e Geoffrey Harcourt argumentam que a controvérsia foi a manifestação mais recente de disputas não resolvidas sobre três questões: como explicar e justificar o retorno do capital; a crítica de Robinson ao equilíbrio como ferramenta para analisar a acumulação no tempo; e o papel da ideologia quando resultados de modelos simples não são robustos 27. Weintraub, de posição favorável à tradição neoclássica, registra que a controvérsia foi "posta de lado" mais do que resolvida, e que o fundo era a teoria da distribuição: poder, para os pós-keynesianos; preços de fatores determinados no mercado, para os neoclássicos 1.

O peso prático do resultado é, ele próprio, debate em aberto: para críticos, mina a justificativa da renda do capital pela produtividade marginal; para defensores, afeta modelos agregados simples, não a teoria de equilíbrio geral desagregada, e casos de reswitching seriam empiricamente raros.

Economia comportamental: crítica interna

Evidência empíricaDebate em aberto

A economia comportamental incorporou à análise resultados da psicologia sobre como as pessoas efetivamente decidem. A teoria da perspectiva de Daniel Kahneman e Amos Tversky (1979) descreveu escolhas sob risco que violam a teoria da utilidade esperada, por exemplo, aversão a perdas e dependência do ponto de referência 28. Kahneman recebeu o prêmio de economia de 2002 "por ter integrado à ciência econômica percepções da pesquisa psicológica, especialmente sobre o julgamento humano e a tomada de decisão sob incerteza", dividido com Vernon Smith, premiado pela economia experimental 29; Richard Thaler, em 2017, "por suas contribuições à economia comportamental" 30.

É uma crítica interna: questiona o pressuposto de racionalidade, mas mantém o método de modelagem e foi absorvida pelos mesmos departamentos e periódicos. Daí a avaliação, comum entre críticos heterodoxos, de que o "mainstream" atual já não é estritamente neoclássico, e sim um campo plural que conserva o compromisso com modelos formais 31. Em 2013, o prêmio foi dividido entre Eugene Fama, conhecido pela hipótese dos mercados eficientes, e Robert Shiller, um de seus principais críticos, além de Lars Peter Hansen, exemplo de como o campo abriga posições opostas sobre o funcionamento dos mercados 32.

Propostas de política associadas

Proposta políticaPosição de outras organizações e correntes

O instrumental neoclássico não implica, por si, uma política. Exemplos de usos opostos:

  • Defesa da concorrência e do livre comércio, com base nos teoremas do bem-estar e na teoria do comércio internacional.
  • Tributos corretivos sobre externalidades (de Pigou à precificação de carbono), regulação de monopólios e de mercados com informação assimétrica 19.
  • Socialismo de mercado: nos anos 1930, Oskar Lange usou o equilíbrio walrasiano para argumentar que um órgão de planejamento poderia simular o mercado por tentativa e erro, em resposta à crítica de Mises, um uso socialista do aparato neoclássico 33. Ver Comparando sistemas econômicos.
  • Desenvolvimento e bem-estar: Amartya Sen, economista indiano premiado em 1998 por contribuições à economia do bem-estar 34, trabalhou dentro e na fronteira da tradição, ampliando a avaliação do bem-estar para além da renda.

A identificação entre "neoclássico" e neoliberalismo é frequente no debate público, mas mistura níveis: neoliberalismo é um projeto político e de políticas públicas (desregulamentação, privatização, abertura), formulado por redes intelectuais e governos, que se apoiou em argumentos neoclássicos, monetaristas e austríacos. Há neoclássicos que o defenderam e neoclássicos que o criticaram.

Um exemplo do uso político do termo em sentido oposto: em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, em 17 de janeiro de 2024, o presidente argentino Javier Milei criticou a "teoria econômica neoclássica" por oferecer um instrumental que, segundo ele, acaba "funcional à intromissão do Estado", porque a noção de falha de mercado justificaria intervenções, e afirmou que "não existe falha de mercado" 35. É um documento de posição política, filiado à leitura austríaca, não uma avaliação acadêmica.

Críticas externas

Avaliação críticaPosição de outras organizações e correntes
  • Marxista: Rudolf Hilferding (1904) respondeu à crítica de Böhm-Bawerk a Marx 36; Nikolai Bukharin escreveu A economia política do rentista contra a teoria austríaca da utilidade marginal, que via como ponto de vista do consumidor rentista afastado da produção 37. A objeção geral é que a teoria trata relações sociais historicamente específicas como escolhas individuais a-históricas. Ver Mais-valia.
  • Institucionalista: Veblen criticou a psicologia "hedonista" e a falta de uma teoria da mudança institucional 2.
  • Keynesiana e pós-keynesiana: a economia pode ficar presa em desemprego involuntário; o equilíbrio de longo prazo é pouco útil para economias monetárias sob incerteza (ver Keynesianismo).
  • Austríaca: apesar da origem comum em Menger, austríacos criticam o equilíbrio estático e a modelagem matemática, que ignorariam tempo, incerteza e o papel do empresário 10.
  • Feminista: o "homem econômico" abstrai o trabalho de cuidado e as relações de dependência, e trata a família como unidade sem conflito 38.
  • Ecológica: Nicholas Georgescu-Roegen argumentou que a economia é um processo sujeito à lei da entropia, ignorada pelo modelo de fluxo circular 39.
  • Estruturalista e dependentista: modelos de equilíbrio com pleno emprego e mobilidade de fatores descreveriam mal economias periféricas (ver Estruturalismo latino-americano).
  • Depois de 2008: a crise reavivou críticas à hipótese de mercados eficientes e aos modelos macroeconômicos sem setor financeiro; ver Crise financeira de 2008.

'Neoclássico', 'ortodoxo' e 'mainstream'

Explicação conceitualDebate em aberto

Daniel Hausman observa que a economia contemporânea é diversa e que mesmo a economia "ortodoxa" ou "mainstream" tem muitas variantes, de teoria pura a trabalho aplicado com teoria rudimentar, e convive com escolas heterodoxas (austríaca, marxista, pós-keynesiana, institucionalista) 7. Weintraub, em sentido contrário, sustenta que quase todos os economistas de hoje, inclusive os keynesianos, são neoclássicos no que aprendem e praticam 1. Colander, Holt e Rosser propuseram separar "neoclássico" (uma escola histórica) de "mainstream" (o que as instituições de elite da profissão consideram aceitável num dado momento), que teria se afastado do núcleo neoclássico 31.

Na prática, convém perguntar sempre: o termo está sendo usado para uma teoria específica do valor e do equilíbrio, para o ensino-padrão de economia ou como rótulo polêmico?

Legado e presença atual

Interpretação historiográfica

A microeconomia ensinada nos cursos de graduação de economia no mundo, inclusive no Brasil, é em grande parte de matriz neoclássica: demanda e oferta, teoria do consumidor e da firma, equilíbrio, bem-estar. Ferramentas dessa tradição são usadas por governos e organismos internacionais em análise de impacto regulatório, tributação, defesa da concorrência e comércio. Também na economia do desenvolvimento a tradição dialogou com o Sul global, de W. Arthur Lewis a Amartya Sen 40 34.

Ao mesmo tempo, o núcleo duro de 1950–1970 (agente plenamente racional, informação completa, equilíbrio competitivo) foi sendo relativizado por dentro: informação assimétrica, teoria dos jogos, comportamental, experimental, economia institucional 19 29. Se isso representa o fim da economia neoclássica ou sua capacidade de absorver críticas é uma pergunta em debate entre historiadores do pensamento 31.

Leituras recomendadas

Fatos documentados

Introdução geral: Weintraub 1; Hausman, "Philosophy of Economics" 7. Clássicos da tradição: Jevons (1871) 3, Marshall (1890) 8, Hicks (1939) 11. Controvérsia do capital: Cohen e Harcourt (2003) 27. Origem do termo: Veblen (1900) 2 e Aspromourgos (1986) 9. Crítica: Bukharin 37; Ferber e Nelson 38.

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

Cronologia

  1. 1871

    Jevons publica The Theory of Political Economy; Menger publica os Grundsätze.3

  2. 1874

    Walras publica a primeira parte dos Éléments d'économie politique pure.5

  3. 1890

    Alfred Marshall publica Principles of Economics.8

  4. 1900

    Veblen usa o termo 'neoclássico' no Quarterly Journal of Economics.2

  5. 1939

    Hicks publica Value and Capital.11

  6. 1954

    Arrow e Debreu demonstram a existência de equilíbrio competitivo.13

  7. 1966

    Samuelson admite o reswitching em 'A Summing Up'.26

  8. 1979

    Kahneman e Tversky publicam a teoria da perspectiva.28

  9. 2002

    Kahneman recebe o prêmio de economia em memória de Nobel.29

Bibliografia comentada

  • E. Roy Weintraub. Neoclassical Economics

    Verbete curto e claro de um historiador do pensamento favorável à tradição; útil para os pressupostos e para a visão 'de dentro'.

  • Daniel M. Hausman. Philosophy of Economics

    Discussão filosófica dos pressupostos, da idealização e da pluralidade do 'mainstream'.

  • Avi J. Cohen; G. C. Harcourt. Retrospectives: Whatever Happened to the Cambridge Capital Theory Controversies? (2003)

    Melhor porta de entrada para a controvérsia do capital de Cambridge, escrita por dois autores simpáticos ao lado inglês.

  • David Colander; Richard P. F. Holt; J. Barkley Rosser Jr.. The Changing Face of Mainstream Economics (2004)

    Argumenta que 'mainstream' e 'neoclássico' deixaram de coincidir.

  • Marianne A. Ferber; Julie A. Nelson (orgs.). Beyond Economic Man: Feminist Theory and Economics (1993)

    Coletânea fundadora da crítica feminista ao 'homem econômico'.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1E. Roy Weintraub. Neoclassical Economics. The Concise Encyclopedia of Economics (Liberty Fund, Econlib).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto de historiador do pensamento econômico (Duke) que defende o programa neoclássico; atribui o termo a Veblen.
  2. 2Thorstein Veblen. The Preconceptions of Economic Science, parte III. Quarterly Journal of Economics, v. 14 (transcrição no arquivo de história do pensamento econômico da McMaster University), 1900.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto em que Veblen emprega 'neo-classical' para a linha que continua a economia clássica (Marshall). A primazia do termo é afirmada pela literatura (Aspromourgos 1986), não conferida nesta redação.
  3. 3William Stanley Jevons. The Theory of Political Economy, prefácios e nota sobre Gossen (3ª ed., Econlib). Liberty Fund, Econlib, 1871.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 4Carl Menger. Grundsätze der Volkswirthschaftslehre (Princípios de economia política). 1871.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  5. 5Léon Walras. Éléments d'économie politique pure. 1874.[Fonte primária · referência bibliográfica]Primeira parte em 1874; segunda em 1877.
  6. 6Editores da Encyclopaedia Britannica. Austrian school of economics. Britannica Money.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  7. 7Daniel M. Hausman. Philosophy of Economics. Stanford Encyclopedia of Philosophy (revisão substantiva de 2018).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Alfred Marshall. Principles of Economics (8ª ed., 1920), Econlib. Liberty Fund, Econlib, 1890.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado só para datas da 1ª edição (1890) e da 8ª (1920).
  9. 9Tony Aspromourgos. On the Origins of the Term 'Neoclassical'. Cambridge Journal of Economics, 1986.[Historiografia · referência bibliográfica]
  10. 10Peter J. Boettke. Austrian School of Economics. The Concise Encyclopedia of Economics (Liberty Fund, Econlib).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Autor da própria escola (George Mason University; editor da Review of Austrian Economics): autodescrição de um participante, não avaliação externa.
  11. 11John R. Hicks. Value and Capital. 1939.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  12. 12Paul A. Samuelson. Foundations of Economic Analysis. 1947.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  13. 13Kenneth J. Arrow; Gerard Debreu. Existence of an Equilibrium for a Competitive Economy. Econometrica, 1954.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  14. 14Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel 1972, John R. Hicks e Kenneth J. Arrow (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  15. 15Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel 1983, Gerard Debreu (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  16. 16The Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel 1970, Paul A. Samuelson (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  17. 17Robert M. Solow. A Contribution to the Theory of Economic Growth. Quarterly Journal of Economics, 1956.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  18. 18Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel 1987, Robert M. Solow (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  19. 19Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel 2001, Akerlof, Spence e Stiglitz (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  20. 20Milton Friedman. The Methodology of Positive Economics (em Essays in Positive Economics). 1953.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  21. 21Alan P. Kirman. Whom or What Does the Representative Individual Represent?. Journal of Economic Perspectives, 1992.[Historiografia · referência bibliográfica]
  22. 22John R. Hicks. Mr. Keynes and the 'Classics': A Suggested Interpretation. Econometrica, 1937.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  23. 23Paul A. Samuelson. Economics: An Introductory Analysis (1ª ed. 1948; edições sucessivas). 1948.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  24. 24Joan Robinson. The Production Function and the Theory of Capital. Review of Economic Studies, 1953–1954.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  25. 25Piero Sraffa. Production of Commodities by Means of Commodities. Cambridge University Press, 1960.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  26. 26Paul A. Samuelson. A Summing Up. Quarterly Journal of Economics, v. 80, n. 4, p. 568–583 (registro no RePEc/IDEAS), 1966.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado o registro com o sumário (reswitching, reverse capital deepening); o artigo não foi lido.
  27. 27Avi J. Cohen; G. C. Harcourt. Retrospectives: Whatever Happened to the Cambridge Capital Theory Controversies?. Journal of Economic Perspectives (inverno de 2003), 2003.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultada a página do artigo com o resumo; o texto integral não foi lido.
  28. 28Daniel Kahneman; Amos Tversky. Prospect Theory: An Analysis of Decision under Risk. Econometrica, 1979.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  29. 29Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel 2002, Daniel Kahneman e Vernon L. Smith (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  30. 30Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel 2017, Richard H. Thaler (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  31. 31David Colander; Richard P. F. Holt; J. Barkley Rosser Jr.. The Changing Face of Mainstream Economics. Review of Political Economy, 2004.[Historiografia · referência bibliográfica]
  32. 32Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel 2013, Fama, Hansen e Shiller (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  33. 33Oskar Lange. On the Economic Theory of Socialism. Review of Economic Studies, 1936–1937.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  34. 34Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel 1998, Amartya Sen (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  35. 35Javier Milei (presidente da Argentina). Palabras del Presidente de la Nación, Javier Milei, en la 54° Reunión Anual del Foro Económico Mundial, en Davos (17 de janeiro de 2024). Casa Rosada, Presidência da Nação Argentina, 2024.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Documento de um chefe de Estado em exercício: vale como registro do uso político de ideias econômicas, não como fonte sobre a teoria.
  36. 36Rudolf Hilferding. Böhm-Bawerks Marx-Kritik (A crítica de Böhm-Bawerk a Marx). 1904.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  37. 37Nikolai Bukharin. A economia política do rentista (crítica da escola austríaca; escrita em 1914, publicada em 1919).[Fonte primária · referência bibliográfica]
  38. 38Marianne A. Ferber; Julie A. Nelson (orgs.). Beyond Economic Man: Feminist Theory and Economics. 1993.[Historiografia · referência bibliográfica]
  39. 39Nicholas Georgescu-Roegen. The Entropy Law and the Economic Process. 1971.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  40. 40Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel 1979, Theodore W. Schultz e Sir Arthur Lewis (resumo). NobelPrize.org.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]

Rede de relações

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  • KeynesianismoEscola econômicaSíntese neoclássica e controvérsia do capital. Fonte: Mr. Keynes and the 'Classics': A Suggested Interpretation

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação assistida por IA (Claude)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.514 palavras · 40 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir de Veblen (1900, transcrição McMaster), Weintraub e Boettke (Econlib), Hausman (SEP), Jevons e Marshall (Econlib), resumos de prêmios (NobelPrize.org), Cohen-Harcourt e Samuelson (páginas de registro) e discurso de Milei (Casa Rosada). Pendências: Aspromourgos, Arrow-Debreu, Hicks, Samuelson (1947, manual), Robinson, Lange, Bukharin, Hilferding e Colander et al. não consultados; conferir a edição do manual de Samuelson em que aparece 'síntese neoclássica'.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Economia neoclássica. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/economia-neoclassica.

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