Utopia (Thomas More)
Diálogo humanista em latim sobre uma ilha imaginária (Lovaina, 1516)
Livro em latim do humanista inglês Thomas More, impresso em Lovaina em 1516, que descreve uma ilha imaginária sem propriedade privada. Deu nome ao gênero utópico; é antecedente lido retrospectivamente, não obra socialista no sentido moderno.
Também: Utopia · Libellus vere aureus, nec minus salutaris quam festivus, de optimo rei publicae statu deque nova insula Utopia
Índice e ficha
- Autoria
- Título original
- Libellus vere aureus, nec minus salutaris quam festivus, de optimo rei publicae statu deque nova insula Utopia
- Publicação original
- dezembro de 1516, Lovaina (Dirk Martens)
- Idioma original
- Latim
- Direitos
- Texto original (1516) em domínio público.
- Onde ler
- Em inglês (tradução de Gilbert Burnet, 1684, ed. Henry Morley), Project GutenbergDomínio público nos EUA, segundo o Project Gutenberg; texto e tradução do século XVII.
- Período
- 1516
- Área
- Socialismo
- Regiões
- Europa, Internacional
- Temas
- Teoria e conceitos, Economia e organização social, Cultura, artes e vida cotidiana
Utopia é o livro que o humanista e jurista inglês Thomas More (1478–1535) concluiu em 1516 e entregou a Erasmo de Roterdã, que cuidou da primeira impressão, feita em Lovaina, nos Países Baixos dos Habsburgo, no fim daquele ano, pelo impressor Dirk Martens 1 2. O título completo, em latim, anuncia um "livrinho verdadeiramente de ouro, não menos útil que divertido, sobre o melhor estado de uma república e sobre a nova ilha de Utopia" 1.
Na primeira parte, More conversa com um viajante fictício, Rafael Hitlodeu, que critica a pena de morte para o furto, os cercamentos de terras e o gosto dos reis pela guerra. Na segunda, Hitlodeu descreve a ilha de Utopia, onde não há propriedade privada, todos trabalham cerca de seis horas por dia e os bens ficam em depósitos comuns 1 3. A mesma sociedade, porém, mantém escravos, contrata mercenários e toma terras de povos vizinhos.
Este verbete trata a obra como antecedente: um texto que socialistas posteriores leram como precursor (a enciclopédia distingue esse tipo de aproximação retrospectiva do Socialismo moderno, nascido no século XIX com o movimento operário). Ver também Socialismo utópico.
Autoria e contexto
Thomas More nasceu em Londres em 1478 e foi executado em 1535 4. Advogado, humanista ligado a Erasmo e homem de Estado, chegou ao cargo de lorde chanceler de Henrique VIII; rompeu com o rei na crise religiosa que levou à separação da Igreja da Inglaterra de Roma e foi decapitado. Kautsky, em sua biografia de 1888, dedica capítulos à atuação política de More, inclusive ao seu conflito com o luteranismo e com a monarquia 5. A enciclopédia ainda não tem verbete próprio sobre More (ver "ids sugeridos" no relatório editorial).
A obra nasce no ambiente do humanismo cristão do início do século XVI. More dirige cartas a Pieter Gillis (Peter Giles), secretário municipal de Antuérpia, e a Hieronymus van Busleyden, conselheiro de Carlos V; essas cartas, impressas com o livro, dão verossimilhança à ilha fictícia 1. Gillis aparece no diálogo como quem apresenta Hitlodeu a More 1.
O contexto social que o livro critica inclui os cercamentos (enclosures), a transformação de terras de lavoura em pastos de ovelhas, que expulsava camponeses, e a punição do furto com a forca. É desse trecho a imagem das ovelhas que, segundo Hitlodeu, passaram a "devorar homens", despovoando aldeias e vilas 3.
Publicação original e edições
- 1516, Lovaina: concluído em setembro de 1516, o manuscrito foi enviado a Erasmo, que pensou em seu impressor habitual, Dirk Martens; a primeira edição saiu no fim de dezembro de 1516 2 1.
- 1518, Basileia: edição revista por More, impressa em novembro de 1518 1.
- 1551: primeira tradução inglesa, de Ralph Robinson, seguida de uma segunda versão do mesmo tradutor em 1556; a tradução de Gilbert Burnet (1684) tornou-se a mais citada em inglês 1 3.
O nome da ilha vem do grego ou ("não") e topos ("lugar"): "lugar nenhum". Em inglês, a pronúncia coincide com eutopia ("lugar bom"), ambiguidade que o próprio livro explora num poema anexo. O primeiro nome que More usou para a ilha foi Nusquama, de um advérbio latino que também significa "em lugar nenhum" 1. A palavra "utopia" passou depois a designar todo um gênero literário e, em sentido corrente, qualquer projeto considerado irrealizável.
Estrutura
Livro I, o diálogo do conselho. Narrado por More, encena uma conversa em Antuérpia com Gillis e Hitlodeu. O viajante critica práticas europeias, a pena capital para ladrões, os cercamentos, a disposição dos reis para a guerra, e discute se um filósofo deve servir como conselheiro de príncipes 1.
Livro II, o discurso sobre Utopia. Hitlodeu descreve a ilha onde diz ter vivido cinco anos: geografia, cidades, magistrados, ofícios, costumes, viagens, escravos, casamento, guerra e religiões 1 3. No fecho, More, como personagem, diz não concordar com tudo o que ouviu, mas admite que há muitas coisas na república de Utopia que mais deseja do que espera ver adotadas nos governos europeus 3.
O livro vinha acompanhado de cartas, poemas, um alfabeto e um mapa da ilha, que reforçam o jogo entre verossimilhança e ficção 1.
A sociedade da ilha
O que segue descreve a ficção, não um programa defendido por More (ver a seção sobre interpretações).
- Propriedade comum. Não há propriedade privada. Cada cidade tem mercados onde os bens ficam guardados por tipo; as famílias retiram o de que precisam sem pagar nem dar nada em troca 3.
- Trabalho. Todos aprendem agricultura e ao menos outro ofício; a jornada é de seis horas, três antes e três depois do almoço, e o resto do tempo é livre, muitas vezes dedicado à leitura 3 1.
- Desprezo pelo ouro. Ouro e prata servem para fazer penicos e as correntes dos escravos, uma forma de tornar esses metais sinal de infâmia 3.
- Religião. Convivem várias religiões e há uma prece comum que afirma a tolerância; mas quem nega a imortalidade da alma ou a providência não pode receber honras nem cargos públicos 3 1.
- Família e costumes. O divórcio existe, mas depende de autorização do Senado e é raro; o adultério é punido com escravidão; doentes incuráveis em sofrimento são incentivados por sacerdotes e magistrados a abreviar a vida 3.
Escravidão, guerra e colonização: o que não idealizar
A ilha de Utopia não é uma sociedade sem dominação. Cada casa de campo tem dois escravos 1. Segundo a tradução de Burnet, os escravos são sobretudo condenados por crimes, entre eles utopianos, tratados com mais dureza, e estrangeiros condenados à morte que os utopianos compram barato; trabalham continuamente, acorrentados, e o escravo que se rebela é morto. Pobres de países vizinhos também podem oferecer-se para servir e recebem tratamento melhor 3. O resumo da Wikipédia inclui ainda prisioneiros de guerra entre as fontes de escravos 1; a tradução de Burnet limita esse caso aos capturados em batalha 3, diferença a conferir no original latino.
A guerra é declarada coisa brutal, mas os utopianos a fazem: preferem suborno, intriga e estratagema, e contratam mercenários de um povo vizinho, os zapoletas 3. Quando a população cresce, fundam colônias em terras vizinhas que julgam mal aproveitadas; se os nativos recusam, são expulsos, com uso da força se resistirem, sob o argumento de que a lei da natureza dá direito a terras não cultivadas 3. Esse argumento seria retomado, em outros contextos, para justificar a colonização europeia, o que torna a passagem incômoda para leituras celebratórias.
Por isso a enciclopédia evita apresentar Utopia como "comunismo" ou "socialismo" avant la lettre. A propriedade comum convive, no texto, com hierarquia, trabalho forçado, vigilância dos costumes e expansão territorial.
Conceitos e temas
- Crítica da propriedade. O livro associa a propriedade privada à miséria e ao crime e apresenta a posse comum como condição de uma vida ordenada. É esse núcleo que leitores socialistas destacaram 6.
- O melhor regime. O título retoma uma pergunta da filosofia política clássica, qual é a melhor forma de república, em diálogo com Platão e com o humanismo 1.
- Conselho ao príncipe. O Livro I discute se o intelectual deve servir ao poder, tema caro aos humanistas e à biografia do próprio More 1.
- Trabalho e tempo livre. A redução da jornada e a universalidade do trabalho manual aparecem como meios de sustentar a todos com menos esforço 3.
Antecedente, não socialismo moderno
A enciclopédia distingue três coisas: (1) antecedentes, ideias, comunidades ou textos anteriores que tratam de bens comuns ou igualdade; (2) aproximações retrospectivas, quando autores posteriores escolhem esses antecedentes como precursores; e (3) o movimento socialista propriamente dito, que surge no século XIX ligado à indústria, ao trabalho assalariado e à organização operária.
Utopia pertence às duas primeiras categorias. Não há em More classe operária industrial, partido, programa de transformação nem teoria da história; a ilha é uma ficção num diálogo humanista, escrita por um católico que mais tarde perseguiu protestantes e morreu fiel a Roma 5. Mesmo Kautsky, que o leu como precursor, escreveu que as bases do socialismo de More são modernas, mas vêm recobertas de muito que não é moderno 6.
A classificação de Saint-Simon, Fourier e Owen como "socialistas utópicos", feita por Engels no século XIX 7, é coisa diferente: refere-se a autores do início da era industrial (ver Socialismo utópico e Do socialismo utópico ao socialismo científico). O uso da palavra "utopia" liga as duas coisas, mas não faz de More um socialista do século XIX.
Recepção e leituras
Leitura socialista (Kautsky). Em 1888, Karl Kautsky publicou Thomas More und seine Utopie, traduzido para o inglês em 1927 5. O livro situa More entre o surgimento do capitalismo e do Estado moderno, a questão da terra, o poder da Igreja e o humanismo, e dedica a terceira parte a "More como economista e socialista", ao modo de produção, às famílias e à política dos utopianos 5. Na introdução, Kautsky põe More e Thomas Münzer "no limiar do socialismo" e discute qual dos dois inaugura a história do socialismo 6. A Wikipédia resume que Kautsky ligou a crítica dos cercamentos a uma atitude crítica diante do capitalismo nascente e que teóricos marxistas posteriores consideraram as ideias de More simples demais 1.
Sátira ou projeto? Boa parte dos estudiosos lê o livro como comentário ou crítica da Europa cristã do século XVI, e não como planta de uma sociedade a construir; vários traços da ilha (divórcio, eutanásia, sacerdotes casados) contrariam a doutrina católica que More defendia 1. Entre as leituras resumidas pela Wikipédia: J. H. Hexter viu no livro uma crítica ao humanismo cristão; Quentin Skinner leu Hitlodeu como a voz platônica e More como a voz pragmática, ciceroniana, que julgaria o comunismo inalcançável 1. Essas são interpretações concorrentes, ainda em debate.
O gênero. A obra deu nome a um gênero literário (as utopias) e, por oposição, às distopias. Não é correto, porém, atribuir a More a origem das comunidades socialistas do século XIX, que tiveram outras fontes.
Traduções em português
A tradutora e pesquisadora Denise Bottmann levantou em 2016 as traduções brasileiras legítimas da obra 8:
- 1937, Athena Editora, tradução de Luís de Andrade (com muitas reedições; Bottmann suspeita que o nome seja pseudônimo).
- 1980, Editora da UnB, tradução de Anah de Melo Franco, com apresentação de Afonso Arinos de Melo Franco; reedição em 2004.
- 1993, Martins Fontes, tradução de Jefferson Luiz Camargo e Marcelo Brandão Cipolla (3ª edição revista e ampliada em 2009).
- 1997, L&PM, tradução de Paulo Neves.
- 2016, Vozes, tradução de Leandro Dorval Cardoso, que Bottmann apontava como a única feita do latim até então.
Bottmann registra também edições que reproduziam traduções alheias sob outro nome, retiradas de circulação ou contestadas 8, razão para conferir o tradutor antes de indicar uma edição. Há ainda uma edição Penguin-Companhia (2018), com introdução de Dominic Baker-Smith; a página da editora consultada não informa o tradutor 9. Uma edição bilíngue latim-português da Autêntica circula como tradução direta do latim, mas a redação não conseguiu confirmar o tradutor e por isso não a detalha.
Direitos e onde ler legalmente
O texto latino de 1516 e as traduções inglesas antigas (Robinson, 1551; Burnet, 1684) estão em domínio público. Traduções modernas, em qualquer língua, têm direitos próprios.
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Paráfrase
“há muitas coisas na república de Utopia que eu mais desejo do que espero ver seguidas em nossos governos”
many things in the commonwealth of Utopia that I rather wish, than hope, to see followed in our governments
Fecho do Livro II, na voz do personagem More.
Tradução livre da redação a partir da tradução inglesa de Gilbert Burnet (1684); não é citação de edição publicada em português.
Fonte: Utopia (tradução de Gilbert Burnet, 1684; ed. Henry Morley)
- Paráfrase
“As bases do seu socialismo são modernas, mas estão recobertas de muito que não é moderno.”
The bases of his socialism are modern, but they are overlaid by so much that is not modern.
Karl Kautsky, Thomas More and his Utopia, introdução (tradução inglesa de H. J. Stenning, 1927).
Tradução livre da redação a partir da versão inglesa.
Cronologia
1478
Nascimento de Thomas More, em Londres.4
setembro de 1516
More conclui o livro e o envia a Erasmo.1
dezembro de 1516
Primeira edição, impressa por Dirk Martens em Lovaina.2
novembro de 1518
Edição revista impressa em Basileia.1
1535
Execução de More.4
1551
Primeira tradução inglesa, de Ralph Robinson.1
1684
Tradução inglesa de Gilbert Burnet.3
1888
Kautsky escreve Thomas More und seine Utopie.5
1937
Primeira tradução brasileira (Athena Editora, Luís de Andrade).8
Bibliografia comentada
Thomas More. Utopia (tradução de Gilbert Burnet, 1684; ed. Henry Morley)
Texto integral em inglês, em domínio público (tradução de Burnet). Ponto de partida para ler a obra sem intermediários.
Karl Kautsky. Thomas More and his Utopia (índice e ficha) (1888 (trad. inglesa de H. J. Stenning, A. C. Black, 1927))
A leitura socialista clássica: More entre o capitalismo nascente, a Igreja e o humanismo. Útil para entender como o socialismo do século XIX construiu seus precursores.
Denise Bottmann. a utopia no brasil (2016)
Mapa das traduções brasileiras e alerta sobre edições plagiadas; ajuda a escolher uma tradução confiável.
Utopia (book)
Panorama de edições e interpretações (sátira, humanismo cristão, Skinner, leituras católicas e marxistas), com bibliografia para aprofundar.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Utopia (book). Wikipedia (inglês).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada para dados de publicação, estrutura e resumo das interpretações (Hexter, Skinner, Kautsky). Conferir com bibliografia especializada.
- 2Dirk Martens. Wikipedia (inglês).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Cita Schulte Herbrüggen (1997) e a Cambridge History of the Book in Britain para a impressão de dezembro de 1516.
- 3Thomas More. Utopia (tradução de Gilbert Burnet, 1684; ed. Henry Morley). Project Gutenberg.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto lido para jornada, mercados, ouro, escravos, colônias, guerra, religião, divórcio e fecho do Livro II.
- 4Thomas More; ed. Henry Morley. Utopia, by Saint Thomas More (ficha do e-book nº 2130). Project Gutenberg.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Ficha registra More (1478–1535) e status de domínio público nos EUA.
- 5Karl Kautsky. Thomas More and his Utopia (índice e ficha). Marxists Internet Archive, 1888 (trad. inglesa de H. J. Stenning, A. C. Black, 1927).[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 6Karl Kautsky. Thomas More and his Utopia, Introdução. Marxists Internet Archive, 1888.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 7Friedrich Engels. Socialism: Utopian and Scientific, parte I. Marx/Engels Internet Archive, 1880.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 8Denise Bottmann. a utopia no brasil. Blog da autora (Goodreads), 22/12/2016, 2016.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Levantamento de traduções brasileiras e de plágios; blog pessoal de pesquisadora de tradução, conferir fichas catalográficas.
- 9Utopia, Thomas More (Penguin-Companhia, 2018). Companhia das Letras.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Página não informa o tradutor; introdução de Dominic Baker-Smith; 216 p.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
relacionado a
- Socialismo utópicoConceitoO nome do gênero vem do livro; a classificação de Engels refere-se a autores do século XIX. Fonte: Utopia (book)
- Karl Kautsky (verbete planejado)PessoaAutor de Thomas More und seine Utopie (1888). Fonte: Thomas More and his Utopia (índice e ficha)
- SocialismoConceitoAntecedente lido retrospectivamente, não obra socialista.
- Propriedade socialConceitoPropriedade comum na ficção.
- Do socialismo utópico ao socialismo científicoObraFonte: Socialism: Utopian and Scientific, parte I
- O socialismo acaba com toda propriedade?Pergunta e guia
Compartilhe
Peças para as redes
Geradas a partir deste verbete. Cada peça leva o endereço do verbete, onde ficam as fontes e o contexto.
Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP (assistida por IA)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 1.866 palavras · 9 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir do texto inglês de Burnet (Gutenberg), Wikipédia (Utopia; Dirk Martens), Kautsky (índice e introdução no MIA), levantamento de Denise Bottmann e página da Penguin-Companhia. Pendências: conferir no original latino a lista de fontes de escravos (divergência Burnet × resumo da Wikipédia); conferir datas de Basileia 1518 e a edição parisiense de 1517 (omitida por falta de fonte); tradutor da edição Penguin-Companhia e da edição bilíngue da Autêntica; leituras de Hexter e Skinner resumidas de fonte terciária, conferir nas obras; criar pessoa:thomas-more no catálogo.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
Encontrou um erro? Escreva pela página de correções citando o verbete e a seção. Correções ficam registradas neste histórico.
Como citar: Utopia (Thomas More). In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/utopia-de-thomas-more.
Continue explorando
Socialismo utópico
Os primeiros socialismos (c. 1800–1850), seus antecedentes e a história de um rótulo polêmico
Socialismo
Família de ideias, movimento político e projeto de sociedade
Propriedade social
Quem possui, quem decide e quem se apropria dos resultados dos meios de produção
Do socialismo utópico ao socialismo científico
Folheto de Friedrich Engels extraído do Anti-Dühring (1880)
O socialismo acaba com toda propriedade?
Propriedade pessoal, propriedade dos meios de produção e o que as experiências fizeram