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InstituiçãoPublicado

Tribunal de Segurança Nacional (TSN)

Tribunal de exceção da Era Vargas (1936–1945)

Tribunal criado pela Lei nº 244, de 11/9/1936, como órgão da Justiça Militar para julgar os acusados dos levantes de 1935. Tornou-se jurisdição autônoma e permanente no Estado Novo, julgou comunistas, integralistas, liberais e crimes contra a "economia popular", e foi extinto em novembro de 1945.

Também: TSN · Tribunal de Segurança · Tribunal especial (Constituição de 1937, art. 122, nº 17) · Justiça de defesa do Estado

Índice e ficha

O Tribunal de Segurança Nacional (TSN) foi instituído pela Lei nº 244, de 11 de setembro de 1936, "como orgão da Justiça Militar", para funcionar no Distrito Federal "sempre que fôr decretado o estado de guerra" 1. Seu alvo imediato eram os acusados dos levantes de novembro de 1935 em Natal, Recife e Rio de Janeiro, ver Levante comunista de 1935 2.

Criado sob o governo constitucional de Getúlio Vargas, com o Congresso funcionando, o tribunal foi transformado depois do golpe de 10 de novembro de 1937 numa jurisdição especial autônoma e permanente, a "justiça de defesa do Estado" do Estado Novo 2 3. Julgou dirigentes comunistas como Luís Carlos Prestes, integralistas, opositores liberais e, a partir de 1938, acusados de crimes contra a "economia popular" 2 4. Foi extinto em novembro de 1945 5.

Criação (1936): um tribunal especial sob uma Constituição que os vedava

Fatos documentadosDocumento de época

Em julho de 1936, Vargas enviou ao Congresso mensagem pedindo um tribunal especial para processar os envolvidos na revolta de 1935. A Constituição de 1934 vedava tribunais de exceção e previa que, em caso de guerra, os processos fossem julgados pelo Supremo Tribunal Militar. O caminho foi aberto pela emenda nº 1, de 18 de dezembro de 1935, que permitia ao Congresso autorizar o presidente a declarar a "comoção intestina grave, com finalidades subversivas das instituições políticas e sociais, equiparada ao estado de guerra", estado que vigorava desde 21 de março de 1936 2. Apesar da resistência de alguns parlamentares, a lei foi aprovada como órgão da Justiça Militar em 11 de setembro de 1936 2. O verbete do DHBB sobre o Estado Novo qualifica a criação como "manifestamente inconstitucional" 6.

O texto da Lei nº 244 previa 1:

  • Funcionamento condicionado: o tribunal funcionaria no Distrito Federal enquanto vigorasse o estado de guerra "e até que ultime o processo dos crimes de sua competencia" (art. 1º).
  • Composição: cinco juízes nomeados livremente pelo presidente da República, dois oficiais do Exército ou da Armada, dois civis "de reconhecida competencia juridica" e um magistrado civil ou militar, que presidiria; durante o funcionamento, os juízes não podiam ser demitidos nem ter vencimentos reduzidos (art. 2º).
  • Competência: julgar em primeira instância militares e civis por crimes contra a segurança externa da República previstos nas Leis nº 38 e nº 136, de 1935, quando praticados "em concerto, com auxilio ou sob a orientação de organizações estrangeiras ou internacionaes", por crimes contra as instituições militares e pelos crimes "com finalidades subversivas" que dessem causa à comoção intestina equiparada ao estado de guerra (art. 3º).

A Lei nº 38, de 4 de abril de 1935, a primeira Lei de Segurança Nacional, definia os crimes contra a ordem política e social 7. Para Heleno Fragoso, ela inaugurou o critério de deslocar os crimes políticos para leis especiais, "com o abandono de garantias processuais" 8.

Em 29 de setembro de 1936 foram nomeados Frederico de Barros Barreto (presidente), Raul Campelo Machado, Antônio Pereira Braga, o capitão de mar e guerra Alberto Lemos Bastos e o coronel Luís Carlos da Costa Neto; Honorato Himalaia Virgulino foi nomeado procurador 2.

Do estado de guerra à "justiça de defesa do Estado" (1937–1942)

Fatos documentadosDocumento de época

Subordinado ao Supremo Tribunal Militar, que julgava as apelações, o TSN era visto pelo governo como "inconveniente", porque aquela corte estava "adstrita ao sistema de provas legais" 2. A Constituição outorgada em 10 de novembro de 1937 adotou outra fórmula. Seu art. 122, nº 17, determinou que os crimes contra "a existência, a segurança e a integridade do Estado, a guarda e o emprego da economia popular" fossem julgados "perante Tribunal especial"; o art. 172 previu "justiça e processo especiais" para os crimes contra a segurança do Estado; o art. 141 equiparou os crimes contra a economia popular aos crimes contra o Estado 9.

O Decreto-Lei nº 88, de 20 de dezembro de 1937, manteve o TSN em funcionamento "até a organização da justiça de defesa do Estado", suprimiu a limitação do art. 1º da Lei nº 244 (o vínculo com o estado de guerra), deu-lhe sede no Distrito Federal e "jurisdição em todo o país" e elevou a seis o número de juízes, dois magistrados civis, um magistrado militar, um oficial do Exército, um da Armada e um advogado, todos de livre nomeação; junto ao tribunal funcionariam um procurador e até cinco adjuntos, também de livre nomeação e demissão 3. Segundo o DHBB, o tribunal passou a conhecer dos habeas corpus em favor de acusados de crimes de sua competência 2.

O processo foi regulado pelo Decreto-Lei nº 474, de 8 de junho de 1938 2; Fragoso menciona também os Decretos-Leis nº 428, de 16 de maio de 1938, e "nº 774, de 8 de junho de 1938", mesma data atribuída pelo DHBB ao nº 474, o que sugere erro de numeração numa das fontes, e chama o TSN de "uma de nossas mais terríveis e monstruosas experiências judiciárias" 8. Em 1942, com a entrada iminente do país na Segunda Guerra Mundial, o Decreto-Lei nº 4.766, de 1º de outubro, separou os crimes militares dos crimes contra a segurança do Estado 2; a Lei Constitucional nº 7, de 30 de setembro de 1942, deu ao art. 173 da Carta a redação que nomeava expressamente o Tribunal de Segurança Nacional 9.

Rito sumário e "livre convicção"

Interpretação historiográficaResultado de pesquisa

Os estudos sobre o TSN destacam que seu desenho afastava garantias processuais. Cattoni de Oliveira e Siqueira, retomando Karl Loewenstein, observam que os juízes podiam julgar por "livre convicção", sem vinculação a regras formais de prova 10 11. O próprio DHBB registra que a autonomização de 1937 foi motivada pela inconveniência de um tribunal superior "adstrito ao sistema de provas legais" 2.

Os mesmos autores usam Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, como fonte sobre a percepção social do tribunal: Graciliano foi preso em 1936 sem acusação formal; seu advogado, Sobral Pinto, peticionou ao TSN para que esclarecesse a situação de presos nunca acusados, e o tribunal não respondeu; o escritor foi solto em janeiro de 1937 sem processo 10 12. A literatura jurídica sobre os crimes políticos da Era Vargas aproxima esse modelo do direito penal político italiano do fascismo 13.

Principais julgamentos

Fatos documentados

O tribunal julgou em três frentes principais: os acusados de 1935, integralistas e liberais a partir de 1938, e os crimes contra a economia popular.

Os processos de 1935: Prestes, Berger e os "cabeças" do levante

Fatos documentados

A denúncia contra os líderes do movimento de 1935 coube ao procurador Honorato Himalaia Virgulino; o relatório do inquérito policial, preparado pelo delegado Eurico Bellens Porto, foi publicado 14. Prestes recusou-se a constituir advogado; a Ordem dos Advogados nomeou Heráclito Sobral Pinto para defendê-lo 14. O julgamento dos principais acusados ocorreu em 7 de maio de 1937, e Prestes recebeu pena de 16 anos e oito meses de prisão. Em 8 de setembro de 1937 o Supremo Tribunal Militar julgou a apelação dos "cabeças" do movimento, entre eles Prestes, Agildo Barata, Agliberto Vieira de Azevedo, Harry Berger (Arthur Ernst Ewert), Antônio Maciel Bonfim e Rodolfo Ghioldi 14.

Em 7 de novembro de 1940, já no Estado Novo, Prestes foi novamente julgado pelo TSN, acusado pela morte de Elza Fernandes (Elsa Cupelo Coloni, na grafia do DHBB), militante considerada informante pela direção do PCB. A acusação baseou-se num bilhete de Prestes ao secretariado do partido reproduzido no relatório policial; ele recebeu pena "de mais de 30 anos" 14. Prestes contestou as duas acusações que pesaram contra ele nos processos 10. Ver Luís Carlos Prestes e Comunismo no Brasil.

Integralistas e opositores liberais (a partir de 1938)

Fatos documentados

A partir de 1938, o TSN passou a julgar não só acusados de comunismo, mas também integralistas e "os adversários do governo em geral", entre eles os políticos liberais Armando de Sales Oliveira, José Antônio Flores da Cunha e Otávio Mangabeira 2. No mesmo ano, em 11 de maio de 1938, integralistas e aliados comandados pelo tenente Severo Fournier atacaram o Palácio Guanabara para prender Vargas 15. Armando de Sales Oliveira foi processado mesmo estando fora do país 16.

Tortura de presos e o tribunal

Fatos documentadosTestemunho
Conteúdo sensívelEsta seção menciona tortura e maus-tratos de presos políticos (sem detalhes gráficos).Ler este trecho

Os réus do TSN chegavam ao tribunal depois de prisões policiais nas quais houve tortura, denunciada na época. Segundo o DHBB, Sobral Pinto afirmou que Harry Berger fora submetido a torturas e a condições "subumanas" que o levaram à loucura; sem resposta da polícia, o advogado chegou a invocar em petição a Lei de Proteção aos Animais. Só a intervenção do cardeal Sebastião Leme convenceu o ministro da Justiça a visitar os presos, após o que houve mudanças no tratamento carcerário 14. Prestes, ao ser julgado, denunciou as torturas sofridas por companheiros e as condições da prisão 10; na apelação ao STM, em setembro de 1937, protestou contra agressão policial sofrida à entrada do tribunal 14.

Ver também Filinto Müller, chefe da polícia do Distrito Federal no período. A tortura de presos não foi objeto de processo contra agentes; as acusações estão registradas como denúncias da oposição e testemunhos 15.

Números: o que se sabe e o que falta

Evidência empíricaDebate em aberto

O único número consolidado encontrado nesta redação vem do DHBB: de setembro de 1936 a 31 de dezembro de 1937, o total de sentenciados pelo TSN "atingiu 1.420 indivíduos", 533 do Distrito Federal, 222 do Rio Grande do Norte, 165 de São Paulo, 95 de Pernambuco e 85 da Bahia 2. O verbete tem como fonte a obra de Reynaldo Pompeu de Campos 17.

Cuidados de leitura:

  • Divergência de período no próprio DHBB: o verbete sobre a Revolta Comunista de 1935 atribui os mesmos 1.420 sentenciados ao intervalo "de setembro a dezembro de 1936" 18. O verbete sobre o TSN, mais específico, indica setembro de 1936 a 31 de dezembro de 1937 2. O verbete Levante comunista de 1935 desta enciclopédia segue a primeira versão; a divergência precisa ser resolvida na fonte primária (Campos).
  • "Sentenciados" não é sinônimo de "condenados": o DHBB não distingue condenações de absolvições.
  • Recorte: o número cobre sobretudo os processos de 1935 e só as primeiras semanas do Estado Novo. Não há, nas fontes abertas, total de processos e réus de 1936 a 1945.
  • Presos sem processo: a maioria das prisões de 1935–1937 nunca chegou ao tribunal. A polícia do Distrito Federal falava em cerca de sete mil presos políticos na área federal; L'Humanité calculava 17 mil e os comunistas brasileiros, 20 mil em todo o país 15. Esses números são estimativas de fontes interessadas e não se somam ao total de sentenciados.

Anistia e extinção (1945)

Fatos documentadosDocumento de época

O Decreto-Lei nº 7.474, de 18 de abril de 1945, concedeu anistia "a todos quantos tenham cometido crimes políticos desde 16 de julho de 1934"; considerou conexos aos políticos "os crimes comuns praticados com fins políticos e que tenham sido julgados, pelo Tribunal de Segurança Nacional", e excluiu os crimes contra a segurança do Estado praticados em tempo de guerra definidos no Decreto-Lei nº 4.766/1942 19. Prestes deixou a prisão com essa anistia 14.

Depois da deposição de Vargas (29 de outubro de 1945), a Lei Constitucional nº 14, de 17 de novembro de 1945, assinada pelo presidente José Linhares, declarou "extinto o Tribunal de Segurança Nacional a que se refere o art. 173 da Constituição" e transferiu os crimes contra a segurança do Estado e contra a economia popular aos juízes e tribunais ordinários "na forma que a lei determinar" 5. Dois dias depois, o Decreto-Lei nº 8.186 distribuiu os processos: crimes contra a estrutura e a segurança do Estado e contra a ordem social para a Justiça Militar; crimes contra a economia popular para a Justiça dos estados, do Distrito Federal e dos territórios; habeas corpus contra decisões definitivas do extinto tribunal para o Supremo Tribunal Federal 20.

O DHBB resume que, "com a queda do Estado Novo, o TSN foi extinto e os que por ele haviam sido condenados foram anistiados" 2; as normas mostram que a anistia (abril) antecedeu a extinção (novembro).

Acervo e memória

Fatos documentadosResultado de pesquisa

Os processos judiciais do TSN (1936–1945) estão no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro 21. Rodrigo Dias Silveira registra que alagamentos entre dezembro de 2012 e março de 2013 atingiram o acervo do Arquivo Nacional, sendo o do TSN o mais afetado, e que parte dos autos, como as ações contra Plínio Salgado e Pedro Ernesto, foi cedida ao Superior Tribunal Militar, ficando de difícil acesso a pesquisadores 21. O código do fundo e a série no Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN) não foram conferidos nesta redação.

Na memória política brasileira, o TSN é o precedente direto da justiça política militar: a Lei de Segurança Nacional de 1953 deixou os crimes contra a segurança interna, em geral, com a justiça ordinária, mas o Ato Institucional nº 2 (1965) voltou a submetê-los à Justiça Militar 8. Ver Ditadura militar (1964–1985) e Autoritarismo e rupturas na história do Brasil.

Indicadores

Cada número traz fonte, série, unidade, período e limitações. Números de séries ou universos diferentes não se comparam nem se somam.

IndicadorValorPeríodoFonte e sérieLimitações
Sentenciados pelo TSN1.420 (533 do Distrito Federal, 222 do RN, 165 de SP, 95 de PE, 85 da BA) pessoassetembro de 1936 a 31 de dezembro de 1937Tribunal de Segurança Nacional (TSN), verbete temáticoDHBB, verbete "Tribunal de Segurança Nacional", com base em R. P. de CamposNão distingue condenados de absolvidos; o verbete do DHBB sobre a Revolta de 1935 atribui o mesmo número a set.–dez. de 1936; não cobre 1938–1945; não inclui os milhares de presos sem processo.

No portal Ditaduras no Brasil

Governo constitucional de Vargas (1934–1937) · Estado Novo (1937–1945) · Nacional, Sudeste, Nordeste (RJ, RN, SP, PE, BA)

Governos e instituiçõesRepressãoDocumentos

Cronologia

  1. 4 de abril de 1935

    Lei nº 38 define crimes contra a ordem política e social (primeira Lei de Segurança Nacional).7

  2. 18 de dezembro de 1935

    Emenda nº 1 à Constituição permite equiparar a "comoção intestina grave" ao estado de guerra.2

  3. 21 de março de 1936

    Decretado o estado de guerra.2

  4. julho de 1936

    Vargas pede ao Congresso um tribunal especial para os implicados em 1935.2

  5. 11 de setembro de 1936

    Lei nº 244 institui o TSN como órgão da Justiça Militar.1

  6. 29 de setembro de 1936

    Nomeação dos juízes e do procurador.2

  7. janeiro de 1937

    Graciliano Ramos é solto sem nunca ter sido processado.10

  8. 7 de maio de 1937

    Julgamento dos principais acusados de 1935; Prestes condenado a 16 anos e 8 meses.14

  9. 8 de setembro de 1937

    Supremo Tribunal Militar julga a apelação de Prestes, Berger, Ghioldi e outros.14

  10. 10 de novembro de 1937

    Constituição do Estado Novo prevê tribunal especial para crimes contra o Estado e a economia popular.9

  11. 20 de dezembro de 1937

    Decreto-Lei nº 88 torna o TSN permanente, com jurisdição nacional e seis juízes.3

  12. 11 de maio de 1938

    Ataque integralista ao Palácio Guanabara; a partir de 1938 o TSN julga também integralistas.15

  13. 8 de junho de 1938

    Decreto-Lei nº 474 regula o processo no TSN.2

  14. 18 de novembro de 1938

    Decreto-Lei nº 869 define crimes contra a economia popular e os atribui ao TSN.4

  15. 7 de novembro de 1940

    Novo julgamento de Prestes (caso Elza Fernandes): pena de mais de 30 anos.14

  16. 1 de outubro de 1942

    Decreto-Lei nº 4.766 define crimes militares e crimes contra a segurança do Estado.2

  17. 18 de abril de 1945

    Decreto-Lei nº 7.474 anistia crimes políticos desde 16/7/1934.19

  18. 17 de novembro de 1945

    Lei Constitucional nº 14 extingue o TSN.5

  19. 19 de novembro de 1945

    Decreto-Lei nº 8.186 redistribui os processos do extinto tribunal.20

Bibliografia comentada

  • Mônica Kornis. Tribunal de Segurança Nacional (TSN), verbete temático

    Síntese institucional curta, com o único número consolidado de sentenciados (1936–1937); base de quase todos os resumos disponíveis.

  • Reynaldo Pompeu de Campos. Repressão judicial no Estado Novo: esquerda e direita no banco dos réus (1982)

    Estudo de referência sobre o TSN, base do verbete do DHBB; necessário para resolver a divergência de período dos 1.420 sentenciados.

  • Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira e Gustavo Silveira Siqueira. Pequeno ensaio sobre a injustiça: memórias secas de um tribunal de segurança nacional (2010)

    Leitura jurídico-histórica que usa Memórias do cárcere como fonte sobre a percepção social do tribunal.

  • Rodrigo Dias Silveira. Arquivos: memória e construção dos direitos humanos e porvir democrático (2017)

    Registra a situação de conservação e a dispersão do acervo do TSN no Arquivo Nacional.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Lei nº 244, de 11 de setembro de 1936 (institui o Tribunal de Segurança Nacional). Câmara dos Deputados, Legislação Informatizada (publicação original).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  2. 2Mônica Kornis. Tribunal de Segurança Nacional (TSN), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]O verbete indica como fontes R. Campos (Repressão judicial no Estado Novo) e H. Silva (1937).
  3. 3Decreto-Lei nº 88, de 20 de dezembro de 1937 (modifica a Lei nº 244). Câmara dos Deputados, Legislação Informatizada (publicação original).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 5Lei Constitucional nº 14, de 17 de novembro de 1945 (extingue o Tribunal de Segurança Nacional). Câmara dos Deputados, Legislação Informatizada (publicação original).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Publicada no Diário Oficial da União de 24/11/1945.
  5. 6Luciano Martins. Estado Novo, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  6. 7Lei nº 38, de 4 de abril de 1935 (define crimes contra a ordem política e social). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  7. 8Heleno Fragoso. Lei de Segurança Nacional, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 9Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937. Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto compilado com as leis constitucionais posteriores (inclusive a nº 7/1942, que deu nova redação ao art. 173).
  9. 10Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira e Gustavo Silveira Siqueira. Pequeno ensaio sobre a injustiça: memórias secas de um tribunal de segurança nacional. Seqüência (UFSC), n. 61, p. 111–125, 2010.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 11Karl Loewenstein. Brazil under Vargas. Macmillan, Nova York, 1942.[Historiografia · referência bibliográfica]Citado por Cattoni de Oliveira e Siqueira (2010), que o datam de 1944; edição não conferida.
  11. 12Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. 1953.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  12. 13Diego Nunes. O percurso dos crimes políticos durante a Era Vargas (1935-1945): do Direito Penal político italiano ao Direito de Segurança Nacional brasileiro. Dissertação de mestrado em Direito, UFSC, 2010.[Historiografia · referência bibliográfica]Referência indicada em nota por Cattoni de Oliveira e Siqueira (2010).
  13. 14Alzira Alves de Abreu e Alan Carneiro. Prestes, Luís Carlos, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  14. 15Renato Lemos. Müller, Filinto, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  15. 16Vandré Aparecido Teotônio da Silva. As cidades em ritmo de festa: a ressignificação do 1º de Maio na imprensa interditada do Estado Novo (1937-1945). Anais de simpósio da ANPUH.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Ano do simpósio não conferido (arquivo publicado no repositório da ANPUH em 2019).
  16. 17Reynaldo Pompeu de Campos. Repressão judicial no Estado Novo: esquerda e direita no banco dos réus. Achiamé, Rio de Janeiro, 1982.[Historiografia · referência bibliográfica]
  17. 18Alzira Alves de Abreu. Revolta Comunista de 1935, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  18. 19Decreto-Lei nº 7.474, de 18 de abril de 1945 (concede anistia). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  19. 20Decreto-Lei nº 8.186, de 19 de novembro de 1945 (processo dos crimes da competência do extinto TSN). Câmara dos Deputados, Legislação Informatizada (publicação original).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  20. 21Rodrigo Dias Silveira. Arquivos: memória e construção dos direitos humanos e porvir democrático. Revista do Arquivo (Arquivo Público do Estado de São Paulo), ano II, n. 5, p. 123–134, 2017.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP, rascunho assistido por IA
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.189 palavras · 21 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisado: verbetes do DHBB (TSN, Revolta de 1935, Prestes, Filinto Müller, Estado Novo, Lei de Segurança Nacional); textos originais da Lei nº 244/1936, do Decreto-Lei nº 88/1937, da Lei Constitucional nº 14/1945 e do Decreto-Lei nº 8.186/1945 (Câmara); Constituição de 1937, Lei nº 38/1935 e Decreto-Lei nº 7.474/1945 (Planalto); artigos de Cattoni de Oliveira e Siqueira (Seqüência, 2010), Manoel Pedro Pimentel (RFDUSP) e Rodrigo Dias Silveira (Revista do Arquivo, 2017). Pendências: (1) resolver a divergência de período dos 1.420 sentenciados (set.–dez. 1936 × set. 1936–dez. 1937) na obra de Reynaldo Pompeu de Campos; (2) conferir o código do fundo/série do TSN no SIAN (pesquisas citam a série "Apelações", não conferida); (3) ler a dissertação de João Vítor Dalanhol (UFSC) sobre os 126 processos de economia popular de 1938–1939, a página do repositório estava bloqueada por verificação anti-robô e não foi aberta; (4) ler os Decretos-Leis nº 474, 428 e 774 de 1938 e nº 869/1938 no original; (5) confirmar a grafia do nome de Elza Fernandes e a pena exata de 1940; (6) obter totais de processos 1936–1945. Imagem candidata: fotografia de Prestes no TSN (Careta, 1937) já usada no verbete do levante de 1935 (Wikimedia Commons, PD-Brazil-media).Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Tribunal de Segurança Nacional (TSN). In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/tribunal-de-seguranca-nacional.

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