O Estado e a revolução
Livro de Lenin sobre a teoria marxista do Estado, escrito em 1917 e publicado em 1918
Livro de Lenin escrito na clandestinidade em agosto–setembro de 1917 e publicado em Petrogrado em 1918. Reúne textos de Marx e Engels sobre o Estado, a Comuna de Paris e o definhamento do Estado; contrasta fortemente com a prática soviética posterior.
Também: Государство и революция · Gosudarstvo i revoliutsiia · The State and Revolution · O Estado e a Revolução: o que ensina o marxismo sobre o Estado e o papel do proletariado na revolução
Índice e ficha
- Autoria
- Vladimir Lenin
- Título original
- Государство и революция (Gosudarstvo i revoliutsiia)
- Publicação original
- 1918, Petrogrado (Jizn i Znanie)
- Idioma original
- Russo
- Direitos
- Texto original em domínio público.
- Onde ler
- Em português (Avante!), Arquivo Marxista na InternetTradução com direitos da Editorial Avante!/Edições Progresso; transcrição autorizada.
- Em inglês (Collected Works, vol. 25), Marxists Internet ArchiveOriginal em domínio público; tradução de edição soviética reproduzida pelo MIA.
- Período
- 1917–1918
- Área
- Socialismo e comunismo
- Regiões
- Europa, Internacional
- Temas
- Teoria e conceitos, Estado, poder e democracia, Revoluções e guerras, Dissidências e críticas
O Estado e a revolução é o livro em que Vladimir Lenin expõe o que entende ser a doutrina de Marx e Engels sobre o Estado e as tarefas do proletariado na revolução. Foi escrito em agosto e setembro de 1917, quando Lenin estava escondido do Governo Provisório russo, e publicado pela primeira vez em 1918, em Petrogrado, pela editora Jizn i Znanie 1 2. O pós-escrito à primeira edição é de 30 de novembro de 1917, já depois da tomada do poder pelos bolcheviques 2.
O livro sustenta que o Estado é produto e expressão do caráter inconciliável das contradições de classe, que a revolução proletária deve quebrar a máquina estatal burguesa e substituí-la por um Estado do tipo da Comuna de Paris, e que esse Estado proletário começaria a definhar 3 4. Lido por décadas como texto canônico do Marxismo-leninismo, é também citado por críticos como prova do abismo entre a teoria anunciada em 1917 e o Estado que se formou na União Soviética.
Contexto e redação
Lenin reuniu, a partir do exílio na Suíça, notas e citações de Marx e Engels num caderno intitulado "O marxismo acerca do Estado", base do livro 2. A Wikipédia, citando Robert Tucker e David McLellan, liga esse trabalho à discussão de 1916 com Nikolai Bukharin sobre a sobrevivência do Estado após a revolução, e atribui a Bukharin parte do tema "antiestatista" que Lenin adotou 5.
A redação ocorreu em agosto–setembro de 1917, com Lenin na clandestinidade, perseguido pelo Governo Provisório depois das jornadas de julho 1. O plano previa sete capítulos; o sétimo, "A experiência das revoluções russas de 1905 e 1917", nunca foi escrito, restam planos detalhados dele e da conclusão. Numa nota ao editor, Lenin pediu que, se o capítulo VII atrasasse ou ficasse longo demais, os seis primeiros fossem publicados como "Livro Um" 1 2. No pós-escrito (Petrogrado, 30 de novembro de 1917), Lenin explica que a crise política às vésperas de Outubro o "impediu" de escrever o capítulo, impedimento de que diz só poder alegrar-se: é mais agradável e mais útil viver a "experiência da revolução" do que escrever sobre ela 6.
Publicação e edições
- 1ª edição: Petrogrado, 1918, editora Jizn i Znanie, título russo Gosudarstvo i revoliutsiia 2.
- 2ª edição: 1919, com novo prefácio e o acréscimo, no capítulo II, da subseção "Como Marx colocava a questão em 1852" 2.
- Obras Completas: 5ª edição russa, vol. 33; em inglês, Collected Works, vol. 25, p. 381–492 2 1.
O livro foi rapidamente traduzido; a resenha crítica do anarquista Luigi Fabbri foi escrita em 1920, por ocasião da primeira edição italiana 7.
Estrutura
Prefácios à 1ª e à 2ª edição, seis capítulos e pós-escrito 2 1:
- A sociedade de classes e o Estado, o Estado como produto do antagonismo inconciliável das classes; destacamentos especiais de homens armados, prisões etc.; o Estado como instrumento de exploração; "extinção" do Estado e revolução violenta.
- A experiência de 1848–1851, a véspera da revolução; o balanço; como Marx colocava a questão em 1852.
- A experiência da Comuna de Paris (1871). Análise de Marx, o heroísmo dos communards; com que substituir a máquina de Estado quebrada; supressão do parlamentarismo; organização da unidade nacional; supressão do Estado parasita.
- Continuação. Explicações complementares de Engels, a questão da habitação; a polêmica com os anarquistas; a carta a Bebel; a crítica do projeto de programa de Erfurt; a introdução de 1891 à Guerra civil na França; Engels sobre a superação da democracia.
- As bases econômicas da extinção do Estado, a colocação da questão por Marx; transição do capitalismo ao comunismo; primeira fase; fase superior.
- O aviltamento do marxismo pelos oportunistas, a polêmica de Plekhanov com os anarquistas; a polêmica de Kautsky com os oportunistas; a polêmica de Kautsky com Pannekoek.
O Estado como instrumento de classe
Lenin parte de A origem da família, da propriedade privada e do Estado, de Engels, que trata como a exposição mais clara da tese de que o Estado existe porque os antagonismos de classe são inconciliáveis. O Estado seria o órgão de dominação de uma classe sobre outra, sustentado por destacamentos especiais de homens armados, prisões e impostos, e colocaria seus funcionários acima da sociedade; mesmo a república democrática serviria ao capital, e o sufrágio universal no Estado atual não seria meio confiável de expressar a vontade da maioria 3.
Daí duas teses polêmicas: a substituição do Estado burguês pelo proletário "é impossível sem uma revolução violenta"; e o Estado proletário, ao contrário do burguês, não é "abolido", mas definha 3. O alvo declarado são os "oportunistas" da Segunda Internacional, que, segundo Lenin, apresentavam o Estado como conciliador de classes e omitiam a necessidade da revolução 3.
A Comuna de Paris como modelo
O capítulo III é o núcleo "positivo" do livro. Retomando Marx em A guerra civil na França (1871) e numa carta do mesmo ano, Lenin sustenta que a classe operária não pode simplesmente apossar-se da máquina de Estado pronta: precisa quebrar a máquina burocrático-militar 4. A Comuna teria mostrado com o quê substituí-la 4:
- supressão do exército permanente, substituído pelo povo armado;
- funcionários eleitos por sufrágio universal, revogáveis a qualquer momento e pagos com salário de operário;
- fim dos privilégios dos altos funcionários, passagem, diz Lenin, da dominação sobre a maioria para a dominação pela maioria;
- uma corporação "de trabalho, e não parlamentar", que reunisse funções legislativas e executivas; instituições representativas deveriam continuar, mas como órgãos que trabalham, e não como "moinhos de palavras";
- um centralismo proletário voluntário e democrático, construído a partir das comunas, contra a leitura de Bernstein que aproximava Marx do federalismo de Proudhon.
Lenin associa ainda a extinção da burocracia ao exercício, por todos e por turnos, das funções de contabilidade e controle 4 8.
Definhamento do Estado e as duas fases
No capítulo V, Lenin lê a Crítica do Programa de Gotha como guia da transição. Escreve que aquilo que habitualmente se chama socialismo Marx chamou de "primeira" fase, ou fase inferior, da sociedade comunista; nela, o "direito burguês" não é abolido por inteiro, mas só em parte, na medida em que os meios de produção se tornaram propriedade comum, mas a distribuição ainda segue o trabalho 8. Contabilidade e controle são, nessa fase, o principal para o funcionamento da sociedade 8.
O Estado poderá definhar completamente quando a sociedade aplicar a regra "de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades", isto é, na fase superior 8. Até lá, haveria um Estado de transição, a "ditadura revolucionária do proletariado", que Lenin descreve como democracia para a imensa maioria do povo e repressão pela força, isto é, exclusão da democracia, dos exploradores e opressores 8. Essa terminologia, socialismo como fase inferior do comunismo, tornou-se padrão no movimento comunista (ver Socialismo e comunismo: relações, diferenças e usos históricos).
Contraste com a prática soviética
Os traços que o livro apresenta como essência do Estado proletário, povo armado em vez de exército permanente, funcionários eleitos e revogáveis com salário de operário, órgãos de trabalho em vez de parlamentos, Estado que começa a definhar, não descrevem o Estado soviético que se formou a partir de 1918. São fatos documentados, tratados em outros verbetes: a dissolução da Assembleia Constituinte em janeiro de 1918 5; a criação da polícia política (Tcheka), o Terror Vermelho e a guerra civil; a formação do Exército Vermelho como exército regular; a proibição de outros partidos e, em 1921, das frações dentro do partido bolchevique; a burocratização do Estado e do partido; e, sob Stálin, o terror de massa e o sistema Gulag (ver Revolução Russa de 1917, União Soviética e Stalinismo).
Como explicar o contraste é objeto de interpretações concorrentes:
- Circunstâncias. Defensores do leninismo atribuem o desvio à guerra civil, à intervenção estrangeira, ao isolamento da revolução e ao atraso econômico da Rússia, que teriam imposto medidas de exceção. O próprio Lenin, nos últimos anos, criticou a burocracia soviética.
- Teoria. Críticos sustentam que o livro já continha as sementes do autoritarismo: a recusa da separação de poderes e das garantias "burguesas", a concentração de funções e a ideia de um poder de classe sem limites legais deixariam o novo Estado sem freios institucionais. É a linha de A. J. Polan, em Lenin and the End of Politics (1984) 9.
- Contradições internas. David McLellan, citado pela Wikipédia, observa que o "definhamento" já era incompleto no texto, pois Lenin definia o Estado de transição como "o proletariado armado e organizado como classe dominante" 5.
- Duas almas. Outros leitores, entre eles marxistas antiestalinistas e trotskistas, veem no livro um programa democrático-radical traído depois, e o usam como critério para criticar a URSS (ver Trotskismo).
Nenhuma dessas leituras é posição desta enciclopédia; o importante é não confundir o programa do livro com o funcionamento real do Estado soviético.
Críticas contemporâneas: Kautsky, Luxemburgo e os anarquistas
Kautsky (1918). Em A ditadura do proletariado (Viena, 1918), Karl Kautsky, um dos alvos do capítulo VI, argumentou que, para Marx, a ditadura do proletariado é uma situação e não uma forma de governo; que uma classe pode dominar, mas não governar, e que uma ditadura como forma de governo seria, na prática, a ditadura de um partido sobre outros proletários; e que um governo apoiado pela maioria não precisa suprimir a democracia. Concluía que só se pode entender a ditadura do proletariado como seu domínio "com base na democracia" 10 11.
A resposta de Lenin. Em A revolução proletária e o renegado Kautsky (outubro–novembro de 1918), Lenin replicou que não há democracia "pura" enquanto existem classes, que a democracia burguesa é democracia para os ricos e que o poder soviético seria "democracia para os pobres" 12. Definiu a ditadura revolucionária do proletariado como um poder conquistado e mantido pela violência do proletariado contra a burguesia, não limitado por nenhuma lei 13 14.
Rosa Luxemburgo (1918). No manuscrito A Revolução Russa, escrito na prisão em 1918 e publicado por Paul Levi em 1922, Luxemburgo apoiou a revolução, mas criticou a supressão das eleições, da imprensa e do direito de reunião: a liberdade só para os partidários do governo não é liberdade; a liberdade é sempre a liberdade de quem pensa diferente. Sem vida pública livre, advertia, só a burocracia permanece ativa, e a ditadura do proletariado se converte na ditadura de um punhado de políticos 15 16. A crítica dirige-se à prática bolchevique, não especificamente ao livro.
Anarquistas. Luigi Fabbri, em resenha de 1920, aceitou a primeira parte do livro (a crítica da democracia burguesa), mas rejeitou a ideia de um proletariado "organizado como classe dominante", que produziria uma nova minoria dominante; viu na estatização dos meios de produção um capitalismo de Estado; acusou o centralismo partidário de reproduzir a burocracia; e tratou a promessa de definhamento como boa intenção contrariada pelo caminho escolhido, que reforçaria o Estado 7. Ver Anarquismo.
Recepção e leituras
Na tradição comunista do século XX, o livro tornou-se leitura de formação obrigatória e base da teoria do Estado do Marxismo-leninismo. Lucio Colletti, citado pela Wikipédia, considerou-o a maior contribuição de Lenin à teoria política 5. A edição brasileira da Boitempo, no centenário da revolução, inaugurou uma coleção dedicada a Lenin, com textos de quarta capa de György Lukács, Slavoj Žižek e Wendy Goldman 17.
Leitores conselhistas e da esquerda antiautoritária valorizaram as passagens sobre a Comuna e a revogabilidade dos mandatos; liberais e social-democratas destacaram a defesa da revolução violenta e da ditadura de classe. Historiadores divergem sobre o peso do livro no pensamento de Lenin: alguns o leem como texto excepcional, utópico, escrito num momento de radicalização; outros como expressão coerente de sua teoria. O debate segue em aberto (ver Socialismo e democracia).
Edições e traduções em português
- Avante! (Lisboa, 1977), tradução do russo (5ª edição das Obras Completas, vol. 33), nas Obras Escolhidas de Lenin, vol. 2, p. 219–305; transcrição autorizada no Arquivo Marxista na Internet 2.
- Boitempo (São Paulo, 2017), tradução direta do russo e revisão de Paula Vaz de Almeida; apresentação de Marcos Del Roio, posfácio de Maria Angélica Borges, orelha de Marly Vianna; inclui esboços preparatórios (com os planos do capítulo não escrito), notas, cronologia e índice onomástico; coleção Arsenal Lênin; 216 páginas 17.
Há outras edições brasileiras em circulação (entre elas uma da Expressão Popular), cujas fichas a redação não conferiu.
Direitos e onde ler legalmente
Lenin morreu em 1924; o texto original russo está em domínio público. Traduções modernas têm direitos próprios.
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Paráfrase
“O Estado é produto e manifestação do caráter inconciliável das contradições de classe.”
The state is a product and a manifestation of the irreconcilability of class antagonisms.
Capítulo I, seção 1.
Tradução livre da redação a partir da tradução inglesa (Collected Works, vol. 25).
- Paráfrase
“Aquilo que habitualmente se chama socialismo foi chamado por Marx de "primeira" fase, ou fase inferior, da sociedade comunista.”
What is usually called socialism was termed by Marx the "first", or lower, phase of communist society.
Capítulo V, seção 3.
Tradução livre da redação a partir da versão inglesa.
- Tradução de texto localizado
“É mais agradável e mais útil viver a «experiência da revolução» do que escrever sobre ela.”
Pós-escrito à primeira edição, Petrogrado, 30 de novembro de 1917.
Tradução da Editorial Avante! (1977), transcrita no Arquivo Marxista na Internet.
Fonte: O Estado e a Revolução, Posfácio à primeira edição (30 de novembro de 1917)
- Paráfrase
“a liberdade é sempre a liberdade de quem pensa diferente”
Freiheit ist immer Freiheit des Andersdenkenden
Rosa Luxemburgo, A Revolução Russa (1918), cap. "O problema da ditadura", crítica aos bolcheviques, não ao livro de Lenin.
Tradução livre da redação; a fonte aberta é a tradução inglesa de Bertram Wolfe. O original alemão, muito citado, não foi conferido em edição crítica nesta redação.
Fonte: The Russian Revolution, cap. 6 (The Problem of Dictatorship)
Cronologia
1916
Discussão de Lenin com Bukharin sobre o Estado; Lenin reúne o caderno "O marxismo acerca do Estado".5
agosto de 1917
Lenin, na clandestinidade, escreve o livro (agosto–setembro).1
30 de novembro de 1917
Pós-escrito à primeira edição.2
1918
Primeira edição, Petrogrado (Jizn i Znanie).2
1918
Kautsky publica A ditadura do proletariado (Viena).10
outubro de 1918
Lenin escreve A revolução proletária e o renegado Kautsky (outubro–novembro).14
1919
Segunda edição, com subseção nova no capítulo II.2
1920
Resenha crítica do anarquista Luigi Fabbri.7
1922
Paul Levi publica A Revolução Russa, de Rosa Luxemburgo.16
2017
Boitempo publica tradução de Paula Vaz de Almeida.17
Bibliografia comentada
V. I. Lénine. O Estado e a Revolução (tradução da Editorial Avante!) (1917)
Texto integral em português (Avante!), com ficha editorial detalhada. Os capítulos III e V são o centro do livro.
O Estado e a revolução, Vladímir Lênin (Boitempo, 2017)
Edição brasileira traduzida do russo, com os esboços preparatórios e o plano do capítulo não escrito.
Karl Kautsky. The Dictatorship of the Proletariat, cap. V (Dictatorship) (1918)
A crítica social-democrata imediata: ditadura do proletariado como domínio da maioria com democracia.
Rosa Luxemburg. The Russian Revolution, cap. 6 (The Problem of Dictatorship) (1918)
A crítica de uma revolucionária solidária com Outubro, sobre liberdade e democracia na revolução.
Luigi Fabbri. O Estado e a Revolução: sobre o livro de Lênin do mesmo nome (1920)
A crítica anarquista, em português: aceita o diagnóstico do Estado burguês e recusa o Estado de transição.
A. J. Polan. Lenin and the End of Politics (1984)
Leitura crítica que procura no próprio texto as raízes do autoritarismo soviético (não consultada nesta redação).
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1V. I. Lenin. The State and Revolution (índice e ficha). Marxists Internet Archive (Collected Works, vol. 25, p. 381–492), 1917.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2V. I. Lénine. O Estado e a Revolução (tradução da Editorial Avante!). Arquivo Marxista na Internet (a partir de Obras Escolhidas, Avante!, 1977, vol. 2, p. 219–305), 1917.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Ficha com 1ª edição (Petrogrado, 1918, Jizn i Znanie), pós-escrito de 30/11/1917, 2ª edição (1919) e capítulo VII não escrito.
- 3V. I. Lenin. The State and Revolution, cap. I. Marxists Internet Archive, 1917.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 4V. I. Lenin. The State and Revolution, cap. III. Marxists Internet Archive, 1917.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 5The State and Revolution. Wikipedia (inglês).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada para Bukharin (Tucker 1975; McLellan 1979), Colletti (1972) e dissolução da Constituinte (20/1/1918, segundo a página). Conferir nas obras citadas.
- 6V. I. Lénine. O Estado e a Revolução, Posfácio à primeira edição (30 de novembro de 1917). Arquivo Marxista na Internet (tradução da Editorial Avante!, 1977), 1917.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 7Luigi Fabbri. O Estado e a Revolução: sobre o livro de Lênin do mesmo nome. Arquivo Marxista na Internet (trad. de João Black a partir de La crisis del anarquismo, Buenos Aires, 1921), 1920.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 8V. I. Lenin. The State and Revolution, cap. V. Marxists Internet Archive, 1917.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 9A. J. Polan. Lenin and the End of Politics. Methuen, Londres, 1984.[Historiografia · referência bibliográfica]Não consultado nesta redação; citado pela tese geral, sem página. Conferir editora e local.
- 10Karl Kautsky. The Dictatorship of the Proletariat (índice e ficha). Marxists Internet Archive (orig. Die Diktatur des Proletariats, Viena, 1918; trad. inglesa National Labour Press, 1919), 1918.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 11Karl Kautsky. The Dictatorship of the Proletariat, cap. V (Dictatorship). Marxists Internet Archive, 1918.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 12V. I. Lenin. The Proletarian Revolution and the Renegade Kautsky, Bourgeois and Proletarian Democracy. Marxists Internet Archive, 1918.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 13V. I. Lenin. The Proletarian Revolution and the Renegade Kautsky, How Kautsky Turned Marx Into A Common Liberal. Marxists Internet Archive, 1918.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Conferido o início da definição ("rule won and maintained by the use of violence"); o restante foi parafraseado.
- 14V. I. Lenin. The Proletarian Revolution and the Renegade Kautsky (índice e ficha). Marxists Internet Archive (Collected Works, vol. 28, p. 227–325), 1918.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 15Rosa Luxemburg. The Russian Revolution, cap. 6 (The Problem of Dictatorship). Rosa Luxemburg Internet Archive, 1918.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 16Rosa Luxemburg. The Russian Revolution (índice e ficha). Rosa Luxemburg Internet Archive (trad. Bertram Wolfe, Workers Age, 1940), 1918 (publ. 1922 por Paul Levi).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 17O Estado e a revolução, Vladímir Lênin (Boitempo, 2017). Boitempo Editorial.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Trad. Paula Vaz de Almeida; 216 p.; ISBN 9788575595749; coleção Arsenal Lênin.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
obra de
relacionado a
- Comuna de ParisAcontecimentoModelo do Estado proletário no capítulo III. Fonte: The State and Revolution, cap. III
- Revolução Russa de 1917AcontecimentoFonte: O Estado e a Revolução (tradução da Editorial Avante!)
- União SoviéticaPaís e experiência históricaContraste entre o programa do livro e a prática do Estado soviético.
- Anton Pannekoek (verbete planejado)PessoaPolêmica Kautsky–Pannekoek discutida no capítulo VI. Fonte: O Estado e a Revolução (tradução da Editorial Avante!)
- Nikolai Bukharin (verbete planejado)PessoaDebate de 1916 sobre o Estado. Fonte: The State and Revolution
- A Revolução Russa (Rosa Luxemburgo) (verbete planejado)ObraCrítica de Luxemburgo à prática bolchevique. Fonte: The Russian Revolution (índice e ficha)
- AnarquismoCorrentePolêmica com os anarquistas (cap. IV) e crítica anarquista ao livro. Fonte: O Estado e a Revolução: sobre o livro de Lênin do mesmo nome
- Dissolução da Assembleia Constituinte russa (verbete planejado)AcontecimentoFonte: The State and Revolution
- Marxismo-leninismoCorrente
- Socialismo e democraciaPergunta e guia
- Sovietes e conselhos operários (verbete planejado)Conceito
- Socialismo e comunismo: relações, diferenças e usos históricosPergunta e guiaFonte: The State and Revolution, cap. 5: The Economic Basis of the Withering Away of the State (no verbete Socialismo e comunismo: relações, diferenças e usos históricos)
influenciado por
- Crítica do Programa de GothaObraFonte: The State and Revolution, cap. V
- A guerra civil na França (verbete planejado)ObraFonte: The State and Revolution, cap. III
- A origem da família, da propriedade privada e do Estado (verbete planejado)ObraFonte: The State and Revolution, cap. I
conceito central
- Estado (verbete planejado)ConceitoFonte: The State and Revolution, cap. I
- Definhamento do Estado (verbete planejado)ConceitoFonte: The State and Revolution, cap. I
- Ditadura do proletariado (verbete planejado)ConceitoFonte: The State and Revolution, cap. V
criticou
- Karl Kautsky (verbete planejado)PessoaCapítulo VI; Kautsky respondeu em 1918. Fonte: O Estado e a Revolução (tradução da Editorial Avante!)
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP (assistida por IA)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 2.043 palavras · 17 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir do texto no MIA (inglês, caps. I, III e V; ficha em português), Boitempo, Kautsky (1918), Lenin (1918), Luxemburgo (1918), Fabbri (1920) e Wikipédia. Pendências: detalhes da clandestinidade (Razliv/Finlândia) omitidos por falta de fonte aberta; seção sobre a prática soviética é síntese sem fontes próprias, remeter aos verbetes da URSS e conferir datas (Tcheka, proibição de frações em 1921); Polan, McLellan, Colletti e Tucker sem consulta direta; ficha da edição Expressão Popular.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: O Estado e a revolução. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/o-estado-e-a-revolucao.
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Vladimir Lenin
Revolucionário russo, dirigente bolchevique e chefe do governo soviético (1870–1924)
Comuna de Paris
Governo insurrecional de Paris (18 de março – 28 de maio de 1871)
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Da queda do tsarismo à vitória bolchevique na guerra civil (1917–1921)
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Crítica do Programa de Gotha
Glosas marginais de Marx ao programa de unificação da social-democracia alemã (1875; publicadas em 1891)
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