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PessoaPublicado

Maria da Conceição Tavares

Economista luso-brasileira, professora e deputada federal (1930–2024)

Economista nascida em Portugal (Anadia, 1930) e naturalizada brasileira, morta em Nova Friburgo (RJ) em 2024. Trabalhou na CEPAL, lecionou na UFRJ e na Unicamp, analisou a industrialização e o capitalismo brasileiro e foi deputada federal pelo PT do Rio de Janeiro (1995–1999).

Também: Maria da Conceição de Almeida Tavares (nome civil) · Conceição Tavares

Índice e ficha
Nome completo
Maria da Conceição de Almeida Tavares
Nascimento
24 de abril de 1930, Anadia, distrito de Aveiro, Portugal
Morte
8 de junho de 2024, Nova Friburgo, Rio de Janeiro, BrasilCausa não divulgada.
Nacionalidade
Portuguesa (de origem), Brasileira (naturalizada)
Papéis
  • Economista da CEPALOutro papel · 1961–1974
  • Professora da UFRJ (titular desde 1978)Outro papel · 1961–1992
  • Professora da UnicampOutro papel · 1973–1987
  • Membro da Executiva Nacional do PMDBOutro papel · 1980–1988
  • Deputada federal (PT-RJ)Outro papel · 1995–1999
Como se definia
Não se localizou, nas fontes consultadas, autodeclaração como marxista; sua obra combina Marx, Keynes, Kalecki e o estruturalismo cepalino. Num discurso no Fórum Social Mundial de 2002, citado na antologia de 2019, descreveu-se como "uma militante". Por isso os papéis intelectuais estão classificados como "outro", e não como "intelectual marxista" ou "não marxista".
Filiações
PMDB (Executiva Nacional) (1980–1988); Partido dos Trabalhadores (PT) (1994)
Período
1930–2024
Área
Capitalismo
Regiões
Brasil, América Latina, Europa
Temas
Economia e organização social, Teoria e conceitos, Estado, poder e democracia, Mulheres e feminismos, Relações internacionais

Maria da Conceição de Almeida Tavares (Anadia, Portugal, 24 de abril de 1930 – Nova Friburgo, Rio de Janeiro, 8 de junho de 2024) foi uma economista, professora e política brasileira de origem portuguesa 1 2 3. Ligada ao Estruturalismo latino-americano da CEPAL e, depois, à corrente crítica formada na Unicamp, escreveu alguns dos textos mais influentes sobre a industrialização, o padrão de crescimento e a inserção internacional do capitalismo brasileiro.

Foi professora da UFRJ por três décadas e da Unicamp por quatorze anos, consultora de governos e, entre 1995 e 1999, deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores 1. Conhecida pelo estilo combativo, ganhou nova notoriedade depois de 2021, quando vídeos de suas aulas circularam nas redes sociais 3.

De Lisboa ao Rio de Janeiro (1930–1961)

Fatos documentados

Nasceu na freguesia de São Lourenço do Bairro, concelho de Anadia, distrito de Aveiro, em Portugal, única filha de Maria Augusta Caiado de Almeida Tavares e Fausto Rodrigues Tavares; em 1939 a família mudou-se para Lisboa 4 1. No Liceu Filipa de Lencastre foi colega de Maria de Lourdes Pintasilgo, futura primeira-ministra de Portugal, e em 1946 recebeu o prêmio Descartes de Filosofia do liceu 4. Em 1949 entrou no curso de engenharia químico-industrial do Instituto Superior Técnico, numa turma de 250 estudantes com apenas três mulheres, mas transferiu-se no ano seguinte para a Faculdade de Ciências Matemáticas da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em ciências matemáticas e estatísticas em novembro de 1953 4 1.

Em 1951 casou-se com o estudante de engenharia Pedro José Serra Ribeiro Soares. Em fevereiro de 1954 o casal emigrou para o Rio de Janeiro, onde ele fora contratado por uma empresa de construção; a filha Laura nasceu em agosto 4 3. O Poder360 e a apresentação da antologia organizada por Hildete Pereira de Melo registram que ela deixou um Portugal sob a ditadura salazarista, que rejeitava 2 4.

Em 1955 começou a trabalhar como estatística (analista econômica, segundo a Câmara) no Instituto Nacional de Imigração e Colonização, com dados sobre a propriedade da terra, e entre 1958 e 1960 foi analista matemática do BNDE 1 3. Estudou economia na Faculdade Nacional de Ciências Econômicas da Universidade do Brasil, atual UFRJ, a Câmara registra o curso entre 1957 e 1960; a Pesquisa FAPESP dá 1956 para o ingresso, e naturalizou-se brasileira em 1957 1 3 2 4. Colou grau em dezembro de 1960 com distinção máxima e o prêmio Visconde de Cairu da universidade 4. No BNDE, segundo a antologia, participou dos trabalhos ligados ao Plano de Metas de Juscelino Kubitschek 4.

CEPAL e a substituição de importações (1961–1972)

Fatos documentadosFormulação teórica

Em 1961 iniciou a carreira docente na Universidade do Brasil, como assistente de Octavio Gouvêa de Bulhões, e foi contratada pela CEPAL, cujo escritório no Rio de Janeiro era chefiado pelo economista chileno Aníbal Pinto, considerado seu principal mentor intelectual 3. A Câmara registra o vínculo com a CEPAL de 1961 a 1974 1.

"Auge e declínio do processo de substituição de importações no Brasil". Escrito em 1963 e publicado em 1964 no Boletín Económico de América Latina, o estudo analisou a industrialização brasileira e sua desaceleração no início dos anos 1960, período de recessão e inflação crescente 3 5. Sua contribuição mais citada é a descrição da substituição de importações como processo dinâmico: cada onda de industrialização, ao economizar importações de bens finais, gerava novas necessidades de importar insumos e bens de capital, reproduzindo o "estrangulamento externo" em outro patamar. O texto tornou-se clássico da escola cepalina e foi reunido em 1972 no livro Da substituição de importações ao capitalismo financeiro 6 3.

Com o endurecimento da ditadura, licenciou-se da UFRJ e trabalhou na sede da CEPAL em Santiago do Chile de 1968 a 1972 3. Ali foi também professora visitante na Escolatina, o programa de pós-graduação em economia da Universidade do Chile, e na FLACSO, e entre 1971 e 1972 foi assessora econômica do governo de Salvador Allende 4. A antologia organizada por Hildete Pereira de Melo divide sua obra em três fases acadêmicas, CEPAL, Unicamp e UFRJ, além de uma fase recente 4. Na fase cepalina, os textos de Da substituição de importações ao capitalismo financeiro relacionam o desenvolvimento das economias periféricas às contribuições de Raúl Prebisch e Celso Furtado e já discutem a acumulação financeira e a centralização do capital 4 6.

"Além da estagnação" (1971): crescimento com concentração de renda

Formulação teóricaDebate em aberto

Em meados dos anos 1960, Celso Furtado havia sustentado que a concentração de renda tenderia a levar as economias latino-americanas à estagnação. O "milagre econômico" brasileiro, a partir de 1968, desafiou essa tese. Em "Além da estagnação" (1971), escrito com José Serra, Tavares refutou Furtado e propôs uma nova interpretação: a economia brasileira podia crescer rapidamente justamente concentrando renda, porque a demanda das camadas médias e altas por bens duráveis (como automóveis e eletrodomésticos) sustentava a expansão industrial 3 7.

Para o economista Ricardo Bielschowsky, citado pela Pesquisa FAPESP, o artigo expôs o lado perverso da política econômica do regime militar, ao mostrar que o crescimento era possível com concentração de renda 3. O debate é um exemplo de crítica interna ao estruturalismo, feita por discípulos de Furtado.

Prisão, Unicamp e UFRJ (1973–1990)

Fatos documentados

No segundo semestre de 1974, quando embarcava para Santiago, então sob a ditadura de Pinochet, no aeroporto do Galeão, foi presa pelo DOI-Codi, levada encapuzada, ficou alguns dias desaparecida e foi interrogada; foi solta sem processo depois da intervenção do ministro da Fazenda, Mario Henrique Simonsen, junto ao presidente Ernesto Geisel 3 4.

Lecionou na Unicamp de 1973 a 1987, segundo a Câmara, a cronologia da antologia registra que ela assumiu a coordenação da pós-graduação em economia da recém-criada universidade em 1972, ficou no cargo até 1974 e aposentou-se ali como professora titular em 1987 1 4. Nos mesmos anos foi professora visitante na Universidade de Paris VII e no México (UNAM e CIDE) 4. Participou da implantação da pós-graduação em economia da universidade, inaugurada em 1974 com uma proposta crítica ao pensamento ortodoxo 3. Trabalhou ali com Luiz Gonzaga Belluzzo, Luciano Coutinho e João Manuel Cardoso de Mello, cuja tese O capitalismo tardio (1975) é outra referência dessa escola 3 8.

Na UFRJ, defendeu em 1975 a tese de doutorado e livre-docência "Acumulação de capital e industrialização no Brasil" e, em 1978, tornou-se professora titular com a tese "Ciclo e crise" 3 1 9. Em 1979 ajudou a criar o Instituto de Economia Industrial da UFRJ, que dirigiu entre 1986 e 1988 3 1. Aposentou-se como professora titular da UFRJ em 1990 e recebeu o título de professora emérita em 1993 (a Câmara registra o vínculo até 1992) 4 1. Participou em 1979 da fundação do Instituto dos Economistas do Rio de Janeiro (IERJ), voltado à crítica da política econômica do regime militar, do qual foi a segunda presidente (o primeiro foi Pedro Malan, seu ex-aluno), e voltou a presidi-lo em 1992–94 4 1.

As teses de 1975 e 1978 deslocaram a análise do estrangulamento externo para a dinâmica interna da acumulação: o ciclo de investimento, a relação entre os setores produtores de bens de capital, de bens duráveis e de bens de consumo popular, e o papel do Estado e do capital estrangeiro. Segundo a introdução da antologia de 2019, a fase de Campinas é marcada pelo diálogo crítico com Marx, Keynes e Kalecki e por uma revisão da teoria do oligopólio, usada para reinterpretar a história econômica brasileira; textos como "Problemas de acumulação oligopólica em economias semi-industrializadas" e "A dinâmica cíclica da industrialização recente no Brasil" ilustram essa linha, que caracteriza a chamada escola de Campinas 4 9 10.

A retomada da hegemonia norte-americana (1985)

Formulação teóricaInterpretação historiográfica

Em "A retomada da hegemonia norte-americana" (1985), Tavares argumentou que, ao elevar fortemente os juros a partir de 1979, os Estados Unidos reafirmaram o dólar como moeda internacional e retomaram o controle sobre aliados e concorrentes, impondo ajustes recessivos ao resto do mundo. Para ela, a hegemonia americana se apoiava menos no desempenho da economia dos EUA do que na capacidade de enquadrar parceiros e adversários nos planos econômico-financeiro e político-ideológico 11.

O texto tornou-se referência para a economia política internacional produzida no Brasil e para a interpretação da crise da dívida latino-americana dos anos 1980 como consequência do choque de juros norte-americano 12. O texto foi republicado em Poder e dinheiro: uma economia política da globalização (1997), organizado com José Luís Fiori, com um pós-escrito sobre a "reafirmação" da hegemonia norte-americana nos anos 1990; o livro recebeu o Prêmio Jabuti de 1998 na área de economia 13 4 2. Em "Império, território e dinheiro" (1999), ela relacionou o desenvolvimento nacional brasileiro ao processo hegemônico do capitalismo mundial 14 4. Em 1991, coordenou para o IPEA o estudo Japão: um caso exemplar de capitalismo organizado, sobre o modelo de desenvolvimento japonês 15 1.

Política: PMDB, Plano Cruzado, PT e mandato (1980–1999)

Fatos documentadosDebate em aberto

Durante a abertura política, integrou a Executiva Nacional do PMDB de 1980 a 1988 e foi conselheira econômica do presidente do partido, Ulysses Guimarães; participou da elaboração do documento "Esperança e mudança" (1982) e da campanha das Diretas Já 1 4.

Plano Cruzado (1986). Em 1986 foi consultora econômica do Ministério do Planejamento 1. Colaborou com os preparativos do Plano Cruzado, plano de estabilização lançado em fevereiro de 1986 pelos ministros Dilson Funaro (Fazenda) e João Sayad (Planejamento), apesar de discordar de suas premissas teóricas, e chegou a chorar ao defendê-lo numa entrevista ao vivo na televisão, episódio que a tornou conhecida em todo o país 3 4. O plano entrou em colapso no fim daquele ano. Ainda em 1986 saiu pela Zahar O grande salto para o caos, que a Câmara registra com o subtítulo "o Plano Cruzado em posfácio" 16 1.

Entre junho de 1993 e setembro de 2004 manteve na Folha de S.Paulo a coluna "Lições contemporâneas", depois dividida com Luiz Gonzaga Belluzzo, Luciano Coutinho e Aloizio Mercadante 4.

PT e Plano Real. Em 1994 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores e previu que o Plano Real fracassaria, com recessão e arrocho salarial 3. A inflação de fato caiu de forma duradoura com o Real; a avaliação de seus custos, juros altos, câmbio valorizado, desemprego e endividamento público nos anos seguintes, continua sendo objeto de debate entre economistas, e ex-alunos como Gloria Maria Moraes da Costa consideram que as críticas de Tavares foram pertinentes 3.

Mandato. A eleição legislativa de 3 de outubro de 1994 no Rio de Janeiro foi anulada pela Justiça Eleitoral por fraude; na nova votação, em 15 de novembro, ela foi eleita deputada federal com 40.409 votos 4 3, exerceu o mandato de 1995 a 1999; foi empossada como titular na 50ª legislatura em 17 de fevereiro de 1997, depois de decisão do Tribunal Superior Eleitoral que redefiniu a bancada fluminense, e foi vice-líder do PT de março de 1996 a março de 1998 1. Atuou nas comissões de Finanças e Tributação e de Relações Exteriores e em comissões especiais sobre desemprego, sistema tributário e a ALCA 1. Posicionou-se contra as privatizações e contra a quebra do monopólio estatal do petróleo, aprovada pela Lei nº 9.478, de agosto de 1997, a venda da Companhia Vale do Rio Doce e a privatização do sistema Telebras, e combateu a política econômica conduzida pelo ministro da Fazenda Pedro Malan 4. Foi relatora do projeto de regulamentação do imposto sobre grandes fortunas previsto no art. 153, VII, da Constituição 3. A biografia da Câmara registra diversas licenças médicas ao longo do mandato 1. Exerceu um único mandato 3.

Últimos anos e morte

Fatos documentados

Depois do mandato, continuou a escrever e a dar entrevistas. Integrou o conselho de administração da Eletrobras (2003–2005), foi assistente parlamentar no Senado até 2006 e presidente acadêmica do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento entre 2005 e 2007; recebeu em 2011 o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia, na área de ciências humanas e sociais 4. Em 2018 foi lançado o documentário Livre pensar, de José Mariani, sobre sua vida 4. Recebeu também condecorações como a Ordem de Rio Branco (1986) e a Ordem Bernardo O'Higgins, do governo chileno (1998), e o doutorado honoris causa da Universidade de Buenos Aires (2001) 4. As aulas de um curso de economia política dado na Unicamp em 1992, publicadas em vídeo em 2017, viralizaram a partir de 2021 3.

Vivia recolhida em Nova Friburgo desde um acidente doméstico em que fraturou uma perna, quase quatro anos antes de morrer. Morreu na madrugada de 8 de junho de 2024, em casa, aos 94 anos; a morte foi comunicada pela UFRJ, e a causa não foi divulgada 3 2. Deixou os filhos Laura e Bruno, dois netos e um bisneto 3.

Avaliações e críticas

Avaliação críticaInterpretação historiográfica

Colegas e alunos. No obituário da Pesquisa FAPESP, Luiz Gonzaga Belluzzo diz que ela podia soar agressiva, mas questionava ideias, não pessoas; Laura Carvalho, ex-aluna, afirma que Tavares obrigou a análise econômica a considerar juntos crescimento, distribuição de renda e política; Luciano Coutinho lembra o ceticismo dela em relação a modelos matemáticos, que considerava frágeis 3.

Críticas. Economistas de orientação ortodoxa criticaram a escola de Campinas pela desconfiança em relação à modelagem formal e pela defesa do protagonismo estatal; o apoio inicial de Tavares ao Plano Cruzado e a previsão de fracasso do Plano Real são frequentemente citados por críticos como erros de diagnóstico, avaliação que ela e seus defensores contestam no que diz respeito aos custos sociais do Real 3. À esquerda, autores da teoria marxista da dependência divergiram da leitura de que a industrialização brasileira tinha uma dinâmica de acumulação interna capaz de superar a dependência (ver Estruturalismo latino-americano).

Legado. Sua obra é referência no estudo da industrialização brasileira, da economia política internacional e da formação de economistas heterodoxos no país. A escola de Campinas e o Instituto de Economia da UFRJ, que ajudou a construir, são dois dos principais polos da economia heterodoxa brasileira.

Cronologia

  1. 24 de abril de 1930

    Nasce em Anadia, distrito de Aveiro, Portugal.1

  2. 1953

    Conclui o curso de matemática na Universidade de Lisboa.1

  3. 1954

    Muda-se para o Brasil.3

  4. 1957

    Naturaliza-se brasileira.2

  5. 1961

    Começa a lecionar na Universidade do Brasil (UFRJ) e é contratada pela CEPAL.3

  6. 1964

    Publica o estudo sobre auge e declínio da substituição de importações no Brasil.5

  7. 1968

    Transfere-se para a sede da CEPAL em Santiago do Chile (até 1972).3

  8. 1971

    Publica, com José Serra, "Além da estagnação"; assessora econômica do governo Allende (até 1972).4

  9. 1974

    É detida e interrogada por alguns dias; inaugura-se a pós-graduação em economia da Unicamp.3

  10. 1975

    Defende a tese "Acumulação de capital e industrialização no Brasil" (UFRJ).3

  11. 1978

    Torna-se professora titular da UFRJ.1

  12. 1985

    Publica "A retomada da hegemonia norte-americana".11

  13. 1986

    Consultora do Ministério do Planejamento no período do Plano Cruzado.1

  14. junho de 1993

    Começa a coluna "Lições contemporâneas" na Folha de S.Paulo (até 2004).4

  15. 15 de novembro de 1994

    Filiada ao PT, é eleita deputada federal na votação refeita após a anulação do pleito de outubro no Rio.4

  16. 1 de fevereiro de 1995

    Toma posse como deputada federal (mandato até 1999).1

  17. 1998

    Recebe o Prêmio Jabuti por Poder e dinheiro, organizado com José Luís Fiori.4

  18. 22 de novembro de 2005

    Eleita presidente acadêmica do Centro Internacional Celso Furtado (até 2007).4

  19. 8 de junho de 2024

    Morre em Nova Friburgo (RJ), aos 94 anos.3

Bibliografia comentada

  • Maria da Conceição Tavares. Da substituição de importações ao capitalismo financeiro: ensaios sobre economia brasileira (Rio de Janeiro, Zahar) (1972)

    Reúne o estudo sobre a substituição de importações e "Além da estagnação"; porta de entrada para a obra.

  • Maria da Conceição Tavares. Acumulação de capital e industrialização no Brasil (tese de livre-docência, UFRJ) (1975)

    Tese de livre-docência sobre a dinâmica da acumulação na industrialização brasileira; base da escola de Campinas.

  • Maria da Conceição Tavares. A retomada da hegemonia norte-americana (Revista de Economia Política) (1985)

    Texto clássico sobre a reafirmação do dólar e da hegemonia dos EUA depois de 1979.

  • Maria da Conceição Tavares teve influência duradoura na economia brasileira (obituário) (2024)

    Obituário jornalístico detalhado, com depoimentos de colegas e alunos.

  • Câmara dos Deputados. Maria da Conceição Tavares, biografia de ex-deputada (PT-RJ, 50ª legislatura)

    Registro oficial de cargos, mandato, comissões e obras.

  • Ciro Biderman; Luis Felipe L. Cozac; José Marcio Rego. Conversas com economistas brasileiros (inclui entrevista com Maria da Conceição Tavares) (1996)

    Entrevista longa em que Tavares fala da própria trajetória.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Câmara dos Deputados. Maria da Conceição Tavares, biografia de ex-deputada (PT-RJ, 50ª legislatura).[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]Fonte de cargos, datas de atividade profissional, formação, mandato e obras. Registra o nascimento em "Aveiro" (distrito português ao qual pertence Anadia).
  2. 2Economista Maria da Conceição Tavares morre aos 94 anos. Poder360, 8 de junho de 2024, 2024.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
  3. 3Maria da Conceição Tavares teve influência duradoura na economia brasileira (obituário). Revista Pesquisa FAPESP, ed. 341 (on-line em 15 de junho de 2024), 2024.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 4Hildete Pereira de Melo (org.). Maria da Conceição Tavares: vida, ideias, teorias e políticas (inclui os capítulos "Itinerários" e "Cronologia"). São Paulo: Fundação Perseu Abramo; Expressão Popular; Centro Celso Furtado (PDF hospedado pelo Instituto de Economia da Unicamp), 2019.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Antologia com cronologia detalhada; obra de homenagem, publicada por editoras ligadas ao PT e à esquerda, usar a cronologia como fonte factual e as avaliações como leitura de admiradores.
  5. 5Maria da Conceição Tavares. Auge e declínio do processo de substituição de importações no Brasil (publicado em espanhol no Boletín Económico de América Latina, v. 9, n. 1). CEPAL, 1964.[Fonte primária · referência bibliográfica]Registro localizado no repositório da CEPAL por busca; a página não foi aberta. A Pesquisa FAPESP data a redação de 1963.
  6. 6Maria da Conceição Tavares. Da substituição de importações ao capitalismo financeiro: ensaios sobre economia brasileira (Rio de Janeiro, Zahar). 1972.[Fonte primária · referência bibliográfica]A biografia da Câmara lista uma edição de 1983.
  7. 7Maria da Conceição Tavares; José Serra. Além da estagnação. 1971.[Fonte primária · referência bibliográfica]Publicado em espanhol ("Más allá del estancamiento") e incluído em Da substituição de importações ao capitalismo financeiro (1972).
  8. 8João Manuel Cardoso de Mello. O capitalismo tardio (tese de doutorado, Unicamp; livro de 1982). 1975.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  9. 9Maria da Conceição Tavares. Acumulação de capital e industrialização no Brasil (tese de livre-docência, UFRJ). 1975.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  10. 10Maria da Conceição Tavares. Ciclo e crise: o movimento recente da industrialização brasileira (tese de professora titular, UFRJ). 1978.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  11. 11Maria da Conceição Tavares. A retomada da hegemonia norte-americana (Revista de Economia Política). 1985.[Fonte primária · referência bibliográfica]Versão em espanhol em Estudios Internacionales (Chile), 1985.
  12. 12José Luís Fiori. Artigo sobre Maria da Conceição Tavares e a hegemonia americana (Lua Nova, n. 50). 2000.[Historiografia · referência bibliográfica]Título exato a conferir.
  13. 13Maria da Conceição Tavares; José Luís Fiori (orgs.). Poder e dinheiro: uma economia política da globalização (Petrópolis, Vozes). 1997.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  14. 14Maria da Conceição Tavares. Império, território e dinheiro (em J. L. Fiori, org., Estado e moedas no desenvolvimento das nações, Petrópolis, Vozes). 1999.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  15. 15Maria da Conceição Tavares (coord.). Japão: um caso exemplar de capitalismo organizado (IPEA). 1991.[Fonte primária · referência bibliográfica]
  16. 16Maria da Conceição Tavares; J. Carlos de Assis. O grande salto para o caos (Rio de Janeiro, Zahar). 1986.[Fonte primária · referência bibliográfica]A Câmara registra o subtítulo "o Plano Cruzado em posfácio"; coautoria a conferir.
  17. 17Ciro Biderman; Luis Felipe L. Cozac; José Marcio Rego. Conversas com economistas brasileiros (inclui entrevista com Maria da Conceição Tavares). Editora 34, 1996.[Fonte primária · referência bibliográfica]

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Histórico e revisão

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Publicado
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Redação assistida por IA (Claude)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.254 palavras · 17 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir da biografia oficial da Câmara dos Deputados, do obituário da Pesquisa FAPESP e da notícia do Poder360. Pendências: divergências de datas (ingresso no curso de economia, naturalização); a afirmação de que deixou Portugal por causa do salazarismo é do Poder360 e deve ser conferida; coautoria e subtítulo de O grande salto para o caos; título exato do artigo de Fiori (2000); conteúdo dos textos de 1964, 1975 e 1985, resumidos sem consulta direta nesta redação; o registro do repositório da CEPAL (Boletín, v. 9, n. 1, 1964) foi localizado por busca, não aberto.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Maria da Conceição Tavares. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/maria-da-conceicao-tavares.

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