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Exército Lulaacervo documental
Política públicaPublicado

Política trabalhista e sindical (1930–1945)

Do Ministério do Trabalho à CLT: direitos sociais e controle do Estado sobre os sindicatos

Conjunto de leis e instituições criadas entre 1930 e 1945, Ministério do Trabalho, sindicato oficial único, carteira profissional, Justiça do Trabalho, salário mínimo, imposto sindical, CLT, que ampliou direitos de trabalhadores urbanos e, ao mesmo tempo, submeteu os sindicatos ao controle do Estado.

Também: Legislação trabalhista da Era Vargas · Legislação trabalhista e sindical do Estado Novo · Corporativismo sindical · Estrutura sindical oficial · Sindicalismo de Estado

Índice e ficha

Entre 1930 e 1945, os governos de Getúlio Vargas construíram um sistema de leis e instituições do trabalho que ainda marca o Brasil. Ele começou no Governo Provisório (1930–1934), com a criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio em novembro de 1930 e a Lei de Sindicalização de 1931 1 2, passou pela Constituição de 1934 e foi reorganizado em moldes corporativos no Estado Novo (1937–1945), até a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de 1943 3.

O verbete trata de duas faces inseparáveis dessa política: a ampliação de direitos individuais de trabalhadores urbanos e o controle estatal sobre a organização sindical, com repressão a lideranças comunistas e anarquistas. Para o jurista Evaristo de Morais Filho, os anos 1937–1946 constituem "o período mais repressivo da história do movimento sindical brasileiro, só equiparável, em tudo e por tudo, ao que se seguiu a 1964" 1.

Antes de 1930: lutas e primeiras leis

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

A legislação de Vargas não partiu do zero. O DHBB periodiza o movimento sindical brasileiro em fases: de 1890 a 1919, com predomínio de correntes anarquistas e de "resistência"; de 1919 a 1930, marcada pelo Tratado de Versalhes e pela Comissão de Legislação Social da Câmara, com "a obtenção de medidas legislativas, sob pressão operária"; de 1930 a 1937, "controle dos sindicatos pelo Estado"; de 1937 a 1946, as mesmas características "levadas à máxima potência" 1. Já existiam leis sindicais (Decretos nº 979/1903 e nº 1.637/1907) e congressos operários, como o de 1906 1. A estabilidade no emprego, que a ditadura de 1964 derrubaria, "vinha de 1923" 1.

Governo Provisório (1930–1934): ministério, sindicato oficial e carteira

Fatos documentadosDocumento de época
  • Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (novembro de 1930) 1 4. Para Evaristo de Morais Filho, apesar da "febre legiferante", os novos governantes "continuavam na mesma linha de combate ao comunismo e à agitação social" 1.
  • Lei de Sindicalização, Decreto nº 19.770, de 19 de março de 1931. Exigia pelo menos 30 associados, maioria de dois terços de brasileiros, limite de um terço de estrangeiros nos cargos (com 20 anos de residência), mandato anual sem reeleição e "abstenção, no seio das organisações syndicaes, de toda e qualquer propaganda de ideologias sectarias, de caracter social, politico ou religioso"; o sindicato só adquiria personalidade jurídica com aprovação do Ministério; havendo mais de um sindicato da mesma classe, seria reconhecido o que reunisse dois terços dela ou o maior número de associados; delegados do Ministério podiam assistir às assembleias e examinar as finanças 2. Os sindicatos tornavam-se "órgãos de colaboração com o Estado" 1.
  • Carteira profissional, Decreto nº 21.175, de 21 de março de 1932, para maiores de 16 anos empregados no comércio ou na indústria, com fotografia, impressões digitais e registro dos empregos 5.
  • Conflitos e greve. O Decreto nº 21.396/1932 criou as Comissões Mistas de Conciliação e previa suspensão ou dispensa sumária de quem abandonasse o trabalho sem entendimento prévio; o Decreto nº 22.132/1932 criou as Juntas de Conciliação e Julgamento, às quais só o empregado sindicalizado podia reclamar 1 6. Leis de 1934 reservaram férias e preferências de emprego a sindicalizados, incentivos à adesão ao sindicato oficial 1.

O Código Eleitoral de 1932, ao criar a representação classista na Constituinte, multiplicou os sindicatos reconhecidos: 361 sindicatos de empregados estavam aptos a votar na escolha dos 18 representantes classistas, segundo dados citados pelo DHBB 1.

Constituição de 1934: pluralidade e direitos

Documento de épocaFatos documentados

A Constituição de 16 de julho de 1934 dispôs que "a lei assegurará a pluralidade syndical e a completa autonomia dos syndicatos" (art. 120, parágrafo único) e enumerou preceitos da legislação do trabalho: proibição de diferença salarial por idade, sexo, nacionalidade ou estado civil; salário mínimo "capaz de satisfazer, conforme as condições de cada região, às necessidades normaes do trabalhador"; jornada de oito horas; repouso semanal; férias anuais remuneradas; indenização por dispensa sem justa causa; assistência médica e previdência; reconhecimento das convenções coletivas (art. 121) 7. Também previu a Justiça do Trabalho (art. 122) 6.

Esse foi um período de sindicalismo ativo: o DHBB registra greves dos trabalhadores de fiação e tecelagem em 1935 "apesar da violência da polícia", conquistas de bancários e convenções coletivas com vantagens superiores às legais 1.

Repressão a partir de 1935

Fatos documentados

Com os levantes de novembro de 1935 e o estado de guerra, "cessou o movimento sindical livre": decretaram-se "numerosas intervenções administrativas nas entidades sindicais, com a prisão de seus dirigentes", permitiu-se a dispensa sumária de trabalhadores julgados perigosos à segurança nacional e o Ministério do Trabalho instituiu o atestado negativo de ideologia para candidatos a cargos sindicais; agentes administrativos e policiais passaram a assistir às assembleias 1. O DHBB registra também a exigência do atestado de ideologia para cargos públicos e sindicais depois de 1935 8. Esses fatos são do governo constitucional, anteriores ao Estado Novo, ver Levante comunista de 1935.

Em relatório a Vargas de dezembro de 1935, o chefe de polícia do Distrito Federal, Filinto Müller, propôs "cumprimento rigoroso das leis sobre o trabalho" ao lado da "transformação gradativa dos sindicatos em associações de assistência e cooperativas" 9, formulação que resume a combinação entre direitos e despolitização.

Estado Novo (1937–1945): o modelo corporativo

Fatos documentadosDocumento de época

A Constituição outorgada de 10 de novembro de 1937 declarou que "a associação profissional ou sindical é livre", mas que "somente, porém, o sindicato regularmente reconhecido pelo Estado" teria o direito de representar a categoria, firmar contratos coletivos obrigatórios, "impor-lhes contribuições e exercer em relação a eles funções delegadas de Poder Público" (art. 138). O art. 139 instituiu a Justiça do Trabalho e declarou: "A greve e o lock-out são declarados recursos anti-sociais nocivos ao trabalho e ao capital e incompatíveis com os superiores interesses da produção nacional." O art. 140 previa a organização da economia em corporações, como órgãos do Estado 10.

Os instrumentos principais foram, segundo Evaristo de Morais Filho, "a intervenção administrativa, o enquadramento sindical e o imposto sindical" 1:

  • Decreto-Lei nº 1.402, de 5 de julho de 1939. Determinou: "Não será reconhecido mais de um sindicato para cada profissão" (art. 6º); a investidura sindical caberia à associação "mais representativa, a juízo do Ministro do Trabalho" (art. 9º); vedou cargos sindicais aos "que professarem ideologias incompatíveis com as instituições ou os interesses da Nação"; previu destituição de diretorias, com nomeação de delegado do Ministro para administrar a entidade, e cassação da carta de reconhecimento; proibiu a filiação a organizações internacionais 11. O DHBB ressalta que só então se estipulou "de forma taxativa" a unicidade 12.
  • Enquadramento. Um quadro prévio de atividades e profissões, controlado pela Divisão de Organização e Assistência Sindical do Ministério, definia quem podia formar sindicato, numa pirâmide corporativa vertical 1.
  • Imposto sindical (julho de 1940). Contribuição anual compulsória de todos os integrantes da categoria, filiados ou não, equivalente a um dia de trabalho para o empregado 1 13. Para Luciano Martins, no DHBB, o imposto teve "função desmobilizadora" e contribuiu "para falsificar a representação sindical", por garantir recursos às diretorias independentemente da participação dos filiados 12.
  • Salário mínimo (1º de maio de 1940) 14, previsto desde a Constituição de 1934 7.
  • Justiça do Trabalho. Organizada pelo Decreto-Lei nº 1.237, de 2 de maio de 1939, e instalada em 1º de maio de 1941 15 6.

Apesar disso, a sindicalização permaneceu baixa: em 1º de maio de 1943 Vargas lançou um apelo pela "sindicalização em massa", sem resultado, segundo Evaristo de Morais Filho 1.

A CLT (1943)

Fatos documentadosDocumento de época

A Consolidação das Leis do Trabalho foi aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e entrou em vigor em 10 de novembro de 1943 3 16. Foi preparada por comissão nomeada em janeiro de 1942; o anteprojeto, publicado em janeiro de 1943, recebeu cerca de duas mil sugestões 16. Tinha 922 artigos em 11 títulos 16.

O DHBB, em texto de Evaristo de Morais Filho, sustenta que a CLT inovou e foi, na prática, um código, "nascida direta do solo da Carta corporativa de 1937"; nem todos os seus dispositivos eram autoritários, "mas não há como negar que toda a parte de direito coletivo, greve, sindicato, convenção coletiva e mesmo a Justiça do Trabalho, impregnou-se da marca do corporativismo estatal vigente" 16.

O art. 528 original permitia ao ministro do Trabalho, "ocorrendo dissídios ou circunstâncias que perturbem o funcionamento do sindicato", intervir por delegado com poderes de administração 3. O art. 578 denominava as contribuições devidas aos sindicatos de "imposto sindical" 3.

Quem ficou de fora

Fatos documentadosDocumento de época

A CLT, salvo disposição expressa em contrário, não se aplicava aos empregados domésticos, aos trabalhadores rurais (exceto os ocupados em atividades classificadas como industriais ou comerciais) e aos servidores públicos (art. 7º, na redação de 1945) 3 16. A comissão consolidadora admitiu incorporar "gradativamente" os trabalhadores do campo, estendendo-lhes férias, garantias do contrato individual e aviso prévio 16. A carteira profissional de 1932 abrangia apenas comércio e indústria 5.

Num país em que a população rural predominou por décadas, entre 60% e 70% de 1872 a 1920, segundo dados censitários citados pelo DHBB 1, a exclusão dos rurais deixou fora do núcleo de direitos uma parte muito grande dos trabalhadores. A Constituição de 1988 afetou diversos dispositivos da CLT, entre eles os referentes aos trabalhadores domésticos 16.

Propaganda e o "pai dos pobres"

Fatos documentados

O DIP distribuiu "inúmeros folhetos explicativos" sobre a obra do governo, "principalmente no campo da legislação trabalhista", e construiu a imagem de Vargas como "pai dos pobres" 17. Em 1942, os discursos semanais do ministro do Trabalho Alexandre Marcondes Filho eram produzidos pelo DIP, irradiados na Hora do Brasil e reproduzidos no jornal A Manhã 18. Pesquisas sobre a imprensa interditada analisam a ressignificação do 1º de Maio pelo regime 18; não por acaso, o salário mínimo (1940), a instalação da Justiça do Trabalho (1941) e a CLT (1943) datam de 1º de maio 14 6 3.

Interpretações: outorga, conquista e "invenção do trabalhismo"

Interpretação historiográficaDebate em aberto

O sentido dessa política é um dos grandes debates da historiografia brasileira:

  • Outorga. A propaganda do Estado Novo apresentou a legislação como dádiva do chefe do governo 17. A narrativa da outorga apagava as lutas operárias anteriores a 1930.
  • Conquista e pressão operária. Evaristo de Morais Filho, no DHBB, insiste que leis anteriores a 1930 foram obtidas "sob pressão operária" e que, até 1935, sindicatos ativos usaram as prerrogativas legais para obter convenções coletivas melhores que os benefícios oficiais 1.
  • Controle e "peleguismo". Uma tradição crítica, à qual se filiam os textos de Evaristo de Morais Filho e de Luciano Martins no DHBB, enfatiza que o modelo "entregou o sindicato ao Estado", com unicidade, enquadramento, imposto sindical e intervenção, o que favorecia dirigentes dependentes do Ministério e pouco ligados às bases, o fenômeno que o vocabulário sindical brasileiro chama de "peleguismo" 1 12. Luiz Werneck Vianna analisou essa estrutura a partir da relação entre liberalismo e corporativismo 19.
  • Pacto trabalhista. Angela de Castro Gomes, em A invenção do trabalhismo (1988), propôs entender a relação entre Estado e trabalhadores como um pacto que combinava benefícios materiais e uma dimensão simbólica, na qual o discurso estatal se apropriou de reivindicações e de linguagem do próprio movimento operário 20. John French estudou como trabalhadores usaram a CLT, "afogados em leis" que muitas vezes não eram cumpridas, como recurso de luta 21. (Resumos gerais de obras não consultadas nesta redação.)

Esta enciclopédia não arbitra o debate. As fontes abertas sustentam que houve ao mesmo tempo ampliação real de direitos para parte dos trabalhadores urbanos e restrição real da liberdade sindical, com repressão a comunistas e anarquistas.

Permanências: de 1946 à ditadura de 1964

Fatos documentadosDocumento de época

A Constituição de 1946 restabeleceu o direito de greve, a ser regulado em lei, mas "manteve-se a mesma, a mesmíssima legislação ordinária, com o mesmo, o mesmíssimo modelo de organização sindical" 1. Entre 1946 e 1964, segundo o mesmo texto, os sindicatos se politizaram e organismos de cúpula surgiram à margem da CLT 1.

Depois do golpe de 1964, o governo Castelo Branco valeu-se "tanto dos recursos da repressão policial, quanto daqueles previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como a prerrogativa de intervenção nos sindicatos, destituindo dirigentes eleitos e substituindo-os por interventores nomeados" 1. Entre 1964 e 1965 sofreram intervenção 428 entidades sindicais, 383 sindicatos (18% do total), 45 federações (42%) e quatro confederações (66,7%); entre 1964 e 1966, 84 dirigentes sindicais tiveram os direitos políticos cassados; o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e o Pacto de Unidade e Ação foram fechados 1. Em 1966, o Decreto-Lei nº 3 deu ao art. 528 da CLT nova redação, acrescentando "motivos relevantes de segurança nacional" como causa de intervenção 3. Ver Ditadura militar (1964–1985).

A Constituição de 1988 vedou ao poder público "a interferência e a intervenção na organização sindical", mas manteve a unicidade e a contribuição prevista em lei 16; a contribuição sindical só deixou de ser compulsória com a Lei nº 13.467/2017, que exigiu autorização prévia e expressa 3. A retomada das greves no fim dos anos 1970, ver Greves do ABC (1978–1980), se fez em parte contra essa herança.

Indicadores

Cada número traz fonte, série, unidade, período e limitações. Números de séries ou universos diferentes não se comparam nem se somam.

IndicadorValorPeríodoFonte e sérieLimitações
Entidades sindicais sob intervenção do Ministério do Trabalho após o golpe de 1964428 (383 sindicatos, 45 federações, 4 confederações) entidades1964–1965Sindicalismo, verbete temáticoDHBB, verbete "Sindicalismo" (parte de Maria Hermínia Tavares de Almeida)Percentuais referem-se ao total de cada nível; não inclui intervenções posteriores a 1965 nem o sindicalismo rural não reconhecido.
Sindicatos de empregados aptos a eleger representantes classistas à Constituinte361 sindicatos1933Sindicalismo, verbete temáticoDados de Valdir Niemeyer citados no DHBBIndica sindicatos reconhecidos em condições de votar, não o total de associações operárias existentes.

No portal Ditaduras no Brasil

Governo Provisório (1930–1934) · Governo constitucional de Vargas (1934–1937) · Estado Novo (1937–1945) · República de 1946 (1946–1964) · Ditadura de 1964–1985 · Nacional

Economia e trabalhoGovernos e instituiçõesRepressão

Cronologia

  1. novembro de 1930

    Criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio.1

  2. 19 de março de 1931

    Decreto nº 19.770 (Lei de Sindicalização).2

  3. 21 de março de 1932

    Decreto nº 21.175 institui a carteira profissional.5

  4. 12 de maio de 1932

    Decreto nº 21.396 cria as Comissões Mistas de Conciliação.6

  5. 25 de novembro de 1932

    Decreto nº 22.132 cria as Juntas de Conciliação e Julgamento.6

  6. 16 de julho de 1934

    Constituição de 1934: pluralidade e autonomia sindical; salário mínimo, oito horas, férias.7

  7. novembro de 1935

    Após os levantes, intervenções em sindicatos e atestado negativo de ideologia.1

  8. 10 de novembro de 1937

    Constituição de 1937: sindicato reconhecido pelo Estado; greve declarada "recurso anti-social".10

  9. 2 de maio de 1939

    Decreto-Lei nº 1.237 organiza a Justiça do Trabalho.15

  10. 5 de julho de 1939

    Decreto-Lei nº 1.402: um sindicato por profissão.11

  11. 1 de maio de 1940

    Instituição do salário mínimo.14

  12. julho de 1940

    Criação do imposto sindical.12

  13. 1 de maio de 1941

    Instalação da Justiça do Trabalho.6

  14. 1 de maio de 1943

    Decreto-Lei nº 5.452 aprova a CLT.3

  15. 10 de novembro de 1943

    CLT entra em vigor.16

  16. 18 de setembro de 1946

    Constituição de 1946 reconhece o direito de greve; estrutura sindical é mantida.1

  17. 1964

    Ditadura intervém em 428 entidades sindicais (1964–1965) com base na CLT.1

  18. 27 de janeiro de 1966

    Decreto-Lei nº 3 inclui "segurança nacional" entre os motivos de intervenção (art. 528 da CLT).3

Bibliografia comentada

  • Evaristo de Morais Filho (até 1979) e Maria Hermínia Tavares de Almeida (1964–1985). Sindicalismo, verbete temático

    Síntese em duas partes: Evaristo de Morais Filho (até 1979), crítico do corporativismo, e Maria Hermínia Tavares de Almeida (1964–1985), com os números das intervenções de 1964–1965.

  • Evaristo de Morais Filho e José Francisco Siqueira Neto. Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), verbete temático

    Leitura jurídica da CLT como código nascido da Carta de 1937, com a análise das exclusões e do direito coletivo.

  • Angela de Castro Gomes. A invenção do trabalhismo (1988)

    Obra central do debate sobre o pacto trabalhista e a dimensão simbólica da política de Vargas.

  • John D. French. Afogados em leis: a CLT e a cultura política dos trabalhadores brasileiros (2001)

    Estudo sobre o uso da CLT pelos trabalhadores e a distância entre lei e prática.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Evaristo de Morais Filho (até 1979) e Maria Hermínia Tavares de Almeida (1964–1985). Sindicalismo, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  2. 2Decreto nº 19.770, de 19 de março de 1931 (regula a sindicalização). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  3. 3Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, Consolidação das Leis do Trabalho (texto compilado). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto compilado: mostra redações sucessivas de cada artigo (ex.: art. 528 original e a redação do Decreto-Lei nº 3/1966).
  4. 4Decreto nº 19.433, de 26 de novembro de 1930 (cria o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio).[Fonte primária · referência bibliográfica]Norma não aberta nesta redação; o mês de criação (novembro de 1930) consta do DHBB.
  5. 5Decreto nº 21.175, de 21 de março de 1932 (institui a carteira profissional). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  6. 6Samuel Souza. Justiça do Trabalho, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  7. 7Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 16 de julho de 1934. Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Alzira Alves de Abreu. Revolta Comunista de 1935, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  9. 9Renato Lemos. Müller, Filinto, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 10Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937. Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto compilado com as leis constitucionais posteriores (inclusive a nº 7/1942, que deu nova redação ao art. 173).
  11. 11Decreto-Lei nº 1.402, de 5 de julho de 1939 (regula a associação em sindicato). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto com alterações posteriores anotadas (ex.: Decreto-Lei nº 2.353/1940); a publicação original está na Legislação Informatizada da Câmara.
  12. 12Luciano Martins. Estado Novo, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  13. 13Decreto-Lei nº 2.377, de 8 de julho de 1940 (contribuição sindical, o "imposto sindical").[Fonte primária · referência bibliográfica]Norma não aberta nesta redação; a data de julho de 1940 consta do verbete do DHBB sobre o Estado Novo.
  14. 14Decreto-Lei nº 2.162, de 1º de maio de 1940 (institui o salário mínimo).[Fonte primária · referência bibliográfica]Norma não aberta nesta redação (a URL testada no Planalto apontava para outro diploma homônimo de 1984).
  15. 15Decreto-Lei nº 1.237, de 2 de maio de 1939 (organiza a Justiça do Trabalho). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  16. 16Evaristo de Morais Filho e José Francisco Siqueira Neto. Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto de natureza jurídica, escrito originalmente no fim dos anos 1970 e atualizado até 1995.
  17. 17Rejane Araújo. Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  18. 18Vandré Aparecido Teotônio da Silva. As cidades em ritmo de festa: a ressignificação do 1º de Maio na imprensa interditada do Estado Novo (1937-1945). Anais de simpósio da ANPUH.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Ano do simpósio não conferido (arquivo publicado no repositório da ANPUH em 2019).
  19. 19Luiz Werneck Vianna. Liberalismo e sindicato no Brasil. Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1976.[Historiografia · referência bibliográfica]
  20. 20Angela de Castro Gomes. A invenção do trabalhismo. Vértice / IUPERJ, São Paulo / Rio de Janeiro, 1988.[Historiografia · referência bibliográfica]
  21. 21John D. French. Afogados em leis: a CLT e a cultura política dos trabalhadores brasileiros. Fundação Perseu Abramo, São Paulo, 2001.[Historiografia · referência bibliográfica]

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP, rascunho assistido por IA
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.095 palavras · 21 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisado: verbetes do DHBB (Sindicalismo, CLT, Justiça do Trabalho, Estado Novo, Revolta de 1935, Filinto Müller, DIP); textos do Decreto nº 19.770/1931, Decreto nº 21.175/1932, Constituições de 1934 e 1937, Decreto-Lei nº 1.402/1939, Decreto-Lei nº 1.237/1939 e CLT compilada (Planalto); artigo de V. Teotônio da Silva (ANPUH). Pendências: (1) abrir os textos originais do Decreto nº 19.433/1930, do Decreto-Lei nº 2.162/1940 (salário mínimo) e do Decreto-Lei nº 2.377/1940 (imposto sindical), marcados como referência bibliográfica; (2) conferir na publicação original o art. 7º da CLT de 1943 (o Planalto mostra a redação do Decreto-Lei nº 8.079/1945); (3) o DHBB (Estado Novo) diz que a pluralidade "deixou de existir por decreto de agosto de 1931", divergente do Decreto nº 19.770 (março de 1931); conferir; (4) CNV, vol. II, texto 2 (trabalhadores), download bloqueado pelo servidor (Request Rejected); usar para confirmar intervenções de 1964; (5) ler Angela de Castro Gomes, Werneck Vianna e John French antes de detalhar suas teses (resumos gerais apenas); (6) checar a afirmação do DHBB de que a Constituição de 1946 extinguiu a contribuição sindical obrigatória (não usada no texto).Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Política trabalhista e sindical (1930–1945). In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/legislacao-trabalhista-e-sindical-do-estado-novo.

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