Pular para o conteúdo
Exército Lulaacervo documental
PessoaPublicado

Getúlio Vargas

Político gaúcho, chefe do Governo Provisório, presidente constitucional, ditador do Estado Novo e presidente eleito (1882–1954)

Governou o Brasil de 1930 a 1945, como chefe do Governo Provisório, presidente eleito pela Constituinte e ditador do Estado Novo, e de 1951 a 1954, eleito pelo voto direto. Associado à legislação trabalhista e à industrialização e responsável por uma ditadura com censura e repressão política.

Também: Getúlio Dornelles Vargas · Getulio Vargas · "Gegê" · "pai dos pobres" (epíteto da propaganda oficial)

Índice e ficha
Nome completo
Getúlio Dornelles Vargas
Nascimento
19 de abril de 1882, São Borja (RS)
Morte
24 de agosto de 1954, Rio de Janeiro (Palácio do Catete)Suicídio.
Nacionalidade
brasileira
Papéis
  • Presidente do Rio Grande do SulOutro papel · 1928–1930
  • Chefe do Governo ProvisórioChefe de Estado ou de governo · 1930–1934
  • Presidente eleito pela Assembleia ConstituinteChefe de Estado ou de governo · 1934–1937
  • Ditador (chefe do Estado Novo)Chefe de Estado ou de governo · 1937–1945
  • Senador pelo Rio Grande do SulOutro papel · 1946–1950
  • Presidente eleito pelo voto diretoChefe de Estado ou de governo · 1951–1954
Como se definia
Não se declarou comunista, socialista nem fascista; formou-se no castilhismo do PRR e, a partir de 1943, apresentou-se como líder do trabalhismo.
Filiações
Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) (c. 1907–1930); Partido Social Democrático (PSD), legenda pela qual foi eleito senador pelo RS (1945); Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) (1945–1954)
Período
1882–1954
Área
Ditaduras no Brasil
Regiões
Brasil
Temas
Estado, poder e democracia, Repressão, violência política e direitos, Movimento operário e sindical, Economia e organização social

Getúlio Dornelles Vargas (São Borja, RS, 19 de abril de 1882 – Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1954) governou o Brasil por cerca de dezenove anos, em fases de natureza muito diferente 1. Sua trajetória exige separar com cuidado o chefe do Governo Provisório (1930–1934), o presidente constitucional eleito pela Assembleia Constituinte (1934–1937), o ditador do Estado Novo (1937–1945), o senador de oposição ao governo Dutra (1946–1950) e o presidente eleito pelo voto direto (1951–1954).

A memória de Vargas é disputada. Para uns, é o estadista da legislação trabalhista, da siderurgia e da Petrobras; para outros, o ditador que fechou o Congresso, censurou a imprensa e manteve uma polícia política acusada de tortura. Este verbete apresenta as duas dimensões com as respectivas fontes e graus de prova, sem que uma anule a outra. Ver também Estado Novo (1937–1945) e Autoritarismo e rupturas na história do Brasil.

Formação e carreira gaúcha (1882–1930)

Fatos documentados

Vargas nasceu em São Borja, na fronteira com a Argentina, filho de Manuel do Nascimento Vargas, veterano da Guerra do Paraguai e chefe local do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), e de Cândida Dornelles Vargas. Ainda jovem, alterou o ano de nascimento para 1883, fato só descoberto no centenário 1. Serviu no Exército, estudou na Faculdade de Direito de Porto Alegre, formou-se em 1907 e militou no castilhismo, corrente dominante do PRR (o DHBB observa que o positivismo teve influência limitada em sua formação); em 1907 integrou o Bloco Acadêmico Castilhista, com Eurico Gaspar Dutra e Pedro Aurélio de Góis Monteiro entre os membros 1.

Foi promotor, deputado estadual (a partir de 1909), deputado federal (1923–1926) e líder da bancada gaúcha, apoiando as medidas de exceção de Artur Bernardes contra as revoltas tenentistas 1. Em 15 de novembro de 1926 assumiu o Ministério da Fazenda de Washington Luís e, em 25 de janeiro de 1928, a presidência do Rio Grande do Sul, onde estimulou sindicatos de produtores e buscou acordo com a oposição libertadora 1. Em 1929, foi lançado candidato da Aliança Liberal à Presidência, contra Júlio Prestes 1.

A Revolução de 1930

Fatos documentados

Derrotado nas eleições de 1930, Vargas participou da conspiração que desencadeou o movimento armado de 3 de outubro de 1930 em Porto Alegre, Minas Gerais e no Nordeste. Em 24 de outubro, generais depuseram Washington Luís no Rio; depois de impasse com a junta militar, Vargas tomou posse como chefe do Governo Provisório em 3 de novembro de 1930 1.

Chefe do Governo Provisório (1930–1934)

Fatos documentados

Pelo Decreto nº 19.398, de 11 de novembro de 1930, que assinou, Vargas assumiu discricionariamente os poderes Executivo e Legislativo e confirmou a dissolução de todos os legislativos 2. Nomeou interventores, criou os Ministérios do Trabalho e da Educação, reduziu o STF e aposentou compulsoriamente seis ministros, e promulgou em 1931 a Lei de Sindicalização, de inspiração corporativista 1. Enfrentou e derrotou a Revolução Constitucionalista de 1932; depois, suspendeu por três anos os direitos políticos dos líderes vencidos 1. Convocou a Constituinte, eleita em maio de 1933.

Presidente eleito pela Constituinte (1934–1937)

Fatos documentados

Em 17 de julho de 1934, a Constituinte elegeu Vargas presidente com 175 votos, para um mandato de quatro anos sem reeleição 1. Segundo o DHBB, ele preparou um discurso de posse crítico à nova Carta, que "fragmenta e dilui a autoridade" 1.

Nesse período constitucional, sancionou a Lei de Segurança Nacional (4 de abril de 1935) 3, decretou o fechamento da ANL, pediu ao Congresso o estado de sítio após o Levante comunista de 1935 e promulgou as emendas que permitiram o estado de guerra, instaurado em março de 1936 1. Enviou ao Congresso o projeto do Tribunal de Segurança Nacional, criado em setembro de 1936 4. Em agosto de 1936, assinou com o ministro Vicente Rao o decreto de expulsão de Olga Benario, entregue à Alemanha nazista 5. O DHBB conclui que, nesse período, Vargas marchava para a consolidação do poder pessoal "especulando continuamente com a ameaça comunista, largamente fabricada pelo próprio governo" 1.

Ditador do Estado Novo (1937–1945)

Fatos documentados

Em 10 de novembro de 1937, Vargas comandou o golpe que fechou o Congresso e outorgou a Constituição de 1937 1. Assinou a Carta que dissolveu os legislativos e declarou o estado de emergência 6, o decreto de extinção dos partidos (2 de dezembro de 1937) 1 e a Lei Constitucional nº 1, de 16 de maio de 1938, que ampliou a pena de morte a crimes políticos 7. Governou por decretos-leis, sem convocar o plebiscito nem o Parlamento previstos 8.

No mesmo período, assinou a criação do DASP (1938), da Justiça do Trabalho (1939), do DIP (1939) e a CLT (1943) 9 10 11 12; negociou o financiamento de Volta Redonda e conduziu a passagem da neutralidade à guerra contra o Eixo em 1942 1. A partir de 1940 foi objeto de um culto oficial à personalidade organizado pelo DIP 1.

Na política externa, Vargas praticou até 1941 a "equidistância pragmática" entre Estados Unidos e Alemanha, usando a rivalidade para obter armamentos e o financiamento da siderurgia; o discurso de 11 de junho de 1940, a bordo do encouraçado Minas Gerais, elogiou "as nações fortes" e foi recebido como aceno ao Eixo, e o DHBB registra que até meados de 1941 ele manteve negociações paralelas com o embaixador alemão, à revelia de Osvaldo Aranha 1 8. Depois de Pearl Harbor, rompeu com o Eixo (28 de janeiro de 1942), assinou os Acordos de Washington e propôs a Roosevelt o envio de uma força expedicionária 8. No plano interno, lançou em 1940 a "Marcha para o Oeste" e incentivou a migração de nordestinos para os seringais amazônicos a partir de 1942, política que, segundo Otávio Velho citado pelo DHBB, "resultou em muitas mortes e decepção" 1. Seus diários pessoais, publicados em 1995, são fonte primária para o período 13. Ver Estado Novo (1937–1945).

A partir de 1943, diante da perspectiva de vitória aliada, Vargas buscou nova base política no trabalhismo, divulgado pelo ministro Marcondes Filho na Hora do Brasil, e cogitou eleições pela estrutura corporativa dos sindicatos; segundo o DHBB, Dutra recusou o esboço dizendo que se tratava de fazer "eleição mesmo" 1. Em 10 de novembro de 1943 terminava o prazo de seis anos ligado ao plebiscito, adiado sob a alegação da guerra 1.

Responsabilidades pela repressão: graus de prova

Fatos documentadosResultado de pesquisaAcusação (não comprovada)

É preciso distinguir o que Vargas assinou, o que se documenta como ciência ou ordem dele, e o que cabe a subordinados:

  1. Atos assinados (documento de época): a Lei de Segurança Nacional de 1935 3; o Decreto nº 19.398/1930 2; a Constituição de 1937, com a dissolução dos legislativos (art. 178), o estado de emergência (art. 186) e a autorização de aposentar funcionários "por conveniência do regime" (art. 177) 6; a Lei Constitucional nº 1/1938 (pena de morte) 7; o Decreto nº 10.358/1942, que suspendeu garantias constitucionais durante a guerra 14; o Decreto-Lei nº 406/1938, que autorizou limitar a entrada de estrangeiros por "raças ou origens" 15; e o decreto de expulsão de Olga Benario (1936) 5.
  2. Relação com a polícia política (pesquisa historiográfica): Boris Fausto, citado pelo DHBB, registra que Vargas elogiou inúmeras vezes Filinto Müller, que se comunicava diretamente com o presidente; em carta a Osvaldo Aranha, Vargas chamou seu chefe de polícia de "incansável" 1 5. Os testemunhos sobre sua atitude diante dos presos divergem: o advogado Sobral Pinto falou em "absoluta indiferença"; Alzira Vargas relatou intervenções a favor de professores presos 1.
  3. Restrição a refugiados judeus (pesquisa historiográfica): segundo resenha do livro de Maria Luiza Tucci Carneiro, a Circular Secreta nº 1.127, que proibia vistos a judeus, foi aprovada por Vargas; Fábio Koifman destaca o papel do Ministério da Justiça entre 1941 e 1945 e afirma que desobediências de diplomatas podiam provocar inquérito ou demissão por ação direta de Vargas 16 17.
  4. Tortura (acusação, sem julgamento): as denúncias de tortura e de mortes sob custódia, como as de Arthur Ewert e Victor Allan Barron em 1936, foram dirigidas sobretudo à polícia de Filinto Müller 1 5. Não se localizou nesta redação documento que registre ordem pessoal de Vargas para torturar; sua responsabilidade é política e de comando, como chefe do governo que manteve e elogiou esse aparato.

Nenhum desses fatos foi objeto de processo judicial contra Vargas.

Política trabalhista e seus limites

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

A legislação social associada a Vargas, salário mínimo, Justiça do Trabalho, CLT, previdência, foi construída entre 1930 e 1945 junto com o controle estatal dos sindicatos: unicidade sindical, imposto sindical e proibição da greve 8 6. A CLT não se aplicava a empregados domésticos nem a trabalhadores rurais 12 18, exclusão que só seria enfrentada pelo Estatuto do Trabalhador Rural (1963) e, para o trabalho doméstico, pela Emenda Constitucional nº 72 (2013) 19 20. Em novembro de 1944, Vargas anunciou leis que estabeleciam o direito à sindicalização dos trabalhadores rurais 1; seu alcance prático não foi avaliado nesta redação.

Em 1943, ao mesmo tempo que decretava aumento do salário mínimo, o governo permitiu jornadas de dez horas a pedido dos industriais e endureceu exigências para assembleias sindicais; Francisco Weffort, citado pelo DHBB, conclui que Vargas não se dispunha "a soltar os controles além do que fosse estritamente necessário" 1. Para o debate sobre o trabalhismo, ver Angela de Castro Gomes 21 e Política trabalhista e sindical (1930–1945).

Deposição, senador e oposição (1945–1950)

Fatos documentados

Depois da anistia de 18 de abril de 1945, decreto-lei assinado por Vargas que abrangia crimes políticos desde julho de 1934 22, e da criação de PSD e PTB, o movimento queremista pediu sua permanência; em 29 de outubro de 1945, os militares, sob Góis Monteiro, o depuseram; Vargas assinou a renúncia formal e partiu em 31 de outubro para São Borja 1. Em 2 de dezembro de 1945, foi eleito senador por dois estados, Rio Grande do Sul (PSD) e São Paulo (PTB), e deputado em vários, assumindo a cadeira de senador pelo Rio Grande do Sul 1. Na Constituinte de 1946, a UDN apresentou moção condenando o Estado Novo 1. Licenciou-se longamente do Senado entre 1947 e 1949 e articulou o PTB e a aliança com o PSP de Ademar de Barros 1.

Presidente eleito (1951–1954)

Fatos documentados

Em 3 de outubro de 1950, Vargas foi eleito presidente com 48,7% dos votos e tomou posse em 31 de janeiro de 1951, sob a Constituição de 1946 1. Seu governo foi democrático, com Congresso, imprensa livre e oposição atuante, embora a polícia tenha reprimido a tiros um comício pelo monopólio do petróleo na Cinelândia em 1952 1. Em 3 de outubro de 1953, sancionou a Lei nº 2.004, que criou a Petrobras com monopólio estatal, depois de uma campanha nacionalista ("O petróleo é nosso") que pressionou o próprio governo, cujo projeto inicial não previa monopólio 1.

Em 3 de janeiro de 1952, um decreto limitou a 10% as remessas de lucros ao exterior 1. Em junho de 1953, Vargas reformou o ministério: nomeou João Goulart, presidente nacional do PTB, para o Ministério do Trabalho, e Osvaldo Aranha para a Fazenda, com um programa de estabilização contra a inflação 1. Goulart apoiou a greve nacional dos marítimos de junho de 1953, afastou um dirigente apontado pelos grevistas como "pelego" e iniciou a organização de sindicatos rurais, o que alarmou industriais e militares conservadores 1.

A oposição, liderada pela UDN e pelo jornalista Carlos Lacerda, concentrou-se no caso do jornal Última Hora, de Samuel Wainer, favorável ao governo: uma CPI concluiu em novembro de 1953 que os financiamentos do Banco do Brasil ao grupo haviam sido irregulares, mas não encontrou provas de intervenção de Vargas, afastando a hipótese de impeachment 1. Em 8 de fevereiro de 1954, o Manifesto dos coronéis, assinado por 42 coronéis e 39 tenentes-coronéis, entre eles Golbery do Couto e Silva, Sílvio Frota, Ednardo D'Ávila Melo e Amauri Kruel, nomes que reapareceriam na ditadura de 1964, protestou contra a situação do Exército e contra a proposta de aumento de 100% do salário mínimo; Goulart foi afastado do ministério em 22 de fevereiro, no dia em que apresentou a proposta 1.

A crise final começou com o atentado da rua Tonelero, em 5 de agosto de 1954, que feriu o jornalista Carlos Lacerda e matou o major-aviador Rubens Vaz; o inquérito da Aeronáutica (a chamada "República do Galeão") chegou a Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente 1. Diante do ultimato dos generais, na manhã de 24 de agosto de 1954 Vargas suicidou-se com um tiro no Palácio do Catete 1.

A carta-testamento

Documento de épocaDebate em aberto

Ao lado do corpo foi encontrada a cópia de uma carta assinada, lida por Osvaldo Aranha e irradiada pela Rádio Nacional antes das nove da manhã 1. Dirigida ao povo brasileiro, a carta-testamento atribui a crise a interesses internacionais e nacionais contrários à sua política e apresenta a morte como sacrifício; foi incorporada ao programa do PTB 1. Sua autoria foi discutida: o DHBB considera haver "razões suficientes" para acreditar na autenticidade, com base em testemunhas que viram Vargas ler e assinar o papel, e registra a participação, "maior ou menor", do jornalista José Soares Maciel Filho, que a datilografou 1. O texto integral, documento de domínio amplo, não é reproduzido aqui.

Legado e memória em disputa

Interpretação historiográficaDebate em aberto

O suicídio converteu Vargas em bandeira do nacionalismo e do trabalhismo; o PTB, depois João Goulart, e após 1979 o novo PTB e o PDT reivindicaram sua herança 1. A oposição liberal e a UDN fizeram do antigetulismo uma identidade política. A historiografia oscila entre leituras do "populismo" como manipulação das massas 23, do trabalhismo como pacto com agência dos trabalhadores 21 e de biografias que buscam integrar as faces do personagem 24 25.

Do ponto de vista deste núcleo, a memória de Vargas não pode separar o "pai dos pobres", imagem fabricada também pela propaganda do DIP 26, do ditador que governou sem Parlamento e manteve uma polícia política. Nem pode tratar como Estado Novo o que pertence a outras fases: a entrega de Olga Benario e a repressão de 1935–1937 ocorreram sob o governo constitucional; a Petrobras e o suicídio, sob um governo eleito.

Responsabilidades e grau de prova

Ocupar um cargo não prova participação pessoal em cada crime. A tabela diz o que cada fonte afirma e com que grau de prova.

SobreGrau de provaO que a fonte afirmaFonte
Lei de Segurança Nacional (1935) e medidas de exceção de 1935–1937Documento de épocaVargas sancionou a Lei nº 38/1935 e pediu ao Congresso o estado de sítio e as emendas que permitiram o estado de guerra.Lei nº 38, de 4 de abril de 1935 (define crimes contra a ordem política e social)
Expulsão de Olga Benario (1936)Documento de épocaO DHBB registra que o decreto de expulsão, de agosto de 1936, foi assinado pelo ministro da Justiça Vicente Rao e pelo presidente Getúlio Vargas.Müller, Filinto, verbete biográfico
Golpe de 1937, dissolução dos legislativos e estado de emergênciaDocumento de épocaVargas assinou a Constituição de 1937 (arts. 178, 180, 186).Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937
Pena de morte para crimes políticos (1938)Documento de épocaVargas assinou a Lei Constitucional nº 1, de 16 de maio de 1938. Não se verificou nesta redação se houve execuções com base nela.Lei Constitucional nº 1, de 16 de maio de 1938 (emenda o art. 122, nº 13, da Constituição)
Apoio à polícia política de Filinto MüllerResultado de pesquisaBoris Fausto, citado pelo DHBB, registra que Vargas elogiou repetidamente Filinto Müller, que se comunicava diretamente com ele.Vargas, Getúlio, verbete biográfico
Restrição de vistos a judeusResultado de pesquisaSegundo resenha do livro de Tucci Carneiro, a Circular Secreta nº 1.127 foi aprovada por Vargas.Entlarvung des Antisemitismus der Regierungen Vargas und Dutra (resenha de Weltbürger, de Maria Luiza Tucci Carneiro)

No portal Ditaduras no Brasil

Primeira República e estados de sítio (1889–1930) · Governo Provisório (1930–1934) · Governo constitucional de Vargas (1934–1937) · Estado Novo (1937–1945) · República de 1946 (1946–1964) · Nacional, Sul (RS, RJ)

PessoasGovernos e instituiçõesGolpes e rupturasRepressãoEconomia e trabalho

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

  • Citação localizada na fonte
    “O Estado Novo foi instituído por vós e para sua sustentação está empenhada vossa responsabilidade.”

    Discurso de Vargas a militares na inauguração das obras da Escola Militar de Resende, em junho de 1938, conforme transcrição no DHBB.

    Transcrição conferida no DHBB, não no original publicado.

    Fonte: Vargas, Getúlio, verbete biográfico

Cronologia

  1. 19 de abril de 1882

    Nasce em São Borja (RS).1

  2. dezembro de 1907

    Forma-se em Direito em Porto Alegre.1

  3. março de 1909

    Eleito deputado estadual pelo PRR.1

  4. outubro de 1922

    Eleito deputado federal.1

  5. 15 de novembro de 1926

    Assume o Ministério da Fazenda.1

  6. 25 de janeiro de 1928

    Assume a presidência do Rio Grande do Sul.1

  7. 3 de outubro de 1930

    Início da Revolução de 1930.1

  8. 3 de novembro de 1930

    Toma posse como chefe do Governo Provisório.1

  9. 9 de julho de 1932

    Enfrenta a Revolução Constitucionalista.1

  10. 17 de julho de 1934

    Eleito presidente pela Constituinte.1

  11. 4 de abril de 1935

    Sanciona a Lei de Segurança Nacional.3

  12. agosto de 1936

    Assina o decreto de expulsão de Olga Benario.5

  13. 10 de novembro de 1937

    Golpe do Estado Novo.1

  14. 11 de maio de 1938

    Resiste ao ataque integralista ao Palácio Guanabara.1

  15. 28 de janeiro de 1942

    Rompe relações com o Eixo.1

  16. 1 de maio de 1943

    Assina a CLT.12

  17. 18 de abril de 1945

    Decreta anistia política.22

  18. 29 de outubro de 1945

    Deposto pelos militares.1

  19. 2 de dezembro de 1945

    Eleito senador por RS e SP.1

  20. 3 de outubro de 1950

    Eleito presidente com 48,7% dos votos.1

  21. 31 de janeiro de 1951

    Toma posse como presidente eleito.1

  22. 3 de outubro de 1953

    Sanciona a Lei nº 2.004, que cria a Petrobras.1

  23. 5 de agosto de 1954

    Atentado da rua Tonelero.1

  24. 24 de agosto de 1954

    Suicida-se no Palácio do Catete.1

Bibliografia comentada

  • Paulo Brandi. Vargas, Getúlio, verbete biográfico

    Verbete biográfico extenso de Paulo Brandi no DHBB, de leitura aberta; base factual deste rascunho.

  • Lira Neto. Getúlio (3 volumes) (2012–2014)

    Biografia em três volumes, de grande circulação.

  • Boris Fausto. Getúlio Vargas: o poder e o sorriso (2006)

    Biografia concisa de Boris Fausto, historiador da Revolução de 1930.

  • Getúlio Vargas (ed. Maria Celina D'Araujo, Regina da Luz Moreira e Angela de Castro Gomes). Getúlio Vargas: diário (2 volumes) (1995)

    Diários de Vargas (1930–1942), editados pelo CPDOC; fonte primária indispensável.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Paulo Brandi. Vargas, Getúlio, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Verbete muito longo; nesta redação foram lidos os trechos sobre formação, 1930, Governo Provisório, 1932, 1934–1937, Estado Novo, queda, 1945–1950, posse de 1951, Petrobras, crise de agosto de 1954 e carta-testamento.
  2. 2Decreto nº 19.398, de 11 de novembro de 1930 (institui o Governo Provisório). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  3. 3Lei nº 38, de 4 de abril de 1935 (define crimes contra a ordem política e social). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 4Mônica Kornis. Tribunal de Segurança Nacional (TSN), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  5. 5Müller, Filinto, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  6. 6Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937. Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Conferidos o preâmbulo e os arts. 2º, 122 (nºs 13 e 15), 139, 140, 170–172, 175, 177, 178, 180, 186 e 187, com as anotações de alteração do próprio portal.
  7. 7Lei Constitucional nº 1, de 16 de maio de 1938 (emenda o art. 122, nº 13, da Constituição). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Luciano Martins (colaboração especial). Estado Novo, verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  9. 9Decreto-Lei nº 579, de 30 de julho de 1938 (organiza o DASP). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 10Decreto-Lei nº 1.237, de 2 de maio de 1939 (organiza a Justiça do Trabalho). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  11. 11Decreto-Lei nº 1.915, de 27 de dezembro de 1939 (cria o DIP). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  12. 12Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 (Consolidação das Leis do Trabalho). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Texto compilado. Conferidos o art. 7º (na redação dada pelo Decreto-Lei nº 8.079, de 11/10/1945) e o art. 911 (vigência em 10/11/1943). A redação original de 1943 do art. 7º não foi lida nesta redação.
  13. 13Getúlio Vargas (ed. Maria Celina D'Araujo, Regina da Luz Moreira e Angela de Castro Gomes). Getúlio Vargas: diário (2 volumes). 1995.[Fonte primária · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  14. 14Decreto nº 10.358, de 31 de agosto de 1942 (declara o estado de guerra em todo o território nacional). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  15. 15Decreto-Lei nº 406, de 4 de maio de 1938 (entrada de estrangeiros no território nacional). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Conferidos o art. 2º (limitação da entrada por 'raças ou origens'), a cota anual de 2% e o art. 85 (ensino em português nas escolas rurais).
  16. 16Dieter Strauss. Entlarvung des Antisemitismus der Regierungen Vargas und Dutra (resenha de Weltbürger, de Maria Luiza Tucci Carneiro). Pandaemonium Germanicum (USP), v. 17, n. 24, p. 225-229, 2014.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]PDF baixado e lido. A resenha atribui ao livro de Carneiro a informação sobre a Circular Secreta nº 1.127; o documento original não foi visto nesta redação.
  17. 17Os indesejáveis (sobre a pesquisa de Fábio Koifman, Imigrante ideal). Revista Pesquisa FAPESP.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Reportagem de divulgação científica; ano da edição não conferido.
  18. 18Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  19. 19Lei nº 4.214, de 2 de março de 1963 (Estatuto do Trabalhador Rural). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  20. 20Emenda Constitucional nº 72, de 2 de abril de 2013 (igualdade de direitos dos trabalhadores domésticos). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  21. 21Angela de Castro Gomes. A invenção do trabalhismo. 1988.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  22. 22Decreto-Lei nº 7.474, de 18 de abril de 1945 (concede anistia). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  23. 23Francisco Weffort. O populismo na política brasileira. 1978.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  24. 24Boris Fausto. Getúlio Vargas: o poder e o sorriso. Companhia das Letras, 2006.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  25. 25Lira Neto. Getúlio (3 volumes). Companhia das Letras, 2012–2014.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada nesta redação; indicada como leitura, não como sustentação de passagem específica.
  26. 26Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]

Rede de relações

Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.

governou

liderou

relacionado a

adversário de

Compartilhe

Peças para as redes

Geradas a partir deste verbete. Cada peça leva o endereço do verbete, onde ficam as fontes e o contexto.

Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP, rascunho assistido por IA
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
2.266 palavras · 26 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisado: verbete biográfico de Vargas no DHBB (lido por seções: formação, 1930, Governo Provisório, 1932, 1934–1937, Estado Novo, queda, 1945–1950, eleição e posse de 1951, Petrobras, crise de 1954, carta-testamento, legado), verbetes do DHBB sobre Estado Novo, Filinto Müller, TSN, DIP, CLT; atos no Planalto (Decreto 19.398/1930, Lei 38/1935, Constituição de 1937, LC 1/1938, DL 406/1938, DL 579/1938, DL 1.237/1939, DL 1.915/1939, CLT, Decreto 10.358/1942, DL 7.474/1945, Lei 4.214/1963, EC 72/2013); resenha de Strauss e reportagem da FAPESP sobre Koifman. Pendências: conferir a Lei nº 2.004/1953 no Planalto; confirmar no original a citação de Resende (1938); verificar se houve execuções sob a LC 1/1938; conferir número e texto da Circular 1.127; confirmar a extensão real da sindicalização rural anunciada em 1944; a carta-testamento não foi lida em fonte arquivística (Arquivo Nacional/CPDOC). Não reproduzir o texto integral da carta. Imagens candidatas não pesquisadas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

Encontrou um erro? Escreva pela página de correções citando o verbete e a seção. Correções ficam registradas neste histórico.

Como citar: Getúlio Vargas. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/getulio-vargas.

Continue explorando

Preferências de leitura
Tamanho do texto
Fonte