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Crítica do Programa de Gotha

Glosas marginais de Marx ao programa de unificação da social-democracia alemã (1875; publicadas em 1891)

Notas críticas de Marx, escritas em 1875, ao projeto de programa da unificação dos socialistas alemães em Gotha. Publicadas por Engels em 1891, trazem a distinção entre duas fases da sociedade comunista e a fórmula da ditadura revolucionária do proletariado.

Também: Kritik des Gothaer Programms · Randglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei · Glosas marginais ao programa do Partido Operário Alemão · Critique of the Gotha Programme

Índice e ficha
Autoria
Karl Marx
Título original
Randglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei (Kritik des Gothaer Programms)
Publicação original
1891 (Die Neue Zeit, ano 1890–1891, vol. 1, nº 18)
Idioma original
Alemão
Direitos
Texto original em domínio público.
Onde ler
Período
1875 (publ. 1891)
Área
Socialismo e comunismo
Regiões
Europa, Internacional
Temas
Teoria e conceitos, Economia e organização social, Estado, poder e democracia, Partido e organização

A Crítica do Programa de Gotha é o nome pelo qual ficaram conhecidas as "glosas marginais" que Karl Marx escreveu em abril ou no começo de maio de 1875 ao projeto de programa do futuro partido operário unificado da Alemanha 1 2. O congresso de unificação reuniu em Gotha, de 22 a 27 de maio de 1875, a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães (ADAV), fundada por Ferdinand Lassalle em 1863, e o Partido Operário Social-Democrata (SDAP), fundado em Eisenach em 1869 por August Bebel e Wilhelm Liebknecht; o novo partido chamou-se Partido Operário Socialista da Alemanha (SAP) 3.

Marx enviou o manuscrito a Wilhelm Bracke, com uma carta, pouco antes do congresso; o texto ficou guardado até que Engels o publicou em 1891, quando o partido discutia um novo programa 4. Apesar de curto e polêmico, tornou-se uma das principais fontes sobre o que Marx pensava da sociedade pós-capitalista, tema sobre o qual escreveu pouco.

Contexto: a unificação de Gotha

Fatos documentados

O programa de Gotha foi um compromisso redigido sobretudo por Wilhelm Liebknecht. Incorporava as reivindicações políticas da corrente de Eisenach, sufrágio universal, liberdades civis, e pontos econômicos da corrente lassalliana, como cooperativas de produção financiadas pelo Estado e a abolição da "lei de bronze dos salários"; comprometia-se a perseguir os fins do partido "por todos os meios legais" 3.

A nota editorial da edição portuguesa resume a objeção de Marx e Engels: eles apoiavam a existência de um único partido socialista na Alemanha, mas rejeitavam as concessões de princípio ao lassallianismo contidas no projeto 1. Os dirigentes não divulgaram a crítica; o programa vigorou por dezesseis anos e foi substituído pelo Programa de Erfurt em 1891 3. Durante as leis antissocialistas (1878–1890), o partido abandonou, em 1880, a cláusula dos "meios legais" 3.

Publicação por Engels (1891)

Fatos documentados

Engels datou seu prefácio de 6 de janeiro de 1891, em Londres. O congresso do partido em Halle (outubro de 1890) pusera o programa de Gotha em discussão e pedira um novo projeto para o congresso de Erfurt; Engels julgou que seria errado continuar escondendo o documento 4. O manuscrito, explica, consistia na carta a Bracke e na crítica do projeto, enviadas por Marx pouco antes do congresso de unificação.

Engels admite ter suprimido alguns juízos pessoais duros e expressões fortes (substituídos por reticências), além de passagens atenuadas por causa da lei de imprensa; no resto, diz reproduzir o texto literalmente 4. A publicação saiu, de forma abreviada, na revista teórica Die Neue Zeit (ano 1890–1891, vol. 1, nº 18) 2 4. Segundo as notas editoriais da edição portuguesa, Engels enfrentou resistência de dirigentes do partido e do próprio editor da revista, Karl Kautsky, e teve de aceitar alterações e cortes 4.

O título "Crítica do Programa de Gotha" consagrou-se depois; o manuscrito traz o título Randglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei (glosas marginais ao programa do partido operário alemão) 5.

Estrutura

Fatos documentadosDocumento de época

As edições correntes reúnem 1 2:

  • prefácio de Engels (1891);
  • carta de Marx a Wilhelm Bracke (1875);
  • glosas marginais, em quatro partes que seguem os parágrafos do projeto;
  • cartas relacionadas: de Engels a August Bebel (março de 1875) e de Engels a Karl Kautsky (1891), conforme a edição 6.

A parte I discute o trabalho como fonte da riqueza (Marx lembra que a natureza também é fonte de valores de uso), o monopólio dos meios de trabalho (o projeto esquecia os proprietários de terra), o "fruto integral do trabalho" e a "repartição justa", a tese lassalliana de que as demais classes formam "uma só massa reacionária" e o caráter nacional do programa, com um internacionalismo vago 7. A parte II trata da "lei de bronze dos salários"; a III, das cooperativas com ajuda do Estado; a IV, do "Estado livre", das reivindicações democráticas e da educação 8.

As duas fases da sociedade comunista

Formulação teóricaDocumento de época

É na discussão da "repartição justa" que Marx expõe sua distinção mais conhecida 7 1:

Deduções. Mesmo numa sociedade cooperativa, o produto social não pode ser repartido "integralmente" entre os trabalhadores: antes é preciso descontar a reposição dos meios de produção, a ampliação da produção, fundos de reserva, custos de administração, necessidades coletivas (escolas, saúde) e fundos para os incapazes de trabalhar 7.

Primeira fase. A sociedade comunista que acaba de sair da capitalista ainda traz, em todos os aspectos, "as marcas de nascença" da velha sociedade. Cada produtor recebe, descontadas as deduções, o equivalente ao trabalho que deu, sob a forma de certificados. O "direito igual" que mede todos pelo trabalho ainda é, diz Marx, um direito burguês: trata desigualmente pessoas desiguais (com mais filhos, mais ou menos força), e esses defeitos são inevitáveis nessa fase 7.

Fase superior. Quando tiver desaparecido a subordinação dos indivíduos à divisão do trabalho e a oposição entre trabalho intelectual e manual, quando o trabalho tiver se tornado a primeira necessidade vital e as forças produtivas tiverem crescido, a sociedade poderá escrever em sua bandeira: "De cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades!" 7 5.

Marx conclui que é um erro fazer da "distribuição" o centro do socialismo: a distribuição dos meios de consumo decorre da distribuição das condições de produção 7. A Stanford Encyclopedia lê essas passagens como um princípio de contribuição na fase inferior e um princípio de capacidades e necessidades na superior, e observa que a fórmula foi lida de modo descritivo, normativo e como expressão de dignidade humana 9. Ver Socialismo e comunismo: relações, diferenças e usos históricos.

"De cada um segundo suas capacidades...": origem da fórmula

Fatos documentadosExplicação conceitual

A frase é autêntica em Marx, está na parte I das glosas: "Jeder nach seinen Fähigkeiten, jedem nach seinen Bedürfnissen!" 5, mas não foi criada por ele. Ela já circulava no socialismo francês das décadas de 1830 a 1850:

  • Louis Blanc usou a fórmula "à chacun selon ses besoins, de chacun selon ses facultés"; um perfil acadêmico de Blanc a registra numa obra de 1851 10. Há indicações de versões anteriores de Blanc e de formulações próximas em Étienne Cabet e Constantin Pecqueur nos anos 1840, que a redação não conferiu nas fontes primárias.
  • Morelly, no Código da natureza (1755), previa que cada cidadão contribuísse segundo sua capacidade, seu talento e sua idade 11.
  • Passagens dos Atos dos Apóstolos (4:32–35 e 11:29), distribuição "conforme a necessidade de cada um" e ajuda "segundo as posses de cada um", são apontadas como antecedentes remotos 11.

Marx popularizou a fórmula, mas inseriu-a numa tese própria: ela só seria aplicável numa fase superior, com abundância e fim da divisão do trabalho, e não como norma imediata de repartição 7. A Constituição soviética de 1936 (art. 12) adotou uma variante para a "fase inferior": "de cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo seu trabalho"; Trotsky chamou essa fórmula de contraditória 11.

O Estado e a "ditadura revolucionária do proletariado"

Formulação teóricaDocumento de época

Na parte IV, Marx critica a reivindicação de um "Estado livre". Para os trabalhadores, diz, a liberdade consiste em converter o Estado de órgão situado acima da sociedade em órgão inteiramente subordinado a ela; o projeto tratava o Estado como entidade independente e falava do "Estado atual" como se não variasse de país para país 8. Em seguida vem a passagem mais citada sobre a transição: entre a sociedade capitalista e a comunista situa-se o período de transformação revolucionária de uma na outra, ao qual corresponde um período político de transição cujo Estado só pode ser "a ditadura revolucionária do proletariado" (die revolutionäre Diktatur des Proletariats) 8 5.

Marx também observa que as reivindicações democráticas do projeto, sufrágio universal, legislação direta, milícia popular, já existiam na Suíça e nos Estados Unidos e só faziam sentido numa república democrática, que o partido não ousava reivindicar abertamente diante do Império alemão; e rejeita a "educação do povo pelo Estado": aceita leis que fixem padrões e inspeções, mas não o Estado (nem a Igreja) como educador 8.

A nota editorial da tradução portuguesa (Avante!/Progresso) apresenta a "ditadura revolucionária do proletariado" como conceito central do texto 1. O sentido da palavra "ditadura" no século XIX, mais próximo de "dominação de classe" do que de "governo sem liberdades", é objeto de controvérsia (ver a seção de interpretações).

A leitura de Lenin: a primeira fase como "socialismo"

Documento de épocaInterpretação historiográfica

Em O Estado e a revolução (escrito em 1917), Lenin dedicou o capítulo V às bases econômicas do definhamento do Estado e leu a Crítica do Programa de Gotha como chave para a transição. Ali escreveu que aquilo que habitualmente se chama socialismo foi chamado por Marx de "primeira" fase, ou fase inferior, da sociedade comunista, e que nessa fase o "direito burguês" não é abolido por inteiro, mas só em parte 12. Para Lenin, o Estado só poderia definhar completamente quando a sociedade aplicasse a regra "de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades"; até lá, seriam necessários contabilidade e controle rigorosos 12.

Esse vocabulário, "socialismo" para a fase inferior, "comunismo" para a superior, tornou-se padrão no movimento comunista do século XX e foi usado pela própria União Soviética, que se declarava na fase inferior 11. Em Marx, porém, não há essa terminologia: ele fala de duas fases da sociedade comunista 7. Ver Socialismo e comunismo: relações, diferenças e usos históricos e Marxismo-leninismo.

Interpretações e debates

Interpretação historiográficaDebate em aberto
  • Ditadura e democracia. Em 1918, Karl Kautsky sustentou que a "ditadura do proletariado" de Marx descreve uma situação, o domínio político da classe operária, e não uma forma de governo; lembrava que Marx e Engels a associaram à Comuna de Paris, eleita por sufrágio universal, e concluía que só se podia entendê-la como domínio do proletariado "com base na democracia" 13. Lenin, ao contrário, leu a passagem como fundamento de um poder de classe que não se submete às regras da democracia parlamentar (ver O Estado e a revolução). A disputa marca até hoje a divisão entre Social-democracia, Socialismo democrático e Marxismo-leninismo (ver Socialismo e democracia).
  • Distribuição e justiça. Filósofos discutem se Marx rejeita a linguagem da justiça (ao chamar o "direito igual" de burguês) ou se a fórmula capacidades/necessidades expressa um princípio normativo de justiça; a Stanford Encyclopedia trata o tema dentro da teoria normativa do socialismo 9.
  • Planejamento e cálculo. Os "certificados de trabalho" da primeira fase alimentaram debates posteriores sobre cálculo em tempo de trabalho, planejamento e mercado (ver Debate do cálculo econômico socialista e Planejamento econômico).
  • Anarquistas. Críticos anarquistas viram na ideia de um Estado de transição a semente de uma nova dominação; a edição brasileira da Boitempo inclui, em anexo, os comentários de Marx ao livro Estatismo e anarquia, de Bakunin 6, que registram a outra ponta dessa polêmica (ver Anarquismo).

Essas leituras são interpretações concorrentes; nenhuma é posição oficial desta enciclopédia.

Edições e traduções em português

Fatos documentados
  • Avante!/Progresso (Lisboa–Moscou, 1982), tradução de José Barata-Moura nas Obras Escolhidas em três tomos; transcrição autorizada no Arquivo Marxista na Internet, com prefácio de Engels, carta a Bracke, glosas e cartas a Bebel e Kautsky 1.
  • Boitempo (São Paulo, 2012), tradução de Rubens Enderle, prefácio de Michael Löwy, orelha de Virgínia Fontes; inclui cartas de Marx e Engels, as atas do congresso de Gotha e os comentários de Marx a Estatismo e anarquia, de Bakunin; 144 páginas 6.

Direitos e onde ler legalmente

Fatos documentados

O texto de Marx (1875) e o prefácio de Engels (1891) estão em domínio público. Traduções modernas têm direitos próprios.

  • Em português: Arquivo Marxista na Internet, tradução de José Barata-Moura (direitos da Avante!; transcrição autorizada) 1.
  • Em alemão: Marxists Internet Archive 5.
  • Em inglês: Marx/Engels Internet Archive, a partir das Selected Works (Progress, 1970) 2.

Citações

Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.

  • Citação localizada na fonte
    “De cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades!”

    Jeder nach seinen Fähigkeiten, jedem nach seinen Bedürfnissen!

    Glosas marginais, parte I, ponto 3: a fase superior da sociedade comunista.

    Original conferido no texto alemão do MIA; tradução corrente em português. A fórmula é anterior a Marx (ver seção "origem da fórmula").

    Fonte: Randglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei

  • Paráfrase
    “Entre a sociedade capitalista e a comunista situa-se o período da transformação revolucionária de uma na outra. [...] a ditadura revolucionária do proletariado.”

    Zwischen der kapitalistischen und der kommunistischen Gesellschaft liegt die Periode der revolutionären Umwandlung [...] die revolutionäre Diktatur des Proletariats.

    Glosas marginais, parte IV.

    Tradução livre da redação a partir do alemão; para uma tradução publicada, ver a de José Barata-Moura no MIA.

    Fonte: Randglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei

Cronologia

  1. 1863

    Lassalle funda a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães (ADAV).3

  2. 1869

    Bebel e Liebknecht fundam em Eisenach o Partido Operário Social-Democrata (SDAP).3

  3. c. 1875

    Marx escreve as glosas marginais ao projeto de programa.1

  4. 22 de maio de 1875

    Abre-se o congresso de unificação em Gotha (até 27 de maio); nasce o SAP.3

  5. outubro de 1890

    Congresso de Halle põe o programa de Gotha em revisão.4

  6. 6 de janeiro de 1891

    Engels data o prefácio; o texto sai na Die Neue Zeit.4

  7. 1891

    Programa de Erfurt substitui o de Gotha.3

  8. 1917

    Lenin retoma as duas fases em O Estado e a revolução.12

  9. 1936

    Constituição soviética adota "a cada um segundo seu trabalho" (art. 12).11

Bibliografia comentada

  • Karl Marx. Crítica do Programa de Gotha, tradução de José Barata-Moura (1875)

    Texto integral em português, com o prefácio de Engels e as cartas. A leitura das glosas da parte I é indispensável.

  • Crítica do Programa de Gotha, Karl Marx (Boitempo, 2012)

    Edição brasileira com atas do congresso de Gotha e as notas de Marx sobre Bakunin, bom material para entender a polêmica completa.

  • Friedrich Engels. Prefácio à Crítica do Programa de Gotha (6 de janeiro de 1891) (1891)

    Explica por que o texto ficou guardado dezesseis anos e o que foi cortado.

  • Karl Kautsky. The Dictatorship of the Proletariat, cap. V (Dictatorship) (1918)

    A leitura democrática da "ditadura do proletariado", contraponto direto a Lenin.

  • Pablo Gilabert; Martin O'Neill. Socialism (2019 (revisão substantiva de 2024))

    Discussão filosófica atual das duas fases e do princípio capacidades/necessidades.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Karl Marx. Crítica do Programa de Gotha, tradução de José Barata-Moura. Arquivo Marxista na Internet (a partir de Obras Escolhidas em três tomos, Avante!/Progresso, 1982), 1875.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Transcrição autorizada; direitos da tradução: Avante!/Progresso.
  2. 2Karl Marx. Critique of the Gotha Programme (índice e ficha). Marx/Engels Internet Archive (a partir de Selected Works, vol. 3, Progress, 1970), 1875.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  3. 3Gotha Program. Wikipedia (inglês).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada para datas do congresso, partidos fundadores e conteúdo do programa; conferir com historiografia do SPD.
  4. 4Friedrich Engels. Prefácio à Crítica do Programa de Gotha (6 de janeiro de 1891). Arquivo Marxista na Internet, 1891.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Notas editoriais registram a publicação na Die Neue Zeit e a resistência de dirigentes e de Kautsky.
  5. 5Karl Marx. Randglossen zum Programm der deutschen Arbeiterpartei. Marxists Internet Archive (alemão), 1875.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]A página não indica volume e páginas da MEW; usualmente MEW 19, conferir.
  6. 6Crítica do Programa de Gotha, Karl Marx (Boitempo, 2012). Boitempo Editorial.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Trad. Rubens Enderle; prefácio de Michael Löwy; 144 p.; ISBN 9788575591895.
  7. 7Karl Marx. Critique of the Gotha Programme, parte I. Marx/Engels Internet Archive, 1875.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Karl Marx. Critique of the Gotha Programme, parte IV. Marx/Engels Internet Archive, 1875.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  9. 9Pablo Gilabert; Martin O'Neill. Socialism. Stanford Encyclopedia of Philosophy, 2019 (revisão substantiva de 2024).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada para a leitura filosófica das duas fases e do princípio capacidades/necessidades.
  10. 10Louis Blanc (perfil). The History of Economic Thought Website.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Registra a fórmula de Blanc em obra de 1851 (provavelmente Plus de Girondins); não confirma a primazia.
  11. 11From each according to his ability, to each according to his needs. Wikipedia (inglês).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada para antecedentes (Morelly, Atos), Constituição soviética de 1936 e crítica de Trotsky; cita Titelman (1996), Jukes (1973), Trotsky (1936).
  12. 12V. I. Lenin. The State and Revolution, cap. V. Marxists Internet Archive (Collected Works, vol. 25), 1917.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  13. 13Karl Kautsky. The Dictatorship of the Proletariat, cap. V (Dictatorship). Marxists Internet Archive (trad. inglesa, National Labour Press, 1919), 1918.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]

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  • Programa de Erfurt (verbete planejado)DocumentoFonte: Gotha Program

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP (assistida por IA)
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
1.846 palavras · 13 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir das glosas no MIA (alemão, inglês e português), prefácio de Engels de 1891, capítulo V de O Estado e a revolução, Kautsky (1918), Wikipédia (Gotha Program; fórmula), perfil de Blanc (HET), página da Boitempo e SEP. Pendências: conferir MEW 19 e local/data exatos da Die Neue Zeit; datas das cartas a Bracke (5/5/1875) e a Bebel (março de 1875); confirmar as formulações de Blanc (1839/1848/1851), Cabet e Pecqueur em fonte primária; a leitura leninista da ditadura está resumida sem citação direta, conferir.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Crítica do Programa de Gotha. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/critica-do-programa-de-gotha.

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