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Capitães da Areia

Romance de Jorge Amado (1937), queimado em praça pública em Salvador

Romance de Jorge Amado publicado em 1937 sobre meninos de rua de Salvador. Em 19/11/1937, nove dias após o golpe do Estado Novo, 808 exemplares foram queimados em Salvador por ordem de autoridade militar, numa fogueira de 1.827 livros. O DIP ainda não existia.

Também: Capitães de Areia (grafia corrente) · Capitães da areia

Índice e ficha
Autoria
jorge amado
Publicação original
1937, Rio de Janeiro (Livraria José Olympio Editora)
Idioma original
pt
Direitos
Obra protegida por direitos autorais (autor falecido em 2001; Lei nº 9.610/1998). Não reproduzir trechos; não há texto integral em acesso livre legal.
Período
1937
Área
Ditaduras no Brasil
Regiões
Brasil
Temas
Cultura, artes e vida cotidiana, Repressão, violência política e direitos

Capitães da Areia é um romance de Jorge Amado publicado em 1937 pela Livraria José Olympio Editora, do Rio de Janeiro 1 2. A obra acompanha um grupo de meninos abandonados que vivem num trapiche no cais de Salvador e sobrevivem de pequenos furtos, liderados por Pedro Bala 3 4.

O livro ficou ligado a um episódio de censura: em 19 de novembro de 1937, nove dias depois do golpe que instaurou o Estado Novo, 808 exemplares foram queimados em frente à Escola de Aprendizes Marinheiros, em Salvador, junto com centenas de outros livros, por ordem verbal do comandante da 6ª Região Militar 2. A fogueira foi obra do aparato militar do estado de guerra, não do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), criado só em dezembro de 1939 5.

A obra

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

O romance tem como protagonistas meninos de rua de Salvador nos anos 1930, Pedro Bala, o Professor, Sem-Pernas, Boa-Vida, Gato, Volta Seca, Pirulito e Dora, a única menina do grupo 4. A editora o descreve como "verdadeiro romance de formação" e talvez o romance mais influente do autor 3.

Para Eduardo de Assis Duarte, Capitães da Areia pertence ao projeto do "romance proletário" de Jorge Amado nos anos 1930, ao lado de Cacau, Suor e Jubiabá: uma ficção voltada à "base do edifício social", que heroifica os humildes e aponta aos marginalizados "o caminho da luta de classes", em linha com o "herói positivo" da literatura socialista da época 2 6. Leituras acadêmicas recentes analisam o livro como denúncia da pobreza urbana, da infância abandonada e do sistema punitivo 7 8 1.

Direitos: a obra está protegida por direitos autorais; esta enciclopédia não reproduz trechos.

Jorge Amado e o "romance proletário" dos anos 1930

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

Capitães da Areia fecha um ciclo de romances de juventude de Jorge Amado. Segundo Duarte, Cacau (1933) enfrentou a censura no lançamento e, liberado graças à intervenção de amigos, vendeu 2.000 exemplares em 40 dias; Cacau e Suor tratavam explicitamente do mundo do trabalho, enquanto Jubiabá e Capitães da Areia voltavam-se para a marginalidade social urbana 2. Para o mesmo autor, Jubiabá trouxe "pela primeira vez em nossa literatura" um herói negro, Antônio Balduíno, tratado como herói em todas as etapas de sua formação, postura retomada em Capitães da Areia 2.

Duarte descreve o projeto como o de "escrever para o leitor humilde, estudante ou trabalhador, e jovem", incorporando procedimentos do folhetim e do melodrama para disputar o público dos novos meios de comunicação de massa 2. Outros estudos situam o engajamento do autor no contexto da polarização entre comunismo e fascismo no entreguerras e lembram sua filiação ao partido comunista, pelo qual seria eleito deputado constituinte depois do Estado Novo 8.

Temas: infância abandonada, reformatório e militância

Interpretação historiográfica

As leituras acadêmicas consultadas convergem em três eixos:

  • Infância pobre e instituições. Cossetin e Brotto analisam o romance, à luz de Bakhtin, como crítica à organização social, e destacam a denúncia do tratamento dado a crianças e adolescentes pobres no reformatório, temido pelos meninos e onde Pedro Bala sofre agressões e isolamento 8.
  • Sistema penal. Araújo lê a obra como denúncia de "um sistema penal estigmatizante" e da miséria social na Bahia dos anos 1930 1.
  • Formação política. Costa e França acompanham a trajetória de Pedro Bala até a militância política, como representante de um grupo à margem que passa a lutar por direitos 7.

Essa dimensão política, o desfecho que aponta para a organização e a luta, ajuda a entender por que o livro foi tratado pelas autoridades de 1937 como propaganda comunista 2.

Contexto: escritor sob vigilância (1935–1937)

Fatos documentados

Depois da experiência da Aliança Nacional Libertadora e dos levantes de 1935, escritores, editores e jornalistas de oposição tornaram-se "alvo prioritário dos órgãos de segurança", segundo Duarte; no caso de Amado, Cacau (1933) já havia enfrentado a censura 2. O autor foi preso no período da repressão a 1935, "é na cadeia que assiste à publicação de Mar morto, em 1936", e detido novamente em 6 de novembro de 1937, sendo informado na prisão da queima de seus livros 2. As fontes consultadas divergem sobre as datas e circunstâncias exatas das prisões (ver pendências).

O romance apareceu às vésperas do golpe de 10 de novembro de 1937. Desde outubro o país estava em estado de guerra, reinstaurado depois da divulgação do falso Plano Cohen 9. Na Bahia, uma Comissão Executora do Estado de Guerra nomeou a comissão encarregada de buscar e apreender livros 2. Duarte observa que o Brasil estava, antes do golpe, com liberdades suspensas, imprensa censurada e cárceres cheios 2.

A queima de 19 de novembro de 1937

Documento de épocaFatos documentados

O principal documento é o termo (ata) de incineração lavrado pela comissão de busca e apreensão de livros e publicado no jornal Estado da Bahia de 17 de dezembro de 1937, reproduzido por Eduardo de Assis Duarte 2. Segundo a ata:

  • Data e lugar: 19 de novembro de 1937, em frente à Escola de Aprendizes Marinheiros, em Salvador.
  • Quem executou: a "commissão de buscas e apprehensões de livros", nomeada por ofício nº 6 da Comissão Executora do Estado de Guerra, composta pelo capitão do Exército Luís Liguori Teixeira, pelo segundo-tenente intendente naval Hélcio Auler e por Carlos Leal de Sá Pereira, da Polícia do Estado (que assina "Carlos Leal de Souza Pereira").
  • Quem ordenou: "determinação verbal do sr. coronel Antônio Fernandes Dantas, comandante da Sexta Região Militar", transmitida pelo capitão de corveta Garcia d'Ávila Pires de Carvalho e Albuquerque, que assistiu à incineração.
  • Justificativa: livros "apreendidos e julgados como simpatizantes do credo comunista".
  • Origem dos livros: apreendidos nas livrarias Editora Baiana, Catilina e Souza, "em perfeito estado".

Títulos e exemplares queimados, segundo a ata 2:

  • de Jorge Amado: Capitães da Areia (808), Jubiabá (267), Mar morto (223), O país do carnaval (214), Suor (93), Cacau (89), total de 1.694;
  • de José Lins do Rego: Pureza (26), Doidinho (15), Menino de engenho (14), Banguê (13), Moleque Ricardo (4), total de 72;
  • de outros autores: Dr. Geraldo (25), Educação para a democracia (23), Ídolos tombados (6), Nacional socialismo germano (4), Ideias, homens e fatos (2), Miséria através da polícia (1), total de 61.

A soma é de 1.827 exemplares. Os números correspondem aos citados por Orsolon de Souza com base em outro autor: 1.827 livros incinerados, dos quais 1.694 de Jorge Amado 10. Reportagem de A Tarde (2026), citando a biografia de Dantas na Fundação Pedro Calmon, fala em 1.552 livros e apresenta uma lista que omite Jubiabá (por isso soma 1.427 títulos de Amado); a mesma reportagem registra que Dantas havia assumido interinamente a interventoria federal na Bahia em 11 de novembro e chamou a queima de cerimônia "cívica" 4. A divergência de totais parece resultar de listas incompletas; o número de 808 exemplares de Capitães da Areia é consistente nas fontes que reproduzem a ata 2 4.

Como ler a ata: alcance do critério e grau de prova

Documento de épocaInterpretação historiográfica

A ata é um documento de época produzido pelos próprios executores e registra a versão oficial: livros "julgados como simpatizantes do credo comunista" 2. Ela não informa quem julgou os livros, por qual critério, nem se houve ordem escrita, a determinação foi "verbal". Também não explica por que entraram na fogueira, além de Jorge Amado, os romances de José Lins do Rego e títulos como Nacional socialismo germano, cujo conteúdo esta redação não identificou 2.

A pesquisa sobre censura de livros mostra que o alcance do critério foi amplo no período varguista. Orsolon de Souza, apoiado em Laurence Hallewell, registra que Casa-grande & senzala, de Gilberto Freyre, foi considerado "antinacional", "pernicioso" e "anarquista" e destinado à apreensão e incineração, e que o mesmo ocorreu com livros infantis de Monteiro Lobato e com a tradução de Cecília Meireles de As aventuras de Tom Sawyer; com base em Maria Luiza Tucci Carneiro, descreve buscas incessantes em livrarias, depósitos e bibliotecas 10 11 12. As datas e os responsáveis por esses outros casos não foram conferidos nesta redação.

Há pequenas divergências entre as fontes sobre os nomes (Carlos Leal de Sá Pereira ou de Souza Pereira) e sobre o cargo de Dantas, comandante da 6ª Região Militar, segundo a ata, e interventor interino, segundo a biografia citada por A Tarde e o artigo de Orsolon de Souza 2 4 10. As duas funções não se excluem, mas o original da ata não foi localizado.

Por que não foi o DIP

Fatos documentadosExplicação conceitual

É comum ler que o DIP queimou os livros de Jorge Amado. A cronologia não permite: o DIP foi criado pelo Decreto-Lei nº 1.915, de 27 de dezembro de 1939 5. Em novembro de 1937, o órgão federal de propaganda era o Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPDC), transformado em Departamento Nacional de Propaganda só no início de 1938 13. A fogueira de Salvador foi executada por uma comissão nomeada pela Comissão Executora do Estado de Guerra e ordenada pelo comandante da região militar 2.

A distinção importa porque mostra que a censura do Estado Novo começou antes de sua máquina de propaganda e funcionou também por canais militares e policiais, sob o regime de exceção do estado de guerra (ver Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP)).

Depois da fogueira: censura persistente e circulação

Fatos documentadosTestemunho

A censura ao livro continuou depois de 1937. Duarte reproduz testemunho de Alceu Amoroso Lima: em 1938, como reitor da Universidade do Distrito Federal, incluiu Capitães da Areia numa lista de compras para a biblioteca, e o secretário de Educação Paulo Assis Ribeiro "não admitia que comprássemos 'livros comunistas'" 2.

Com o tempo, o efeito foi o oposto do pretendido. Para Ângela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, Capitães da Areia é "o livro mais editado, mais procurado e mais lido" do autor, sobretudo entre os jovens, e a queima aumentou a curiosidade sobre ele 4. Duarte, escrevendo no fim dos anos 1990, o descrevia como um dos romances mais lidos da literatura brasileira 2. O episódio só foi relembrado amplamente décadas depois; em 2002, A Tarde publicou artigo de Myriam Fraga e reportagem sobre o registro do Estado da Bahia 4. Edições recentes, como a da Companhia das Letras com posfácio de Milton Hatoum, mencionam a queima na apresentação do livro 3.

Memória da censura de livros

Interpretação historiográfica

A fogueira de Salvador é lembrada ao lado de outras queimas de livros por regimes autoritários. Gustavo Orsolon de Souza a situa numa história mais longa da censura de livros no Brasil, que chega à Censura Federal da ditadura de 1964 10. Duarte compara o gesto às fogueiras da Alemanha nazista e o liga ao clima ideológico do integralismo e das simpatias nazistas em setores militares 2. Ver também Censura na ditadura militar e Feliz Ano Novo, livro de Rubem Fonseca proibido sob a ditadura militar.

Responsabilidades e grau de prova

Ocupar um cargo não prova participação pessoal em cada crime. A tabela diz o que cada fonte afirma e com que grau de prova.

SobreGrau de provaO que a fonte afirmaFonte
Ordem de incinerar os livros apreendidos (19/11/1937)Documento de épocaA ata registra "determinação verbal do sr. coronel Antônio Fernandes Dantas, comandante da Sexta Região Militar".Leitura e cidadania (com transcrição da ata de incineração de 19/11/1937)
Execução da incineraçãoDocumento de épocaComissão de buscas e apreensões de livros nomeada pela Comissão Executora do Estado de Guerra: capitão Luís Liguori Teixeira (presidente), segundo-tenente Hélcio Auler (escrivão) e Carlos Leal de Sá/Souza Pereira, da Polícia do Estado.Leitura e cidadania (com transcrição da ata de incineração de 19/11/1937)

Ficha documental

Tipo documental
termo (ata) de incineração
Data
1937-11-19
Autoria
Comissão de buscas e apreensões de livros (Luís Liguori Teixeira, Hélcio Auler, Carlos Leal de Souza Pereira)
Órgão produtor
Comissão de buscas e apreensões de livros, nomeada pela Comissão Executora do Estado de Guerra (Bahia)
Direitos
Documento oficial de 1937; transcrição reproduzida em ensaio de Eduardo de Assis Duarte.
Transcrição
Transcrição humana – Transcrição publicada no jornal Estado da Bahia em 17/12/1937 e reproduzida por E. A. Duarte (Projeto Memória de Leitura, IEL/Unicamp). O original não foi localizado em arquivo nesta pesquisa.

O original fica no acervo de origem. Documento acessível não autoriza republicar dados pessoais sensíveis de terceiros.

No portal Ditaduras no Brasil

Governo constitucional de Vargas (1934–1937) · Estado Novo (1937–1945) · Nordeste (BA)

Censura e propagandaCultura e cotidianoDocumentosHistórias regionais

Cronologia

  1. 1933

    Cacau enfrenta a censura no lançamento.2

  2. 1936

    Jorge Amado está preso quando sai Mar morto.2

  3. 1937

    Publicação de Capitães da Areia pela José Olympio (Rio de Janeiro).1

  4. outubro de 1937

    Estado de guerra é reinstaurado após o Plano Cohen.9

  5. 6 de novembro de 1937

    Jorge Amado é detido novamente.2

  6. 10 de novembro de 1937

    Golpe do Estado Novo.9

  7. 11 de novembro de 1937

    Coronel Antônio Fernandes Dantas assume interinamente a interventoria na Bahia.4

  8. 19 de novembro de 1937

    Queima de 1.827 livros em Salvador, entre eles 808 exemplares de Capitães da Areia.2

  9. 17 de dezembro de 1937

    O jornal Estado da Bahia publica o termo de incineração.2

  10. 1938

    Secretaria de Educação do Distrito Federal veta a compra do livro para a biblioteca da UDF.2

  11. 27 de dezembro de 1939

    Criação do DIP, dois anos depois da queima.5

  12. 3 de agosto de 2002

    A Tarde relembra a queima com artigo de Myriam Fraga.4

Bibliografia comentada

  • Eduardo de Assis Duarte. Leitura e cidadania (com transcrição da ata de incineração de 19/11/1937)

    Ensaio de especialista na obra de Jorge Amado que reproduz integralmente a ata de incineração; principal fonte deste verbete.

  • Priscila Dórea. Em 1937, Capitães da Areia ardeu na fogueira e renasceu como clássico (2026)

    Reportagem de memória com dados da Fundação Pedro Calmon e da Fundação Casa de Jorge Amado; sua lista de títulos é incompleta.

  • Gustavo Orsolon de Souza. Livros na fogueira: as chamas provocadas pela censura (2024)

    Artigo de história da censura de livros que situa a fogueira de 1937 numa trajetória longa.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Isabelle Nascimento da Silva Araújo. Regionalismo e crítica ao sistema punitivista: resenha crítica da obra "Capitães de Areia". Meu norte é o nordeste (UERN), v. 1, n. 1, 2022.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada apenas para a referência da primeira edição (Rio de Janeiro: José Olympio, 1937).
  2. 2Eduardo de Assis Duarte. Leitura e cidadania (com transcrição da ata de incineração de 19/11/1937). Projeto Memória de Leitura, IEL/Unicamp.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]A ata é reproduzida a partir do jornal Estado da Bahia de 17/12/1937.
  3. 3Capitães da Areia, página da edição com posfácio de Milton Hatoum. Companhia das Letras.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  4. 4Priscila Dórea. Em 1937, Capitães da Areia ardeu na fogueira e renasceu como clássico. A Tarde (coluna A Tarde Memória), 25/07/2026, 2026.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]Cita a biografia de Antônio Fernandes Dantas da Fundação Pedro Calmon e entrevista Ângela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado. A lista de títulos da reportagem omite Jubiabá.
  5. 5Decreto-Lei nº 1.915, de 27 de dezembro de 1939 (cria o Departamento de Imprensa e Propaganda). Presidência da República, Portal da Legislação (Planalto).[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  6. 6Eduardo de Assis Duarte. Jorge Amado: romance em tempo de utopia. Record (2ª ed.), 1996.[Historiografia · referência bibliográfica]
  7. 7Celeste Gonçalves Costa e Raimundo Nonato Cunha de França. Capitães da Areia: do drama social à militância política. Revista Moinhos (Unemat), v. 8, 2020.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
  8. 8Márcia Cossetin e Ivete Janice de Oliveira Brotto. Um cotejamento da obra literária Capitães da Areia: uma história sobre pobreza, miséria e meninos de rua. Leitura: Teoria & Prática, v. 33, n. 65, p. 87–98, 2015.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
  9. 9Renato Lemos. Müller, Filinto, verbete biográfico. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  10. 10Gustavo Orsolon de Souza. Livros na fogueira: as chamas provocadas pela censura. Temporalidades, Revista de História (UFMG), ed. 40, v. 15, n. 2, 2024.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
  11. 11Laurence Hallewell. O livro no Brasil: sua história. 1985.[Historiografia · referência bibliográfica]Citado por Orsolon de Souza (2024), p. 370–371, sobre a queima de 1937 e outras apreensões do período.
  12. 12Maria Luiza Tucci Carneiro. Livros proibidos, ideias malditas: o Deops e as minorias silenciadas. 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]Citado por Orsolon de Souza (2024), p. 30, sobre a justificativa do "credo vermelho".
  13. 13Rejane Araújo. Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), verbete temático. CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]

Rede de relações

Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.

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Geradas a partir deste verbete. Cada peça leva o endereço do verbete, onde ficam as fontes e o contexto.

Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP, rascunho assistido por IA
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
1.722 palavras · 13 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisado: ensaio de Eduardo de Assis Duarte (IEL/Unicamp) com a ata de incineração; reportagem de A Tarde (25/7/2026); artigos de G. Orsolon de Souza (Temporalidades, 2024), Costa e França (Moinhos, 2020), Cossetin e Brotto (Leitura: Teoria & Prática, 2015) e resenha de I. N. S. Araújo (UERN, 2022); página da Companhia das Letras; Decreto-Lei nº 1.915/1939 e DHBB (DIP, Filinto Müller). Pendências: (1) localizar o original da ata ou a edição do Estado da Bahia de 17/12/1937 (Hemeroteca Digital da BN) e conferir a grafia dos nomes; (2) conferir a biografia de Antônio Fernandes Dantas na Fundação Pedro Calmon (interventor interino desde 11/11/1937) e o total de 1.552 citado; (3) datas e motivos das prisões de Jorge Amado em 1936 e 1937, fontes divergem (1935 ou 1936 para a primeira); a Fundação Casa de Jorge Amado e a biografia do DHBB não foram abertas (URL do DHBB não localizada; limite de buscas esgotado); (4) mês de publicação do romance em 1937; (5) adaptações para cinema e recepção internacional, não pesquisadas. Imagem candidata: fotografia da Escola de Aprendizes Marinheiros (Cedoc A Tarde), direitos reservados, não usar sem autorização.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Capitães da Areia. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/capitaes-da-areia.

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