Mortes da fome do Grande Salto Adiante
Debate historiográfico e demográfico sobre a fome chinesa de 1959–1961
Quantas pessoas morreram a mais na fome chinesa de 1959–1961, como medir essas mortes e quais foram as causas? As estimativas vão de poucos milhões a mais de 45 milhões, conforme fontes, linha de base e método.
Também: Grande Fome Chinesa · Fome de 1959–1961 · 三年大饥荒 · "Três anos de dificuldades" · Great Chinese Famine
Índice e ficha
- Área
- Comunismo
- Regiões
- Ásia
- Temas
- Questão agrária e campesinato, Economia e organização social, Repressão, violência política e direitos, Dissidências e críticas
Não há dúvida, nem na historiografia nem na avaliação oficial do Partido Comunista da China, de que o Grande Salto Adiante foi seguido de uma fome com "sérias perdas" para o povo chinês 1. O que está em disputa é quanto, quantas mortes a fome causou além das que teriam ocorrido em condições normais, e por quê: qual o peso das políticas, do clima e de fatores externos.
As estimativas publicadas desde os anos 1980 vão de cerca de 3,5 milhões a 45 milhões ou mais. A maior parte da literatura demográfica e histórica internacional trabalha com intervalos entre cerca de 15 e 45 milhões de mortes excedentes 2 3. As diferenças vêm das fontes (censos, registros, arquivos, anais locais), da linha de base de mortalidade "normal" adotada, do período considerado e da forma de tratar a queda dos nascimentos.
Este verbete apresenta a pergunta, os conceitos, as fontes, as estimativas com seus autores e métodos, as críticas cruzadas, o debate sobre causas e a posição oficial chinesa. As estimativas não devem ser somadas nem tiradas em média: são tentativas diferentes de medir a mesma coisa.
A pergunta em disputa
O debate tem três camadas:
- Magnitude: quantas mortes excedentes houve entre 1958 e 1962 (ou 1959–1961)?
- Medida: o que conta como morte "excedente", qual a linha de base, como corrigir registros falhos, como separar mortes de nascimentos que não ocorreram?
- Causas e responsabilidade: qual o peso das decisões políticas (metas, requisições, desvio de mão de obra, repressão de quem alertava), do clima e da ruptura com a URSS, e de quem foram as decisões?
As camadas se misturam no debate público: números altos costumam vir acompanhados de ênfase na responsabilidade de Mao; números baixos, de ênfase em clima, dados falhos e hostilidade política dos autores. A historiografia séria separa as perguntas e explicita os métodos.
Mortes excedentes, nascimentos perdidos e déficit populacional
- Mortes excedentes (ou prematuras): diferença entre as mortes efetivamente ocorridas e as que ocorreriam sem a crise, calculadas a partir de uma linha de base (por exemplo, a mortalidade média dos anos anteriores e posteriores). Uma linha de base mais alta produz menos mortes excedentes; uma mais baixa, mais.
- Nascimentos perdidos ou adiados: a fome derrubou a fecundidade. Ashton e coautores estimaram, além de cerca de 30 milhões de mortes excedentes, cerca de 33 milhões de nascimentos perdidos ou adiados; Yang Jisheng fala em cerca de 40 milhões de nascimentos que não ocorreram 4. Parte desses nascimentos foi apenas adiada (houve forte recuperação em 1962–1963).
- Déficit populacional: soma de mortes excedentes e nascimentos perdidos. Números como "50 milhões a menos" referem-se ao déficit, não a mortes. Confundir as duas medidas é um erro frequente no debate público.
O Escritório Nacional de Estatísticas publicou depois de 1979 taxas registradas de mortalidade que sobem de 10,80 por mil (1957) para 25,43 por mil (1960) 5 6. Mesmo usando só essas taxas oficiais, que todos consideram subestimadas, obtêm-se milhões de mortes excedentes; o pesquisador chinês Jin Hui, aplicando uma linha de base de 10,57 por mil às estatísticas oficiais, chegou a cerca de 28 milhões de mortes anormais em 1959–1961, e a até cerca de 40 milhões com correções para inconsistências dos registros 6.
Fontes demográficas
- Censos de 1953, 1964 e 1982. A comparação entre censos, por coortes de idade, permite reconstruir mortes e nascimentos do intervalo. O censo de 1982, feito com assistência técnica da ONU, é considerado o mais confiável e foi a base das reconstruções dos anos 1980 7 8.
- Pesquisa nacional de fecundidade de 1982 (amostra de 1 por mil), com histórias de nascimentos das mulheres, usada para reconstruir a fecundidade ano a ano 9.
- Registros correntes (sistema hukou) de nascimentos e mortes, publicados em séries nacionais e provinciais a partir de 1979–1983. Têm subnotificação grave no período da fome e sofrem com migrações não registradas 6.
- Anais locais (difangzhi) de províncias, prefeituras e condados, publicados sobretudo a partir dos anos 1980, com dados de população por localidade, base do trabalho de Cao Shuji 10.
- Arquivos do partido e do Estado (relatórios de investigação, estatísticas internas), abertos de forma desigual entre províncias e com acesso reduzido desde os anos 2010, base de Yang Jisheng e Dikötter 10.
Cada tipo de fonte tem vieses: censos e pesquisas dependem de hipóteses sobre a mortalidade "normal" e sobre a qualidade das declarações de idade; registros subnotificam; anais e arquivos variam de qualidade e de cobertura.
Estimativas, autores e métodos
As estimativas abaixo estão agrupadas por tipo de método. Os números são mortes excedentes salvo indicação contrária, e referem-se a períodos ligeiramente diferentes. Quando o número foi conferido apenas em compilação secundária, isso está indicado.
Reconstruções demográficas dos anos 1980
- Ansley Coale: 16,5 milhões em estimativa inicial (1981), segundo a compilação de Li e Yang 2; cerca de 27 milhões para 1958–1963 em trabalho de 1984 sobre a mudança populacional chinesa, segundo compilação secundária 7 4.
- Basil Ashton, Kenneth Hill, Alan Piazza e Robin Zeitz (1984): "quase 30 milhões" de mortes prematuras (29,5 milhões na compilação de Li e Yang) e forte queda da fecundidade, a partir dos censos, dos registros e da pesquisa de fecundidade de 1982 9 2. É a referência mais citada.
- Judith Banister (1987): cerca de 30 milhões, com métodos e fontes semelhantes 8 2.
- Peng Xizhe (1987): cerca de 23 milhões, a partir de dados provinciais de nascimentos e mortes; mostra a variação entre províncias e entre campo e cidade 11 2.
- Yao Shujie (1999): 18,48 milhões, segundo a compilação de Li e Yang 2.
Li e Yang resumem que, a partir desses trabalhos, os demógrafos estimaram as mortes prematuras "entre 16,5 e 30 milhões", e que a variação se deve a fontes e métodos 2.
Pesquisadores chineses
- Jiang Zhenghua (demógrafo, anos 1980): cerca de 17 milhões, segundo compilações 3 4.
- Jin Hui (1993): cerca de 28 milhões em 1959–1961 com as taxas oficiais; até cerca de 40 milhões com correções para população "oculta" nas inconsistências dos registros 6.
- Li Chengrui (1997), ex-diretor do Escritório Nacional de Estatísticas: cerca de 22 milhões, a partir de revisão das estimativas de Coale e Jiang Zhenghua, segundo compilação secundária (a conferir no original) 4.
- Cao Shuji (2005): 32,5 milhões de mortes prematuras, a partir de dados populacionais de anais locais de centenas de unidades administrativas; Lucien Bianco descreve sua argumentação como rigorosa 12 10.
- Yang Jisheng (2008): cerca de 36 milhões de mortes e cerca de 40 milhões de nascimentos perdidos, combinando estatísticas oficiais, documentos internos do partido que o autor, ex-jornalista da agência Xinhua, consultou em diversas províncias, e entrevistas 13 4. O livro, Mubei ("Lápide"), foi publicado em Hong Kong e é proibido na China continental.
Frank Dikötter e as estimativas baseadas em arquivos
Frank Dikötter (2010), a partir de cerca de uma dúzia de arquivos provinciais, chegou a "um mínimo de 45 milhões" de mortes prematuras. Segundo a resenha de Lucien Bianco, o número resulta de combinar dados locais de várias províncias, sobretudo Sichuan, e somar cerca de doze milhões à estimativa de Cao Shuji; Dikötter estima também que ao menos 2,5 milhões de pessoas foram espancadas, torturadas ou mortas sumariamente 10 14.
O livro foi muito difundido fora da academia e recebeu críticas metodológicas:
- Lucien Bianco, que elogia o trabalho de arquivo e a descrição local, aponta a falta de uma análise demográfica e econômica da fome e não vê explicado em detalhe o acréscimo à estimativa de Cao 10.
- Cormac Ó Gráda, historiador econômico das fomes, publicou resenhas extensas do livro (2011) e de outros trabalhos sobre a fome (2013). Seu resumo de 2011 reconhece "material novo e valioso" e situa o livro na literatura anterior (MacFarquhar, Becker, Thaxton) 15 16. Ó Gráda é frequentemente citado como crítico da estimativa de 45 milhões e do tratamento demográfico do livro; o texto integral das resenhas não foi consultado nesta redação, e as críticas específicas devem ser conferidas antes de serem atribuídas a ele.
- Yang Songlin inclui Dikötter entre os autores cujas estimativas, a seu ver, se apoiam em métodos de cálculo falhos 3.
Antes de Dikötter, o jornalista Jasper Becker (Hungry Ghosts, 1996) já havia popularizado no Ocidente a ideia de uma fome "secreta" de dezenas de milhões de mortos 17.
Estimativas estatísticas e econométricas
- Daniel Houser, Barbara Sands e Erte Xiao (2009): análise bayesiana com dados de 28 províncias; cerca de 15,4 milhões de mortes excedentes, das quais cerca de 10,6 milhões atribuídas a efeitos de política, segundo compilação secundária 18 4. O título do artigo retoma a fórmula "três partes naturais, sete partes humanas".
- Estudos econômicos como o de Li e Yang não estimam mortes, mas decompõem as causas da queda da produção (ver "Causas") 2.
Estimativas baixas e críticas às estimativas altas
Uma corrente minoritária, sobretudo de pesquisadores chineses, sustenta que a maior parte do "déficit" registrado é artefato estatístico: segundo esse argumento, migrações em massa durante o Salto e o retorno ao campo em 1961–1962 geraram duplas contagens e cancelamentos de registro hukou que aparecem como mortes. Nessa linha:
- Sun Jingxian (2011): cerca de 3,66 milhões, segundo compilação secundária 4.
- Yang Songlin, que trabalhou com Sun Jingxian: entre 3,5 e 4 milhões (2013), e no livro de 2021 argumenta que as estimativas de 17 a 45 milhões de autores como Yang Jisheng, Jiang Zhenghua, Coale, Banister, Calot e Dikötter dependem de "metodologias de cálculo falhas" 3 4.
- Cheng Enfu e Zhan Zhihua (2017): entre 4 e 5 milhões, segundo compilação secundária 4.
No campo da esquerda fora da China, Joseph Ball publicou na Monthly Review on-line um texto que contesta as estimativas de milhões de mortes atribuídas ao Salto 19; o texto não pôde ser aberto nesta redação. A economista indiana Utsa Patnaik é por vezes citada entre os críticos das estimativas altas, mas a redação não localizou o texto em que ela trata da fome chinesa; nenhuma posição é atribuída a ela até conferência.
Os autores das estimativas altas e médias respondem que a subnotificação de mortes durante a fome está documentada em relatórios internos (como o de Xinyang, com 1,05 milhão de mortes numa só prefeitura 20) e que as reconstruções por censo, que independem dos registros correntes, chegam a dezenas de milhões. As estimativas abaixo de 5 milhões não são aceitas pela maior parte da literatura demográfica internacional consultada, que trabalha com intervalos de 15 a 45 milhões 2 3.
Síntese dos intervalos (sem soma)
- Abaixo de 5 milhões: Sun Jingxian; Yang Songlin; Cheng Enfu e Zhan Zhihua, posição minoritária, baseada na hipótese de artefato de registro.
- 15 a 23 milhões: Coale (estimativa inicial, 16,5), Jiang Zhenghua (c. 17), Yao (18,5), Houser et al. (15,4), Li Chengrui (c. 22), Peng Xizhe (23).
- 27 a 36 milhões: Coale (1984, c. 27), Jin Hui (c. 28 com taxas oficiais), Ashton et al. (c. 30), Banister (30), Cao Shuji (32,5), Yang Jisheng (c. 36).
- 40 milhões ou mais: Jin Hui (limite superior, c. 40), Dikötter (mínimo de 45).
Cada faixa reúne trabalhos com métodos diferentes; a tabela serve para localizar autores, não para "votar" num número. Vários números desta lista foram conferidos apenas em compilações e estão marcados como pendentes na revisão.
Causas: política, clima e ruptura com a URSS
- Políticas. Li e Yang atribuem 61% da queda da produção de grãos de 1958–1961 a políticas, desvio de recursos para a indústria (33%) e requisição excessiva, que enfraqueceu fisicamente os camponeses (28,3%), e 12,9% ao mau tempo 2. Ashton e coautores encontram as causas "tanto em desastre natural quanto em política governamental" e destacam que, ao contrário de muitas fomes, esta teve na origem uma queda de produção de vários anos, superior a 25% em 1960–1961 9. A literatura revisada por Li e Yang concorda que a queda da produção, sozinha, não explica tantas mortes: pesam também a distribuição favorável às cidades, as requisições, as exportações e as cantinas 2.
- Clima. A explicação oficial por muito tempo enfatizou os "três anos de calamidades naturais". O estudo meteorológico de Kueh (1995), segundo Li e Yang, confirma que o clima contribuiu, mas mostra que adversidades semelhantes no passado não causaram quedas comparáveis 2.
- Retirada dos técnicos soviéticos (1960). A Resolução de 1981 menciona a ruptura de contratos pelo governo soviético entre as causas das "sérias dificuldades" 1. A retirada ocorreu em 1960, quando a fome já estava em curso, e afetou sobretudo projetos industriais; a historiografia em geral lhe atribui peso pequeno nas mortes.
- Sistema político. Para Yang Jisheng e Dikötter, o fator decisivo foi o sistema político, metas impostas de cima, punição de quem relatava a escassez após Lushan, competição entre dirigentes provinciais, e, em última instância, Mao 13 14. Felix Wemheuer analisa a "política da fome" comparando a China com a fome soviética de 1932–1933 e discute a prioridade dada às cidades e à exportação 21.
O peso relativo atribuído a cada fator acompanha, em geral, o tipo de fonte: estudos econométricos medem efeitos sobre a produção; estudos de arquivo documentam decisões e violência; demógrafos medem mortes sem atribuir causas.
Posição oficial chinesa
O Estado chinês nunca publicou um número oficial de mortes da fome. A expressão corrente nos documentos e na imprensa oficial foi, por décadas, "três anos de dificuldades" ou "três anos de calamidades naturais". A Resolução de 1981 reconhece que entre 1959 e 1961 a economia "enfrentou sérias dificuldades" que causaram "sérias perdas" ao país e ao povo, atribuindo-as ao Grande Salto, à luta contra o "oportunismo de direita", a calamidades naturais e à ruptura de contratos pela URSS; classifica o Salto como erro de "esquerda" e atribui a Mao a responsabilidade principal pelos erros do período, sem negar seu papel histórico 1. As estatísticas oficiais publicadas desde 1979, porém, registram a queda da população em 1960 6. Pesquisadores chineses publicaram estimativas na China (Jiang Zhenghua, Li Chengrui, Cao Shuji em Hong Kong), mas obras como a de Yang Jisheng são proibidas no continente.
Estado atual do debate
Há consenso sobre a ocorrência de uma fome de grandes proporções, concentrada no campo em 1959–1961, sobre o papel das políticas do Grande Salto e sobre a grande variação regional. Não há consenso sobre o número: a maior parte dos trabalhos demográficos fica entre 15 e 36 milhões; as estimativas baseadas em arquivos chegam a 45 milhões ou mais; uma minoria defende números abaixo de 5 milhões. O fechamento progressivo dos arquivos chineses desde os anos 2010 dificulta novas verificações. Para um leitor, a forma mais correta de citar é indicar um intervalo e seus autores, por exemplo, "entre cerca de 15 e 45 milhões de mortes excedentes, segundo diferentes reconstruções", e nunca um número isolado como fato estabelecido.
Bibliografia comentada
Basil Ashton; Kenneth Hill; Alan Piazza; Robin Zeitz. Famine in China, 1958–61 (1984)
Artigo fundador das estimativas demográficas (c. 30 milhões de mortes excedentes e c. 33 milhões de nascimentos perdidos ou adiados); explica as fontes de 1982.
Peng Xizhe. Demographic Consequences of the Great Leap Forward in China's Provinces (1987)
Reconstrução por província; essencial para entender a variação regional e a diferença campo/cidade.
Judith Banister. China's Changing Population (1987)
Estudo geral da população chinesa, com estimativa da mortalidade da fome e discussão das fontes.
Wei Li; Dennis Tao Yang. The Great Leap Forward: Anatomy of a Central Planning Disaster (2005)
Análise econométrica das causas da queda da produção; útil para separar política e clima. Traz a série oficial de grãos e requisições.
Cao Shuji (曹树基). Da jihuang: 1959–1961 nian de Zhongguo renkou (大饥荒:1959–1961年的中国人口) (2005)
Estimativa a partir de anais locais; base de várias estimativas posteriores.
Yang Jisheng (杨继绳). Mubei (墓碑), edição em inglês: Tombstone: The Great Chinese Famine, 1958–1962 (2008 (original, Hong Kong); 2012 (ed. em inglês))
Obra de um jornalista chinês com acesso a documentos internos; detalhada sobre províncias e mecanismos políticos; estimativa de c. 36 milhões.
Frank Dikötter. Mao's Great Famine: The History of China's Most Devastating Catastrophe, 1958–62 (2010)
Estudo baseado em arquivos provinciais com a estimativa mais alta entre os historiadores acadêmicos (≥45 milhões); deve ser lido com as resenhas críticas.
Lucien Bianco (trad. N. Jayaram). Resenha de Frank Dikötter, Mao's Great Famine (2011)
Resenha curta e equilibrada de Dikötter; aponta valor documental e lacunas demográficas.
Cormac Ó Gráda. Great Leap, Great Famine: A Review Essay (2013)
Ensaio-resenha de um especialista em história das fomes, publicado em periódico de demografia; leitura indicada para o debate metodológico (não consultado nesta redação).
Yang Songlin. Telling the Truth: China's Great Leap Forward, Household Registration and the Famine Death Tally (cap. "Current Research and Dilemmas") (2021)
Expressão acadêmica mais desenvolvida da tese de estimativas baixas; útil para conhecer o argumento do artefato de registro.
Felix Wemheuer. Famine Politics in Maoist China and the Soviet Union (2014)
Comparação entre as fomes chinesa e soviética; discute a política alimentar e a relação cidade-campo.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Comitê Central do Partido Comunista da China (6ª Sessão Plenária do 11º CC). Resolution on Certain Questions in the History of Our Party since the Founding of the People's Republic of China. Marxists Internet Archive (Chinese Communism Subject Archive), 1981.[Fonte partidária · consultada em 19 de outubro de 2026]Adotada em 27 de junho de 1981. Documento partidário: vale como posição oficial do PCCh, não como balanço historiográfico independente.
- 2Wei Li; Dennis Tao Yang. The Great Leap Forward: Anatomy of a Central Planning Disaster. Journal of Political Economy, v. 113, n. 4, 2005.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Tabela 1 reproduz séries oficiais de produção e requisição de grãos (1952–1977); o artigo estima a contribuição de política e clima para a queda da produção.
- 3Yang Songlin. Telling the Truth: China's Great Leap Forward, Household Registration and the Famine Death Tally (cap. "Current Research and Dilemmas"). Springer, 2021.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado o resumo do capítulo; o livro não foi lido.
- 4Great Chinese Famine (Wikipedia em inglês), tabela de estimativas. Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada só como orientação e para localizar estimativas; cada número tomado daqui está marcado no texto como pendente de conferência na obra original.
- 5Escritório Nacional de Estatísticas da China. Anuário Estatístico da China 1999, tabela 4-2 (natalidade, mortalidade e crescimento natural). 1999.[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]A tabela traz apenas anos selecionados (1952, 1957, 1962, 1965...).
- 6Jin Hui (金辉). "Sannian ziran zaihai" beiwanglu (《"三年自然灾害"备忘录》). Shehui (《社会》), Xangai, n. 4–5; reproduzido em Aisixiang, 1993.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Cita as taxas oficiais de mortalidade de 1956–1962 e propõe estimativas próprias a partir delas.
- 7Ansley J. Coale. Rapid Population Change in China, 1952–1982. National Academy Press, 1984.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 8Judith Banister. China's Changing Population. Stanford University Press, 1987.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 9Basil Ashton; Kenneth Hill; Alan Piazza; Robin Zeitz. Famine in China, 1958–61. Population and Development Review, v. 10, n. 4, p. 613–645, 1984.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultados a referência e o resumo (catálogo IHSN); o texto integral (JSTOR) não foi aberto nesta redação.
- 10Lucien Bianco (trad. N. Jayaram). Resenha de Frank Dikötter, Mao's Great Famine. China Perspectives, 2011/2, p. 74–75, 2011.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 11Peng Xizhe. Demographic Consequences of the Great Leap Forward in China's Provinces. Population and Development Review, v. 13, n. 4, p. 639–670, 1987.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 12Cao Shuji (曹树基). Da jihuang: 1959–1961 nian de Zhongguo renkou (大饥荒:1959–1961年的中国人口). Hong Kong, 2005.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada; o número (32,5 milhões de mortes prematuras) é confirmado pela resenha de Lucien Bianco (fonte bianco-2011), que grafa o subtítulo de modo divergente.
- 13Yang Jisheng (杨继绳). Mubei (墓碑), edição em inglês: Tombstone: The Great Chinese Famine, 1958–1962. Edição em inglês: Farrar, Straus and Giroux, 2008 (original, Hong Kong); 2012 (ed. em inglês).[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não consultada diretamente; a estimativa de cerca de 36 milhões de mortes é a amplamente atribuída ao autor (ver fonte wiki-fome).
- 14Frank Dikötter. Mao's Great Famine: The History of China's Most Devastating Catastrophe, 1958–62. Bloomsbury, Londres, 2010.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 15Cormac Ó Gráda. Great Leap into Famine (UCD Centre for Economic Research Working Paper 11/03). University College Dublin, School of Economics, 2011.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultados a ficha e o resumo (IDEAS/RePEc); o PDF integral não pôde ser aberto (acesso bloqueado).
- 16Cormac Ó Gráda. Great Leap, Great Famine: A Review Essay. Population and Development Review, v. 39, n. 2, p. 333–346, 2013.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultada apenas a ficha bibliográfica; o texto integral é de acesso restrito.
- 17Jasper Becker. Hungry Ghosts: China's Secret Famine. 1996.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 18Daniel Houser; Barbara Sands; Erte Xiao. Three Parts Natural, Seven Parts Man-Made: Bayesian Analysis of China's Great Leap Forward Demographic Disaster. Journal of Economic Behavior & Organization, 2009.[Historiografia · referência bibliográfica]Não consultado; números citados a partir da fonte wiki-fome.
- 19Joseph Ball. Did Mao Really Kill Millions in the Great Leap Forward?. Monthly Review (comentário on-line).[Historiografia · não consultada]A página exigiu verificação anti-robô e não foi aberta; a data de publicação não foi conferida.
- 20Thomas P. Bernstein. Resenha de Zhou Xun (org.), The Great Famine in China, 1958–1962: A Documentary History. China Perspectives, 2013/2, 2013.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 21Felix Wemheuer. Famine Politics in Maoist China and the Soviet Union. Yale University Press, 2014.[Historiografia · referência bibliográfica]
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP, rascunho assistido por IA
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 2.403 palavras · 21 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir de Li & Yang (2005, texto integral e nota de rodapé com estimativas de Coale, Yao, Peng, Ashton e Banister), do resumo de Ashton et al. (1984), de Jin Hui (1993), da resenha de Bianco (2011), dos resumos de Ó Gráda (2011, 2013) e de Yang Songlin (2021), da Resolução de 1981 e da tabela de estimativas da Wikipedia. Pendências: (1) confirmar nos originais as estimativas tomadas de compilação secundária, Coale 1984 (27 milhões), Jiang Zhenghua (17), Li Chengrui (22), Houser et al. (15,4/10,6), Sun Jingxian (3,66), Yang Songlin 2013 (3,5–4), Cheng Enfu e Zhan Zhihua (4–5), nascimentos perdidos de Ashton (33) e Yang Jisheng (40); (2) ler as resenhas de Ó Gráda antes de atribuir-lhe críticas específicas; (3) localizar o texto de Utsa Patnaik sobre a fome chinesa, se existir, a instrução de pauta mencionava 'Sun Ye-Fan/Li Chengrui' e Patnaik, mas a redação não identificou estimativa de 'Sun Ye-Fan' (possível confusão com Sun Jingxian) nem texto de Patnaik; (4) abrir o artigo de Joseph Ball (bloqueado por verificação anti-robô).Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Mortes da fome do Grande Salto Adiante. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/mortes-da-fome-do-grande-salto.
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