Comuna de Paris
Governo insurrecional de Paris (18 de março – 28 de maio de 1871)
Governo municipal insurrecional que controlou Paris de 18 de março a 28 de maio de 1871, após a guerra franco-prussiana. Adotou medidas sociais e laicas e foi esmagado pelo exército de Versalhes na Semana Sangrenta, cujo número de mortos ainda é debatido.
Também: Commune de Paris · Comuna de 1871 · Paris Commune

Índice e ficha
- Período
- 18 de março – 28 de maio de 1871
- Lugares
- Paris (França), Versalhes (sede do governo Thiers), Nova Caledônia (deportações, 1872–1880)
- Vítimas
- Communards mortos na Semana Sangrenta: estimativas com método documentado entre cerca de 6 mil (Tombs, 2012: 5.700–7.400, a partir de registros de inumação, hospitais e prefeituras) e cerca de 15–20 mil (Audin, 2021, a partir de arquivos de cemitérios e serviços funerários); Rougerie considerou cerca de 10 mil o mais plausível. Cifras de época (Pelletan, 30 mil; Lissagaray, 20 mil) não explicitam método. Exército de Versalhes: 873–877 mortos registrados oficialmente. Reféns executados pela Comuna: cerca de 85 a 100. Não somar as faixas.
- Área
- Socialismo e comunismo
- Regiões
- Europa
- Temas
- Revoluções e guerras, Estado, poder e democracia, Movimento operário e sindical, Repressão, violência política e direitos, Mulheres e feminismos
A Comuna de Paris foi o governo que a capital francesa elegeu e sustentou em armas entre 18 de março e 28 de maio de 1871, contra o governo nacional instalado em Versalhes e chefiado por Adolphe Thiers. Nasceu da derrota da França na guerra contra a Prússia e seus aliados alemães, do longo cerco da cidade e do choque entre uma Paris republicana e popular e uma Assembleia Nacional majoritariamente monarquista.
Em pouco mais de dois meses, o conselho eleito da Comuna aprovou medidas de alívio social (perdão de aluguéis atrasados, proibição do trabalho noturno nas padarias, entrega de oficinas abandonadas a associações operárias), separou a Igreja do Estado e discutiu uma reorganização democrática do poder público. A experiência terminou com a reconquista da cidade pelo exército regular na Semana Sangrenta (21–28 de maio), seguida de execuções, dezenas de milhares de prisões, processos em conselhos de guerra e deportações para a Nova Caledônia.
A Comuna tornou-se referência central para socialistas, anarquistas e comunistas, de Marx e Engels a Lenin, e, em sentido oposto, para a memória conservadora da "ordem restabelecida". Este verbete separa o que é documentado, o que é interpretação e o que segue em debate, em especial o número de mortos.
Antecedentes: guerra, cerco e armistício
A guerra franco-prussiana começou em julho de 1870. Depois da derrota de Sedan (2 de setembro de 1870) e da captura de Napoleão III, a República foi proclamada em Paris em 4 de setembro, e um Governo de Defesa Nacional assumiu. Os exércitos alemães cercaram a capital a partir de meados de setembro; o cerco durou até o armistício de 28 de janeiro de 1871, em meio a fome, frio e bombardeios 1 2.
Durante o cerco, a Guarda Nacional, milícia cidadã, foi ampliada e passou a reunir dezenas de milhares de trabalhadores dos bairros populares, que recebiam um pequeno soldo. As eleições de fevereiro de 1871 deram maioria monarquista à nova Assembleia Nacional, reunida em Bordeaux e depois em Versalhes. Medidas como o fim da moratória sobre dívidas e aluguéis e a suspensão do soldo da Guarda agravaram a tensão com a população parisiense 2.
Na madrugada de 18 de março de 1871, tropas enviadas por Thiers tentaram retirar os canhões da Guarda Nacional guardados em Montmartre e Belleville. A população e guardas nacionais impediram a operação; parte dos soldados confraternizou com a multidão, e os generais Claude Lecomte e Jacques-Léon Clément-Thomas foram mortos por insurgentes. Thiers ordenou a retirada do governo e do exército para Versalhes, e o Comitê Central da Guarda Nacional ficou, de fato, com o controle da cidade 2 1.
Eleições e instituições
O Comitê Central convocou eleições municipais, realizadas em 26 de março de 1871. Segundo os números correntes, votaram cerca de 230 mil dos aproximadamente 475–485 mil inscritos, com forte variação entre bairros 2 1. O conselho da Comuna foi proclamado em 28 de março. Cerca de vinte eleitos moderados renunciaram ou recusaram o mandato, e houve eleições complementares em 16 de abril. Mulheres não votavam nem foram eleitas 1.
Em 29 de março o conselho criou uma Comissão Executiva e nove comissões (guerra, finanças, justiça, segurança, trabalho e trocas, ensino, entre outras). O apelo do Comitê Central de 22 de março defendia que os eleitos fossem "revogáveis, responsáveis" e controlados permanentemente pela opinião, e a ideia de mandato imperativo circulou nos clubes. Em 1.º de maio, diante da pressão militar, a maioria do conselho criou um Comitê de Salvação Pública (45 votos a 23), o que dividiu a assembleia entre uma "maioria", de inspiração jacobina e blanquista, e uma "minoria", sobretudo proudhonianos e membros da Internacional, que denunciou a medida como ditatorial 2.
Medidas adotadas
As principais medidas, com datas registradas na historiografia de referência 2:
- 29 de março: perdão dos aluguéis não pagos de outubro de 1870 a abril de 1871; suspensão da venda de objetos penhorados no Monte de Piedade (o resgate gratuito de penhores de até 20 francos foi decretado em 6 de maio).
- 2 de abril: separação entre Igreja e Estado, supressão do orçamento dos cultos e secularização de bens de congregações religiosas.
- 5 de abril: "decreto dos reféns", que previa a execução de três reféns para cada communard executado por Versalhes; foi aplicado sobretudo no fim de maio (ver abaixo).
- 8 e 10 de abril: pensões para feridos, viúvas e órfãos de guardas nacionais mortos em combate.
- 12 de abril: decisão de derrubar a Coluna Vendôme, símbolo do militarismo imperial; executada em 16 de maio.
- 16 de abril: requisição das oficinas abandonadas pelos donos, a serem entregues a cooperativas operárias mediante indenização futura; prazo de três anos para dívidas comerciais.
- 20 de abril: proibição do trabalho noturno nas padarias e substituição das agências privadas de colocação de mão de obra por escritórios municipais.
- 25 de abril: requisição de moradias vazias para vítimas dos bombardeios.
- 28 de abril: proibição de multas e descontos salariais impostos por patrões.
No ensino, a comissão dirigida por Édouard Vaillant defendeu escola laica, gratuita e obrigatória para os dois sexos e preparou escolas profissionais, que não chegaram a abrir 2. Marx destacou, em 1871, a substituição do exército permanente pelo povo armado, o salário de operário para funcionários públicos, a separação da Igreja e a abolição do trabalho noturno dos padeiros 3.
Muitas dessas decisões tiveram aplicação parcial ou nenhuma, por falta de tempo e pela guerra. A Comuna não tomou o Banco da França, decisão criticada depois por Marx, Engels e Lenin 4.
Correntes políticas
A Comuna não foi obra de um partido. Seus eleitos e militantes vinham de tradições diversas 2 5:
- Jacobinos ou "neojacobinos", herdeiros da Revolução de 1789–1794, como Charles Delescluze (morto numa barricada em 25 de maio), que privilegiavam a defesa armada e a centralização revolucionária.
- Blanquistas, seguidores de Auguste Blanqui, que estava preso fora de Paris durante todo o episódio, partidários de uma minoria revolucionária organizada; entre eles Émile Eudes, Raoul Rigault e Théophile Ferré.
- Proudhonianos e membros da Associação Internacional dos Trabalhadores (a Primeira Internacional), como Eugène Varlin e o húngaro Leó Frankel, delegado ao Trabalho e às Trocas, mais voltados à associação operária e à descentralização.
- Republicanos radicais, socialistas independentes e militantes de clubes de bairro.
Os historiadores divergem sobre o peso de cada corrente e sobre o caráter social do movimento. Jacques Rougerie, a partir de fichas judiciais, enfatizou a composição de trabalhadores de ofício e o vínculo com as revoluções parisienses do século XIX; outros autores insistem no patriotismo republicano gerado pelo cerco e pela derrota 5 6.
Mulheres na Comuna
Embora excluídas do voto, mulheres participaram de clubes, ambulâncias, cantinas, oficinas e, em alguns casos, combates. Em 11 de abril de 1871, Elisabeth Dmitrieff, jovem russa ligada à Internacional, que mantinha contato com Marx, e a encadernadora Nathalie Le Mel fundaram a União das Mulheres para a Defesa de Paris e os Cuidados aos Feridos, que reivindicou trabalho e salário iguais e organizou oficinas cooperativas 1 2.
Louise Michel, professora primária, atuou na Guarda Nacional e em clubes, foi presa, julgada e deportada para a Nova Caledônia, de onde voltou após a anistia de 1880; tornou-se uma das figuras mais conhecidas do anarquismo francês 1. A propaganda versalhesa criou a figura das "petroleiras", mulheres acusadas de incendiar edifícios; historiadores consideram essa imagem amplamente lendária, embora mulheres tenham sido processadas por incêndio 2.
A Semana Sangrenta (21–28 de maio de 1871)
Os combates com Versalhes começaram no início de abril. Em 21 de maio, o exército regular entrou em Paris pelo oeste e avançou bairro a bairro contra barricadas defendidas de forma pouco coordenada. Execuções sumárias de prisioneiros e suspeitos começaram já em 22 de maio e se multiplicaram em locais como o Jardim de Luxemburgo, o quartel Lobau e o cemitério do Père-Lachaise, onde prisioneiros foram fuzilados junto ao muro hoje chamado "Muro dos Federados" 2 7.
Do lado communard, foram aplicadas represálias: o arcebispo de Paris, Georges Darboy, e outros reféns foram fuzilados na prisão de La Roquette em 24 de maio; em 26 de maio, cerca de cinquenta reféns, gendarmes, padres e religiosos, foram mortos na rua Haxo. As estimativas de reféns executados pela Comuna giram em torno de 85 a cem pessoas, segundo Michel Cordillot e Jacques Rougerie 2. Incêndios destruíram ou danificaram edifícios como o Palácio das Tulherias e o Hôtel de Ville. Os últimos combates ocorreram em Belleville em 28 de maio 4.
O exército de Versalhes registrou oficialmente 873 a 877 mortos e cerca de 6.450 feridos em todas as operações desde abril, número que Rougerie considera insuficiente 2 7.
Quantos morreram? Faixas, métodos e debate
O número de communards mortos na Semana Sangrenta, em combate, em execuções sumárias e por ferimentos, não é conhecido com precisão e é objeto de debate historiográfico. As estimativas dependem do método:
- Estimativas de época e militantes: o jornalista radical Camille Pelletan falou em 30 mil mortos (1879/1880) e Lissagaray, ex-communard, em cerca de 20 mil; essas cifras não explicitam método 7 8.
- Diferença demográfica: Jacques Rougerie observou uma diferença de cerca de 180 mil habitantes entre as populações de Paris de 1870 e 1872, o que, a seu ver, tornava plausível um número de até 30 mil mortos; essa diferença inclui fugas, exílio, deportação e efeitos do cerco, e não mede só mortes 9. Em obra posterior, Rougerie considerou mais plausível um balanço de cerca de 10 mil vítimas 2.
- Registros de inumação, hospitais e prefeituras: Robert Tombs, que antes aceitara faixas de 10 a 20 mil e depois "pelo menos 12 mil", revisou o número para cerca de 5.700 a 7.400 mortos (artigo de 2011–2012), dos quais uma parte expressiva teria sido executada depois dos combates 10 11 2. Karine Varley considerou a documentação de Tombs mais precisa que as cifras vagas anteriores, e Quentin Deluermoz julgou o método rigoroso, mas lembrou que corpos não registrados, enterrados fora dos cemitérios, queimados ou desaparecidos, puxam a estimativa para cima, sugerindo manter faixas largas, "6.500 a 20.000?" 11 9.
- Nova contagem de arquivos de cemitérios e serviços funerários: Michèle Audin (2021) contestou Tombs e estimou que os communards mortos ficam provavelmente entre 15 mil e 20 mil; segundo a apresentação do livro, só nos cemitérios parisienses foram inumados mais de 10 mil corpos ligados à Semana Sangrenta, sem contar subúrbios, corpos queimados e restos exumados até o século XX 12 2.
Em síntese: as estimativas com método documentado variam hoje de cerca de 6 mil a cerca de 20 mil mortos do lado communard. O portal não escolhe um número único e não soma as estimativas, que medem as mesmas mortes por caminhos diferentes. Em qualquer das faixas, a repressão de maio de 1871 foi a mais mortífera da história de Paris no século XIX 9.
Repressão posterior: prisões, conselhos de guerra e deportações
Cerca de 40 mil pessoas foram presas após a queda da Comuna (um levantamento cita 43.522 prisioneiros, incluindo 1.054 mulheres); mais da metade foi libertada sem processo 1 9.
O relatório do general Appert à Assembleia Nacional, de 20 de julho de 1875, registra 46.835 pessoas julgadas por conselhos de guerra, com 23.727 impronúncias, 10.137 condenações contraditórias, 3.313 condenações à revelia e 2.445 absolvições. Das condenações contraditórias, 95 foram à morte, e 23 pessoas executadas, entre elas Théophile Ferré e Louis Rossel, fuzilados em Satory em 28 de novembro de 1871, 251 a trabalhos forçados, 4.586 à deportação (1.169 em recinto fortificado e 3.417 em deportação simples), 1.247 à reclusão perpétua e 3.359 a penas de prisão 2. Números distintos que circulam (por exemplo, "1.169 deportações") resultam de leituras parciais desse relatório.
Uma lei de 23 de março de 1872 fixou a Nova Caledônia como local de deportação. Vinte comboios transportaram pouco mais de 3.800 pessoas entre 1872 e 1878, em condições muito duras; a península Ducos recebeu os condenados a recinto fortificado e a Ilha dos Pinheiros os de deportação simples 2. Milhares de communards se exilaram na Inglaterra, Bélgica e Suíça.
A anistia veio por etapas: uma lei de anistia parcial em 3 de março de 1879 e a anistia plena pela lei de 11 de julho de 1880 2.
Leituras de época: Marx, Engels, Lenin e os anarquistas
A Comuna foi interpretada, ainda em 1871, por correntes que a disputavam como precedente. As leituras abaixo são documentos e teorias, não descrições neutras.
Marx: "A guerra civil na França"
Em nome do Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores, Marx redigiu A guerra civil na França, lida no Conselho em 30 de maio de 1871, dois dias depois do fim dos combates 4. O texto defende a Comuna contra a campanha de Versalhes e a descreve como "essencialmente um governo da classe operária", a "forma política enfim descoberta" para a emancipação econômica do trabalho. Dela Marx tirou uma conclusão que se tornaria central no marxismo: a classe operária não pode simplesmente se apoderar da máquina estatal existente e usá-la para seus fins 3.
A leitura de Marx é ao mesmo tempo documento de época, peça de defesa política e formulação teórica, não é descrição neutra. Em cartas de abril de 1871 a Ludwig Kugelmann e, depois, em correspondência posterior, Marx também apontou erros dos communards, como não terem marchado sobre Versalhes logo após 18 de março e terem respeitado o Banco da França.
Engels (1891) e a "ditadura do proletariado"
Na introdução de 1891 à reedição alemã, datada de 18 de março de 1891, Engels encerrou dizendo aos sociais-democratas assustados com a expressão "ditadura do proletariado": "Olhem para a Comuna de Paris. Isso era a ditadura do proletariado" 4. A frase mostra que, para Engels, o termo designava o conteúdo de classe de um poder com eleição e revogabilidade de funcionários, e não um regime de partido único, ponto que seria disputado no século XX.
Lenin
Em O Estado e a Revolução (escrito em agosto–setembro de 1917), Lenin dedicou um capítulo inteiro à "experiência da Comuna de Paris de 1871" segundo Marx, usando-a para defender a destruição do aparelho de Estado burguês e sua substituição por um poder de tipo comunal, com funcionários eleitos, revogáveis e pagos como operários 13. A distância entre esse modelo e o Estado soviético efetivamente construído a partir de 1918 é um dos temas centrais do debate sobre a Revolução Russa.
Anarquistas e outras correntes
Anarquistas também reivindicaram a Comuna. Mikhail Bakunin, em A Comuna de Paris e a noção de Estado (1871), viu nela a negação do Estado e a prova de que a revolução deveria federalizar comunas autônomas, criticando a leitura marxista que valorizava o poder centralizado 14. Piotr Kropotkin e Louise Michel difundiram essa interpretação libertária. Republicanos moderados e conservadores, ao contrário, apresentaram a Comuna como desordem e crime; a construção da Basílica do Sacré-Cœur em Montmartre foi associada, por parte de seus promotores, à "expiação" dos acontecimentos de 1871 2.
Memória
O "Muro dos Federados", no cemitério do Père-Lachaise, tornou-se local de homenagens anuais do movimento operário francês. A canção A Internacional teve letra escrita pelo communard Eugène Pottier em 1871. Movimentos comunistas do século XX, na Rússia soviética, na China (República Popular da China) e em outros países, invocaram a Comuna como antecedente; Mao Zedong recorreu à referência durante a Revolução Cultural 2.
A historiografia acadêmica transformou-se desde os anos 1970: estudos de Rougerie, Tombs, Merriman e, mais recentemente, Audin e Deluermoz deslocaram o foco da disputa simbólica para a reconstrução documental da composição social, das práticas políticas e da violência 15 9. Em 2016, a Assembleia Nacional francesa aprovou uma resolução de reabilitação simbólica das vítimas da repressão (dado a conferir em fonte oficial).
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Tradução de texto localizado
“Mas a classe operária não pode simplesmente se apoderar da máquina estatal já pronta e fazê-la funcionar para seus próprios fins.”
But the working class cannot simply lay hold of the ready-made state machinery, and wield it for its own purposes.
Karl Marx, A guerra civil na França (1871), seção sobre a Comuna.
Tradução da redação a partir da edição inglesa de 1871 (Marxists Internet Archive).
Fonte: The Civil War in France (cap. 5, "The Paris Commune")
- Tradução de texto localizado
“Olhem para a Comuna de Paris. Isso era a ditadura do proletariado.”
Look at the Paris Commune. That was the Dictatorship of the Proletariat.
Friedrich Engels, introdução de 1891 a A guerra civil na França.
Tradução da redação a partir da versão inglesa do Marxists Internet Archive; o original é alemão.
Fonte: Introdução de 1891 a "A guerra civil na França" (Postscript, 18 de março de 1891)
Cronologia
4 de setembro de 1870
Proclamação da República em Paris, após a derrota de Sedan.1
28 de janeiro de 1871
Armistício com a Alemanha; fim do cerco de Paris.1
18 de março de 1871
Fracasso da retirada dos canhões de Montmartre; governo Thiers se retira para Versalhes.2
26 de março de 1871
Eleições municipais em Paris.2
28 de março de 1871
Proclamação da Comuna.1
2 de abril de 1871
Decreto de separação entre Igreja e Estado.2
11 de abril de 1871
Fundação da União das Mulheres por Elisabeth Dmitrieff e Nathalie Le Mel.1
16 de abril de 1871
Decreto sobre oficinas abandonadas; eleições complementares.2
20 de abril de 1871
Proibição do trabalho noturno nas padarias.2
1 de maio de 1871
Criação do Comitê de Salvação Pública (45 votos a 23).2
16 de maio de 1871
Derrubada da Coluna Vendôme.2
21 de maio de 1871
Entrada do exército de Versalhes em Paris: início da Semana Sangrenta.2
28 de maio de 1871
Fim dos últimos combates em Belleville.4
30 de maio de 1871
Marx lê "A guerra civil na França" no Conselho Geral da Internacional.4
23 de março de 1872
Lei fixa a Nova Caledônia como local de deportação.2
20 de julho de 1875
Relatório Appert sobre os conselhos de guerra.2
3 de março de 1879
Lei de anistia parcial.2
11 de julho de 1880
Lei de anistia plena.2
Imagens


Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Paris Commune. Wikipédia em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2Commune de Paris. Wikipédia em francês (texto-fonte consultado).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Orientação para datas de decretos, relatório Appert (1875), deportações e anistias; cada dado deve ser conferido na historiografia citada pelo artigo (Rougerie, Tombs, Tillier, Cordillot).
- 3Karl Marx (Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores). The Civil War in France (cap. 5, "The Paris Commune"). Marxists Internet Archive (edição inglesa de 1871), 1871.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Citações traduzidas do inglês pela redação.
- 4Friedrich Engels. Introdução de 1891 a "A guerra civil na França" (Postscript, 18 de março de 1891). Marxists Internet Archive, 1891.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 5Jacques Rougerie. Paris libre 1871. Seuil, Paris, 1971.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 6Robert Tombs. The War against Paris, 1871. Cambridge University Press, 1981.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 7Semaine sanglante. Wikipédia em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Orientação para estimativas de época (Pelletan, Lissagaray) e perdas do exército de Versalhes.
- 8Prosper-Olivier Lissagaray. Histoire de la Commune de 1871. 1876.[Fonte primária · referência bibliográfica]Testemunho e história escritos por um ex-combatente; primeira edição em Bruxelas (1876), ampliada em 1896. Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 9Quentin Deluermoz. Les morts de la Semaine sanglante : retour sur la violence sociale et politique française au XIXe siècle (comentário a R. Tombs). H-France Salon, vol. 3, 2011.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 10Robert Tombs. How Bloody was la Semaine sanglante of 1871? A Revision. The Historical Journal, 2012.[Historiografia · referência bibliográfica]Artigo não aberto (acesso bloqueado na consulta); números citados a partir de Deluermoz, Varley e da Wikipédia em francês.
- 11Karine Varley. Reassessing the Paris Commune of 1871: a response to Robert Tombs, 'How bloody was la semaine sanglante? a revision'. H-France Salon, vol. 3 (registro em Strathprints, Universidade de Strathclyde), 2011.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado o resumo; texto integral não disponível no repositório.
- 12Michèle Audin. La Semaine sanglante. Mai 1871 : légendes et comptes. Libertalia, Montreuil, 2021.[Historiografia · referência bibliográfica]Livro não consultado diretamente; estimativa citada a partir da Wikipédia em francês e da apresentação editorial.
- 13V. I. Lenin. The State and Revolution (índice e notas editoriais). Marxists Internet Archive, 1917.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Escrito em agosto–setembro de 1917; publicado em 1918; sétimo capítulo nunca escrito.
- 14Mikhail Bakunin. La Commune de Paris et la notion de l'État. 1871.[Fonte primária · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
- 15John Merriman. Massacre: The Life and Death of the Paris Commune. Basic Books, 2014.[Historiografia · referência bibliográfica]Obra não aberta nesta redação: a citação indica onde conferir a passagem, não confirmação de página.
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
relacionado a
- Karl MarxPessoaMarx escreveu "A guerra civil na França" sobre a Comuna. Fonte: The Civil War in France (cap. 5, "The Paris Commune")
- Friedrich EngelsPessoaFonte: Introdução de 1891 a "A guerra civil na França" (Postscript, 18 de março de 1891)
- A guerra civil na França (verbete planejado)ObraFonte: The Civil War in France (cap. 5, "The Paris Commune")
- ComunismoConceito
- SocialismoConceito
- A Internacional (hino) (verbete planejado)ObraLetra de Eugène Pottier, communard, escrita em 1871.
- AutogestãoConceito
- Manifesto do Partido ComunistaObraCitada no prefácio de 1872. Fonte: Prefácios do Manifesto (1872, 1882, 1883, 1888, 1890, 1892, 1893), em inglês (no verbete Manifesto do Partido Comunista)
- Socialismo e democraciaPergunta e guia
influenciou
- Vladimir LeninPessoaCapítulo III de "O Estado e a Revolução". Fonte: The State and Revolution (índice e notas editoriais)
- O Estado e a revoluçãoObraFonte: The State and Revolution (índice e notas editoriais)
precedeu
- Revolução Russa de 1917Acontecimento
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Histórico e revisão
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- Publicado
- Autoria
- Redação UP, rascunho assistido por IA
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 2.538 palavras · 15 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoPesquisa em Marxists Internet Archive (Marx, Engels, Lenin), H-France Salon (Deluermoz, Varley), Wikipédia em francês e inglês (orientação, com fontes subjacentes indicadas) e Wikimedia Commons (imagens). Pendente: abrir Tombs (Historical Journal, 2012) e Audin (2021) para confirmar faixas e métodos; conferir o resultado eleitoral de 26/3 (230 mil votantes vs. 233 mil em outra fonte); confirmar a resolução da Assembleia Nacional francesa de 2016; conferir os números de prisioneiros (43.522) na fonte primária; incluir fontes primárias da própria Comuna (Journal officiel).Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
Encontrou um erro? Escreva pela página de correções citando o verbete e a seção. Correções ficam registradas neste histórico.
Como citar: Comuna de Paris. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/comuna-de-paris.
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