Tanzânia e o ujamaa (1967–1985)
O socialismo africano de Julius Nyerere: Declaração de Arusha, aldeias ujamaa e vilarização
Projeto de socialismo africano conduzido pelo partido único TANU/CCM sob Julius Nyerere a partir da Declaração de Arusha (1967): nacionalizações, aldeias coletivas, expansão da escola primária e, em 1973–1976, vilarização em grande parte compulsória. Entrou em crise e foi abandonado após 1985–1986.
Também: Ujamaa · Socialismo ujamaa · Socialismo africano tanzaniano · Azimio la Arusha
Índice e ficha
- País de referência
- Tanzânia
- Estado histórico
- República Unida da Tanzânia (Tanganica e Zanzibar, desde 1964)
- Período analisado
- 1967–1986
- Regime
- Partido único de direito (TANU no continente e Afro-Shirazi em Zanzibar; CCM a partir de 1977), com eleições competitivas apenas entre candidatos do partido; detenção sem julgamento prevista em lei.
- Partido governante
- Tanganyika African National Union (TANU) até 1977; Chama cha Mapinduzi (CCM) a partir de 1977.
- Ideologia declarada
- Ujamaa, socialismo africano de base comunitária e autossuficiência; distinto do marxismo-leninismo.
- Organização econômica
- Nacionalização de bancos, grandes empresas e comércio exterior; empresas estatais (parastatals); agricultura camponesa reorganizada em aldeias, com produção coletiva limitada; controle de preços; liberalização a partir de 1986.
- Sobre a classificação
- Classificações aplicáveis: (1) autodefinição oficial socialista (ujamaa); (2) programa socialista explícito na Declaração de Arusha; (3) predominância estatal em finanças, indústria e comércio exterior; (4) componente cooperativo/comunitário nas aldeias, em grande parte imposto; (5) regime de partido único. Não se trata de regime marxista-leninista nem de economia de planejamento central integral. Classificação acadêmica usual: 'socialismo africano'.
- Área
- Socialismo
- Regiões
- África
- Temas
- Economia e organização social, Questão agrária e campesinato, Anticolonialismo e libertação nacional, Estado, poder e democracia, Repressão, violência política e direitos, Ciência e educação
Entre 1967 e meados dos anos 1980, a Tanzânia, formada em 1964 pela união de Tanganica e Zanzibar, foi governada por um partido único, a Tanganyika African National Union (TANU), depois Chama cha Mapinduzi (CCM), sob a presidência de Julius Nyerere. O programa oficial chamava-se ujamaa, termo suaíli associado à ideia de família ampliada, e era apresentado como um socialismo africano baseado em valores comunitários rurais, distinto tanto do capitalismo quanto do marxismo-leninismo 1 2.
O marco é a Declaração de Arusha, de 5 de fevereiro de 1967, que definiu princípios de igualdade, controle público dos principais meios de produção, autossuficiência (self-reliance) e regras de conduta para dirigentes 3 4. Seguiram-se nacionalizações, a política de aldeias ujamaa e, a partir de 1973, uma campanha de vilarização que reassentou milhões de pessoas, em grande parte sob coerção 1 5.
O balanço é disputado. A expansão do ensino primário e algumas melhorias sanitárias convivem com queda da produtividade agrícola, crise de balanço de pagamentos, detenções sem julgamento e a avaliação, recorrente na literatura, de que a vilarização foi um caso de planejamento autoritário de cima para baixo 6 7. Este verbete apresenta essas dimensões separadamente.
Como classificar a experiência
- Autodefinição oficial: o partido e o Estado declaravam-se socialistas (ujamaa), e a Declaração de Arusha define a TANU como "a party of Peasants and Workers" 3 4.
- Não era um regime marxista-leninista: Nyerere rejeitava a luta de classes como fundamento do socialismo africano e apresentava o ujamaa como herdeiro de valores comunitários pré-coloniais, uma idealização que historiadores criticam 5 2.
- Predominância estatal: bancos, grandes empresas e comércio exterior passaram ao controle estatal; o Estado tornou-se o maior empregador 1.
- Componente cooperativo/comunitário: as aldeias ujamaa previam produção coletiva; na prática, a vilarização compulsória produziu sobretudo concentração residencial, com produção coletiva limitada 5.
- Partido único: a eleição de 1965 já ocorreu sob sistema de partido único 5.
Contexto: independência e união (1961–1966)
Tanganica, território sob tutela britânica, tornou-se independente em 9 de dezembro de 1961 e república em 9 de dezembro de 1962, com Nyerere como presidente 5. Em janeiro de 1964 um motim do exército foi sufocado com ajuda britânica. Em 26 de abril de 1964 Tanganica uniu-se a Zanzibar, onde uma revolução derrubara o sultanato em janeiro daquele ano, formando a República Unida da Tanzânia 5 1. A Lei de Detenção Preventiva (Preventive Detention Act), que permitia prender sem julgamento, é de 1962 5 1.
Nyerere já havia exposto as linhas gerais do ujamaa em 1962, num texto depois reunido em Ujamaa: Essays on Socialism (1968) 2.
A Declaração de Arusha (1967)
A Azimio la Arusha, de 5 de fevereiro de 1967, tem cinco partes: o credo da TANU, socialismo, autossuficiência, a filiação ao partido e a resolução de Arusha 4. Entre suas formulações:
- num país "really socialist", "no person exploits another" 3;
- "Independence means self-reliance"; e "The development of a country is brought about by people, not by money" 3;
- os principais meios de produção devem ser controlados e possuídos pelos camponeses e trabalhadores "through the machinery of their Government" 3.
O código de liderança determinava que todo dirigente da TANU e do governo fosse camponês ou trabalhador e proibia-lhe ter ações de empresas, alugar casas a terceiros ou receber dois ou mais salários 3. Nacionalizações se seguiram à Declaração, e o governo tornou-se o maior empregador do país 1. Ainda em 1967, o texto "Socialism and Rural Development" detalhou a proposta de aldeias ujamaa 2.
Aldeias ujamaa e vilarização (1967–1976)
Conteúdo sensívelMenciona remoções forçadas de população rural.Ler este trechoOcultar trecho
Na primeira fase (1967–1973), a formação de aldeias ujamaa foi em princípio voluntária e lenta. Diante da resistência camponesa a deixar as roças familiares, o governo passou à coerção 1.
A Operação Vijiji (1973–1976) reassentou a população rural em aldeias planejadas, com exigência de pelo menos 250 famílias por aldeia e lotes de cerca de um acre por família 1. Segundo números atribuídos ao próprio Nyerere e citados pelo antropólogo John Shao, "over seven million people were moved" entre setembro de 1973 e junho de 1975, e mais quatro milhões até o fim de 1976 1. Cerca de 13 milhões de pessoas acabaram registradas em cerca de 7 mil aldeias 5. A polícia recolheu camponeses que se recusavam a mudar 5; muitos assentamentos foram instalados em terras de baixa pluviosidade, impróprias para a agricultura 1.
Um levantamento governamental de 1978 concluiu que nenhuma aldeia atingia as metas oficiais de produtividade agrícola 5. A vilarização facilitou, por outro lado, a oferta de escolas, postos de saúde e água em núcleos concentrados, argumento central dos defensores da política.
O cientista político James C. Scott tomou a vilarização tanzaniana como um dos casos centrais de Seeing Like a State (1998), sobre esquemas estatais de "alta modernidade" que ignoram o conhecimento prático local 6.
Economia: estatização, agricultura e crise
As nacionalizações e a expansão de empresas estatais (parastatals) ampliaram o setor público 1. A produção agrícola de exportação e de alimentos sofreu com a vilarização, com preços controlados e com secas; ao longo dos anos 1970, as importações triplicaram enquanto as exportações apenas dobraram 5. As perdas do governo com roubo e corrupção teriam subido de 10 milhões de xelins (1975) para quase 70 milhões (1977) 5.
A guerra com Uganda (1978–1979) custou cerca de US$ 500 milhões à Tanzânia e agravou a crise 5 8. Em 1979, o ministro das Finanças Edwin Mtei negociou com o FMI um acordo de alívio em troca de austeridade; Nyerere o rejeitou, por considerar o Fundo um instrumento neocolonial, e Mtei renunciou 5. Os anos 1980 foram de escassez, mercado paralelo e queda de serviços públicos (dados não abertos nesta redação para quantificar).
Partido único, direitos e liberdades
A Tanzânia foi um Estado de partido único de direito desde 1965, com eleições internas em que eleitores escolhiam entre candidatos do próprio partido 5. Em 1977 a TANU e o partido governante de Zanzibar fundiram-se no Chama cha Mapinduzi (CCM) 5.
A Lei de Detenção Preventiva de 1962 permitia prender sem julgamento. A Amnesty International estimou cerca de mil detidos sob essa lei em 1977; em 1981, menos de cem 5. A vilarização compulsória (acima) é a principal violação de direitos em larga escala associada ao ujamaa. Críticos de esquerda, como Issa Shivji, analisaram a formação de uma "burguesia burocrática" no Estado e nas estatais 9.
Educação, alfabetização e saúde
Ensino primário. Na série do Banco Mundial (dados do Instituto de Estatística da UNESCO), a matrícula bruta no ensino primário passou de 35,8% (1970) para 95,4% (1980), caiu para 66,7% (1990) e ficou em 69,5% (2000) 10. O salto da segunda metade dos anos 1970 coincide com a política de universalização do ensino primário; a queda dos anos 1980 coincide com a crise fiscal e o ajuste, coincidência temporal que não demonstra, sozinha, causalidade.
Alfabetização. A Wikipédia registra alfabetização adulta de 17% (1960) e 63% (1975), sem série identificada 1. A série do Banco Mundial/UNESCO só começa em 1988 (59,1%), seguida de 69,4% (2002) e 78,2% (2022) 11. Os números dos anos 1970 vêm de campanhas oficiais de alfabetização de adultos, com critérios diferentes dos censos, e não devem ser encadeados com a série posterior.
Saúde. Nas estimativas modeladas do Banco Mundial/UN IGME, a mortalidade infantil caiu de 121,9 (1960) e 115,4 (1970) para 105,0 (1980) por mil nascidos vivos, voltando a 109,1 (1985) e 106,2 (1990) 12. A esperança de vida ao nascer passou de 42,6 anos (1960) para 51,3 (1980) e 52,0 (1990) 13. A Wikipédia traz números diferentes (138 → 110 por mil entre 1965 e 1985), de origem não identificada 1.
Relações internacionais
A Tanzânia apoiou movimentos de libertação da África austral, entre eles a FRELIMO (Moçambique) e a ZANU (Zimbábue) 5. O país seguiu a linha do não alinhamento; volumes e origens da ajuda externa não foram conferidos nesta redação. Em outubro de 1978, tropas do ditador ugandês Idi Amin invadiram e anexaram o saliente de Kagera; a Tanzânia contra-atacou, com exilados ugandeses, e tomou Kampala em 11 de abril de 1979, derrubando Amin 8 5.
Fim do ujamaa: renúncia de Nyerere e acordo com o FMI
Nyerere deixou a presidência em 5 de novembro de 1985 e foi sucedido por Ali Hassan Mwinyi, mas continuou presidente do CCM até 1990, criticando a liberalização 5. Em agosto de 1986 a Tanzânia assinou um acordo stand-by com o FMI, depois de cerca de uma década como símbolo de oposição às políticas do Fundo; as medidas incluíram desvalorização, cortes de gastos, flexibilização cambial, juros mais altos, retirada de subsídios alimentares e mudanças nos controles de preços 14. Nos anos seguintes o país adotou o multipartidarismo, com apoio de Nyerere 5. Já no fim da vida, Nyerere admitiu erros, sobretudo ter nacionalizado cedo demais, mas manteve os princípios de Arusha 5.
Debate historiográfico e avaliações
- Planejamento autoritário (Scott). A vilarização exemplifica um Estado que reorganiza a vida rural segundo um esquema simplificador e ignora saberes e práticas locais, com resultados produtivos ruins 6.
- Campesinato "não capturado" (Hydén). Göran Hydén argumentou que os camponeses tanzanianos, com acesso próprio à terra, conseguiam escapar ao controle do Estado e do mercado, o que limitava a eficácia tanto do ujamaa quanto de políticas capitalistas 7.
- Crítica marxista (Shivji). Issa Shivji leu o Estado pós-colonial como espaço de formação de uma burocracia dominante, distinguindo a retórica socialista da estrutura de classes real 9.
- Economia política (Coulson). Andrew Coulson discutiu as políticas agrícolas e industriais da Tanzânia independente numa perspectiva de economia política 15.
- Revisões recentes (Lal). Priya Lal propõe estudar o ujamaa como projeto vivido e disputado nas aldeias e em circuitos internacionais, não apenas como fracasso de política pública 16.
- Defensores destacam a construção de uma identidade nacional sem conflitos étnicos de grande escala, a ampliação do acesso a escola e saúde e a política externa anticolonial; críticos destacam a coerção, a queda produtiva e a dependência de ajuda externa.
O que segue em debate: quanto da crise se deve à política interna e quanto a choques externos (petróleo, preços de exportação, guerra, secas); se a melhora de indicadores sociais teria ocorrido de qualquer modo; e o grau de coerção efetivamente empregado em cada região. Ver Como avaliar realizações e violações das experiências socialistas?.
Legados
A permanência das aldeias criadas nos anos 1970 na organização territorial rural e a consolidação do suaíli como língua nacional são legados frequentemente apontados, mas não foram conferidos em fontes abertas nesta redação. O ujamaa como programa econômico foi abandonado a partir de 1986, mas a figura de Nyerere segue central na identidade política tanzaniana 5. O CCM, partido formado em 1977, continua no poder na Tanzânia multipartidária (dado a conferir para 2026). Ver Julius Nyerere.
Cronologia
9 de dezembro de 1961
Independência de Tanganica.5
1962
Lei de Detenção Preventiva.5
26 de abril de 1964
União de Tanganica e Zanzibar (Tanzânia).5
setembro de 1965
Eleições sob sistema de partido único.5
5 de fevereiro de 1967
Declaração de Arusha.4
setembro de 1973
Início da fase compulsória da vilarização (Operação Vijiji).1
1976
Fim da vilarização em massa; cerca de 11 milhões de deslocados segundo Nyerere.1
1977
Fundação do Chama cha Mapinduzi (CCM).5
outubro de 1978
Invasão ugandense de Kagera.8
11 de abril de 1979
Forças tanzanianas e exilados ugandeses tomam Kampala.8
5 de novembro de 1985
Nyerere deixa a presidência.5
agosto de 1986
Acordo stand-by com o FMI.14
Indicadores
Cada número traz fonte, série, unidade, período e limitações. Números de séries diferentes não devem ser comparados entre si.
| Indicador | Valor | Período | Fonte e série | Limitações |
|---|---|---|---|---|
| Matrícula bruta no ensino primário | 35,8 (1970) → 95,4 (1980) → 66,7 (1990) % da faixa etária oficial (bruta) | 1970–1990 | School enrollment, primary (% gross), Tanzania (SE.PRM.ENRR)Banco Mundial, SE.PRM.ENRR (UNESCO UIS) | Taxa bruta pode superar 100% e inclui repetentes e alunos fora da idade. A expansão de 1975–1981 e a queda após 1984 coincidem com mudanças de política e com a crise fiscal; a série não isola causas. |
| Alfabetização adulta | 59,1 (1988) → 69,4 (2002) % da população com 15 anos ou mais | 1988–2002 | Literacy rate, adult total (% of people ages 15 and above), Tanzania (SE.ADT.LITR.ZS)Banco Mundial, SE.ADT.LITR.ZS (UNESCO UIS) | Não há valor nesta série para os anos 1960–1970. Os números de campanhas oficiais da época (ex.: 63% em 1975, citado na Wikipédia) usam critérios distintos e não são comparáveis. |
| Mortalidade infantil | 121,9 (1960) → 115,4 (1970) → 105,0 (1980) → 106,2 (1990) óbitos por 1.000 nascidos vivos | 1960–1990 | Mortality rate, infant (per 1,000 live births), Tanzania (SP.DYN.IMRT.IN)Banco Mundial, SP.DYN.IMRT.IN (UN IGME) | Estimativas modeladas, com poucos dados primários para os anos 1960–1970; a tendência suave reflete o modelo. Outras fontes trazem níveis diferentes. |
| Esperança de vida ao nascer | 42,6 (1960) → 46,5 (1970) → 51,3 (1980) → 52,0 (1990) anos | 1960–1990 | Life expectancy at birth, total (years), Tanzania (SP.DYN.LE00.IN)Banco Mundial, SP.DYN.LE00.IN | Estimativa demográfica modelada; a estagnação dos anos 1990 também reflete a epidemia de HIV/aids. |
| Pessoas reassentadas na vilarização | cerca de 11 milhões (7 milhões em 1973–1975 e 4 milhões em 1975–1976) pessoas | 1973–1976 | Ujamaa (verbete da Wikipédia em inglês)Números atribuídos a Nyerere, citados por John Shao | Número oficial da época, citado de segunda mão; não distingue mudanças voluntárias, induzidas e forçadas nem deslocamentos de curta distância. Outra cifra (cerca de 13 milhões registrados em 7 mil aldeias) refere-se à população total das aldeias, não aos deslocados. |
Bibliografia comentada
Julius K. Nyerere / Tanganyika African National Union (TANU). The Arusha Declaration (tradução inglesa revista) (1967)
Texto integral (tradução inglesa) da Declaração de Arusha: ponto de partida obrigatório para entender o programa oficial.
Julius K. Nyerere. Ujamaa: Essays on Socialism (1968)
Coletânea dos principais escritos de Nyerere sobre socialismo africano, incluindo a formulação de 1962 e o texto sobre desenvolvimento rural de 1967.
James C. Scott. Seeing Like a State: How Certain Schemes to Improve the Human Condition Have Failed (1998)
Obra influente que usa a vilarização tanzaniana como exemplo de planejamento estatal autoritário; leitura crítica de referência.
Göran Hydén. Beyond Ujamaa in Tanzania: Underdevelopment and an Uncaptured Peasantry (1980)
Interpretação clássica sobre o campesinato tanzaniano e os limites do Estado, publicada no auge da crise.
Priya Lal. African Socialism in Postcolonial Tanzania: Between the Village and the World (2015)
Estudo recente que revisita o ujamaa a partir das aldeias e das redes internacionais, além do esquema 'sucesso × fracasso'.
Horace Campbell; Howard Stein (orgs.). Tanzania and the IMF: The Dynamics of Liberalization (1992)
Coletânea sobre o acordo com o FMI de 1986 e a liberalização que encerrou o ujamaa.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Ujamaa (verbete da Wikipédia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Traz números de deslocamento atribuídos a Nyerere via John Shao e indicadores sociais sem série identificada.
- 2Julius K. Nyerere. Ujamaa: Essays on Socialism. Oxford University Press, 1968.[Fonte primária · referência bibliográfica]Coletânea que reúne, entre outros, 'Ujamaa, the Basis of African Socialism' (1962), a Declaração de Arusha e 'Socialism and Rural Development' (1967). Não consultada.
- 3Julius K. Nyerere / Tanganyika African National Union (TANU). The Arusha Declaration (tradução inglesa revista). Marxists Internet Archive, 1967.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Original em suaíli: Azimio la Arusha (5/2/1967).
- 4Arusha Declaration (verbete da Wikipédia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 5Julius Nyerere (verbete da Wikipédia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Lidos cerca de 200 mil caracteres; cita Amnesty International (1977) sobre detidos, Paul Bjerk, Issa Shivji e outros.
- 6James C. Scott. Seeing Like a State: How Certain Schemes to Improve the Human Condition Have Failed. Yale University Press, 1998.[Historiografia · referência bibliográfica]Contém capítulo sobre a vilarização compulsória na Tanzânia; não consultado nesta redação.
- 7Göran Hydén. Beyond Ujamaa in Tanzania: Underdevelopment and an Uncaptured Peasantry. University of California Press, 1980.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 8Uganda–Tanzania War (verbete da Wikipédia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 9Issa G. Shivji. Class Struggles in Tanzania. Monthly Review Press, 1976.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 10Banco Mundial (dados do Instituto de Estatística da UNESCO). School enrollment, primary (% gross), Tanzania (SE.PRM.ENRR). World Development Indicators (API).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 11Banco Mundial (dados do Instituto de Estatística da UNESCO). Literacy rate, adult total (% of people ages 15 and above), Tanzania (SE.ADT.LITR.ZS). World Development Indicators (API).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 12Banco Mundial (estimativas do UN IGME). Mortality rate, infant (per 1,000 live births), Tanzania (SP.DYN.IMRT.IN). World Development Indicators (API).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 13Banco Mundial. Life expectancy at birth, total (years), Tanzania (SP.DYN.LE00.IN). World Development Indicators (API).[Estatística · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 14Horace Campbell; Howard Stein (orgs.). Tanzania and the IMF: The Dynamics of Liberalization. Westview Press, 1992.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultada apenas a página de apresentação do livro (Universidade de Syracuse); o livro não foi lido. Prenome de Stein a conferir.
- 15Andrew Coulson. Tanzania: A Political Economy. Clarendon Press (Oxford), 1982.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 16Priya Lal. African Socialism in Postcolonial Tanzania: Between the Village and the World. Cambridge University Press, 2015.[Historiografia · referência bibliográfica]
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
relacionado a
- Julius NyererePessoa1961–1985. Presidente e principal formulador do ujamaa. Fonte: Julius Nyerere (verbete da Wikipédia em inglês)
- CooperativismoConceito
- Planejamento econômicoConceito
- Revolução de Zanzibar (verbete planejado)AcontecimentoFonte: Julius Nyerere (verbete da Wikipédia em inglês)
- Não alinhamento e terceiro-mundismo (verbete planejado)Conceito
- Como avaliar realizações e violações das experiências socialistas?Pergunta e guia
- Por que experiências socialistas entraram em crise?Pergunta e guia
parte de
- Socialismo africanoCorrenteFonte: Ujamaa (verbete da Wikipédia em inglês)
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação UP (assistida por IA)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 1.729 palavras · 16 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação inicial. Consultados: Wikipédia (Ujamaa, Declaração de Arusha, Nyerere, Guerra Uganda–Tanzânia), texto da Declaração de Arusha (MIA), Banco Mundial (alfabetização, matrícula primária, mortalidade infantil, esperança de vida) e página do livro de Campbell e Stein (Syracuse). Pendências: detalhar as nacionalizações de fevereiro de 1967 (bancos, seguros, comércio) com fonte primária; dados de produção agrícola e da crise alimentar de 1973–1975; números de ajuda externa; situação atual do CCM (2026); conferir o prenome de Stein e a data exata do acordo com o FMI (stand-by de agosto de 1986 versus mecanismos de 1987). Obras de Scott, Hydén, Shivji, Coulson, Lal e Nyerere citadas sem consulta, apenas como representantes de linhas interpretativas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Tanzânia e o ujamaa (1967–1985). In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/tanzania-ujamaa.
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