Karl Polanyi
Historiador econômico, antropólogo e pensador socialista austro-húngaro (1886–1964)
Pensador austro-húngaro (Viena, 1886 – Pickering, Canadá, 1964), autor de A grande transformação (1944). Sustentou que o mercado autorregulado é uma construção histórica recente que, ao tratar trabalho, terra e dinheiro como mercadorias, provoca reações de autoproteção da sociedade.
Também: Polányi Károly (forma húngara) · Karl Paul Polanyi
Índice e ficha
- Nome completo
- Karl Paul Polanyi
- Nascimento
- 25 de outubro de 1886, Viena, Império Austro-Húngaro
- Morte
- 23 de abril de 1964, Pickering, Ontário, Canadá
- Nacionalidade
- Austro-húngara (de origem), Húngara, Britânica (naturalização a conferir)
- Papéis
- Cofundador do Círculo Galileu (Budapeste)Militante · 1908
- Secretário-geral do Partido Radical Cidadão (Hungria)Outro papel
- Redator e coeditor do Der Österreichische Volkswirt (Viena)Outro papel · 1924–1933
- Professor visitante de história econômica na Universidade de ColumbiaIntelectual · 1947–1953
- Como se definia
- Considerava-se socialista; dialogou com Marx (sobretudo com os escritos sobre alienação), mas não se filiou a partido comunista nem se apresentava como marxista. A classificação "intelectual não marxista" refere-se a essa autoidentificação, não a uma rejeição de Marx.
- Período
- 1886–1964
- Área
- Capitalismo
- Regiões
- Europa, América do Norte, África, Internacional
- Temas
- Teoria e conceitos, Economia e organização social, Estado, poder e democracia, Movimento operário e sindical, Ecologia
Karl Polanyi (Viena, 25 de outubro de 1886 – Pickering, Ontário, Canadá, 23 de abril de 1964) foi um historiador econômico, antropólogo e pensador político de família judaica húngara, autor de A grande transformação (1944) 1 2. Sua tese central, a de que o Mercado autorregulado não é natural, mas uma construção política recente, e de que submeter a vida social a ele provoca contramovimentos de proteção, fez dele um dos críticos mais lidos do liberalismo econômico.
Polanyi foi socialista, mas não marxista ortodoxo nem comunista: sua formação passou pelo radicalismo democrático húngaro, pelo socialismo cristão e pelo socialismo de guilda e municipal da "Viena Vermelha". Este verbete apresenta sua trajetória, suas ideias e as principais críticas feitas a elas.
Família e juventude em Budapeste (1886–1919)
Polanyi nasceu em Viena, filho de Mihály Pollacsek, engenheiro civil e diretor de companhia ferroviária, e de Cecilia Wohl, filha de um rabino de Vilnius; cresceu em Budapeste 1. A data de nascimento aparece como 25 de outubro de 1886 na Neue Deutsche Biographie e em outras enciclopédias; ao menos um catálogo de arquivo dá 21 de outubro 1 3. Seu irmão mais novo, Michael Polanyi, tornou-se químico e filósofo da ciência 3.
Estudou direito e filosofia em Budapeste, onde recebeu a influência do jurista e sociólogo Gyula Pikler, e doutorou-se em direito em 1909, em Budapeste, segundo a NDB; na Universidade de Kolozsvár (hoje Cluj-Napoca, na Romênia), segundo outras fontes; foi admitido na advocacia em 1912 1 3 4. Em novembro de 1908 participou da fundação do Círculo Galileu (Galilei Kör), associação de estudantes e jovens intelectuais que promovia o livre-pensamento, a ciência e a educação popular, e foi seu primeiro presidente; em 1910 deixou a presidência para dirigir um comitê de educação operária 1 3 4. Em 1914 ajudou o sociólogo Oszkár Jászi a fundar o Partido Radical Cidadão Nacional, do qual foi secretário-geral 3 4. Na Primeira Guerra Mundial serviu como oficial de cavalaria do exército austro-húngaro na frente russa, na Galícia, até ser hospitalizado em Budapeste em 1917 4.
Com a derrota, apoiou a república democrática de Mihály Károlyi (1918–1919); diante dos comunistas húngaros, defendeu o diálogo, mas criticou-os duramente 4. Depois da breve República Soviética Húngara (março–agosto de 1919) e da reação conduzida pelo almirante Horthy, Polanyi, que fora a Viena para tratamento médico, não voltou à Hungria; a NDB registra a mudança, em 1919, como motivada por razões políticas 1 4 5.
Viena Vermelha e o Österreichische Volkswirt (1919–1933)
Em Viena, governada pelos social-democratas entre 1919 e 1934, período que ficou conhecido como "Viena Vermelha", pelas políticas municipais de habitação, saúde e educação, Polanyi trabalhou a partir de 1924 no semanário econômico Der Österreichische Volkswirt, primeiro como redator e depois como coeditor, responsável pela área internacional 1 3. Em 1923 casou-se com Ilona Duczynska, escritora e cientista social, que tivera militância comunista 1 3.
Nesse período, Polanyi entrou no debate sobre o cálculo econômico socialista: em 1922 publicou um artigo sobre contabilidade socialista em que respondia a Ludwig von Mises propondo um socialismo descentralizado, baseado em associações de produtores e consumidores, e não num plano central 6 5 (ver Friedrich Hayek e Comparando sistemas econômicos). No Volkswirt, criticou os modelos abstratos da Escola Austríaca e aproximou-se do socialismo fabiano e do socialismo de guilda de G. D. H. Cole, além de se interessar pelo socialismo cristão 4. Com a chegada de Hitler ao poder na Alemanha e a suspensão do Parlamento austríaco, foi convidado a deixar o jornal no início de 1933 e emigrou para a Inglaterra 1 3 4.
Inglaterra, Bennington e Columbia (1933–1964)
Na Inglaterra, Polanyi trabalhou como jornalista e professor particular e, a partir de 1936, deu aulas para a Workers' Educational Association (associação de educação de trabalhadores) e cursos de extensão ligados às universidades de Oxford e de Londres; tentou várias vezes, sem sucesso, um posto universitário britânico 1 4. As notas dessas aulas sobre história social inglesa, a Revolução Industrial, as leis dos pobres, o movimento operário, forneceram o material empírico de A grande transformação 4. Participou de um grupo de cristãos de esquerda e contribuiu para o volume Christianity and the Social Revolution (1935) com o ensaio "The Essence of Fascism", em que via o fascismo como tentativa de resolver a tensão entre capitalismo e democracia suprimindo a democracia 7.
Em 1940 mudou-se para os Estados Unidos como pesquisador residente no Bennington College, em Vermont, onde deu um ciclo de cinco conferências sobre "a era atual de transformação", ficou até 1943 e escreveu o livro 4, publicado em 1944 pela editora nova-iorquina Farrar & Rinehart 3 2. De volta à Inglaterra por alguns anos 5, foi depois professor visitante de história econômica na Universidade de Columbia, em Nova York, de 1947 até a aposentadoria, em 1953 1. Ali, com apoio da Fundação Ford no início dos anos 1950, coordenou um projeto interdisciplinar sobre as instituições econômicas dos impérios antigos, do qual saiu Trade and Market in the Early Empires (1957), organizado com o antropólogo Conrad Arensberg e o economista Harry Pearson; o seminário de Columbia influenciou uma geração de antropólogos e historiadores 3 8 4. Em 1945, num artigo sobre capitalismo universal ou planejamento regional, já defendera uma ordem internacional pós-guerra baseada em blocos regionais planejados, e não na volta ao mercado mundial do padrão-ouro 9.
Como Ilona Duczynska, por seu passado comunista, não obteve autorização para viver nos Estados Unidos, o casal fixou residência no Canadá, e Polanyi passou a viajar regularmente a Nova York 3. Nos últimos anos dedicou-se à fundação da revista Co-Existence; o primeiro número saiu nos dias da morte dele, em Pickering, em 23 de abril de 1964 3 1.
A grande transformação: argumentos centrais
A obra tem verbete próprio (A grande transformação). Seus argumentos mais influentes são:
- O mercado autorregulado como exceção histórica. Em quase todas as sociedades anteriores, a economia esteve "incrustada" (embedded) em relações sociais, políticas e religiosas. A sociedade de mercado do século XIX, ao contrário, tentou subordinar a sociedade às leis do mercado, algo historicamente inédito 10 3.
- Mercadorias fictícias. Trabalho, terra e dinheiro não são produzidos para venda: o trabalho é a própria atividade humana, a terra é a natureza, o dinheiro é um símbolo de poder de compra. Tratá-los como mercadorias expõe pessoas, natureza e empresas a uma destruição que a sociedade não tolera 10 3.
- O laissez-faire foi planejado. O mercado livre do século XIX resultou de ação estatal deliberada (leis de cercamento, reforma da lei dos pobres de 1834, padrão-ouro), enquanto as reações protecionistas surgiram de modo disperso e espontâneo 10.
- Duplo movimento. A expansão do mercado provoca um contramovimento de autoproteção da sociedade, leis fabris, sindicatos, tarifas, bancos centrais, seguros sociais, vindo de grupos diversos, inclusive conservadores 10 11.
- A crise dos anos 1930. O colapso do padrão-ouro e a tensão entre mercado autorregulado e democracia levaram, nos anos 1920–30, a saídas opostas, fascismo, socialismo soviético e New Deal. Para Polanyi, o fascismo foi uma resposta à crise da sociedade de mercado, e não sua negação acidental (ver Grande Depressão) 10 3.
Um dos episódios analisados no livro é o sistema de Speenhamland (1795–1834), complemento salarial pago pelas paróquias inglesas, que Polanyi interpretou como tentativa fracassada de proteger os pobres sem abolir o mercado de trabalho, com efeitos degradantes 10.
A tese é o oposto da de Hayek em O caminho da servidão, publicado no mesmo ano: para Hayek, o planejamento leva à servidão; para Polanyi, a utopia do mercado autorregulado leva à crise da democracia 3.
Antropologia econômica: substantivismo e formas de integração
Em Columbia, Polanyi formulou a distinção entre dois sentidos da palavra "econômico". O sentido formal refere-se à lógica da escolha entre meios escassos, o economizar, base da teoria econômica neoclássica. O sentido substantivo refere-se ao modo como os seres humanos obtêm seu sustento da natureza e uns dos outros. Nas economias de mercado os dois sentidos coincidem; nas demais, não, e aplicar a elas categorias de mercado distorceria a análise 3 8.
Para descrever economias não mercantis, Polanyi propôs formas de integração: a reciprocidade (trocas entre grupos simétricos, como parentes), a redistribuição (recolhimento e repartição por um centro, como um templo ou um palácio) e a troca de mercado. As formas coexistem, uma delas costuma predominar, e não constituem etapas evolutivas 3.
O grupo de Columbia aplicou essas categorias a impérios antigos do Oriente Próximo, da Mesopotâmia à Grécia, e a sociedades africanas. Em Dahomey and the Slave Trade (1966, póstumo), Polanyi estudou a economia do reino do Daomé (no atual Benin) e sua participação no tráfico atlântico de escravizados, com "portos de comércio" administrados pelo Estado 12 3.
Essas propostas deram origem ao debate entre substantivistas e formalistas na antropologia econômica dos anos 1960: os formalistas sustentavam que a lógica da escolha racional sob escassez vale para todas as sociedades. Antropólogos e economistas também perguntaram se Polanyi não idealizava as economias pré-modernas e se os mercados não eram, afinal, um desenvolvimento mais antigo e difundido do que ele admitia 3 13.
Críticas e controvérsias
Historiadores econômicos. Douglass North, da Nova Economia Institucional, reconheceu o desafio de Polanyi, mas argumentou que formas de alocação não mercantis podem ser explicadas por custos de transação, sem abandonar a teoria econômica 17. Mark Blaug contestou a leitura negativa do sistema de Speenhamland herdada dos reformadores de 1834 e repetida por Polanyi 18. Estudos sobre a Antiguidade questionaram a ausência de mercados em economias como a mesopotâmica.
Marxistas. Para leitores marxistas, a ênfase de Polanyi na "mercantilização" e na proteção social deixa em segundo plano a exploração na produção e as classes sociais, e o "duplo movimento" pode sugerir uma autocorreção do capitalismo que a história não garante. Gareth Dale discute essas tensões e mostra que o próprio Polanyi oscilou entre um socialismo radical e posições próximas da social-democracia 14 5.
Feministas. Nancy Fraser propôs completar o "duplo movimento" com um terceiro polo, a emancipação: as proteções sociais do passado também consolidaram hierarquias de gênero, raça e nação, e as lutas por emancipação podem se aliar ora à proteção, ora ao mercado 19.
A "falácia economicista". Polanyi chamou de falácia economicista o hábito de identificar a economia em geral com a sua forma de mercado, erro que, segundo ele, tanto liberais quanto parte dos marxistas cometiam, ao projetar sobre todas as sociedades as categorias da sociedade de mercado do século XIX 15 4. Para ele, o determinismo econômico era um fenômeno histórico do século XIX, e não uma lei universal; numa sociedade industrial complexa, a liberdade teria de ser reconstruída por meio de instituições democráticas que reincrustassem a economia na sociedade. Críticos lembram que o conceito de "incrustação" é usado em sentidos diferentes pelo próprio Polanyi e por seus continuadores, e que a fronteira entre economia "incrustada" e "desincrustada" é de grau, não de natureza 11 14.
Liberais. Do ponto de vista liberal, a tese de que o laissez-faire foi "planejado" e de que levou ao fascismo inverteria a causalidade: foram o protecionismo e o intervencionismo que desorganizaram a economia mundial entre as guerras, argumento central de Mises e Hayek (ver Friedrich Hayek e Escola austríaca de economia).
Recepção e legado
Pouco lido em vida fora de círculos especializados, Polanyi foi redescoberto a partir dos anos 1980 e 1990, com as reformas de mercado, o fim do bloco soviético e as crises financeiras, por sociólogos, cientistas políticos e economistas heterodoxos. O conceito de "incrustação" foi reformulado pela nova sociologia econômica, por exemplo por Mark Granovetter (1985) 20. Fred Block e Margaret Somers usam Polanyi para criticar o "fundamentalismo de mercado" 11. A Universidade Concordia descreve A grande transformação como uma das obras mais citadas das ciências sociais 2.
O legado é cuidado em grande parte por sua filha, Kari Polanyi Levitt (n. 1923), economista e professora da Universidade McGill, nomeada membro da Ordem do Canadá em 2014 por ter ajudado a construir os estudos de desenvolvimento como campo acadêmico no Canadá e por suas pesquisas sobre a economia política do Caribe 21. Em 1988, ela e Marguerite Mendell criaram o Instituto Karl Polanyi de Economia Política, na Universidade Concordia, em Montreal, que guarda um arquivo estimado em cerca de 110 mil documentos em húngaro, alemão e inglês 2. Em seus próprios trabalhos, Polanyi Levitt aproximou as ideias do pai dos debates sobre desenvolvimento no Sul global e sobre a Financeirização 22.
Na América Latina e na África, Polanyi é lido sobretudo em diálogo com as teorias do desenvolvimento e da dependência e nos debates sobre economia popular e solidária, em que as noções de reciprocidade e redistribuição são usadas para descrever práticas não mercantis.
Cronologia
25 de outubro de 1886
Nasce em Viena; cresce em Budapeste.1
1908
Participa da fundação do Círculo Galileu, em Budapeste.3
1909
Doutora-se em direito.1
c. 1914
Secretário-geral do Partido Radical Cidadão húngaro.3
1919
Muda-se para Viena por razões políticas.1
1922
Publica artigo sobre contabilidade socialista, em resposta a Mises.6
1923
Casa-se com Ilona Duczynska.1
1924
Começa a trabalhar no Der Österreichische Volkswirt.3
1933
Emigra para a Inglaterra; leciona para a Workers' Educational Association.1
1940
Pesquisador residente no Bennington College, EUA (até 1943).3
1944
Publica A grande transformação (Farrar & Rinehart).2
1947
Professor visitante de história econômica em Columbia (até 1953).1
1957
Publica, com Arensberg e Pearson, Trade and Market in the Early Empires.3
23 de abril de 1964
Morre em Pickering, Ontário (Canadá); sai o primeiro número de Co-Existence.1
1966
Publicação póstuma de Dahomey and the Slave Trade.3
1988
Criação do Instituto Karl Polanyi de Economia Política, na Universidade Concordia.2
Bibliografia comentada
Karl Polanyi. The Great Transformation (Nova York, Farrar & Rinehart) (1944)
A obra principal; a edição de 2001 (Beacon Press) traz introdução de Fred Block e prefácio de Joseph Stiglitz.
Gareth Dale. Karl Polanyi: A Life on the Left (2016)
Biografia acadêmica mais completa, atenta à trajetória política socialista de Polanyi.
Gareth Dale. Karl Polanyi: The Limits of the Market (2010)
Introdução crítica ao pensamento de Polanyi, com discussão das leituras marxistas e social-democratas.
Fred Block; Margaret R. Somers. The Power of Market Fundamentalism: Karl Polanyi's Critique (2014)
Atualização da crítica de Polanyi ao "fundamentalismo de mercado".
Nancy Fraser. Can Society Be Commodities All the Way Down? Post-Polanyian Reflections on Capitalist Crisis (Economy and Society) (2014)
Leitura feminista que propõe um "triplo movimento" (mercantilização, proteção e emancipação).
Douglass C. North. Markets and Other Allocation Systems in History: The Challenge of Karl Polanyi (Journal of European Economic History) (1977)
Resposta da Nova Economia Institucional ao desafio de Polanyi.
Kari Polanyi Levitt. From the Great Transformation to the Great Financialization: On Karl Polanyi and Other Essays (2013)
Ensaios da filha de Polanyi ligando sua obra ao desenvolvimento e à financeirização.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Gerhard J. Mauch. Polanyi, Karl. Neue Deutsche Biographie, v. 20, p. 596 (Deutsche Biographie), 2001.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 2Christian Durand. Karl Polanyi archive (Concordia University News, 24 de abril de 2014). Concordia University, 2014.[Imprensa · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 3Hans Zeisel (International Encyclopedia of the Social Sciences); Carl Mitcham (Encyclopedia of Science, Technology, and Ethics); Gordon Marshall (A Dictionary of Sociology); Encyclopedia of World Biography. Polanyi, Karl (verbetes reunidos em Encyclopedia.com).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Os verbetes divergem em datas (casamento em 1920 ou 1923; fim do vínculo com Columbia em 1953 ou 1958). O texto segue a NDB quando há divergência.
- 4Karl Polanyi (verbete da Wikipédia em inglês).[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada só como orientação para a juventude em Budapeste (Pikler, presidência do Círculo Galileu, doutorado em Kolozsvár), a guerra, a saída do Volkswirt, as conferências de Bennington e a bolsa da Fundação Ford. Conferir em Dale (2016).
- 5Gareth Dale. Karl Polanyi: A Life on the Left. Columbia University Press, 2016.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 7Karl Polanyi. The Essence of Fascism (em J. Lewis, K. Polanyi e D. K. Kitchin, orgs., Christianity and the Social Revolution, Londres, Gollancz). 1935.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 8Karl Polanyi; Conrad M. Arensberg; Harry W. Pearson (orgs.). Trade and Market in the Early Empires: Economies in History and Theory (inclui "The Economy as Instituted Process"). 1957.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 9Karl Polanyi. Universal Capitalism or Regional Planning? (The London Quarterly of World Affairs). 1945.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 10Karl Polanyi. The Great Transformation (Nova York, Farrar & Rinehart). 1944.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 11Fred Block; Margaret R. Somers. The Power of Market Fundamentalism: Karl Polanyi's Critique. Harvard University Press, 2014.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 12Karl Polanyi (com Abraham Rotstein). Dahomey and the Slave Trade: An Analysis of an Archaic Economy. 1966.[Fonte primária · referência bibliográfica]Póstumo.
- 13S. C. Humphreys. History, Economics, and Anthropology: The Work of Karl Polanyi (History and Theory). 1969.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 14Gareth Dale. Karl Polanyi: The Limits of the Market. 2010.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 15Karl Polanyi (ed. George Dalton). Primitive, Archaic, and Modern Economies: Essays of Karl Polanyi. 1968.[Fonte primária · referência bibliográfica]
- 16Karl Polanyi (ed. Harry W. Pearson). The Livelihood of Man. 1977.[Fonte primária · referência bibliográfica]Póstumo.
- 17Douglass C. North. Markets and Other Allocation Systems in History: The Challenge of Karl Polanyi (Journal of European Economic History). 1977.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 18Mark Blaug. The Myth of the Old Poor Law and the Making of the New (Journal of Economic History). 1963.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 19Nancy Fraser. Can Society Be Commodities All the Way Down? Post-Polanyian Reflections on Capitalist Crisis (Economy and Society). 2014.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 20Mark Granovetter. Economic Action and Social Structure: The Problem of Embeddedness (American Journal of Sociology). 1985.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 21The Governor General of Canada. Kari Polanyi Levitt, Member of the Order of Canada (2014).[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 22Kari Polanyi Levitt. From the Great Transformation to the Great Financialization: On Karl Polanyi and Other Essays. 2013.[Historiografia · referência bibliográfica]
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
autor de
criticou
- MercadoConceitoCrítica do mercado autorregulado, não da existência de mercados. Fonte: Polanyi, Karl (verbetes reunidos em Encyclopedia.com)
- Economia neoclássicaEscola econômicaCrítica do sentido "formal" do econômico aplicado a sociedades não mercantis. Fonte: Polanyi, Karl (verbetes reunidos em Encyclopedia.com)
participou de
- Debate do cálculo econômico socialistaDebate historiográficoFonte: Sozialistische Rechnungslegung (Archiv für Sozialwissenschaft und Sozialpolitik)
relacionado a
- SocialismoConceitoFonte: Polanyi, Karl (verbetes reunidos em Encyclopedia.com)
- CapitalismoConceito
- República Soviética Húngara (verbete planejado)País e experiência históricaDeixou a Hungria em 1919, no fim do ciclo revolucionário e no início da reação de Horthy. Fonte: Polanyi, Karl
- Austromarxismo (verbete planejado)CorrenteViveu e escreveu na Viena governada pela social-democracia (1919–1933).
- Grande DepressãoAcontecimentoFonte: The Great Transformation (Nova York, Farrar & Rinehart)
- Revolução IndustrialAcontecimentoFonte: The Great Transformation (Nova York, Farrar & Rinehart)
- Escravidão e capitalismoDebate historiográficoFonte: Dahomey and the Slave Trade: An Analysis of an Archaic Economy
- Friedrich HayekPessoaObras de 1944 com teses opostas sobre mercado e liberdade.
- FinanceirizaçãoConceitoLeitura de Kari Polanyi Levitt. Fonte: From the Great Transformation to the Great Financialization: On Karl Polanyi and Other Essays
- Mercadoria (verbete planejado)Conceito
- Escola austríaca de economiaEscola econômicaPolanyi participou do debate do cálculo em Viena e criticou o mercado autorregulado. Fonte: Sozialistische Rechnungslegung (Contabilidade socialista) (no verbete Escola austríaca de economia)
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
- Autoria
- Redação assistida por IA (Claude)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 2.295 palavras · 22 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação a partir da Neue Deutsche Biographie, dos verbetes reunidos em Encyclopedia.com (Zeisel, Mitcham, Marshall), da Universidade Concordia e do Governo do Canadá. Pendências: data de nascimento (25 ou 21 de outubro), ano do casamento (1920 ou 1923), fim do vínculo com Columbia (1953 ou 1958), data do cargo no Partido Radical, eventual naturalização britânica; os argumentos de A grande transformação foram resumidos sem consulta ao texto nesta redação e devem ser conferidos.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Karl Polanyi. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/karl-polanyi.
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Principais obras (datas de primeira publicação):