Alexandra Kollontai
Revolucionária, teórica marxista da emancipação feminina e diplomata soviética (1872–1952)
Revolucionária russa, menchevique e depois bolchevique, única mulher no primeiro governo soviético (Assistência Social, 1917–1918), dirigente do Departamento Feminino e da Oposição Operária (1920–1921). Afastada da política interna, foi diplomata na Noruega, no México e na Suécia.
Também: Aleksandra Kollontai · Александра Михайловна Коллонтай · Alexandra Mikhailovna Domontovich (nome de nascimento)
Índice e ficha
- Nome completo
- Alexandra Mikhailovna Kollontai (nascida Domontovich)
- Nascimento
- 31 de março de 1872, São Petersburgo, Império Russo
- Morte
- 9 de março de 1952, Moscou, URSS
- Nacionalidade
- russa, soviética
- Papéis
- Organizadora de operárias e teórica da questão feminina no POSDRIntelectual marxista · 1899–1917
- Membro do Comitê Central bolcheviqueLiderança de partido comunista · 1917–1918
- Comissária do Povo da Assistência SocialLiderança de partido comunista · 1917–1918
- Dirigente do Zhenotdel (Departamento Feminino do partido)Liderança de partido comunista · 1920–1921
- Representante diplomática soviética na Noruega, no México e na SuéciaOutro papel · 1922–1945
- Como se definia
- Declarava-se marxista e social-democrata revolucionária; menchevique de 1906 a 1915 e bolchevique (depois comunista) a partir de 1915. Rejeitava o rótulo de "feminista", que associava ao movimento de mulheres burguesas.
- Filiações
- Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) (1899–1918); Fração menchevique do POSDR (1906–1915); Bolcheviques / Partido Comunista (bolchevique) da Rússia e da URSS (1915–1952); Oposição Operária (tendência interna) (1920–1921)
- Período
- 1872–1952
- Área
- Socialismo e comunismo
- Regiões
- Europa, América Latina
- Temas
- Mulheres e feminismos, Partido e organização, Revoluções e guerras, Relações internacionais, Dissidências e críticas, Teoria e conceitos
Alexandra Kollontai (São Petersburgo, 31 de março de 1872 [19 de março no calendário juliano] – Moscou, 9 de março de 1952) foi uma revolucionária e escritora russa que ocupou posições de primeiro plano no início do Estado soviético 1. Foi Comissária do Povo da Assistência Social no primeiro governo bolchevique, dirigente do trabalho do partido entre as mulheres e uma das principais formuladoras de uma teoria marxista da emancipação feminina que incluía a crítica da família, do casamento e da moral sexual 1 2.
Sua trajetória é também a de uma dissidente: opôs-se à paz de Brest-Litovsk em 1918, liderou a Oposição Operária em 1920–1921 e foi, a partir de 1922, afastada da política interna e enviada ao exterior como diplomata, posto em que permaneceu durante todo o período stalinista 1. Biografia e obra, por isso, interessam tanto à história da Revolução Russa quanto aos debates do Feminismos socialistas e marxistas e da democracia socialista.
Origem e formação (1872–1898)
Nasceu Alexandra Mikhailovna Domontovich em São Petersburgo, filha de um general do exército russo 1. Recebeu educação privada. Em 1893, contra a vontade dos pais, casou-se com o primo Vladimir Kollontai, engenheiro, de quem conservou o sobrenome; o filho, Mikhail, nasceu em 1894 1.
O contato com as condições dos operários têxteis e com círculos de educação popular aproximou-a do marxismo. Em 1898 deixou o filho com os pais e foi estudar economia em Zurique, um rompimento com o papel de esposa e mãe que ela mesma narraria depois como decisivo 1 3.
Menchevique, exílio e adesão aos bolcheviques (1899–1917)
Entrou no Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) em 1899. Depois da cisão de 1903, ofereceu-se a ambas as frações e, em 1906, alinhou-se com os mencheviques 1. Dedicou-se a organizar operárias e a disputar o movimento de mulheres com as feministas liberais; em 1909 publicou As bases sociais da questão feminina 2.
Em 1908, depois de publicar o folheto "A Finlândia e o socialismo", partiu para o exílio na Alemanha 1. Atuou no movimento socialista internacional, nas conferências de mulheres socialistas e, durante a Primeira Guerra Mundial, na corrente contrária à guerra. Em junho de 1915 rompeu com os mencheviques e aderiu aos bolcheviques 1; entre 1914 e 1916 publicou textos contra a guerra e pela formação de uma nova Internacional 2.
1917 e o Comissariado da Assistência Social (1917–1918)
Voltou à Rússia depois da Revolução de Fevereiro, apoiou as Teses de Abril de Lenin, entrou no Comitê Central bolchevique e votou a favor da insurreição armada 1. Em 26 de outubro de 1917 foi eleita Comissária do Povo da Assistência Social, a única mulher no primeiro Conselho dos Comissários do Povo 1 3.
No cargo, segundo sua autobiografia, assinou em janeiro de 1918 um projeto que criava um Escritório Central de Proteção à Maternidade e à Infância; um decreto posterior transformou maternidades em casas gratuitas de assistência à mãe e à criança 3. A casa-modelo que planejara (o "Palácio de Cuidados Pré-Natais") foi destruída por um incêndio, cuja origem ela deixa em aberto 3.
Opôs-se ao tratado de paz de Brest-Litovsk e deixou o cargo, por "total desacordo com a política vigente", nas suas palavras, em fevereiro ou março de 1918 (a Wikipédia registra o mandato de 11 de novembro de 1917 a 23 de fevereiro de 1918, no calendário gregoriano) 1 3. Datas de 1917 devem ser lidas com atenção à diferença entre os calendários juliano e gregoriano.
O Zhenotdel e a "nova mulher" (1919–1922)
Em 1919 participou da criação do Zhenotdel, o departamento do partido para o trabalho entre as mulheres, e em 1920–1921 dirigiu-o 1. O departamento organizava delegadas operárias e camponesas, campanhas de alfabetização, creches e refeitórios coletivos e a divulgação dos novos direitos civis.
Nos escritos desses anos, O comunismo e a família (1920), as Teses sobre a moral comunista no campo das relações conjugais (1921), As relações sexuais e a luta de classes (1921), Abram caminho ao Eros alado (1923) 2, Kollontai sustentou que:
- a família como unidade econômica tenderia a desaparecer com a socialização do trabalho doméstico e do cuidado com as crianças;
- a dependência econômica da mulher em relação ao homem era a base material da sua subordinação;
- o casamento e a moral sexual burgueses, baseados na propriedade, deveriam dar lugar a relações livres, baseadas no afeto e na camaradagem, sob responsabilidade coletiva pelas crianças.
Na autobiografia, ela conta que suas teses sobre a nova moral encontraram forte oposição no partido 3.
A Oposição Operária (1920–1921)
Em 1920–1921 Kollontai alinhou-se com a Oposição Operária, liderada por Alexander Chliapnikov, no debate sobre o papel dos sindicatos. Seu folheto A Oposição Operária, escrito no início de 1921 e publicado no Pravda em janeiro (25 ou 28 de janeiro, segundo as fontes), foi proibido em março de 1921 por resolução do X Congresso do partido 4 1.
No texto, ela descreve a burocracia como "negação direta da autoatividade das massas" e propõe 5:
- restabelecer a eleição de dirigentes em todos os níveis, no lugar das nomeações;
- garantir maioria operária nos comitês e reduzir o peso de não proletários no partido;
- abrir o debate, com liberdade de crítica e direito de as tendências publicarem suas posições;
- confiar a construção das novas formas econômicas a coletivos operários organizados nos sindicatos, e não a especialistas e antigos administradores burgueses.
O X Congresso (março de 1921), realizado durante a revolta de Kronstadt e no início da NEP, proibiu as frações dentro do partido 1. Kollontai foi marginalizada; em 1922, no XI Congresso, foi alvo de acusações mas não expulsa 1. Ver também Socialismo e democracia e Autogestão.
Diplomacia (1922–1945)
A partir de outubro de 1922, a pedido próprio dirigido a Stálin segundo a Wikipédia, Kollontai passou a missões diplomáticas 1. Na Noruega, foi encarregada de negócios e depois ministra plenipotenciária (1924); a Noruega reconheceu a URSS de jure em 15 de fevereiro de 1924, e em 1926 ela assinou em Oslo o tratado comercial ratificado 1 3. Serviu depois no México (1926–1927), de novo na Noruega (1927–1930) e na Suécia (1930–1945), onde foi promovida a embaixadora em 1943 1.
Atribui-se a ela papel na manutenção da neutralidade sueca durante a Guerra de Inverno soviético-finlandesa (1939–1940), avaliação que a Wikipédia registra como relato ("reportedly") e que não foi conferida em fonte especializada 1. Foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 1946 e 1947 1. Aposentou-se em 1945 e morreu em Moscou em 9 de março de 1952 1.
"Primeira embaixadora". Kollontai é frequentemente apresentada como a primeira mulher embaixadora do mundo, afirmação que ela mesma faz na autobiografia 3. A primazia depende do critério (encarregada de negócios, ministra plenipotenciária ou embaixadora com esse título), e há outras candidatas citadas por historiadores; a enciclopédia registra a afirmação como contestável.
Críticas e controvérsias
- A teoria do "copo d'água". Clara Zetkin relata que Lenin, numa conversa no outono de 1920, criticou a "famosa teoria" segundo a qual, na sociedade comunista, satisfazer o desejo sexual seria tão simples quanto beber um copo d'água, teoria que teria "enlouquecido" a juventude 6. O texto de Zetkin não nomeia Kollontai; a associação entre ela e essa "teoria", repetida por críticos soviéticos e ocidentais, não se apoia nessa fonte, e seus escritos defendem uma ética do amor-camaradagem, não a indiferença afetiva.
- Autobiografia censurada. Em 1926 escreveu uma autobiografia para uma coleção editada em Munique e, nas provas, riscou passagens sobre temas sensíveis, inclusive sobre sua vida pessoal e sua atuação oposicionista; a edição de 1971 traduzida para o inglês mostra em itálico os trechos cortados 3 1. Os cortes são lidos como autocensura num momento de endurecimento político.
- Silêncio diante do stalinismo. Kollontai sobreviveu aos Grandes Expurgos, que eliminaram quase toda a velha guarda bolchevique, inclusive Chliapnikov, seu antigo aliado da Oposição Operária, e Pavel Dybenko, com quem fora casada (informações não conferidas em fonte aberta nesta redação). Não se manifestou publicamente contra a repressão. Biógrafas interpretam esse silêncio de formas diferentes, sobrevivência, lealdade ao Estado soviético, distanciamento diplomático, sem consenso. Ver Stalinismo e Sistema Gulag.
- Feminismo e marxismo. Kollontai rejeitava o rótulo de "feminista", que associava ao movimento de mulheres burguesas, e subordinava a emancipação feminina à luta de classes; leituras feministas posteriores a reivindicam e, ao mesmo tempo, criticam esse enquadramento 7 (não consultado).
Legado e memória
Na URSS, Kollontai foi lembrada sobretudo como diplomata, enquanto seus escritos sobre sexualidade e sua atuação na Oposição Operária ficaram à sombra. A redescoberta veio com o movimento de mulheres dos anos 1960–1970 no Ocidente, que traduziu e reeditou seus textos; a historiografia sobre a política soviética de família (como a de Wendy Goldman) situa suas propostas no conjunto das leis e práticas dos anos 1917–1936 8 (não consultado). Em diversas tradições, marxista-leninista, trotskista, socialista democrática, feminista, ela é lida com ênfases diferentes: a comissária e diplomata, a crítica da burocracia, ou a teórica da "nova mulher".
Citações
Cada citação traz o grau de confirmação: frase famosa sem fonte localizada não é tratada como autêntica.
- Paráfrase
“A burocracia é uma negação direta da autoatividade das massas.”
Bureaucracy is a direct negation of mass self-activity.
A Oposição Operária (1921), capítulo sobre burocracia e autoatividade das massas.
Conferido na tradução inglesa do MIA (Solidarity, 1961, a partir do Workers' Dreadnought, 1921); versão em português é tradução livre da redação.
Cronologia
31 de março de 1872
Nasce em São Petersburgo.1
1893
Casa-se com Vladimir Kollontai.1
1898
Vai estudar economia em Zurique.1
1899
Entra no POSDR.1
1906
Alinha-se com os mencheviques.1
1908
Exílio na Alemanha.1
1909
Publica As bases sociais da questão feminina.2
junho de 1915
Adere aos bolcheviques.1
26 de outubro de 1917
Eleita Comissária do Povo da Assistência Social.1
fevereiro de 1918
Deixa o Comissariado, em oposição a Brest-Litovsk.1
1919
Participa da criação do Zhenotdel; dirige-o em 1920–1921.1
janeiro de 1921
Publica A Oposição Operária no Pravda.4
março de 1921
X Congresso proíbe frações e o folheto.4
outubro de 1922
Começa a carreira diplomática na Noruega.1
1926
Autobiografia com passagens cortadas nas provas; segue para o México (até 1927).3
1930
Assume a representação soviética na Suécia (até 1945).1
1943
Promovida a embaixadora na Suécia.1
9 de março de 1952
Morre em Moscou.1
Bibliografia comentada
Alexandra Kollontai. The Autobiography of a Sexually Emancipated Communist Woman (1926)
Autobiografia de 1926 com os trechos que a autora cortou nas provas; documento valioso sobre sua trajetória e sobre a autocensura.
Alexandra Kollontai. The Workers' Opposition (índice e notas de edição) (1921)
O folheto de 1921, principal documento da Oposição Operária e de sua crítica à burocracia.
Barbara Evans Clements. Bolshevik Feminist: The Life of Aleksandra Kollontai (1979)
Biografia acadêmica de referência, que discute a relação entre marxismo e feminismo em Kollontai.
Cathy Porter. Alexandra Kollontai: A Biography (1980)
Biografia detalhada, útil para a vida pessoal e a carreira diplomática.
Wendy Z. Goldman. Women, the State and Revolution: Soviet Family Policy and Social Life, 1917–1936 (1993)
Situa as ideias de Kollontai na política soviética real sobre família, divórcio e aborto.
Fontes
“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.
- 1Alexandra Kollontai (verbete). Wikipedia, em inglês.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Lida a primeira parte (cerca de 57%) da página.
- 2Alexandra Kollontai Internet Archive (índice de obras). Marxists Internet Archive.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 3Alexandra Kollontai. The Autobiography of a Sexually Emancipated Communist Woman. Marxists Internet Archive (trad. Salvator Attanasio, Herder and Herder, 1971), 1926.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 4Alexandra Kollontai. The Workers' Opposition (índice e notas de edição). Marxists Internet Archive (Solidarity Pamphlet n. 7, 1961), 1921.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 5Alexandra Kollontai. The Workers' Opposition, cap. 3. Marxists Internet Archive, 1921.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 6Clara Zetkin. Reminiscences of Lenin. Marxists Internet Archive (International Publishers, 1934), 1924.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
- 7Barbara Evans Clements. Bolshevik Feminist: The Life of Aleksandra Kollontai. Indiana University Press, 1979.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 8Wendy Z. Goldman. Women, the State and Revolution: Soviet Family Policy and Social Life, 1917–1936. Cambridge University Press, 1993.[Historiografia · referência bibliográfica]
- 9Cathy Porter. Alexandra Kollontai: A Biography. Virago, 1980.[Historiografia · referência bibliográfica]
Rede de relações
Ligações documentadas com tipo, período e fonte. Verbetes ainda planejados aparecem tracejados e sem link.
integrou
- Menchevismo (verbete planejado)Corrente1906–1915. Fonte: Alexandra Kollontai (verbete)
participou de
- Revolução Russa de 1917AcontecimentoFonte: Alexandra Kollontai (verbete)
aliado de
- Vladimir LeninPessoa1915–1918. Apoiou as Teses de Abril; rompeu com a maioria em Brest-Litovsk e na disputa sindical. Fonte: Alexandra Kollontai (verbete)
- Alexander Chliapnikov (verbete planejado)Pessoa1920–1921. Fonte: Alexandra Kollontai (verbete)
liderou
- Oposição Operária (verbete planejado)Organização1920–1921. Com Alexander Chliapnikov. Fonte: The Workers' Opposition (índice e notas de edição)
relacionado a
- Clara Zetkin (verbete planejado)PessoaCompanheira do movimento socialista de mulheres; autora do relato sobre a teoria do "copo d'água". Fonte: Reminiscences of Lenin
- União SoviéticaPaís e experiência históricaFonte: Alexandra Kollontai (verbete)
- Emancipação das mulheres (verbete planejado)ConceitoFonte: Alexandra Kollontai Internet Archive (índice de obras)
- Josef Stálin (verbete planejado)PessoaDiplomata durante todo o período stalinista; sem crítica pública aos expurgos.
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Histórico e revisão
- Estado
- Publicado
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- Redação UP (assistida por IA)
- Criado em
- 19 de outubro de 2026
- Atualizado em
- 19 de outubro de 2026
- Extensão
- 1.437 palavras · 9 fontes
- Revisão humana
- Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
- 19 de outubro de 2026 · redacaoRedação inicial. Abertos: Wikipedia em inglês (parte), índice do arquivo Kollontai, autobiografia de 1926, A Oposição Operária (índice e cap. 3) e Reminiscências de Lenin de Zetkin (MIA). Não incluído retrato: o arquivo do Commons tem datação contraditória e origem em agência comercial. Pendentes: datas exatas do Comissariado (juliano/gregoriano); data do Pravda (25 x 28/1/1921); fim da direção do Zhenotdel; destino de Chliapnikov e Dybenko e casamento com Dybenko (não conferidos); papel na neutralidade sueca; debate sobre a "primeira embaixadora"; Clements, Porter e Goldman não consultados; edições em português não identificadas.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana
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Como citar: Alexandra Kollontai. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/alexandra-kollontai.
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