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AcontecimentoPublicado

Revolução Cubana

Insurreição contra a ditadura de Batista e transformação do Estado cubano (1953–1961)

Processo que vai do ataque ao quartel Moncada (1953) à queda de Fulgencio Batista (1º/1/1959) e à radicalização do novo governo, que nacionalizou a economia, declarou o caráter socialista da revolução (abril de 1961) e derrotou a invasão de Playa Girón.

Grupo de guerrilheiros armados na Sierra Maestra, entre eles Fidel Castro, Raúl Castro e Che Guevara.
Autor desconhecido, c. 1956–1957. Domínio público (PD-Cuba).

Índice e ficha
Período
1953–1961
Lugares
Santiago de Cuba, Sierra Maestra, Havana, Santa Clara, Playa Girón
Vítimas
Não há contagem consolidada. A cifra oficial de 20 mil mortos pela ditadura de Batista não tem comprovação documental; a Cuba Archive diz ter documentado até cerca de 700 casos. Execuções revolucionárias em 1959: 200 a 700 conforme os estudos citados por Castañeda; 'várias centenas' segundo Anderson. Estimativas sobrepostas não devem ser somadas.
Área
Comunismo
Regiões
Caribe, América Latina
Temas
Revoluções e guerras, Anticolonialismo e libertação nacional, Estado, poder e democracia, Questão agrária e campesinato, Repressão, violência política e direitos, Relações internacionais

A Revolução Cubana designa o processo político e militar que derrubou a ditadura de Fulgencio Batista em 1º de janeiro de 1959 e, nos dois anos seguintes, transformou o Estado, a propriedade e as alianças internacionais de Cuba. A luta armada foi conduzida principalmente pelo Movimento 26 de Julho (M-26-7), liderado por Fidel Castro, com participação do Diretório Revolucionário estudantil, de organizações urbanas e, na fase final, do Partido Socialista Popular (PSP, o antigo partido comunista).

O novo governo começou como uma coalizão de nacionalistas, liberais e radicais e, entre 1959 e 1961, aprovou a reforma agrária, nacionalizou empresas norte-americanas e cubanas, rompeu com os Estados Unidos, aproximou-se da URSS e, em 16 de abril de 1961, declarou-se socialista, um dia antes da invasão de Playa Girón (baía dos Porcos), organizada pela CIA. A periodização deste verbete vai do ataque ao quartel Moncada (1953) até a institucionalização inicial (1961); a história posterior está em Cuba (1959–presente).

Antecedentes

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

Em 10 de março de 1952 o general Fulgencio Batista, que já governara Cuba entre 1940 e 1944, deu um golpe de Estado às vésperas das eleições presidenciais, interrompendo a ordem constitucional de 1940 1. A economia dependia do açúcar, com forte presença de capital norte-americano, desemprego sazonal (os trabalhadores do açúcar trabalhavam, em média, cerca de cem dias por ano) e grandes desigualdades entre Havana e o interior 1. A historiografia discute o peso relativo desses fatores: autores como Louis A. Pérez Jr. enfatizam a dependência em relação aos Estados Unidos e a frustração nacionalista desde 1898; Samuel Farber destaca a crise política da república e o vazio deixado pelos partidos tradicionais 2 3.

Moncada e o Movimento 26 de Julho (1953–1956)

Fatos documentados

Em 26 de julho de 1953 um grupo dirigido por Fidel Castro atacou o quartel Moncada, em Santiago de Cuba, e o quartel de Bayamo; a ação fracassou 1. Guevara, em 1965, datou desse dia "o início das ações revolucionárias que culminaram em 1º de janeiro de 1959" 4. Segundo Castro, cinco atacantes morreram em combate e cerca de 56 foram executados depois de capturados 1. Julgado, Castro fez a defesa conhecida como A história me absolverá (outubro de 1953). Anistiados em maio de 1955, Fidel, Raúl Castro e seus companheiros fundaram em junho de 1955 o Movimento 26 de Julho e partiram para o exílio no México 1. Os primeiros manifestos do M-26-7 (1955–1956) estão reproduzidos no Marxists Internet Archive 5.

Granma, Sierra Maestra e resistência urbana (1956–1958)

Fatos documentados

O iate Granma saiu de Tuxpan em 25 de novembro de 1956 com 82 homens e desembarcou em 2 de dezembro perto de Niquero; atacados três dias depois, apenas cerca de vinte sobreviventes se reagruparam na Sierra Maestra 1. Ver Ernesto Che Guevara.

A luta teve duas frentes. Na serra, a guerrilha cresceu lentamente com apoio camponês; na planície (llano), militantes do M-26-7 dirigidos por Frank País e outras organizações faziam sabotagem, propaganda e arrecadação. A historiadora Julia Sweig mostrou, com documentos do próprio movimento, o peso da resistência urbana e das tensões entre sierra e llano 6.

Marcos do período 1:

  • 13 de março de 1957: o Diretório Revolucionário ataca o Palácio Presidencial para matar Batista; o ataque fracassa e seu dirigente José Antonio Echeverría é morto.
  • 30 de julho de 1957: Frank País é morto pela polícia em Santiago.
  • 5 de setembro de 1957: levante na base naval de Cienfuegos, esmagado com dezenas de execuções.
  • 14 de março de 1958: os Estados Unidos suspendem a venda de armas ao governo Batista.
  • Abril de 1958: fracassa a greve geral convocada pelo M-26-7.
  • Julho–agosto de 1958: a ofensiva de verão do exército (Operação Verano), com cerca de 12 mil soldados, fracassa.
  • Fim de 1958: colunas de Camilo Cienfuegos e Che Guevara avançam para o centro da ilha; batalhas de Guisa, Yaguajay e Santa Clara.

O PSP (Partido Socialista Popular), nome do partido comunista cubano desde os anos 1940, considerou inicialmente aventureira a via insurrecional de Castro e só em 1958 se aproximou do M-26-7, enviando dirigentes como Carlos Rafael Rodríguez à Sierra Maestra 3 7.

Queda de Batista (1º de janeiro de 1959)

Fatos documentados

Na madrugada de 1º de janeiro de 1959, com Santa Clara tomada pelos rebeldes, Batista fugiu para a República Dominicana. Uma tentativa de junta militar fracassou diante de uma greve geral convocada por Castro; Santiago foi ocupada em 2 de janeiro e Manuel Urrutia Lleó assumiu a presidência em 3 de janeiro. Fidel Castro chegou a Havana em 8 de janeiro e tornou-se primeiro-ministro em 16 de fevereiro de 1959 1.

Vítimas: o que se sabe e o que é disputado

Fatos documentadosDebate em aberto

Repressão de Batista e guerra (1952–1958). O governo revolucionário difundiu a cifra de 20 mil mortos pela ditadura. Pesquisadores consideram o número sem comprovação documental; a organização Cuba Archive, crítica ao governo atual, afirma ter documentado no máximo cerca de 700 casos para o período, várias centenas deles a partir de listas não verificáveis 8. Há também estimativas intermediárias na historiografia, não conferidas para este verbete. Não há contagem consolidada aceita.

Execuções revolucionárias (1959). Tribunais revolucionários julgaram militares, policiais e colaboradores do regime deposto. Em Santiago, em 12 de janeiro de 1959, dezenas de presos foram fuzilados após julgamento sumário presidido por Raúl Castro 1. Para todo o país, as estimativas citadas por Jorge Castañeda vão de 200 a 700 execuções em 1959, conforme o estudo; Jon Lee Anderson fala em "várias centenas" 9. Sobre La Cabaña, ver Ernesto Che Guevara. Os números não devem ser somados aos da repressão anterior nem comparados como placar.

Reformas e radicalização (1959–1961)

Fatos documentadosInterpretação historiográfica

Em 1959–1960 o governo reduziu aluguéis e tarifas, nacionalizou serviços e aprovou a primeira Lei de Reforma Agrária (maio de 1959), que limitou o tamanho das propriedades e eliminou o latifúndio açucareiro; em 1960 vieram a reforma urbana e as grandes nacionalizações, todas as empresas norte-americanas de petróleo, açúcar, telefonia e eletricidade, os bancos e cerca de 400 grandes empresas cubanas 10. A segunda reforma agrária, de 1963, completou a expropriação da burguesia rural 10.

A ruptura com os Estados Unidos foi progressiva: cortes na cota de açúcar, recusa das refinarias norte-americanas a processar petróleo soviético, nacionalizações em resposta (agosto de 1960), embargo parcial (outubro de 1960) e rompimento de relações diplomáticas em janeiro de 1961 1. Em março de 1960 o presidente Eisenhower ordenou à CIA preparar uma força de exilados para invadir Cuba 11.

A explosão do navio francês La Coubre no porto de Havana (4 de março de 1960), que o governo atribuiu a sabotagem, e o ato fúnebre do dia seguinte, onde Korda fotografou Guevara, marcaram a escalada 12.

Interpretações. A historiografia oficial cubana apresenta a radicalização como desenvolvimento do programa de Moncada; parte da historiografia norte-americana dos anos 1960 atribuiu-a a um plano comunista prévio de Castro; autores como Pérez Jr., Gott e Farber descrevem um processo de interação entre pressão popular, decisões da liderança e reação dos Estados Unidos, sem roteiro fixo 2 13 3. A historiadora Lillian Guerra analisa como o novo poder construiu legitimidade e, ao mesmo tempo, restringiu o dissenso entre 1959 e 1971 14.

Declaração socialista e Playa Girón (abril de 1961)

Fatos documentadosDocumento de época

Em 15 de abril de 1961 aviões a serviço da CIA bombardearam aeródromos cubanos. No enterro das vítimas, em 16 de abril, Fidel Castro declarou: "o que não podem nos perdoar [...] é que tenhamos feito uma Revolução socialista bem debaixo do nariz dos Estados Unidos", a primeira proclamação oficial do caráter socialista da revolução 15.

Em 17 de abril de 1961 a Brigada 2506, formada por exilados cubanos treinados e financiados pela CIA, desembarcou na baía dos Porcos (Playa Girón). A invasão, planejada no governo Eisenhower e aprovada por Kennedy, foi derrotada em menos de três dias pelas forças comandadas diretamente por Castro 11. Um relatório interno do inspetor-geral da CIA, Lyman Kirkpatrick (outubro de 1961), liberado em 1998, fez avaliação severa da operação 16. A vitória reforçou o governo e acelerou a aliança com a URSS 11.

Institucionalização inicial

Fatos documentados

As organizações revolucionárias foram fundidas nas Organizações Revolucionárias Integradas (ORI, 1961), depois no Partido Unido da Revolução Socialista de Cuba (PURSC) e, em 3 de outubro de 1965, no Partido Comunista de Cuba, trajetória resumida pelo próprio Fidel Castro no discurso em que anunciou o novo nome e o jornal Granma 17. O ano de 1961 foi também o da campanha nacional de alfabetização (ver Cuba (1959–presente)). As eleições prometidas em 1959 foram adiadas e não se realizaram nos termos da Constituição de 1940 1.

Consequências e interpretações

Interpretação historiográficaDebate em aberto

A Revolução Cubana foi o primeiro caso de um governo surgido de uma insurreição na América Latina que rompeu com os Estados Unidos e se aliou ao bloco soviético. Inspirou guerrilhas em vários países da região nos anos 1960, provocou a reação norte-americana da Aliança para o Progresso e de programas de contrainsurgência, e foi central para a crise dos mísseis de outubro de 1962 13 18.

As leituras variam: para a tradição marxista-leninista, uma revolução de libertação nacional que passou ao socialismo; para críticos liberais e socialistas democráticos, uma revolução popular que resultou num regime de partido único; para a historiografia social recente, um processo em que coexistem ampliação de direitos sociais e restrição das liberdades políticas 3 14 2.

Cronologia

  1. 10 de março de 1952

    Golpe de Estado de Fulgencio Batista.1

  2. 26 de julho de 1953

    Ataque aos quartéis Moncada e de Bayamo.1

  3. 15 de maio de 1955

    Anistia dos presos de Moncada.1

  4. 12 de junho de 1955

    Fundação do Movimento 26 de Julho.1

  5. 2 de dezembro de 1956

    Desembarque do Granma.1

  6. 13 de março de 1957

    Ataque do Diretório Revolucionário ao Palácio Presidencial.1

  7. 30 de julho de 1957

    Assassinato de Frank País em Santiago.1

  8. 14 de março de 1958

    EUA suspendem venda de armas a Batista.1

  9. julho de 1958

    Fracasso da ofensiva de verão do exército (Operação Verano).1

  10. 31 de dezembro de 1958

    Batalha de Santa Clara.1

  11. 1 de janeiro de 1959

    Batista foge de Cuba.1

  12. 16 de fevereiro de 1959

    Fidel Castro torna-se primeiro-ministro.1

  13. maio de 1959

    Primeira Lei de Reforma Agrária.10

  14. março de 1960

    Eisenhower ordena à CIA o plano de invasão.11

  15. agosto de 1960

    Nacionalização das propriedades norte-americanas.1

  16. janeiro de 1961

    EUA rompem relações diplomáticas com Cuba.1

  17. 16 de abril de 1961

    Fidel Castro proclama o caráter socialista da revolução.15

  18. 17 de abril de 1961

    Invasão de Playa Girón (baía dos Porcos), derrotada em menos de três dias.11

  19. 3 de outubro de 1965

    Criação do Partido Comunista de Cuba com esse nome.17

Imagens

Grupo de guerrilheiros armados na Sierra Maestra, entre eles Fidel Castro, Raúl Castro e Che Guevara.
Rebeldes na Sierra Maestra. Da esquerda: Guillermo García, Ernesto Guevara, Universo Sánchez, Raúl Castro (ajoelhado), Fidel Castro, Crescencio Pérez, Jorge Sotús e Juan Almeida. A página do arquivo data a foto de 2/12/1956 (dia do desembarque do Granma); a data exata é incerta e provavelmente posterior.Autor desconhecido, c. 1956–1957. Origem: Wikimedia Commons (fonte indicada: galeria da revista Time). Licença: Domínio público (PD-Cuba). Fotografia cubana considerada em domínio público pela lei cubana de direitos autorais, conforme etiqueta da página do arquivo. A data e a autoria precisam de verificação em acervo cubano.

Fontes

“Consultada” indica que o endereço foi aberto na data informada. “Referência bibliográfica” indica obra citada sem conferência de página nesta versão.

  1. 1Cuban Revolution (verbete da Wikipédia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Usada para orientar a cronologia; as datas devem ser conferidas na historiografia citada pelo próprio verbete (Thomas, Bonachea & Martín, Pérez).
  2. 2Louis A. Pérez Jr.. Cuba: Between Reform and Revolution. Oxford University Press, 1988.[Historiografia · referência bibliográfica]
  3. 3Samuel Farber. The Origins of the Cuban Revolution Reconsidered. University of North Carolina Press, 2006.[Historiografia · referência bibliográfica]
  4. 4Ernesto Che Guevara. El socialismo y el hombre en Cuba. Marxists Internet Archive, 1965.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  5. 5Fidel Castro / Movimiento 26 de Julio. Archivo Fidel Castro (inclui Manifiestos No. 1 e No. 2 do M-26-7, 1955). Marxists Internet Archive.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]Consultado o índice; os PDFs dos manifestos não foram lidos.
  6. 6Julia E. Sweig. Inside the Cuban Revolution: Fidel Castro and the Urban Underground. Harvard University Press, 2002.[Historiografia · referência bibliográfica]
  7. 7Hugh Thomas. Cuba: The Pursuit of Freedom. 1971.[Historiografia · referência bibliográfica]
  8. 8Cuba Archive / Free Society Project. Che Guevara's Forgotten Victims. Boletim eletrônico da Cuba Archive, 2017.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Organização de oposição; inclui observação sobre a cifra de 20 mil mortos atribuída a Batista.
  9. 9La Cabaña (verbete da Wikipédia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]Reproduz estimativas atribuídas a Anderson (1997) e Castañeda (1998), não consultadas diretamente.
  10. 10Julián Santiago Puyó. Revisitando el debate económico cubano de los años '60. XIV Jornadas Interescuelas de Historia (Acta Académica), 2013.[Historiografia · consultada em 19 de outubro de 2026]
  11. 11Office of the Historian, U.S. Department of State. The Bay of Pigs Invasion and its Aftermath, April 1961–October 1962. Milestones in the History of U.S. Foreign Relations.[Fonte oficial · consultada em 19 de outubro de 2026]
  12. 12Guerrillero Heroico (verbete da Wikipédia em inglês). Wikipedia.[Obra de referência · consultada em 19 de outubro de 2026]
  13. 13Richard Gott. Cuba: A New History. Yale University Press, 2004.[Historiografia · referência bibliográfica]
  14. 14Lillian Guerra. Visions of Power in Cuba: Revolution, Redemption, and Resistance, 1959–1971. University of North Carolina Press, 2012.[Historiografia · referência bibliográfica]
  15. 15Fidel Castro Ruz. Discurso en las honras fúnebres de las víctimas del bombardeo, 16 de abril de 1961. Versões taquigráficas, portal cuba.cu, 1961.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  16. 16Peter Kornbluh (org.). The ULTRASENSITIVE Bay of Pigs, National Security Archive Electronic Briefing Book No. 29. National Security Archive, George Washington University, 2000.[Arquivo · consultada em 19 de outubro de 2026]
  17. 17Fidel Castro Ruz. Discurso en el acto de presentación del Comité Central del Partido Comunista de Cuba, 3 de octubre de 1965. Versões taquigráficas, portal cuba.cu, 1965.[Fonte primária · consultada em 19 de outubro de 2026]
  18. 18Peter Kornbluh (org.). The Death of Che Guevara: Declassified, NSA Electronic Briefing Book No. 5. National Security Archive, 1997.[Arquivo · consultada em 19 de outubro de 2026]

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Histórico e revisão

Estado
Publicado
Autoria
Redação UP, rascunho assistido por IA
Criado em
19 de outubro de 2026
Atualizado em
19 de outubro de 2026
Extensão
1.484 palavras · 18 fontes
Revisão humana
Tiago Moura Cesar do Nascimento
  1. 20 de outubro de 2026 · revisao editorialRevisão e publicação no Exército Lula.Tiago Moura Cesar do Nascimento
  2. 19 de outubro de 2026 · redacaoCronologia orientada pelo verbete da Wikipédia e conferida, onde possível, em fontes primárias (discursos de Fidel Castro de 16/4/1961 e 3/10/1965; texto de Guevara de 1965) e oficiais (Office of the Historian; NSA EBB nº 29). Pendente: conferir datas e números (Moncada, Granma, Cienfuegos, Santa Clara, fuzilamentos de Santiago) em Thomas, Pérez Jr., Sweig e Farber, não consultados; posição do PSP e Pacto de Caracas; estimativas de mortos da ditadura de Batista em historiografia acadêmica.Redação assistida por IA (Claude), sem revisão humana

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Como citar: Revolução Cubana. In: Enciclopédia do Exército Lula. Versão de 20 de outubro de 2026. Disponível em: https://exercitolula.com.br/enciclopedia/revolucao-cubana.

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