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Exército Lulaacervo documental

Indicador

Desigualdade de renda (índice de Gini)

Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita (todas as fontes): 0 = perfeita igualdade, 1 = desigualdade máxima.

Unidade
índice (0 a 1)
População
Moradores de domicílios particulares permanentes
Território
Brasil
Periodicidade
Anual
Direção desejável
Quanto menor, melhor

Comparações

Base e fim sempre dentro da mesma série. A regra de escolha dos anos está ao lado de cada comparação.

  • 2002 → 2009: 0,589 → 0,543 índice (0 a 1) (-7,9%).
    Série: PNAD anual (cálculo do Ipea). Regra: Último ano antes do primeiro mandato (2002) e último ano disponível dentro do segundo (2009; a PNAD não foi a campo em 2010, ano de Censo).
  • 2022 → 2025: 0,517 → 0,511 índice (0 a 1) (-1,2%).
    Série: PNAD Contínua (IBGE). Regra: Último ano antes do terceiro mandato (2022) e último ano completo disponível, na mesma série.

PNAD anual (cálculo do Ipea)

Gini da renda domiciliar per capita calculado pelo Ipea com a PNAD anual. Série inativa; sem dados nos anos de Censo (2000, 2010), quando a PNAD não foi a campo; termina em 2014.

Ficha metodológica (conferida nos metadados oficiais)
Variável
DISOC_RDCG: Renda - desigualdade - coeficiente de Gini - INATIVA
Unidade na fonte
-
Território
Brasil
População
Pessoas em domicílios particulares (PNAD anual; sem a área rural da antiga região Norte até 2003)
Frequência na fonte
Anual
Valor anual
Valor anual da PNAD
Valores
indice
Ajuste sazonal
não se aplica
Revisões
Série inativa; sem anos de Censo.
Metadados
consulta oficial (conferida em 2026-10-14)
PNAD anual (cálculo do Ipea), 1995 a 2014, em índice (0 a 1). Os valores estão na tabela abaixo.Lula 1Lula 20,0000,1510,3010,4520,6021995199719992001200320052007200920112013
PNAD anual (cálculo do Ipea). Fonte: IBGE, PNAD anual; cálculo do Ipea (Ipeadata) (Ipeadata DISOC_RDCG), extraído em 2026-10-14. Pontos vazados: dado preliminar ou parcial. Faixas sombreadas, delimitadas por linhas tracejadas: anos dos mandatos de Lula (também indicados na tabela).
Tabela com todos os valores (18 períodos)
PNAD anual (cálculo do Ipea) (índice (0 a 1))
PeríodoValorSituaçãoMandato no ano
19950,601revisadooutro governo
19960,602revisadooutro governo
19970,602revisadooutro governo
19980,600revisadooutro governo
19990,594revisadooutro governo
20010,596revisadooutro governo
20020,589revisadooutro governo
20030,583revisadoLula 1
20040,573revisadoLula 1
20050,570revisadoLula 1
20060,563revisadoLula 1
20070,556revisadoLula 2
20080,546revisadoLula 2
20090,543revisadoLula 2
20110,531revisadooutro governo
20120,530revisadooutro governo
20130,528revisadooutro governo
20140,518revisadooutro governo

Baixar CSV · Consulta original (Ipeadata DISOC_RDCG)

PNAD Contínua (IBGE)

Primeira visita (quintas visitas em 2020 a 2022); ponderação de 2021; a reponderação pelo Censo 2022 pode revisar a série no ciclo de 2026.

Ficha metodológica (conferida nos metadados oficiais)
Variável
10681: Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita, a preços médios do ano
Unidade na fonte
Índice
Território
Brasil (N1)
População
Moradores de domicílios particulares permanentes, exceto pensionistas, empregados domésticos e seus parentes
Frequência na fonte
anual (2012–2025)
Valor anual
Indicador anual da PNAD Contínua (primeira visita; quintas em 2020 a 2022)
Valores
indice
Ajuste sazonal
não se aplica
Revisões
Ponderação de 2021; reponderação pelo Censo 2022 aplicada aos temas anuais no ciclo de 2026 (afirmações indice-gini.ibge.*).
Metadados
consulta oficial (conferida em 2026-10-14)
PNAD Contínua (IBGE), 2012 a 2025, em índice (0 a 1). Os valores estão na tabela abaixo.Lula 30,0000,1360,2730,4090,5452012201420162018202020222024
PNAD Contínua (IBGE). Fonte: IBGE, PNAD Contínua (rendimento de todas as fontes) (SIDRA 7435, variável 10681), extraído em 2026-10-14. Pontos vazados: dado preliminar ou parcial. Faixas sombreadas, delimitadas por linhas tracejadas: anos dos mandatos de Lula (também indicados na tabela).
Tabela com todos os valores (14 períodos)
PNAD Contínua (IBGE) (índice (0 a 1))
PeríodoValorSituaçãoMandato no ano
20120,540definitivooutro governo
20130,532definitivooutro governo
20140,526definitivooutro governo
20150,524definitivooutro governo
20160,537definitivooutro governo
20170,539definitivooutro governo
20180,545definitivooutro governo
20190,543definitivooutro governo
20200,523definitivooutro governo
20210,543definitivooutro governo
20220,517definitivooutro governo
20230,517definitivoLula 3
20240,504definitivoLula 3
20250,511definitivoLula 3

Baixar CSV · Consulta original (SIDRA 7435, variável 10681)

Quebras de série

gini-pnad-ipea × gini-pnadc-ibge: PNAD anual e PNAD Contínua não têm correspondência direta: em 2012 a PNAD dá 0,530 e a PNAD Contínua 0,540. As séries não são emendadas.

Na Síntese de Indicadores Sociais 2017, o IBGE informa que o rendimento domiciliar per capita é coletado desde a implantação da PNAD Contínua, em 2012, e que, por diferenças metodológicas, não é comparável aos dados da PNAD, descontinuada em 2015; informa também que em 2015 houve mudança no questionário para melhorar a captação do rendimento efetivo do trabalho.[27]

Contexto e interpretação

A tabela 7435 do SIDRA, da PNAD Contínua anual, traz o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita, a preços médios do ano, no assunto Rendimento de todas as fontes.[1]

O IBGE define o índice de Gini como uma medida de concentração de uma distribuição, cujo valor varia de zero (perfeita igualdade) até um (desigualdade máxima).[2]

No rendimento domiciliar per capita do IBGE entra o rendimento habitual do trabalho (pessoas de 14 anos ou mais) e, para outras fontes, o valor recebido no mês de referência; o deflator é o IPCA.[3]

Para o IBGE, o rendimento de outras fontes inclui programas sociais do governo (Programa Bolsa Família/Auxílio Brasil, BPC-LOAS e outros), aposentadoria e pensão oficiais, aluguel e arrendamento, seguro-desemprego ou seguro-defeso, pensão alimentícia, doação e mesada de não morador e outros rendimentos.[4]

A tabela 7435 do IBGE (Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita, a preços médios do ano) tem periodicidade anual, de 2012 a 2025.[5]

O IBGE calcula os indicadores anuais de rendimento de todas as fontes com a primeira visita ao domicílio; em 2020, 2021 e 2022, por causa da pandemia de COVID-19, o índice de Gini e os demais indicadores usaram a quinta visita.[6]

Com os resultados do Censo Demográfico 2022, o IBGE atualizou as populações usadas nos fatores de expansão da PNAD Contínua e aplicou a mesma metodologia à reponderação da série histórica, com início em 2012 (Nota técnica 02/2025, de 31 de julho de 2025). Segundo a nota, naquela data foram divulgadas as estimativas dos trimestres móveis; os temas anuais programados para divulgação ainda em 2025 teriam as séries reponderadas nas respectivas divulgações, e os já divulgados antes de 31 de julho de 2025, no ciclo de divulgação de 2026.[7]

Segundo a Nota técnica 02/2025, os temas anuais da PNAD Contínua já divulgados antes de 31 de julho de 2025 teriam as estimativas reponderadas no ciclo de divulgação de 2026.[8]

O Gini do rendimento domiciliar per capita publicado pelo IBGE mudou entre edições: no informativo de 2024, 2019 = 0,544 e 2024 = 0,506; no informativo de 2025, 2019 = 0,543 e 2024 = 0,504.[9]

A Amostra Mestra da PNAD Contínua de 2012 a 2024 foi selecionada com a Base Operacional Geográfica do Censo Demográfico de 2010; o IBGE anunciou atualização completa a partir dos dados do Censo 2022.[10]

No Ipeadata, a série PNADS_GINI é o coeficiente de Gini da renda domiciliar per capita de todas as fontes, multiplicado por 100.[11]

Na série PNADS_GINI do Ipea, os resultados da antiga PNAD foram multiplicados pelo fator que, em 2012, iguala o resultado da antiga PNAD ao da pesquisa que a substituiu; é, portanto, uma série ajustada, não o dado original da PNAD.[12]

A série DISOC_RDCG do Ipeadata, do Gini da renda domiciliar per capita calculado com a PNAD, está inativa e não tem dados nos anos de Censo Demográfico, quando a PNAD foi interrompida.[13]

A tabela 5801 do SIDRA (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, 2004 a 2015) mede o Gini do rendimento mensal das pessoas de 15 anos ou mais com rendimento: é outro conceito, diferente do Gini do rendimento domiciliar per capita.[14]

Hoffmann, Jesus e Almeida (2018) registram que o IBGE adverte que as diferenças metodológicas entre a PNAD tradicional e a PNAD contínua impedem correspondência direta entre os resultados das duas pesquisas.[15]

A PNAD tradicional foi realizada pela última vez em 2015, com setembro como mês de referência; a PNAD contínua é feita desde 2012, com coleta distribuída ao longo do ano.[16]

Até 2003, a PNAD não incluía a área rural da antiga região Norte.[17]

Hoffmann, Jesus e Almeida (2018) afirmam que, no caso da distribuição da renda domiciliar per capita, com dados da PNAD tradicional até 2015 e da PNAD contínua para 2016 e 2017, é difícil saber se a mudança nos resultados de 2015 para 2016 se deve às diferenças metodológicas entre as duas pesquisas ou é uma mudança econômica real.[18]

Segundo o IBGE, em 2024 (0,504) o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita diminuiu e alcançou o menor valor da série da PNAD Contínua, com ligeira oscilação em 2025 (0,511).[19]

Pelo IBGE, o Gini do rendimento domiciliar per capita caiu de 0,540 para 0,524 entre 2012 e 2015, subiu a 0,537 em 2016 e chegou ao maior valor da série em 2018 (0,545).[20]

O IBGE informa que, no início da pandemia de COVID-19, a perda de ocupação atingiu sobretudo trabalhadores de menor rendimento, o que pode ter contribuído para a queda da desigualdade do rendimento do trabalho de quem se manteve ocupado; em 2020, a participação dos programas sociais na renda domiciliar per capita subiu de 1,7% para 5,9%.[21]

No Comunicado nº 155 do Ipea (2012), o índice de Gini da renda domiciliar per capita cai continuamente entre 2001 e 2011, pela PNAD.[22]

O Comunicado nº 155 do Ipea decompõe a queda da desigualdade na década por fontes de renda da PNAD: trabalho 58%, previdência 19%, Bolsa Família 13%, BPC 4% e outras rendas 6%.[23]

O método do Comunicado nº 155 é a decomposição do Gini por fontes de renda (Shorrocks, 1982), em que a desigualdade total é equivalente à soma das contribuições de todas as fontes, e a decomposição dinâmica (Mookherjee; Shorrocks, 1982), que analisa como cada fonte de renda contribui para mudanças na desigualdade entre dois momentos no tempo.[24]

O Comunicado nº 155 afirma que, sem as políticas redistributivas patrocinadas pelo Estado brasileiro, a desigualdade teria caído 36% menos na década; no mesmo trecho, a queda é decomposta por fontes de renda, com Previdência (19%), Bolsa Família (13%) e Benefício de Prestação Continuada (4%).[25]

O Comunicado nº 155 liga o salário mínimo à queda da desigualdade por meio dos benefícios: os aumentos reais do mínimo beneficiam aposentados e pensionistas mais pobres, e o BPC é outro canal da política de reajuste do mínimo.[26]

Em nota técnica de 29 de novembro de 2017, o IBGE informou que, embora o rendimento domiciliar fosse coletado na PNAD Contínua desde 2012, divulgava naquele momento só os dados de 2016, por causa da revisão do questionário no 4º trimestre de 2015, que alterou a captação do rendimento efetivo de trabalho.[28]

Em nota técnica sobre as principais diferenças metodológicas entre PME, PNAD e PNAD Contínua, o IBGE afirma que essas diferenças inviabilizam comparações entre as pesquisas.[29]

Nos resultados preliminares da amostra do Censo Demográfico 2022, o IBGE informa que o índice de Gini do rendimento mensal domiciliar per capita médio foi de 0,542 para o Brasil em 2022; o IBGE chama esses resultados de preliminares porque a expansão da amostra usou Áreas de Ponderação preliminares, e os resultados não preliminares serão divulgados depois.[30]

Nas Notas metodológicas n. 03/2025, o IBGE afirma que as diferenças entre o Censo 2022 e a PNAD Contínua inviabilizam uma comparação direta dos resultados de trabalho e rendimento, e que a variável rendimento domiciliar per capita também tem diferenças significativas de construção entre os dois levantamentos.[31]

O que ainda falta documentar

  • Avaliações de impacto: O Comunicado nº 155 não explica como obteve os 36%; não há avaliação causal citada para esse número.

Fontes e evidências

  1. 1. A tabela 7435 do SIDRA, da PNAD Contínua anual, traz o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita, a preços médios do ano, no assunto Rendimento de todas as fontes.

  2. 2. O IBGE define o índice de Gini como uma medida de concentração de uma distribuição, cujo valor varia de zero (perfeita igualdade) até um (desigualdade máxima).

  3. 3. No rendimento domiciliar per capita do IBGE entra o rendimento habitual do trabalho (pessoas de 14 anos ou mais) e, para outras fontes, o valor recebido no mês de referência; o deflator é o IPCA.

    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 15, notas do gráfico do Gini domiciliar per capita, nota 2. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Na composição do rendimento médio mensal real domiciliar per capita, o rendimento habitual do trabalho é captado somente para pessoas de 14 anos ou mais de idade.”
    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 1, coluna 1, 3º parágrafo (rendimento de outras fontes). Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “primeira e na quinta visita, para todos os moradores do domicílio, e o valor considerado é o recebido no mês de referência da pesquisa.”
    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 1, nota de rodapé 3. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “é utilizado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, calculado pelo IBGE.”
  4. 4. Para o IBGE, o rendimento de outras fontes inclui programas sociais do governo (Programa Bolsa Família/Auxílio Brasil, BPC-LOAS e outros), aposentadoria e pensão oficiais, aluguel e arrendamento, seguro-desemprego ou seguro-defeso, pensão alimentícia, doação e mesada de não morador e outros rendimentos.

    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 1, nota de rodapé 2. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “programas sociais do governo (Programa Bolsa Família/Auxílio Brasil, Benefício de Prestação Continuada, da Lei Orgânica da Assistência Social - BPC-LOAS, outros programas sociais do governo); aposentadoria e pensão de instituto de previdência oficial”
    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 1, nota de rodapé 2, continuação. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “aluguel e arrendamento; seguro-desemprego ou seguro-defeso; pensão alimentícia, doação e mesada de não morador; e outros rendimentos”
  5. 5. A tabela 7435 do IBGE (Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita, a preços médios do ano) tem periodicidade anual, de 2012 a 2025.

  6. 6. O IBGE calcula os indicadores anuais de rendimento de todas as fontes com a primeira visita ao domicílio; em 2020, 2021 e 2022, por causa da pandemia de COVID-19, o índice de Gini e os demais indicadores usaram a quinta visita.

    • PNAD Contínua, Nota técnica 01/2025: Sobre os rendimentos de todas as fontes · IBGE, Diretoria de Pesquisas Estatística oficial
      Onde: p. 2, 4º parágrafo. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Para o cálculo anual dos indicadores de rendimento de todas as fontes a partir da PNAD Contínua utiliza-se a primeira visita ao domicílio.”
    • PNAD Contínua, Nota técnica 01/2025: Sobre os rendimentos de todas as fontes · IBGE, Diretoria de Pesquisas Estatística oficial
      Onde: p. 2, 6º parágrafo. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “a média do rendimento domiciliar per capita, o índice de Gini e todos os demais indicadores de rendimentos dos anos de 2020, 2021 e 2022 foi adotada a quinta visita ao domicílio, em alternativa ao padrão até então adotado (primeira visita) e temporariamente suspenso em decorrência da pandemia de COVID-19.”
    • SIDRA, descrição da tabela 7435 para a API (desctabapi) · IBGE Estatística oficial
      Onde: bloco Fonte. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, acumulado de primeiras visitas, exceto 2020-2022, acumulado de quintas visitas, devido à pandemia de Covid-19.”
  7. 7. Com os resultados do Censo Demográfico 2022, o IBGE atualizou as populações usadas nos fatores de expansão da PNAD Contínua e aplicou a mesma metodologia à reponderação da série histórica, com início em 2012 (Nota técnica 02/2025, de 31 de julho de 2025). Segundo a nota, naquela data foram divulgadas as estimativas dos trimestres móveis; os temas anuais programados para divulgação ainda em 2025 teriam as séries reponderadas nas respectivas divulgações, e os já divulgados antes de 31 de julho de 2025, no ciclo de divulgação de 2026.

  8. 8. Segundo a Nota técnica 02/2025, os temas anuais da PNAD Contínua já divulgados antes de 31 de julho de 2025 teriam as estimativas reponderadas no ciclo de divulgação de 2026.

  9. 9. O Gini do rendimento domiciliar per capita publicado pelo IBGE mudou entre edições: no informativo de 2024, 2019 = 0,544 e 2024 = 0,506; no informativo de 2025, 2019 = 0,543 e 2024 = 0,504.

  10. 10. A Amostra Mestra da PNAD Contínua de 2012 a 2024 foi selecionada com a Base Operacional Geográfica do Censo Demográfico de 2010; o IBGE anunciou atualização completa a partir dos dados do Censo 2022.

    • PNAD Contínua, Nota técnica 01/2025: Sobre os rendimentos de todas as fontes · IBGE, Diretoria de Pesquisas Estatística oficial
      Onde: p. 1, último parágrafo. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “A Amostra Mestra utilizada no período de 2012 a 2024 foi selecionada a partir de dados provenientes da Base Operacional Geográfica definida no Censo Demográfico de 2010, com atualizações de parte da malha de setores censitários feitas anualmente. Uma atualização completa da mesma ocorrerá a partir dos dados do Censo Demográfico 2022.”
  11. 11. No Ipeadata, a série PNADS_GINI é o coeficiente de Gini da renda domiciliar per capita de todas as fontes, multiplicado por 100.

    • Ipeadata, metadados da série PNADS_GINI (OData v4) · Ipea Estatística oficial
      Onde: campo SERNOME. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Coeficiente de Gini da renda domiciliar per capita de todas as fontes”
    • Ipeadata, metadados da série PNADS_GINI (OData v4) · Ipea Estatística oficial
      Onde: campo SERCOMENTARIO, frase 1 (trecho sem palavras acentuadas, que vêm em \u no JSON). Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “multiplicado por 100, podendo variar entre 0 (igualdade perfeita) e 100 (maior desigualdade”
  12. 12. Na série PNADS_GINI do Ipea, os resultados da antiga PNAD foram multiplicados pelo fator que, em 2012, iguala o resultado da antiga PNAD ao da pesquisa que a substituiu; é, portanto, uma série ajustada, não o dado original da PNAD.

    • Ipeadata, metadados da série PNADS_GINI (OData v4) · Ipea Estatística oficial
      Onde: campo SERCOMENTARIO, frase 3. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “todos os resultados originais obtidos diretamente da fonte foram multiplicados pelo fator que, em 2012, iguala o resultado da antiga PNAD ao da PNAD”
  13. 13. A série DISOC_RDCG do Ipeadata, do Gini da renda domiciliar per capita calculado com a PNAD, está inativa e não tem dados nos anos de Censo Demográfico, quando a PNAD foi interrompida.

    • Ipeadata, metadados da série DISOC_RDCG (OData v4) · Ipea Estatística oficial
      Onde: campo SERNOME. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Renda - desigualdade - coeficiente de Gini - INATIVA”
    • Ipeadata, metadados da série DISOC_RDCG (OData v4) · Ipea Estatística oficial
      Onde: campo SERCOMENTARIO, frase 1 (texto decodificado do JSON). Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Mede o grau de desigualdade na distribuição da renda domiciliar per capita entre os indivíduos.”
    • Ipeadata, metadados da série DISOC_RDCG (OData v4) · Ipea Estatística oficial
      Onde: campo SERCOMENTARIO, Obs. (texto decodificado do JSON). Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Obs.: dados não calculados para os anos de Censo Demográfico, em que a Pnad foi interrompida pelo IBGE.”
  14. 14. A tabela 5801 do SIDRA (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, 2004 a 2015) mede o Gini do rendimento mensal das pessoas de 15 anos ou mais com rendimento: é outro conceito, diferente do Gini do rendimento domiciliar per capita.

  15. 15. Hoffmann, Jesus e Almeida (2018) registram que o IBGE adverte que as diferenças metodológicas entre a PNAD tradicional e a PNAD contínua impedem correspondência direta entre os resultados das duas pesquisas.

  16. 16. A PNAD tradicional foi realizada pela última vez em 2015, com setembro como mês de referência; a PNAD contínua é feita desde 2012, com coleta distribuída ao longo do ano.

    • A distribuição da renda no Brasil conforme a PNAD: 1995-2017 (Texto para Discussão nº 45, IEPE/Casa das Garças) · Rodolfo Hoffmann, Josimar Gonçalves de Jesus e Sara Soares Pereira de Almeida (IEPE/Casa das Garças) Estudo acadêmico
      Onde: p. 1, seção 1, 2º parágrafo. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Dispomos dos dados da PNAD tradicional, que foi realizada pela última vez em 2015 e que, nesse período sempre coletou dados adotando setembro como mês de referência. Desde 2012 o IBGE tem realizado a PNAD contínua, com coleta de dados distribuída ao longo do ano.”
  17. 17. Até 2003, a PNAD não incluía a área rural da antiga região Norte.

  18. 18. Hoffmann, Jesus e Almeida (2018) afirmam que, no caso da distribuição da renda domiciliar per capita, com dados da PNAD tradicional até 2015 e da PNAD contínua para 2016 e 2017, é difícil saber se a mudança nos resultados de 2015 para 2016 se deve às diferenças metodológicas entre as duas pesquisas ou é uma mudança econômica real.

  19. 19. Segundo o IBGE, em 2024 (0,504) o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita diminuiu e alcançou o menor valor da série da PNAD Contínua, com ligeira oscilação em 2025 (0,511).

    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 14, fim do parágrafo sobre o Gini domiciliar per capita. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Em 2022, o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita caiu para 0,517, estabilizando-se nesse valor em 2023. Em 2024 (0,504), assim como observado para outras medidas de”
    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 15, 1º parágrafo (continuação). Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “também diminuiu, alcançando o menor valor da série, havendo ligeira oscilação em 2025 (0,511).”
    • Rendimento médio da população brasileira atinge R$ 3.367 em 2025 · IBGE, Agência de Notícias Comunicação de governo
      Onde: parágrafo sobre indicadores de desigualdade. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Já o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita apresentou leve variação, passando de 0,504, em 2024, para 0,511 no último ano, mas permaneceu inferior ao nível registrado em 2019 (0,543) e em todo o período que precedeu a pandemia.”
  20. 20. Pelo IBGE, o Gini do rendimento domiciliar per capita caiu de 0,540 para 0,524 entre 2012 e 2015, subiu a 0,537 em 2016 e chegou ao maior valor da série em 2018 (0,545).

    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 14, parágrafo sobre o Gini domiciliar per capita. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “(de 0,540 para 0,524), que foi revertida a partir de 2016, quando o índice aumentou para 0,537, chegando ao maior valor da série histórica em 2018 (0,545).”
    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 15 do PDF, parágrafo sobre o Gini do rendimento domiciliar per capita. Consultado em 14 de outubro de 2026.
      “Entre 2012 e 2015, houve uma tendência de redução da desigualdade do rendimento per capita medida pelo índice de Gini (de 0,540 para 0,524), que foi revertida a partir de 2016, quando o índice aumentou para 0,537, chegando ao maior valor da série histórica em 2018 (0,545).”
  21. 21. O IBGE informa que, no início da pandemia de COVID-19, a perda de ocupação atingiu sobretudo trabalhadores de menor rendimento, o que pode ter contribuído para a queda da desigualdade do rendimento do trabalho de quem se manteve ocupado; em 2020, a participação dos programas sociais na renda domiciliar per capita subiu de 1,7% para 5,9%.

    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 7, seção sobre o Gini do rendimento do trabalho. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “o que pode ter contribuído para a queda da desigualdade do rendimento do trabalho da população que se manteve ocupada.”
    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 8, seção 'Participação dos diversos tipos de rendimento'. Consultado em 13 de outubro de 2026.
      “Nesse ano, o aumento da participação das outras fontes se deu na rubrica programas sociais do governo (de 1,7%, em 2019, para 5,9%, em 2020)”
    • Rendimento de todas as fontes 2025 (PNAD Contínua, informativo) · IBGE Estatística oficial
      Onde: p. 7 do PDF, seção sobre o Gini do rendimento do trabalho. Consultado em 14 de outubro de 2026.
      “No início da pandemia de COVID-19, estimou-se uma redução brusca do contingente de ocupados, afetando sobretudo aqueles em posições mais vulneráveis e com menores rendimentos médios”
  22. 22. No Comunicado nº 155 do Ipea (2012), o índice de Gini da renda domiciliar per capita cai continuamente entre 2001 e 2011, pela PNAD.

  23. 23. O Comunicado nº 155 do Ipea decompõe a queda da desigualdade na década por fontes de renda da PNAD: trabalho 58%, previdência 19%, Bolsa Família 13%, BPC 4% e outras rendas 6%.

  24. 24. O método do Comunicado nº 155 é a decomposição do Gini por fontes de renda (Shorrocks, 1982), em que a desigualdade total é equivalente à soma das contribuições de todas as fontes, e a decomposição dinâmica (Mookherjee; Shorrocks, 1982), que analisa como cada fonte de renda contribui para mudanças na desigualdade entre dois momentos no tempo.

  25. 25. O Comunicado nº 155 afirma que, sem as políticas redistributivas patrocinadas pelo Estado brasileiro, a desigualdade teria caído 36% menos na década; no mesmo trecho, a queda é decomposta por fontes de renda, com Previdência (19%), Bolsa Família (13%) e Benefício de Prestação Continuada (4%).

  26. 26. O Comunicado nº 155 liga o salário mínimo à queda da desigualdade por meio dos benefícios: os aumentos reais do mínimo beneficiam aposentados e pensionistas mais pobres, e o BPC é outro canal da política de reajuste do mínimo.

  27. 27. Na Síntese de Indicadores Sociais 2017, o IBGE informa que o rendimento domiciliar per capita é coletado desde a implantação da PNAD Contínua, em 2012, e que, por diferenças metodológicas, não é comparável aos dados da PNAD, descontinuada em 2015; informa também que em 2015 houve mudança no questionário para melhorar a captação do rendimento efetivo do trabalho.

  28. 28. Em nota técnica de 29 de novembro de 2017, o IBGE informou que, embora o rendimento domiciliar fosse coletado na PNAD Contínua desde 2012, divulgava naquele momento só os dados de 2016, por causa da revisão do questionário no 4º trimestre de 2015, que alterou a captação do rendimento efetivo de trabalho.

  29. 29. Em nota técnica sobre as principais diferenças metodológicas entre PME, PNAD e PNAD Contínua, o IBGE afirma que essas diferenças inviabilizam comparações entre as pesquisas.

  30. 30. Nos resultados preliminares da amostra do Censo Demográfico 2022, o IBGE informa que o índice de Gini do rendimento mensal domiciliar per capita médio foi de 0,542 para o Brasil em 2022; o IBGE chama esses resultados de preliminares porque a expansão da amostra usou Áreas de Ponderação preliminares, e os resultados não preliminares serão divulgados depois.

  31. 31. Nas Notas metodológicas n. 03/2025, o IBGE afirma que as diferenças entre o Censo 2022 e a PNAD Contínua inviabilizam uma comparação direta dos resultados de trabalho e rendimento, e que a variável rendimento domiciliar per capita também tem diferenças significativas de construção entre os dois levantamentos.